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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O número de abelhas e de outros insetos polinizadores está diminuindo no mundo

Os polinizadores são importantíssimos para a agricultura, uma vez que esses animais fazem o transporte de células reprodutivas masculinas das plantas, levando-as até as células femininas e possibilitando a fecundação, formando sementes e frutos. O melão, a maçã, a goiaba, o café, a produção de sementes como a soja dependem dessa atividade ecológica. A diminuição da população desses animais poderá causar, no Brasil, uma perda de 16,5 a 51 milhões de toneladas de produtos agrícolas, o que corresponde em cifras, hoje, a um prejuízo de US$ 4,9 bilhões (R$ 16,6 bilhões) a US$ 14,6 bilhões (R$ 49 bilhões). Mudança do uso da terra, alterações climáticas, e o uso incorreto de inseticidas e pesticidas são as razões apontadas para o declínio dos polinizadores. A manutenção de uma área da mata nativa junto à propriedade para que alguns polinizadores como abelhas, mariposas, borboletas possam ser preservados são algumas das medidas apontadas pelos cientistas para conter essa situação. Atenuar os efeitos do clima causados pelo homem e desenvolver defensivos agrícolas e estratégias que não afetem os polinizadores são outras soluções defendidas por pesquisadores e ambientalistas.


sábado, 19 de novembro de 2016

Sem abelha sem alimento: planta melífera Amor-agarradinho (Antigonum leptopus)

Amor-agarradinho, Amor-entrelaçado, Bela-mexicana, Cipó-coral, Cipó-mel, Coralita, Georgina, Lágrima-de-noiva, Mimo-do-céu, Rosa-da-montanha, Rosália ou Viuvinha é uma trepadeira originária do México e América do Norte da família das Polygonaceas e tem ciclo perene, atingindo de  9.0 a 12 metros de altura.
Planta arbustiva tuberosa, trepadeira tipo liana de ramos finos e flexíveis, providos de gavinhas, com folhas verde-claro em forma de coração e flores pequenas completas, cor-de-rosa ou brancas, numerosas e muito duradouras, reunidas em grandes inflorescências, muito apreciadas pelas abelhas.
Muitos produtores de mel a cultivam para alimento destes insetos. Floresce praticamente o ano todo. Necessita de muito sol e pode ser cultivada em todo o país. Não é exigente em fertilidade do solo, mas na cova de plantio colocar composto orgânico de folhas e adubo animal garantirá sua floração abundante.
Anualmente no inverno colocar mais composto orgânico, adicionando adubo granulado formulação 4-14-8 para uma bela floração.
As regas devem ser regulares, pois no verão sofre com a seca. Pra fazer propagação da planta basta semi-enterrar um dos ramos flexíveis no solo que enraizará facilmente.Se não dispuser de espaço, faça um alporque de ramo, colocando musgo sfagno (Sphagnum) úmido junto a uma ou duas gemas. Antes retirar com cuidado as folhas nascidas nestas gemas, fazer uma pequena escarificação com estilete limpo abaixo delas e cobrir com plástico, amarrando nas duas pontas para manter no lugar. Quando notar que estão se desenvolvendo raízes, cortar abaixo do alporque e plantar a muda.

Pode ser encontrada com mais raridade na cor branca.
É uma excelente liana para cobrir cercas de divisas em locais ensolarados e colocar em treliças e pergolados. O único inconveniente são as abelhas que a procuram.Para produzir esta bela trepadeira podemos usar substrato bem leve, de casca de arroz carbonizada, areia e terra vegetal compostada feita de adubo animal, folhas e restos vegetais, colocando em sacos de tamanho médio ou baldes moles. Proteger o orifício de drenagem com cascalho ou brita e areia úmida. Colocar o substrato e plantar as estacas.Estas deverão ser retiradas da planta matriz, cortando um ramo, procurando retirá-lo inteiro, tarefa um pouco difícil, já que eles se enredam na planta. Cortar as estacas com 20 a 25 cm de comprimento, retirando-se as folhas que resguardam as duas gemas inferiores.Enterrar as duas gemas no substrato, regando bem a seguir. Manter as mudas em cultivo protegido até que estejam enraizadas e iniciem seu desenvolvimento, levando então para cultivo ao sol.Como esta planta é um cipó, irá enredar-se em qualquer outra planta próxima. No cultivo comercial de trepadeiras, há o costume de manter-se um tutor geral feito de arame com moirões, dificultando depois a retirada da muda para comercialização. Recomenda-se que se faça tutor de sarrafo tipo escada individual para que a planta se desenvolva melhor e produza bela camada de flores, para obter um produto de boa qualidade para a venda.
Abelhas observadas nessa espécie de planta coletando pólen e néctar:

Abelha européia ou africanizada (Apis mellifera)
Iraí (Nannotrigona testaceicornis)
Mirim (Plebeya spp)
Irapuá (Trigona spinipes)

Fonte:http://www.jardineiro.net/plantas/amor-agarradinho-antigonon-leptopus.html
- Faz Fácil – http://www.fazfacil.com.br/jardim/trepadeira-amor-agarradinho

- Flores e abelhas em São Paulo, José Rubens Pirani e Marilda Cortopassi-Laurino.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Sem abelha sem alimento: planta melífera Astrapéia

Nome Científico: Dombeya wallichii

Nomes Populares: Astrapéia, Astrapéia-rosa, Dombéia, Flor-de-abelha

Família: Malvaceae

Categoria: Árvores, Árvores Ornamentais

Clima: Equatorial, Mediterrâneo, Subtropical, Tropical

Origem: África, Madagascar

Altura:  4.7 a 6.0 metros

Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno

Ciclo de Vida: Perene


Também conhecida por Astrapéia, Astrapéia-rosa, Dombéia e Flor-de-abelha é uma árvore ornamental originária de Madagascar que pode chegar até a 7 metros de altura. É uma planta de clima Equatorial, Mediterrâneo, Subtropical, Tropical e deve ser cultivada em meia sombra ou sol pleno, e seu ciclo de vida é perene.
A astrapéia se espalhou pelo mundo por sua exuberância e popularidade. Ela apresenta ramos pubescentes, e porte pequeno para um árvore, alcançando cerca de 2 a 5 metros de altura. As folhas são grandes, cordiformes, perenes, de cor verde brilhante e pubescentes na página inferior. As inflorescências surgem no outono e inverno, e são umbeliformes, sustentadas por longos pedúnculos, pendentes, globosas e com numerosas flores de cor rosa a avermelhada, ricas em néctar e delicadamente perfumadas. Produz frutos do tipo cápsula, que se dividem em cinco partes.
A astrapéia é uma árvore de rápido crescimento e baixa manutenção, que se destaca principalmente em plantios isolados, mas que pode ser parcialmente sombreada por outras árvores ou construções. As inflorescências pendentes atraem muitas abelhas e possuem perfume agradável e suave, que lembra o côco. As flores velhas permanecem nos ramos, adquirindo uma cor amarronzada e devem ser removidas para um melhor aspecto da planta. Além disso essas flores velhas podem desprender um odor desagradável e atrair moscas. Com podas regulares de formação, é capaz de adquirir porte e formato arbustivo. Há diversos híbridos comerciais disponíveis.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Sendo de clima subtropical, a folhagem da astrapéia não é muito resistente a geadas fortes. Fertilizações na primavera e verão estimulam um crescimento saudável e florações exuberantes. Multiplica-se por sementes e mais facilmente por alporquia e estaquia de ramos semi-lenhosos ou de ponteiros.
Esta espécie é diferente da Astrapéia (Dombeya burgessiae) que é originária da África e tem flores claras com base rosa-intenso e da Astrapéia-branca (Dombeya natalensis).
Abelhas observadas nessa espécie de planta coletando pólen e néctar:
• Abelha européia ou africanizada (Apis mellifera)
• Irapuá (Trigona spinipes)
• Jataí (Tetragonisca angustula)
• Jataí-da-terra (Paratrigona subnuda)
• Mirim (Plebeya emerina)
• Mirim (Plebeya saiqui)
• Mandaçaia (Melipona quadrifasciata)
Floração: Junho a Outubro.


Bibliografia:
-
Jardineiro.net – http://www.jardineiro.net/plantas/astrapeia-dombeya-wallichii.html
- Flores e abelhas em São Paulo, José Rubens Pirani e Marilda Cortopassi-Laurino.

domingo, 6 de novembro de 2016

Sem abelha sem alimento: planta melífera Bracatinga

Abelhas são conhecidas por produzirem mel, cera, própolis e pólen. Também a preciosa geléia real e até o seu veneno, utilizado na apiterapia. As abelhas listradas em preto e amarelo fazem parte do imaginário coletivo por serem comumente retratadas em desenhos e livros infantis. E há quem só se lembre das abelhas pelo doce de seu mel ou pela dor de sua picada. Mas o que a maioria das pessoas desconhece, é que as abelhas cumprem um papel infinitamente mais relevante: são os melhores e mais eficientes agentes polinizadores da natureza, responsáveis pela reprodução e perpetuação de milhares de espécies vegetais, produzindo alimentos, conservando o meio ambiente e mantendo o equilíbrio dos ecossistemas. Também poucos sabem que existem no mundo mais de 20 mil espécies de abelhas. Só no Brasil são mais de 3 mil espécies, a maioria de abelhas nativas sem ferrão. Em meio a todo este rico, mas desconhecido universo, nos últimos anos um problema pauta a apicultura em todo o mundo: o desaparecimento e a morte massiva das abelhas. De proporções expressivas – só nos EUA mais de 1/3 dos enxames têm sido perdidos todos os anos – o Brasil e a América Latina começam a se mobilizar frente aos diversos relatos de mortalidade de abelhas, de causas ainda controversas.
A Campanha “Sem Abelha, Sem Alimento” tem o objetivo de conscientizar as pessoas para a importância destes polinizadores e a necessidade de sua proteção.
Para auxiliar os meliponicultores nesta bonita empreitada em prol das abelhas, apresentamos a partir de hoje uma série de espécies de plantas utilizadas para o fornecimento de recursos tróficos. É claro que devido à extensão do território brasileiro e sua complexidade florística não temos a pretensão de abranger todas as espécies, mesmo porque existem lacunas a serem preenchidas sobre a flora de várias regiões. Apresentaremos os nomes das espécies visitadas por abelhas, suas características e muitas informações sobre o seu plantio o qual será ampliada à medida que novas informações surgirem.

BRACATINGA

NOME CIENTÍFICO Mimosa scabrella
Família: Mimosaceae (Leguminosae – Mimosoideae)
Espécie: Mimosa scabrella Bentham
Sinonímia botânica: Mimosa bracaatinga Hoehne
Nomes vulgares: abracatinga, anizeiro, bracatinga, paracatinga, mandengo.

Aspectos ecológicos
A bracatinga é uma espécie pioneira, típica de capoeiras e capoeirões. Ocorre na floresta secundária, muitas vezes em formações puras (bracatingais), após ação antrópica, o que a caracteriza como espécie agressiva. Vive, em média, por vinte e cinco anos, sendo, portanto, uma espécie de baixa longevidade. Mimosa scabrella é uma essência típica do planalto sul-brasileiro e exclusiva da vegetação secundária da Floresta Ombrófila Mista, principalmente onde ocorrem áreas perturbadas (Carvalho, 1994).

Descrição
A bracatinga é uma árvore perenefólia, com altura variando entre 4 e 18 m e DAP (diâmetro à altura do peito), entre 20 e 30cm. Em maciços, apresenta tronco reto, com fuste de até 15 m. Porém, quando isolada, o tronco é curto e ramificado. A copa é arredondada e seu diâmetro, assim como a forma do tronco, varia de acordo com a localização da árvore: em povoamentos, o diâmetro da copa é, em média, de 1,5 m e, em árvores isoladas, pode atingir 10 m.Os indivíduos jovens apresentam casca externa marrom-acastanhada e, quando adultos, castanho-acinzentada. A casca interna possui coloração bege-rosada a rosada (Carvalho, 1994).As folhas são compostas, muito variáveis, com 4 a 14 pares de pinas opostas de 3 a 6 cm de comprimento e folíolos de 4 a 8 mm, em número de 15 a 30 pares por pina (Lorenzi, 1992). As flores são amarelas e pequenas, agrupadas em capítulos pedunculados, axilares ou terminais. Rotta & Mendes (1990) concluíram que apenas 10% das flores produzidas formam frutos. Estes são sésseis, deiscentes, com até 48 mm de comprimentos por 9 mm de largura e alojam de 2 a 4 sementes (Lima, 1985). As sementes são irregulares, escuras e brilhantes. Apresentam dimensões de 6 mm de comprimento por 3 mm de largura.
Informações botânicas
A bracatinga é uma planta hermafrodita, porém a fecundação é preferencialmente cruzada, sendo a polinização feita principalmente por abelhas do gênero Apis sp e Trigona sp (Catharino et al., 1982). Os frutos, bem como as sementes, se dispersam, sobretudo, pela ação da gravidade. Ao caírem no solo, as sementes formam bancos permanentes e a viabilidade das mesmas pode perdurar por 4 anos ou mais (Carpanezzi et al., 1997). A floração e a frutificação, que se iniciam dois anos após o plantio, ocorrem em períodos distintos nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. De junho a setembro ocorre floração no Paraná e Santa Catarina e, nesses Estados, a frutificação se dá entre dezembro e março. Em São Paulo, a floração acontece em julho e a frutificação em dezembro. No Rio Grande do Sul, a floração ocorre de julho a outubro e a frutificação, de novembro a fevereiro (Carvalho, 1994).
Ocorrência natural
No Brasil, a bracatinga ocorre naturalmente nos Estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, compreendendo latitude de 21º 30’ S (Minas Gerais) a 29º 50’ S (Rio Grande do Sul). Ocorre em altitudes de 700 a 2000 metros.
Apicultura
O “mel de bracatinga” é rico em glicose, com cristalização rápida (Embrapa, 1988). Essa espécie fornece néctar e pólen durante o inverno, aspecto importante para a apicultura.