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domingo, 29 de janeiro de 2017

A energia solar está ganhando da energia gerada pelo carvão na Índia

Um estudo da KPMG (um líder mundial na prestação de serviços profissionais de auditoria) mostra que o custo da energia solar na Índia, revelado por leilões públicos, é apenas meio centavo acima do de carvão local mais barato, com lances de geradores caindo bem abaixo de 7 ¢ (EUA) Por kWh. A idéia colocada na COP21 de que a Índia e outros países pobres, mas ensolarados precisam de carvão para desenvolver suas economias, está rapidamente se esgotando.
Quando se contabiliza os custos da rede e os outros custos a energia solar acaba por ser ligeiramente mais barato do que uso de carvão mineral. E, é claro, essa vantagem crescerá à medida que a solar ficar mais barata. Comentaristas ansiosos para combater o movimento para energias renováveis ​​estão enfrentando dificuldades cada vez maiores para encontrar argumentos para o uso continuado de combustível fóssil. A última tentativa de justificar o uso de combustíveis de carbono é que "caso contrário, as pessoas nos países mais pobres nunca obterão eletricidade". O carvão é vital, dizem eles, para o alívio das condições de vida nos países menos desenvolvidos.
Os governos estão cada vez mais usando leilões abertos como os meios pelos quais eles atraem desenvolvedores para a construção de fazendas solares. Cada participante oferece um preço de eletricidade, expresso em centavos por quilowatt-hora, para energia de locais individuais. O ano de 2015 viu um declínio acentuado na oferta de preços para esses leilões em todo o mundo.
A Índia é um bom exemplo, uma vez que ela precisa obter eletricidade para toda a sua enorme população. Em 2014 os investidores ofereceram para construir fazendas solares uma média de cerca de 7 rupias por quilowatt-hora. Isso é em torno de 10 centavos de dólar. Três leilões estaduais no terceiro trimestre de 2015 em Madhya Pradesh, Telangana e Punjab viram ofertas de pouco mais de 5 rupias ou 7,5 ¢.
O que mais importa na Índia é o quão bem esses números se comparados à eletricidade a partir de carvão mineral mais barato. A KPMG diz que o custo atual do poder desta fonte é de cerca de 4,46 rupias (4,5p / 6,7 ¢) por quilowatt-hora, cerca de 4% abaixo do recorde de novembro de 2015 com lance dado em Andhya Pradesh.
Mas em uma usina usando carvão importado, os analistas calculam que o custo seria maior que o solar. Na Índia, a energia solar agora é diretamente competitiva com algumas centrais de carvão e até 2020 ela será 10% mais barata, conclui a KPMG. Eles prevêem que o custo bruto da eletricidade solar de grandes fazendas solares será de 3,5 a 3,7 rupias em 2025. (Cerca de 3,6p / 5,5 ¢). 


terça-feira, 21 de julho de 2009

Economia ecológica


Segundo pesquisadores reunidos em mesa-redonda durante a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na semana passada em Manaus, olhar a Amazônia sob o ponto de vista da perspectiva econômico-ecológica deve provocar uma mudança de paradigma à medida que os problemas e desafios da região passem a ser tratados prioritariamente com enfoque ecológico, antes de o aspecto econômico vir à tona.Clóvis Cavalcanti, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, destacou que os conceitos de meio ambiente são anteriores à economia. “Mas o meio ambiente pode e precisa existir sem a sociedade.
O sistema econômico mundial deve se submeter e ser subordinado ao ecossistema e às leis da natureza”, disse o também membro fundador da Sociedade Internacional para a Economia Ecológica (ISEE, na sigla em inglês) e da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (Ecoeco).“Estamos acabando com o meio ambiente e com a vida social da Amazônia em troca de promessas muitas vezes vazias de aceleração do crescimento e do bem-estar humano, em que o aumento do PIB [Produto Interno Bruto] traz a destruição dos valores ambientais e culturais cultivados ao longo de séculos de convivência entre os habitantes da região”, disse.
Gonzalo Vasquez Enriquez, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), disse que “não é possível só crescer de forma exponencial, pois essa curva ascendente levaria o mundo a uma situação de colapso”, alertou ele, citando em seguida a importância do relatório The limits of growth, produzido em 1972 por uma equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, para a organização não governamental The Club of Rome.O relatório trata de problemas cruciais para o desenvolvimento da humanidade, como energia, poluição, saneamento, saúde, ambiente, tecnologia e crescimento populacional.
“A sociedade pode e está destruindo a Amazônia, mas de alguma forma a humanidade terá que pagar por isso”, disse Enriquez.“Os avanços tecnológicos não estão sendo suficientes para resolver o problema dos limites físicos dos bens naturais. O crescimento pelo crescimento está deixando cada vez mais evidente o limite dos recursos do meio ambiente, não trazendo soluções técnicas para a manutenção da biodiversidade e promovendo o aumento do poder e da necessidade de consumo pela sociedade moderna”, afirmou.
Para Philip Fearnside, pesquisador titular do Departamento de Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), um grande desafio para o futuro da Amazônia é a criação de meios de conversão dos serviços oferecidos pela floresta, como a manutenção da biodiversidade e dos estoques de carbono, em um fluxo de renda para as comunidades que garanta o desenvolvimento sustentável da região.“É bem melhor transformar algo que é sustentável em desenvolvimento do que tentar fazer com que uma forma de desenvolvimento não-sustentável se converta em sustentável”, disse o pesquisador que há mais de 30 anos tem se destacado no trabalho de apoio à valorização dos serviços ambientais da Amazônia.
“O desenvolvimento implica a criação de uma base econômica de suporte para a população e, a fim de ser sustentável, essa base de suporte deve manter-se por muito tempo”, apontou Fearnside que, antes do Protocolo de Kyoto (1997), já havia proposto a compensação dos serviços ambientais da floresta amazônica com base na manutenção de estoques de carbono, ou com pagamentos na forma de uma porcentagem anual do valor dos estoques.

Fonte: Agência Fapesp

segunda-feira, 16 de março de 2009

Economia ecológica exigirá Terceira Revolução Industrial, diz cientista

"Economia e ecologia são duas áreas que nunca estiveram tão próximas como nos dias atuais. Apesar da crise nos mercados financeiros, países de todo o mundo jamais observaram um crescimento econômico tão grande como nos últimos 20 anos, acompanhado por um aumento dramático da população mundial, que chegou a mais de 6 bilhões de pessoas."As palavras do secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente da Alemanha, Matthias Machnig, ditas durante o Congresso Ecogerma 2009, na semana passada, refletiram a urgência atribuída por cientistas, gestores públicos e empresários à busca de tecnologias e soluções sustentáveis para a redução dos efeitos das mudanças climáticas no mundo.O evento, que ocorreu em São Paulo, foi promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Segundo Machnig, os problemas do mundo contemporâneo convergem para o fato de que a maior parte da população vive em sociedades industrializadas, consumindo altas quantidades de energia de diferentes fontes e esgotando os recursos do solo usado para a produção de alimentos.

Ecologia econômica

"Tudo indica que, depois que a crise passar, o crescimento populacional e econômico mundial continuará. Isso nos faz concluir que a ecologia será a economia do século 21. As tecnologias verdes serão um dos maiores impulsionadores da recuperação econômica dos próximos anos", disse na conferência Greening the economy: inovação como chave para o desenvolvimento sustentável.Nesse cenário, Machnig estima que os serviços ecológicos estarão cada vez mais próximos da economia. As emissões anuais de dióxido de carbono, segundo citou, chegaram ao patamar dos 28 bilhões de toneladas e estimativas indicam que, em 2050, serão pelo menos 60 bilhões de toneladas emitidas na atmosfera."Uma das metas necessárias para a estabilização climática é a redução de 50% das emissões globais até 2050, mesmo sabendo que até lá a população mundial será maior e, provavelmente, teremos mais indústrias. Por isso, também estamos convencido de que a única saída para atingir as metas ambientais é o início de uma terceira revolução industrial, que garanta a redução drástica do consumo energético nos próximos anos", disse.

Terceira Revolução Industrial

Para Machnig, essa terceira revolução industrial deveria ser subsidiada, em um primeiro momento, pelo investimento maciço em novas tecnologias para redução das emissões de gases poluentes, acompanhada pela aceleração dos esforços mundiais em pesquisa e desenvolvimento para a identificação de inovações na área."Dispositivos inteligentes em veículos e edificações, por exemplo, devem não apenas consumir menos energia em curto prazo como também promover a redução das emissões dos gases. As empresas precisam aumentar a competitividade sendo mais amigáveis com o meio ambiente", alertou."Mas essa terceira revolução industrial também só será viável se as empresas conseguirem garantir os empregos, sem deixar de transformar as soluções na área energética em novos problemas sociais. Sairão na frente as empresas que conseguirem ver oportunidades de negócio nessas mudanças de paradigmas ambientais, econômicos e de emprego", indicou.