quarta-feira, 4 de maio de 2011

Fósseis da Terra encontrados na Lua poderiam desvendar o mistério de como a vida começou?

Uma pesquisa feita por uma equipe de cientistas da Universidade de Londres, reforçou a teoria de que evidências de vida na Terra primitiva podem ser encontradas em rochas na lua, que foram expulsas durante o período em que a Terra foi submetida a uma chuva de asteróides e cometas a cerca de quatro bilhões de anos atrás. Da mesma forma que materiais de Marte, foram encontrados em meteoritos na Terra, certamente parece razoável que dezenas de milhares de toneladas de meteoritos terrestres podem ter chegado também no planeta vermelho durante um bombardeio pesado.

Uma pesquisa feita por uma equipe sob comando de Ian Crawford e Emily Baldwin da Faculdade de Ciências da Terra da Universidade de Londres, em 2008, usou uma tecnologia sofisticada para simular a pressão dos tais meteoritos terrestres possam ter tido durante a sua chegada na superfície lunar. Em muitos casos, as pressões podem ser suficientemente baixas para permitir a sobrevivência de marcadores biológicos, tornando a superfície lunar um lugar produtivo para procurar evidências de vida terrestre.

Tais marcadores não são susceptíveis de permanecer na Terra, onde teriam sido apagados há muito tempo devido a mais de três bilhões de anos de atividade vulcânica, impactos de meteoros, ou simples erosão do vento e da chuva. No entanto, os meteoritos que chegam à Terra desaceleraram, passando por nossa atmosfera. Como resultado, enquanto a superfície do meteorito derreteu, o interior foi preservado.

Poderia um meteorito da Terra sobreviver a um impacto de alta velocidade na superfície lunar? Crawford e Baldwin usaram a análise de elementos finitos para simular o comportamento de dois tipos diferentes de impactos de meteoros na superfície lunar. Crawford concluiu que os biomarcadores que vão desde a presença de carbono orgânico a "microfósseis reais" poderiam ter sobrevivido às pressões relativamente baixas experimentada pelos impactos de grandes meteoritos na lua.

Crawford sugere que a chave para encontrar o material terrestre é observar a água contida no interior dos meteoritos, esses hidratos, podem ser detectados através de infravermelhos (IR) e espectroscopia. Muitos minerais na Terra são formados em processos envolvendo a água, atividade vulcânica, ou ambos. Em contrapartida, na lua falta a água e os vulcões. O cientista e seus co-autores acreditam que um sensor infravermelho de alta resolução em órbita lunar poderia ser usado para detectar grandes (com mais de um metro) meteoritos na superfície lunar, enquanto um rover lunar com tal sensor "pode ​​procurar meteoritos menores expostos na superfície.”

Ele sugere ainda que possa ser necessário escavar abaixo da superfície lunar para localizar meteoritos. Ele acrescenta que a recolha de amostras, observando-as na superfície lunar, e escolhendo aqueles que merecem um retorno à Terra para uma análise detalhada "seria muito facilitada pela presença humana na Lua".O último astronauta dos EUA a pisar na lua, o Dr. Harrison Schmitt, foi um geólogo. Como os planos da NASA para o regresso à Lua, ainda neste século foram arquivados, parece que vai ser à China que irá pesquisar rochas hidratadas, e resolver o mistério de como a vida começou na Terra.


Fonte: http://www.dailygalaxy.com

terça-feira, 3 de maio de 2011

Você sabe por que os porcos adoram a lama?

Já é do conhecimento geral que os suínos rolam na lama para se manterem frescos. Estes animais não têm glândulas sudoríparas funcionais e como tal precisam da lama para regular a sua temperatura corporal. Contudo, um artigo publicado na revista científica Applied Animal Behaviour Science sugere que 'rolar na lama' é mais do que uma forma destes animais regularem a sua temperatura.Marc Bracke, cientista responsável por este estudo, pesquisou na literatura científica referências aos motivos que levam animais, como por exemplo os hipopótamos, a terem este tipo de comportamento.

Também pesquisou informação sobre os veados que apesar de não chafurdarem na lama rolam no chão para marcarem o território com o seu odor, comportamento importante para atrair fêmeas.Esta análise levou este cientista a propor que 'rolar na lama' pode desempenhar um papel na reprodução dos suínos.Além disso, este cientista também acredita que este comportamento pode ter evoluído a partir de parentes dos suínos mais antigos.“Todos evoluímos a partir dos peixes, pelo que poderá ter sido esse o motivo pelo qual ‘estar na água’ tenha sido preservado em animais que são capazes de o fazer,” disse Bracke.

“Para muitos animais, estar na água poderia ser perigoso porque os bebedouros são locais idéias para os predadores realizarem emboscadas às suas presas. Mas os suínos são animais relativamente grandes com grandes caninos, pelo que estariam mais habilitados a se defenderem de um ataque.” Assim em vez dos suínos necessitarem da lama porque não tem glândulas sudoríparas funcionais, este cientista pensa que estes animais “não desenvolveram glândulas sudoríparas funcionais porque gostam tanto de chafurdar”.

“Os porcos estão geneticamente relacionados com animais como os hipopótamos e baleias,” afirmou este cientista. “Parece-me que esta preferência de estar na água (com pouca profundidade) pode ter sido um ponto de viragem na evolução das baleias para mamíferos terrestres.”O desejo de rolar na lama é provavelmente gratificante. “Se assim for, chafurdar pode ser um elemento importante na vida dos suínos.”


Fonte:BBC

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O majestoso escorpião imperial

O escorpião imperador ou escorpião imperial (Pandinus imperator) é uma espécie nativa da África. O imperador é uma das maiores espécies de escorpião no mundo, com adultos tendo em média 20 cm de comprimento. No entanto, uma espécie de escorpiões chamada Heterometrus swammerdami, detém o recorde de ser o maior escorpião do mundo com 23 cm de comprimento.

Fêmea com filhotes

O seu tempo de vida varia geralmente de 5-8 anos, quando mantidos em cativeiro, mas provavelmente tenha uma vida curta no seu estado selvagem. O seu tamanho, sua baixa toxicidade, e o seu tempo de vida tornam este escorpião o mais popular no comércio de animais, o que torna a espécie ameaçada de extinção. Na natureza, o escorpião imperador se alimenta principalmente de cupins. Em cativeiro, eles prontamente se alimentam de grilos, baratas e larvas. Eles são também conhecidos por comerem pequenos ratos e lagartos.

O escorpião imperador, como a maioria dos escorpiões, é tímido e recluso. Se lhe for dada uma escolha ele vai passar a maioria do seu tempo em seu esconderijo, só se aventurando para a caça. Quando ele se sente acuado, ele entrará em uma "postura de ameaça”. Ele inicia a sua postura de ameaça, se virando para o inimigo, mantendo as garras abertas, e arqueando a cauda e ferrão sobre suas costas. Se o assédio continuar provavelmente ele dará uma picada, mas também pode "beliscar" com suas garras. A pinça é surpreendentemente poderosa e a picada, apesar de baixa toxidade, tem vários efeitos sobre os seres humanos, alguns não relatam nenhum problema, enquanto outros sofrem dor severa. O veneno do escorpião contém uma toxina chamada imperatoxin .


Fonte: http://animal-world.com

domingo, 1 de maio de 2011

Veja como é fácil medir a distância entre você e uma tempestade

Estimar rapidamente a distância de uma tempestade é relativamente simples. Depois de ver o clarão do relâmpago (ou o ziguezague tradicional dos relâmpagos ou ainda um súbito clarão de luz), conte os segundos até ouvir o trovão, em seguida, divida esse número por cinco. O resultado é uma aproximação da distância da tempestade em milhas (1,61 km).

Exemplo

Se você ver uma tempestade ao longe, ver um relâmpago, e faz uma contagem de 15 segundos antes de você ouvir o trovão, a tempestade que você vê está a três milhas de distância (15 segundos / 5 = 3 milhas, mais ou menos 5km). Se o relâmpago e o trovão aparecem ao mesmo tempo, a tempestade está bem em cima de você (0 segundos / 5 = 0 milhas). Se você ouvir o trovão apenas dois segundos depois de ver o raio, a tempestade está a dois quintos de uma milha, ou um pouco menos de meia milha(2 segundos / 5 = 2 / 5 milhas).

Por que isso funciona

Este simples e fácil método de cálculo funciona porque o curso da luz e do som tem velocidades diferentes, cada um deles chega até você em momentos diferentes. A luz viaja incrivelmente rápido, 299.792 .458 metros por segundo, atingindo seus olhos quase que instantaneamente. Em comparação, o som viaja muito devagar, a 343 metros por segundo. Nessa velocidade, o tempo que leva para uma pessoa a uma milha de distância de uma tempestade ouvir o trovão é de cinco segundos. Essencialmente, quando você está contando os segundos que leva para o trovão chegar até você, você está usando a velocidade do som para medir a sua distância para a tempestade. O mesmo princípio se aplica se você está tentando avaliar a distância de um tiro: se você vê a arma disparar e depois não ouve o tiro, durante cinco segundos, a arma está a uma milha de distância. Se o som do trovão leva menos de cinco segundos para chegar até você, a tempestade está a uma fração de uma milha de distância.

Advertências

É importante notar que esta é apenas uma estimativa grosseira, e não uma distância exata de uma tempestade. Muitos fatores diferentes, de erro humano às diferenças de umidade ou temperatura podem jogar fora a sua estimativa de meia milha a vários quilômetros. Se você tiver um cronômetro, você pode eliminar a maior parte dos erros humanos envolvidos em contar os segundos, mas ainda assim será apenas uma estimativa. Estimar a distância de uma tempestade pode ser útil e divertido, e tão fácil de lembrar o cálculo que se torna simples. Enquanto você se lembrar que esta é apenas uma estimativa grosseira e não possui dados científicos, você pode assistir as trovoadas e se preparar para sua chegada.


Fonte: http://www.helium.com