quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Mais de 1 bilhão de pessoas bebem água insalubre no mundo


Mais de um bilhão de pessoas bebem água insalubre e mais de 2,6 bilhões, ou cerca de 40% da população mundial, não têm acesso a saneamento básico, informaram agências da Organização das Nações Unidas (ONU)."Em todo o mundo, milhões de crianças estão nascendo em meio a uma emergência silenciosa de necessidades básicas", afirmou Carol Bellamy, diretora-executiva do Unicef, o órgão da ONU para a infância. "Precisamos agir agora para fechar esse gap (de saúde) ou então a cifra de mortes vai certamente aumentar", acrescentou.A OMS (Organização Mundial de Saúde) e o Unicef disseram em um relatório que as crianças são especialmente vulneráveis a doenças causadas por água suja e má higiene.
A diarréia mata cerca de 1,8 milhão de pessoas todos os anos, a maioria crianças com menos de cinco anos, e deixa milhões permanentemente debilitadas, disse o documento.O relatório "Meeting the Millennium Development Goals" (Cumprindo com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio) tem por objetivo medir o progresso rumo ao alvo da ONU de diminuir pela metade até 2015 a porcentagem de pessoas em todo o mundo que não têm água potável e saneamento.Em relação à água, o objetivo é claramente possível, com cerca de 83% das pessoas já tendo acesso a suprimentos com algumas garantias de limpeza, um aumento ante as 77% de 1990 -- o ano-base para os objetivos do milênio --, disseram os organismos.
Mas o progresso é irregular, com cerca de 42% dos 1,1 bilhão de pessoas sem acesso à água limpa vivendo na África subsaariana.Quanto ao saneamento, contudo, a situação é pior. A porcentagem de pessoas com ao menos o mínimo aceitável no quesito subiu para apenas 58% em 2002 -- último ano em que dados estavam disponíveis -- de 49% em 1990.Perto de 1,5 bilhão das pessoas vivendo atualmente sem acesso a saneamento moram na Índia e na China.

Fonte:Reuters

2 comentários:

Sandra F. disse...

Esses dados são alarmantes.
Saneamento básico é fundamental, é questão de máxima urgência. Qualquer país pra desenvolver precisa focar nisso, além de educação, saúde, geração de empregos e especialização da mão de obra. Porém, não saindo do tema, os dados apresentados são deprimentes, como seres humanos podem viver assim, não é? Pior é que vivem.

Abraços

Gui disse...

A gente acha que esses números são sempre menores, mas esse planeta é enorme e as pessoas pobres que vivem nele também, infelizmente. Abraço.

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