segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Estádios deverão adotar selo de sustentabilidade ambiental


Os estádios da Copa 2014 deverão ter certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) para atestar a sustentabilidade ambiental dos empreendimentos. A informação vem do Comitê Local da Copa 2014 (COL), que em comunicado oficial enviado nesta terça-feita (4/8) aos coordenadores e arquitetos das cidades-sedes recomendou “fortemente” a certificação das arenas do Mundial. “Sabemos das iniciativas individuais dos projetos de cada uma das Cidades e parabenizamos as mesmas. No entanto, no sentido de organizar os processos de sustentabilidade e oficializar os mesmos, recomendamos que certifiquem seus projetos e obras pelo selo LEED”, informou o Consultor Técnico de Estádios do comitê, Carlos de La Corte.
De acordo com o COL, a certificação tem o objetivo de oficializar e organizar os processos de sustentabilidade das arenas do Mundial, e reflete o comprometimento do comitê com a neutralização das emissões de carbono das atividades da Copa 2014. Segundo o comunicado, o COL recomenda aos estádios o selo LEED Certified, o menor dos quatro graus oferecido pelo U.S. Green Building Council, organização não-governamental norte-americana que implanta o sistema de certificação. “Ficaríamos muito satisfeitos apenas com a certificação simples (LEED Certified - 40 a 49 pontos e 8 pré-requisitos), já que existem outros selos mais sofisticados de certificação LEED (Silver, Gold e Platinum)”, diz o texto.
Para o COL, a implantação do selo tornaria o Brasil referência mundial em arenas sustentáveis. “O Brasil seria, então, o primeiro país a ter todos os estádios da Copa certificados pelo LEED, servindo de exemplo mundial”.

Fonte:Amazonia.org.br/copa2014.org.br

domingo, 9 de agosto de 2009

Conheça alguns inimigos do ar escondidos em sua casa

O perigo pode se esconder aonde você menos imagina.
Com tanta informação circulando por aí, as pessoas estão cada dia mais consciente dos riscos que algumas substâncias podem trazer o ar de dentro de casa. Tintas, produtos de limpeza e mofo já estão na mira dos mais cuidadosos. Mas é importante ficar atento a outras coisas que nem passam pelas cabeças das pessoas e que podem prejudicar a sua saúde e a do meio ambiente.

Fogão de cozinha

Esse equipamento é o maior responsável pelo excesso de nitrogênio dentro de casa. Enquanto você utiliza o fogão, especialmente se for um modelo movido a gás, você poderá está contribuindo para níveis inseguros de dióxido de nitrogênio no ar. Em grande quantidade, essa substância pode prejudicar o sistema respiratório, agravando doenças como a asma. Para evitar esse problema, assegure-se que o seu fogão fica em um local bem ventilado e que não há vazamentos de gás.

Purificadores de ar que contenham ozônio

Algumas pessoas apelam para esse equipamento para melhorar a qualidade do ar que respiram, mas no fundo, podem estar fazendo o oposto. O ozônio é um dos ingredientes utilizados para purificar o ar. Mas esse também é um item fundamental da fumaça. Ele pode causar danos no tecido pulmonar, crises de asma, tosses e outros problemas respiratórios. Por isso, evite comprar purificadores de ar que utilizem ozônio.

Baratas

Mais um argumento para aqueles que não suportam as baratas: seus dejetos, partes de corpo e saliva podem trazer sérios problemas à saúde. A culpa é uma proteína alergênica encontrada no animal que pode causar reações alérgicas e desencadear crises asmáticas em algumas pessoas.
Mas nem pense em correr para aqueles dedetizadores tradicionais. Eles são ainda mais maléficos e podem poluir a água, o ecossistema, além é claro, do ar que respiramos. No lugar deles, cuide para que não haja sobras de comida espalhadas pela casa (que certamente atrairiam o inseto), verifique sempre nos pequenos buracos, como em armários e gavetas, e invista em repelentes naturais.

Impressoras a laser

Alguns tipos de impressoras a laser, utilizadas em escritórios e casas, podem lançar no ar pequenas partículas de tinta, que ficam suspensas no ambiente, podendo ser inaladas por qualquer pessoa. Estas partículas são pequenas o suficiente para se infiltrar nos pulmões, causando dano igual ao causado pela inalação da fumaça de cigarro. A solução pode ser reduzir o número de impressões (e de quebra ajudar a poupar árvores, papel, tinta, energia etc) e instalar sua impressora a laser em um local bem ventilado.

Cortinas

Apesar de decorarem o ambiente, as cortinas também são lugares fáceis de atrair ácaros. Como eles são muito pequenos para serem vistos a olho nu, fica mais difícil controlá-los. Esses ácaros podem causar diversos tipos de alergias e desencadear crises de asma. Por isso, prefira as persianas ao invés das cortinas de pano e, se já tiver, mantenha-as sempre limpas.

Incenso

A queima dos incensos libera pequenas partículas de pó que podem conter monóxido de carbono e benzeno – duas substâncias altamente perigosas. Alguns estudos revelaram ligação entre alta exposição a incensos com doenças como câncer, asma e irritações de pele. Uma solução é evitar queimar o incenso por completo ou ter certeza de que o ambiente estará suficientemente ventilado quando ele for utilizado.


Fonte:Guilherme Costa Site: http://www.eco4planet.com/

sábado, 8 de agosto de 2009

Especialistas lançam livro sobre a química “verde” derivada do açúcar

Substâncias derivadas do açúcar geram química limpa para detergentes
Foto: Uwe Hermann
A redução dos impactos ambientais causados pelos processos químicos é um dos principais objetivos da sociedade global, nesses tempos de gases de efeito estufa e mudanças climáticas. Recentemente, pesquisadores de dez países lançaram nos Estados Unidos o livro Sugar-Based Surfactants: Fundamentals and Applications, obra que destaca a ecoeficiência de produtos derivados de substâncias tensoativas à base de açúcares, principalmente na indústria da limpeza.
O livro foi organizado pelo professor Cristobal Ruiz, da Universidade de Málaga, na Espanha, e traz artigos de pesquisadores da Itália, Suécia, Holanda, Japão, Alemanha, França, Estados Unidos, Irlanda e Brasil. Omar El Seoud, professor titular do Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (USP) e sua orientanda de doutorado Paula Galgano foram os responsáveis pelo capítulo Tensoativos iônicos à base de açúcares: síntese, propriedades de solução e aplicações.

Tensoativos da maioria dos detergentes domésticos são à base de petróleo/Foto: Atelier Vanessa Maurer

“Escrevemos sobre a síntese, as propriedades e as aplicações de tensoativos iônicos – isto é, os que têm carga – à base de açúcares. Trata-se de um tema importante para o Brasil, porque nossa situação é muito privilegiada para a produção em larga escala, já que temos grande disponibilidade de açúcares, como sacarose, glicose e frutose, assim como de ácidos graxos, permitindo ampla gama de aplicações”, explicou El Seoud à Agência da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Aplicação

Os tensoativos à base de glicose já são empregados em algumas fórmulas de limpeza doméstica no Brasil.“Na maior parte dos detergentes de uso doméstico hoje existentes no mercado, eles [tensoativos] são baseados no petróleo”, comparou o pesquisador. Já os surfactantes à base de sacarose e sorbitol (ou glicose reduzida) são amplamente utilizados nas indústrias de alimentos, cosmética e farmacêutica, especialmente como solubilizantes e emulsificantes. El Seoud contou que essas substâncias têm custo competitivo, são produzidas com matérias-primas renováveis e biodegradáveis.
“Eles seguem os princípios da “química verde”, já que não há resíduos: tudo o que entra no processo de fabricação sai no produto. Isso é importante porque a principal fonte de tensoativos hoje é o petróleo e há urgência em buscar fontes alternativas para matéria-prima desses produtos”, ressaltou o pesquisador.

Fonte: http://blog.eco4planet.com

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Os doze princípios da Química Verde


Criou-se ao longo dos anos um consenso sobre os principais pontos ou princípios básicos da química verde. Os doze pontos que precisam ser considerados quando se pretende implementar a química verde em uma indústria ou instituição de ensino e/ou pesquisa na área de química são os seguintes:
1. Prevenção.
É mais barato evitar a formação de resíduos tóxicos do que tratá-los depois que eles são produzidos;

2.Eficiência Atômica.
As metodologias sintéticas devem ser desenvolvidas de modo a incorporar o maior número possível de átomos dos reagentes no produto final;

3.Síntese Segura.
Deve-se desenvolver metodologias sintéticas que utilizam e geram substâncias com pouca ou nenhuma toxicidade à saúde humana e ao ambiente;

4.Desenvolvimento de Produtos Seguros.
Deve-se buscar o desenvolvimento de produtos que após realizarem a função desejada, não causem danos ao ambiente;

5. Uso de Solventes e Auxiliares Seguros.
A utilização de substâncias auxiliares como solventes, agentes de purificação e secantes precisa se evitada ao máximo; quando inevitável a sua utilização, estas substâncias devem ser inócuas ou facilmente reutilizadas;

6.Busca pela Eficiência de Energia.
Os impactos ambientais e econômicos causados pela geração da energia utilizada em um processo químico precisam ser considerados. É necessário o desenvolvimento de processos que ocorram à temperatura e pressão ambientes;

7. Uso de Fontes de Matéria-Prima Renováveis.
O uso de biomassa como matéria-prima deve ser priorizado no desenvolvimento de novas tecnologias e processos;

8.Evitar a Formação de Derivados.
Processos que envolvem intermediários com grupos bloqueadores, proteção/desproteção, ou qualquer modificação temporária da molécula por processos físicos e/ou químicos devem ser evitados;

9. Catálise.
O uso de catalisadores (tão seletivos quanto possível) deve ser escolhido em substituição aos reagentes estequiométricos;

10.Produtos Degradáveis.
Os produtos químicos precisam ser projetados para a biocompatibilidade. Após sua utilização não deve permanecer no ambiente, degradando-se em produtos inócuos;

11.Análise em Tempo Real para a Prevenção da Poluição.
O monitoramento e controle em tempo real, dentro do processo, deverá ser viabilizado. A possibilidade de formação de substâncias tóxicas deverá ser detectada antes de sua geração;

12. Química Intrinsecamente Segura para a Prevenção de Acidentes.
A escolha das substâncias, bem como sua utilização em um processo químico, devem procurar a minimização do risco de acidentes, como vazamentos, incêndios e explosões
.

Desta maneira, ao se procurar tecnologias que empregam a química verde, deve-se estar atento a três pontos principais:

O uso de rotas sintéticas alternativas para a química verde, tais como:
-Catálise e biocatálise;
-Processos neutros, tais como fotoquímica e síntese biomimética;
-Matérias-primas alternativas, que sejam mais inócuas e renováveis (biomassa, por exemplo).

O uso de condições reacionais alternativas para a química verde, tais como:
-Uso de solventes que tenham um impacto reduzido na saúde humana e no ambiente;
-Aumento da seletividade e redução de resíduos e emissões.

O desenvolvimento de produtos químicos que sejam, por exemplo:

-Menos tóxicos que as alternativas atuais;
-Mais seguros com relação à ocorrência de um possível acidente.

Entre os itens citados acima, a maior parte se aplica especialmente à produção industrial. Entretanto, vários pesquisadores vêm buscando a adaptação das premissas da Química Verde ao ensino e pesquisa em química a nível acadêmico. Um químico treinado e formado desta maneira terá um impacto significante na solução de problemas relacionados ao ambiente.