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domingo, 27 de janeiro de 2019

Livro: Plantas do Campus Unisinos São Leopoldo


Para baixar o livro clique aqui
Pensando neste espaço verde encontrado no Campus, e, nas inúmeras possibilidades que as plantas encontradas neste espaço apresentam para a comunidade científica e em geral, o objetivo deste trabalho foi organizar e divulgar um catálogo das árvores e arbustos do Campus que apresentam valor alimentício, econômico, medicinal e
ornamental. O levantamento inicial foi baseado em informações obtidas pelos alunos do curso de Extensão,” Procedimentos práticos para levantamento da flora do Campus da Unisinos”. A partir deste inventário prévio, o levantamento foi realizado de maneira aleatória, com método de caminhamento, entre os fragmentos da vegetação, no período janeiro de 2017 a fevereiro de 2018. Foram registradas 81 espécies, no entanto salienta-se que esta é a primeira parte do catálogo e nem todas as espécies do campus foram contempladas. Futuramente pretende-se dar continuidade a este levantamento e publicação. As espécies do catálogo estão organizadas em ordem alfabética de família e estas em ordem alfabética de gênero e espécie. Para cada espécie é apresentado o nome científico, nome popular, principais características morfológicas e utilidades. São incluídas fotografias do hábito, detalhe das folhas, detalhe das flores e sempre que possível detalhe dos frutos. As fotografias são de autoria de Giulia Frias Santos e Jonatas Biegelmeier. Para cada espécie é incluído um mapa de localização da mesma no Campus e sua identificação se dá através de um círculo amarelo. Destacamos, que para algumas
espécies, não foram marcados todos os registros ocorrentes no campus. Para diferenciar as utilidades de cada espécie usou-se os seguintes símbolos: representando os valores alimentício, econômico, medicinal e ornamental, respectivamente. Encontra-se em destaque quando possui tal aplicação. Os dados apresentados foram baseados em literatura científica e sites com informações gerais sobre seus usos. A utilização para fins medicinais somente deve ser feita com consulta a profissional da área de saúde ou bibliografias especializadas, não tendo como objetivo fornecer receitas de aplicação.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Sem abelha sem alimento: planta melífera Astrapéia

Nome Científico: Dombeya wallichii

Nomes Populares: Astrapéia, Astrapéia-rosa, Dombéia, Flor-de-abelha

Família: Malvaceae

Categoria: Árvores, Árvores Ornamentais

Clima: Equatorial, Mediterrâneo, Subtropical, Tropical

Origem: África, Madagascar

Altura:  4.7 a 6.0 metros

Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno

Ciclo de Vida: Perene


Também conhecida por Astrapéia, Astrapéia-rosa, Dombéia e Flor-de-abelha é uma árvore ornamental originária de Madagascar que pode chegar até a 7 metros de altura. É uma planta de clima Equatorial, Mediterrâneo, Subtropical, Tropical e deve ser cultivada em meia sombra ou sol pleno, e seu ciclo de vida é perene.
A astrapéia se espalhou pelo mundo por sua exuberância e popularidade. Ela apresenta ramos pubescentes, e porte pequeno para um árvore, alcançando cerca de 2 a 5 metros de altura. As folhas são grandes, cordiformes, perenes, de cor verde brilhante e pubescentes na página inferior. As inflorescências surgem no outono e inverno, e são umbeliformes, sustentadas por longos pedúnculos, pendentes, globosas e com numerosas flores de cor rosa a avermelhada, ricas em néctar e delicadamente perfumadas. Produz frutos do tipo cápsula, que se dividem em cinco partes.
A astrapéia é uma árvore de rápido crescimento e baixa manutenção, que se destaca principalmente em plantios isolados, mas que pode ser parcialmente sombreada por outras árvores ou construções. As inflorescências pendentes atraem muitas abelhas e possuem perfume agradável e suave, que lembra o côco. As flores velhas permanecem nos ramos, adquirindo uma cor amarronzada e devem ser removidas para um melhor aspecto da planta. Além disso essas flores velhas podem desprender um odor desagradável e atrair moscas. Com podas regulares de formação, é capaz de adquirir porte e formato arbustivo. Há diversos híbridos comerciais disponíveis.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Sendo de clima subtropical, a folhagem da astrapéia não é muito resistente a geadas fortes. Fertilizações na primavera e verão estimulam um crescimento saudável e florações exuberantes. Multiplica-se por sementes e mais facilmente por alporquia e estaquia de ramos semi-lenhosos ou de ponteiros.
Esta espécie é diferente da Astrapéia (Dombeya burgessiae) que é originária da África e tem flores claras com base rosa-intenso e da Astrapéia-branca (Dombeya natalensis).
Abelhas observadas nessa espécie de planta coletando pólen e néctar:
• Abelha européia ou africanizada (Apis mellifera)
• Irapuá (Trigona spinipes)
• Jataí (Tetragonisca angustula)
• Jataí-da-terra (Paratrigona subnuda)
• Mirim (Plebeya emerina)
• Mirim (Plebeya saiqui)
• Mandaçaia (Melipona quadrifasciata)
Floração: Junho a Outubro.


Bibliografia:
-
Jardineiro.net – http://www.jardineiro.net/plantas/astrapeia-dombeya-wallichii.html
- Flores e abelhas em São Paulo, José Rubens Pirani e Marilda Cortopassi-Laurino.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Conhecendo para preservar:Myrciaria delicatula , Cambui

Família: Myrtaceae

Nome científico: Myrciaria delicatula

Nomes populares:  cambul, cambo , camboim, camboinzinho, cambuim, araçazeiro

DESCRIÇÃO DA ESPÉCIE
Arvore de médio atingindo 3 a 10 metros de altura, com copa arredondada e densa com 2 a 3 metros de diâmetro. O tronco é tortuoso com casca que se descama em placas estreitas e compridas; com coloração castanho clara com manchas ora amareladas, ora esbranquiçadas. Essa espécie é facilmente identificada por se observar pelos inclinados na ramagem e folhas novas.
Folhas: As folhas são simples, glabras (sem pelos), opostas, com pecíolo ou haste de 2 a 4 mm de comprimento, e a textura é cartácea (semelhante a cartolina). A lamina foliar mede 2 a 3,5 cm de comprimento por 0,5 a 1,1 cm de largura, com base cuneada (em forma de cunha) e ápice agudo (termina em ponta curta).

Fruto: Os frutos são bagas de 1,5 a 2 cm de diâmetro de cor amarelo claro quando madura contendo 1 a 4 sementes meio quadriláteras com bordas arredondadas.
Flores: As flores são hermafroditas, actinomorfas (com vários planos passando pelo mesmo eixo), bíparas (nascem organizadas a base de 2), são subsésseis (com cabinho muito curto), tem brácteas (tipo de folha modificada) concrescidas na base e contem pétalas e estames (pequenos tubos masculinos) brancos, que medem 4 a 5 mm de comprimento.
Floração: Agosto-setembro.

Frutificação: Outubro/Novembro.

Polinização: abelhas e insetos.

Dispersão: zoocórica por animais.

Ocorrência: Minas Gerais ao Rio Grande do Sul. na ftoresta orrorófiIa mista (mata de pinhais) e em campos e capões do Planalto Meridional. Ocorre com certa raridade desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, Brasil.

Paisagístico: Arvore ornamental podendo ser cultivada com sucesso na arborização urbana. Essa espécie também não deve faltar em projetos de reflorestamentos para preservação permanente.

Apícola: As flores do Cambuim são melíferas.

Utilização: A madeira é empregada para cabos de ferramentas agrícolas, bem como para lenha e carvão. Os frutos são comestíveis, arvore de pequeno porte, é recomendada para a arborização urbana. Os frutos podem ser usados para fazer sucos, sorvetes e geléias. 

Fonte:
CARVALHO, P.E.R. Levantamento florístico da região de Irati-Pr (Primeira aproximação). Curitiba, PR. EMBRAPA/ Unidade Regional de Pesquisa Florestal Centro Sul, 1980 44p. (Circular Técnica, 3)
.

LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Vol. 3,1. Ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2009. 384 p.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Conhecendo para preservar: Lithraea molleoides , Aroeira-banca

Família: Anacardiaceae.

Nome científico: Lithraea molleoides (Vell.) Engl.

Nomes populares: Falsa-aroeira brava (RNC), aroeira-branca, aroeira-de-fruto branco, aroeirinha e bugreiro.

Nomes populares em outros países: na Argentina molle de beber, na Bolívia, iloke.

DESCRIÇÃO DA ESPÉCIE
Planta perenifòlia. heliòfita. pioneira, característica da floresta situada em regiões de altitude, tanto em terrenos secos quanto úmidos. Apresenta dispersão ampla porém irregular, ocorrendo principalmente nas formações secundárias. Sua produção de sementes no é abundante todos os anos.
Folhas: Alternadas, compostas, imparipinadas, subcoriáceas, com 3 a 7 folíolos, com raque alada, folíolos opostos, oblongo-elípticos e inteiros. Com ápice agudo-mucronado, sésseis e glabros. Suas folhas podem causar graves irritações na pele a pessoas alérgicas.

Fruto: drupa globosa ou ovóide, simples semicarnosa e indeiscente que mede 06 cm de diâmetro com uma semente.

Flores: Pequena, glabras, amareladas, ou cremes.

Floração: Junho/Setembro.

Frutificação: Outubro/Dezembro.

Polinização: abelha-européia,  ou africanizada,irapuá, jataí, jatai-da-terra,, iraí,, mirim ( PIRANI; CORTOPASSI-LAURINO,1993)

Dispersão: zoocórica por animais. O quati é muito visto na espécie.
Ocorrência: Floresta Ombrófila Mista, Minas Gerais. São Paulo e Mato Grosso do Sul até o Rio Grande do Sul. Em várias formações vegetais.

Paisagístico: Árvore ornamental usada na arborização de cidades e jardins, mas deve-se tomar cuidado que é uma espécie que causa sérias reações alérgicas.

Apícola: As flores da aroeira-branca são melíferas.

Utilização: A madeira é útil para a construção civil, marcenaria, obras de torno, esteios, lenha e carvão. Os frutos encerram um óleo essencial, a casca é tanifera e tintonal. as sementes são suscetíveis das mesmas aplicações da terebintina e as folhas são aromáticas e medicinais. Esta espécie é considerada entre todas as aroeiras, como a que causa as maiores reações alérgicas à pessoas sensíveis. A árvore é bastante ornamental, podendo ser usada com sucesso em parques e jardins, tendo como único inconveniente seu principio alérgico. As flores são melíferas.

Fonte:

CARVALHO, P.E.R. Espécies arbóreas brasileiras. Coleção Espécies Arbóreas Brasileiras, vol. 2. Brasília, DF: Embrapa informações Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2006. 627 p.

CARVALHO, P.E.R.; ZELAZOWSKI, W.H.; LOPES, G.L. Comparação entre espécies arbóreas nativas (arboreto linear), em Foz do Iguaçu, PR. Colombo: EMBRAPA-CNPF, 1999. 2 p. (EMBRAPA-CNPF. Pesquisa em andamento, 22). Biblioteca(s):AI-SEDE (FL 08523-CNPF EMB).


LORENZI, H. 2002. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. Vol. 1, 2ª ed., Editora Instituo Plantarum, Nova Odessa, São Paulo.