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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O lixo que vemos (mas não enxergamos)


A produção e o consumo de bens são parte essencial da economia. Contudo, o resultado dessa produção acaba cobrando um alto preço, já que a maior parte do que produzimos chega, mais cedo ou mais tarde, ao descarte, pelo qual todos pagamos. Como medir essa diversidade de resíduos e seus custos se, mesmo sabendo o que consumimos, não temos exata noção sobre o que descartamos? Resíduos sólidos são produzidos incessantemente, em grande quantidade, 24 horas por dia. Na verdade, poucas pessoas têm consciência de que a casca de uma fruta pode vir a ser tanto um adubo orgânico quanto um problema, se depositada na calçada. Ou, ainda, que a caixinha de leite ou a garrafa de refrigerante, que poderiam ser recicladas, correm o risco de se transformar em um problema de proporções imensas, nas ruas, nos córregos ou nos aterros. Pior que isso, existem as lâmpadas fluorescentes, os pneus, as pilhas e baterias de celulares , entre tantos outros produtos descartados todos os dias e que ainda têm destino incerto ou adequado no Brasil.
Não é sem razão que alguns especialistas em desenvolvimento sustentável, como o professor Herman Daly, da Escola de Políticas Públicas da Universidade de Maryland (EUA), vêem na produção incessante de bens de consumo um problema, pois ela está diretamente ligada à capacidade do planeta de absorver os resíduos dessa produção.
Para evitar esse cenário de risco, ele adverte que seria preciso administrar com cautela o uso de recursos para que os rejeitos pudessem ser absorvidos pelo ecossistema, além de promover seu reaproveitamento e reciclagem. Da mesma forma, os recursos renováveis deveriam ser explorados sem exceder a capacidade do meio ambiente de regenerá-los.
De acordo com o geógrafo Luciano Legaspe, responsável pelo setor de pesquisa e projetos em reciclagem da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), é preciso encontrar soluções diferentes para problemas distintos. “Se o volume descartado for pequeno, a solução pode ser local, o que inclui o reaproveitamento de alimentos para ração animal ou até mesmo a compostagem doméstica, mas se o volume for maior, como nos casos de sobras urbanas ou de grandes descartes, a solução terá de ser macro. Existem alternativas baratas de médio e grande porte, ambientalmente corretas e geradoras de empregos”. Desde 2003, ele coordena um projeto na Ceagesp que caminha para acabar com o desperdício e a excessiva geração de resíduos no entreposto, por meio do reaproveitamento e da reciclagem.

Cultura do Desperdício

O projeto na Ceagesp tem como objetivo aproveitar integralmente os resíduos gerados no entreposto, possibilitando seu retorno ao consumo humano, diretamente, como alimento, ou indiretamente, transformando-os em ração animal e adubo, utilizados na produção de carne e vegetais.
Na Ceagesp, a previsão é de que daqui a dois ou três anos apenas os resíduos que não possam ser recuperados sejam enviados aos aterros. Atualmente, todo o material gerado no entreposto – que chegou a 14 mil toneladas entre 2003 e 2006 – é classificado em três categorias distintas. Após uma avaliação, os itens considerados impróprios para a comercialização, mas em boas condições para o consumo humano, são encaminhados a projetos sociais e distribuídos a entidades sem fins lucrativos, previamente cadastradas. Os demais são transformados em ração animal ou adubo orgânico. Porém, os materiais orgânicos no Brasil não ultrapassam 1% de tudo o que é reciclado. A quantidade é pequena porque o modelo de reciclagem adotado, até por ausência de legislação, é o mesmo dos países desenvolvidos, que têm outro padrão de resíduos.

Fonte:http://www.apetres.org.br

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Segundo a Abrelpe,20 mil t de lixo não são coletadas por dia no Brasil


Mais de 20 mil toneladas de lixo doméstico produzido diariamente em todo o Brasil não são coletadas e vão parar em cabeceiras de rios, valas, terrenos baldios ou são simplesmente queimadas. É lixo suficiente para encher 28 piscinas olímpicas todo dia ou cobrir o Estádio do Maracanã de detritos a cada 36 horas. Já 54,9% - 83 mil toneladas/dia - das 150 mil toneladas de lixo doméstico que são coletadas vão para aterros sanitários, enquanto 67 mil toneladas/dia (45,1%) seguem com destinação inadequada e vão para aterros com problemas e lixões a céu aberto. Os dados fazem parte de um estudo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) e revelam um problema grave, que envolve saúde pública e saneamento.
O maior problema, segundo o levantamento da Abrelpe, está nos Estados de Norte, Centro-Oeste e Nordeste (onde se coletam 6%, 7% e 22% dos resíduos, respectivamente, os menores índices do País). A pior situação está no Centro-Oeste. Ali, 74% do total coletado tem destinação inadequada. É o caso do município de Colniza, no norte de Mato Grosso. Com 27 mil habitantes, 56% deles na zona rural, os detritos domésticos são levados para um lixão. “Estamos tentando regularizar a situação ambiental desse depósito. Não temos verba suficiente para criar um aterro controlado, que é muito caro”, explica o secretário de Administração, Fabio Dias Correia.
De acordo com o presidente da Abrelpe, João Carlos David, a coleta de resíduos domiciliares no Brasil cresceu 5,9% em 2008, em comparação com 2007. Passou de 140,9 mil toneladas/dia para 149,1 mil toneladas/dia. Já a geração per capita caiu 1% - de 1,106 kg/habitante/dia, em 2007, para 1,080 kg/hab/dia, no ano passado. Dos 5.564 municípios brasileiros, 56% indicam a existência de iniciativas de coleta seletiva de lixo. O mercado de limpeza urbana movimenta anualmente, segundo David, cerca de R$ 17 bilhões. No ano passado, o setor privado investiu R$ 12 bilhões - e a área pública, R$ 5 bilhões.


Fonte: Estadão Online

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Resíduos: “É preciso inverter a pirâmide – reduzir a geração ”! *

Se observarmos as diversas estatísticas, com relação a disposição dos resíduos sólidos, nos deparamos com uma situação alarmante, visto que 75% das cidades brasileiras dispõem seus resíduos sólidos em lixões. Esta situação trás diversos comprometimentos ao meio ambiente e à saúde da população. Podemos citar problemas como: surgimento de focos de vetores transmissores de doenças, mau cheiro, possíveis contaminação do solo e corpos d'água, além da inevitável destruição da paisagem urbana das cidades, principalmente. Como agravante, deve ser mencionada a presença de catadores nestes locais colocando em risco, não apenas a sua integridade física e de saúde, mas também submetendo-se à uma condição de marginalidade social e econômica, que muitas vezes se confunde com o próprio conceito de lixo, situação esta que deve ser repudiada e melhor administrada pelos governantes. Diante destes fatos é fundamental que governo e sociedade assumam novas atitudes, visando gerenciar de modo mais adequado a grande quantidade e diversidade de resíduos que são produzidos diariamente nas empresas e residências. Portanto, é preciso inverter a pirâmide, o que significa colocar em prática a desejável política dos “3 Rs” (Reduzir, Reusar e Reciclar) e não continuar produzindo e gerando mais resíduos, deixando que “alguém”assuma a responsabilidade de tratar e dispor adequadamente. Para isso, é preciso modificar atitudes, por exemplo: usar o papel dos dois lados ; imprimir somente o que é necessário ; otimizar o tamanho do papel ao real espaço da mensagem ; usar embalagens recicláveis (papel ou papelão) ; adotar práticas de reciclagem e reuso, como levar sacolas para as compras em vez de sempre usar embalagens novas ; separar resíduos “sujos” de resíduos “limpos” que impedem ou dificultam a reciclagem ; utilizar frutas e legumes com cascas ou incorporá-las ao solo ; separar resíduos perigosos, como pilhas, lâmpadas, medicamentos, material de limpeza, tinta de cabelo e outros produtos químicos igualmente danosos ao meio ambiente e à saúde humana.Todas estas práticas não só reduzirão o volume de resíduos gerados diariamente, mas também permitirão o exercício de reuso, culminando num melhor gerenciamento dos resíduos. São atitudes simples e viáveis que poderemos incorporar cada vez mais, a fim de proteger o ar, o solo e a água, trazendo como conseqüência melhores condições de saúde humana, qualidade de vida e saúde ambiental.

Autores do artigo:
Lauro Charlet Pereira Dr. em Planejamento Ambiental Pesquisador da Embrapa Meio Ambiente - SP
Marta Regina Lopes Tocchetto Doutoranda. em Eng. de Metalúrgica e de Minas Prof. da Universidade Federal de Santa Maria - RS

domingo, 21 de dezembro de 2008

Quanto lixo o mundo produz?

Esta é uma pergunta difícil de responder. Os números variam muito. A única coisa que dá para dizer, com certeza, é que a quantidade é grande e varia de país para país e de cidade para cidade. Os maiores consumidores do mundo, os norte-americanos, chegam a produzir quase 2 kg (1,8 kg, na verdade) por dia . A cidade de São Paulo tem números de primeiro mundo em relação ao lixo são cerca 1,2 kg por dia por pessoa.Aliás, países pobres e ricos tem estimativas diferentes para a quantidade de lixo. Os habitantes dos países pobres produzem de 100 a 220 kg de lixo a cada ano ou de 0,27 kg a 0,6 kg por dia. E os dos países ricos produzem de 300 a uma tonelada por ano ou de 0,82 kg a 2,7 por dia.Nova York, provavelmente, é a campeã com 3 kg de lixo por pessoa por dia

Fonte:IPEA