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sábado, 19 de novembro de 2016

Sem abelha sem alimento: planta melífera Amor-agarradinho (Antigonum leptopus)

Amor-agarradinho, Amor-entrelaçado, Bela-mexicana, Cipó-coral, Cipó-mel, Coralita, Georgina, Lágrima-de-noiva, Mimo-do-céu, Rosa-da-montanha, Rosália ou Viuvinha é uma trepadeira originária do México e América do Norte da família das Polygonaceas e tem ciclo perene, atingindo de  9.0 a 12 metros de altura.
Planta arbustiva tuberosa, trepadeira tipo liana de ramos finos e flexíveis, providos de gavinhas, com folhas verde-claro em forma de coração e flores pequenas completas, cor-de-rosa ou brancas, numerosas e muito duradouras, reunidas em grandes inflorescências, muito apreciadas pelas abelhas.
Muitos produtores de mel a cultivam para alimento destes insetos. Floresce praticamente o ano todo. Necessita de muito sol e pode ser cultivada em todo o país. Não é exigente em fertilidade do solo, mas na cova de plantio colocar composto orgânico de folhas e adubo animal garantirá sua floração abundante.
Anualmente no inverno colocar mais composto orgânico, adicionando adubo granulado formulação 4-14-8 para uma bela floração.
As regas devem ser regulares, pois no verão sofre com a seca. Pra fazer propagação da planta basta semi-enterrar um dos ramos flexíveis no solo que enraizará facilmente.Se não dispuser de espaço, faça um alporque de ramo, colocando musgo sfagno (Sphagnum) úmido junto a uma ou duas gemas. Antes retirar com cuidado as folhas nascidas nestas gemas, fazer uma pequena escarificação com estilete limpo abaixo delas e cobrir com plástico, amarrando nas duas pontas para manter no lugar. Quando notar que estão se desenvolvendo raízes, cortar abaixo do alporque e plantar a muda.

Pode ser encontrada com mais raridade na cor branca.
É uma excelente liana para cobrir cercas de divisas em locais ensolarados e colocar em treliças e pergolados. O único inconveniente são as abelhas que a procuram.Para produzir esta bela trepadeira podemos usar substrato bem leve, de casca de arroz carbonizada, areia e terra vegetal compostada feita de adubo animal, folhas e restos vegetais, colocando em sacos de tamanho médio ou baldes moles. Proteger o orifício de drenagem com cascalho ou brita e areia úmida. Colocar o substrato e plantar as estacas.Estas deverão ser retiradas da planta matriz, cortando um ramo, procurando retirá-lo inteiro, tarefa um pouco difícil, já que eles se enredam na planta. Cortar as estacas com 20 a 25 cm de comprimento, retirando-se as folhas que resguardam as duas gemas inferiores.Enterrar as duas gemas no substrato, regando bem a seguir. Manter as mudas em cultivo protegido até que estejam enraizadas e iniciem seu desenvolvimento, levando então para cultivo ao sol.Como esta planta é um cipó, irá enredar-se em qualquer outra planta próxima. No cultivo comercial de trepadeiras, há o costume de manter-se um tutor geral feito de arame com moirões, dificultando depois a retirada da muda para comercialização. Recomenda-se que se faça tutor de sarrafo tipo escada individual para que a planta se desenvolva melhor e produza bela camada de flores, para obter um produto de boa qualidade para a venda.
Abelhas observadas nessa espécie de planta coletando pólen e néctar:

Abelha européia ou africanizada (Apis mellifera)
Iraí (Nannotrigona testaceicornis)
Mirim (Plebeya spp)
Irapuá (Trigona spinipes)

Fonte:http://www.jardineiro.net/plantas/amor-agarradinho-antigonon-leptopus.html
- Faz Fácil – http://www.fazfacil.com.br/jardim/trepadeira-amor-agarradinho

- Flores e abelhas em São Paulo, José Rubens Pirani e Marilda Cortopassi-Laurino.

domingo, 6 de novembro de 2016

Sem abelha sem alimento: planta melífera Bracatinga

Abelhas são conhecidas por produzirem mel, cera, própolis e pólen. Também a preciosa geléia real e até o seu veneno, utilizado na apiterapia. As abelhas listradas em preto e amarelo fazem parte do imaginário coletivo por serem comumente retratadas em desenhos e livros infantis. E há quem só se lembre das abelhas pelo doce de seu mel ou pela dor de sua picada. Mas o que a maioria das pessoas desconhece, é que as abelhas cumprem um papel infinitamente mais relevante: são os melhores e mais eficientes agentes polinizadores da natureza, responsáveis pela reprodução e perpetuação de milhares de espécies vegetais, produzindo alimentos, conservando o meio ambiente e mantendo o equilíbrio dos ecossistemas. Também poucos sabem que existem no mundo mais de 20 mil espécies de abelhas. Só no Brasil são mais de 3 mil espécies, a maioria de abelhas nativas sem ferrão. Em meio a todo este rico, mas desconhecido universo, nos últimos anos um problema pauta a apicultura em todo o mundo: o desaparecimento e a morte massiva das abelhas. De proporções expressivas – só nos EUA mais de 1/3 dos enxames têm sido perdidos todos os anos – o Brasil e a América Latina começam a se mobilizar frente aos diversos relatos de mortalidade de abelhas, de causas ainda controversas.
A Campanha “Sem Abelha, Sem Alimento” tem o objetivo de conscientizar as pessoas para a importância destes polinizadores e a necessidade de sua proteção.
Para auxiliar os meliponicultores nesta bonita empreitada em prol das abelhas, apresentamos a partir de hoje uma série de espécies de plantas utilizadas para o fornecimento de recursos tróficos. É claro que devido à extensão do território brasileiro e sua complexidade florística não temos a pretensão de abranger todas as espécies, mesmo porque existem lacunas a serem preenchidas sobre a flora de várias regiões. Apresentaremos os nomes das espécies visitadas por abelhas, suas características e muitas informações sobre o seu plantio o qual será ampliada à medida que novas informações surgirem.

BRACATINGA

NOME CIENTÍFICO Mimosa scabrella
Família: Mimosaceae (Leguminosae – Mimosoideae)
Espécie: Mimosa scabrella Bentham
Sinonímia botânica: Mimosa bracaatinga Hoehne
Nomes vulgares: abracatinga, anizeiro, bracatinga, paracatinga, mandengo.

Aspectos ecológicos
A bracatinga é uma espécie pioneira, típica de capoeiras e capoeirões. Ocorre na floresta secundária, muitas vezes em formações puras (bracatingais), após ação antrópica, o que a caracteriza como espécie agressiva. Vive, em média, por vinte e cinco anos, sendo, portanto, uma espécie de baixa longevidade. Mimosa scabrella é uma essência típica do planalto sul-brasileiro e exclusiva da vegetação secundária da Floresta Ombrófila Mista, principalmente onde ocorrem áreas perturbadas (Carvalho, 1994).

Descrição
A bracatinga é uma árvore perenefólia, com altura variando entre 4 e 18 m e DAP (diâmetro à altura do peito), entre 20 e 30cm. Em maciços, apresenta tronco reto, com fuste de até 15 m. Porém, quando isolada, o tronco é curto e ramificado. A copa é arredondada e seu diâmetro, assim como a forma do tronco, varia de acordo com a localização da árvore: em povoamentos, o diâmetro da copa é, em média, de 1,5 m e, em árvores isoladas, pode atingir 10 m.Os indivíduos jovens apresentam casca externa marrom-acastanhada e, quando adultos, castanho-acinzentada. A casca interna possui coloração bege-rosada a rosada (Carvalho, 1994).As folhas são compostas, muito variáveis, com 4 a 14 pares de pinas opostas de 3 a 6 cm de comprimento e folíolos de 4 a 8 mm, em número de 15 a 30 pares por pina (Lorenzi, 1992). As flores são amarelas e pequenas, agrupadas em capítulos pedunculados, axilares ou terminais. Rotta & Mendes (1990) concluíram que apenas 10% das flores produzidas formam frutos. Estes são sésseis, deiscentes, com até 48 mm de comprimentos por 9 mm de largura e alojam de 2 a 4 sementes (Lima, 1985). As sementes são irregulares, escuras e brilhantes. Apresentam dimensões de 6 mm de comprimento por 3 mm de largura.
Informações botânicas
A bracatinga é uma planta hermafrodita, porém a fecundação é preferencialmente cruzada, sendo a polinização feita principalmente por abelhas do gênero Apis sp e Trigona sp (Catharino et al., 1982). Os frutos, bem como as sementes, se dispersam, sobretudo, pela ação da gravidade. Ao caírem no solo, as sementes formam bancos permanentes e a viabilidade das mesmas pode perdurar por 4 anos ou mais (Carpanezzi et al., 1997). A floração e a frutificação, que se iniciam dois anos após o plantio, ocorrem em períodos distintos nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. De junho a setembro ocorre floração no Paraná e Santa Catarina e, nesses Estados, a frutificação se dá entre dezembro e março. Em São Paulo, a floração acontece em julho e a frutificação em dezembro. No Rio Grande do Sul, a floração ocorre de julho a outubro e a frutificação, de novembro a fevereiro (Carvalho, 1994).
Ocorrência natural
No Brasil, a bracatinga ocorre naturalmente nos Estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, compreendendo latitude de 21º 30’ S (Minas Gerais) a 29º 50’ S (Rio Grande do Sul). Ocorre em altitudes de 700 a 2000 metros.
Apicultura
O “mel de bracatinga” é rico em glicose, com cristalização rápida (Embrapa, 1988). Essa espécie fornece néctar e pólen durante o inverno, aspecto importante para a apicultura.