


Em meados do século II a.C. o início do ano foi instaurado a 1 de janeiro em vez de 1 de março para ser realizada a nomeação dos cônsules dois meses antes do início das campanhas militares.Com estes meses adicionais o ano passou a ter 355 dias. Mesmo assim, ainda era muito curto relativamente ao ano solar. Ocasionalmente introduzia-se um décimo terceiro mês que também continuava sujeito a manipulações por interesses econômicos ou políticos. Foi Júlio César que em 45 a.C. decidiu realizar uma reforma definitiva do calendário. Sosígenes, um prestigiado astrônomo grego que vivia em Alexandria ficou encarregue deste trabalho.Sosígenes fixou a duração total do ano em 365.25 dias em média, valor que apresenta uma margem de erro de 11 minutos.

Como era conveniente que o calendário tivesse um número interior de dias estipulou que o ano tinha 365 dias e para que não se acumulasse um desvio com as estações do ano decidiu intercalar um dia extra de quatro em quatro anos. Posteriormente o mês Quintilus foi batizado por Julius (julho), em honra de Júlio César e o Sextius passou a chamar-se Augustus ( por Augusto). Setembro, outubro, novembro e dezembro mantiveram os seus nomes apesar de atualmente parecerem inadequados.Este calendário, denominado juliano em memória de Júlio César permaneceu válido durante mais de dezesseis séculos.
No entanto, durante muitos destes séculos os católicos resistiram a celebrar o princípio do ano em janeiro. Dependendo do estado europeu, o ano começava no Natal, Encarnação ou Páscoa. Em poucos estados o ano começava a 1 de janeiro. O início do ano neste dia só passou a ser obrigatório em vários estados europeus a partir do século XVI. Ao longo dos séculos, os 11 minutos não contabilizados por Sosígenes geraram um desvio muito significativo entre o ano civil e as estações do ano. No final do século XVI, apesar de uma correção introduzida a 325 d.C. no Concílio de Niceia, o equinócio da primavera (muito importante para a igreja porque define a data da Páscoa) caiu a 11 de Março, dez dias antes da data que a Igreja tinha imposto em Niceia.
Esta situação levou a que o papa Gregorio XIII realizasse uma importante reforma em 1582, encurtando o ano em 10 dias, de 5 a 14 de Outubro de 1582. A medição do ano solar foi corrigida (365.2425 anos) e ficou estipulado que para um ano secular ser bissexto tem de ser múltiplo de 400. Deste modo, evita-se o atraso de três dias em cada quatrocentos anos que existia no calendário juliano. O calendário gregoriano está em vigor até hoje.
Fonte: http://www.elmundo.es
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