segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Novo medicamento para a dor será feito do Veneno da cobra mais venenosa do mundo

Um novo artigo publicado na revista Toxins descreve como pesquisadores da Universidade de Queensland (Austrália) e várias outras instituições estudaram o veneno da  coral azul que é uma das cobras mais bonitas do mundo,  e é também dona de um dos venenos mais fortes.  Encontrada na região sudeste da Ásia, a coral azul (Calliophis bivirgatus) tem a cabeça e rabo na cor vermelho berrante e corpo com listras laterais azuladas. 
Quase imediatamente depois de levar a mordida, a vítima entra em um estado catatônico agoniante, com seus músculos contraídos. O veneno faz com que todos os nervos do corpo funcionem ao mesmo tempo, causando espasmos no corpo todo. Paralisados e sem conseguir reagir, o animal finalmente é morto pela cobra. Esse tipo de paralisia é oposto à paralisia flácida, em que a presa fica com os músculos completamente relaxados.
Outra característica impressionante sobre esta cobra é que ela é especialista em caçar outras cobras venenosas, que tipicamente são muito rápidas e perigosas. O veneno é produzido e armazenado em uma glândula que se estende por um quarto do comprimento do corpo da cobra.
Este tipo de veneno é encontrado em outros animais como escorpiões e aranhas, mas não em outras cobras. Este é um exemplo da evolução convergente, aquela em que características semelhantes são observadas em seres de espécies diferentes.
O que mais interessa aos seres humanos em relação a este veneno é que ele pode ser usado pela indústria farmacêutica na produção de novos medicamentos, como remédios para a dor.


Fonte: http://gizmodo.com/

domingo, 6 de novembro de 2016

Sem abelha sem alimento: planta melífera Bracatinga

Abelhas são conhecidas por produzirem mel, cera, própolis e pólen. Também a preciosa geléia real e até o seu veneno, utilizado na apiterapia. As abelhas listradas em preto e amarelo fazem parte do imaginário coletivo por serem comumente retratadas em desenhos e livros infantis. E há quem só se lembre das abelhas pelo doce de seu mel ou pela dor de sua picada. Mas o que a maioria das pessoas desconhece, é que as abelhas cumprem um papel infinitamente mais relevante: são os melhores e mais eficientes agentes polinizadores da natureza, responsáveis pela reprodução e perpetuação de milhares de espécies vegetais, produzindo alimentos, conservando o meio ambiente e mantendo o equilíbrio dos ecossistemas. Também poucos sabem que existem no mundo mais de 20 mil espécies de abelhas. Só no Brasil são mais de 3 mil espécies, a maioria de abelhas nativas sem ferrão. Em meio a todo este rico, mas desconhecido universo, nos últimos anos um problema pauta a apicultura em todo o mundo: o desaparecimento e a morte massiva das abelhas. De proporções expressivas – só nos EUA mais de 1/3 dos enxames têm sido perdidos todos os anos – o Brasil e a América Latina começam a se mobilizar frente aos diversos relatos de mortalidade de abelhas, de causas ainda controversas.
A Campanha “Sem Abelha, Sem Alimento” tem o objetivo de conscientizar as pessoas para a importância destes polinizadores e a necessidade de sua proteção.
Para auxiliar os meliponicultores nesta bonita empreitada em prol das abelhas, apresentamos a partir de hoje uma série de espécies de plantas utilizadas para o fornecimento de recursos tróficos. É claro que devido à extensão do território brasileiro e sua complexidade florística não temos a pretensão de abranger todas as espécies, mesmo porque existem lacunas a serem preenchidas sobre a flora de várias regiões. Apresentaremos os nomes das espécies visitadas por abelhas, suas características e muitas informações sobre o seu plantio o qual será ampliada à medida que novas informações surgirem.

BRACATINGA

NOME CIENTÍFICO Mimosa scabrella
Família: Mimosaceae (Leguminosae – Mimosoideae)
Espécie: Mimosa scabrella Bentham
Sinonímia botânica: Mimosa bracaatinga Hoehne
Nomes vulgares: abracatinga, anizeiro, bracatinga, paracatinga, mandengo.

Aspectos ecológicos
A bracatinga é uma espécie pioneira, típica de capoeiras e capoeirões. Ocorre na floresta secundária, muitas vezes em formações puras (bracatingais), após ação antrópica, o que a caracteriza como espécie agressiva. Vive, em média, por vinte e cinco anos, sendo, portanto, uma espécie de baixa longevidade. Mimosa scabrella é uma essência típica do planalto sul-brasileiro e exclusiva da vegetação secundária da Floresta Ombrófila Mista, principalmente onde ocorrem áreas perturbadas (Carvalho, 1994).

Descrição
A bracatinga é uma árvore perenefólia, com altura variando entre 4 e 18 m e DAP (diâmetro à altura do peito), entre 20 e 30cm. Em maciços, apresenta tronco reto, com fuste de até 15 m. Porém, quando isolada, o tronco é curto e ramificado. A copa é arredondada e seu diâmetro, assim como a forma do tronco, varia de acordo com a localização da árvore: em povoamentos, o diâmetro da copa é, em média, de 1,5 m e, em árvores isoladas, pode atingir 10 m.Os indivíduos jovens apresentam casca externa marrom-acastanhada e, quando adultos, castanho-acinzentada. A casca interna possui coloração bege-rosada a rosada (Carvalho, 1994).As folhas são compostas, muito variáveis, com 4 a 14 pares de pinas opostas de 3 a 6 cm de comprimento e folíolos de 4 a 8 mm, em número de 15 a 30 pares por pina (Lorenzi, 1992). As flores são amarelas e pequenas, agrupadas em capítulos pedunculados, axilares ou terminais. Rotta & Mendes (1990) concluíram que apenas 10% das flores produzidas formam frutos. Estes são sésseis, deiscentes, com até 48 mm de comprimentos por 9 mm de largura e alojam de 2 a 4 sementes (Lima, 1985). As sementes são irregulares, escuras e brilhantes. Apresentam dimensões de 6 mm de comprimento por 3 mm de largura.
Informações botânicas
A bracatinga é uma planta hermafrodita, porém a fecundação é preferencialmente cruzada, sendo a polinização feita principalmente por abelhas do gênero Apis sp e Trigona sp (Catharino et al., 1982). Os frutos, bem como as sementes, se dispersam, sobretudo, pela ação da gravidade. Ao caírem no solo, as sementes formam bancos permanentes e a viabilidade das mesmas pode perdurar por 4 anos ou mais (Carpanezzi et al., 1997). A floração e a frutificação, que se iniciam dois anos após o plantio, ocorrem em períodos distintos nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. De junho a setembro ocorre floração no Paraná e Santa Catarina e, nesses Estados, a frutificação se dá entre dezembro e março. Em São Paulo, a floração acontece em julho e a frutificação em dezembro. No Rio Grande do Sul, a floração ocorre de julho a outubro e a frutificação, de novembro a fevereiro (Carvalho, 1994).
Ocorrência natural
No Brasil, a bracatinga ocorre naturalmente nos Estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, compreendendo latitude de 21º 30’ S (Minas Gerais) a 29º 50’ S (Rio Grande do Sul). Ocorre em altitudes de 700 a 2000 metros.
Apicultura
O “mel de bracatinga” é rico em glicose, com cristalização rápida (Embrapa, 1988). Essa espécie fornece néctar e pólen durante o inverno, aspecto importante para a apicultura.

sábado, 5 de novembro de 2016

A luminosa lagarta Phrixothrix hirtus

A bioluminescência não é algo exatamente raro na natureza e vai muito além dos vaga-lumes. Nas profundezas dos oceanos são vários os animais, de micro-organismos a peixes grandes, que emitem luzes de todas as cores, inclusive a vermelha, embora a preferência seja pelo azul. Já nos ambientes terrestres, a bioluminescência tende para o verde.
A lanterna vermelha da cabeça das lagartas do gênero Phrixothrix é uma joia única. Embora difíceis de achar rastejando de noite no mato, essas lagartas são conhecidas há bastante tempo. Em 1587, o viajante português Gabriel Souza descreveu o bicho que os índios chamavam de buijejas como lagartas coroadas de rubis. Mas só nos últimos anos elas começaram a ser estudadas, tanto que há poucas imagens disponíveis do animal.
As lanternas das Phrixothrix e dos besouros luminosos funcionam de maneira parecida. Elas são resultado de uma reação química entre substâncias conhecidas como luciferinas e oxigênio, que é catalisada pela enzima luciferase. O resultado é a produção de uma molécula conhecida como oxiluciferina, que nasce com seus elétrons com energia em excesso. Essa energia é quase toda liberada na forma de partículas de luz, cuja cor depende principalmente da estrutura molecular das luciferases, que varia entre as espécies.
As lagartas trenzinho vivem na Ásia e nas Américas. A característica em comum entre elas são os 11 pares de lanternas ao longo do corpo, cuja cor varia de uma espécie para outra entre o verde e o amarelo. Como todas as outras espécies de besouros, os machos das lagartas trenzinho se transformam em insetos alados, prontos para o acasalamento. As fêmeas, entretanto, permanecem na forma de lagartas até o fim da vida. Acredita-se que as lanternas laterais das lagartas fêmeas sexualmente maduras ajudem a atrair os machos alados. Mas sua principal função parece ser assustar possíveis predadores. Os pesquisadores especulam sobre qual é a função da lanterna vermelha na cabeça das Phrixothrix. Como os olhos das lagartas são mais sensíveis ao vermelho, e suas presas (cupins, tatus-bola e piolhosde-cobra) não enxergam direito essa cor, alguns biólogos sugerem que a lanterna seja uma espécie de farol que ilumina o caminho da lagarta e a ajuda a caçar.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Conhecendo para preservar: Saíra-sete-cores

Nome Popular: Saíra-sete-cores
Outros nomes populares: Saíra-de-sete-cores, Sete-cores
Nome Científico: Tangara seledon
Inglês: Green-headed Tanager
Alemão: Dreifarbentangare
Espanhol: Tangara Arcoiris
Francês: Calliste à tête verte
Italiano:Tanagra testaverde
Família:Thraupidae
Tamanho: 13,5 cm
Descrição: Esta ave é facilmente reconhecida pelos lados do pescoço verde-amarelados reluzentes e pelo uropígio laranja berrante.
Dimorfismo sexual: A fêmea é mais pálida.
Dimorfismo juvenil: Ao imaturo falta a cor viva do uropígio.
Habitat: Pode ser observada em todos os estratos da floresta atlântica e nas matas baixas do litoral, onde também é freqüente.
Alimentação:Alimenta-se principalmente de frutas, podendo alimentar-se também de insetos.
Nidificação: Faz um ninho tipo tigela, onde põe geralmente de 2 a 4 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 15-17 dias.
Curiosidade: Eventualmente ela é confundida com a Saíra-militar, no entanto a Saíra-de-sete-cores não possui o lenço vermelho no pescoço, que é característico da outra espécie. Também é conhecida como Saíra-de-bando

Fonte primária: http://www.wikiaves.com.br/