A
depressão foi considerada pela Organização Mundial da Saúde como o "mal do
século XXI". Doença silenciosa, ela ainda é incompreendida inclusive por
quem sofre do problema. Já se fala sobre uma epidemia de depressão pois ela
atinge 10% da população mundial e esse índice aumenta a cada ano.
Depressão
é uma doença?
A
resposta para essa questão é sim, a depressão é uma doença!
Existem
diversas evidências que demonstram alterações químicas no cérebro da pessoa que
está deprimida, especialmente em relação aos neurotransmissores tais como
serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina.
Tais
neurotransmissores são substâncias responsáveis por transmitirem impulsos
nervosos entre as células. Além disso, ocorrem outros processos dentro das
células nervosas, e, diferente do que as pessoas pensam normalmente, os
fatores psicológicos e sociais muitas vezes são uma consequência da
depressão, e não a causa da doença.
É
importante destacar também que o estresse pode acabar causando a depressão em
pessoas que já possuem uma predisposição para a doença, predisposição essa que
provavelmente é genética. O número de casos de depressão é de cerca de
19%, isso quer dizer que aproximadamente uma a cada cinco pessoas em todo o
mundo apresentam o problema em algum momento da vida.
A depressão
tem cura, assim como muitos transtornos emocionais, desde que seja encarada
como uma doença, tal que ela é, sendo realizados acompanhamentos específicos
para a doença, com o suporte de um Psiquiatra, um Psicólogo, ou uma equipe
multidisciplinar com vários profissionais da saúde, que possam acompanhar o
caso de perto, e favorecer o andamento desta jornada em busca da cura, ou da
manutenção de uma vida com mais qualidade.
Existe
também produtos naturais que podem auxiliar no tratamento desta doença um deles
é a Hypericum perforatum L. uma planta medicinal conhecida popularmente
como Hipérico.
Uma lagartixa do deserto
da Namíbia tem marcas que brilham no escuro em verde neon com a luz da Lua. O
mecanismo que produz seu brilho nunca foi visto antes em animais terrestres com
espinha dorsal.
As
lagartixas-aranha (Pachydactylus rangei) têm pele translúcida com
grandes manchas amareladas: listras nas laterais e anéis ao redor dos olhos.
Mas essas marcações brilham fortemente quando absorvem a luz azul da Lua.
Fluorescência
A fluorescência – quando a
luz é absorvida e então emitida em um comprimento de onda maior – foi
encontrada em outros répteis e anfíbios, produzida por seus ossos ou por
secreções químicas em sua pele. No entanto, as lagartixas-aranha geram sua luz
usando células de pigmento da pele repletas de cristais de guanina.
Essas células,
chamadas iridóforos, já foram associadas à exibição de cores em lagartixas e
lagartos, mas esta é a primeira evidência de que também permitem que as
lagartixas brilhem no escuro.
Lagartixas-aranha,
que vivem em leitos de rios secos e dunas no deserto da Namíbia, medem cerca de
10 a 15 centímetros de comprimento, de acordo com a Animal Diversity Web (ADW),
um banco de dados de vida selvagem mantido pelo Museu de Zoologia da
Universidade de Michigan (EUA).
As lagartixas
usam seus grandes pés espalmados para cavar na areia fina e são mais ativas à
noite, segundo a ADW.
Em 2018, os
autores do estudo descobriram que os camaleões têm ossos que brilham através
da pele. Essa descoberta levou os cientistas a procurar por brilhos
desconhecidos em outros répteis e anfíbios, disse o coautor do estudo Mark
Scherz, pesquisador de pós-doutorado do Grupo de Genômica Adaptativa da
Universidade de Potsdam, na Alemanha.
David Prötzel,
autor principal deste estudo e candidato a doutorado da Coleção Estadual de
Zoologia da Baviera (ZSM) em Munique, manteve as lagartixas P.
rangei em casa e teve “uma incrível surpresa” quando as
iluminou com uma luz ultravioleta, descobrindo que elas brilhavam em verde
neon, disse Scherz ao Live Science por e-mail.
Os
pesquisadores então testaram 55 espécimes de P. rangei da ZSM sob a
luz ultravioleta, encontrando evidências de fluorescência em adultos de ambos
os sexos e em jovens.
Anfíbios fluorescentes
Em outros anfíbios
fluorescentes, como a rã Boana punctata, o brilho vem
de uma substância química que circula por seu sistema linfático.
E répteis como os
camaleões e sapos do gênero Brachycephalus exibem
ossos fluorescentes nas regiões do corpo onde sua pele é muito fina.
“Na verdade,
algumas outras espécies, incluindo lagartixas, têm pele suficientemente
transparente para que a fluorescência de seus ossos possa ser vista sob uma luz
ultravioleta suficientemente forte”, disse Scherz.
Mas nas
lagartixas-aranha, o brilho verde neon veio dos iridóforos. Embora os
iridóforos não tenham sido associados à fluorescência em lagartixas, eles são
conhecidos por apresentar fluorescência em algumas espécies de peixes de
recifes, de acordo com o estudo.
A
lagartixa-aranha é a primeira lagartixa conhecida a possuir dois tipos de
iridóforos: um que apresenta fluorescência e outro que não.
O brilho que
essas células produzem é mais brilhante do que o brilho que emana dos ossos dos
camaleões e está entre os exemplos mais brilhantes de fluorescência em animais
terrestres, relataram os autores do estudo.
Essas marcas
luminosas ao longo da parte inferior do corpo e ao redor do olho seriam
altamente visíveis para outras lagartixas, “mas seriam ocultadas de predadores
com pontos de observação mais elevados, como corujas ou chacais”, disse Scherz.
Embora os
cientistas não saibam como a maioria dos animais usa sua fluorescência, a
localização e o brilho dessas marcações, bem como sua visibilidade no ambiente
árido do deserto onde vive os animais, onde não há muita vegetação, sugere que
a fluorescência desempenha um papel na interação social das lagartixas, de
acordo com o estudo.
“Observamos em
cativeiro que, embora esses animais sejam em grande parte solitários, eles
correm um para o outro para se cumprimentar após um curto período de
separação”, disse Scherz. “Eles também lambem a condensação dos corpos uns dos
outros. Portanto, há muitos motivos pelos quais poder se ver a longas
distâncias seria útil para essas lagartixas”, disse ele.
O tubarão tinha
características que não se assemelhavam a nada que eles tivessem visto antes:
uma cabeça redonda e uma longa fileira de 300 dentes afiados e finos, típicos
de um perigoso predador.
Eles
logo perceberam que estavam de frente a um Chlamydoselachus anguineus ou,
como vulgarmente o denominam, um tubarão-enguia, uma espécie pré-histórica
pouco conhecida. O animal foi capturado em agosto
passado nas águas próximas ao Algarve, a área mais ao sul de Portugal.
Tubarão-enguia
Embora seja considerado um ‘fóssil vivo’,o tubarão-enguia é uma
espécie geograficamente distribuída: de Angola ao Chile, da Guiana à Nova
Zelândia, da Espanha ao Japão. No entanto, pouco se sabe sobre seus hábitos de
vida, bem como o tamanho de sua população. Isso é em parte devido ao fato de ele
geralmente viver a grandes profundidades, o que torna difícil de vê-lo e
segui-lo. No caso do tubarão capturado em Portugal, ele foi apanhado em uma rede
lançada a 700 metros de profundidade. Mas o que o torna tão especial?
Família extinta
“Esse tubarão pertence a única espécie sobrevivente de uma família de
tubarões em que todas as outras se extinguiram”, explicou a Margarida Castro,
professora e pesquisadora do Centro de Ciências Marinhas da Universidade de
Algarve.
“Alguns estimam que essa espécie remonta ao período jurássico tardio.
Pode ser um pouco mais recente, mas, em qualquer caso, estamos falando de
dezenas de milhões de anos. Por isso, é bastante antigo em termos
evolutivos. Certamente está na terra bem antes do homem”, acrescenta a
especialista.
Castro faz parte do projeto MINOUW, uma iniciativa para reduzir o número
de capturas indesejadas por parte dos navios de pesca europeus. Daí, então,
havia a presença de pesquisadores em um navio de pesca comercial.
Um grande predador
Embora a maioria dos tubarões tenha uma cabeça plana e o tubarão-enguia
tenha uma cabeça redonda, suas barbatanas e toda a parte inferior do seu corpo
não deixam dúvidas aos especialistas de que é um tubarão e não uma espécie de
enguia. No entanto, de acordo com Castro, o que é realmente único sobre esse
animal é os dentes.
“Ele tem uma grande fileira de dentes perpendiculares ao maxilar, são
muitos afiados, finos e apontam para dentro, o que lhes permite capturar
grandes presas e mantê-las na boca, porque qualquer resistência por parte das
presas só fará com que elas avancem para dentro da boca do animal, pois os
dentes os impedem de sair”, diz Castro. “Dessa forma, eles são capazes de pegar
algo e não deixar escapar. Claramente é um predador muito agressivo”,
acrescentou. No caso do espécime capturado em Portugal, era um macho adulto de
1,5 metros de comprimento e quando foi tirado do mar já estava morto.
“A partir dessa profundidade, a maioria dos peixes chega morto, a rede
sobe muito rápido e eles não podem sobreviver à súbita mudança de pressão”,
explica Castro. A pouca informação que temos sobre essa espécie dificulta saber
se ela corre risco de extinção.
A União Internacional para a Conversação da Natureza (IUCN, por suas
siglas em inglês) coloca o tubarão-enguia como uma espécie “quase ameaçada”,
porque a expansão da pesca em águas profundas pode conduzir a um
aumento em sua captura acidental.
Virus
são criaturas interessantes, não são consideradas seres vivos, pois não possuem
organelas existentes em células vegetais e e animais que o definiriam com tal e
estão no planeta provavelmente a milhões de anos. Há algum tempo atrás um vírus
que estava adormecido por 30 mil anos teria ''ganhado vida'' novamente, segundo
cientistas da Universidade de Aix-Marseille, na França. Ele foi encontrado na
Sibéria, em uma camada profunda de permafrost, o solo encontrado na região do
Ártico formado por terra, gelo e rochas permanentemente congelados. Após ter
sido descongelado, o vírus voltou a se tornar contagioso.Os
cientistas afirmam que não há risco de o contágio representar algum perigo para
humanos ou animais, mas alertaram para o possível risco para humanos de outros
vírus infecciosos que podem ser liberados com o eventual descongelamento do
permafrost. O estudo foi divulgado na publicação especializada Proceedings
of the National Academy of Sciences (PNAS).
O
antigo vírus foi descoberto enterrado a trinta metros do solo congelado.
Chamado Pithovirus sibericum, ele pertence a uma categoria de vírus
descoberta há dez anos. Eles são tão grandes que, diferentemente de outros
vírus, podem ser vistos ao microscópio. E este, que mede 1,5 micrômetros de
comprimento, é o maior já encontrado.
A
última vez que ele infectou um organismo foi há mais de 30 mil anos, mas no
laboratório ele foi "reativado". Os testes mostraram que o vírus
ataca amebas, que são organismos monocelulares, mas não infecta humanos ou
animais. ''Ele entra na célula, se multiplica e, por fim, mata a célula. Ele é
capaz de matar a ameba, mas não infecta uma célula humana'', afirmou Chantal
Abergel, co-autora do estudo e também integrante do CNRS. Mas os pesquisadores
acreditam que outros agentes patogênicos mortais possam ter ficado presos no
permafrost da Sibéria.''Estamos estudando isso por meio de sequenciamento do
DNA que está presente nessas camadas. Essa é a melhor maneira de descobrir o
que existe de perigoso nessas camadas'', afirmou Abergel.
Os pesquisadores dizem que essa região está ameaçada. Desde a década de 70, o
permafrost vem perdendo sua espessura e projeções de mudanças climáticas
sugerem que ele irá recuar ainda mais.Como ele vem se tornando mais acessível,
o permafrost já está sendo, inclusive, visado como fonte de recursos, devido
aos ricos recursos naturais que possui. Mas o professor Claverie adverte que
expor camadas profundads poderá criar novas ameaças de vírus. ''É uma receita
para o desastre'', afirmou. Segundo ele, a mineração e a perfuração farão com
que as antigas camadas sejam penetradas ''e é daí que vem o perigo''. ''Se
for verdade que esses vírus sobrevivem da mesma maneira que vírus da ameba
sobrevivem, então a varíola pode não ter sido erradicada do planeta, apenas de
sua superfície'', afirmou Claverie. Mas ainda não está claro se todos os vírus
podem se tornar ativos novamente, após terem permanecido congelados por
milhares ou mesmo milhões de anos.