domingo, 30 de agosto de 2009

Seria um sonho construir uma casa ecológica?

Nossa casa deve produzir bem-estar, sem agredir ao meio circundante e promovendo a amplitude de nossa compreeensão a respeito das coisas. Neste sentido, algumas idéias podem ser consideradas tanto em sua construção quanto em sua ocupação. Além da construção o terreno deve ter espaço para a vivência de seus moradores com a natureza sem a sensação de aperto. Trata-se daqueles convencionais espaços para jardinagem e para lazeres e afazeres. Este deve ter tamanho, por exemplo, que permita um cão de porte médio se exercitar em pequenas corridas. E ser sombreado em pelo menos 50% por árvores e arbustos. Estas sugestões servem para conjuntos de casas ou de apartamentos, lembrando que precisam ser considerados o número de moradores que vão se relacionar no espaço de lazer e o número de moradores que vão querer estar sozinhos nesse espaçoao mesmo tempo.
A cercadura do terreno
O terreno jamais deve ter cercadura na frente. Também sem fugir do convencional, o acesso à casa deve ser livre, se possível através de um pequeno jardim. Isso revela respeito do morador para com o transeunte, contando que a casa à vista favorece à prática da criatividade arquitetônica, uma das áreas que mais geram trabalho de natureza nobre. Em respeito ao vizinho, as laterais e o fundo do terreno também não são lugares de cercadura ostensiva.
Uma cerca viva de 1 metro de altura, além de bonita, cumpre a função de demarcar sua propriedade, permite o lazer da poda e evita gastos de materiais de construção.Além disso, pequenas passagens devem ter permitir a livre circulação de crianças e animais pelos terrenos. Esses seres devem ser respeitados em sua natureza expansiva e em sua curiosidade sobre o meio que as cerca. Crianças precisam do relacionamento aberto com vizinhos para sua formação e para poder fazer melhor julgamento dos pais. Os problemas que possam surgir daí não são nada mais do que exercícios de rotina para pais que ainda querem evoluir como pessoas.
A planta da casa
Independentemente da criatividade ou estilo aplicados na arquitetura da casa, ela deve ter:

– garagem, porque meio de locomoção é direito de todos;
– cômodo de despejos, porque todos tem seus objetos inúteis mas sem preço;
– aquecedor solar, porque as cachoeiras estão desaparecendo debaixo de hidrelétricas;
– pia de dois ralos;
– privada seca.

A pia de dois ralos
Preste atenção no uso da pia de cozinha: mais da metade da água é gasta em simples enxagüe de copos, xícaras, frutas, legumes, etc., sem sabão. Essa água “limpa” não deveria ir para o esgoto. É perfeita para regar plantas ou lavar pisos. Bastaria ser escoada por um ralo adicional e conduzida para uma caixa ou sistema de gotejamento de jardim.A água com sabão por sua vez, tanto de pias como do chuveiro, pode ser encaminhada para uma cisterna (caixa rasa) de cimento, de 2×2m de área e alambrado de 5cm, descoberta e construída em um canto do terreno. A água evapora e o resíduo depositado no fundo é removido periodicamente.Esta medida atende a uma família de 4 ou 5 pessoas, favorecida obviamente pela moderação no uso da água e do sabão e pelo cuidado de se deixar escorrer o mínimo de detritos pelo ralo. Repare que apenas alimentos gordurosos exigem sabão na lavagem das vasilhas. Para famílias maiores, cisternas maiores. Conjuntos de apartamentos podem ter cisternas empilhadas e ventilação eólica para acelerar a evaporação.A pia tem portanto dois ralos com fechamento manual e naturalmente dois encanamentos.

A privada seca
Alimentador principal do esgoto, a privada de descarga tem de ter data marcada para extinção por todos os povos do mundo. O maior dos absurdos domésticos, é ela quem transforma nossa casa em verdadeira máquina de morte. Misturar água limpa com fezes é a última coisa que deveríamos fazer para nos livrar delas. Fezes são compostos orgânicos que precisam de umidade adequada para que microorganismos possam fazer o trabalho de transformá-los em humus. O excesso de água afoga esses microorganismos, dando lugar ao processo anaeróbio que leva à podridão sem vida.
As privadas secas já estão mais do que comprovadas e em uso. Têm os mesmos equipamentos da privada convencional. Só que sem a descarga e o sifão. Fezes e urina caem direto numa caixa de compostagem de onde se pode retirar as camadas inferiores do material, seco, leve, sem qualquer odor, para adubagem. O sistema ainda nos permite menos odores desagradáveis do que a privada de descarga, pois além de ficar vedado quando em desuso, um exaustor eólico (movido pelo vento) conduz todos os gases produzidos para a tubulação e daí para o espaço aberto.

Fonte:http://acasaecologica.wordpress.com

7 comentários:

Deus é fiel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Deus é fiel disse...

Olá Décio!
Hoje em dia o que menos temos é espaço...Infelizmente!
No condomínio onde moro são 16 casas coladas umas nas outras,terrível.
mas pra que tem condições de fazer uma casa ecológica deve ser uma maravilha.
Um abraço!

Altemar Rocha disse...

Às vezes fico pensando por que certas tecnologias não são incorporadas às construções civis.
Certamente por razões econômicas defendidas por fabricantes tradicionais e falta de visão.
Parece que a coisa só vai pegar se for lei.
Ótimo texto. Parabéns.

Catarino disse...

Os espaços nas cidades estão cada dia mais apertados.
Esse projeto seria um sonho.

eu disse...

muito interessante mesmo este post, aprendi muito,parabéns

Cris disse...

Excelente postagem, são pequenas mudanças que devem ser feitas para preservarmos nosso bem estar e o planeta. Parabéns

Beijocas

shawn disse...

Quando se sonha com a casa ideal, pensa-se num lugar belo e agradável, luminoso, quente no Inverno e fresca no Verão, com o ar puro, de fácil manutenção, respeitosa com o meio ambiente e que seja capaz de produzir a energia que consome. Assim como, a possibilidade de aproveitamento da água existente no terreno e como o armazenamento da água das chuvas. Uma casa Idílica poderia estar inspirada num mcitp exams de ficção cientifica, mas esta é uma realidade tão acessível como qualquer outra construção convencional.

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