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domingo, 30 de junho de 2024

Webike, a mesa de produção de eletricidade


Um dos cenários que emerge na transição energética de fontes não renováveis ​​para fontes renováveis ​​reside também na possibilidade de produzir por conta própria pequenas quantidades de energia; a Webike, mesa de produção de eletricidade, faz parte de uma série cada vez mais numerosa de propostas e ideias neste sentido. A Webike nada mais é do que uma ideia brilhante e ao mesmo tempo muito simples. É a forma muito prática da ideia de pedalar para produzir eletricidade. A Webike é efetivamente uma pequena mesa ou uma mesa de conferência modificada que permite às pessoas sentadas pedalarem e gerar energia, diretamente do seu local de trabalho ou mesmo durante uma simples reunião de negócios.
A energia produzida nestas condições pode servir múltiplos pequenos propósitos: pode ser utilizada para recarregar smartphones, tablets e computadores portáteis utilizados no escritório ou outras pequenas utilidades que funcionam com eletricidade. Com a utilização da Webike, à vantagem da produção de energia eléctrica a partir de fonte renovável junta-se também a possibilidade de podermos realizar atividade física saudável ao mesmo tempo, principalmente em fases de trabalho que nos obrigam a longos momentos de inatividade. Em suma, energia e saúde. A utilização desta Webike garante assim três funções num único suporte. Atualmente este dispositivo já se encontra no mercado e é feito de materiais naturais e parece ser muito confortável e eficiente em termos energéticos. Há tanto interesse nesta nova opção “personalizada” que algumas empresas parecem seriamente interessadas em introduzi-la nos seus escritórios.Em suma, o futuro da transição energética já começou e os hábitos de vida também serão afetados. Esperamos melhor. 

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sábado, 29 de junho de 2024

Ladrilhos que transformam energia cinética em energia elétrica

 

Certamente a forma de conceber as casas do futuro é um tema em grande e contínua evolução, pelo que não nos pode surpreender como este conceito irá afetar tanto as formas, como os materiais e a funcionalidade delas. A possibilidade de produzir eletricidade nas nossas casas ou escritórios está dando origem a um grande impulso de ideias e projetos que dentro de poucos anos encontrarão aplicações práticas e concretas. Entre essas aplicações estão os pisos que transformam energia cinética em energia elétrica.É por isso que a funcionalidade dos nossos apartamentos sofrerá uma evolução notável a partir de uma simples ação como caminhar que pode esconder uma fonte de energia. É o caso da patente da Pavegen Systems, empresa tecnológica que desenvolveu lajotas de pavimentação para converter a energia cinética determinada pelo pisoteio de pessoas em pequenas quantidades de energia elétrica. 

Este sistema, portanto, nada mais faz do que reconverter o que é uma ação humana normal em energia elétrica. Além disso, estas lajotas são obtidas a partir de borracha da reciclagem de pneus; portanto, provenientes de outra valorização energética, e foram concebidos como uma fonte energética alternativa e integradora a ser obtida nos grandes centros urbanos. A sua utilização obviamente será em locais muito movimentados como centros comerciais, grandes estações ferroviárias, aeroportos etc. Para dar alguns números sobre o potencial deste sistema, considere que, de acordo com os dados obtidos, um único passo produz 7 watts; multiplicamos este valor por todos os passos de uma pessoa, nas áreas assim equipadas, e com uma enorme multidão em movimento contínuo.Obviamente, quando falamos de energias renováveis, devemos ter em conta a eficiência global do sistema; fazer o planejamento, construção, implantação, manutenção etc. Porém, é certamente um... grande avanço... para produzir novas fontes de eletricidade.

Fonte: https://antropocene.it/

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sexta-feira, 28 de junho de 2024

Nova tecnologia transforma energia bioquímica (fotossíntese) em energia elétrica utilizável (fotoelétrica), produzindo eletricidade diretamente das plantas

 

A Mesa de musgo é uma bancada que permite a produção de eletricidade diretamente das plantas. Este é um projeto futurista, mas já testado, que combina dois princípios; um biológico e um fotoelétrico; desta forma, por um lado, explora-se a capacidade do musgo de absorver a luz solar para realizar a fotossíntese da clorofila e, por outro, combina-se com um sistema fotoelétrico para produzir eletricidade; uma verdadeira biofotovoltaica. Um sistema combinado que conecta as ciências biológicas e as ciências tradicionais denominado, na verdade, “Design na Ciência”; em suma, uma forma de obter eletricidade. A Mesa de musgo é atualmente um projeto protótipo: uma mesa de centro de design cuja superfície é totalmente coberta com musgo capaz de alimentar uma lâmpada colocada sobre ela ou outros pequenos aparelhos (como um PC, um carregador, um relógio digital, etc.) graças a a exploração das possibilidades oferecidas pela biofotovoltaica.

A tecnologia BPV (BioPhotoVoltaics) permite assim transformar energia bioquímica (fotossíntese) em energia elétrica utilizável (fotoelétrica). A Mesa de musgo foi projetada com uma série de fibras de condução projetadas especificamente para essa finalidade. Assim, ao explorar a imensa fonte de fotossíntese da clorofila, o musgo (e futuramente plantas mais complexas) transforma-se num produtor de eletricidade, utilizando diretamente a energia proveniente do sol. Chegamos assim ao ponto de ultrapassar uma nova fronteira; a união e conexão entre biologia, bioquímica e eletrônica. A Mesa de musgo, que atualmente é capaz de produzir 520J de energia por dia (ainda insuficiente para o funcionamento de um computador, para o qual são necessários 25J por segundo), demonstra no entanto como este caminho, uma vez ultrapassadas as normais dificuldades iniciais, é aquela que pode abrir cenários energéticos e biológicos de perspectivas incríveis. Praticamente começou uma nova era em que a humanidade pode começar a criar bem-estar, reconectando-se ao mundo biológico, sem explorá-lo, mas vivendo em simbiose com ele. O caminho é longo mas quem começa bem, como dizem, está a meio caminho.

Fonte: https://antropocene.it/

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Energia eólica ultrapassa a hidroelétrica como principal fonte de energia renovável dos EUA



 
Durante décadas, as represas hidrelétricas serviram como a principal fonte de energia renovável dos Estados Unidos. Mas no ano passado, a energia eólica ocupou o primeiro lugar, de acordo com um novo relatório da Associação Americana de Energia Eólica, um grupo de comércio da indústria. É agora a quarta maior fonte de energia nos EUA, a frente do gás natural, carvão e nuclear.
A capacidade total de geração hidrelétrica nos EUA foi de 78.956 megawatts em 2015 . A capacidade de energia eólica atingiu 82.183 megawatts no ano passado, mais que o triplo do que era em 2008 e o suficiente para alimentar 24 milhões de lares, de acordo com o relatório. A indústria eólica também suporta mais de 100 mil empregos nos EUA, mais do que nuclear, gás natural, carvão ou hidrelétrica.
"A energia eólica americana está a caminho de duplicar a nossa produção nos próximos cinco anos e fornecer 10 por cento da eletricidade dos EUA até 2020", disse Tom Kiernan, CEO da associação em um comunicado . 

domingo, 29 de janeiro de 2017

A energia solar está ganhando da energia gerada pelo carvão na Índia

Um estudo da KPMG (um líder mundial na prestação de serviços profissionais de auditoria) mostra que o custo da energia solar na Índia, revelado por leilões públicos, é apenas meio centavo acima do de carvão local mais barato, com lances de geradores caindo bem abaixo de 7 ¢ (EUA) Por kWh. A idéia colocada na COP21 de que a Índia e outros países pobres, mas ensolarados precisam de carvão para desenvolver suas economias, está rapidamente se esgotando.
Quando se contabiliza os custos da rede e os outros custos a energia solar acaba por ser ligeiramente mais barato do que uso de carvão mineral. E, é claro, essa vantagem crescerá à medida que a solar ficar mais barata. Comentaristas ansiosos para combater o movimento para energias renováveis ​​estão enfrentando dificuldades cada vez maiores para encontrar argumentos para o uso continuado de combustível fóssil. A última tentativa de justificar o uso de combustíveis de carbono é que "caso contrário, as pessoas nos países mais pobres nunca obterão eletricidade". O carvão é vital, dizem eles, para o alívio das condições de vida nos países menos desenvolvidos.
Os governos estão cada vez mais usando leilões abertos como os meios pelos quais eles atraem desenvolvedores para a construção de fazendas solares. Cada participante oferece um preço de eletricidade, expresso em centavos por quilowatt-hora, para energia de locais individuais. O ano de 2015 viu um declínio acentuado na oferta de preços para esses leilões em todo o mundo.
A Índia é um bom exemplo, uma vez que ela precisa obter eletricidade para toda a sua enorme população. Em 2014 os investidores ofereceram para construir fazendas solares uma média de cerca de 7 rupias por quilowatt-hora. Isso é em torno de 10 centavos de dólar. Três leilões estaduais no terceiro trimestre de 2015 em Madhya Pradesh, Telangana e Punjab viram ofertas de pouco mais de 5 rupias ou 7,5 ¢.
O que mais importa na Índia é o quão bem esses números se comparados à eletricidade a partir de carvão mineral mais barato. A KPMG diz que o custo atual do poder desta fonte é de cerca de 4,46 rupias (4,5p / 6,7 ¢) por quilowatt-hora, cerca de 4% abaixo do recorde de novembro de 2015 com lance dado em Andhya Pradesh.
Mas em uma usina usando carvão importado, os analistas calculam que o custo seria maior que o solar. Na Índia, a energia solar agora é diretamente competitiva com algumas centrais de carvão e até 2020 ela será 10% mais barata, conclui a KPMG. Eles prevêem que o custo bruto da eletricidade solar de grandes fazendas solares será de 3,5 a 3,7 rupias em 2025. (Cerca de 3,6p / 5,5 ¢). 


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

100% de fontes de energia renováveis exigem sobrecapacidade

A Alemanha decidiu se livrar de armas nucleares até 2022. Um sistema de fornecimento de eletricidade sem emissões de CO2 baseado em fontes intermitentes, como energia eólica e solar - ou fotovoltaica (PV) - poderá substituir a energia nuclear. No entanto, estas fontes dependem das condições meteorológicas.
Em um  novo estudo  publicado na  EPJ, Fritz Wagner, do Instituto Max Planck de Física de Plasma na Alemanha analisou as condições meteorológicas usando dados de 2010, 2012, 2013 e 2015 obtidos a partir do próprio sistema de fornecimento de energia elétrica, em vez de confiar em dados meteorológicos.
Ao escalonar os dados existentes até um suprimento de 100% a partir de fontes de energia renováveis ​​intermitentes, o autor demonstra que um vento médio de 325 GW e energia fotovoltaica são necessários para atingir o objetivo de 100% de energia renovável. Este estudo mostra a complexidade de substituir o atual fornecimento de energia primária por eletricidade a partir de fontes renováveis ​​intermitentes, o que inevitavelmente precisaria ser complementado por outras formas de produção de energia livre de CO2.
As fontes intermitentes são, por definição, instáveis. Por conseguinte, seria necessário um sistema de reserva capaz de fornecer energia a um nível de 89% da carga de pico. Isso requer a criação de um sistema de energia oversized para produzir grandes quantidades de energia excedente. Um dia de armazenamento para lidar com o excedente é ineficaz por causa da correlação dia-noite de poder excedente no inverno. Um sistema de armazenamento sazonal perde seu caráter quando as perdas de transformação são consideradas; De fato, só contribui para o fornecimento de energia após períodos com excesso de produção excedente.
A opção de um sistema de fontes de energia renovável intermitente e de grandes dimensões para alimentar o armazenamento também é ineficaz. Isso ocorre porque, neste caso, a energia pode ser retirada diretamente do grande suprimento intermitente, tornando o armazenamento supérfluo. Além disso, o impacto sobre o uso da terra e a transformação da paisagem por uma densidade sem precedentes de conversores de vento e linhas de transmissão precisa ser levado em consideração. Ele também alerta para o risco de que ele intensifique a resistência social.


Fonte: http://www.springer.com/

sábado, 21 de janeiro de 2017

A Costa Rica funcionou quase inteiramente com recursos renováveis em 2016

É um ano novo feliz na Costa Rica, onde o Instituto de eletricidade do país informou que 98,1 por cento da eletricidade consumida em 2016 veio de fontes renováveis de energia. Este é o segundo ano consecutivo em que a Costa Rica provou o poder e a confiabilidade das energias renováveis, depois de atingir 99% em 2015. Embora a conquista não seja surpreendente, uma vez que os líderes do país têm perseguido ambiciosamente esse objetivo por vários anos. O que a Costa Rica tem conseguido mostra ao mundo que depender de energia renovável não é apenas possível, mas que pode se tornar uma realidade muito mais cedo do que muitos céticos acreditam.
As razões por trás da Costa Rica  usar recursos renováveis são numerosas, para começar, o consumo de eletricidade per capita é de 4,9 milhões de pessoas é muito menor do que, digamos, o do típico americano. Na verdade, a média costarriquenha usa apenas um sétimo da eletricidade que os americanos utilizam. Com menos eletricidade na demanda, é muito mais fácil suprir essas necessidades com fontes renováveis, mas isso não quer dizer que não seria possível para os Estados Unidos alcançar os mesmos números surpreendentes com a infra-estrutura adequada.
O clima da Costa Rica também tornou um pouco mais fácil para ser o pais ser alimentado quase que inteiramente por energias renováveis. As abundantes chuvas da região colocam a energia hidrelétrica como fonte primária de energia renovável, fornecendo cerca de 75% da eletricidade utilizada a cada ano. A energia solar e eólica compõem a maior parte da parcela remanescente, novamente devido às vantagens da região geográfica. Enquanto em 2015 e 2016 foram alcançados 99 e 98 por cento, que são números insanamente respeitáveis, o governo costarriquenho está com objetivo maior para 2017 e além, com quatro novos parques eólicos para gerar ainda mais energia limpa.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Muro verde gera eletricidade a partir de musgos

A estudante do IAAC (Institute for Advanced Architecture of Catalonia), Elena Mitrofanova, em parceria com o bioquímico Paolo Bombelli, criou uma proposta para um sistema de fachada que utiliza o poder gerador de eletricidade natural das plantas. Ele consiste em uma série de "tijolos" modulares ocos de argila que contém musgos. O sistema emprega os recentes avanços científicos no campo biofotovoltaico (BPV) que Mitrofanova explica que "seria mais barato para produzir, auto-reparadora, auto-replicante, biodegradável e muito mais sustentável" que a energia fotovoltaica padrão.
O sistema é capaz de gerar eletricidade graças à um tipo de bactérias simbióticas que vivem com o musgo. Quando o musgo realiza fotossíntese, alguns dos compostos orgânicos que ele produz são liberados através de suas raízes subterrâneas. A bactéria se alimenta desses compostos, dividindo-os em uma série de produtos, dentre os quais são os elétrons livres.
O musgo é plantado em um solo feito de hidrogel e fibras de carbono que atraem os elétrons e atuam como ânodos, aproveitando os elétrons para gerarem eletricidade. O protótipo de Mitrofanova mostrado aqui foi capaz de produzir 3 volts a partir de um conjunto de 16 módulos, que pode não parecer muito, mas com o aumento da eficiência dos aparelhos modernos, o sistema seria suficiente para abastecer a iluminação LED de um edifício.
Os "tijolos" foram projetados de modo a estimular o crescimento do musgo, incluindo os ocos profundos que o protegem  da luz direta. Os componentes de argila ficam, em sua maioria, sem esmaltar, permitindo que o material possa absorver uma pequena quantidade de água da chuva e, por tanto, mantenha o ar em volta da fachada úmido durante o maior tempo possível. No entanto, a parte inferior interna do tijolo é envidraçada para que este resista à água e evite a deterioração. 
O musgo não é o único tipo de planta que poderia ser utilizado para se obter tal efeito, no entanto, de acordo com Mitrofanova, o musgo foi escolhido graças à sua leveza, alta tolerância à estiagem, pouca manutenção e sua resistência às condições que geralmente são encontradas nas cidades.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Como a energia solar está trazendo segurança alimentar para a África

Malawi é um dos países mais pobres do mundo.Noventa por cento dos malauianos vivem em áreas rurais, a agricultura representa 80 por cento da força de trabalho e 80 por cento de suas exportações.Com tantas pessoas dependentes de coisas que crescem a partir do solo, perturbações no clima ameaça o bem-estar de uma nação inteira.Durante séculos, os agricultores do Malawi tem aprendido os padrões das estações do ano - quando plantar suas sementes, a fim de capturar as chuvas que regam o chão e trazem o alimento para comer e vender. Mas esse conhecimento que salva vidas está se tornando inútil, como os padrões de chuva estão sendo distorcidos por um clima em mudança e o evento climático El Nino, que este ano criou a pior crise alimentar em 25 anos.
No entanto, graças as instalações de captação de energia   solar, as pessoas mais pobres e moradoras nos locais mais remotos no Malawi estão transformando a energia do sol para a sua vantagem através  de sistemas de irrigação, que estão ajudando a resolver os estragos da mudança climática.
A Captação de energia solar é mais comumente conhecido por seu potencial para transformar o fornecimento de energia elétrica  do mundo. fazendas solares estão surgindo em todo o lugar, e os custos continuam a despencar. Somente este mês, a Agência Internacional de Energia divulgou números mostrando que no ano passado, em todo o mundo, meio milhão de painéis solares foram instalados.Mas para os agricultores do Malawi, a magia da tecnologia solar tem outra forma mais imediata de assistência - ela os ajuda a molhar suas plantas.
Fonte:http://www.theecologist.org

terça-feira, 22 de novembro de 2016

A energia eólica está em ascensão nos EUA

A indústria de energia eólica dos EUA está comemorando depois de atingir um novo marco em novembro: 70 gigawatts (GW) de capacidade de geração. "Isso é o suficiente para abastecer cerca de 19 milhões de lares", diz Michael Goggin, diretor sênior de pesquisa da American Wind Energy Association (AWEA).
Existem mais de 50.000 turbinas eólicas operando em 40 estados e em Porto Rico, de acordo com a AWEA. A energia eólica tem crescido rapidamente nos últimos anos. Em 2012 tinha uma capacidade de 50 GW e 60 GW. O crescimento foi temporariamente paralisado porque os membros do Congresso deixaram que o crédito tributário federal expirasse. Mas agora os tempos do crescimento estão de volta. O orçamento federal, aprovada pelo Congresso e assinado pelo Presidente Obama na semana passada, inclui uma extensão da Renewable Energy Production Tax Credit por cinco anos. Fazendo com que as ações das empresas de energia solar e eólica subissem. Como uma fonte de eletricidade de baixo carbono, a energia eólica também teve um impulso do acordo sobre alterações climáticas de Paris e do Plano de Energia Limpa da administração Obama.
Há muito espaço para crescer, também. A maior parte da eletricidade do país ainda vem de combustíveis tradicionais: carvão, gás natural e nuclear. A eólica representa apenas uma fração do total da produção. "Estamos nos aproximando dos 4,5 a 5 por cento do consumo total de eletricidade nos Estados Unidos", diz Goggin. Em 2007 - há apenas oito anos - esse número era inferior a 1 por cento. Uma razão de a geração eólica estar se tornando mais competitivo é o preço. "O custo da energia eólica baixou 66 por cento - ou dois terços - desde 2009", diz Goggin, que credita as novas tecnologias e a economia de escala, com a indústria se tornando maior.Goggin concluiu ainda que a indústria eólica está no bom caminho para cumprir um plano estabelecido pelo Departamento de Energia dos EUA para gerar um quinto da eletricidade do país até 2030.


Fonte: http://www.enn.com/

sábado, 3 de novembro de 2012

London Array, Parque eólico em alto mar será o maior do mundo a produzir energia

A construção do empreendimento teve início em março de 2011 e, até esta data, já foram instaladas 151 turbinas eólicas que agora entraram em funcionamento, gerando eletricidade. A idéia por trás do desenvolvimento deste e de outros mega-empreendimentos de aproveitamento da energia do vento em alto mar é, através do aumento da escala dos projetos que resulta do incremento do número de turbinas, reduzir os custos da tecnologia, que é das mais caras entre as renováveis.“Ser capaz de desenvolver de forma eficiente grandes parques eólicos e colher as vantagens da escala em ambas a construção e a operação constituem um importante princípio (orientador) dos nossos esforços contínuos para diminuir os custos das eólicas em alto mar”, explica Benj Sykes, gestor das eólicas da empresa, Dong Energy que faz parte do consórcio promotor do “London Array”. 
Com efeito, após a conclusão da primeira fase de instalação do gigantesco parque eólico ao largo da costa britânica, será possível produzir energia para responder às necessidades de 470 000 lares, mas os responsáveis do projeto têm planos para expandir o empreendimento através do lançamento de uma segunda fase. Se esta nova etapa for aprovada, a potência instalada será ampliada para 870 MW. O “London Array” é um projeto conjunto das empresas do setor energético Dong Energy (Dinamarca), E.ON (Alemanha) e Masdar (Abu Dhabi). 


Fonte: http://www.guardian.co.uk/

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Gasolina verde


Em abril de 2008, pesquisadores nos Estados Unidos anunciaram a descoberta de um processo capaz de converter açúcares derivados da biomassa de plantas em gasolina e óleo diesel. De acordo com John Regalbuto, o diretor do Programa de Catálise e Biocatálise da National Science Foundation (NSF), essa “gasolina verde” deverá estar disponível no mercado dentro de cinco a sete anos, como alternativa complementar ao etanol.Regalbuto apresentou a inovação, financiada pela NSF, nesta segunda-feira (10), durante o workshop Tecnologias em biocombustíveis e suas implicações no uso da água e da terra, que está sendo realizado em Atibaia (SP) até o dia 12 de agosto, no âmbito do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).
O evento reúne cientistas do Brasil, Estados Unidos e Argentina com o objetivo de diagnosticar problemas na produção de bioenergia e orientar investimentos de agências de fomento à ciência e tecnologia na busca de soluções em áreas-chave.Segundo Regalbuto, o processo de produção da “gasolina verde” se baseia em submeter uma pasta aquosa de açúcares e carboidratos vegetais a materiais catalisadores, que aceleram as reações sem se desgastar no processo. Com isso, as moléculas ricas em carbono da biomassa se separam em componentes que se recombinam para formar os mesmos compostos químicos que são obtidos do processamento do petróleo.“A previsão das empresas que trabalham no desenvolvimento desses hidrocarbonetos de biocombustíveis de nova geração é que a tecnologia estará pronta para licenciamento em 2011.
Depois disso, será necessario construir as plantas para produção. Acreditamos que dentro de um período de cinco a sete anos esse produto estará nas bombas de gasolina. É muito menos tempo do se imaginava”, disse Regalbuto à Agência Fapesp.A principal diferença da tecnologia em relação à produção de etanol, segundo Regalbuto, é que o etanol é fermentado a partir de plantas em um processo que utiliza enzimas para desencadear as reações, enquanto a “gasolina verde” utiliza catalisadores.Esses catalisadores transformam os açúcares presentes na planta em hidrocarbonetos. Se o uso de enzimas permite um processo mais seletivo, dirigido a um tipo especifico de moléculas, os catalisadores, por outro lado, podem operar em altas temperaturas que normalmente destruiriam as enzimas. Isso permite que as reações sejam milhares de vezes mais velozes.
A produção de hidrocarbonetos a partir de plantas acaba sendo mais eficiente que a de etanol, porque este último exige uma destilação que requer grandes quantidades de energia, enquanto os hidrocarbonetos se separam automaticamente da água”, afirmou.

Escala de produção

Segundo Regalbuto, com o processo as moléculas da biomassa, ricas em carbono, separam-se em componentes diferentes que se recombinam para formar os compostos químicos que são normalmente obtidos do processamento do petróleo.“O processo parte do açúcar e termina com a produção dos hidrocarbonetos. Mas antes eles passam por uma fase intermediária, na forma de compostos orgânicos que retêm 95% da energia da biomassa e 40% da sua massa, podendo ser transformados em combustíveis de diversos tipos para o setor de transportes”, explicou.
De acordo com o cientista, os principais desafios para o desenvolvimento atualmente se referem à escala de produção. “Neste momento o principal gargalo diz respeito ao aumento da escala. O processo de pirólise, a reforma da fase aquosa e as abordagens industriais já foram todos demonstrados em plantas piloto.
Agora, existem os problemas normais de escala. Mas o desenvolvimento está relativamente avançado”, disse.Para Regalbuto, que é professor do Departamento de Engenharia Química da Universidade de Illinois, a “gasolina verde” não será um concorrente da produção de etanol, mas uma alternativa complementar.“Para os Estados Unidos, trata-se de um complemento. Temos atualmente toda a infraestrutura voltada para a produção de etanol de milho, que deverá ser usado para ser misturado à gasolina na proporção de 10%.
No entanto, para cumprir a Lei de Seguranca Energética, aprovada em 2007 pelo governo norte-americano, será preciso ter à disposição 16 bilhões de galões por ano de derivados de celulose. A partir da lignocelulose, podemos fazer hidrocarbonetos, evitando que tenhamos que ampliar tanto a infraestrutura para o processo de refino do etanol”, disse.O pesquisador lembrou que existem iniciativas também no Brasil para a produção de diesel a partir da celulose – nesse caso, de cana-de-açúcar. “Mas isso seria igualmente complementar.
O Brasil tem toda uma infraestrutura e um desenvolvimento tecnológico avançado para a produção do etanol e não vai desperdiçar o que foi investido nisso. O etanol veio para ficar. Os hidrocarbonetos serão, então, uma opção para algumas indústrias específicas, como a de aviões, caminhões pesados e barcos de grande porte.Esses setores de transportes pesados deverão necessitar da alta densidade de energia da gasolina mesmo quando energias limpas – como a solar, eólica e todas as bioenergias – estiverem altamente desenvolvidas, segundo ele.“O Brasil, além disso, com sua produção competitiva de cana-de-açúcar, poderá ter uma opção a mais – isto é, além de produzir etanol, também poderá fazer gasolina e diesel”, disse.

Recordista em energias renováveis

A mesa de abertura do workshop Tecnologias em biocombustíveis e suas implicações no uso da água e da terra teve a participação do diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, do presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Marco Antonio Zago, de Cynthia Singleton, da NSF, e de Ernesto Quiles, do Ministério da Ciência e Tecnologia da Argentina.Brito Cruz destacou a importância da discussão sobre biocombustíveis para o Brasil, observando que o país se destaca mundialmente por uma singularidade: é o recordista em uso de energias renováveis. "Nenhum outro país industrializado tem 46% de toda a energia utilizada com base em fontes renováveis. A média mundial é de 13% e a dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) não passa de 6%", destacou.
Segundo ele, partindo da necessidade urgente de lidar com o aumento do custo de importação do petróleo, no início da década de 1970, o Brasil foi forçado a encontrar alternativas a curto prazo e apostou no etanol. A escolha elevou a produção nacional a mais de 12 bilhões de litros por ano em meados da década de 1980. Depois de um período de incerteza na década de 1990, causado pela instabilidade do fornecimento, em 2003 os carros flex fuel passaram a dominar o mercado e o etanol voltou a ganhar espaço."Em 2005, o país já era o segundo maior produtor de etanol do mundo, chegando a 25 bilhões de litros. Hoje, 90% dos veículos vendidos são flex fuel, não há mais gasolina sem mistura no Brasil e 33 mil postos de gasolina, dos 36 mil existentes, vendem etanol. O consumo já ultrapassou o da gasolina. Podemos dizer hoje que o combustível alternativo no Brasil é a gasolina e não o etanol", disse o diretor científico da Fapesp.

Fonte: Fábio de Castro/ Agência Fapesp

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Combustíveis de algas ganham força nos Estados Unidos


A elaboração de combustíveis a partir de algas é uma tendência que começa a ganhar força nos Estados Unidos, onde uma pequena empresa tornou realidade um projeto que a Exxon Mobil, a maior empresa do ramo petrolífero no país, só começa a estudar agora.A PetroAlgae é uma das pioneiras nos EUA na obtenção de combustíveis por meio do cultivo de algas, assim como de outros organismos. Essa e outras empresas receberam de braços abertos o anúncio da poderosa Exxon Mobil de que vai estudar como produzir esse tipo de material.
"Estamos entusiasmados com o passo dado pela Exxon, porque traz mais atenção ao setor e ao que nós fazemos", disse o porta-voz da PetroAlgae, Andrew Beck, durante um evento mundial sobre tecnologia em Nova York durante o qual apostou no uso desses combustíveis "não no futuro, mas no presente".A Exxon Mobil anunciou na semana passada que investirá US$ 600 milhões em estudos sobre como produzir biocombustíveis a partir de algas, tarefa que encarregou ao pai do genoma humano, o cientista americano Craig Venter.
A companhia espera resultados para daqui a seis anos.Sediada na Flórida, a PetroAlgae trabalhou desde sua fundação em 2006 em um sistema de biorreatores e cultivo em tanques abertos de algas e outros organismos que fazem fotossíntese, como diatomáceas, plantas angiospermas e cianobactérias. Deles, a empresa obtém um óleo com estrutura similar à dos combustíveis de uso comum."Nós não temos que esperar nada. Estamos prontos, porque demonstramos que nosso sistema produz combustível de algas que pode ser utilizado atualmente", assegurou Beck ao falar sobre a viabilidade do projeto da PetroAlgae, companhia cujo valor de mercado é de US$ 800 milhões.
Quando foi divulgado que a Exxon Mobil entraria assim no negócio dos combustíveis renováveis, seus diretores alertaram para o possível fracasso da experiência, assim como que sua maior preocupação era conseguir um produto viável economicamente, algo que PetroAlgae garante ter conseguido "com uma carta na manga"."Nosso sistema produz biocombustível e, além disso, obtém uma fonte proteica ideal para a alimentação de seres humanos e de gado", explicou o porta-voz da companhia, cujo sistema foi criado para que, a partir dos resíduos vegetais das algas e outros microorganismos, resulte uma rica proteína sólida de origem vegetal.
Segundo Beck, a PetroAlgae projetou "um sistema único" que está à venda por meio de licenças e é economicamente rentável "desde o primeiro dia", graças ao fato de que óleo obtido pode ser tratado "em qualquer refinaria atual e ser fornecido nos mesmos postos de gasolina usados hoje em dia"."Além disso, há o negócio alimentício, com as proteínas. Atualmente estamos em conversas para poder utilizá-las em criações de gado", explicou Beck, observando que o processo é "90% ecológico".A água utilizada é reciclada em quase sua totalidade e os organismos cultivados, dos quais se obtém o óleo, consomem o dobro de seu peso em dióxido de carbono.
"O segredo está em abandonar os grandes cultivos e se concentrar no que chamamos de microcultivos", explicou Beck, ao assegurar que o sistema da companhia pode ser instalado "em terreno não cultivável, não consome água em excesso e usa sempre organismos nativos, próprios dos terrenos nos quais se situa".Além disso, Beck afirmou que, ao contrário do que ocorre com as plantações de cana-de-açúcar, milho ou soja voltadas para a fabricação de etanol, o sistema das algas "não rouba terras dedicadas aos alimentos, uma das maiores preocupações atuais".Em abril deste ano, a PetroAlgae fechou seu primeiro contrato de licenciamento de seu sistema fora dos Estados Unidos, com um acordo na China, onde instalará dez de suas unidades de produção de biocombustível no final de 2009.


Fonte:Folha Online

sexta-feira, 17 de julho de 2009

País pode gerar energia a partir do vento equivalente à produção de Itaipu, diz Lobão


O setor energético já recebeu 441 projetos para geração de energia elétrica pelo sistema eólico, pelo qual equipamentos captam a energia dos ventos para movimentar os geradores.Essa oferta, conforme explicou na quinta-feira (16) o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, pode resultar em um potencial de 13.341 megawatts (MW), capacidade próxima da que é gerada pela Usina Hidrelétrica de Itaipu.O leilão que vai escolher as empresas que oferecerem os menores preços para instalação desses sistemas está marcado para o final de novembro, mas, segundo o ministro, ainda não está definido o potencial que será contratado, que pode ser de 3 mil MW a 4 mil MW, conforme a necessidade definida.
A energia será interligada ao sistema de transmissão nacional, estando inscritos 322 projetos para a Região Nordeste (equivalente a 9.549 MW) e 111 projetos para a Região Sul (3.594 MW).Já estão instalados no país, em diversos estados, sistemas de geração eólica com potencial para geração de 386 MW de energia eólica, volume que será elevado, até o final de 2009, para 427 MW, independentemente do leilão de novembro.Em 2010, mais 684 MW serão gerados através dos captadores já existentes, que serão acrescentados ao sistema elétrico nacional, totalizando 1,4 mil MW de geração por meio do sistema eólico. A matriz energética nacional conta, hoje, com a geração de 100 mil MW e, ao final de 2010, a contribuição da geração eólica para a matriz energética deverá significar 1,4% desse total.Ainda não está fixado o preço máximo da venda da energia resultante do leilão, que deverá ser definido até o final do próximo mês.
Os projetos apresentados ao Ministério de Minas e Energia para geração via eólica se destinam aos estados da Bahia, Paraíba, do Ceará, Espírito Santo, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e Sergipe.Lobão disse, ainda, que o Brasil tem potencial para geração de até 140 mil MW de energia eólica. Segundo ele, em todo o mundo, estão sendo gerados o total de 120 mil MW por via eólica.
A proposta inicial do Ministério era de que os projetos que vão se candidatar ao leilão envolvessem o compromisso de geração individual de 2 MW por catavento, mas, atendendo a um pedido dos empresários que vão participar da disputa, a exigência foi reduzida para 1,5 MW.Atualmente, a geração de cada unidade existente na região litorânea brasileira, em diversos estados, não passa de 1 MW, mas a evolução constante da tecnologia nessa área poderá elevar bastante a capacidade individual dos cataventos, pois existem torres em outros países que são maiores que um avião Boeing 747, conforme explicou o ministro.


Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Petrobras quer produzir em 2009 querosene para avião a partir de matérias renováveis


A Petrobras vai produzir até dezembro deste ano, em escala piloto, 50 mil litros de querosene de aviação (QAV) a partir de matérias-primas renováveis. O produto, denominado de BioQAV, está sendo produzido a partir de experiências desenvolvidas pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Miguez (Cenpes), em 2008.Os primeiros voos de aeronaves usando o novo combustível - segundo informações da Petrobras a que a que a Agência Brasil teve acesso - serão realizados ainda este ano, em fase experimental.
A estatal está destinando cada vez mais recursos para pesquisa e desenvolvimento de plantas de biocombustíveis, entre as quais as segunda geração, a partir do bagaço e palha de cana-de-açúcar como matéria-prima, além de outros resíduos vegetais.Neste ano estão sendo realizados testes em escala piloto para a produção de etanol a partir do bagaço da cana-de-açúcar.Com base nas informações obtidas nestes testes, a empresa desenvolverá um projeto de uma unidade de produção, inicialmente em escala de demonstração, com conclusão prevista para o final do ano.A preocupação com a produção de combustíveis a partir de fontes renováveis já levou a estatal a criar a Petrobras Biocombustível, subsidiária que vai cuidar da produção de biodiesel e etanol.
O Plano de Negócios 2009-2013, que prevê investimentos de US$ 174,4 bilhões nos próximos cinco anos, destina US$ 2,8 bilhões para o segmento. Do total, US$ 2,4 bilhões vão para a produção de biodiesel e etanol e US$ 400 milhões para infraestrutura – basicamente a instalação de alcooldutos.As informações indicam que do valor destinado à produção, 91% serão investidos no Brasil e 9% no exterior. A estatal trabalha com a meta de chegar a 2013 produzindo 706 milhões de litros de biodiesel e 1,25 bilhão de litros de etanol.


Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Energia eólica é suficiente para o mundo, diz estudo


O vento pode suprir as necessidades energéticas do mundo, segundo estudo publicado nesta terça (23) na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)". A notícia é um bom presságio para os defensores das fontes limpas de energia. A matriz eólica, como a solar, suscita esperanças na luta contra o aquecimento global. No Brasil, se os cálculos do estudo estiverem certos, só os aerogeradores terrestres produziriam, no mínimo, cerca de 14 vezes a eletricidade consumida no País. Para os aerogeradores marítimos, a proporção seria de cerca de três vezes as necessidades brasileiras.
Pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e do Centro de Pesquisa Técnica VTT, da Finlândia, determinaram a energia que poderia ser produzida em cada turbina eólica com base na velocidade local do vento, na densidade do ar, no possível espaçamento dos aerogeradores e no tamanho das hélices. Os cientistas também consideraram áreas no mar. Os aerogeradores implantados em terra firme conseguiriam produzir o equivalente a 40 vezes o consumo mundial de eletricidade e cerca de cinco vezes o consumo de energia em todas as suas formas.Nos Estados Unidos, por exemplo, seria possível produzir 16 vezes o consumo atual de eletricidade do país.
Um dos autores do estudo, Michael McElroy, da Universidade Harvard, considera essencial um esforço global para viabilizar o uso da energia eólica em todo o mundo. “Também seria necessário reformar o sistema de distribuição de eletricidade atual”, aponta McElroy.O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ênio Bueno, especialista em energia eólica, pondera que o estudo leva em conta apenas o potencial de aproveitamento dos ventos para geração de energia.
“Seria preciso considerar também a viabilidade técnica em cada local e a viabilidade financeira”, aponta. “Isso reduz muito a previsão dos pesquisadores.” Estudo dos técnicos do Inpe, em janeiro, mostra que os ventos brasileiros podem atender mais de 60% do consumo nacional de energia de forma competitiva. Com o barateamento progressivo da tecnologia, o porcentual deve aumentar. Atualmente, menos de 1% da energia consumida no país é gerada por vento.


Fonte: Estadão Online

domingo, 7 de junho de 2009

Abacate gera biodiesel e álcool etílico


O abacate apresenta uma vantagem em relação a outras oleaginosas estudadas ou usadas para a produção de biocombustível, como a soja. O motivo é que do mesmo fruto é possível extrair as duas principais matérias-primas do biodiesel: óleo (da polpa) e álcool etílico (do caroço).A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que afirmam que o abacateiro pode ser uma cultura alternativa para a produção de biodiesel.

Óleo e álcool da mesma fonte

"O objetivo principal da pesquisa era a extração do óleo para produção de biodiesel. Mas, ao tratarmos o resíduo, que é o caroço, conseguimos obter álcool etílico. Isso, por si só, é uma grande vantagem, já que da soja é extraído somente o óleo e a ele é adicionado o álcool anidro", explicou Manoel Lima de Menezes, professor do Departamento de Química da Faculdade de Ciências da Unesp, em Bauru, e coordenador da pesquisa.O Brasil é o terceiro produtor mundial de abacate, com cerca de 500 milhões de unidades produzidas por ano. Cultivado em quase todos os estados, mesmo em terrenos acidentados, a produção se dá o ano todo, com 24 espécies que frutificam a cada três meses.

Óleos para produção de biodiesel

Não são todos os óleos vegetais que podem ser utilizados como matéria-prima para produção de biodiesel, pois alguns apresentam propriedades não ideais, como alta viscosidade ou quantias elevadas de iodo, que são transferidas para o biocombustível e o tornam inadequado para o uso direto em motor de ciclo diesel.Segundo Menezes, o teor de óleo do abacate varia de 5% a 30%. As amostras coletadas na região de Bauru (SP) apresentaram, no máximo, 16% de teor de óleo. "Esse índice é similar ao teor de óleo da soja que, na mesma região, é de 18%", comparou.

Rendimento do abacateiro

"Teoricamente, é possível extrair de 2,2 mil litros a 2,8 mil litros de óleo por hectare de abacate", disse. O número é considerado por ele elevado quando comparado com a extração de outros óleos: soja (440 a 550 litros/hectare), mamoma (740 a 1 mil litros/hectare), girassol (720 a 940 litros/hectare) e algodão (280 a 340 litros/hectare).Já o caroço do abacate tem 20% de amido. Com base nesse percentual, estima-se que seja possível extrair 74 litros de álcool por tonelada de caroço de abacate. Valor próximo ao da cana-de-açúcar, que possibilita a extração de 85 litros por tonelada, enquanto a mandioca fornece 104 litros por tonelada.Apesar da enorme disponibilidade do fruto no Brasil, o óleo do abacate ainda é importado, pela falta de tecnologias adequadas para o processamento. O principal obstáculo para obtenção do óleo é o alto teor de umidade - o abacate tem 75% de água, em média -, que afeta o rendimento da extração. Esse foi um dos desafios que a pesquisa se propôs solucionar: aperfeiçoar as metodologias de extração para obter melhor rendimento.

Extração do óleo da fruta

De todos os métodos estudados pelo grupo orientado por Menezes, o melhor resultado foi obtido com a desidratação. Foi desenvolvido um forno rotativo, com ar quente e, após a secagem, a polpa foi moída e colocada na prensa, seguida do processo de suspensão com solvente. A partir desse momento, foi transferida para uma centrífuga de cesto, desenvolvida pelo grupo. "Com a força centrífuga, a polpa fica bem seca e o rendimento melhora", observou Menezes.Da extração do óleo, passou-se para a produção do biodiesel, o que inclui uma etapa de purificação. Uma vez purificado, foi feita a síntese do biodiesel, já com o método tradicional utilizado atualmente, que é a reação por transesterificação (conhecido como método Ferrari), seguido pela caracterização por cromatografia gasosa.Essa é a técnica exigida pela ANP 42, regulamentação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis que define a caracterização e avaliação da qualidade do produto obtido e deve ser seguida pelos mercados comprador e fornecedor.

Hidrólise alcalina e enzimática

O primeiro estudo feito com o caroço foi a hidrólise enzimática, com a qual se obteve rendimento baixo, de cerca de 24 litros por tonelada. Agora, os pesquisadores estão iniciando uma nova etapa, que é a hidrólise alcalina e/ou ácida sob pressão, seguida por hidrólise enzimática para melhorar o rendimento.Grande parte dos parâmetros físico-químicos está de acordo com as exigências da regulamentação ANP 42, com exceção do teor de glicerina total e acidez, que ficaram um pouco acima, segundo Menezes.Os teores de enxofre, fósforo e sódio não foram determinados nessa etapa do projeto devido à dificuldade em encontrar laboratórios para executar os ensaios. Esses são aspectos que a pesquisa continuará analisando para que fiquem totalmente compatíveis com os parâmetros da ANP 42."Nosso objetivo é propor o emprego da técnica de espectrofotometria de absorção atômica, empregada na determinação de metais e desenvolver uma nova metodologia que possa ser adaptada para análise do fósforo", disse.
Como os demais resultados obtidos estão em conformidade com a regulamentação, os pesquisadores consideram que a metodologia empregada é adequada para realizar a síntese do produto.

Viabilidade econômica

Segundo o estudo feito na Unesp, as características do biodiesel do óleo de abacate são bastante semelhantes às verificadas com o biodiesel de soja, com exceção da coloração, que é esverdeada, diferente do amarelo no caso da soja. Mas isso não afetaria a qualidade."Na análise de carbono, a clorofila não alterou o resíduo de carbono que a norma estabelece. Ficou abaixo. Portanto, nesse caso, a cor não interfere na qualidade, é mais uma questão de aparência. Clarificar, portanto, é opcional, diferentemente da aplicação medicinal, em que clarificar levaria à perda de propriedades medicinais, ao passo que a coloração escura não tem apelo comercial na produção de cosméticos", disse Menezes.A viabilidade econômica do biodiesel de abacate não foi foco dessa etapa do estudo nem é a especialidade desse grupo de pesquisa, segundo o coordenador. O custo do biodiesel ainda é alto. Produz-se óleo de soja a um custo de R$ 1,20 o litro. O álcool anidro para adicionar é comprado a R$ 0,74 o litro. O abacate tem a vantagem de oferecer as duas matérias-primas e, por enquanto, a um custo mais baixo que o da soja, segundo Menezes.
A extração do óleo e álcool do abacate ainda demanda investimentos em equipamentos. De acordo com o professor da Unesp, é necessário estudar o desenvolvimento de um despolpador - para separar a polpa do caroço - e produzir a centrífuga para obter máximo rendimento. O estudo resultou na apresentação de quatro trabalhos em congressos nacionais.

Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br