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sábado, 22 de fevereiro de 2020

Vírus, o eterno flagelo da humanidade

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Os vírus são agentes submicroscópicos, parasitas intracelulares rigorosos, capazes de parasitar o ser humano, os animais, plantas e até bactérias e fungos. Seus efeitos no ser humano se conhece desde os tempos mais antigos, principalmente porque são agentes transmissíveis que causaram grandes epidemias e pandemias Assim, o primeiro aspecto que realça a importância dos vírus na medicina humana é sua patogenicidade, isto é, sua capacidade de produzir doenças. 
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Na história, existem registros de sequelas da poliomielite em Ilustrações egípcias que datam de 3000 a.C. No entanto, neste período não havia um conceito sobre os vírus, como agia e como se reproduzia, a ideia que se tinha por exemplo, é de que a variolização da Ásia para o Ocidente, ocorreu em decorrência do contato com as pústulas das vacas que eram imunes a varíola, este "flagelo" que causou grande mortalidade e deixou muitas sequelas na pele dos sobreviventes . 
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Louis Pasteur
Mais tarde, em 1885, Pasteur inoculou o vírus da raiva em coelhos e desenvolveu a vacina contra essa doença. A propagação da febre amarela no século XVII da África para o América, foi um desafio para a pesquisa que culminou em 1927 com o primeiro isolamento do vírus da febre amarelo, em 1935, uma vacina contra ele foi obtida. Em 1937 criou-se a primeira vacina contra o vrírus influenza e na década de 60 vacinas foram obtidas contra poliomielite, sarampo, rubéola e caxumba usando vírus atenuados. 
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Corona vírus
Nos anos 80, foram produzidas as primeiras vacinas geneticamente modificadas (hepatite B). Não obstante o notável progresso científico, os vírus continuam a desafiar a mundo, que todos os dias descobre vírus novos e antigos, como a da pandemia de gripe A H1 N1, em 2009, e agora o coronavirus.

Fonte: Virologia clinica : Luís Fidel Avendaño, Ferrrés e Spencer.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

China suspende mais de 100 projetos de usinas elétricas movidas a carvão

A Agência reguladora de energia da China ordenou que  as 11 províncias parem com os mais de 100 projetos de energia a carvão, com uma capacidade instalada combinada de mais de 100 gigawatts, para conter o uso de combustíveis fósseis no mercado mundial de energia.
Em um documento emitido em 14 de janeiro para a mídia internacional o National Energy Administration (NEA) reportou que suspendeu os projetos de carvão, alguns dos quais já estavam em construção.
Os projetos no valor de cerca de 430 bilhões de yuans (cerca de 62 bilhões de dólares) estavam espalhados por províncias e regiões autônomas, incluindo Xinjiang, interior da Mongólia, Shanxi, Gansu, Ningxia, Qinghai, Shaanxi e outras áreas do noroeste.
Colocar os projetos de energia em espera é um passo importante para o esforço do governo para produzir energia a partir de fontes renováveis, como a energia solar e eólica, e retirar o titulo de maior usuário de carvão, que representa a maioria da fonte de alimentação da nação. O movimento segue iniciativas similares que ocorreram no ano passado e vem depois que o governo disse em novembro que eliminaria ou atrasaria pelo menos os projetos de 150 GW de carvão entre 2016 e 2020 e a captação de geração de energia de carvão em 1.100 GW. Como alternativa cerca de 130 GW de energia solar e eólica adicional será instalado até 2020, equivalente à capacidade total de geração de energia renovável da França, disse Frank Yu, consultor principal da Wood Mackenzie. "Isso mostra que o governo está mantendo sua promessa de reduzir os suprimentos de carvão", disse Yu. Alguns dos projetos ainda vão em frente, mas não até 2025 e provavelmente irá substituir a tecnologia ultrapassada, disse ele. Segundo a Wood Mackenzie, o crescimento da demanda anual de energia da China irá diminuir para 3-4%, em relação ao crescimento de dois dígitos nos últimos anos, principalmente nas indústrias que consomem muita  energia como a de vidro e metais.


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Escherichia coli,a bactéria que está aterrorizando a Europa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, hoje, que é uma nova estirpe nunca antes detectada da bactéria E.coli. Alguns testes preliminares mostraram que a bactéria é uma forma mutante de dois tipos diferentes de E.coli. “É uma nova estirpe que nunca foi isolada em pacientes”, disse Hilde Kruse, especialista em segurança alimentar da OMS. “Tem várias características que a tornam mais virulenta e fazem com que produza mais toxinas”, comparada com as centenas de estirpes de E.coli.
Alguns cientistas chineses, que têm também examinado a bactéria no Instituto de Genómica de Pequim, também afirmaram que esta tem genes que a tornam resistente a certos antibióticos.Esta estirpe tem provocado centenas de infecções, cujos sintomas principais são diarreia com sangue e insuficiência renal, mas apesar destes efeitos nefastos, a E.coli é uma bactéria normal do intestino e que todas as pessoas têm, pois é importante para a saúde. No entanto, “pode ganhar outras funções pela transferência horizontal de genes, tornando-se transportadora de toxina.
É uma bactéria intestinal que fora do intestino dá muitos problemas, como a insuficiência renal”, explicou José Moniz Pereira, coordenador do Centro de Patogénese Molecular-Unidade dos Retrovírus e Infecções Associadas da Universidade de Lisboa (UL).Trata-se de uma estirpe com capacidade de produzir toxinas que provocam no ser humano gastroenterites agudas, com cólicas abdominais, diarreia com sangue, febre moderada e vômitos, sintomas que podem evoluir, por força da queda do número de plaquetas, para uma síndrome hemorrágica, e em alguns casos pode tornar-se mortal. Nesta fase mais grave, conhecida por síndrome hemolítica-uremica (SHU), a infecção já está espalhada pelo organismo.
De acordo com José Moniz Pereira, neste estado os vasos sanguíneos são afetados pela E.coli, na medida em que já entrou na circulação perturbando sobretudo as funções renais, com danos por vezes irreversíveis.Esta estirpe patogênica da bactéria é de origem animal e José Moniz Pereira acredita que pode ter sido transferida para vegetais que possam ter estado em contato com dejetos animais, através das águas de rega ou durante o transporte, venda ou preparação.É por isso que é importante que os vegetais sejam muito bem lavados, principalmente quando são ingeridos crus.
Uma vez que as bactérias sucumbem a temperaturas superiores aos 70 ºC ou inferiores aos 20 negativos, as hortaliças que são cozidas durante dez minutos não apresentam este perigo de infecção e se forem ultra-congeladas também não.Estas bactérias podem ser resistentes a muitos antibióticos, devido a “um plasmídeo de resistência, um elemento genético extracromossómico que faz com que a bactéria ganhe mais funções”, afirma José Moniz Pereira.
Já Miguel Vicente Muñoz, investigador do Centro Nacional de Biotecnologia espanhol, afirma que “eliminar qualquer E.coli é difícil pois estão protegidas por uma capa de três camadas (outras como as da pneumonia só têm duas). Além disso, as estirpes mais patogênicas têm genes de resistência a vários antibióticos e possuem inclusive mecanismos para aumentar a produção da toxina quando se pretende eliminá-las. O antibiótico em vez de curar pode agravar o problema”.



Fonte: Organização Mundial de Saúde

sábado, 5 de junho de 2010

Peixes são afetados por poluição sonora


Ao contrário do que normalmente imaginamos, os oceanos não são ambientes silenciosos. Ao contrário de nós os peixes não têm dificuldade em ouvir debaixo de água e a poluição sonora crescente está ameaçando as suas populações.
Para a maioria das espécies de peixes a audição desempenha uma componente essencial das suas vidas. Os crescentes níveis de poluição sonora nos oceanos, proveniente de plataformas petrolíferas e de gás, de navios, barcos ou sonares, setão afetando a distribuição das populações de peixes, a sua capacidade reprodutiva, a sua capacidade de comunicação e a sua capacidade de defesa contra predadores. Algumas espécies de peixes são muito sensíveis aos ultra-sons e outras são muito sensíveis aos infra-sons. Cerca de 80% dos transportes marítimos são motorizados. Os sonares para procura de peixes, por exemplo, são utilizados desde os anos 50 e globalmente a poluição sonora está aumentando embora pouca atenção lhe seja prestada.


Fonte: BBC

domingo, 23 de maio de 2010

A manutenção dos níveis de exploração da pesca atuais esgotará os recursos até 2050


O Programa de Ambiente das Nações Unidas apresentou recentemente os resultados de um estudo que analisou o estado dos recursos pesqueiros a nível mundial e que, apesar de revelar um panorama desolador, também apresenta soluções.
Segundo Pavan Sukdev, responsável pelo relatório agora tornado público, atualmente “quase 30% dos recursos pesqueiros já estão em colapso e estão produzindo menos de 10% da sua capacidade original”.E se os padrões de exploração se mantiverem inalterados os recursos pesqueiros esgotar-se-ão até 2050. No entanto, este cenário pode ser evitado se se adotarem, a curto-prazo, algumas medidas de gestão das pescas.
Um dos passos para assegurar a continuidade do abastecimento de proteína animal a partir dos oceanos implica reduzir os 21 000 milhões de euros com que se subsidia atualmente um setor que não é lucrativo. O objetivo é reduzir o número de trabalhadores do setor em 20 milhões e consequentemente, os níveis de exploração insustentáveis que se verificam atualmente.
Estes fundos devem, alternativamente, ser investidos para apoiar programas de gestão sustentável das capturas, criar áreas de reserva para permitir a renovação dos estoques e melhorar os sistemas de vigilância do cumprimento dos limites de quotas de pesca estabelecidos.
Segundo os autores do estudo um investimento de 6400 milhões de euros anuais na gestão sustentável das pescas poderia permitir o crescimento das capturas até aos 112 milhões de toneladas de peixe anualmente.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Primeira “fábrica verde” da Coca Cola é inaugurada em Maceió

Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil

A fábrica é a primeira unidade verde de refrigerantes da Coca-Cola na América Latina, investimentos no projeto, construção e aparelhamento somam R$ 90 milhões, e possui conceitos verdes aplicados como iluminação, ventilação artificial que economizam energia e reduzem emissão de carbono.
A Conviver Bebidas e Alimentos, primeira fábrica verde de refrigerantes do Sistema Coca-Cola na América Latina, foi inaugurada no dia 16 de abril (sexta-feira), em Maceió. Localizada no bairro do Benedito Bentes, a Conviver pertence ao Sistema Empresarial Constâncio Vieira – SECV e aumentará a capacidade de produção em mais de 40% na 1ª fase, o que será ampliado ao longo dos próximos cinco anos.
Os produtos desta nova fábrica serão comercializados, a princípio, nos Estados de Alagoas, Sergipe e parte da Bahia. A fábrica, no entanto, terá capacidade para, inclusive, abastecer outros mercados do Nordeste.
O investimento total da obra foi de aproximadamente R$ 90 milhões (60% em equipamentos e 40% em infra-estrutura), compreendendo uma área de 210 mil m², sendo 38 mil m² de área construída inicialmente. Com arquitetura extremamente moderna e concebida dentro dos mais rígidos padrões de sustentabilidade ambiental, a nova unidade da Conviver é uma fábrica construída no conceito de planta verde e está em processo de obtenção da certificação LEED fornecida pelo Green Building Council Brasil, o que garante a implantação das boas práticas da construção sustentável.
O evento contou com a presença do presidente da Coca-Cola Brasil, Xiemar Zarazúa, do diretor geral da Conviver, Ruy Vieira, do governador do Estado de Alagoas Teotonio Vilela Filho, do prefeito de Maceió Cícero Almeida, além de diversas autoridades locais e nacionais. O ex-governador de São Paulo José Serra, que tinha acabado de chegar a Maceió, também presenciou o evento. Após a cerimônia de inauguração, os convidados ainda tiveram a oportunidade de visitar as instalações e o processo industrial.
“Esta nova fábrica representa para o Grupo mais eficiência, competitividade no mercado, layout adequado, conforto para os colaboradores, visão de longo prazo, já que o projeto contempla as nossas necessidades para os próximos 15 anos, fazendo apenas pequenos ajustes, colocando mais linhas de produtos. Para o Estado de Alagoas e região Nordeste significa mais geração de emprego, renda e desenvolvimento. Tudo isso dentro de um conceito que visa à preservação do meio ambiente/sustentabilidade”, destacou Ruy Vieira.

Fábrica Verde – Diferenciais.

1.Escolha sustentável do terreno:
-O terreno foi escolhido em função da proximidade com comércio e serviço de forma a incentivar os usuários do edifício a deslocarem-se a pé, bicicletas ou transporte público, contribuindo assim para a redução dos níveis de emissão de gases;
-Pontos de transporte público de fácil acesso e próximos ao terreno;
-Adoção de grande área plantada no terreno, promovendo, entre outros, gerenciamento mais eficiente das águas pluviais, maior biodiversidade e redução do efeito ilha de calor.
2.Cobertura do galpão de produção com cor clara e pé direito alto, diminuindo o efeito “ilha de calor”, em função da maior reflexão solar e também da utilização de telhas com isolantes térmicos, propiciando maior conforto aos colaboradores;
3.Iluminação natural em todo galpão industrial;
4.Plano de controle de poluição da obra;
5.Uso eficiente de água e redução de uso de água potável em necessidades secundárias;
6.Paisagismo com o uso de plantas nativas ou adaptadas, diminuindo a necessidade de irrigação;
7.Instalação de equipamentos economizadores de água, como válvulas “Dual-flush” e reuso de água dos chuveiros para as bacias sanitárias e torneiras com temporizadores;
8.Instalação de sistema de captação e reuso de águas do processo produtivo para a irrigação;
Eficiência energética;
-Restrição das instalações consumidoras de energia como ar condicionado e iluminação artificial;
-Diversas soluções para a redução de consumo de energia, como tanque de acumulação, baixa Densidade de Potência Instalada de Iluminação (LPDI) e vidros eficientes;
9.Utilização de gases refrigerantes sem a presença de CFC no bloco industrial; 10.iluminação natural, utilização de telhas translúcidas e sistema de ventilação;
11.Materiais utilizados:
-Utilização de materiais locais na construção, diminuindo a distância do transporte e consequentemente a liberação de CO2 na atmosfera;
12.Instalação de área para captação e gerenciamento de resíduos (reciclagem) na planta do edifício;
13.Uso de madeira certificada (FSC) garantindo a origem de área de manejo florestal.
14. Qualidade interna do ar:
15. Uso de tintas com baixo índice de VOC;
16.Sistema de monitoramento de CO2 nos ambientes internos, garantindo uma boa qualidade interna do ar;
17.Equipamentos de controle de poluição, como capachos, instalados nas entradas dos edifícios, reduzindo a entrada de partículas contaminantes.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/

segunda-feira, 15 de março de 2010

Usar esgoto como fertilizante pode ser solução ambiental

Tratamento de Esgoto

Já é possível transformar um problema ambiental em benefício econômico e social para o Brasil. Aproveitar o lodo do esgoto doméstico como fertilizante é realidade em várias cidades brasileiras e do mundo e uma ótima solução para diminuir a poluição de rios e solo das metrópoles.
Para que isso seja possível e não haja riscos de contaminação é necessário um tratamento específico e detalhado com vários processos de limpeza e desintoxicação dessa água. Pesquisas revelam que o lodo do esgoto depois de tratado é perfeitamente aproveitável e possui os nutrientes que as plantações precisam. Além de ajudar ao meio ambiente, o produtor pode economizar na compra de fertilizantes.
O processo se dá na utilização de água não potável, porém livre de sujeiras e poluentes, rica em vitaminas e minerais, o que a tornam própria para irrigação. A grande vantagem dessa técnica é a economia da água potável para outras funções, e o aproveitamento de materiais orgânicos e nutrientes nas plantações, tendo um efeito relevante para a sociedade, meio ambiente e economia do País.
Para o gerente de Tratamento de Água da Argal Química, empresa especializada em tratamento de águas e esgotos, Sergio Belleza, “é necessário que o Brasil se comprometa com atitudes sustentáveis como tratamento de esgotos e aprenda a reutilizar as propriedades nutritivas em áreas rurais e plantações. Atitudes assim são extremamente úteis e importantes para a preservação do meio ambiente e crescimento sustentável da economia”.

A empresa

A Argal Química é uma das mais tradicionais empresas do segmento de tratamento de águas e efluentes do Brasil. Oferece soluções que garantem às empresas um tratamento adequado de água, que pode gerar economia de 50% em custos ligados a sistemas geradores de vapor e resfriamento. O tratamento inadequado prejudica a troca térmica aumentando significativamente o consumo de energia ou combustível, para tal é necessário estabelecer um programa de tratamento de águas bem definido e bem monitorado. Entre os procedimentos desenvolvidos pela Argal estão o Tratamento de Águas Industriais, Tratamento de Efluentes, Biotecnologia e Vernizes Gráficos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Autores de artigo científico que previa subida do nível do mar recuam nas suas afirmações


Em 2009 foi publicado na revista Nature Geoscience um artigo que usava dados de fósseis de corais e de amostras de gelo obtidas a elevadas profundidades para avaliar as alterações históricas do nível do mar e prever o futuro em face do aumento da temperatura antevisto como consequência do Aquecimento Global.
O estudo concluía que, até ao fim do século, o nível do mar poderia subir entre 7 e 82cm, resultados que vieram confirmar as conclusões do relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas publicado em 2007.
Desde então foram publicados vários outros estudos sobre o mesmo tema, alguns dos quais sugeriam subidas ainda mais acentuadas do nível do mar podendo atingir os 1.9m. No entanto, surgiram igualmente críticas ao estudo publicado na Nature Geoscience, encabeçado por Mark Siddall, da Universidade de Bristol, no Reino Unido.
Duas dessas críticas levaram os autores a, publicamente, recuar no que diz respeito às afirmações publicadas no referido artigo. Segundo Mark Siddall, o estudo padece de dois erros técnicos que põem em causa a conclusão tirada, pelo que não é possível uma mera correção, sendo necessária uma retratação da publicação.
Numa declaração os autores explicam “Uma das incorreções foi um erro de cálculo; a outra foi não admitir totalmente as variações de temperatura nos últimos 2000 anos. Como resultados destas questões o artigo foi retratado e trabalharemos no futuro para corrigir estes erros”.
Segundo Siddall, “a retratação é frequentemente parte do processo de publicação”, e o investigador acrescenta “A ciência é um jogo complicado e há certos procedimentos que atuam como verificações e testes”.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Tribo indiana faz apelo ao realizador de "Avatar" para que ajude a salvaguardar a sua montanha


Os Dongria Kondh são uma tribo de 8000 indivíduos que habita a montanha de Niyamgiri na Índia, que simultaneamente lhes serve de santuário e lhes proporciona os recursos básicos como a água e o alimento.
Atualmente, existem planos de uma empresa – Vedanta Resources – para explorar na região as reservas de bauxita - um mineral usado para produzir cimento e produtos químicos e metalúrgicos - a que os Dongria Kondh se opõem fortemente argumentando que violará o caráter sagrado do local e porá em perigo a sua subsistência.
Recentemente a tribo lançou um apelo ao realizador da produção cinematográfica do momento, o filme “Avatar”,para que os ajude na promoção da sua causa, defendendo que James Cameroon, “melhor do que ninguém” compreende as suas motivações.
Na produção que já é um dos maiores sucessos de bilheteira é relatada a história de um povo – os Na’vi – que luta pela preservação da sua “árvore-casa” em Pandora, que “é tudo” para os indígenas.
Na revista de entretenimento Hollywood os Dongria Kondh escrevem “Apelo a James. Cameron. O Avatar é fantasia…e realidade. A tribo dos Dongria Jondh na Índia luta para defender a sua terra contra uma companhia de exploração mineira determinada a destruir a sua montanha sagrada. Por favor ajude os Dongria”.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

35% da coleta seletiva de São Paulo acaba no lixo comum


Boa parte do lixo que o paulistano separa, lava e guarda pensando que será reciclado vai parar no aterro, misturado ao lixo comum. A aposentada Ilka Piquet, 73, moradora da Vila Madalena (zona oeste), separava embalagens de vidro, papel e isopor para serem levados pelo caminhão de coleta seletiva.Mas, por uma sucessão de falhas e de falta de fiscalização por parte da prefeitura, uma parte desse material, em média 35%, não será reaproveitado.
Muitos dos caminhões, por exemplo, fazem uma compactação excessiva do lixo, quebrando vidros e fundindo plásticos -o que impossibilita a separação. Além disso, alguns itens, como embalagens de xampu ou papel de presente, não têm compradores. Há mais falhas.Na Vila Madalena, bairro da dona Ilka, quando o caminhão da coleta seletiva não passa - o lixo é levado pelo caminhão de lixo comum e, portanto, direto para o aterro.
Segundo moradores, o caminhão da coleta seletiva não passa por lá desde o início deste ano. "É uma grande sacanagem, o tempo que a gente perde para nada", disse a farmacêutica Cilene Camiloti, 46. O desperdício reduz ainda mais a margem de lixo reciclável da cidade, que em 2008 foi de 7% do lixo domiciliar passível de reciclagem e menos de 1% do total produzido.
Apenas pouco mais da metade dos paulistanos têm coleta seletiva na porta de casa -os outros 5 milhões precisam transportar o próprio lixo até um posto de coleta. Na cooperativa de triagem da Vila Leopoldina (zona oeste), o desperdício, segundo a coordenadora Jacy Cardoso, é de 40%. Ela diz que um dos problemas é que as empresas que coletam o material prensam o lixo."Se o caminhão chega muito cheio, com mais de 3,5 toneladas, nem deixo descarregar. As garrafas vêm moídas, o plástico dentro da lata, os papéis destruídos, tudo amassado", diz.
Por falta de compradores, a cooperativa não aproveita, por exemplo, embalagens de xampu, de catchup e de mostarda, papel de presente e potes de gel. Isopores estão há cinco meses empilhados na triagem da Sé (centro) aguardando comprador. Lá, porém, o desperdício é menor, cerca de 18%. Na da Mooca (zona leste), onde o rejeito chega a 50%, há um amontoado de galões plásticos na mesma situação. Dados do Instituto Pólis, que atua no setor, indicam que 35% do lixo reciclado é desperdiçado.
As 16 centrais de triagem da capital, cooperativas que operam em locais cedidos pelo poder público, são cadastradas pela Limpurb (Departamento de Limpeza Urbana) e recebem a coleta da prefeitura, além do que elas mesmas coletam.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Informe do IPCC sobre derretimento de gelo de várias montanhas se baseou em trabalho de estudante, diz jornal


O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) baseou as conclusões de um relatório sobre o derretimento de várias montanhas do planeta no trabalho de um estudante e em um artigo publicado numa revista de alpinismo, informa o "Sunday Telegraph" deste domingo (31).Em um recente informe, o IPCC afirma que a diminuição do gelo nos Andes, Alpes e na África está relacionada com a mudança climática.
Mas, segundo o "Sunday Telegraph", que verificou a natureza de algumas das fontes citadas, as constatações provêm de um artigo publicado numa revista de alpinismo - e se fundamentam em observações parciais feitas durante escaladas aos picos.Outra fonte citada é o trabalho de um estudante para um mestrado de geografia da Universidade de Berna, que cita entrevistas com guias de montanhismo nos Alpes.O IPCC classificou de mentirosas e sem fundamento as acusações do "Sunday Times".As informações do jornal britânico podem dificultar ainda mais a situação do grupo de especialistas da ONU.
O IPCC já havia sido obrigado a reconhecer que uma de suas previsões sobre o degelo das geleiras do Himalaia até 2035 "tinha poucos fundamentos".Apesar desta polêmica, a comunidade científica defendeu o IPCC, destacando que o grupo reconheceu seus erros sobre as geleiras do Himalaia e que seus trabalhos eram equilibrados e suas conclusões, justas.


Fonte: Folha Online

domingo, 31 de janeiro de 2010

Os animais conseguem pressentir as catástrofes ambientais?


Alguns acontecimentos fortalecem a teoria de que os animais são dotados de um "sexto sentido" , ou seja, uma relação muito próxima com os segredos da natureza. Os irracionais parecem ter premonição, pois conseguem prever as catástrofes ambientais.Considerados por uns como uma simples coincidência , outros suspeitam que por eles terem os sentidos mais aguçados do que os do ser humano, são capazes de captar vibrações e mudanças na pressão do ar e, percebendo até as primeiras ondas que vêm do centro da terra, fogem buscando encontrar um local seguro.De toda maneira um fato é certo, os animais sabem o que vai acontecer antes de nós. As pesquisas sobre o comportamento animal merecem ser aprimoradas , buscando encontrar uma fórmula de permitir que os animais sirvam futuramente como um sistema de alerta para os seres humanos frente as manifestações da natureza.
Os cientistas podem detectar sinais que mostram as possibilidades de um terremoto, como as pressões sísmicas, modificações dos campos magnéticos, inclinação do solo, etc. Mas todas estas técnicas não permitem prever com exatidão quando acontecerá uma catástrofe.Na China, um grupo de especialistas em sismologia em Nanning, província de Guangxi, decidiram usar cobras para prever abalos sísmicos. Monitorizam, 24 horas por dia, um conjunto de cobras e ninhos delas, com o intuito de prever tremores de terra. Eles acreditam que as cobras podem sentir a libertação de energia que dá origem aos tremores de terra cerca de 120 horas antes de os sismógrafos os registarem e de os humanos sentirem o chão a tremer debaixo dos pés. As cobras são, segundo os pesquisadores, os animais que mais rápido dão sinal de movimentos na crosta terrestre, embora acreditem que todos os répteis têm capacidade de sentir estas alterações. Nas horas que antecedem um abalo, o comportamento das cobras é errático e agressivo, chegando a atirar-se repetidamente contra as paredes ou vidros dos espaços onde estão confinadas.
O histórico de catástrofes ambientais anunciadas pelos animais é muito antigo. Oficialmente o interesse pelo tema iniciou em 1975 quando os funcionários da cidade chinesa de Haicheng foram surpreendidos pelo comportamento anormal dos animais e resolveram evacuar a cidade de 90 mil habitantes. Pouco depois um terremoto de escala 7.3 atingiu a cidade destruindo 90% dos edifícios.
Existem muitos relatos de testemunhas que viram aves e animais migrando antes do surgimento de terremotos, maremotos e erupções vulcânicas.
- Em 1755, o filósofo alemão Immanuel Kant observou uma multidão de minhocas saindo do subsolo perto de Cadiz, Sul da Espanha, oito dias antes do desastre atingir Portugal, provocando um grande terremoto em Lisboa .
- No dia 25 de junho de 1966, os moradores de Parkfield, na Califórnia, Estados Unidos, foram invadidos por cobras cascavéis. Eles não entendiam por que os répteis fugiram das colinas. A resposta chegou dois dias depois quando a área foi atingida por um terremoto.
- No dia 22 de fevereiro de 1999, pequenos antílopes fugiram da região montanhosa austríaca do Tyrol para os vales, algo que eles não costumavam fazer. No dia seguinte, uma avalanche devastou a vila austríaca de Galtur no Tyrol, matando dezenas de pessoas.
- Em 28 de fevereiro de 2001, um grupo numeroso de gatos se escondeu sem motivo aparente 12 horas antes de um terremoto que atingiu a área de Seattle. Uma ou duas horas antes, outros animais se comportaram de forma ansiosa , enquanto alguns cães latiram desesperados antes do terremoto chegar. Até mesmo cabritos e outros animais demonstraram sinais de medo.
- No dia 26 de dezembro 2004 ocorreu um tsunami no Oceano Índico, com vítimas fatais relatadas em mais de 285.000. Ondas gigantescas entraram até 3,5 quilômetros terra adentro na maior reserva ecológica da ilha, onde existem milhares de animais.As aves domésticas, galinhas e patos principalmente, subiram para árvores ou lugares altos, mas ninguém pareceu perceber o drama que se ia abater sobre as populações costeiras dos países que sofreram esta catástrofe.
Vários turistas se afogaram na reserva ecológica, mas, para surpresa das autoridades, não foi encontrado nenhum animal morto. As autoridades que cuidam da fauna no Sri Lanka informaram que, apesar da perda de milhares de vidas humanas no maremoto que atingiu o sul da Ásia, não houve registro de mortes entre animais na reserva e que o número de animais mortos na região, foi infimamente menor que o das pessoas
- Pouco antes de ocorrer a grande tragédia que abalou o Haiti , no dia 12 de janeiro de 2009, o cão chamado K9 , que estava sossegado deitado no meio de um escritório, manifesta de repente um forte desejo de fuga do local, como se tivesse captado um sinal de alerta. Segundos depois começa o tremor e pessoas correm em busca de saída.O fato relatado numa matéria recente do Daily Mail, divulga um vídeo que registrou o momento exato em que este cão labrador sai em disparada momentos antes de um tremor. Depois, as coisas começando a cair por todos os lados.
O veterinário PhD Robert Eckstein, estudioso do comportamento animal no departamento de biologia da Warren Wilson College, em Asheville, Estados Unidos, afirma:“eles sentem aspectos do mundo real que nós não temos conhecimento.”


Vininha F. Carvalho:ambientalista e presidente da Fundação Animal Livre.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Saiba como evitar pragas urbanas no verão


As altas temperaturas do verão são condições favoráveis para o aparecimento de hóspedes indesejáveis em casa: as pragas urbanas. Baratas, formigas, cupins, moscas, mosquitos, ratos, entre outros intrusos, se aproveitam do calor para se reproduzir. Mas, além de causarem danos materiais - uns devoram alimentos e outros destroem móveis -, há os possíveis malefícios à saúde da família.
"Essas pragas podem transmitir doenças graves ao homem. Alguns exemplos são: dengue, febre amarela e viroses, transmitidas por mosquitos; leptospirose, provocada pelo contato com a urina da ratazana; intoxicações, vômitos e diarreias, causadas por alimentos contaminados com fungos e bactérias deixados por moscas, baratas e formigas, que estão em contato com lixo, chão, tudo", cita a bióloga Lucy Figueiredo, diretora técnica da Associação Brasileira de Controle de Vetores e Pragas (ABCVP).
Já as lagartixas, comuns nas paredes das casas, apesar de assustarem muita gente com seu aspecto, não oferecem riscos. "Pelo contrário, são muito úteis por serem predadoras naturais de insetos. Comem até traças", diz a bióloga.
A prevenção, avisa a especialista, é essencial para dificultar a instalação dos invasores inconvenientes. "O próprio homem muitas vezes não se preocupa em tomar medidas preventivas. Ele até contribui para essa proliferação deixando lixo acumular, água parada, alimento estragado na geladeira, restos de comida pela pia, não higienizando a casa, entre outras atitudes erradas. E uma vez estabelecida a infestação, torna-se bastante difícil o controle, pois apenas os inseticidades à venda nos mercados não são suficientes", diz Lucy.
Para o combate eficiente das pragas urbanas deve-se procurar por empresas especializadas, que utilizam formulações químicas seguras e com aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não afetando o meio ambiente.
"Esse serviço não deve ser feito por leigos devido ao alto risco no contato com substâncias tóxicas. Somente técnicos especializados levam em consideração, além da biologia e hábitos das pragas, os requisitos de qualidade, saúde e segurança, usando produtos químicos adequados", destaca a bióloga.

O que fazer?
-Baratas: retire o lixo, vede frestas. Passe vaselina sólida misturada com óleo de cozinha nas bordas internas de um pote de vidro. Faça isca com pão embebido em cerveja e jogue no pote. A barata entrará, sem conseguir sair.
- Formigas: higienize a pia com produtos a base de cloro, não deixe restos de comida e alimentos adocidados. Cheiro de cravo, canela e borra do café repelem. Coloque numa tampa e deixe nos cantos da pia e armários.
- Moscas: não acumule lixo. Afaste-as enchendo sacos plásticos com água e pendure em locais com Sol.
- Pernilingos: não deixe água parada, coloque areia em vasos. Para repelir, velas de citronela.


sábado, 23 de janeiro de 2010

IPCC (ONU) admite erro na previsão do desaparecimento do gelo nos Himalaias

Himalaia

Num relatório datado de 2007, o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas tinha estimado que, face à atual taxa de degelo nos Himalaias, consequência do Aquecimento Global, os glaciares na cadeia montanhosa poderiam desaparecer já em 2035.No relatório podia-se ler “Os glaciares dos Himalaias estão retrocedendo mais depressa do que em qualquer outra parte do mundo…a probabilidade de que tenham desaparecido em 2035 ou mais cedo é muito elevada”.
A data foi questionada por cientistas e o órgão da ONU, através do seu vice-presidente, Jean-Pascal van Ypersele, veio agora confirmar que não está correta. Aparentemente a data terá surgido inicialmente numa entrevista a um perito em glaciares indiano em 1999, tendo depois aparecido em 2005 num relatório da WWF que foi referido pelo IPCC em 2007 ou alternativamente terá resultado de uma leitura incorreta de um estudo que avançava 2350 como data da extinção dos glaciares nos Himalaias.
Como explicou Jeffrey Kargel da Universidade do Arizona “Se pensarmos que na grossura do gelo – 200 a 300m de espessura, atingindo os 400m em alguns casos – e se estamos perdendo gelo a uma taxa de um metro por ano, ou até 2m por ano, não é possível que 200m de gelo desapareçam num quarto de século”.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

“Greenroads” lança princípios para construção sustentável de estradas


Os EUA têm 10% das estradas pavimentadas do planeta. Com 6,4 milhões de quilômetros de estradas, os EUA gastam anualmente US$ 85 bilhões na construção de mais milhares de outros. Cada milha construída (1,6 km) gasta a energia suficiente para manter 200 casas norte-americanas durante um ano, consome matéria prima equivalente ao consumo de mil residências em um ano e gera tanto lixo quanto 1.200 casas por ano.
Agora, a empresa de pesquisa e engenharia CH2M Hill, ligada à Universidade de Washington, lançou o primeiro sistema de avaliação para construção sustentável de estradas, sob os princípios do programa LEED para construções “verdes”. O sistema “Greenroads” avalia o impacto total de uma estrada, incluindo o ambiental e o social, e leva em consideração desde as práticas e os materiais de construção até a poluição sonora e a existência de ciclovias.
Os projetos têm de preencher quesitos básicos referentes à construção, à geração de lixo, à poluição e à duração da obra. Podem ganhar pontos extras pelo uso de recursos reciclados ou locais, pela redução do uso de combustíveis fósseis, pela minimização do uso de água e pela implementação de sistemas inteligentes de gestão de tráfego.
“Estamos tentando ser bastante inclusivos e abranger uma diversidade de projetos de estradas”, diz Steve Muench, professor assistente de engenharia civil e ambiental na Universidade de Washington. “Por exemplo, em um projeto urbano você provavelmente terá de gastar muito tempo e esforço construindo uma superfície que dure décadas com o mínimo de manutenção, ou reduzindo o barulho dos pneus. Em um projeto rural, você terá de focar seu planejamento em recursos para lidar com tempestades e mau tempo, e deve incluir o tráfego de animais silvestres pela pista como prioridade” exemplifica.
O sistema “Greenroads” já tem o apoio de cinco departamentos estaduais de transportes dos EUA e a Universidade está monitorando 15 projetos (estudos de caso) para checar o uso de energia e a pegada de carbono, além dos custos. “Nós achamos que os custos devem ser um pouco maiores do que os de projetos convencionais, mas se levarmos em conta o custo total do ciclo de vida da rodovia, o sistema Greenroads leva vantagem”, explica Muench. “Eu comparo a iniciativa das ‘estradas verdes’ ao que ocorreu com as ‘construções verdes’ (greebuildings). Começou como uma iniciativa voluntária mas evoluiu na última década e agora aproximadamente 300 agências governamentais e educacionais adotaram políticas para certificação de novas construções com o selo LEED. Nesse sentido, não é mais uma iniciativa voluntária, não é mais uma opção: é um pré-requisito. Com o Greenroads, queremos guiar a indústria na direção certa”.
Os construtores de estradas salientam que eles já aderiram a algumas práticas ecologicamente corretas. A Portland Cement Association afirma que reduziu o uso de energia em cerca de 40% nos últimos 40 anos, e que 2 milhões de toneladas de material agregado reciclado são utilizados nas rodovias anualmente. Também garantiu que um mix de asfalto com uso menos intensivo de energia está sendo gradualmente utilizado em escala mais larga. Mas com 95% do material agregado saindo ainda fresco do solo (minas) e com a previsão de 8% de aumento nos gastos com rodovias este ano, os EUA parecem bem distantes de qualquer estrada realmente sustentável.
“Atualmente, produzimos lixo não reciclável, usamos mais do que conseguimos devolver à natureza e estamos alterando os ecossistemas mais do que deveríamos”, admitiu Muench. “Com o Greenroads estamos tentando fazer menos mal ao ambiente”.
Com informações do The Guardian.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Rede de supermercados e fornecedores lançam produtos sustentáveis


O Walmart Brasil e alguns dos seus principais fornecedores lançam hoje um projeto pioneiro no varejo brasileiro: o “Sustentabilidade de Ponta a Ponta”. Partindo da análise do ciclo de vida de seus produtos – da matéria-prima ao descarte – as indústrias parcerias do projeto – 3M, Cargill, Coca-Cola Brasil, Colgate-Palmolive, Johnson&Johnson, Nestlé, Pepsico, Procter&Gamble e Unilever – desenvolveram ou promoveram alterações significativas em produtos do seu portifólio, buscando reduzir seus impactos socioambientais.
“A ideia do projeto foi, em parceria com os fornecedores, levar a cadeia de suprimentos a dar um novo salto rumo à sustentabilidade, desenvolvendo produtos, linhas de produtos ou categorias que considerem e reduzam seus impactos no meio ambiente durante seu ciclo de vida”, afirma o presidente do Walmart Brasil, Héctor Núñez. “Dessa forma, o consumidor terá mais informações e opções sobre produtos mais sustentáveis, gerando um ciclo virtuoso de produção e consumo consciente”, acrescenta.
Ciente da complexidade em colocar em prática a sustentabilidade nas cadeias de suprimentos, especialmente num universo de 7 mil fornecedores e 60 mil itens em nossas lojas, o Walmart desafiou sua equipe de marcas próprias e nove parceiros comerciais para participar do projeto. Outra premissa foi que todos os produtos deveriam ser marcas reconhecidas pelo público. No caso de indústrias multinacionais, as melhorias dos processos e dos produtos podem ainda se tornar boas práticas nos setores em que atuam.Os parceiros que aceitaram o desafio fornecem mais de 40% dos produtos oferecidos nas lojas da rede, portanto, com um grande potencial para ampliar os conceitos do projeto para outros produtos de seus portifólios.
Os produtos que integraram o projeto foram: o achocolatado Toddy Orgânico, da Pepsico; a linha de águas Pureza Vital, da Nestlé, o amaciante Comfort Concentrado, da Unilever; o Band-Aid, da Johnson&Johnson; o desinfetante Pinho Sol, da Colgate-Palmolive; a esponja de banho - Ponjita Naturals Curauá, da 3M; a fralda Pampers Total Confort, da Procter&Gamble; o Matte Leão Orgânico, da Coca-Cola Brasil; a linha de óleos vegetais Liza, da Cargill; além do sabão marca própria TopMax, do Walmart (fabricado pela indústria Gaúcha Bertolini).
“Os produtos trazem diferenciais que vão da redução ou alteração do tipo de embalagem e matéria-prima utilizada, optando por opções recicláveis ou certificadas, à diminuição no consumo de energia, água e dos resíduos sólidos gerados”, cita Núñez.O papel do Walmart foi fornecer suporte técnico – representado pelo CETEA (Centro de Tecnologia de Embalagens), ligado ao Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), do governo de São Paulo – para todo o processo de desenvolvimento do produto, avalizando os resultados apresentados pelas empresas do início ao fim da cadeia produtiva.
Além disso, a empresa ofereceu a garantia de compra, a visibilidade e exposição diferenciada desses itens no ponto de venda.O projeto, que teve duração de 18 meses, contou com reuniões mensais que envolviam o mapeamento da cadeia produtiva do produto, a identificação de oportunidades de otimização e reduções de impactos ao meio ambiente em cada ciclo de seu desenvolvimento, além de mais de 3000 horas de consultoria técnica , com reuniões entre o fornecedor, o Walmart e o CETEA.“Nosso objetivo agora é ampliar o alcance do Projeto para os demais fornecedores e temos a expectativa de incluir, no mínimo, 10 novos produtos na próxima edição”, completa Núñez.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Aquecimento Global?Assim como na Europa, E.U.A e Ásia o México tem temperaturas mais baixas dos últimos 124 anos


O México vem registrando as temperaturas mais baixas dos últimos 124 anos, de acordo com o Serviço Meteorológico Nacional (SMN).O inverno rigoroso no hemisfério norte provocou o fechamento dos três principais portos de exportação de petróleo - pontos de saída de cerca de 97% da produção de hidrocarbonetos do México.
Os portos de Acyo Arcas, Tres Bocas e Coatzacoalcos, localizados no Golfo de México, devem permanecer fechados até que o clima fique mais ameno, de acordo com o Ministério das Comunicações do México.O SMN afirmou que uma frente fria já atinge 22 dos 32 Estados mexicanos. As zonas montanhosas de Coahuila, Durango e Chihuahua, no norte do país, registraram temperaturas de -11°C.
As aulas foram suspensas nas escolas de oito Estados e, em quatro outros, os alunos das escolas primárias estão sendo instruídos a chegar mais tarde.O governo decretou estado de emergência em Zacatecas e Durango, e as autoridades sanitárias estão atentas para um possível aumento da incidência de gripe suína - doença que afetou duramente o país em 2008.De acordo com o Ministério da Saúde, até o momento a onda de frio causou a morte de nove pessoas em várias partes do país.
Vento
A onda de frio no México tem consequências diferentes em cada região. No Estado de Oaxaca, no sudoeste do país, o Instituto Estatal de Proteção Civil disse que ventos de até 140 quilômetros por hora provocaram o capotamento de quatro caminhões de carga.Em várias cidades no Estado de Coahuila, no norte do país, o abastecimento de água potável foi suspenso porque os canos congelaram. As autoridades pediram que as pessoas tomem providências para evitar que os canos de suas casas estourem.
Partes elevadas da Cidade do México estão cobertas de neve. Centenas de pessoas buscaram essas áreas para recreação, mas a polícia está impedindo o acesso para prevenir acidentes.As imagens mais comuns na televisão mexicana no momento são de pessoas com casacos pesados para enfrentar o frio - mesmo os moradores de zonas de clima quente como Yucatán e Tabasco.Nesses Estados as autoridades distribuíram cobertores para os mais necessitados.

sábado, 2 de janeiro de 2010

“Nature” elege notícias científicas mais importantes de 2009


No balanço do ano de 2009, a revista britânica Nature apresentou a sua seleção de notícias científicas do ano. A gripe causada pelo vírus H1N1 conquistou o primeiro lugar do TOP10 da revista científica.
A doença alcançou o protagonismo por ser a primeira pandemia de gripe em 40 anos e na sua origem estar um microorganismo com genes de porco, ave e humano. Aesar de ser benigna para a maioria da população a doença já causou mais de 10 000 vítimas mortais.
O maior acelerador de partículas do mundo – LHC - instalado em Genebra, mereceu o segundo lugar, ao tornar-se o mais potente a nível mundial, superando a marca do Tevatron, o acelerador de partículas americano que detinha o recorde de energia.
O “roubo” das mensagens eletrônicas trocadas por eminentes climatólogos e que, alegadamente, provariam que a teoria do Aquecimento Global não é apoiada por dados científicos ficou em 3º lugar. Segundo os editores da Nature o conteúdo de alguns emails “revela a frustração com alguns dados e uma atitude arrogante relativamente aos cépticos, mas não coloca em causa a solidez das provas que mostram que o planeta aquecendo provavelmente devido à ação humana”.
Tal como a revista Science, a Nature também classificou entre os 10 primeiros a notícia da descoberta de indícios de água numa cratera na Lua, detectada imediatamente antes da colisão com a superfície lunar da sonda da NASA LCROSS, que também registou indícios de carbono, mercúrio e metano.
A aposta do presidente norte-americano Barack Obama na Ciência, que esteve na origem do levantamento das proibições impostas pela administração Bush no que toca à investigação com células estaminais embrionárias humanas ficou em 5º lugar. Esta decisão permitiu a aprovação de mais de 40 linhas de investigação nesta área até meados de Dezembro.
O impacto da crise económica na Investigação Científica, que afetou o funcionamento das instituições em vários países mereceu o 6º lugar, sendo de louvar os esforços dos governos que, apesar da recessão, investiram na Ciência como um motor da Economia, como é o caso da Alemanha.
Na 7ª posição e ainda no que diz respeito às consequências da crise económica no que toca ao financiamento das actividades de I+D, é de destacar a oposição de um conjunto de distintos investigadores japoneses ao plano apresentado pelo Primeiro-ministro japonês para realizar cortes nos fundos atribuídos a vários projetos importantes.
O insucesso da Conferência do Clima da ONU que teve lugar neste mês, e que não produziu o tão desejado acordo global e legalmente vinculativo que substituiria o Protocolo de Quioto classificou-se em 8º lugar. Segundo os editores, o fracasso ficou a dever-se às divisões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.
O escândalo do plágio em vários artigos científicos de autoria de importantes personalidades políticas do Irã, que incluem o Ministro da Ciência e o Ministro dos Transportes daquele país, mereceu o penúltimo lugar do Top 10.
Por fim, fecha a seleção, na 10ª posição do ranking, a notícia de um relatório que concluiu que a NASA não possui fundos para financiar o programa de voos tripulados anunciado por George Bush, e que incluiria o regresso à Lua em 2020.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Lixo eletrônico é transformado em árvore de Natal e presépio

Lixo eletrônico é transformado em árvore de Natal e presépio na agência dos
Correios, que faz alerta para o descarte adequado de componentes eletrônicos
(foto: Maurilio Cheli/SMCS)

Monitores, teclados, mouses, CDs, DVDs, cartuchos, fitas, baterias e carcaças de aparelhos celulares e de computadores, chips, disquetes e ventiladores, entre outras sucatas eletrônicas, voltaram a ter utilidade em uma exposição aberta no hall de entrada da Agência dos Correios da Avenida Marechal Deodoro, 298, no centro de Curitiba. Nas mãos de dois artesãos e 40 alunos do Centro de Educação Integral Érico Veríssimo, o que era lixo eletrônico deu origem a uma grande árvore de Natal e um presépio, com robôs que representam reis magos, José, Maria e um menino Jesus eletrônico, na manjedoura, cercado por animais.
A exposição inusitada tem atraído a atenção de centenas de pessoas que passam pela agência dos Correios nesta época. A instalação artística é um dos resultados de uma parceria da Prefeitura de Curitiba com o Instituto Brasileiro de Eco-Tecnologia (Biet), dirigido pelo engenheiro Maurício Beltrão Fraletti.O objetivo é desenvolver um projeto educativo e dar destino final adequado ao lixo eletrônico - ou sucata da informática - das empresas participantes do programa Curitiba Tecnoparque, administrado pela Agência Curitiba de Desenvolvimento. O projeto conta com a participação das secretarias municipais do Meio Ambiente e da Educação.
"Esta exposição é uma forma de tentar despertar na sociedade o questionamento sobre o que fazer com o lixo tecnológico e ajudar a criar uma nova cultura nas novas gerações", afirma o diretor-presidente da Agência Curitiba, Juraci Barbosa Sobrinho. Além de explicar às pessoas o significado e a representatividade da Árvore de Natal e dos robôs, funcionários da agência dos Correios estão arrecadando peças eletrônicas sucateadas para encaminhá-las ao instituto Biet, que está instalado em um barracão cedido pela Agência Curitiba, no Sítio Cercado.Maurício Fraletti faz um alerta importante sobre o chamado lixo eletrônico:
"Esses componentes viraram lixo, que contém diversos elementos químicos e substâncias podem causar sérios danos ambientais. Ao mesmo tempo, é fonte de metais preciosos, como o ouro, que pode ser reaproveitado, se desenvolvermos uma tecnologia nacional adequada", diz ele.A estudante Vanderleia Castro, de Araucária, passou um bom tempo observando e admirando os componentes eletrônicos rearranjados em forma de presépio, ao lado da Árvore de Natal. "Nunca tinha visto tanta criatividade com equipamentos descartáveis", disse ela. Para Marcos Antonio Silveira, de 12 anos, a exposição rendeu uma nova idéia. "Já sei o que fazer com teclados, celulares e CDs velhos que estão amontoados no meu quarto. Vou tentar fazer um robô", disse animado.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

De acordo com registros, milhões ingerem água contaminada nos EUA

Portão de entrada do Departamento de Água de Ramsey, em Nova Jersey

Mais de 20% dos sistemas de tratamento de água dos EUA violam o Safe Drinking Water Act (Ato da Água Segura para a Ingestão, em tradução literal) nos últimos cinco anos, de acordo com a análise dos dados federais feita pelo “The New York Times”.A lei exige que as comunidades forneçam água da tornei segura para os moradores locais. Mas desde 2004, a água fornecida para mais de 49 milhões de pessoas contém concentrações químicas ilegais como o arsênico ou substâncias radioativas como urânio, tão perigosos quanto bactérias frequentemente encontradas em esgotos.
Os reguladores foram informados de cada uma dessas violações enquanto elas ocorriam. Mas os registros regulatórios mostram que menos de 6% dos sistemas de água que violam a lei foram multados ou punidos por autoridades federais ou estaduais, incluindo aqueles da Agência de Proteção Ambiental (EPA), que tem responsabilidade irrevogável sobre os padrões de aplicação da lei.Os estudos indicam que a contaminação da água ingerida está ligada a milhões de casos de doenças nos EUA a cada ano. Em alguns deles, as violações foram eventos isolados, e provavelmente apresentaram pouco risco. Mas em centenas de outros sistemas, a contaminação ilegal persiste por anos, segundo os registros.
Nesta terça-feira, o conselho do Senado para Meio Ambiente e Serviços Públicos questionarão autoridades elevadas da EPA sobre a execução das leis de segurança da água ingerida sob responsabilidade da agência. Espera-se que a EPA anuncie uma nova política para a regulamentação dos 54.700 sistemas de água do país.“Essa administração deixou claro que a água limpa é uma prioridade máxima”, disse a porta-voz da EPA, Adora Andy, referindo-se às questões relacionadas à aplicação da lei de água limpa da agência. A coordenadora do órgão, Lisa P. Jackson, anunciou neste ano uma ampla inspeção do Ato de Água Limpa, o qual regula a poluição nos canais.
Não se sabe o número preciso de quantas doenças nos EUA são ligadas à contaminação pela ingestão de água. Muitas das mais perigosas, controladas pelo Ato de Água, são ligadas a doenças como o câncer que pode levar anos para se desenvolver.
Mas pesquisas científicas indicam que cerca de 19 milhões de americanos devem ficar doentes a cada ano por causa de parasitas, vírus e bactérias pela ingestão de água. Certos tipos de câncer – como o câncer mama e o de próstata – aumentaram nos últimos 30 anos, e a pesquisa indica que eles possivelmente são ligados a poluentes encontrados na água usada para a ingestão.
As violações encontradas pelo “Times” na análise incluem apenas situação nas quais moradores são expostos a contaminações perigosas, e excluem violações que envolvem papeladas e outros problemas menores.
Em resposta aos inquéritos submetidos pela Boxer, a EPA relatou que mais de três milhões de americanos estiveram expostos à água com concentrações ilegais de arsênico e elementos radioativos, desde 2005, ambos os quais já foram conectados ao câncer em pequenas doses.
Em algumas áreas, a quantidade de rádio detectada na água para ingestão foi 2.000% maior do que o limite legal, de acordo com o dado da EPA.
Mas os reguladores federais multaram ou puniram menos de 8% dos sistemas hídricos que violaram os padrões de arsênico e radioatividade. Em um comunicado, a EPA disse que na maioria das situações, os reguladores estaduais usam métodos informais – como fornecer assistência técnica – para ajudar os sistemas que violaram as regras.
Mas muitos sistemas continuaram não obedecendo, mesmo após a assistência oferecida, de acordo com o dado da EPA. E em relação a um quarto dos sistemas que violaram os padrões de arsênico e radioatividade, não registros de que alguma vez foram contatados por um regulador, mesmo após o envio de documentos revelando as violações.
Pesquisadores afirmam que esses números são particularmente alarmantes porque o limite descrito no Ato para o nível de arsênico já é alto. Um sistema pode fornecer a água de torneira que exporia um a cada 600 moradores ao risco de desenvolver câncer de vesícula por causa da substância, e ainda assim estar dentro da lei.Apesar dos esperados anúncios de reforma, alguns reguladores da EPA dizem que estão céticos de que haja alguma mudança.
“As mesmas pessoas que nos disseram para ignorar as violações do Ato de Água Segura ainda estão na direção das divisões”, disse uma autoridade. “Não há prestação de contas então nada irá mudar”.