segunda-feira, 12 de abril de 2010

Os controladores de mente I


O Leucochloridium Paradoxum é um verme parasita que usa os gastrópodes (caracóis e lesmas) como hospedeiro intermediário. O verme em sua fase larval, viaja para o sistema digestivo de um caracol para desenvolver a fase seguinte, o esporocisto. O esporocisto cresce em tubos longos de forma inchada cheio de dezenas a centenas de larvas. Estes broodsacs invadem os tentáculos dos olhos do caracol (preferindo o meio, quando disponível), provocando uma transformação brilhante, nos tentáculos,formando um inchado, pulsante, display colorido que imita a aparência de uma lagarta.
A infecção dos tentáculos dos olhos parece inibir a percepção da intensidade da luz. Considerando que os caramujos procuram áreas escuras para evitar a predação, caramujos infectados são mais susceptíveis de se tornarem expostos aos predadores, como pássaros, pois suas vontades são determinadas pelo hospedeiro. O comportamento resultante do verme é um caso de mimetismo agressivo, onde o parasita lembra vagamente o alimento do hospedeiro.o que é diferente de maioria dos outros casos de mimetismo agressivo, em que apenas uma parte do animal se assemelha a presa.O parasita retorna ao corpo de outro hospedeiro,através das fezes do passáro porque o animal come por engano.

domingo, 11 de abril de 2010

Milhões de tartarugas morreram em redes de pesca nas últimas décadas, diz estudo

Descrita como a primeira análise global de dados disponíveis sobre o assunto, a sondagem, realizada por pesquisadores da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, analisou dados de capturas ocorridas em diversas regiões globais por conta de três equipamentos de pesca: as linhas longas, arrastões e redes.O estudo afirma que entre 1990 e 2008 foram registradas 85 mil capturas acidentais de tartarugas. A pesquisa revelou índices particularmente altos de mortes desse tipo no Mar Mediterrâneo e no leste do Oceano Pacífico. Segundo o pesquisador Bryan Wallace, que liderou o estudo, a situação das tartarugas no mundo é um bom indicador sobre as condições gerais da saúde dos oceanos.De acordo com ele, apesar do alto número de capturas levantado pelo estudo, a quantia representa uma pequena fração do número total."Porque os documentos que observamos cobrem menos de 1% de todas as frotas, com pouca ou nenhuma informação sobre pequenas empresas, nossa estimativa conservadora é de que o número real de tartarugas capturadas acidentalmente em redes de pesca esteja não em dezenas de milhares, mas sim em milhões", disse ele.

Alternativas

As tartarugas marinhas precisam subir à superfície para respirar. Quando enroscam em uma rede ou anzol, elas não conseguem subir à superfície e se afogam.O estudo afirma que uma mudança nos equipamentos de pesca pode ter um impacto significativo no número de animais capturados e mortos.
Os pesquisadores sugerem, por exemplo, a substituição dos anzóis convencionais, em forma de gancho, pelos anzóis circulares. Além disso, a pesquisa recomenda ainda o uso mais abrangente de materiais conhecidos como dispositivos de exclusão de tartarugas (DET) , que previnem a entrada dos animais nas redes de pesca e permitem que escapem, caso sejam capturados.Alguns países exigem que as companhias de pesca usem dispositivos para reduzir a captura acidental de outras espécies, mas algumas empresas resistem à ideia alegando que teriam seus lucros reduzidos.
Seis entre os sete tipos de tartarugas marinhas estão na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas.
Acredita-se que o número de espécies da tartaruga de couro, capazes de crescer mais de 2 metros, tenha diminuído em mais de 75% entre 1982 e 96.As tartarugas marinhas sofrem ainda outras ameaças como mares poluídos com sacos plásticos e a perda de seus habitats naturais.

sábado, 10 de abril de 2010

Empire State Building ganha "super janelas" ecológicas


Como parte de uma enorme "ecologização" do Empire State Building uma nova tecnologia de filme Southwall está sendo usado para aumentar drasticamente a eficiência energética do edifício histórico de mais de 6.500 janelas. O filme isolante será combinado com um gás de isolamento para criar "super janelas" que reduzem as necessidades de aquecimento e refrigeração e, portanto, diminuem o consumo de energia do edifício.
A nova tecnologia será usada para "remanufatura" das janelas. Os vidros isolantes e os caixilhos existentes no prédio serão removidos e reutilizados, o novo o filme será colocado em dois painéis para criar cavidades super isolante que aumentam o desempenho térmico em até quatro vezes, também reduz o ganho de calor solar em 50%.
A vantagem da solução encontrada é que ela não requer novas janelas e não necessita colocar na Lixeira as janelas antigas. A poupança e ganhos ambientais são igualmente impressionantes. É esperada uma poupança com as novas janelas de cerca de mais de US $ 400.000 por ano. A nova janela é parte de um projeto integrado que deverá reduzir o consumo de energia em 38%, economizando US $ 4,4 milhões por ano em custos de energia, e guardar um mínimo de 105.000 toneladas métricas de dióxido de carbono nos próximos 15 anos. A Johnson Controls está supervisionando o projeto completo com uma equipe de peritos em eficiência energética, incluindo a Clinton Climate Initiative, Jones Lang LaSalle, e Rocky Mountain Institute.

Fonte: http://greenbuildingelements.com/

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Qual é a maior planta carnívora do mundo?


Se você está imaginando uma planta monstruosa, capaz de engolir uma pessoa, como nos desenhos animados, pode tirar isso da cabeça: esse tipo de coisa, caro leitor, não existe. As maiores carnívoras de que se tem notícia são as trepadeiras da espécie Nephentes rajah, que dificilmente chegam a meio metro de altura e costumam devorar apenas moscas. Elas são típicas das úmidas florestas da ilha de Bornéu, na Ásia, e se alimentam por meio de um jarro pendurado na extremidade de suas folhas.Mas nem todas as plantas carnívoras atacam do mesmo jeito.
O modo de captura varia de espécie para espécie - algumas sugam, outras prendem, mordem ou afogam suas vítimas. Certas carnívoras são bem gulosas: as Drosophyllum lusitanicum, por exemplo, conseguem grudar em seus pêlos vários insetos de uma só vez. Já as do gênero Utricularia devoram, em uma única sugada, uma família inteira de microcrustáceos. Merece ainda uma menção honrosa a Dionaea muscipula, também conhecida como "papa-mosca": ela abocanha insetos distraídos em apenas três décimos de segundo, um recorde. Mas não pense que as plantas carnívoras dispensam um cardápio mais calórico.
"De vez em quando, pererecas e pequenos pássaros viram prato secundário - não porque são atraídos pela planta, mas porque, ao irem atrás de insetos, eles caem e acabam devorados também", afirma o biólogo José Maurício Piliackas, da Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo. Na hora do almoço, toda estratégia é válida: como as carnívoras vivem em solos geralmente pobres em nutrientes, elas não podem se dar ao luxo de dispensar comida.

A Nephentes rajah usa seu perfume envolvente para atrair as presas

1. O colorido provocante e o odor das plantas carnívoras abrem o apetite dos insetos, fazendo-os acreditar que ali encontrarão um banquete de néctar. O tamanho avantajado da Nephentes torna-a ainda mais suculenta para a presa, que parte em direção ao jarro, a parte mais vistosa da planta.

2. A inocente mosquinha pousa na planta para dar uma olhada no seu interior. Como as bordas do jarro são lisas e estão cobertas por uma substância úmida e transparente, o inseto desliza direto para dentro dele, escorregando pelas paredes internas até cair num reservatório de água.

3. Ao encontrar o líquido, o bichinho bóia e tenta sobreviver, mas acaba afundando e morrendo afogado na base do jarro. Esse líquido nada mais é do que água de chuva turbinada por substâncias liberadas pela planta. Entre essas substâncias estão as enzimas proteolíticas, que iniciarão a digestão do inseto quebrando suas proteínas.

4. Para continuar a digerir o inseto, a planta libera outras proteínas, como a lipase e protease. O processo leva de dois a cinco dias e, no final, a mosquinha é reduzida a uma massa disforme no fundo do jarro, composta pelos restos da carapaça de quitina.