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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Pesquisadores dinamarqueses inventaram uma nova técnica mais eficiente para reciclar a espuma de poliuretano presente nos colchões

Pesquisadores dinamarqueses inventaram uma nova técnica melhor e mais eficiente para reciclar a espuma de poliuretano, presente principalmente em colchões, isolamentos térmicos e embalagens. Esta é uma notícia duplamente boa, para o meio ambiente e para a indústria, que se interessa por recuperar quimicamente os componentes originais do material, tornando seus produtos mais baratos. O poliuretano (PUR) é um material plástico usado em colchões, isolamento em geladeiras e edifícios, sapatos, carros, aviões, pás de turbinas eólicas, cabos e muito mais. A maioria dos produtos de PUR descartados no mundo acaba sendo incinerada ou despejada em aterros sanitários. E isso é muito problemático, uma vez que o mercado global de PUR atingiu quase 26 milhões de toneladas em 2022, e uma previsão para 2030 prevê quase 31,3 milhões de toneladas - como são espumas, muito leves, o volume disso é gigantesco. Por isso tem havido grande interesse em quebrar quimicamente - ou despolimerizar - o PUR em seus principais componentes originais, sobretudo poliol e isocianato, com o objetivo de reutilizá-los como matérias-primas em novos produtos. Para tornar tudo mais facilmente implantável na indústria, os pesquisadores basearam sua pesquisa no método de reciclagem que as empresas já usam, ou seja, a quebra da espuma de PUR com ácido (acidólise).

Processamento do poliuretano

A equipe desenvolveu uma nova combinação de acidólise e hidrólise, que se mostrou capaz de recuperar até 82% em peso do material original da espuma PUR flexível, usada em colchões, gerando duas frações separadas de diaminas e polióis. O método consiste em aquecer a espuma PUR flexível a 220 ºC em um reator com um pouco de ácido succínico e então usar um filtro que captura um dos compostos e deixa o outro passar. Ou seja, a técnica não consegue só decompor o PUR em seus dois componentes principais, ela também faz isso de uma só vez, em uma reação de uma única etapa. São os polióis que passam pelo filtro, e o material apurado tem uma qualidade comparável à do poliol virgem, tornando possível usá-lo em nova produção de poliuretano. A parte sólida da mistura do produto, que é filtrada, é transformada em um composto químico chamado diamina, que, por um processo de hidrólise simples, é usada na produção de isocianatos e, portanto, de PUR. "O método é fácil de ser ampliado," disse o professor Steffan Kristensen, da Universidade Aarhus. "Mas a perspectiva de também lidar com resíduos de PUR dos consumidores requer mais desenvolvimento", acrescentou, uma vez que a equipe só trabalhou com resíduos limpos, gerados na própria indústria. Os pesquisadores estão também testando a nova tecnologia em outros materiais de poliuretano, para ver como eles podem ser reciclados.

Fonte:https://www.rsc.org/journals-books-databases/about-journals/green-chemistry/

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Empresas terão que separar o lixo reciclável


A coleta seletiva de lixo será obrigatória em shoppings centers, edifícios comerciais, indústrias e outros empreendimentos da cidade de São Paulo.A lei que estabelece a nova regra foi publicada no "Diário Oficial da Cidade" no mês de setembro e entrará em vigor dentro de três meses.A obrigação será apenas para os chamados "grandes geradores de resíduos" -empresas com mais de 200 litros diários de lixo e condomínios mistos ou não residenciais com mais de 1.000 litros diários. Condomínios residenciais não se enquadram na regra.
Estima-se que cada pessoa produza, em média, um quilo de lixo por dia, o equivalente a cerca de cinco litros.Os "grandes geradores" já são obrigados hoje a contratar empresas particulares para coletar seu lixo e dar uma destinação final, que pode ser o depósito em aterros sanitários.Com a nova lei, só poderão ser levados para aterros o lixo orgânico e os materiais coletados que não podem ser reciclados, como isopor, espelhos e papel higiênico.
A empresa terá de manter documentos que comprovem que ela contratou a empresa para a coleta e que o lixo foi levado para alguma central de triagem de recicláveis.A multa será de R$ 10 mil. Hoje, a multa cobrada pela não destinação adequada do lixo chega a R$ 1.000.A prefeitura não informou qual é o volume de lixo produzido diariamente pelos grandes geradores. No total, a prefeitura recolhe 15 mil toneladas diárias de lixo na cidade, incluindo podas de árvores, restos de feiras, entulho de construção civil, lixo hospitalar e as 9.500 toneladas de lixo domiciliar.
A prefeitura estima que 20% do lixo da cidade pode ser reciclado. Desse total, apenas 7% é efetivamente destinado a isso. As cooperativas de catadores coletam 38% do lixo reciclável. O restante é retirado pelas empresas que fazem a coleta domiciliar: Loga e Ecourbis.

Fonte: Folha de S.Paulo

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Vidro é criado a partir de resíduos de rochas ornamentais


Resíduos de rochas ornamentais como mármore e granito, que sobram depois do processo de serragem que transforma os blocos de pedra em chapas, podem agora servir de matéria-prima para a indústria do vidro.Isso graças a um novo processo desenvolvido no Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT), do Rio de Janeiro. O uso do resíduo também contribui para a solução do problema ambiental causado pelo pó fino que se acumula nas serrarias e acaba impactando o meio ambiente.As pesquisas foram desenvolvidas pela física Michelle Babisk, sob orientação do tecnologista José Carlos da Rocha. A pesquisa teve como objeto os resíduos gerados pela indústria de rochas ornamentais do Espírito Santo, que é hoje responsável pela metade da produção nacional deste tipo de material.
A transformação de resíduos de granito e mármore em vidro é viabilizada pela presença de óxidos, como a sílica, que são matérias-primas utilizadas em larga escala na produção de vidros sodo-cálcicos.Junto aos resíduos das rochas - coletados em Cachoeiro do Itapemirim, na região Sul do estado, onde estão mais de 60% dos empreendimentos do Espírito Santo - são misturados areia, carbonato de cálcio e sódio, em quantidades controladas para que a composição se aproxime ao máximo das características do vidro comercial.Economia de areia e benefício ambiental - Com a utilização destes resíduos, há uma considerável diminuição dos impactos ambientais na região, já que antes eles eram descartados no solo.
Por outro lado, o uso do material reduz o consumo de areia, minimizando outro problema, que é a extração excessiva desse recurso.Um terceiro benefício ambiental é o emprego também dos óxidos ferrosos despejados no solo por meio das limalhas de ferro ou aço que são jateadas contra a rocha no processo de corte. O material é incorporado à composição do vidro como corante, garantindo a produção de vidros verdes, que têm um mercado bastante específico.A pesquisa de Michelle produziu no INT quatro tipos de vidro, sendo testadas suas condições de impermeabilidade, passagem de luz, entre outras propriedades.
Com resultados bem-sucedidos no controle de qualidade do produto, a produção de vidro a partir de resíduos de rochas ornamentais está sendo patenteada e será apresentada no Rio de Janeiro entre os dias 20 e 25 de setembro, na 11ª Conferência Internacional de Materiais Avançados (Icam). Organizado pela International Union of Material Research Societies (IUMRS), o evento - já sediado por países como China, Japão e México - é realizado em anos alternados e tem como objetivo apresentar novas tecnologias relacionadas à área da Ciência dos Materiais.No mês que vem Michelle finaliza seu mestrado com os resultados do trabalho realizado no INT, que terá como título Desenvolvimento de vidro sodo-cálcicos a partir de resíduos de rochas ornamentais. O objetivo final do desenvolvimento desse processo, afirma a pesquisadora, é a transferência da tecnologia para as indústrias.
Argamassa de pó-de-rocha - A área de Processamento e Caracterização de Materiais do INT já transforma resíduo de rochas ornamentais em matéria-prima para a indústria há algum tempo. O primeiro trabalho concretizado nesta linha foi o aproveitamento do pó fino das serrarias do município de Santo Antonio de Pádua na produção de argamassas, tecnologia já transferida para a empresa Argamil e gerando royalties para os pesquisadores do INT e do Centro de Tecnologias Minerais (Cetem/MCT), parceiros na inovação.O pesquisador do INT, José Carlos da Rocha , desenvolveu ainda a produção de rochas artificiais a partir dos resíduos grossos da serragem.
Fonte: Site Inovação Tecnológica

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Em um ano, Brasil importa 175,5 mil toneladas de lixo


O Brasil importou, oficialmente, mais de 223 mil toneladas de lixo desde janeiro de 2008, a um custo de US$ 257,9 milhões. No mesmo período, deixou de ganhar cerca de US$ 12 bilhões ao não reciclar 78% dos resíduos sólidos gerados em solo nacional e desperdiçados no lixo comum por falta de coleta seletiva - o País recicla apenas 22% do seu lixo. A indústria nacional, que reutiliza os reciclados como matéria-prima na fabricação de roupas, carros, embalagens e outros, absorve mais do que o País consegue coletar e reciclar. Daí a necessidade de importação.
A destinação do lixo urbano é uma atribuição constitucional das prefeituras, mas apenas 7% dos 5.564 municípios brasileiros têm coleta seletiva. Com isso, no ano passado, pelo menos 175,5 mil toneladas de resíduos de plástico, papel, madeira, vidro, alumínio, cobre, pilhas, baterias e outros componentes elétricos - e até as cinzas provenientes da incineração de lixos municipais - tiveram de ser importadas. Entre janeiro e junho deste ano, foram importadas outras 47,7 mil toneladas.
Mesmo importando, as 780 empresas de reciclagem brasileiras, hoje, atuam com 30% da capacidade ociosa por falta de matéria-prima, segundo a Plastivida Instituto Socioambiental dos Plásticos. Um exemplo: mais de 40% do PET reciclado é absorvido pela indústria têxtil na fabricação de fios e fibras de poliéster - duas garrafas se transformam em uma blusa. O Brasil teria condições de abastecer essa indústria, não desperdiçasse 50% do PET no lixo comum, por falta de coleta seletiva. A falta do material fez disparar o preço da tonelada no mercado interno, equiparando-se ao valor do importado, entre R$ 700 e R$ 900. Resultado: enquanto sobravam garrafas boiando no poluído Rio Tietê, as recicladoras tiveram de importar 14 mil toneladas de plástico para reciclagem no ano passado, 75% mais do que em 2007.
O mesmo ocorre com resíduos de alumínio, que lideram a importação, usados na indústria automobilística - só no ano passado, o Brasil importou 92,7 mil toneladas do material retirado do lixo de outros países. Já o cobre é reaproveitado para fiação, componentes elétricos são usados em corantes e tintas, além de vidro e papel, reutilizados pelas indústrias do setor.
"Se existisse uma política nacional de reciclagem não seria preciso Bolsa-Família. O dinheiro do lixo renderia aos brasileiros o mesmo benefício, além de emprego", ironiza o presidente do Instituto Brasil Ambiente, Sabetai Calderoni, autor do livro Os Bilhões Perdidos no Lixo e consultor da Organização das Nações Unidas e do Banco Mundial para a área ambiental. "Só faz sentido o Brasil importar esse material porque as redes de captação e separação não funcionam. Faltam PET e outros resíduos no mercado nacional."
São Paulo, maior geradora de resíduos do País, deixa de arrecadar anualmente US$ 840 milhões ao reciclar apenas 30% do lixo gerado na cidade - os outros 70% são desperdiçados em aterros superlotados ou irregulares, o que resulta em danos ambientais. No Estado, um em cada cinco aterros opera sem licença da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).
O projeto de lei para uma Política Nacional de Resíduos Sólidos, que cria parâmetros para reciclagem e regulamenta a obrigatoriedade dos municípios na coleta seletiva, tramita no Congresso desde 1991. Enquanto não for aprovado, os resíduos continuarão a ser importados. Para os países exportadores, não existe melhor negócio. "Em países como Inglaterra, a destinação do lixo industrial é responsabilidade de quem gera e despejá-los nos aterros sanitários é muito caro. E a indústria recicladora desses países não tem capacidade para absorver todo o lixo gerado. Exportar é uma saída", diz o diretor executivo da associação Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), André Vilhena.
"A falta de coleta seletiva abre espaço para a importação de lixo, inclusive ilegal", diz o presidente da Cempre, Francisco de Assis Esmeraldo. Em 2008, a reciclagem de plásticos faturou R$ 1,8 bilhão e criou 20 mil empregos diretos. Mas, apenas 21% do produto encontrado no lixo do Brasil foi aproveitado. "Gastamos milhões de dólares, na última década, para desenvolver uma indústria de reciclagem capaz de dar uma destinação para o descarte no Brasil, mas hoje cuidamos do lixo de fora, enquanto o nosso continua a lotar os aterros", esbraveja o presidente da Associação Brasileira da Indústria do PET, Auri Marçon.

Fonte:Estado de S.Paulo

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Empresa fabrica madeira ecológica pelo processo de intrusão, que aproveita resíduos industriais


A Ecowood Rio traz para o Brasil um processo inovador e ambientalmente revolucionário para fabricar madeira ecológica pelo processo de intrusão, que aproveita resíduos industriais contendo plásticos, vegetais, minerais e restos animais em um processo limpo e responsável socialmente. O produto tem aparência e características físicas quase idênticas à madeira e pode ser usado nas mesmas aplicações com vantagens como a economia, impermeabilidade, máxima resistência e imunidade a pragas. Sem considerar o ganho sócio-ambiental.
Apenas 7% da área original de 1,1 milhão de km² da Mata Atlântica ainda resistem no país. Comparada com o desmatamento da Amazônia, a devastação nas regiões Sul e Sudeste é mais rápida e mais agressiva. A proximidade dos centros industriais do país foi implacável para o meio ambiente, mas soluções criativas e eficientes como a madeira ecológica fazem a diferença neste cinturão.
A fábrica da Ecowood fica em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, bem próxima aos centros industriais do país, o que facilita a recepção e transporte de resíduos e da madeira produzida. A empresa não gera qualquer resíduo em sua operação. Tudo é aproveitado.
Marcelo Queiroga, diretor da empresa, comemora a aliança entre o negócio sustentável e um produto útil e ecologicamente correto. “A madeira ecológica, como eu prefiro chamar, conjugou esses quesitos e ainda tem um atrativo inovador que é a possibilidade de aproveitar inúmeros tipos de resíduos industriais. Alguns deles dificilmente seriam reciclados por reunir materiais muito diferentes e entranhados entre si, o que encareceria o processo”, garante.
“Em tempos de aquecimento global, cada árvore a menos nos índices de desmatamento é uma vitória da sociedade e ainda reduzimos a quantidade de resíduos liberada no meio ambiente”, explica Marcelo. Ele lembra que a legislação obriga toda empresa a se responsabilizar por seus resíduos, o que o levou a criar o lema da Ecowood: transforme seu passivo ambiental em ativo patrimonial. “A legislação ambiental brasileira está entre as mais modernas. Ela imputa ao produtor do resíduo a responsabilidade sobre o mesmo até o fim de sua existência”, afirma ele.
Cada 50 pallets fabricados pela Ecowood evitam a derrubada de 3,3 metros cúbicos de madeira, economizam aproximadamente 2,5 metros cúbicos de derivados de petróleo e retiram do meio ambiente 2,5 toneladas de resíduos. Apenas pouco mais de 3% dos resíduos são reciclados no Brasil atualmente. Na Europa, a média é de cerca de 20%. A qualidade do produto também não deixa a desejar “Em testes, comparamos a madeira usada em pallets normamente, as madeiras mais nobres empregadas em mobiliário externo e a Ecowood, nosso produto se mostrou superior”, diz Marcelo, cujo produto foi certificado por pesquisadores da UniSantos, em São Paulo.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Pneu vira carvão para alto forno e mistura para concreto ecológico


A saída encontrada para reduzir passivos ambientais já está em prática em Campo Grande e brevemente será ampliada para municípios do interior. A solução para destinar 360 mil pneus usados a cada ano não será mais o enterro nos lixões ou fundo de quintal e muito menos cantos de borracharias. Com incentivos fiscais do município, empresa Ecopneus já investiu perto de R$ 2,5 milhões em instalações, aquisição de maquinário e pesquisas para transformação de toneladas de pneus em "lenha" para alto forno e - mais recentemente - complemento para ligas de concreto ecológico.Estas duas soluções tem sido mecanismo eficaz utilizado na Capital e hoje absorvem 100% da demanda mensal de descartes de pneus, antes destinados para o aterro sanitário, borracharias e terrenos baldios.
Além de eliminar focos da dengue e por fim a um passivo ambiental dos mais graves, o empreendimento está gerando empregos e renda para a população. Este modelo, porém, não surgiu de um dia para o outro e está em gestação desde 2006. Foi preciso buscar na Europa ferramentas corretas para baixar custos da reciclagem de pneus, considerada uma das mais complexas por força da mistura de borracha rígida e aço.Localizada na saída para Sidrolândia, Bairro Tarumã, a Ecopneus é uma indústria recicladora ainda em estágio de implantação, mas já tem capacidade para absorver e transformar 200 toneladas/mês de pneus descartados em Campo Grande, mas quando estiver operando com capacidade máxima, a empresa vai triplicar produção com 700 toneladas/mês de chips (lascas pequenas - do tamanho de britas - e média, de pneus).
A utilização dos pneus de borracha trouxe junto à problemática do impacto ambiental, uma vez que a maior parte dos descartes estavam abandonadas em locais inadequados, causando grandes transtornos para a saúde e a qualidade de vida da população, como intoxicação por fumaça e a proliferação das larvas do mosquito causador da dengue, o Aedes Aegypt.Para se ter uma idéia, segundo organizações internacionais, a produção de pneus novos está estimada em cerca de dois milhões por dia em todo o mundo. Já o descarte de pneus velhos chega a atingir, anualmente, a marca de quase 800 milhões de unidades. Só no Brasil são fabricados cerca de 40 milhões de pneus por ano. Neste mesmo período metade dessa produção é descartada.O resultado da parceria da Prefeitura Municipal de Campo Grande com a Ecopneus praticamente eliminou o problema que hoje consome milhares de reais de outras grandes cidades brasileiras que não detém tecnologia para reaproveitamento de pneus descartados.
Na Capital, itinerários dos caminhões de coleta de pneus tem novo destino. Se antes a carga era destinada ao lixão, hoje é desviada do aterro sanitário para o depósito localizado no Jardim Tarumã. "De uma só tacada eliminamos dois sérios problemas ambientais que incomodavam o município, a população, o Ministério Público e as autoridades de saúde pública", comemora o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Marcos Cristaldo.Lembra que até bem pouco tempo, caminhões do município precisavam fazer varredura pela cidade para recolher toneladas de descartes, num segundo processo, enterrar pneus em área específica do aterro sanitário. "Hoje a situação é outra e o resultado é de tal forma surpreendente que o novo empreendimento comercial vem agregando novas tecnologias que vão garantir sobrevida por muitas décadas", aposta Marcos Cristaldo.Mas essa tecnologia em pleno desenvolvimento na Capital não foi implantada da noite para o dia.
O engenheiro Luis Renato Virgili Pedroso da Ecopneus, precisou correr o mundo para descobrir na Alemanha equipamentos compatíveis para transformação do pneu em chips. Todo o processo de reciclagem obedece quatro estágios.Por ter componentes rígidos de difícil destruição, os pneus exigem trabalho de máquinas com grande capacidade de força. O pneu tem estrutura interna de aço, fato que dificulta mais o processo de reciclagem, assim como exige máquinas mais sofisticadas para fazer a separação do aço, incorrendo num custo mais alto para a trituração. "Mas nada que possa subtrair o lucro da empresa".
Por enquanto, a Ecopneus trabalha em dois projetos diferentes; o primeiro já em operação é a produção de chips para queimar no alto forno de indústrias de cimento e fornecimento das cintas do aço retiradas antes da reciclagem para a Gerdau.Para garantir matéria prima suficiente, a Ecopneus ainda conta com a coleta da Recicla Anip (Associação Nacional das Empresas Importadoras de Pneus) que percorre o interior e abastece a empresa em Campo Grande. "Nossa planta está montada para produção de até 700 toneladas/mês de recicláveis de pneus. Hoje, por força da estrutura de coleta e espaços físicos ainda estamos muito longe de atingir esse teto, pois chegamos a apenas 100 toneladas, mas é apenas uma questão de tempo", garante.

Concreto

Uma parceria com o Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) está possibilitando a Ecopneus criar um projeto inédito no País: o concreto ecológico. Com adição de 30% de Chips (pedaços de pneus) na massa, garante menor custo no preço final do produto.Mesmo ainda em fase experimental o projeto já tem sustentabilidade e a produção, embora pequena, será adquirida pelo município para construção de calçadas em conjuntos habitacionais. Dois tipos de piso estão sendo formatados no projeto. "Estamos trabalhando nessa tecnologia e o resultado tem sido altamente satisfatório e surpreendente", explica Luis Renato Virgili Pedroso.

Fonte:O Pantaneiro

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Reciclar carro reduz 70% de furtos e roubos


A preocupação com o ambiente atingiu não só as montadoras, que fabricam carros mais econômicos, mas também a reciclagem de veículos. Iniciativas no exterior reduziram a poluição e os desmanches ilegais, diminuindo em até 70% o furto e o roubo de veículos.Foi o que aconteceu em Buenos Aires, quando o Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) da Argentina, em 2007, abriu uma unidade de reciclagem de veículos. Não há financiamento do governo argentino, que apenas regulamenta os desmanches.Hoje as seguradoras argentinas cedem os carros sinistrados para o centro de reciclagem e recebem 40% do lucro obtido com a venda das peças.
As partes que não podem ser aproveitadas são recicladas, e sua matéria-prima, usada na fabricação de outros produtos.Já as peças utilizáveis no reparo de um novo veículo são tratadas e vendidas para oficinas ou diretamente para proprietários. Em geral, são 30% mais baratas que as originais."As peças precisam de etiquetas de identificação oficiais e nota fiscal, facilitando a ação da polícia", revela Fabián Pons, gerente do Cesvi argentino. Um processo semelhante acontece no Cesvi da Espanha, que também criou uma unidade voltada para o tratamento de veículos fora de uso.

Reciclagem

"A legislação europeia incentiva a reciclagem de veículos e obriga as montadoras a utilizar, na construção dos carros, materiais facilmente recicláveis", explica o gerente do Cesvi espanhol Ignácio Pérez.O número de desmanches diminuiu de 3.000 para 500 unidades de reciclagem. "Pela lei, elas fazem maiores transformações", explica Pérez. O Brasil, porém, ainda está distante desse cenário. Segundo o Sindinesfa (Sindicato do Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa), apenas 1,5% da frota brasileira que sai de circulação vai para o processo de reciclagem -na Europa e nos EUA, esse índice chega a 95%.Segundo José Aurélio, diretor de operações do Cesvi Brasil, "a entidade, sem o apoio de outras empresas, não tem dinheiro para abrir um centro de reciclagem". Na Espanha, ele custou 8 milhões (R$ 24 milhões).


Fonte: Folha de S.Paulo

terça-feira, 16 de junho de 2009

Diebold inicia reciclagem de caixas-eletrônicos no país


Os bancos e empresas interessados em descartar de forma correta seus caixas-eletrônicos ou ATMs (Automated Teller Machine ) já podem contar com a Diebold. A companhia, que está oferecendo mais esse serviço para o mercado, recompra os equipamentos usados, inclusive de outros fabricantes, e a coordena todo o processo de reciclagem. Ao todo, 5 mil unidades já foram desmontadas e suas peças recicladas. A empresa planeja fazer 2 mil reciclagens por mês.
A decisão de iniciar esse projeto está ligada à política ambiental adotada pela Diebold mundialmente e que inclui também a fabricação de produtos em conformidade com a norma ROHS (Restriction of Hazardous Substances), que restringe o uso de substâncias nocivas em sua fabricação. “Desde 2008, a planta de Manaus está certificada ISO 14.001, demonstrando a preocupação da Diebold com as questões ambientais, como a redução de consumo de energia elétrica, de água, de resíduos a serem depositados em aterros sanitários e a obtenção de índices cada vez maiores de reciclagem”, explica João Abud Júnior, presidente da Diebold.
Os equipamentos com mais de sete anos de uso são aqueles que hoje retornam para reciclagem. A tecnologia aplicada nesses modelos não permite mais upgrade de sistema, por isso, uma vez ultrapassados e substituídos por máquinas novas, são readquiridos pela Diebold para a reciclagem. A companhia é quem administra todo o processo. Depois de recolhidos, as ATMs são enviados para empresas parceiras que desmontam, separam e iniciam a reciclagem de cada elemento.
Praticamente todo o equipamento é reciclado. Entre os elementos recicláveis está o aço, que corresponde a mais de 90% de todo ATM, além de plástico, cobre e vidro. “Uma vez reciclados, os componentes se transformam em matéria prima pronta para qualquer aplicação. Por exemplo, o aço usado pela Diebold é puro. Assim, ao final do processo, o fornecedor terá um elemento nobre, sem qualquer contaminação”, afirma Antonio Galvão, vice-presidente de Operações da Diebold.
Os monitores e painéis, impregnados de substâncias nocivas (poliuretano, chumbo e fósforo) são purificados e triturados. O vidro, então, pode ser reutilizado. Os cabos passam por um processo de separação de elementos (plástico e cobre, ambos recicláveis). Já o aço é cortado e enviado para fornos que o derrete. Somente as placas de circuito impresso envolvem um processo mais complexo. No Brasil, não existem empresas que façam a separação dos componentes, por isso as placas são trituradas e enviadas para a Alemanha, país líder em tecnologia para tratamento e dispensa das substâncias usadas nas peças.
Rastreabilidade - A Diebold foi bastante rigorosa no processo de formação de parcerias com empresas especializadas em reciclagem, dada a seriedade do projeto. Além de comprovar capacidade técnica, os parceiros tiveram que desenvolver um sistema de rastreabilidade que atesta, através de documentos oficiais, o destino de cada elemento.
Esses parceiros estão habilitados para fazer a reciclagem ou a dispensa sustentável das substâncias agressivas. Eles possuem certificações de controle ambiental como CADRI (Certificado de Aprovação para Destinação de Resíduos Industriais) emitidos pela CETESB. Ao fim do processo, que leva cerca de três meses, o cliente recebe um relatório que apresenta o destino de cada componente. Esse documento inclui as notas fiscais e as certificações dos órgãos reguladores.


terça-feira, 9 de junho de 2009

Reciclagem de veículos no Brasil e no mundo


Nestes tempos em que a sustentabilidade ambiental se tornou predicado dos mais valorizados entre as ações das empresas, a reciclagem ganha força ainda maior como alicerce de um presente ecologicamente responsável. No entanto, se o País tem ótimas marcas no que diz respeito ao reaproveitamento do alumínio e outros materiais, o mesmo não pode ser dito em relação aos automóveis.Segundo estimativa do Sindinesfa (Sindicato do Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa e Não-Ferrosa), apenas 1,5% da frota brasileira que sai de circulação vai para a reciclagem. Para se ter uma ideia do atraso do Brasil nesta questão, a reciclagem chega a 95% dos carros fabricados na Europa e nos Estados Unidos.
Outro exemplo que demonstra este atraso é que, segundo o Sindinesfa, os veículos que vão para a reciclagem aqui já têm, em média, mais de 20 anos de uso. Não chega a ser surpresa num país em que a idade média da frota é de nove anos (segundo dados da Gipa, órgão internacional que realiza pesquisa de pós-venda). E, segundo o Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios), 57% dos veículos em circulação já passaram dos 100 mil quilômetros rodados.O resultado dessa combinação de fatores negativos é que temos uma frota envelhecida rodando nas ruas, sem a manutenção adequada, com maior tendência a provocar acidentes de trânsito e engarrafamentos. E, quando os veículos são descartados, acabam indo para o lixo, piorando sensivelmente a poluição ambiental. Mas precisa ser assim?

Legislações específicas no exterior

Para não ficar apenas nos exemplos de Estados Unidos e Europa, podemos apontar que, no Japão, mais de 70% do material empregado na produção de veículos da Nissan é reutilizado. Entre os acessórios reciclados, destacam-se os air-bags, que chegam a taxas de reciclagem de mais de 90%.Agindo desta forma, a montadora está simplesmente cumprindo com as determinações da Lei de Reciclagem de Automóveis do Japão, que estipula meta de reciclagem em 70% até o ano de 2015.
Em outros países desenvolvidos, os bons índices de reciclagem de automóveis estão ligados a legislações exigentes quanto às questões ambientais. É o caso da ELV (End of Life Vehicles – lei de reciclagem de veículos), vigente na União Europeia. Até 2015, a ELV exige uma reciclagem de 95% do veículo. Como, na Europa, as próprias montadoras têm a responsabilidade de reciclar os automóveis que produzem, as fábricas são estimuladas, cada vez mais, a utilizar materiais que facilitem o processo de reaproveitamento.

Centros especializados em reciclagem

E no Brasil? Aqui, a reciclagem de veículos ainda engatinha, principalmente porque não há legislação específica exigindo o processo. Como não há obrigatoriedade, os veículos acabam sendo descartados em desmanches e depósitos, ficando expostos às intempéries e perdendo a possibilidade de terem suas peças reutilizadas.Outro obstáculo para a consolidação de uma cultura de reciclagem de veículos no País é a ausência de empresas especializadas nesta atividade. Um problema que já deixou de existir na nossa vizinha Argentina, onde um centro de reciclagem é um exemplo bem-sucedido de tratamento de veículos fora de uso, produzindo peças a partir do desmanche legalizado de 250 automóveis por mês. Com isto, a recicladora já comercializou mais de 25 mil peças reaproveitadas desde 2005; autopeças que, de outra forma, acabariam formando montanhas de lixo poluente.
Além do meio ambiente, o consumidor é beneficiado, porque a peça reciclada ou reaproveitada acaba custando, em média, 30% a menos que a peça comercializada na concessionária. Exemplo semelhante vem da Espanha, uma iniciativa que surgiu em 1998 como consequência do empenho em melhorar o aproveitamento dos sinistros de indenização integral e, também, contribuir para a preservação do meio ambiente. A atividade segue uma lei de 2002, que exige que os veículos fora de uso sejam enviados para centros autorizados de tratamento.

Etapas do tratamento de peças

Nesses centros de reciclagem, as peças passam pelas seguintes etapas:

• Descontaminação – Retirada de todos os fluidos, gases e elementos com potencial de contaminação.
• Análise da reutilização – Escolha de quais peças poderão ser aproveitadas no reparo de outro veículo.
• Reciclagem – Peças que não podem ser reutilizadas vão para a reciclagem, para passar por processo de retífica ou para que suas matérias-primas sejam aproveitadas na fabricação de novos produtos.
• Estoque – As peças são identificadas, embaladas e estocadas num armazém informatizado.
País tem condições de tratar peças

Assim como acontece na Argentina e na Espanha, o Brasil tem todas as condições de desenvolver centros de tratamento de veículos, que seriam exemplos de desmanches legais, atuando na reciclagem e no reaproveitamento de peças de veículos fora de uso.O Cesvi Brasil tem know-how para exercer esta atividade, mas precisaria de investimento para levantar as instalações, padronizar os processos e treinar os profissionais envolvidos.

Efeitos diretos e indiretos da reciclagem

Uma reciclagem de veículos sistêmica e consistente teria um impacto significativo no mercado automotivo. A possibilidade de contar com peças recicladas, a um custo menor que o das peças novas, permitiria uma situação mais atraente para a manutenção de veículos mais antigos, ou ainda no desenvolvimento de um seguro de automóveis diferenciado; ou seja um seguro popular/verde/ecológico, pelo qual peças recicladas poderiam ser aplicadas no reparo, viabilizando o custo para modelos mais antigos, ampliando a frota segurada.

Segurança pública

Outro efeito significativo é que a criação de centros de tratamento de veículos fora de uso, que comercializassem peças de veículos com procedência e rastreabilidade, a um custo competitivo, tiraria o apelo forte contra os desmanches ilegais, que são os principais destinos dos veículos roubados e furtados no País. Para se ter uma ideia, o índice de roubo e furto de veículos na cidade de Buenos Aires caiu 70% com a consolidação do centro argentino de tratamento de peças.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Lixo vegetal é reciclado e vira adubo em Curitiba/PR


A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba (PR) está utilizando folhas, galhos e flores, recolhidos dos parques e praças da cidade durante os serviços de limpeza, para produzir adubo orgânico que será usado na produção de flores e nos canteiros da cidade. A reciclagem é feita com resíduos vegetais nos principais parques e também no Horto Municipal.Segundo a prefeitura, a iniciativa começou na sede da Secretaria do Meio Ambiente, onde foi instalada uma composteira, local onde o material orgânico recolhido é depositado até se transformar em adubo. O processo leva cerca de 120 dias e não precisa de manutenção constante - apenas regas quando o tempo fica muito seco.
"Economizamos em adubos e transporte de material para o aterro sanitário", diz o gerente de praças da Secretaria, Jean Brasil. Além das vantagens econômicas, segundo ele, o adubo produzido por compostagem tem mais micro-organismos, repõe minerais e segura por mais tempo a umidade do solo.No Parque Barigui, a estimativa é de que 200 metros cúbicos de lixo vegetal sejam recolhidos a cada 15 dias. Desse total, 20% viram adubo e o restante se decompõe completamente, de acordo com a prefeitura.O sistema de compostagem é usado também nos parques Passeio Público, Bosque Alemão, Jardim Botânico, Parque Tingui e Horto Municipal. O adubo produzido nesses parques é suficiente também para uso em outras praças e pequenos jardins da cidade.


Fonte: G1

sábado, 21 de março de 2009

Em Curitiba/PR, lixo reciclável chega a 600 toneladas por dia


A população de Curitiba (PR), estimada em aproximadamente 1,8 milhão de habitantes, produz diariamente 2,4 mil toneladas de lixo. Desse total, 1,8 mil toneladas vão para o aterro sanitário da Caximba, na região metropolitana da capital. O restante é coleta seletiva, lixo reciclável, recolhido pelos caminhões da prefeitura municipal, dentro do programa Lixo que não é Lixo. Segundo o coordenador do Departamento de Projetos do Instituto Lixo e Cidadania, Sérgio Roberto Faria, são os catadores de materiais recicláveis os responsáveis pela maior parte da coleta do lixo colocado nas portas das residências. “Cerca de 92% do que é separado são eles que coletam. O programa municipal foi novidade quando lançado em 1989, hoje é deficitário”, afirmou. O instituto é responsável por 53 arranjos coletivos em Curitiba, na região metropolitana e em municípios da área de Foz do Iguaçu.De acordo com Sérgio Faria, atualmente em Curitiba e região metropolitana há cerca de 15 mil catadores. “Eles conseguem uma renda média de R$ 450,00. Mas a crise financeira está reduzindo bastante este ganho. Caiu o preço pago pelo metal; o papelão, que no ano passado era vendido por R$ 0,23, atualmente os catadores que não estão organizados em associações ou cooperativas chegam a receber apenas R$ 0,1% de atravessadores. A garrafa PET caiu de R$ 0,90 para R$ 0,50”, disse.Em sua opinião, o que pode melhorar a renda desse trabalhador são políticas públicas. Ele citou como exemplo o decreto assinado no início deste ano pelo governador Roberto Requião que destina todo o material reciclável gerado pelos órgãos públicos estaduais, autarquias, empresas públicas, fundações e sociedades de economia mista às associações e cooperativas de catadores.
O projeto paranaense foi inspirado no do governo federal, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que destina às cooperativas de catadores o material reciclável das repartições públicas. A população paranaense produz 20 mil toneladas de lixo por dia, sendo que 40% podem ser reciclados.A prefeitura municipal contribui para a geração de renda com o projeto Parques de Reciclagem Ecocidadão. “A idéia é construir 25 parques, mas até agora só temos quatro”, disse o coordenador do Departamento de Projetos do Instituto Lixo e Cidadania. No projeto, o material coletado é pesado individualmente e fica registrado na ficha de cada coletor. O dinheiro é rateado entre os associados toda sexta-feira.A prefeitura mantém também o programa Compra do Lixo, em áreas de difícil acesso para os caminhões de coleta. A população faz a coleta em sacos plásticos e deposita numa caçamba. De um a quatro sacos vale uma sacola com um tipo de produto no valor de R$ 0,53. Quem deposita cinco sacos recebe uma sacola que equivale a cinco vezes R$ 0,53, contendo arroz, feijão, mel, batata, cenoura, cebola, alho e doce. A Associação de Moradores recebe 10% do valor pago por cada saco de lixo para aplicar em obras ou serviços definidos pela própria comunidade.Tem ainda o Câmbio Verde, que troca lixo reciclável por hortigranjeiros. Cada 4 quilos de lixo vale 1 quilo de frutas e verduras. Pode ser trocado também óleo vegetal e animal: 2 litros de óleo valem 1 quilo de alimento. Recentemente, a prefeitura adotou o programa Lixo Tóxico. Pilhas, baterias, toner, tintas, embalagens de inseticidas, remédios vencidos, lâmpadas fluorescentes óleo animal e vegetal embalados em garrafa pet podem ser depositados em caminhões estacionados em terminais de ônibus.
O secretário municipal do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, destacou que Curitiba sempre serviu de modelo por suas inovações em relação ao tratamento dos resíduos sólidos. “Para não perder essa vanguarda, daremos mais um passo que irá mudar a história do tratamento de lixo no Brasil. Vamos parar de enterrar lixo em aterro sanitário e passar a aproveitar os resíduos como fonte de matéria-prima, emprego e renda”, afirmou referindo-se ao Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos, que deverá ser implantado até o fim deste ano.

Fonte: Lúcia Nórcio/ Agência Brasil

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Brasil e a reciclagem


O lixo é uma fonte de riquezas. As indústrias de reciclagem produzem papéis, folhas de alumínio, lâminas de borracha, fibras e energia elétrica, gerada com a combustão. No Brasil, a cada ano são desperdiçados R$ 4,6 bilhões porque não se recicla tudo o que poderia. O Brasil é considerado um grande "reciclador" de alumínio, mas ainda reaproveita pouco os vidros, o plástico, as latas de ferro e os pneus que consome.
A cidade de São Paulo produz mais de 12.000 toneladas de lixo por dia, com este lixo, em uma semana dá para encher um estádio para 80.000 pessoas. Se toda água do planeta coubesse em um litro, a água doce corresponderia a uma colher de chá. Somente 37% do papel de escritório é realmente reciclado, o resto é queimado. Por outro lado, cerca de 60% do papel ondulado é reciclado no Brasil.
Um litro de óleo combustível usado pode contaminar 1.000.000 de litros de água. Menos de 50% de produção nacional de papel ondulado ou papelão é reciclado atualmente, o que corresponde a cerca de 720 mil toneladas de papel ondulado. O restante é jogado fora ou inutilizado. Pesquisas indicam que cada ser humano produz, em média, um pouco mais de 1 quilo de lixo por dia. Atualmente, a produção anual de lixo em todo o planeta é de aproximadamente 400 milhões de toneladas.

Perfil do lixo produzido nas grandes cidades brasileiras:

1. 39%: papel e papelão
2. 16%: metais ferrosos
3. 15%: vidro
4. 8%: rejeito
5. 7%: plástico filme
6. 2%: embalagens longa vida
7. 1%: alumínio

Índices da Reciclagem

Capitais em que há catadores nos lixões: 37,4%
Cidades com mais de 50 mil habitantes: 68,18%
Cidades com menos de 50 mil habitantes: 31,67% Nas ruas
Capitais em que há catadores nas ruas: 66,67%
Cidades com mais de 50 mil habitantes: 63,64%
Cidades com menos de 50 mil habitantes: 31,67% Lixões
Capitais com lixões: 25,93%
Cidades com mais de 50 mil habitantes (excluídas as capitais): 72,73%
Cidades com menos de 50 mil habitantes: 66,67%


Fonte: Pesquisa Água e Vida/Unicef

domingo, 1 de março de 2009

Aumenta reciclagem de compósitos


A até pouco tempo, ninguém sabia muito bem o que fazer com as embalagens feitas com mais de um tipo de material, como as famosas Tetra Pak – compostas por plástico, papel e alumínio – e elas eram descartadas no lixo comum, aumentando o volume de algum aterro sanitário ou lixão, mas essa realidade está mudando.Em 2008, 52 mil toneladas de embagens pós-consumo foram recicladas, se transformando em uma enorme quantidade de produtos, como telhas, caixas de papelão, placas para construção civil, canetas, vassouras e até parafina para indústria de cosméticos. O número cresceu 7% em relação ao ano anterior e pode ser atribuído, entre outras iniciativas da empresa, à implantação do site Rota da Reciclagem – lançado no começo do ano passado, recebeu 45 mil visitas até dezembro. Por meio da ferramenta – que utiliza o Google Maps –, o internauta de qualquer parte do Brasil descobre as cooperativas, pontos de entrega voluntária e comércios ligados à cadeia de reciclagem mais próximos de sua residência e pode levar suas embalagens até o local.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Promovendo a reciclagem de pilhas e baterias


O Programa Real de Reciclagem de Pilhas e Baterias, Papa-Pilhas, recolhe pilhas e baterias portáteis usadas e se encarrega de sua reciclagem. Assim, contribuem para uma adequada disposição desses materiais, cujos resíduos tóxicos representam um risco ao meio ambiente e à saúde publica.Depositadas em lixões e aterros sanitários, pilhas e baterias podem vazar e contaminar o lençol freático, solo, rios e alimentos, causando danos às pessoas e animais.Com o programa, o banco quer conscientizar as pessoas sobre a necessidade de dar uma destinação correta a esses materiais, reduzindo a quantidade de pilhas e baterias lançadas inadequadamente no meio ambiente.A reciclagem é feita por uma empresa especializada e licenciada para realizar esse trabalho. O Banco Real é responsável pelos custos de coleta, transporte e reciclagem dos materiais.

As etapas do programa

O Papa-Pilhas foi lançado em dezembro de 2006. Inicialmente, foi implantado em três cidades: Campinas (SP), João Pessoa (PB) e Porto Alegre (RS). Esses municípios foram escolhidos segundo critérios de população, participação no PIB nacional e número de agências bancárias que a empresa tem nessas localidades.Nos primeiros seis meses, foram coletadas 12 toneladas de pilhas e baterias usadas. A partir de julho de 2007, o programa começou a ser expandido para todas as capitais brasileiras e em municípios no Estado de São Paulo.Até 2010, a expectativa é que sejam envolvidos os 479 municípios onde o banco mantem postos de atendimento ao público, em todo o país. Leia mais...


Fonte:http://www.revistameioambiente.com.br

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Reciclagem vira esperança para detentos


A reciclagem de papel é a esperança de uma vida nova para presos de uma penitenciária de Tremembé - SP. O trabalho na fábrica é fonte de renda, enquanto ainda estão detidos, e treinamento para o trabalho, depois que deixarem a prisão O papel de Ânderson Araújo dentro da penitenciária mudou. Ele passou por um processo seletivo e agora, em vez de ficar ocioso o dia inteiro, trabalha na fábrica de papel reciclado da penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, a P-2 de Tremembé.
- A rotina, a falta da família, se a gente não tem um trabalho, fica complicado - declara Ânderson.
A fábrica começou a produzir esse ano. A confecção é de folhas a base de materiais bem diferentes, como bitucas de cigarro e troncos de banana. Tudo feito pelos detentos, que trabalham das 7h30 às 16h30.
- É um clima de empresa realmente, que tem inclusive uma linha de processo - explica o monitor Alan Martins.
A fábrica se chama Iepê - palavra que significa liberdade em tupi guarani. E não é à toa. Os presos ganham um salário mínimo, cursos de reciclagem e um dia a menos na pena a cada três trabalhados.
- Eu já consegui diminuir minha pena que era 12 anos e passou a ser 11 - afirma Roberto Pereira, detento.
De acordo com uma pesquisa feita pela Secretaria de Administração Penitenciária, depois de cumprir a pena, metade dos presos volta para a prisão. Esse projeto social tenta ensiná-los a reciclar papéis e, principalmente, a própria vida.
Depois de oito anos atrás das grades, Marco Antônio Lima vai voltar às ruas. E os reflexos do trabalho na cadeia devem refletir na nova vida: ele pretende abrir uma empresa para reciclar papéis.
- Antigamente a gente fazia muita coisa errada. Hoje ganho um dinheiro limpo e quero provar que a gente tem capacidade de poder mudar nossa vida- explica Marco.
Há 40 presos aguardando vaga para as próximas turmas.


fonte: www.oglobo.com

domingo, 21 de dezembro de 2008

Você sabe separar seu lixo para reciclagem?

Não é mais segredo para ninguém que reciclar é fundamental para preservar o meio ambiente. Pode ser em casa, no trabalho ou mesmo em viagens, o importante é que cada um se responsabilize pelo lixo que gera.Especialistas estimam em 1,5 milhão de toneladas a quantidade de lixo produzido por pessoas (não inclui dejetos industriais) anualmente. É um número impressionante, fruto do consumo em massa de produtos em escala mundial. Você sabia, por exemplo, que cerca de 1 milhão de sacolinhas plásticas são utilizadas por minuto?A reciclagem possui pelo menos dois benefícios imediatos: diminuição da quantidade de dejetos em aterros e o reaproveitamento de materiais que seriam inutilizados. Reciclar, portanto, é economizar recursos. E quem não quer economizar, não é mesmo?No Brasil, mais do que economizar, tem gente que ganha algum dinheiro com a reciclagem. É o caso das cooperativas de catadores, grupos de pessoas de baixa renda que encontraram na reciclagem uma forma digna de trabalho.Vale ressaltar que a viabilidade da reciclagem depende da consciência dos consumidores, que são fundamentais no processo: são eles que separam o que vai e o que não vai para reciclagem. Sem que a separação seja feita, não há o que reciclar.Os materiais recicláveis são classificados por tipo - plástico, papel, vidro, ferro, alumínio, orgânico e outros – e devem ser descartados em lixos com cores específicas. Os plásticos no lixo vermelho, os papéis no azul, e assim em diante. Alguns materiais, no entanto, não devem ser encaminhados nem para a reciclagem, tampouco descartados no lixo comum. É o caso do óleo de cozinha que deve ser entregue em postos de coleta específicos, e nunca despejado na pia. Ou de algumas baterias que contém metais pesados. E se você tiver um quintal, pode ainda separar o lixo orgânico e fazer uma compostagem. E você, será que sabe separar todos os materiais recicláveis?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Reciclagem pede melhores políticas públicas


"Se a Lei de Resíduos Sólidos passar no Congresso da forma como está, iremos separar, prensar e fardar embalagens plásticas apenas para empilhá-las em depósitos, ou mesmo nos próprios lixões, pois não haverá indústrias suficientes para reciclá-las."Com esta opinião, Vladimir Kurdjawzew, empresário do setor de reciclagem de plásticos, destacou as dificuldades que essas indústrias enfrentam no Brasil. Sem um incentivo específico, elas arcam com os custos de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, bem como de abrir mercado para as soluções encontradas, e recolhem todos os impostos, como qualquer indústria regular."Todo mundo pensa que, por ser de material reciclado, tem de ser um produto baratinho e não imaginam todo o investimento por trás de seu desenvolvimento. Como podemos sobreviver num cenário como esse?", pergunta Kurdjawzew. O empresário é responsável por uma empresa que investiu R$ 20 milhões para fabricar dormentes, pallets e estacas a partir de plásticos reciclados e agora enfrenta dificuldades para vendê-los?mesmo que eles tenham maior durabilidade, menor peso e possam, ao final de sua vida útil, ser novamente reprocessados, evitando toneladas de lixo."O consumidor precisa valorizar os produtos com material reciclado para gerar mercado. Assim, haverá produtores", enfatizou o empresário, durante o Ecobusiness Show, evento que reuniu, em São Paulo, 600 pessoas em um congresso focado em soluções socioambientais e cerca de 3.500 pessoas na visitação de sua feira. André Vilhena, diretor-executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), concorda que o setor demanda melhores políticas públicas. Em entrevista durante evento da Fispal, promotora de feiras do setor de alimentos e bebidas, Vilhena destacou que o governo precisa oferecer um tratamento diferenciado para as empresas do setor de reciclagem, promovendo mudanças na tributação de sua cadeia.Avaliando este cenário, o deputado federal Antônio Carlos Mendes Thame, de São Paulo, com o apoio de mais de 190 parlamentares, apresentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 571/2006 para conceder imunidade tributária a produtos reciclados de matéria-prima nacional. Para evitar que seu trâmite leve anos, Thame pede manifestações de entidades civis em apoio ao projeto.

Setor em expansão

Mesmo com os desafios atuais, André Vilhena ressalta que o setor da reciclagem está em franca expansão. Ele movimenta em torno de R$ 3 bilhões por ano e tem crescido entre 10% e 15%, podendo chegar a 25% nos próximos anos.Também Auri Marçon, diretor da Recipet, uma das quatro maiores recicladoras de garrafas PET do Brasil, considera que esse mercado manterá um bom crescimento. Aos poucos, o país está entendendo e valorizando o setor ao perceber que ele envolve alta tecnologia e produtos finais tão bons ou ainda melhores que os feitos com matéria-prima virgem. Um exemplo disso é a aprovação, em 2007, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do uso de PET reciclado na produção de embalagens para alimentos.De acordo com Vilhena, para que a reciclagem de todos os resíduos avance - inclusive a dos orgânicos, que representam 60% de todo o lixo gerado no Brasil -, não só o setor industrial deve se engajar, mas a infra-estrutura da coleta seletiva precisa ser ampliada. Um desafio para os governos dos 5.564 municípios brasileiros, já que menos de 7% deles a realiza.

Fonte:(Envolverde/Instituto Ethos)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A reciclagem no Brasil

No Brasil, é impensável falar em reciclagem sem citar os catadores de materiais e suas cooperativas. Não existem números fechados, mas calcula-se que existam de 300 mil a 1 milhão de catadores em atividade no país.Não é para menos, a população brasileira gera diariamente cerca de 126 mil toneladas de lixo de consumo (excluindo dejetos industriais e empresariais). Não fossem os catadores, tudo acabaria em aterros sanitários e lixões.
A profissão, no entanto, é desgastante e insalubre. A maioria dos catadores perambula 30 quilômetros por dia em média, puxando até 400 quilos, em busca de materiais que, muitas vezes, só são encontrados dentro de sacos de lixo. Tudo isso para ganhar de um a dois salários mínimos por mês.Apesar disso, as cooperativas são verdadeiros centros de reabilitação social e promoção de cidadania, por possibilitam a geração de renda para uma parcela da população socialmente excluída e sem instrução. Cumprem um importante papel de desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Reciclagem de sacos de cimento

Processo simples, a reciclagem dos sacos de cimento protege o meio ambiente e gera renda, tanto no papel da embalagem (que pode virar uma bolsa), quanto nas sobras de cimento, que podem se transfromar em esculturas. Pronto! Menos um resíduo na consrução civil A construção civil é um grande consumidor de materiais e um grande gerador de resíduos. A idéia é viabilizar o desenvolvimento sustentável em combinação com a solução do problema social da habitação não é novo e conta até com uma categoria especial no Setor Reciclagem. Os desafios da construção civil, em diminuir o impacto ambiental da sua atividade, são enormes, mas um de seus resíduos pode ter novas utilidades com pouco esforço e investimento.

Reciclagem de sacos de cimento

O papel que embala o saco de cimento é de boa qualidade, portanto pode se transformar em papel ou papelão novamente. O saco de cimento está classificado como KRAFT III, em uma grande lista de tipos de papel, então é bom não misturá-lo com outros tipos, assim preserva-se o valor das outras aparas de papel. Se a reciclagem deste resíduo é viável, deve-se fazer um trabalho de conscientização e sensibilização que envolva todos os elos da construção civil, de fabricantes de cimento e construtoras, até o ajudante de pedreiro.

O processo de reciclagem do saco de cimento

É bastante simples. Após o corte correto do saco, para não estragar ou espalhar pequenos resíduos de papel (além de não desperdiçar cimento), as embalagens devem ser separadas dos outros resíduos e lavadas em um tanque com água de chuva, por exemplo. Após a secagem, o papel deve ser estocado até alcançar o maior volume possível. Recicladores compram toneladas de papel. A borra obtida na lavagem do papel pode se transformar em esculturas. É importante ter visão ampla e reutilizar o que for possível. A mesma água pode ser usada inúmeras vezes. Como todo empreendimento, é muito importante a elaboração de um plano de negócios e uma pesquisa de mercado, para conhecer o publico alvo e avaliar os investimentos necessários. Procure maiores informações na área técnica do Setor Reciclagem.

Bolsas ecológicas de sacos de cimento

Vale citar a iniciativa de sucesso do estilista mineiro Rogério Lima, que lançou uma coleção, que vai de maxibolsas à carteiras, todas feitas de sacos de cimento. Aliadas a tecidos e peças de metal ou envernizadas, as bolsas ilustram a preocupação com a reciclagem. Segundo Rogério, a idéia de usar os sacos de cimento surgiu na reforma do Showroom, lugar onde a grife vende por atacado. “Desde que Jum Nakao criou roupas recicláveis, fiquei com vontade de fazer algo parecido, mas achava que não era funcional”, conta. “Quando reformei meu Showroom, gastei muito saco de cimento. O setor financeiro da minha empresa ficou no meu pé dizendo que eu estava gastando muito dinheiro e que tantos sacos teriam que se pagar. Pensei em vendê-los, mas logo mudei de idéia e foi quando vi que poderia colocar em prática a vontade de fazer moda reciclável”, diz. O sucesso foi tanto que Rogério já participou de feiras em Paris, Milão, Hong-Kong e atualmente fabrica as bolsas da grife Cavalera - que já tem a linha de papel em todas as lojas da marca -. “Na edição 2008 da São Paulo Fashion Week, faltavam três dias para o desfile e o estilista Ronaldo Fraga me pediu para criar uma bolsa. Ele me deu algumas estampas relacionadas ao tema do desfile, que era o rio São Franciso, e escolhi a de um peixe. Fiz uma carteira grande de saco de cimento com um peixe feito em couro na frente. Ronaldo amou e brincou que a carteira ia roubar a cena das roupas”, conta. A grande maioria dos resíduos são recicláveis, mas as vezes não são reciclados por estarem contaminados e misturados. Com força de vontade, transformamos lixo em riqueza. Com as bençãos da mãe natureza.
Texto Ricardo Ricchini
Fontes de referência para o artigo:www.heloisamarra.com
www.sbrt.ibict.br

domingo, 30 de novembro de 2008

Garrafas gigantes viram mochilas

Excelente iniciativa que mostra o ciclo completo de um projeto. Crítica sobre a degradação ambiental, as garrafas gigantes foram transformadas em mochilas, não gerando resíduos e impondo respeito pela atitude correta As 20 garrafas pet gigantes que decoraram as margens da Marginal Tietê entre março e maio deste ano se transformaram em 2.500 mochilas confeccionadas pela Associação Comunitária Despertar. As garrafas faziam parte da exposição “Quase Líquido”, do Itaú Cultural, e foram criadas pelo artista Eduardo Srur. As mochilas foram desenhadas pelo estilista Jun Nakao e começaram a ser distribuídas no início desta semana. Ganharam o brinde as crianças de 20 escolas públicas e ONGs que visitaram a exposição de barco, navegando pelo Rio Tietê.
“A idéia é mostrar às crianças que a instalação foi reaproveitada, assim como podemos reaproveitar outras coisas do nosso dia-a-dia. Foi mochila, mas podia ser qualquer outra coisa”, afirma Mayra Koketsu, assessora cultural do núcleo de artes visuais do Itaú Cultural. Medindo 10 metros de comprimento por três metros de diâmetro, as garrafas gigantes podiam ser vistas por quem circulava pela marginal de carro, de ônibus e caminhão e até por quem passava de helicóptero ou olhava pela janela dos aviões. Antes de virar mochila, as garrafas foram lavadas e passaram por um processo de higienização. Todo o material foi reaproveitado, inclusive as tampas. As mochilas foram confeccionadas nas cores verde, vermelho, azul, laranja e branco.
fonte: www.g1.com.br