quinta-feira, 21 de maio de 2015

Será que existe algum animal terrestre que não bebe água?

Sim,trata-se do rato-canguru (gênero Dipodomys), um roedor de cerca de 10 centímetros de comprimento muito parecido com as pequenas cobaias usadas em experiências de laboratórios. Eles vivem em regiões desérticas dos Estados Unidos, como o vale da Morte, no estado da Califórnia, um dos ecossistemas mais hostis do planeta. Além de não beber água nunca, o animal só se alimenta de grãos e folhas secas. Mas, então, como ele não morre de sede? Graças a sofisticados mecanismos fisiológicos, ele consegue oxidar sua alimentação - combinar o oxigênio com outras substâncias - produzindo água.
Além disso, seus rins são altamente especializados e contêm minúsculos tubos que extraem boa parte da água presente na urina, fazendo com que ela retorne ao organismo. Com isso, esse pequeno roedor consegue sobreviver com o mínimo possível de líquido e, assim, suportar as duras condições do deserto. Como última estratégia para evitar perdas desnecessárias de água, o rato-canguru só sai de sua toca à noite, quando a temperatura é mais baixa e a evaporação, mínima.
Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O incrível Diabrotica speciosa ou "Besouro Patriota"

Ele pertence à família dos crisomelídeos, um grupo constituído por espécies com inúmeras formas e cores. A maioria das espécies alimenta-se essencialmente de plantas, em geral de suas folhas, onde perfuram a superfície. Eles podem ser observados danificando as plantas de lavouras, como por exemplo a batata. Os adultos dessa espécie alimentam-se das folhas e as larvas, conhecidas como larva alfinete, ocasionam danos na própria batata, dentro do solo. Além da batata, consomem também o tomateiro, a soja, o feijão, o amendoim, a alface, entre outras culturas. 
Cada fêmea põe no solo cerca de 420 ovos, de onde eclodem as larvas em aproximadamente 6 a 8 dias. Em nosso país, é popularmente conhecida como vaquinha ou patriota. Este nome refere-se às suas cores verde e amarelo, que representam o Brasil. Ele ocorre em parte da América Latina, desde o México até a Argentina.


Fonte: Artrópodos terrestres - Grazia et al 2008

terça-feira, 21 de abril de 2015

Opiliões: aracnídeos que não são aranhas!


Animais inofensivos e noturnos, que se escondem em locais escuros durante o dia. Quando ameaçados, soltam substâncias malcheirosas, motivo pelo qual são chamados também de “aranhas fedorentas”. Essas substâncias estão sendo pesquisadas visando seu uso como repelentes.


É a terceira ordem mais numerosa dos aracnídeos (seis a dez mil espécies), superada apenas pela ordem dos Acari e Araneae. Apresentam hábito predominantemente noturno e são conhecidos popularmente no Brasil como aranha-bode, aranha-fedorenta, bodum, devido à secreção que podem soltar quando ameaçados. São inofensivos para humanos. Ainda é uma ordem pouco distinta, mas o conhecimento sobre a sua biologia vêm aumentando bastante principalmente no século XXI.




Os opiliões são inofensivos e caracterizam-se pelas pernas articuladas excepcionalmente longas em relação ao resto do corpo. Apesar das semelhanças superficiais com as aranhas, com as quais são geralmente confundidos, estes aracnídeos representam um grupo distinto.

Fonte:Aracnídeos do PVSUL

domingo, 25 de janeiro de 2015

Você sabe por que cães enterram os ossos?

Por herança genética. Os lobos, seus ancestrais, enterravam restos de presas para sobreviverem quando a caça era escassa. Hoje, embora isso não beneficie cães domésticos, que comem ração, é difícil que desapareça. É preciso muito tempo para o comportamento sumir. Os genes transmitem informações que se tornam naturais aos descendentes. Além de enterrarem ossos, os cães também dão voltas e afofam lugares antes de se deitarem, como os lobos checavam o solo e se preveniam de algo que pudesse machucá-los. Esse é outro hábito herdado que perdeu a função para cães domésticos. Lamber a cara do dono também pode ser herança genética. Filhotes lambem a boca da mãe para pedir comida; é por ali que, nos primeiros meses de vida, recebem o alimento regurgitado. Os cães também lambem a boca do líder para exprimir submissão - no caso, o dono seria tratado como dominante pelo animal de estimação.


Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/