sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Camarão mantis, o camarão rapper

Os camarões não são exatamente conhecidos por seus talentos musicais. Mas um estudo publicado na revista Aquatic Biology descobriu que, pelo menos para o camarão mantis, cada um tem a sua própria voz, com os machos se unindo em grupos de três ou mais para atrair as fêmeas ou espantar seus inimigos.Como rappers, estes grupos de camarões produzem peças rítmicas sincronizadas que chamam a atenção dos outros.
A Bióloga marinha Erica Staaterman da Universidade de Miami e seus colegas ouviram os camarões após a recolha de dados através de vários instrumentos. Estes incluíram hidrofones e uma unidade de gravação autônoma colocada nas águas barrentas da costa da ilha Catalina, na Califórnia. "Raramente há estudos de acústica bentônica (sons do fundo do oceano)", disse Staaterman num comunicado a imprensa. "Sempre houve suspeita de que criaturas como o camarão mantis fazia algum tipo de ruído, e nossa pesquisa vai nos ajudar a entender melhor a vida e a comunicação no fundo do oceano."
O estudo revelou que cada camarão mantis faz um tipo de barulho, com todos produzindo seus próprios sons característicos. Os machos foram ouvidos fazendo "burburinhos" com seus trios. Cada macho mede cerca de 8 a 10 centímetros de comprimento, e se os numerosos trios fizerem seus ruídos característicos todos juntos imagine o estrondo que deve ocorrer. "Esses sons gravados em campo foram diferentes do que aquilo que nós gravamos em tanques, de modo que ouvir essas criaturas se comunicarem na natureza foi muito especial", disse Staaterman. "Nossa equipe de pesquisa observou os burburinhos e eles estavam tão sincronizados que soou como um coro, semelhante a um grupo de pássaros ou sapos”.


Fonte: http://news.discovery.com

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cientistas sugerem que ouro da Terra veio do espaço

Durante a formação do nosso planeta o ferro afundou-se para o seu interior originando o núcleo terrestre. Com o ferro foram arrastados a maioria dos metais preciosos da Terra como o ouro e a platina. Os metais preciosos presentes no núcleo davam para cobrir toda a superfície terrestre com uma camada de 4 metros de espessura.
Apesar deste fenômeno, muitos destes metais são surpreendentemente abundantes em partes acessíveis do planeta. Uma nova teoria afirma que os metais preciosos foram transportados para a Terra através de um fluxo de meteoritos que atingiu o planeta após a formação do núcleo.Para testar esta teoria Matthias Willbold e Tim Elliott da Universidade de Bristol analisaram rochas da Groenlândia com 3.8 bilhões de anos, recolhidas por Stephen Moorbath, da Universidade de Oxford.Estas rochas antigas fornecem uma janela única da composição do nosso planeta no período após a formação do núcleo e antes do suposto bombardeamento de meteoritos.
Os investigadores determinaram à composição de tungstênio isotópico destas rochas. O tungstênio (W) é um elemento muito raro e como o ouro e outros metais preciosos deverão ter entrado no núcleo quando da sua formação. Os isótopos funcionam como impressões digitais da origem dos materiais. Desta forma, a adição de material proveniente de meteoritos a Terra deixaria uma marca na composição do isótopo de tungstênio. Willbold observou diferenças entre os isótopos deste elemento presente nas rochas antigas e nas rochas modernas. Esta diferença apesar de pequena é significativa o que fundamenta a teoria de que o excesso de ouro acessível na Terra é conseqüência de uma intensa chuva de meteoritos.
Posteriormente, processos geológicos formaram os continentes e concentraram os metais preciosos e tungstênio nos depósitos de minério que são explorados atualmente.“O nosso trabalho mostra que a maioria dos metais preciosos na qual se baseia as nossas economias e muitos dos processos industriais foram adicionados ao nosso planeta quando a Terra foi atingida por meteoritos”, concluiu Willbold.


Fonte:http://www.nature.com

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Scolopendra gigantea, a gigantesca centopéia da Amazônia

A Scolopendra gigantea ou Centopéia Gigante da Amazônia habita florestas tropicais e subtropicais no norte da América do Sul. Já que não têm uma cobertura de cera em sua cutícula, as centopéias são limitadas a viver em ambientes úmidos, e podem ser encontrados normalmente no solo, serapilheira, ou madeira podre.As centopéias são dorso ventralmente achatadas, e seus corpos são divididos em segmentos bem marcados, cada um dos quais são achatados. Cada segmento do corpo tem um par de pernas, o que significa que há sempre um número ímpar de pares de pernas variando de 21 a 23.
Suas pernas traseiras são espinhosas, a fim de afastar os predadores potenciais. As pernas no segmento de primeiro corpo são modificadas em presas de veneno chamadas maxilípedes que as centopéias usam para caçar seu alimento. Estas mandíbulas terminam em uma garra afiada com uma glândula de veneno aberta. As mandíbulas são usadas para apreender e matar a presa. Elas possuem uma antena muito juntas, com olhos simples ou não, e uma cabeça coberta por um escudo. Seu cérebro é relativamente grande e conectado com uma cadeia ventral de gânglios. A expectativa de vida normal para a Scolopendra gigantea é de cerca de 10 anos, e esta espécie pode crescer até 12 centímetros de comprimento.
A diferença entre os sexos é difícil de detectar, mesmo em adultos. Porque o macho não tem órgãos copuladores, ele deve girar uma almofada de seda pequena e, em seguida, depositar seu esperma nela. Então, a fêmea pega o esperma e coloca seus ovos. Por causa de seu modo de respirar, a Scolopendra gigantea deve viver em ambientes úmidos, como a parte inferior de rochas ou no solo. Depois que seus ovos são colocados, a fêmea cuida da ninhada até os filhotes poderem começar a buscar o seu próprio alimento. As Centopéias Gigantes são carnívoros vorazes e se alimentam de pequenos invertebrados, como grilos, vermes, caracóis e baratas, e também podem comer lagartos, sapos e ratos. O veneno emitido pela picada da Scolopendra gigantea é forte o suficiente para ferir seriamente um ser humano.


Fonte: http://carnivoraforum.com

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Poderia a vida evoluir a partir de um código químico diferente?

Toda a vida na Terra se baseia em um conjunto padrão de 20 moléculas, chamadas de aminoácidos, blocos básicos na construção da vida, moléculas responsáveis pela construção das proteínas que realizam as ações essenciais da vida. Mas, isto tem que ser assim?Todas as criaturas vivas neste planeta usam os mesmos 20 aminoácidos, embora encontremos centenas destes disponíveis na Natureza. Assim, os cientistas têm questionado se a vida poderia ter surgido com base em um conjunto diferente de aminoácidos.
DNA
Além disso, poderia haver vida em outros lugares, usando um conjunto alternativo de blocos de construção?Stephen J. Freeland do Instituto de Astrobiologia da NASA na Universidade do Havaí esclareceu:”A vida tem utilizado um conjunto padrão de 20 aminoácidos para construir proteínas há mais de 3 bilhões de anos. Está cada vez mais claro para nós que muitos outros aminoácidos foram candidatos em potencial. Embora existam especulações e mesmo suposições sobre o que criou a vida, o avanço nesta área da ciência tem sido pequeno em termos de hipóteses testáveis”.Agora, Freeland e seu colega na Universidade do Havaí, Gayle Philip K., desenvolveram um teste para tentar ver se os 20 aminoácidos da vida na Terra foram escolhidos de forma aleatória ou se eles eram os únicos possíveis que poderiam ter feito originado a vida.
Os aminoácidos são moléculas compostas principalmente de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Os aminoácidos se reunem em padrões específicos e formas concretas formando maiores denominadas proteínas as quais são responsáveis pela execução de funções biológicas.Freeland declarou na Astrobiology Magazine:“Tecnicamente, há uma ilimitada variedade de aminoácidos. Há muitos mais aminoácidos do que os 20 que estavam disponíveis quando a vida se originou na Terra”.

Testando as possibilidades
Os pesquisadores definiram um conjunto provável de aminoácidos candidatos dos quais a vida na Terra selecionou 20 tipos. Os cientistas começaram analisando os aminoácidos que foram descobertos no meteorito Murchison, uma rocha espacial que caiu em Murchison, Victoria, Austrália, em setembro de 1969.Os cientistas estimam que esta rocha é tão antiga que sua origem remonta à data do início do Sistema Solar, ou seja, o meteorito apresenta uma amostra dos compostos no Sistema Solar e na Terra antes da vida começar por aqui.Em seguida, os cientistas usaram computadores para calcular as propriedades fundamentais dos 20 aminoácidos utilizados pelos organismos vivos, tais como carga, tamanho e hidrofilia (o grau em que as moléculas são atraídas para a água). Freeland ressaltou:”Sabemos que essas três características são importantes para a maneira pela qual as proteínas são construídas”.
Freeland e Philip olharam para se estas propriedades poderiam ter sido alcançadas com a mesma cobertura e eficiência com outras combinações de 20 aminoácidos. Os pesquisadores descobriram que a vida, aparentemente, não escolheu os 20 blocos específicos da vida ao acaso. Freeland sugeriu que: ”Achamos improvável a escolha aleatória de apenas um conjunto de (20) aminoácidos para o desenvolvimento da vida”.
Astrônomos detectaram cianeto de hidrogênio e metanimina, dois compostos de carbono, nitrogênio e hidrogênio que podem se combinar com a água para criar o aminoácido glicina, na galáxia Arp 220. Arp 220 é uma galáxia incomum, produto da fusão de duas galáxias espirais do tamanho da Via Láctea.

Seleção Natural?

De fato, os pesquisadores acreditam que a vida na Terra no início provavelmente usou uma versão da seleção natural para escolher estes aminoácidos. É possível que tenham sido utilizadas primordialmente algumas outras combinações de aminoácidos, mas nenhuma outra mostrou-se eficaz, ou seja, nenhuma outra combinação acabou por produzir uma prole tão bem sucedida quanto a obtida pelo conjunto dos 20 aminoácidos que compõem a vida como a conhecemos.Freeland afirmou:”Aqui nós temos uma prova verdadeira que mostra que a vida ‘sabia exatamente o que estava fazendo‘. Isso é consistente com a idéia de que a seleção natural estava em andamento”.“Abordar a questão de por que a natureza escolheu os 20 aminoácidos é experimentalmente difícil”, disse Aaron Burton, membro do Programa de Pós-Doutorado NASA .Burton, que não esteve envolvido diretamente neste estudo, disse:
“Apesar de uma série de experimentos mostraram que aminoácidos não-naturais podem ser incorporados no alfabeto genético de organismos não é tecnicamente possível simular experimentalmente períodos de tempo longos o suficiente para realmente comparar a evolução de alfabetos de aminoácidos alternativos. Como resultado, estudos como os apresentados por Philip e Freeland oferecem perspectivas interessantes e mostram um quadro para a formulação de hipóteses que podem realmente ser testadas em laboratório”.

Aminoácidos em meteoritos?

Agora, a corrida da busca pela origem da vida está focada em aminoácidos encontrados diretamente no resto do sistema solar. Algumas evidências de sua abundância têm sido encontradas em meteoritos que caíram na Terra, bem como as amostras coletadas em missões como a sonda Stardust, da NASA, que coletou partículas do coma do cometa Wild 2 em 2004.Freeland ressaltou que:”Parece que os aminoácidos são encontrados por toda a galáxia. Aparentemente, os blocos de construção que criam a vida são óbvios. O que temos encontrado aponta para certo nível de previsibilidade sobre como as coisas aconteceram.A questão da caixa de ferramentas de aminoácidos como instrumentos para a vida é interessante não só para tentar rastrear a origem da vida na Terra, mas me pergunto se existe vida em outros planetas, e em caso afirmativo, qual a forma a vida toma. Os cientistas se sentem especialmente curiosos sobre como um conjunto diferente de aminoácidos pode ter dado origem a vida com diferentes características”. Freeland disse ainda:
“Esta é a pergunta mais importante de tudo. Estamos tentando encontrar uma maneira de perguntar, se você alterar o conjunto de aminoácidos com a qual estamos construindo, o que é o efeito sobre as proteínas que podem ser criados? O interessante é que ninguém sabe a resposta ainda”. Freeland e Philip e relataram suas descobertas em artigo publicado na edição 19 da revista Astrobiology.


Fonte:http://eternosaprendizes.com