segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O menino que domou o vento

Com dois livros de física elementar, um monte de lixo e a energia eólica, jovem abastece lâmpadas e celulares em sua vila no interior da África.
Escondido entre Zâmbia,Tanzânia e Moçambique, o Malauí é um país rural com15 milhões de habitantes. A três horas de carro da capital Lilongwe, a vila de Wimbe vê um garoto de 14 anos juntando entulho e madeira perto de casa. Até aí, novidade nenhuma para os moradores. A aparente brincadeira fica séria quando, dois meses depois, o menino ergue uma torre de cinco metros de altura. Roda de bicicleta, peças de trator e canos de plástico se conectam no alto da estrutura e, de repente, o vento gira as pás.
Ele conecta um fio, e uma lâmpada é acesa. O menino acaba de criar eletricidade.O menino e a importância de suas descobertas cresceram. William Kamkwamba, agora com 22 anos, já foi convidado para talk shows, deu palestras no Fórum Econômico Mundial, tem site oficial, uma autobiografia - The Boy Who Harnessed the Wind (O Menino que Domou o Vento, ainda inédito no Brasil) - e um documentário a caminho. O pontapé de tamanho sucesso se deve a uma junção de miséria, dedicação, senso de oportunidade e uma oferta generosa de lixo.
Uma seca terrível no ano 2000 deixou grande parte da população do Malauí em situação desesperadora. Com as colheitas reduzidas drasticamente, as pessoas começaram a passar fome. "Meus familiares e vizinhos foram forçados a cavar o chão pra achar raízes, cascas de banana ou qualquer outra coisa pra forrar o estômago", diz Kamkwamba. A miséria o impediu de continuar na escola, que exigia a taxa anual de US$ 80. Se seguisse a lógica que vitima muitos rapazes na mesma situação, o destino dele estava definido: "Se você não está na escola, vai virar um fazendeiro. E um fazendeiro não controla a própria vida; ele depende do sol e da chuva, do preço da semente e do fertilizante", diz Kamkwamba.
Para escapar dessa sentença, começou a frequentar uma biblioteca comunitária a 2 km de sua casa. No meio de três estantes com livros doados pelo Reino Unido, EUA, Zâmbia e Zimbábue, Kamkwamba encontrou obras de ciências. Em particular, duas de física. A primeira explicava como funcionam motores e geradores. "Eu não entendia inglês muito bem, então associava palavras e imagens e aprendi física básica." O outro livro se chamava Usando Energia, tinha moinhos na capa e afirmava que eles podiam bombear água e gerar eletricidade. "Bombear um poço significava irrigar, e meu pai podia ter duas colheitas por ano. Nunca mais passaríamos fome! Então decidi construir um daqueles moinhos."
Você está fumando muita maconha. Tá ficando maluco." Era isso que Kamkwamba ouvia enquanto carregava sucata e canos para seu projeto. "Não consegui encontrar todas as peças para uma bomba d'água, então passei a produzir um moinho que gerasse eletricidade." Seu primo Geoffrey e seu amigo Gilbert o ajudaram, e após dois meses as pás giravam. O gerador era um dínamo de bicicleta que produzia 12 volts, suficientes para acender uma lâmpada. As pessoas próximas a ele só acreditaram em sua conquista quando ele ligou um rádio, que na hora tocou reggae nacional. "Fiquei muito feliz. Finalmente as pessoas reconheceram que eu não estava louco."
"Conseguimos energia para quatro lâmpadas, e as pessoas começaram a vir carregar seus celulares", diz. No Malauí, a companhia telefônica se recusou a fornecer infraestrutura para as vilas, e as empresas de celulares chegaram com torres de transmissão e baratearam os aparelhos. Por isso, hoje há mais de um milhão de aparelhos celulares no país, uma média de oito para cada cem habitantes.
"Bombear um poço significava irrigar. meu pai podia ter duas colheitas por ano. Nunca mais passaríamos fome! Então decidi construir um daqueles moinhos."
A história chegou aos ouvidos do diretor da ONG que mantinha a biblioteca. Ele trouxe a imprensa, e o menino foi destaque no jornal local. E daí alcançou o diretor do programa TEDGlobal, uma organização que divulga ideias criativas e inovadoras que convidou Kamkwamba para uma conferência na Tanzânia.
O jovem aumentou o primeiro moinho para 12 metros de altura e construiu outro que bombeia água para irrigação. "Agora posso ler à noite, e minha família pode irrigar a plantação", diz.Depois de cinco anos, com ajuda daqueles que descobriram sua história, Kamkwamba voltou à escola. Passou por duas instituições no Malauí, estudou durante as férias no Reino Unido e agora cursa o segundo ano da African Leadership Academy, instituição em Johannesburgo que reúne estudantes de 42 países com o intuito de formar a próxima leva de líderes da África.
Apesar de não ter mudado em nada a sua humildade, o sucesso e as oportunidades de estudo tornaram mais ambiciosos os planos de Kamkuamba: "Quero voltar ao Malauí e botar energia barata e renovável nas vilas. E implementar bombas d'água em todas as cidades. Em vez de esperar o governo trazer a eletricidade, vamos construir moinhos de vento e fazê-la nós mesmos".

Fonte:http://revistagalileu.globo.com

domingo, 29 de novembro de 2009

Ecocuriosidades:Peixe Venenoso e voraz do Pacifico invade o ecossistema das Américas


Venenoso, voraz e fecundo, o peixe-leão (Pterois voligtans), originário do oceano Pacífico, incursionou com força como espécie de fora nas águas do mar do Caribe e do golfo do México, ameaçando alterar ecossistemas, tradicionais bancos de pesca e áreas de mergulho mais além, no Atlântico norte e sul. A história parece um conto apresentado pela Natureza, pois em 1992, na passagem do furacão Andrew pela península norte-americana da Flórida, se rompeu o aquário de um restaurante na área dos cais onde havia seis exemplares do peixe de águas distantes, que por seu aspecto feroz e arrogante foi batizado de “leão”.
“É um peixe bonito, atraente, que chega a medir 45 centímetros de comprimento, de corpo colorido com tons vermelhos e pardos com listas brancas, além de chamativas barbatanas dorsais junto às quais possui, assim como na região anal e pélvica, perigosas espinhas venenosas”, descreveu à IPS o biólogo Juan Posada, responsável pelo departamento de biologia de organismos da Universidade Simon Bolívar, de Caracas.
Se no Pacífico um adulto chega a 38 centímetros de comprimento, no Caribe são encontrados exemplares com 45 centímetros, o que dá uma ideia de seu êxito como espécie invasora”, alertou Lasso.Além disso, destacou o especialista, é extremamente fecundo. Uma fêmea, como ocorre com outras espécies, pode por um milhão de ovos, e como em casos semelhantes, os ovos podem ser devorados, mas os do peixe-leão têm mais oportunidade de sobreviver porque as fêmeas não desovam em temporadas, mas durante todo o ano. Os ovos, fecundados, flutuam e se espalham ajudando os filhotes a irem cada vez mais longe.
“Por experiência, é praticamente impossivel erradicar a espécie, chegou para ficar, será preciso conviver com o problema e tentar manejá-lo”, disse Posada.A dificuldade para seu manejo está nas fortalezas do peixe, incluído o veneno protéico que fica em uma espécie de cápsula entre as duas púas de cada espinho e que é disparado ao simples contato com o mais longo deles. Embora o veneno não seja letal para humanos, produz intensa dor na área afetada, e geralmente náuseas, vomito, enjôos, dor de cabeça, ansiedade e, talvez, influa em arritmias, com efeito durante horas e até dias”, explicou Posada.Entre os cuidados básicos para os afetados estão limpar a ferida com soro salino para eliminar restos de espinhos e glândulas venenosas, tomar um analgésico e mergulhar a área afetada em água o mais quente possível durante 30 minutos, pois o veneno se desnaturaliza com o calor, aconselha Posada. “O mesmo principio de desnaturalizar o veneno funciona para que captura um peixe e deseja comê-lo, pois é comestível, sua carne é boa, mas não chega a substituir espécies próprias do Atlântico e do Caribe, que destrói”, acrescentou
Os ictiologistas apostam na informação aos pescadores, mergulhadores esportivos ou profissionais, autoridades, navegantes, comunidades litorâneas e consumidores, sobre os riscos da introdução de espécies de fora. O exemplo, na Venezuela e em dezenas de outros países, é o da tilápia, em sua variedade negra ou de Moçambique (Oreochromis mossambicus) ou hídrica de quatro variedades que a produz vermelha ourosada, e que teve impacto negativo na fauna aquática de rios, lagoas, lagunas e estuários.Lasso recordou que há algumas décadas foram introduzidos 800 exemplares da variedade moçambicana na lagoa de Patos, no nordeste venezuelano, existam nesse pequeno corpo de água outras 30 espécies de fauna aquática. Cinco anos depois, 80% delas haviam desaparecido.Os pesquisadores insistiram que “a presença e introdução de espécies de fora, como mascotes, para contemplação, decorativas ou com propósito de fazer dinheiro rapidamente, como foi o caso da tilápia, costuma ter efeitos prejudiciais para o entorno e, lamentavelmente, o peixe-leão seguramente ajuda nisso”. Sobre quanto afetará o Caribe, sua pesca e seu turismo, ainda não é possível prever. Apenas acaba de aparecer um novo pirata neste mar povoado de historias de pirataria.

Fonte: http://www.carbonobrasil.com

sábado, 28 de novembro de 2009

500 Posts


Hoje é uma data especial para o Blog Dom Escobar, com a postagem de hoje, chegamos a 500 matérias postadas, com 103.774 visitas, sendo 600 visitas diárias em média, quero agradecer aos visitantes,colaboradores,seguidores,bem como a todos que de uma maneira ou de outra possibilitaram chegar a este número, quero informar ainda que continuaremos com o foco deste blog, que é colaborar com o meio ambiente, apresentando matérias que possam ajudar a preservar os nossos ecossistemas , buscando sempre a harmonia Homem//Gaia.
Um grande abraço a todos!!!!

Você sabia que rochas podem absorver CO2?

Peridotito

Pesquisadores descobriram, em Omã, que uma rocha magmática chamada peridotito absorve o dióxido de carbono (CO2) ao entrar em contato com este gás, sendo então convertido em minerais como a calcita. Esta rocha é a mais comum do manto terrestre, camada encontrada logo abaixo da crosta, e pode aparecer na superfície, especialmente na região de Omã.O Geólogo Peter Kelemen e o Geoquímico Juerg Matter do Observatório da Terra Lamont-Doherty na Universidade de Columbia (Nova Iorque, EUA) afirmam que esta absorção natural pode ser estimulada um milhão de vezes. De acordo com os cientistas, os minerais subterrâneos podem estocar permanentemente dois bilhões ou mais das 30 bilhões de toneladas de CO2 emitidas pela atividade humana a cada ano.O processo utilizado por eles envolve a escavação da rocha e a injeção de água quente contendo CO2 pressurizado, entretanto mais pesquisas precisam ser feitas para que a tecnologia atinja escala comercial.

Fonte: http://www.carbonobrasil.com

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Quase 1,5 bilhão de pessoas no mundo vivem sem eletricidade


Relatório do Pnud alerta que quase ¼ da população mundial vive no escuro; diretor de Política de Desenvolvimento da agência, Olav Kjorven, afirma que é preciso garantir que as necessidades dessa população relacionadas à energia sejam essenciais para um novo acordo climático.Faltam pouco mais de 10 dias para a Conferência da ONU sobre Mudança Climática e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, alerta que quase ¼ da população mundial ainda vive sem eletricidade.São 1,5 bilhão de pessoas no escuro, 80% delas em países menos desenvolvidos do sul da Ásia e da África Subsaariana, de acordo com estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Pnud em parceria com a Organização Mundial da Saúde, OMS e com a Agência Internacional de Energia, IEA.

Realidade

Segundo o diretor de Política de Desenvolvimento do Pnud, Olav Kjorven, quase metade da humanidade está completamente desconectada do debate sobre como promover o progresso no mundo com menos emissões e mais energia verde porque a realidade dessas pessoas é muito mais básica.Kjorven ressalta que eles tem que levar cargas pesadas de água e comida nas costas porque não tem transporte, e cozinhar sobre lenhas que prejudicam a saúde, sem eletricidade, gás ou óleo.O diretor da agência da ONU afirma que é preciso garantir que as necessidades dessa população relacionadas à energia sejam essenciais para um novo acordo climático.

Acesso

O estudo do Pnud mostra ainda que, para reduzir a pobreza pela metade até 2015, um dos objetivos das Metas do Milênio, mais de 1 bilhão de pessoas vão precisar de eletricidade e 2 bilhões deverão ter acesso a combustíveis modernos como gás natural e propano.O Pnud lembra que 2 milhões de pessoas morrem todos os anos de causas associadas à exposição à fumaça da biomassa e carvão de cozinha e 99% dessas mortes ocorrem em países menos desenvolvidos.Nesses países e na África Subsaariana, metade das fatalidades relacionadas a pneumonia em crianças menores de cinco anos, doenças crônicas de pulmão e câncer de pulmão em adultos são atribuídas ao uso de combustível sólido.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Você sabe qual o lugar mais frio do mundo?

Ridge A - ©Nasa/divulgação

Ainda existe um lugar, na Terra, onde o homem jamais pisou. Ele se chama Ridge A (“cordilheira A”, em inglês), fica a 4 mil metros de altitude – 30% mais alto que a cidade de La Paz, na Bolívia – e está a 600 quilômetros do Polo Sul. Mas a principal característica desse lugar, que acaba de ser revelado por imagens de satélite, é outra: Ridge A é o ponto mais frio da face da Terra, com temperatura média de 70 graus negativos. Até então, acreditava-se que o lugar mais frio do mundo fosse o lago Vostok, na Antártida, que chegou a registrar 90 graus negativos. Mas isso foi uma exceção. “Na média, Ridge A é muito mais frio do que o lago Vostok ou qualquer outro lugar conhecido”, afirma Will Saunders, astrônomo da Universidade de New South Wales e descobridor do lugar. Ridge A é muito hostil para a vida – se é que existe alguma por lá –, mas perfeito para a ciência.
O céu extremamente limpo, com poucas nuvens e sem água (a umidade relativa do ar é praticamente zero), faz de Ridge A o lugar perfeito para a instalação de um telescópio. “É o lugar mais próximo do espaço que você pode alcançar sem sair da Terra”, afirma o cientista atmosférico Patrick Minnis, da Nasa. O telescópio de Ridge A será 3 vezes mais nítido do que qualquer outro instalado no planeta e terá imagens tão boas quanto as do Hubble. A primeira expedição a Ridge A está prevista para o ano que vem, e o telescópio deverá ser construído pela China e pela Austrália, dona do território. Quando ficar pronto, em 2012, será controlado a distância por um sistema de computadores – o lugar é inóspito demais para viver. A descoberta é o último passo de uma corrida científica no Polo Sul, que vai ganhar telescópios construídos pelos EUA, pela Itália e pela França.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

E se as abelhas desaparecessem?Seria um problema pior que o "Aquecimento Global"


As abelhas estão desaparecendo. Nos últimos anos, um pouco por todo o mundo, milhões de colmeias têm sido dizimadas. O cenário é apocalíptico para os insetos, mas também para a humanidade. Como disse Albert Einstein: “Quando as abelhas desaparecerem da face da Terra, o homem tem apenas quatro anos de vida.” Mas porque estão desaparecendo as abelhas? “A causa é ainda desconhecida, o que os investigadores sabem é que há vários fatores que podem ter causado esta situação”, explica o professor universitário e especialista nesta matéria Miguel Vilas Boas.
Apesar de as abelhas terem um inimigo sem rosto, há uma doença que os especialistas acreditaram ser responsável por várias mortes: a varroose. Considerada a “aids das abelhas”, este vírus é provocado por um ácaro – a varroa – que “enfraquece as abelhas e torna-as susceptíveis a outras doenças”.Só no ano passado na Espanha desapareceram nove mil milhões de abelhas. Para combater este voo para a extinção, uma equipa de universitários de Córdoba decidiu criar aquilo a que chamaram “superabelhas”.Neste processo as rainhas são inseminadas e as abelhas nascem fortificadas, resistentes a ácaros.
Em Portugal a população de abelhas também tem vindo a diminuir, mas Vilas Boas acredita que “não houve nenhum surto mortífero como nos outros países”. Tal é confirmado por João Casaca, da Federação Nacional de Apicultores (FNAP). “Em todo o País, foi-nos comunicados apenas uma situação de um apicultor que viu as suas colmeias completamente dizimadas.”
Mas a varroose também preocupa os apicultores nacionais. Tendo em conta o boletim do Ministério da Agricultura, só entre 2004 e 2007 houve uma quebra de 3, 5 mil milhões de abelhas. O número impressiona, mas é amenizado por especialistas que garantem que o número de apicultores também reduziu significativamente. Ora, “menos apicultores, menos abelhas”.
Ainda assim, a varroose está presente em Portugal. E os apicultores têm noção do perigo, pois é a doença que destrói mais colmeias no País. Aliás, consciente desta situação, o Ministério da Agricultura chegou a distribuir gratuitamente produtos para travar o flagelo. Agora, já não são doados, mas continuam a ser comparticipados. É talvez por isso, que o combate à varroose em Portugal se centre num único método. “O uso de acaricidas”, esclarece João Casaca, que garante que por aqui não se criam “superabelhas” como na Espanha. Tal também não está previsto num futuro próximo. Isto porque, como explica Vilas Boas “ninguém está a utilizar a inseminação, o único programa que existe é de selecção das rainhas. Nada mais.”
Em Portugal, os números também não são tão catastróficos. “É um processo que tem custos, mas está controlado”, explica Vilas Boas. Além disso, o País tem a “bênção” de ter uma das poucas regiões do mundo onde a varroose não existe, como é o caso de algumas ilhas dos Açores.

Apocalipse a preto em amarelo

O perigo de extinção das abelhas é real. Nos EUA, a segunda potência da apicultura depois da China, mais de 60% das populações de abelhas desapareceram em 24 estados. A crise é tal que o Congresso teve de aprovar um plano de emergência, como faz em tempo de guerra ou de crise económica. Aliás, sob o pretexto económico, a secretária da Agricultura norte-americana lembrou que “sem abelhas deixa de existir Coca-Cola”. Como quem diz: senhores do capital mexam-se, que a coisa é séria.
Os números na Europa não são mais animadores. Segundo o diário espanhol El Mundo, na Itália, Bélgica e Alemanha metade das abelhas desapareceram. A varroose não será o único problema e Vilas Boas acredita mesmo que “quando descobrirem a causa real, ela vai variar de país para país”. João Casaca lembra algumas das potenciais causas em diferentes países: “Na Alemanha tem a ver com o cultivo de sementes, na França pensa-se que seja a utilização de pesticidas nas culturas e naEspanha será a sobreprodução. Há apicultores demais.”
Certo é que estes polinizadores continuam a desaparecer. E como seria o mundo sem abelhas?. “Será uma catástrofe”, alerta Miguel Vilas Boas. “Todo o ecossistema seria alterado e Einstein, provavelmente, teria razão. Seria uma crise muito pior que a económica porque nós [humanidade] ficaríamos sem comida.” É por este cenário que muitos especialistas chegam a evocar o hino do Reino Unido. God Save the Queen. Em português, Deus Salve a Rainha. A rainha das abelhas, entenda-se.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Até os mafiosos estão aderindo ao “Verde”


Um número crescente de histórias tem saído nos jornais, revelando que até as quadrilhas de crime organizado pelo mundo estão aderindo ao “verde”. As útimas foram: A polícia Italiana prendeu 2 empresários acusados de fraude, conectando eles à máfia da energia eólica ; O Governo de Madagascar que parece estar relacionado com a máfia da madeira, obtendo lucros da venda em grande quantidade de madeira ilegal na China.
Oreste Vigorito, diretor da companhia italiana Vento Power Corporation e presidente da Associação Nacional Italiana de Energia Eólica, e o empresário Siciliano, Vito Nicastri foram pegos depois de serem conectados à esquemas mafiosos que estabelecia permissão de construção de parques eólicos com subsídios locais, e depois os vendiam à companhias internacionais.
Milhões de dólares em subsídios foram coletados para construir mais de 180 turbinas eólicas em 7 diferentes fazendas na Sicília, das quais nenhuma nunca chegou a funcionar.Enquanto isso em Madagascar, as gangues armadas envolvidas na máfia da madeira estão tirando vantagem da situação política lá para saquear madeiras de Jacarandá e Ébano de florestas supostamente protegidas.Estima-se cerca de U$100 milhões só de madeira removida nesse esquema apenas neste ano, aparentemente com envolvimento do governo (uma taxa de exportação de 40%é cobrada na madeira). A maioria da madeira é destinada a produção de móveis na China.

Tradução e Pesquisa:Mundo Orgânico

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Video incrivel das Cataratas do Iguaçu de 1920

Veja imagens incriveis das Cataratas do Iguaçu, na fronteira Brasil, Argentina ,imagens filmadas em 1920, nas imagens observa-se ainda uma punjante mata:

Fonte:http://www.historiaambiental.org

domingo, 22 de novembro de 2009

Reinhard Maack:o primeiro ambientalista do Brasil

Reinhard Maack

Considerado por muitos o primeiro ambientalista do Brasil,Reinhard Maack nasceu no dia 2 de outubro de 1892 em Herford, Vestfália, na Alemanha, sendo filho do secretário da Estrada de Ferro, Peter Maack, e de sua esposa Karoline, nascida Klinge. Os Maacks descendem dos “Dithmarschen” e pertencem à antiga estirpe portadora de brasões. Os antepassados migraram para Bar­dowick, onde o “Winkelhof” é propriedade da família há muitos séculos. Lá nasceu o pai de Reinhard Maack. Esse passou sua infân­cia em Herford, estudando durante 8 anos na escola pública Wil­helmsplatz. Em 1907 ingressou na tipografia de seu tio Wilhelm Maack em Luedenscheid, a fim de aprender as artes gráficas, cur­sando simultaneamente a escola de gravadores.
Seus interesses, entretanto, conduziram-no a uma profissão dife­rente que lhe proporcionaria conhecer países distantes. Especiali­zou-se em Geodésia no Serviço de Cadastro Prussiano. Após os primeiros anos de aprimoramento, seu temperamento inquieto impe­lia-o para longe. Como o seu requerimento para tomar parte na Expedição Alemã à Antártica dirigida por Wilhelm Filchner fosse indeferido devido a sua pouca idade, ele viajou à África do Sudoeste em maio de 1911, a fim de tentar a sorte.Foi empregado pelo Serviço Geodésico de Windhoek, capital da Namíbia. A transferência para Samoa requerida pelo diretor de repartição, todavia, não pôde ser realizada em virtude do início da primeira Guerra Mundial.
á em 1923 Maack chegou ao Brasil como engenheiro de minas para a Companhia de Mineração e Colonização Paranaense, trabalhando no rio Tibagi e no oeste de Minas Gerais até 1926. Em 1927 efetuou para a Companhia Brasileira de Mineração de Carvão de Ferro no Rio de Janeiro o levantamento cartográfico das jazidas de carvão de Cniciúma e da zona de minério de ferro do pico de Itabira do Campo entre Congonhas e Serra da Piedade.
A partir de 1938 até a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, Maack desenvolveu suas atividades como procurador especial das firmas Otto Wolf e Deutsche Bahnbau A.G. para exportar minérios de ferro e madeira do Brasil em troca da importação de locomotivas, vagões etc.Neste período Maack deu prosseguimento às pesquisas geográfico-geológicas, descobrindo na serra do Mar o ponto orográfico culminante do Estado do Paraná por ele denominado “Pico Paraná” em homenagem a nosso Estado. Constatou que o pico Marumbi com 1.505 m (não 1.810m como era indicado erro­neamente até então não é a maior elevação do Paraná. O “Pico Paraná”, escalado pela primeira vez em 13 de julho de 1941 pelo grupo Maack é com cerca de 1.922 m de altitude a maior elevação do nosso Estado e ao mesmo tempo do Brasil Meridional.
Entre seus trabalhos premiados destaca-se o estudo intitulado “A Deriva Continental”, que comprova a teoria Gondwânica, segundo a qual os continentes americano e africano foram unidos em um passado remoto. Esse trabalho rendeu a Maack um prêmio concedido pela Unesco.Depois de viver por um período no Rio de Janeiro, Maack mudou-se para Curitiba, para trabalhar como engenheiro de minas da Companhia de Mineração e Colonização Paranaense. Mas nunca abandonou suas pesquisas.
Já em 1949, ele previu o futuro ambiental do Paraná, apontando os riscos da erosão do solo e a mudança climática que seria provocada pela devastação da mata.“Devemos proteger as matas e promover mais sistemáticos reflorestamentos. Infelizmente, nesses últimos anos, não percebi nenhuma séria reação neste sentido e, em conseqüência disso, sou pessimista quanto ao destino das matas do Paraná”, declarou Maack. Hoje, restam apenas 4% da cobertura florestal original do estado.
Na Serra dos Dourados, Noroeste do estado, ele fez, em 1961, os primeiros contatos com a tribo indígena Xetás, hoje praticamente extinta. Nesse contato, Maack foi acompanhado por seu genro, um especialista em linguagem indígena e um cinegrafista.O próprio Maack registrou seu trabalho, por meio de fotos, filmes e descrições dos ambientes que explorou. Esse fator contribuiu para o resgate do trabalho do pesquisador, com riqueza de imagens e referências.Maack também atuou como professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Deixou várias obras fundamentais para a compreensão do estado, como “Geografia Física do Estado do Paraná” – publicada em 1968 e até hoje uma obra de referência na área –, o Mapa Fitogeográfico do Estado do Paraná (1950), o Mapa Geológico do Estado do Paraná (1953), “A Serra do Mar no Estado do Paraná” e “A Água e o Subsolo da Bacia do Paraná-Uruguai”. Ele morreu em Curitiba, em 26 de outubro de 1969.

sábado, 21 de novembro de 2009

Verdades inconvenientes

Giordano Bruno

Estava no início desta semana pesquisando matérias para postar no meu blog, e ao abrir meu e-mail, constatei que havia um texto enviado pela farmacêutica Magda Elisa que versava sobre o aquecimento global. Já havia postado algum material sobre aquecimento global e resolvi fazer mais pesquisas sobre este assunto. Ao fazer novas pesquisas sobre o aquecimento global, me deparei com textos que colocam de maneira muito convincente o outro lado da moeda, textos que discordam das teorias apocalípticas que estão sendo publicadas atualmente.
Por isso nesta semana, postei vários artigos do Dr. Aecio D'Silva, mas por que a insistência neste tema?Como Professor, comecei a refletir se realmente as informações que eu venho repassando para os meus alunos nos últimos 8 anos sobre o aquecimento global são verdadeiras e mesmo as matérias que posto no meu blog são realmente verdadeiras,comecei a pensar se tudo não passa de uma grande e bem armada farsa.
Muitos poderiam dizer, mas como?Vários cientistas afirmam que a terra esta aquecendo, que as geleiras estão derretendo, a televisão apresenta diversas matérias sobre o aquecimento global, várias ONG’s divulgam matérias, fazem campanhas sobre o aquecimento global,vem em minha mente então a imagem de Galileu Galilei, penso de como teria sido os seu últimos dias de vida, quando já cego, ,condenado pela inquisição por afirmar que era a terra que girava em torno do sol e não o contrário,imagino o que passava na sua cabeça? O que teria passado na sua cabeça ao constatar que uma mentira havia sido forjada para manter a crença de um povo e por conseqüência o poder da Igreja?Imagino ainda a figura de Giordano Bruno, queimando na fogueira da inquisição por afirmar que o universo seria infinito, povoado por milhares de sistemas solares, e interligado com outros planetas contendo vida inteligente, contrariando os “Intelectuais” da igreja, o que teria passado na sua cabeça nos seus últimos segundos de vida?Penso nos professoras daquela época e de hoje que repassavam para os seus alunos mentiras, afinal, uma mentira dita mil vezes se torna uma verdade. Neste momento me senti muito mal, comecei a me lembrar dos fatos mais recentes. Comecei a me lembrar de George Bush, afirmando que o Iraque tinha armas químicas e era um perigo para o mundo, que Osama Bin Laden estava escondido no Afeganistão e por isso os E.U.A deveriam atacar estes países para livrar o mundo deste mal.
Aumenta a minha angustia ao pensar sobre isto, me sinto um joguete nas mãos de grupos, de pessoas que procuram o poder a todo custo e ai vem a grande pergunta, O que fazer? Em quem confiar?Será que existe uma luz no fim do túnel?Até onde irá esta sociedade da mentira?Da busca do poder pelo poder?E qual o meu papel nisso tudo?Ser conivente com tudo isto, continuar sendo uma marionete nas mãos das outras pessoas?Duvidar de tudo e de todos?Ser um ecochato, um biodesagradavel?Sinceramente não sei, espero que com o tempo eu possa amadurecer as minhas idéias e os fatos comprovem estas teorias e que finalmente eu possa ter as resposta para todas estas indagações, fica, no entanto a angustia de não saber mais no que acreditar e este sentimento destrói você por dentro, é muito triste. Fica também o sentimento de derrota,da falta de perspectiva para uma sociedade melhor.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Desafio que Mr. El Gore do “Verdade Inconveniente” Não Está Querendo Enfrentar. Parte IV



A cada dia que passa mais e mais cientistas e autoridades climáticas se levantam para discordar da atual massa de propaganda e uso de Dissonância Cognitiva que são colocadas na nossa frente sobre a possível gravidade e calamidade que estamos prestes a sofrer se não pararmos o mundo industrial como conhecemos atualmente.
Como todos sabem há muitos anos venho envolvido, pesquisando, fazendo conferencias, dando cursos, escrevendo livros, implantando projetos em varia partes do mundo sobre produção de alimentos e energia renovável. Vejo nos Green-Bio-Combustíveis, energia solar e outras formas integradas-renováveis-sustentáveis de energia como uma solução permanente a finita era do petróleo.
Contudo, nunca usei isto como forma de assustar as pessoas e dizer que ou mudamos já para 100% energia renovável ou os mares vão cobrir nossas cidades. Os pólos vão derreter. As secas vão aumentar e todos vão morrer sem alimentos.
Pessoas que estão promovendo este tipo de esteria coletiva precisam aparecer publicamente e discutirem com quem entende o que estão afirmando. Por exemplo: já se foi detectado 35 cinco mentiras ou uso falso de dados nos filme Verdade Inconveniente do El Gore que nunca foram desmentidas pelos produtores deste documentário.
Recentemente, Lord Christopher Monckton, ex-conselheiro-chefe de ciência e meio ambiente da ex-primeira ministra da Inglaterra, Margaret Thatcher (1979-1990) e um especialistas em mudanças climáticas desafiou publicamente El Gore em um canal de Televisão de alta audiência nacional nos Estado Unidos para um debate público.
O conselheiro desafiou o político para um debate em rede mundial de TV sobre o que este ex-vice-presidente anda propagando pelo mundo afora. O conselheiro chamou El Gore de covarde e de não falar a verdade. Até agora ele não respondeu o desafio de Lord Monckton.
Sir. Monckton, disse de alto e bom som que Mr. El Gore estar promovendo uma teoria que não tem fundamento cientifico e que seu filme, Verdade Inconveniente está cheio de manipulações desonestas e incorretas de dados e imagens.
O Lord acrescentou que ou El Gore aceita este desafio para ser desmascarado, ou é bom calar-se para sempre parando de se promover politicamente e financeiramente em nome do aquecimento global.
Sem querer entrar no mérito político do desafio, como cientista quero afirmar que os dados mostram até agora que o ex-conselheiro-chefe da Margaret Thatcher estar com toda razão em questionar o assunto e desafiar o debate do assunto. Vamos ver o que vai acontecer. Que você acha?

Texto elaborado pelo Dr. Aecio D'Silva

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dissonância Cognitiva e a Teoria de Antropogênico Aquecimento Global – Parte III


Dissonância Cognitiva é um comportamento psicológico ou sentimento desconfortável de tensão que os seres humanos sentem quando estão diante de dois pensamento contraditórios ao mesmo tempo.
Por exemplo, o sentimento que se sente quando alguém tenta explicar porque fuma mesmo sabendo que isto é um mal terrível para a saúde.
Acontece que políticos desonestos (uma raridade nestes dias), ditadores e outros manipuladores da opinião pública usam essa característica da mente humana para manipularem as massas para seu ponto de vista.
Promovendo este tipo de raciocínio, eles disfarçadamente e maliciosamente tentam provar que o oposto está provocando, causando ou sendo responsável pelo fato contrário. Para entender melhor veja um exemplo extremo deste tipo de manipulação de raciocínio das massas.
Imagine alguém afirmar que você mesmo sem consumir bebidas alcoólicas é o responsável pelas pessoas alcoólatras. Será que você aceitaria isso numa boa?
Isto é, alguém tentar provar baseado em nada que se tem muita gente viciada em bebidas alcoólicas, a culpa é daqueles que não são viciados e não tomam álcool, pois, agindo desta forma provocam uma maior disponibilidade da bebida que tem de ser consumida de todas as maneiras.
Isto é, a abstinência de muitos está causando a adição ou vício de outros?
Você pode achar um absurdo, mas é isto que aplicam em doses bem menores e discretas muitos manipuladores de opinião. O raciocínio usado é que como você não consume, mas existem bebidas alcoólicas disponíveis, logo você é responsável direto e estar causando o alcoolismo.
Em outras palavras, os outros tem de ingerirem álcool para compensarem o fato do que a bebida tem de ser consumida e você que não bebe é o culpado por isto.
Manipulação de opinião publica pelo exploracão da Dissonância Cognitiva por mais absurda que pareça, pode estar sendo usado subliminarmente sem nenhum fundamento cientifico pela nova onda da teoria de mudanças climáticas provocadas.
O que querem promover é que a emissão de CO2 é tanto responsável pelo aquecimento como do esfriamento do planeta e tudo mais.
E isto eles chamam de Antropogênico Climate Changes. Um total absurdo sem nenhum embasamento qualquer que seja. Mas está ai nos meios de comunicação de massa todo dia.
Filmes mostrando que os coitadinhos dos ursos polares estão morrendo de calor ou de frio; que tanto seca como cheias são causadas pelo excesso de CO2 na atmosfera; muitos ou poucos furacões e ciclones são provocados por revolução industrial e daí por diante.
Quer dizer, o que acontecer, só tem uma explicação: o Aquecimento Global causado pela ação dos seres humanos. A culpa é sua. Você está destruindo o planeta. Sinta-se culpado por isto. Uso a grosso e a varejo de Dissonância Cognitiva. como nunca vimos antes.
Venho juntar-me neste artigo a mais de 600 renomados cientistas em tudo mundo que vem denunciando esta manipulação da ciência da maneira totalmente errada sem dados para comprovar o que não existe.
Dados têm mostrados que não existe embasamento cientifico para mostrar que a terra esteja em nenhum processo de aquecimento provocando pelo ser humano como resultado da emissão de gás carbônico na atmosfera.
Sendo assim Mr. El Gore e outros defensores deste provocado aquecimento estão sendo constantemente desafiados a debaterem suas teorias publicamente. Por que eles não aceitam?

Vamos ver isto no nosso próximo artigo: Desafio que Mr. El Gore do “Verdade Inconveniente” Não Estar Querendo Enfrentar. Parte IV
Texto elaborado pelo Dr. Aecio D'Silva

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Renomados Cientistas do MIT Afirmam que a Teoria Antropogênica (produzida pelo ser humano) de Aquecimento Global é Falsa – Parte II

Em 26 de agosto de 2009, dois top cientistas de climatologia de uma das mais renomadas instituições de pesquisa, ensino e ciência dos mundo, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) publicaram no Geophysics Research Letters jornal (Lindzen, R. S., and Y.-S. Choi (2009), On the determination of climate feedbacks from ERBE data, Geophys. Res. Lett., 36, L16705, doi:10.1029/2009GL039628.) um trabalho cientifico que afirmam sem nenhuma dúvida que a teoria Antropogênica (causada pelo ser humano) de Aquecimento Global é completamente e redondamente falsa.O cientista Richard S. Lindzen do MIT é considerado uma das maiores autoridade viva em climatologia em todo mundo. A sua reputação cientifica não deixa espaço para nenhuma dúvida da seriedade do que afirma nesta publicação científica.



Dr. Lindzen and Choi compilaram dados de 20 anos de observações comparando com as previsões dos modelos de aquecimento global usado pelas Nações Unidas e por EL Gore em seus filmes. Os famosos cientistas chegaram a conclusão que a emissão CO2 e outros greenhouses (efeito estufa) gases são irrelevantes as mudanças climáticas no planeta e que os dados dos modelos de previsão da ONU estão completamente errados.
Os cientistas da MIT foram mais além e afirmam categoricamente neste paper que os registros das temperaturas globais da superfície, as quais são atualizada e publicadas cada mês, não mostraram estatisticamente significância ou correlação entre aquecimento global e a emissão de CO2 na atmosfera por quase 15 anos.
Na realidade, um fato que é estatisticamente significante é um atual resfriamento global que já persiste por quase oito anos. Mesmo a ocorrência de um forte fenômeno El Nino – esperado nos próximos meses – será pouco para reverter a tendência de arrefecimento.Categoricamente eles provam que os dados mostram que estamos esfriando e não aquecendo nos últimos anos…
Dr. Lindzen and Choi mostram que a verdade inconveniente demonstrada nos dados reais é que nestes últimos 8 anos estamos num ciclo de esfriamento global onde as temperaturas medias estão caindo. Mais significativo ainda é o fato demonstrado na publicação de que os oceanos desde 2003 têm resfriado. Isto contradiz radicalmente a teoria de aquecimento global. Lembram o que El Gore mostrou no seu filme?
Um fato interessante é que os promotores da teoria apocalíptica mudaram imediatamente de estratégia e trocaram o nome de aquecimento global para Climate Changes (mudanças climáticas).É impensável cientificamente o que estão querendo forçar a população aceitar. Agora. Mr. El Gore, Primeiro Ministro de Inglaterra. Gordon Brown e outros podem estar usando o que em psicologia chamamos de Congnitve Dessonance (Dissonância Cognitiva) para promoverem suas teorias.


Isto discutiremos no próximo artigo: Dissonância Cognitiva e a Teoria de Antropogênico Aquecimento Global. Parte III
Texto elaborado pelo Dr. Aecio D'Silva
Fonte:http://mybelojardim.com/

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Antropogênico (causado pelo ser humano) Aquecimento Global: Verdade ou Farsa sem Nenhum Fundamento Cientifico? - Parte I


Nas últimas décadas, principalmente no início do presente século temos sido bombardeados continuamente por todos os lados com a mensagem de que as emissões industrias de CO2 (dióxido de carbono) provocadas pela ação humana estão causando o aquecimento global.
Afirmam os criadores e promotores desta teoria que se medidas não forem tomadas urgentemente corremos o risco de induzir catástrofes apocalípticas no clima da terra. Cidades inteiras como Recife e Nova Iorque vão ser submergidas, secas terríveis vão acontecer e desertificação dominará boa parte de planeta.
Filmes, conferencias, vídeos, internet blogues e políticos têm alarmado populações de todos os países do mundo sobre o perigo que estamos provocando com este suposto antropogênico aquecimento global. Dizem que países como o Brasil, China e Índia, sem falar nos USA, têm de parar/mudar seus processos de industrialização. Dizem que o mundo não pode ter 3-4 Estados Unidos.
Em poucas semanas, em Copenhague na Dinamarca vai acontecer um suposto histórico encontro entre países para assinarem um tratado mundial sobre a questão do aquecimento global que agora chamam de Climate Changes (Mudanças Climáticas). Por que será que mudaram o nome?.
O que muitos cientistas (e eu estou entre eles) no mundo inteiro estão fazendo é o que a ciência deve sempre fazer: questionar, estudar e analisar até onde dados científicos (sem interesses políticos ou agendas de ganancia, poder e controle) mas com ética, compromisso e responsabilidade suportam ou desaprovam esta teoria.
Será que o CO2 liberado na atmosfera pelas atividades dos seres humanos é realmente responsável pelo tão falado aquecimento global ou isto faz parte de um ciclo natural de aquecimento e esfriamento que acontece no planeta terra periodicamente comandados pelo Sol?
A primeira coisa que sabemos de fato é que aquecimento e esfriamento são fenômenos reais naturais existente na terra. Ninguém nega isto. Ciclos de aquecimento e esfriamento vem existindo na terra deste que datas de temperaturas vem sendo coletadas. Isto é um fato comprovado. A questão é se isso tem a ver comprovadamente com a emissão de CO2 feita pela revolução industrial humana?
Da mesma forma que nós, cientistas inconvenientes, questionamos as causas dos aquecimentos e esfriamentos, não negamos os efeitos danosos que o lixo municipal e os gases poluidores liberados nas grandes cidades causam a toda população. Temos pesquisado soluções para estes grandes desafios poluidores.
Escrevemos aqui mesmo (http://mybelojardim.com)sobre a Plasma Tecnologia no tratamento do lixo e futuramente vamos falar sobre R&D que estamos desenvolvendo para o cultivo de algas na reciclagem de CO2 produzido industrialmente. Algas serão usadas como matéria prima para Green-Biocombustíveis e Bioplásticos.
Contudo, a questão que levantamos é se tem fundamento cientifico ou é certo e honesto afirmar que emissões de CO2 causam realmente aquecimento global?
E ai vem o primeiro desafio-problema com a atual teoria de correlacionar aquecimento global com a emissão de CO2 na atmosfera feita pelo seres humanos. Por exemplo, sabemos com fatos comprovados que entre os anos 1710 e 1745 a terra teve um anormal e um dos maiores aquecimentos globais já registrados em sua história.
Entre os anos de 1710 e 1745 a temperatura média do planeta aumentou em 4 graus fahrenheit. Como se sabe a revolução industrial e sua consequente emissão de CO2 não existiam nesta era. O que causou este aquecimento global neste período?
Outra coisa que tem negado a correlação entre a atual emissão de CO2 e o suposto provocado aquecimento global no nosso planeta é o fato de que não somente a terra mas outros planetas também estão tendo ciclos de aquecimento em suas superfícies. O que está aquecendo estes Planetas?
Como se sabe não existe nenhuma atividade industrial nestes planetas que temos conhecimento. Como podemos então aceitar tanta propaganda tentando promover esta teoria? Quais são os interesses que estão por trás disto tudo? É verdade ou falso o que estão afirmando? Como cientistas temos de ter coragem de questionar tudo.


Texto elaborado pelo Dr. Aecio D'Silva

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cientista diz que aquecimento Global é "farsa"


O aquecimento global não passa de uma farsa montada por grandes grupos financeiros que dominam a economia mundial. E mais: não há indícios científicos que comprovem essa teoria. Ao invés de aquecimento, o planeta começou a entrar numa fase de resfriamento, que deve durar 20 anos. O resfriamento provocará a redução das chuvas, aumento de geadas no sul do Brasil e até 20% de aumento de secas na Amazônia.
O autor da polêmica idéia, também defendida por poucos estudiosos é o doutor em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA) e representante da América Latina junto à Organização Meteorológica Mundial, o brasileiro Luiz Carlos Baldicero Molion. Ele esteve em Belém na semana que passou( Novembro de 2007), participando da 5ª Amazoníada.
Molion não teme represálias por defender uma idéia que garante ser produto de profundos estudos e afirma que os alarmistas de plantão montaram uma fraude científica cujo objetivo principal seria eleger o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore para a Presidência dos Estados Unidos. Gore ganhou no mês passado o Prêmio Nobel da Paz por sua luta contra o aquecimento global. O brasileiro vê contradições na comunidade científica, mas não se diz disposto a encampar 'mentiras' como a do aquecimento global, que, para ele, acabou em 1998, como concordam outros 'cientistas independentes'.
E cita o caso de Robert Carter, investigador do Laboratório Geofísico da Universidade James Cook, da Austrália, no simpósio em Estocolmo, na Suécia, no ano passado. Lá, ele comparou resultados obtidos com cilindros de gelo, da Antártida e da Groenlândia, e sedimentos marinhos da plataforma da Nova Zelândia. De acordo com as análises efetuadas, Carter concluiu que o 'aquecimento global' atingiu o pico em 1998. Desde então, há uma tendência de queda das temperaturas médias do planeta.
Em termos de radiação (aquecimento) a taxa de aumento entre 1993 e 2005 foi de + 0,33W/m2. Já a taxa de arrefecimento (esfriamento) entre 2003 e 2005 foi de -1,01 W/m2. O oceano de onde foram retirados os sedimentos esfriou entre 2004-2005. Carter afirmou que, hoje em dia, um cientista que faça declarações não alarmistas, como a que ele fez em Estocolmo, já sabe que não terá financiamento para suas pesquisas.

Pacífico

O termômetro da temperatura global é o oceano Pacífico, que ocupa 35% da superfície terrestre. Ele passa 30 anos aquecendo suas águas e outros 30, resfriando. De 1977 a 1998, o oceano esteve mais quente. Esse período coincide com o aumento da temperatura média do planeta. Mas, desde 1999, o Pacífico dá sinais de que está esfriando. Como o sol também vai produzir menos energia, a conclusão de Molin é uma só: 'Nos próximos 20 anos acontecerá o período de resfriamento da Terra'.
A prova de que esse resfriamento já está chegando foi que no sul do Brasil e da América do Sul, o inverno foi extremamente rigoroso entre os meses de julho e agosto passado. Seus colegas que trabalham com pesquisa em agronomia relataram que em locais como São Joaquim (SC), a temperatura na superfície chegou a 12 graus abaixo de zero. 'Como é que se vai explicar para alguém que está havendo aquecimento global se ele pega invernos tão rigorosos como esse?', questiona. Ele mesmo produziu um mapa climático provando que, em média, as temperaturas no Centro e no Norte da Argentina estiveram sete graus abaixo do normal entre julho e agosto. Isto só ocorreu porque está havendo o resfriamento.
Por que, então, quem vive na Amazônia, por exemplo, não sente muito essa queda de temperatura? Resposta: ao contrário, o resfriamento tende a reduzir a cobertura de nuvens. Se isso ocorre, entra maior radiação solar e a sensação de quem está na superfície é de temperatura mais alta. Fora dos trópicos, como nos Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia, essas populações irão sofrer mais com o resfriamento nos próximos 20 anos.
Em relação ao consumo de petróleo e à queima de combustíveis fósseis no ar, o Brasil é o 16º colocado, porque grande parte do nosso consumo de energia sai de hidrelétricas. Mas, se o país adicionar a isso a queima de florestas saltamos para o quarto lugar, segundo os defensores do aquecimento global. As queimadas na Amazônia, diante disso, produziriam, com o lançamento de gás carbônico na atmosfera, uma contribuição negativa para o mundo. Molin duvida disso.

Carbono

Mesmo com a destruição de 20 mil quilômetros quadrados por ano de florestas na Amazônia, cerca de dois milhões de hectares, ainda assim a região lança na atmosfera 300 milhões de toneladas de gás carbônico, e não 600 milhões como afirmam entidades internacionais. Esse gás não comanda o clima global, via efeito estufa. E nem o homem pode interferir no clima a ponto de provocar o aquecimento do planeta, como alegam as correntes de cientistas hoje mais badaladas pela mídia.
'Estou comparando o que homem lança na atmosfera com os ciclos da natureza. Se eu pegar os oceanos, os pólos e mais a vegetação do planeta, isto soma um total de 200 bilhões de toneladas de carbono por ano que saem desses reservatórios naturais. O homem coloca no ar seis bilhões de toneladas. Seriam 3% da contribuição humana nisso que muitos cientistas chamam de aquecimento global', avalia.
Os interesses econômicos que ele acusa estarem financiando a campanha 'catastrofista' do aquecimento global possuiriam várias formas de atuação. A indústria automobilística é uma delas. O cientista lembra que desde 1870 é conhecido o projeto do carro com motor movido a ar comprimido. 'Você enche um tanque de ar comprimido e o carro anda sem poluir o meio ambiente, ou seja, sem queimar combustível'.
Esse projeto, informa o professor, foi reativado recentemente por um francês. Ele desenhou um carro para cinco pessoas que atinge até 100 km por hora e tem autonomia de 300 km com o tanque cheio de ar comprimido. A pergunta que Molin gostaria de ver respondida pelas fábricas de automóveis: por que elas não fabricam em larga escala esse tipo de carro? Ele mesmo responde: 'Porque não possuem qualquer preocupação com o meio ambiente'.
Se tivessem, completa, abandonariam a forma tradicional de movimentar os motores de seus carros, toda ela baseada na queima na atmosfera dos derivados do petróleo. O etanol e o biodiesel, como combustíveis limpos, observa, interessam hoje à indústria automobilística para elas criarem uma 'fachada verde', de respeito ao meio ambiente. Com isso, angariam maior simpatia da opinião pública.


Fonte: Carbono Brasil - 05/11/07

domingo, 15 de novembro de 2009

Experiência mostra inteligência dos corvos (Com video)

Video - Corvo inteligente
Um estudo da Universidade de Oxford, publicado no mês de Agosto na revista Plos One, demonstrou que os corvos da Nova Caledônia podem usar três ferramentas, sucessivamente, para alcançar o alimento.Esses corvos, que vivem na ilha de Nova Caledônia, no Pacífico, já haviam sido observados usando galhos como ferramentas para retirar vermes de buracos e fendas, em seu habitat natural.
Mas este estudo vai além da capacidade de usar as ferramentas. Os cientistas apresentaram vários tubos diferentes para corvos em cativeiro. Um deles continha um alimento fora do alcance. Os outros continham ferramentas de longo e médio comprimento, mas estas também estavam fora do alcance dos pássaros. Uma ferramenta curta foi colocada ao lado.Os pesquisadores observaram que os corvos usaram a ferramenta curta para alcançar a ferramenta de médio alcance, e a ferramenta de médio alcance para alcançar a ferramenta de longo alcance, que ao final foi usada para chegar até o alimento.Quatro dos sete pássaros testados usaram as ferramentas na ordem correta, disseram os cientistas.
"A essência deste estudo é tentar entender os processos mentais usado pelos animais para atingir seus objetivos", disse um dos autores, Alex Kacelnik, do Grupo de Comportamento Ecológico da Universidade de Oxford.Segundo ele, a complexidade da tarefa faz com que seja improvável que os corvos tenham tentado solucioná-la usando o método de tentativa e erro.
"Nós estamos cientes de que os animais provavelmente cumpriram a tarefa usando junto, de maneira criativa, coisas que eles aprenderam individualmente", disse Kacelnik.Os pesquisadores acreditam que um ancestral dos corvídeos pode ter evoluído a capacidade de usar ferramentas, e que todos os integrantes da família de pássaros podem ter esta habilidade inapta.Mas apenas os corvos da Nova Caledônia fazem uso desta habilidade em seu ambiente natural, dizem os cientistas, provavelmente por causa de pressões ecológicas.
Há poucos meses, a mesma equipe de cientistas revelou que as gralhas-calvas são capazes de usar diferentes ferramentas para solucionar uma série de problemas complexos."Eu costumava dizer, talvez dois, três anos atrás, que as gralhas-calvas me surpreendiam", disse Emery à BBC."Mas hoje em dia, já fizemos descobertas tão impressionantes que as gralhas-calvas já não me surpreendem muito mais. Você quase que espera que elas façam o que for mais inteligente."Os únicos outros animais já observados solucionando problemas como os corvos de Esopo foram os orangotangos.
"Os corvídeos são marcadamente inteligentes", disse Christopher Bird, coautor do estudo. "De muitas maneiras, eles se comparam aos grandes primatas em sua inteligência física e capacidade de resolver problemas."

sábado, 14 de novembro de 2009

Cientistas fotografam peixe raro a 7,6 mil metros de profundidade

Os Notoliparis kermadecensis foram fotografados a 7.650 m de profundidade
Cientistas que trabalham na costa da Nova Zelândia conseguiram fotografar peixes que habitam regiões profundas do oceano, 7.560 metros abaixo da superfície.É a primeira vez que se vê peixes vivos em tamanha profundidade no hemisfério sul.As criaturas, de aparência estranha e coloração rosada, foram fotografadas quando nadavam na Fossa de Kermadec, uma vala situada no fundo do mar perto da costa neo-zelandesa.
A equipe de pesquisadores vinha estudando a área com uma sonda submarina construída para suportar grande pressão.No ano passado, a mesma equipe registrou a presença de peixes a 7.700 metros - a maior profundidade em que peixes foram filmados até hoje, segundo a equipe. Os animais haviam sido encontrados na Fossa do Japão, no Oceano Pacífico, ao norte do Equador.

Aparência semelhante

As duas expedições integram o projeto Hadeep, que tenta expandir o conhecimento sobre a vida nas fossas oceânicas, as regiões mais profundas do mar.Os peixes encontrados no mar profundo perto da Nova Zelândia têm aparência muito semelhante à daqueles encontrados no ano passado: de cor rosa pálida, com corpos arredondados e caudas longas - mas tratam-se, na verdade, de espécies diferentes.Os habitantes da Fossa Kermadec são de uma espécie conhecida como Notoliparis kermadecensis , enquanto os da Fossa do Japão são da espécie Pseudoliparis amblystomopsis . O pesquisador Monty Priede, diretor do Oceanlab, da University of Aberdeen, na Escócia, responsável pelo projeto Hadeep, disse: "O que nos intriga é que cada uma das fossas parece ter sido colonizada por esses peixes, apesar de estarem em hemisférios diferentes"."Presumimos que (evoluíram) a partir de ancestrais semelhantes (que habitavam) regiões mais rasas"."Essas espécies nunca são encontradas fora das fossas - são regiões muito isoladas. Você pode imaginar as fossas como se fossem ilhas".Os peixes foram fotografados com o uso de um mini-submarino acoplado com uma câmera, conectado a um barco e controlado a partir da superfície.
O submarino foi carregado com peixes podres, para atrair os animais do fundo do mar e permitir que eles fossem fotografados e estudados.Mas diferentemente de 2008, neste ano a equipe de cientistas não conseguiu filmar os peixes (apenas fotografou), porque o submarino principal, que levava o equipamento de vídeo, foi perdido durante a operação.Alan Jamieson, da empresa Oceanlab, que coordena o projeto, disse que ficou “devastado” com a perda do equipamento, avaliado em 150 mil libras (cerca de R$ 430 mil).
Sem Consenso
O debate sobre quais seriam as espécies de peixes a viver nas maiores profundidades do oceano divide especialistas.Em 1960, os pesquisadores Jacques Piccard e Don Walsh baixaram a 10.910 metros na Fossa das Marianas, o ponto mais profundo dos oceanos.
Em seu livro Seven Miles Down, Piccard disse ter visto um tipo de peixe. Mas especialistas dizem que a 10 mil metros de profundidade, a pressão faria com que as janelas se curvassem, tornando difícil a visão do lado externo.O recorde oficial do peixe encontrado à maior profundidade é do Abyssobrotula galatheae, localizado no fundo da Fossa de Porto Rico, em 1970, a uma profundidade de mais de 8.370 metros.
Os pesquisadores tentaram retirar o peixe para estudá-lo, mas ele morreu antes de chegar à superfície.A descoberta da equipe da Oceanlab tem o recorde para o peixe de maior profundidade estudado vivo.O pesquisador Monty Priede disse esperar que mais peixes possam ser eventualmente vistos a profundidades ainda mais altas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Esta chegando o verão e quais são as praias mais sujas do Brasil?

Não existe um ranking que compare o nível de poluição das praias do país inteiro e, mesmo juntando os resultados das medições de cada estado litorâneo, é impossível chegar a um quadro nacional porque os estados não usam os mesmos parâmetros de medição. Além disso, as condições das praias mudam bastante de uma semana para outra. Por isso, o que os órgãos estaduais de controle ambiental costumam fazer é avaliar quantas vezes em um certo período as praias ofereceram condições impróprias para o banho.
Todos seguem os critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que considera imprópria a praia que apresentar pelo menos 2 500 coliformes fecais ou 2 mil Escherichia coli (um tipo de bactéria) ou 400 enterococos (outra bactéria) em cada 100 ml de água. O problema é que alguns estados se guiam apenas pelo número de coliformes, outros pela quantidade de E. coli ou mesmo por uma mistura de todos eles. Por isso, aqui ao lado, mostramos quais são as praias mais trash em cada estado, sem compará-las.

Veja quais são as praias que apresentaram os piores resultados em cada estado (Dados de 2006):

Alagoas
Dois trechos estavam impróprios em 100% das avaliações do ano passado: praia de Maragogi (em Maragogi), em frente à foz do rio Persinunga, e praia da Jatiúca (em Maceió), em frente ao Hotel Jatiúca;
Amapá
O pior ponto fica na praia de Perpétuo Socorro, na capital Macapá, avaliada como imprópria em 80% das análises;
Bahia
O pior trecho no conjunto de medições de 2006 fica em Salvador, na praia Pedra Furada, atrás do Hospital Sagrada Família - impróprio em 68% das avaliações;
Espírito Santo
O único trecho de praia impróprio em 100% das análises fica na praia de Jacaraípe, em Serra;
Maranhão
Em 2006 não houve monitoramento das praias maranhenses;
Paraíba
A pior
avaliação ficou com a praia do Maceió, em Pitimbu, imprópria em 62% dos boletins de avaliação;
Paraná
Sete praias foram avaliadas como impróprias em 100% das medições no verão de 2006. São elas: Ponta da Pita e Rio do Nunes (em Antonina); Nhundiquara e Marumbi (em Morretes); Direita do Trapiche (na praia das Encantadas, em Paranaguá); Rua do Camping (em Matinhos); Direita do Córrego (Prainha, em Guaratuba);
Pernambuco
O trecho mais sujo fica na praia do Farol, em Olinda, na esquina da rua do Farol com a rua Farias Neves Sobrinho. Todas as 47 avaliações no local consideraram-na imprópria;
Piauí
Nenhuma praia foi considerada imprópria;
Rio de Janeiro
27 trechos de praias do estado foram considerados impróprios em mais de 50% das análises do ano passado. Mas a campeã em quantidade de coliformes fecais é a praia de Botafogo, na zona sul da capital;
Rio G. do Norte
A praia mais poluída é o balneário Pium, em Parnamirim, avaliado como imprópria em 43 das 44; Rio G. do Sul
Oito trechos estavam impróprios em mais da metade das avaliações. Seis deles ficam na cidade de Pelotas, um em Cidreira e um em Torres;
Santa Catarina
15 trechos de praias foram considerados impróprios em 100% das avaliações de 2006. Nove são em Florianópolis: Matadouro, José Mendes, Jardim Atlântico, Bom Abrigo, Ponta das Canas, Balneário, Beira-mar Norte, Armação do Pântano Sul e lagoa da Conceição (em dois pontos);
São Paulo
A pior
avaliação do litoral paulista ficou com a praia de Gonzaguinha, em São Vicente (96% de avaliações impróprias no último levantamento divulgado);
Sergipe
Três trechos de praias foram avaliados como impróprios em todas as análises: praia do Bairro Industrial e 13 de julho, em Aracaju, e praia do Siri, em Nossa Senhora do Socorro;


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A nova revolução francesa

iOn: primeiro Peugeot elétrico chega em 2010

A meta é ambiciosa. Ter 2 milhões de carros elétricos nas ruas até 2020. Esse plano, apresentado no mês passado pelos ministros Jean-Louis Borloo (ecologia e energia) e Christian Estrosi (indústria), inclui 14 ações tachadas de concretas pelo governo francês para garantir que os veículos elétricos sejam viáveis para a população. O primeiro passo é ter os carros. Os quatro primeiros modelos “made in France” chegam no próximo ano e já contarão com um bônus de 5 000 euros para sua aquisição – válidos para qualquer veículo que emita menos de 60 gramas de CO2 por quilômetro.
O próprio governo planeja ter até 2015 uma considerável frota de 100 000 veículos elétricos. Para isso, dá-lhe energia: serão construídos, até 2020, 4,4 milhões de pontos de recarga nas ruas, o que demanda um investimento de mais de 4 bilhões de euros – incluindo nessa conta o reforço da rede pública de energia, para suportar a gigantesca demanda. Além desses terminais, os prédios residenciais e comerciais, construídos após 2012, terão de ter, obrigatoriamente, pontos de recarga. O governo também espera que os shoppings e hotéis entrem na dança da energia. Confira abaixo as 14 metas do governo francês, que devem ser cumpridas até 2020.
1) Até 2010: pontos piloto de recarga;
2) Veículos elétricos nos novos projetos da cidade;
3) Ajudar as universidades a desenvolver baterias elétricas;
4) Comprar 100000 carros elétricos até 2015;
5) Subsidiar em 5000 euros o veículo elétrico;
6) Carros elétricos carregados em qualquer tomada;
7) Após 2012: prédios novos devem ter ponto de recarga;
8) Instalar pontos de recarga em prédios antigos;
9) Até 2015: todo prédio deve ter pontos de recarga;
10) Usar o padrão europeu de tomadas;
11) Governos locais devem criar pontos de recarga;
12) Organizar a distribuição da rede de recarga;
13) Nenhuma fonte fóssil deve ser usada para gerar energia;
14) Promover a reciclagem de baterias.

Fonte:Rodrigo Leite

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Você sabia que os cemitérios são fontes de poluição ambiental?


A Revista Ciência Hoje de setembro traz na capa um artigo que denuncia um problema sério, principalmente para as grandes cidades, e que tem sido praticamente ignorado pelos grandes veículos de informação.Os Cemitérios.O costume de enterrar os cristãos mortos nas igrejas ou em suas imediações começou durante a Idade Média. Essa prática significou uma aproximação entre os cadáveres, muitos vitimados por doenças contagiosas, e os vivos, o que aumentou significativamente a disseminação dos agentes patogênicos em epidemias como as de tifo, peste bubônica e outras [...]
Embora algumas civilizações, como a romana, já determinassem que os mortos deviam ser enterrado fora dos limite da cidade, foi a partir do século 18 que a palavra cemitério começou a ter o sentido atual quando por razões de saúde pública foi proibido o sepultamento nos locais habituais (em terras da família ou em igrejas. A França, já em 1737 uma comissão de médicos formada pelo Parlamento de Paris, recomendou mais cuidado nas sepulturas e decência na manutenção dos locais onde os mortos eram enterrados. Na mesma época , em 1743, o abade francês Charles-Gabriel Porée publicou um texto condenando os enterros em igrejas e propondo a criação e cemitérios fora das cidades .
Autoridades de países e cidades da Europa, a partir daí passam a proibir e sepultamentos nas igrejas a promover a instalação de cemitérios, para que os enterros ocorressem ao ar livre e longe do perímetro urbano. Em Portugal , em 1801, o príncipe regente D. João VI proibiu os sepultamentos em igrejas (inclusive em suas colônias, como o Brasil). Cabe destacar a figura de Vicente Coelho de Seabra e Silva Telles, nasceu em Congonhas do Campo, Minas Gerais em 1764., um dos pioneiros da metalurgia brasileira.Silva Telles foi um cientista integrado às descobertas de seu tempo. Teve grande destaque na Química e foi um dos primeiros introdutores e difusores, em Portugal, da nomenclatura e da química pneumática de Lavoisier. Sua obra mais importante foi Elementos de Chimica onde revelava sua adesão à nova Química de Lavoisier.
Em 1801, publicou Memórias sobre os Prejuízos Causados pelas Sepulturas dos Cadáveres nos Templos e o Método de os prevenir.Já no início do século 17 Silva Telles demonstrava o problema ambiental que os cemitérios provocam. O sepultamento de cadáveres gera poluição para o meio físico, e por isso deve ser considerada como atividade causadora de impacto ambiental.Assim como a decomposição do lixo produz o chorume, de modo semelhante, a decomposição dos cadáveres produz o necrochorume, um liquido viscoso de cor castanho-acinzentada, com 60% de água, 30% de sais minerais e 10% de substâncias orgânicas degradáveis. Apresenta auto grau de patogenicidade devido a presença de bactérias, vírus e outros agentes causadores de doenças.
Os compostos derivados da decomposição dos corpos representam riscos de contaminação para as águas superficiais, águas subterrâneas (lençóis freáticos) e contaminação do solo, inclusive por metais pesados.Os cemitérios no Brasil são muito antigos e, principalmente devido à ocupação imobiliária, a população está exposta à uma grande variedade de contaminações. Como vimos, a preocupação com este tipo de contaminação é antigo. Entretanto, os trabalhos de pesquisa e investigação nesta área ainda são escassos, assim como a divulgação dos resultados às pessoas, que são as principais afetadas pela poluição causada pelos cemitérios.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quais são os países com maior emissão de CO2 por habitante?


Segundo relatório do Banco Mundial, o Catar, no Oriente Médio, é o país com maior emissão de dióxido de carbono por habitante, com média anual de 50,1 toneladas. Como é uma média feita por habitante, alguns dos países que estão entre os maiores poluidores do planeta, como a China, não aparecem na lista por causa de seu enorme número de habitantes. Várias nações com pequena extensão territorial, ou com poucos habitantes em relação do seu território, aparecem nos primeiros lugares por este critério.
1 – Catar, 50,1

2 – Bahrein, 26,8

3 – Trinidad e Tobago, 20,2

4 – EUA, 18,8

5 – Luxemburgo, 18,3

6 – Kuwait, 17,8

7 – Austrália, 17,1

8 – Arábia, 15,2

9 – Cingapura, 13,6

10 – Canadá, 13,5

O Brasil, de acordo com o relatório, emite anualmente 1,6 toneladas por habitante.


Fonte: http://www.oragoo.net

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

É verdade que faz mal dormir com plantas no quarto?


Em média, oito em cada dez pessoas responderia que “sim” à esta questão. Já faz parte do senso comum, trata-se de um tipo de informação que percorre gerações. A maioria das pessoas acredita que realmente faz mal dormir com plantas dentro do quarto, e a explicação, na maioria das vezes, parece ser óbvia.Como durante a noite, devido à ausência de luz, as plantas diminuem o processo de fotossíntese, a taxa de respiração é mais elevada, consequentemente (por estarem respirando) as plantas aumentam o nível de gás carbônico e fazem diminuir o nível de oxigênio dentro do quarto.
Essa conclusão se fundamenta no fato de que algumas pessoas, ao dormirem com plantas dentro do quarto, sentem uma sensação de falta de ar, garganta seca, fadiga ou náuseas.Mas será que realmente faz mal dormir com plantas dentro do quarto, ou trata-se de mais um dos muitos mitos que rodeiam o senso comum?E se é verdade, será pelo motivo apresentado?Pensem um pouco…Uma pessoa normal consome ao respirar em média vinte vezes mais oxigênio que uma planta. Portanto, libera cerca de vinte vezes mais gás carbônico que uma planta.
Logo, se a explicação apresentada para o problema fosse verdadeira, seria muito mais prejudicial dormir com outro ser humano no quarto do que com uma planta (dependendo da pessoa pode ser muito pior mesmo).Este argumento apesar de desbancar a explicação proposta para o problema de dormir com plantas no quarto, não responde à pergunta: faz mal dormir com plantas dentro do quarto fechado?A verdade é que dormir com plantas dentro do quarto realmente não é muito recomendável. Mas o motivo não é porque elas respiram durante a noite e podem competir pelo oxigênio.
Acontece que durante o processo de evolução, algumas plantas desenvolveram mecanismos que permitem escapar da ação de insetos fitófagos. Tais insetos são parasitas que inserem seus aparelhos sugadores para se alimentar da seiva dessas plantas, e com isso podem transmitir vírus e bactérias que provocam doenças nas plantas. Para prevenirem-se, algumas plantas liberam durante a noite piretrinas, substâncias que são repelentes naturais contra insetos. São essas substâncias que, no quarto fechado durante a noite, provocam a tal sensação de falta de ar.São essas mesmas substâncias que dão base aos repelentes e inseticidas produzidos pela indústria química.

domingo, 8 de novembro de 2009

Quais são as melhores e as piores empresas para o meio ambiente?


Melhores

Segundo a lista feita pela ONG Climate Counts, que dá notas de 0 a 100 para as empresas com base em 22 critérios, que variam desde a emissão de dióxido de carbono até as posições sobre leis ambientais, as melhores empresas para o meio ambiente são:

1 –Canon
2–General Electric
3–Hewlett-Packard
4– IBM
5–Motorola
6–Nike
7–Proctor & Gamble
8–Sony
9–Stonyfield Farm
10–Toshiba

Piores

Segundo a lista feita pela ONG Climate Counts (que elegeu também as melhores empresas), que dá notas de 0 a 100 para as empresas com base em 22 critérios, que variam desde a emissão de dióxido de carbono até as posições sobre leis ambientais, as piores empresas para o meio ambiente são:

1–Amazon
2–Burger Kirg
3–Darden
4–eBay
5–Jones Apparel Group
6–Nine West
7–VF Corporation (dona de Lee e Wrangler)
8–Viacom
9–Wendy’s
10–Yum! Brands (KFC, Taco Bell e Pizza Hut)

Fonte: http://www.oragoo.net

sábado, 7 de novembro de 2009

Você sabe quanto lixo existe em torno da Terra?


Segundo a Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês) , entre o primeiro lançamento, em 1957, e janeiro de 2008, cerca de 6 mil satélites já foram enviados para a órbita terrestre. Destes, apenas 800 estariam ativos e 45% estariam localizados a uma distância de até 32 mil quilômetros da superfície terrestre.Além dos satélites desativados, as fotos de satélites mostram resíduos espaciais como fragmentos de aeronaves espaciais que se quebraram, explodiram ou foram abandonados. De acordo com a ESA, aproximadamente 50% dos objetos que podem ser rastreados são derivados de explosões ou colisões na órbita terrestre.
O lançamento do Sputnik - o primeiro satélite artificial, lançado em 1957 pelos soviéticos, marcou o início da utilização do espaço para a ciência e a atividade comercial.Durante a Guerra Fria, o espaço se tornou o principal terreno de competição entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética - uma disputa que atingiu seu ápice com a corrida para conquistar a Lua, na década de 60.Por ocasião das Olimpíadas de Tóquio, em 1964 foi lançado o primeiro satélite de televisão para a órbita terrestre, com o objetivo de transmitir os Jogos Olímpicos.Mais tarde, os lançamentos russos diminuíram e outros países inauguraram seus programas espaciais.Uma estimativa da ESA indica que o número de objetos na órbita terrestre cresceu de maneira estável desde o primeiro lançamento. Segundo os dados, cerca de 200 novos objetos são lançados todos os anos.Em 2001, os pesquisadores americanos Donald Kessler e Philip Anz-Meador, que estudam o lixo espacial, afirmaram há uma possibilidade de que, em vinte anos, já não seja mais possível realizar operações em órbitas mais próximas da Terra.
Para você ter uma idéia,existe em torno da terra cerca de 330 milhões de objetos maiores do que 1 milímetro. Desse total, 11 mil têm dimensão superior a 10 centímetros. O lixo espacial é composto de partes de foguetes e peças ejetadas, como pedaços de lançamentos abandonados e satélites que chegaram ao fim de sua vida útil. À medida que colidem uns contra os outros, vão se fragmentando e aumentando ainda mais o número de detritos. Esse lixão todo é monitorado pelas agências espaciais americana e russa por meio de radares e telescópios.
O problema é que boa parte da sujeira acaba, um dia, voltando para a superfície terrestre. Entre 1999 e 2003, fomos “bombardeados” por cerca de 840 toneladas de detritos, do mesmo tipo do laboratório Skylab da Nasa, a agência espacial americana, que pesava 77 toneladas e caiu em 1979 no oceano Índico e na porção ocidental da Austrália. A estação espacial russa MIR, de 120 toneladas, também retornou ao planeta, mas sua queda no sul do oceano Pacífico foi controlada.


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sustentabilidade - "Distância entre discurso e prática"


O brasileiro tem elevado grau de consciência sobre sustentabilidade, superior ao de moradores de países ricos como Alemanha e Suécia. Ao mesmo tempo, tem grande dificuldade em trazer o conceito para o seu dia a dia e suas decisões de consumo. Escassez de água e poluição ambiental, por exemplo, figuram em terceiro lugar entre as maiores preocupações de 61% da população e só ficam atrás de educação (68%) e crime e violência (72%). Mudanças climáticas e aquecimento global, por sua vez, são motivo de preocupação para 49% dos brasileiros.
Quando a sociedade é questionada sobre suas ações efetivas para proteger o meio ambiente, os números são mais modestos: 27% dos brasileiros reciclam seus resíduos e fazem uso de produtos recicláveis; 20% afirmam conservar árvores; 13% dizem proteger a natureza e apenas 5% controlam o desperdício de água.
Esses dados constam da pesquisa Sustainable Futures 2009, levantamento feito pelo grupo de publicidade Havas no qual foram ouvidas mais de 24 mil pessoas em dez países: Alemanha, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, México, Reino Unido e Suécia. No Brasil, foram entrevistadas 2.532 pessoas no primeiro semestre de 2009.
O estudo também aponta o brasileiro como um dos mais atentos no mundo às práticas de sustentabilidade das empresas: 86% afirmam estar dispostos a recompensar companhias com boas práticas e 80% dizem punir as que agem de forma irresponsável nas questões socioambientais.
Porta-voz do estudo no País, André Zimmermann acredita que o grau elevado de consciência sobre sustentabilidade pode ser explicado pela presença do tema na mídia e pela percepção de que os recursos naturais são um diferencial do Brasil, considerado um país rico nesse aspecto. "O consumidor daqui se mostrou mais em sintonia com o tema do que os consumidores dos países desenvolvidos."
Outro dado que ampara essa percepção: 64% das pessoas entrevistadas pelo grupo Havas no País afirmam que aceitariam pagar até 10% a mais por um produto feito de modo social e ambientalmente responsável - nos demais países, esse porcentual é de 48%. Outros 84% acreditam que têm o poder de fazer as empresas se comportarem com mais responsabilidade - o índice médio global é de 63%. "O mundo está caminhando nessa direção, mas no Brasil essa tendência é ainda mais clara", diz Zimmermann.

CETICISMO

Há também no País ceticismo em relação à falsa propaganda sobre as atitudes "verdes" das empresas. Para 64% dos brasileiros, elas só investem em sustentabilidade para melhorar sua imagem pública, o que revela desconfiança em relação às marcas. "Os consumidores deixam de ser fiéis às marcas quando acreditam que falta autenticidade da parte delas", diz Zimmermann.
O tom crítico de boa parte dos consumidores em relação às ações sustentáveis das empresas indica que as pessoas não estão vendo correlação entre discurso e prática das corporações, acredita Lisa Gunn, coordenadora executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). "O brasileiro está consciente e cobrando mais ação das empresas, mas a mudança de hábitos não depende só dele", diz.
Lisa afirma que falta informação honesta no ponto de venda, que oriente o consumidor, e sobra publicidade. "Ainda é muito pequena a gama de produtos que trazem um selo independente de eficiência energética, por exemplo. Só este ano alguns veículos começaram a trazer informações sobre o quanto emitem de poluentes. O consumidor fica sem parâmetros para avaliar", diz.
Outro obstáculo para uma ação mais efetiva do consumidor no País é o fato de que produtos "verdes" ou sustentáveis ainda são vistos como nichos de mercado e ficam restritos a consumidores de maior poder aquisitivo. "Muitas empresas fabricam 1% de produto "sustentável" para 99% de produtos "não-sustentáveis". Para mudar isso, o poder público poderia desempenhar um papel de estimulador de um mercado mais responsável", afirma Lisa.
O Instituto Akatu, entidade que incentiva o consumo consciente, realiza desde 2001 pesquisas sobre a percepção do consumidor brasileiro sobre a responsabilidade socioambiental das empresas. O último levantamento, feito pela ONG em 2007, também mostrou que o consumidor desconfia da propaganda verde das empresas.
"Mais da metade deles não acredita no que as empresas estão dizendo", afirma Hélio Mattar, presidente do Akatu. "E isso se reflete na ação, porque a pessoa começa a pensar que seu ato de consumo, sozinho, não faz diferença no mundo."

REDES SOCIAIS

Mattar afirma, no entanto, que um dos motores de mudança de comportamento é o acesso à internet e o fenômeno das redes sociais, que estão transformando o modo como as informações sobre as empresas circulam. "As companhias deixaram de ter controle sobre o que se fala delas, então precisam ser coerentes e aprender a lidar com um consumidor sensível às questões sociais e ambientais, que vai cobrar isso delas."

Mudança de comportamento é lenta, aponta estudo

O comportamento dos brasileiros em relação às mudanças climáticas foi tema de um outro estudo, o Barômetro Ambiental 2009, realizado pela Market Analysis, empresa de pesquisa de mercado e opinião. Novamente, o estudo evidenciou o fosso existente entre o grau de consciência dos brasileiros e as atitudes tomadas no dia a dia.
Foram ouvidas 835 pessoas em nove capitais, durante o mês de julho. Para 86% dos brasileiros, o aquecimento global é um problema "muito sério" - no entanto, 27% admitiram não ter feito nada no último ano em termos de redução de impacto ambiental. Em relação aos hábitos cotidianos, 10% reduziram o consumo de energia em casa, 11% economizaram no uso de água, 4% priorizaram o transporte coletivo e apenas 1% dos pesquisados comprou algum item que ajudasse a minimizar as mudanças climáticas, como lâmpadas fluorescentes e eletroeletrônicos de baixo consumo de energia.
Para Fabian Echegaray, diretor da Market Analysis, a ação dos consumidores para reduzir sua pegada ecológica é mais concreta em relação à redução do consumo doméstico de água e energia do que no supermercado. "O consumidor não está entendendo a relação entre seu ato de consumir e sustentabilidade", afirma. Segundo ele, a informação sobre os atributos verdes dos produtos soa hermética para o consumidor. "Em vez de falar das próprias ações de sustentabilidade, as empresas poderiam trazer o conceito para a vida do consumidor e educá-lo."

Fonte:
http://www.nossasaopaulo.org.br/
Andrea Vialli
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