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quinta-feira, 26 de março de 2020

Vírus de mais de 30 mil anos foi descoberto na Sibéria


Virus são criaturas interessantes, não são consideradas seres vivos, pois não possuem organelas existentes em células vegetais e e animais que o definiriam com tal e estão no planeta provavelmente a milhões de anos. Há algum tempo atrás um vírus que estava adormecido por 30 mil anos teria ''ganhado vida'' novamente, segundo cientistas da Universidade de Aix-Marseille, na França. Ele foi encontrado na Sibéria, em uma camada profunda de permafrost, o solo encontrado na região do Ártico formado por terra, gelo e rochas permanentemente congelados. Após ter sido descongelado, o vírus voltou a se tornar contagioso.Os cientistas afirmam que não há risco de o contágio representar algum perigo para humanos ou animais, mas alertaram para o possível risco para humanos de outros vírus infecciosos que podem ser liberados com o eventual descongelamento do permafrost. O estudo foi divulgado na publicação especializada Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
 
O antigo vírus foi descoberto enterrado a trinta metros do solo congelado. Chamado Pithovirus sibericum, ele pertence a uma categoria de vírus descoberta há dez anos. Eles são tão grandes que, diferentemente de outros vírus, podem ser vistos ao microscópio. E este, que mede 1,5 micrômetros de comprimento, é o maior já encontrado.
 A última vez que ele infectou um organismo foi há mais de 30 mil anos, mas no laboratório ele foi "reativado". Os testes mostraram que o vírus ataca amebas, que são organismos monocelulares, mas não infecta humanos ou animais. ''Ele entra na célula, se multiplica e, por fim, mata a célula. Ele é capaz de matar a ameba, mas não infecta uma célula humana'', afirmou Chantal Abergel, co-autora do estudo e também integrante do CNRS. Mas os pesquisadores acreditam que outros agentes patogênicos mortais possam ter ficado presos no permafrost da Sibéria.''Estamos estudando isso por meio de sequenciamento do DNA que está presente nessas camadas. Essa é a melhor maneira de descobrir o que existe de perigoso nessas camadas'', afirmou Abergel.
Os pesquisadores dizem que essa região está ameaçada. Desde a década de 70, o permafrost vem perdendo sua espessura e projeções de mudanças climáticas sugerem que ele irá recuar ainda mais.Como ele vem se tornando mais acessível, o permafrost já está sendo, inclusive, visado como fonte de recursos, devido aos ricos recursos naturais que possui. Mas o professor Claverie adverte que expor camadas profundads poderá criar novas ameaças de vírus. ''É uma receita para o desastre'', afirmou. Segundo ele, a mineração e a perfuração farão com que as antigas camadas sejam penetradas ''e é daí que vem o perigo''. ''Se for verdade que esses vírus sobrevivem da mesma maneira que vírus da ameba sobrevivem, então a varíola pode não ter sido erradicada do planeta, apenas de sua superfície'', afirmou Claverie. Mas ainda não está claro se todos os vírus podem se tornar ativos novamente, após terem permanecido congelados por milhares ou mesmo milhões de anos.


sábado, 22 de fevereiro de 2020

Vírus, o eterno flagelo da humanidade

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Os vírus são agentes submicroscópicos, parasitas intracelulares rigorosos, capazes de parasitar o ser humano, os animais, plantas e até bactérias e fungos. Seus efeitos no ser humano se conhece desde os tempos mais antigos, principalmente porque são agentes transmissíveis que causaram grandes epidemias e pandemias Assim, o primeiro aspecto que realça a importância dos vírus na medicina humana é sua patogenicidade, isto é, sua capacidade de produzir doenças. 
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Na história, existem registros de sequelas da poliomielite em Ilustrações egípcias que datam de 3000 a.C. No entanto, neste período não havia um conceito sobre os vírus, como agia e como se reproduzia, a ideia que se tinha por exemplo, é de que a variolização da Ásia para o Ocidente, ocorreu em decorrência do contato com as pústulas das vacas que eram imunes a varíola, este "flagelo" que causou grande mortalidade e deixou muitas sequelas na pele dos sobreviventes . 
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Louis Pasteur
Mais tarde, em 1885, Pasteur inoculou o vírus da raiva em coelhos e desenvolveu a vacina contra essa doença. A propagação da febre amarela no século XVII da África para o América, foi um desafio para a pesquisa que culminou em 1927 com o primeiro isolamento do vírus da febre amarelo, em 1935, uma vacina contra ele foi obtida. Em 1937 criou-se a primeira vacina contra o vrírus influenza e na década de 60 vacinas foram obtidas contra poliomielite, sarampo, rubéola e caxumba usando vírus atenuados. 
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Corona vírus
Nos anos 80, foram produzidas as primeiras vacinas geneticamente modificadas (hepatite B). Não obstante o notável progresso científico, os vírus continuam a desafiar a mundo, que todos os dias descobre vírus novos e antigos, como a da pandemia de gripe A H1 N1, em 2009, e agora o coronavirus.

Fonte: Virologia clinica : Luís Fidel Avendaño, Ferrrés e Spencer.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

O material recentemente descoberto pode resfriar telhados e estruturas com consumo de energia zero



 
Uma equipe de engenheiros da Universidade de Colorado Boulder desenvolveu um metamaterial escalável - um material de engenharia com propriedades extraordinárias não encontradas na natureza - para atuar como um tipo de sistema de ar condicionado para estruturas. Ele tem a capacidade de arrefecer objetos mesmo sob luz solar direta com zero de energia e consumo de água.
Quando aplicado a uma superfície, o filme de metamaterial esfria o objeto embaixo eficientemente refletindo a energia solar de entrada de volta para o espaço enquanto simultaneamente permite que a superfície libere seu próprio calor na forma de radiação térmica infravermelha.
O novo material, que é descrito no  journal Science, , poderia fornecer um meio eco-friendly de refrigeração suplementar para usinas termelétricas, que atualmente requerem grandes quantidades de água e energia elétrica para manter as temperaturas de funcionamento das suas máquinas.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Evolução: Por que os seus olhos são voltados para a frente?

Um passeio por um zoológico mostra que a maioria dos animais podem ser classificados em dois grupos. Há aqueles com olhos nos lados de suas cabeças – galinhas, vacas, cavalos, zebras – e há aqueles com os olhos mais próximos, na parte dianteira de suas caras, como macacos, tigres, corujas e lobos. Todos os seres humanos que visitam o zoológico estão obviamente no último grupo. Mas o que há por trás dessa divisão?
Há uma troca de benefícios quando se trata da posição dos olhos. À medida que os olhos avançam ao longo do rosto, dois campos de visão se sobrepõem. É essa sobreposição – a perspectiva ligeiramente diferente na cena na frente de você que cada um de seus dois olhos envia para o seu cérebro – que nos permite perceber a profundidade. Animais com olhos para os lados podem não ter essa percepção de profundidade bem desenvolvida, mas eles são capazes de ver um panorama extremamente largo em vez disso.
A colocação dos olhos provavelmente evoluiu por diferentes razões em diferentes grupos de animais. Algumas tartarugas, por exemplo, têm olhos no lado da cabeça, mas processam a informação ótica como se seus olhos estivessem voltados para a frente – provavelmente porque quando retraem suas cabeças nas suas carapaças seus olhos só recebem luz da frente, como se seus olhos estivessem para a frente.
Os olhos laterais ajudam muitos animais a escapar de predadores, já que permitem que eles olhem para dois lados ao mesmo tempo. Na hora de caçar uma presa, esta particularidade é uma grande vantagem, já que permite que o animal mantenha um olho na vítima e outro nos arredores, se certificando de que não há nenhum predador por perto. Alguns animais, inclusive, movem seus olhos de maneira separada, ampliando muito seu campo de visão.
Em 1922, Edward Treacher Collins, um oftalmologista britânico, escreveu que os primatas primitivos precisavam de uma visão que “lhes permitisse balançar e saltar com precisão de galho em galho para agarrar a comida com as mãos e transportá-la para a boca”. Como nossos antepassados ​​primatas se mudaram para as árvores para escapar de seus predadores, a necessidade de transitar nos galhos das árvores e de pegar presas com as mãos, argumentou ele, significava que a evolução favoreceu um sistema visual com boa percepção de profundidade.
A ideia de Collins tornou-se conhecida como a “hipótese de locomoção arbórea”. Nas décadas que se seguiram, ela foi ampliada e refinada, mas a ideia básica de que nossos antepassados ​​evoluíram seus olhos para avaliar com precisão as distâncias enquanto pulavam de uma árvore para outra, permaneceram centrais durante bastante tempo. Afinal, as apostas por não conseguir calcular a verdadeira distância entre as árvores eram altas. “O preço do fracasso era cair muitos metros em um terreno habitado por animais carnívoros”, escreveu o psicoterapeuta visual Christopher Tyler em 1991.
O problema com a hipótese de Collins é que muitos animais que prosperam em árvores têm olhos nos lados de suas cabeças – esquilos, por exemplo. Assim, em 2005, o antropólogo biológico Matt Cartmill propôs uma ideia diferente: a “hipótese de predação visual”. Predadores são melhor servidos, ostensivamente, por ter uma percepção de profundidade extremamente boa. Isso os ajuda a localizar melhor e a derrubar suas presas mais eficazmente, como um leopardo perseguindo uma gazela ou um dos nossos antepassados ​​primatas agarrando um inseto do ramo de uma árvore. Cartmill achou que sua explicação era a mais elegante, porque também explicava outras mudanças evolutivas que são distintas dos primatas. Os primeiros primatas, por exemplo, caçam pela visão mais do que pelo cheiro. Cartmill pensou que a redução na sua capacidade de cheirar era um efeito colateral da convergência dos olhos, simplesmente porque o espaço disponível para o nariz e suas conexões com o cérebro tornaram-se menores, uma vez que foi comprimido pelos olhos.
O neurobiólogo John Allman retomou a hipótese de Cartmill e expandiu-a para se concentrar na predação noturna. Nem todos os predadores, afinal, têm olhos voltados para a frente. Os gatos, os primatas e as corujas têm, mas alguns musaranhos e tordos não, por exemplo. A contribuição de Allman foi sugerir que os olhos voltados para a frente se mostraram benéficos para as criaturas que caçam à noite, como corujas e gatos, porque podem receber mais luz do que os olhos voltados para os lados. Acontece que os primatas primitivos também eram caçadores noturnos, e sua adaptação para a predação noturna pode ter concedido olhos virados para a frente a todos os seus descendentes, incluindo nossa própria espécie.
O neurobiólogo teórico Mark Changizi ainda tem outra ideia. Em 2008, no Journal of Theoretical Biology, ele ofereceu a “hipótese de visão de raio-X”. Em resumo, os olhos voltados para a frente permitiram que nossos antepassados ​​vissem através das folhas e dos galhos densos em seu habitat da floresta. O nome cativante para sua hipótese vem de um fenômeno curioso. “Quando você levanta o dedo verticalmente e fixa seus olhos em algo muito além dele”, ele escreve, “você percebe duas cópias de seu dedo, e ambas as cópias de seu dedo aparecem transparentes.” Assim, você tem a capacidade de “ver através” do seu dedo, como se estivesse vendo com visão de raios-X.
O problema é exclusivo de animais de grande porte nas florestas, como os primatas. Animais menores, como esquilos, sofrem menos porque suas cabeças são pequenas o suficiente para ver entre ramos e folhas. E animais grandes em ambientes não-florestais se saem muito bem com os olhos para os lados.
A razão para nós termos olhos na frente de nossas cabeças não está de forma alguma resolvida. Cada hipótese tem suas próprias forças e fraquezas. Mas se nossos olhos evoluíram para dar conta de pular através de ramos, perseguir insetos saborosos ou para ver através de folhas, pelo menos uma coisa é certa: tudo se resume à vida nas árvores.


Fonte: http://www.bbc.com/

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Seis fatos surpreendentes sobre as galinhas que provavelmente você não sabia

Houve um tempo em que as galinhas eram vistas como pássaros exóticos e fascinantes. Descendentes de aves exóticas da selva asiática, elas foram reverenciadas por sua ferocidade e inteligência, e domesticados há cerca de 8.000 anos atrás, mais para briga de galo do que como comida. Mas então, nós, seres humanos, começamos a comê-las em quantidades cada vez maiores, até chegarmos ao ponto em que estamos agora, com 20 bilhões de galinhas (principalmente brancas) vivendo em granjas, aguardando o abate.
Galinhas fazem parte das vidas humanas por milênios, e ainda são uma das espécies mais mal compreendidas, se não ignoradas, na Terra. Lori Marino, uma neurocientista americana e pesquisadora de inteligência animal, quer mudar isso. Ela está intrigada pelo fato de que as galinhas são tão raramente reconhecidas por suas habilidades cognitivas que estudos sobre aves quase sempre se concentram em outras espécies menos domesticadas, como corvos e papagaios.
"Provavelmente até mesmo a comunidade científica tem sido influenciada pela percepção pública de que os frangos são cognitivamente simples... Essa assimetria na literatura é provavelmente um reflexo, bem como um contribuinte para a desconexão dos cientistas e do público entre galinhas como commodities e que elas realmente são como indivíduos. "
Galinhas merecem mais atenção, e aqui estão alguns fatos peculiares, interessantes para você pensar sobre galinhas menos como alimento e mais como co-habitantes fascinantes do nosso mundo. Estes dados vêm através do textu recente de Marino, " Pensando Galinhas ", publicado on-line na cognição animal em janeiro de 2017.
1. As galinhas atuais são uma sub-espécie da galinha da selva vermelha que vem do sudeste da Ásia.
A galinha da selva vermelha (galls gallus) habitam as bordas dos campos, arbustos e bosques. A domesticação foi bem estabelecida há 8 mil anos, mas alguns registros sugerem que poderia ter começado há 58 mil anos.
2. Galinhas domésticas são semelhantes aos seus homólogos selvagens.
Apesar da intensa reprodução e manipulação genética dos últimos anos, as galinhas não foram cognitiva ou comportamentalmente afetadas pela domesticação. Isto contrasta com os cães e lobos, por exemplo, que divergiram significativamente devido à domesticação. Nem os frangos tornam-se menos agressivos em relação aos predadores através da domesticação, que é um resultado comum; Na verdade, algumas galinhas são mais agressivas do que aves selvagens vermelhas.
3. O bico de uma galinha é altamente sensível ao toque.
O bico, com numerosas terminações nervosas, é usado para explorar, detectar, beber, e defender. Isto também significa que quando se corta o bico de um frango como acontece frequentemente na agricultura industrial, experimenta uma dor imensa, às vezes por meses, que muda seu comportamento. Marino escreve: "No final o bico é um aglomerado especializado de mecanorreceptores altamente sensíveis, que permite que as galinhas façam belas discriminações táteis".
4. As galinhas têm sentidos finamente sintonizados.
Elas podem ver longas distâncias e close-up ao mesmo tempo em diferentes partes de sua visão. Elas podem ver uma gama mais ampla de cores do que os seres humanos. Elas podem ouvir em baixas e altas freqüências em uma variedade de níveis de pressão. Possuem sentidos bem desenvolvidos do gosto e do cheiro. Elas podem se orientar porcampos magnéticos, como muitos outros pássaros.
5. As galinhas são surpreendentemente boas em matemática.
Pintos de três dias de idade são capazes de realizar aritmética básica e discriminar quantidades, sempre optando por explorar um conjunto de bolas com o maior número, mesmo quando um objeto foi visivelmente transferido de um conjunto para outro. Pintos de cinco dias de idade rastreiam até cinco objetos.
"Quando eles foram apresentados com dois conjuntos de objetos de diferentes quantidades desaparecendo atrás de duas telas, eles foram capazes de acompanhar com êxito qual tela escondeu o maior número aparentemente realizando simples adição e subtração."
6. Galinhas podem exercer auto-controle.
Em um ambiente experimental, os frangos têm a escolha entre 2 segundos de atraso com 6 segundos de acesso aos alimentos, versus um atraso de 6 segundos com 22 segundos de acesso aos alimentos. As galinhas esperaram a recompensa mais longa, "demonstrando a discriminação racional entre resultados futuros diferentes ao empregar o self-control para aperfeiçoar aqueles resultados." O self-controle não aparece geralmente nos seres humanos até quatro anos de idade.
Estas são apenas algumas das descobertas notáveis descritas no  estudo de Marino. É um lembrete importante de que as galinhas, indiscutivelmente são os animais mais interessantes em nosso mundo, merecem muito mais respeito do que recebem atualmente. Esperemos que isso leve a mais pessoas questionarem as horríveis condições em que a maioria delas são mantidas.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Acreditasse que a orca mais velha conhecida do mundo pode ter morrido

A orca conhecida como a mais velha do mundo está sumida e presumidamente teria morrido, terminando um incrível período como a matriarca de um grupo de baleias no mar de Salish, nas águas litorâneas entre Seattle e Vancôver. Granny, como ela era carinhosamente chamado pelos cientistas tinha aproximadamente 105 anos , e apesar de sua idade avançada ainda comandava as baleias mais jovens em seu grupo, supervisionando-as e orientando-as para onde elas poderiam encontrar comida. O especialista em baleias Ken Ken, que fundou o Centro sem fins lucrativos de pesquisa de baleias no estado de Washington (CWR), em 1985, deu a notícia no site da organização na véspera do Ano Novo. "Eu vi pela última vez em 12 de Outubro de 2016, ela nadou ao norte, em Haro Strait muito à frente das outras", escreve Ken .
"Talvez outros observadores de baleias dedicados a tenham visto desde então, mas desde o final do ano ela está oficialmente desaparecida da população de baleias residentes do sul, e com pesar nós agora a consideramos falecida". As orcas residentes do sul (srkw) são uma população em perigo de orcas compostas por três pequenos ramos- chamados grupos J, K e L - totalizando cerca de 80 indivíduos. A avó era a líder do grupo J, e agora que ela pode ter morrido, há preocupações com o que vai acontecer com as 24 baleias que compõem o restante do grupo.
"Ela frequentemente estava na frente de todas as outras, levando os grupos", afirmou Deborah Giles, diretora de pesquisa do CWR "Eu tenho recebido e-mails de amigos dizendo, 'Oh meu Deus, quem vai liderar as baleias? Quem vai liderar o grupo J agora? ' Meu palpite é tão bom quanto o seu. Nós realmente não temos muitas fêmeas mais velhas agora. "
Apesar de estudar as orcas há cerca de 40 anos, os pesquisadores não podem ter certeza da idade da avó, já que ela já estava estabelecida no grupo J quando começaram a monitorá-la. Esforços posteriores para desenvolver uma técnica precisa para determinar a idade da baleia, baseado nas biópsias caiu completamente após cortes no financiamento. Mas uma coisa que nunca esteve em dúvida era a posição da avó guiando as baleias mais jovens ao longo de várias décadas, apesar de sua idade.
"Ela ainda estava viajando 100 milhas (161 km) por dia. Ela ainda estava liderando esse grupo", disse Michael Harris, um dos diretores do grupo voluntário Orca Conservancy. Não se sabe se a avó deu à luz algum filhote, mas ela não produziu nenhuma prole desde que os pesquisadores começaram a estudar os grupos.
A matriarca foi facilmente identificada por observadores de baleias, devido a um marca em sua barbatana dorsal, e sua tendência a romper, lançando seu corpo fora da água. Para não mencionar sua atitude maternal junto às demais baleias do grupo."Bastava simplesmente parar em um ponto e começar a bater com a cauda na água e, de repente todos as outras que tentavam ir para a direita voltariam", disse Debora Giles "Era quase como chamar as tropas."


Fonte: http://www.sciencealert.com/

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Novo estudo sugere que El Niño alimentou surto de Zika na América do Sul

Um modelo de estudos utilizou a distribuição mundial de vetores, bem como fatores dependentes da temperatura, como taxas de mordedura de mosquitos, taxas de mortalidade e taxas de desenvolvimento viral dentro de mosquitos, para prever o efeito do clima na transmissão do Zica vírus. Descobriu que em 2015, quando ocorreu o surto de Zika, o risco de transmissão foi maior na América do Sul.
Os pesquisadores acreditam que isso provavelmente se deve a uma combinação de El Niño - um fenômeno natural que vê temperaturas acima do normal no Oceano Pacífico e provoca condições meteorológicas extremas em todo o mundo - e mudanças climáticas, criando condições propícias para os mosquitos.
El Niños ocorrem a cada três a sete anos em intensidade variável, com o El Niño de 2015, apelidado de 'Godzilla', um dos mais fortes registrados. Os efeitos podem incluir a seca severa, as chuvas pesadas e as elevações da temperatura na escala global.
Dr. Cyril Caminade, um pesquisador de população e epidemiologia que liderou o trabalho, disse: "Acreditamos que o Zika vírus provavelmente chegou ao Brasil do Sudeste Asiático ou das ilhas do Pacífico em 2013.
"No entanto, o nosso modelo sugere que foram as condições de temperatura relacionadas com o El Niño de 2015 que desempenharam um papel fundamental na ignição do surto - quase dois anos após a crença de que o vírus fosse introduzido no continente".


Fonte: https://www.liverpool.ac.uk

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Serragem utilizada como uma super esponja em derramamentos de petróleo


Os resíduos de serraria, que às vezes é jogado em pisos de garagem de casa para absorver o óleo derramado por mecânicos amadores, podem ser valorizados graças à ciência. 
Pesquisadores do Laboratório de Energia da Pacific Northwest National (PNNL) estão modificando quimicamente a serragem para fazer com que absorva mais petróleo, característica que é ideal para a limpeza de derramamentos de petróleo nas geladas e turbulentas águas do Ártico. O material que não é tóxico absorve até cinco vezes o seu peso em óleo e permanece à tona durante pelo menos quatro meses. 
"A maioria dos materiais de reparação de óleo de hoje são projetados para uso em água quente", disse o microbiologista George Bonheyo, que lidera o desenvolvimento da serragem modificada.
"Mas, com o recuo do gelo no mar Ártico, produtores de combustíveis fósseis estão olhando para o norte, e precisamos de novos métodos de resposta ao vazamento de óleo que tenha um bom desempenho em condições extremas", acrescentou Bonheyo, que também detém uma nomeação conjunta em Bioengenharian a Universidade do Estado de Washington.
"A chance de um derramamento de petróleo no Ártico é real", disse o microbiologista Robert Jeters, que também faz parte do projeto. "Esperamos que materiais como a nossa serragem modificada possa ajudar a resolver os problemas de vazamentos de petróleo."


domingo, 18 de dezembro de 2016

A maximização da produção de grãos não vai atender às necessidades africanas futuras

Mesmo maximizando a produtividade das culturas de cereais na África Subsaariana ainda não seria suficiente para atender a demanda de grãos da região até 2050, de acordo com um novo estudo da Universidade de Nebraska-Lincoln, Universidade de Wageningen e múltiplas instituições africanas.
A África Subsaariana produz cerca de 80 por cento dos grãos que consome agora. Mas o consumo poderá triplicar se a sua população aumentar 250 por cento até 2050 como se espera. Atualmente, as culturas de cereais representam cerca de metade dos alimentos das terras agrícolas da África sub-saariana.
Mesmo se os rendimentos subsaarianos continuarem crescendo a uma taxa que têm se observado ao longo do último quarto de século, os campos agrícolas existente na região ainda iriam produzir apenas entre um terço e metade dos grãos necessários em 2050, afirmam os pesquisadores.
"O status quo simplesmente não é aceitável", disse o co-autor Kenneth Cassman, professor emérito da Universidade de Nebraska e membro do Food Global Institute. "A complacência é o inimigo. Este é um toque de clarim para a ação ".Finalizou o Professor Cassman.


Fonte: http://news.unl.edu/

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O que são eco-drones?

Hoje em dia, há uma versão verde de quase tudo. Há carros que funcionam com eletricidade e combustíveis alternativos, casas que são alimentadas com energia do vento e solar. Aparentemente esta nova idéia surgiu nos espaço abertos da costa da Califórnia e Japão, e são chamados de eco-drones. Embora em grande parte associada à vigilância e operações militares no exterior, veículos aéreos não tripulados também estão sendo colocados para usos ambientais ao redor do mundo. O olhar do céu que eles fornecem ajuda os pesquisadores a entender melhor o que está acontecendo com o mundo natural em que vivemos.
Um  exemplo para o seu uso é o estudo dos pássaros. Se você amarrasse uma câmera em um pássaro, provavelmente teria algumas cenas do seu ambiente, e como ele vive segundo a sua visão, no entanto teria imagens de má qualidade. Vôos de cima para baixo, abundância de movimentos em torno da procura de alimentos provavelmente, prejudicaria o projeto, com o uso da nova tecnologia dos drones você terá uma visão do pássaro sem a bagunça referida anteriormente.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Estudo sugere que os vírus evoluíram para ser mais mortal aos homens do que as mulheres

Um dos mistérios mais persistentes na ciência médica atual é por que certas infecções parecem causar sintomas mais graves em homens do que em mulheres. Homens infectados com tuberculose têm 1,5 vezes mais probabilidade de morrer do que as mulheres, e cinco vezes mais propensos a desenvolver câncer quando infectadas com o vírus do papiloma humano (HPV). E agora os cientistas acreditam que tem a resposta - as mulheres são mais valiosas como anfitriãs, então os patógenos evoluíram para mantê-las vivas por mais tempo do que os homens. "Os vírus podem estar evoluindo para serem menos perigosos para as mulheres, para preservar a população feminina", diz um membro da equipe, Francisco Úbeda, do Royal Holloway University of London.
"A razão pela qual essas doenças são menos virulentos nas mulheres é que o vírus quer ser passado de mãe para filho, através da amamentação, ou apenas através de dar à luz." A premissa básica é que, enquanto a doença é o sinal mais evidente de que fomos infectados por um vírus ou bactéria, seu principal "objetivo" é proliferar e se espalhar de um hospedeiro para outro - não torná-los doentes. A doença que muitas vezes vem com uma infecção é um efeito colateral infeliz, tanto para o hospedeiro como para o patógeno, porque se o anfitrião fica acamado ou morre, ele não pode mais ajudá-lo a se espalhar.
"A doença não é algo que um patógeno especialmente se propõe a fazer, porque é em si um tiro no pé, ele tem outro objetivo", explicou Vincent Jansen um dos pesquisadores. Isso significa que se você fosse um vírus ou bactéria capaz de ser transmitido de pessoa para pessoa - incluindo de mãe para filho - você optaria para infectar uma mulher, porque há uma chance de que ela vai espalhar a infecção para mais  pessoas que ela entrara em contato na vida diária, ou seus próprios filhos no parto.Os homens, por outro lado, só tem um possível modo de transmissão, porque eles não podem espalhar um patógeno durante a gravidez, parto ou amamentação. Úbeda e sua equipe decidiram descobrir por que alguns patógenos parecem favorecer as mulheres sobre os homens observando não a resposta dos pacientes a doença, mas a estratégia do patógeno.
Em vez de focar nas diferenças do sistema imunológico  do sexo masculino e feminino  e qual seria o seu desempenho na gravidade dos sintomas, eles queriam descobrir se era algo que o patógeno estava fazendo para atingir tais resultados.
"Nós ficamos surpreendidos com todas as potenciais explicações para as diferenças observadas na virulência entre homens e mulheres foram centradas no paciente, e que o patógeno em grande parte tinha sido ignorado", disse Michelle Kuepper no ResearchGate ."O que nos levou a pesquisar se a seleção natural favoreceria um comportamento diferente em cada sexo."Eles criaram um modelo matemático para a transmissão de patógenos entre homens e mulheres, e usaram isso para descobrir qual estratégia iria favorecer um determinado vírus.
O vírus estudado foi o linfotrópico humano tipo 1 (HTLV-1), encontrado no Japão, no Caribe e na África Ocidental.  Os resultados mostraram que o HTLV-1 tinha até 3,5 vezes mais probabilidade causar leucemia (ATL) nas células T do adulto - que é letal - em homens japoneses do que nas mulheres, mas no Caribe, a probabilidade de o vírus evoluir para leucemia foi igual entre os sexos. Considerando que o HTLV-1 se dissemina por transmissão sexual ou de mãe para filho durante o período de lactação, os pesquisadores sugerem que as diferenças nas tendências de aleitamento materno no Japão e no Caribe poderiam explicar o resultado. "Isso pode ser porque uma maior proporção de mulheres japonesas amamentam seus filhos por mais tempo, quando comparadas às mulheres no Caribe", disse Úbeda . "Isso fornece a doença mais de chance de ser passado para as crianças."
Há uma abundância de exemplos para apoiar a hipótese de que os vírus e bactérias podem ser passados de mãe para os filhos como hospedeiros mais valiosos, e evoluíram cepas para mantê-las vivas por mais tempo do que os homens. Homens infectados com o vírus Epstein-Barr têm duas vezes mais probabilidade de desenvolver linfoma de Hodgkin do que as mulheres e os homens têm um risco mais elevado para um caso grave de catapora do que as mulheres. Ambos os vírus são capazes de ser transmitido de mãe para filho.
Mas a hipótese não pode explicar um detalhe importante: como o vírus ou bactéria poderia dizer se ele está infectando um homem ou uma mulher. 
No entanto Jansen entende que não está fora de questão que poderia, visto que existem todos os tipos de sinais hormonais e de outros caminhos químicos que são ligeiramente diferentes entre homens e mulheres, mas cabe agora aos pesquisadores provar isso. "Nós poderíamos tentar fazer com que o vírus acreditasse que esta em um corpo feminino, em vez de um corpo masculino e, portanto, fazer um curso de ação diferente", sugeriu. A equipe quer investigar como diferentes sexos de animais respondem a certos vírus, e um plano para começar com retrovírus que causam câncer em frangos. "Quando bandos de frangos estão infectados com um vírus em particular, vemos que mais frangos machos desenvolvem tumores do que as fêmeas",Finalizou Jansen. 


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Google Timelapse permite ver como qualquer local na Terra mudou em 32 anos

Pode não parecer muito tempo, mas nas últimas três décadas, a Terra mudou de maneiras imensuráveis, com as cidades crescendo, e catástrofes sem precedentes que remodelaram a paisagem para sempre. 
Com 5 milhões de imagens de satélite tomadas de 1984 a 2016, o Google Earth fez uma nova atualização no Timelapse que permite ir a qualquer lugar do planeta, e ver um timelapse perfeita da paisagem mudando, se você quiser ver como a sua casa mudou, ou o que  inferno aconteceu com o Mar de Aral .

"Usando o Google Earth Engine, nós peneiramos através de cerca de 3 quatrilhões de pixels, mais de 5.000.000 de imagens de satélite," afirmou Chris Herwig, gerente de programa para o Google Earth Engine. "Por esta atualização mais recente, tivemos acesso a mais imagens do passado, graças ao Programa de Consolidação Landsat global Archive, e novas imagens de dois novos satélites, Landsat 8 e Sentinel-2."
Você poderia facilmente perder uma tarde apenas vendo locais aleatórios ou pesquisando em seu próprio país, porque é verdadeiramente fascinante o quanto a face da Terra mudou em apenas poucas décadas, onde quer que você olhe. Para aqueles que só querem ver a coisas realmente interessante, o Google reuniu um monte de clipes no YouTube para que possa ver o que ocorreu em diversos locais conhecidos.

Fonte:https://earthengine.google.com

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Nascimentos por cesariana poderia ter um efeito sobre a evolução humana

A Cesariana  pode salvar vidas quando os bebês são grandes demais para nascer naturalmente - ou se houver outras complicações de saúde - mas elas também parecem estar afetando a forma como os seres humanos estão evoluindo, relatam os cientistas.
No passado, os bebês maiores e mães com pelve estreitas poderiam morrer em trabalho de parto . Graças a cesariana, isso tornou-se muito menos provável, mas isso também significa que o "risco" dos genes de mães com pélvis estreitas estão sendo levados para as gerações futuras.
Os casos em que um bebê não pode passar através  do canal de parto aumentou de 30 em 1000 nascimentos em 1960 para 36 em 1000 hoje em dia, de acordo com estimativas de pesquisadores da Universidade de Viena, na Áustria . Isso é uma mudança significativa em apenas meio século."Sem intervenção médica moderna, tais problemas, muitas vezes eram letais e este é, uma perspectiva evolucionária, uma seleção",disse  o biólogo Philipp Mitteroecker."Nossa intenção não é criticar a intervenção médica, mas verificar o efeito evolutivo."A equipe usou um modelo matemático baseado em dados de partos obstruídos para alcançar suas estimativas.Estudos mais detalhados serão necessários para realmente confirmar a ligação entre cesarianas e a evolução, o que nós temos agora é uma hipótese com base nos dados de nascimento. Mas Mitteroecker e seus colegas dizem que é importante considerar o efeito que esta tendo o aumento nestes procedimentos.Já existem algumas forças evolutivas em conflito,e os cientistas a denominam de o dilema obstétrico .
O "dilema" é que quanto maior for um bebê  quando ele nasce, mais provável suas chances de sobrevivência. Ao mesmo tempo, as mulheres evoluíram com tamanhos menores de pélvis para ajudar a andar em posição ereta e limitar as chances de nascimentos prematuros.
Ambas as pressões evolutivas estão a trabalhar para tentar manter bebês saudáveis, mas elas também estão trabalhando uns contra os outros."Um lado desta força seletiva - ou seja, a tendência para bebês menores - desapareceu devido a cesarianas",   disse Mitteroecker. É importante reafirmar que a equipe não está criticando o uso de cesarianas.Seu estudo é sobre os efeitos potenciais do procedimento sobre a sociedade no longo prazo - eles não estão tentando desencorajá-las."A questão premente é o que vai acontecer no futuro?" Disse Mitteroecker .Os pesquisadores querem desencadear uma discussão sobre qual o nível de nascimentos  é adequado. De acordo com a Organização Mundial de Saúde , que deve ser em torno de 10 a 15 por cento, se queremos garantir que os bebês e as mães fiquem o mais saudável possível.
A investigação tem encontrados resultados ambíguos sobre as potenciais vantagens e desvantagens das cesarianas: elas têm sido associada a um aumento da possibilidade de obesidade , mas ninguém pode dizer por que, e há  evidências de que a forma como você nasce poderia ter uma influência sobre o desenvolvimento do seu cérebro - mas apenas em camundongos. Porém uma coisa é certa, o procedimento esta  salvando um número significativo de vidas .Para as gestantes, é importante  fazer escolhas e elas devem ser informadas o melhor possível, e esse é o objetivo do novo estudo da Áustria. Quanto ao futuro, os pesquisadores acreditam que partos naturais ainda vão ser muito utilizados.
"Acredito que esta tendência evolutiva continue, mas talvez apenas siga  lentamente," disse Mitteroecker. "Há limites para isso. Então, eu não acredito que um dia a maioria das crianças  nasça por cesariana "

Fonte:http://www.pnas.org/ 
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