sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Descoberto duas novas espécies de animais marinhos em forma de cogumelo


Cientistas descobriram duas novas espécies de organismos marinhos em forma de cogumelo, para as quais criaram uma nova família, a Dendrogrammatidae. Jean Just, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e seus colegas são os responsáveis pela descoberta.No geral, cientistas rotulam os organismos com base em características que eles compartilham com outros usando uma classificação taxonômica que inclui reino, filo e espécies. Em 1986, os pesquisadores dinamarqueses coletaram diversos organismos a 400 e 1.000 metros de profundidade no Mar da Tasmânia, entre a Austrália e Nova Zelândia. Apenas recentemente, isolaram dois tipos em forma de cogumelo que não conseguiram classificar em nenhum filo existente. Os novos organismos são multicelulares e em sua maioria não simétricos, com uma camada densa de material gelatinoso entre as células da “pele” exteriores e as camadas de células interiores do estômago.O s organismos foram classificados como duas novas espécies de um gênero novo, Dendrogramma enigmatica e Dendrogramma discoides, da família Dendrogrammatidae.

Os cientistas descobriram semelhanças entre os organismos e membros dos filos Ctenophora e Cnidaria, o que sugere que eles podem ser relacionados. Também encontraram semelhanças entre as novas espécies e formas de vida extintas há 600 milhões de anos, do período Pré-Cambriano .“Os novos organismos não puderam ser colocados em qualquer grupo reconhecido de animais. Evidências atuais sugerem que representam um ramo inicial da árvore da vida, com semelhanças com a espécie extinta há 600 milhões de anos Ediacara fauna”, explica Jørgen Olesen, um dos pesquisadores do estudo. Os animais recém-descobertos podem ser “fósseis vivos” desse período, porém mais estudos são necessários para confirmar isso. Os cientistas originalmente preservaram as amostras em formol e as armazenaram em 80% de etanol, o que as torna inadequadas para análise molecular – tal análise poderia dizer se as espécies são descendentes da vida pré-cambriana com mais segurança, por exemplo. No entanto, eles pretendem assegurar novas amostras para um estudo mais aprofundado, que pode fornecer uma visão mais detalhada da sua relação com outros organismos.

Fonte:http://www.sciencedaily.com/ 

domingo, 10 de agosto de 2014

Será que existem mais cães ou gatos no planeta?

Cachorro ou gato? Essa é uma das perguntas que gera muitas controvérsias. Mas, afinal, quando se trata do mundo inteiro, qual é o bichinho de estimação preferido? No geral, a maioria dos estados dos EUA tem uma relação de equilíbrio entre cachorro ou gato. Mas a história não segue esse padrão quando olhamos para o resto do mundo, onde a lealdade de alguns países favorece claramente um tipo de companheiro peludo sobre o outro. 
Quanto mais verde, mais gatos existem em um país. 
Quanto mais roxo, mais cães são preferidos. Cinza representa os países nos quais não há dados para a população de cães e gatos de estimação

Para esclarecer essa preferência de uma vez por todas, a empresa de marketing Euromonitor forneceu estimativas para o jornal estadunidense Washington Post, que leva em consideração a populações de cachorros e gatos de estimação em 54 países. O resultado, é que alguns países tem uma forte preferência por um ou outro. Na Índia, por exemplo, os cachorros de estimação superam os gatos em uma proporção de 10 para 1. Cães também desfrutam de uma boa vantagem de 2,5 para 1 na China. Por outro lado, os gatos são mais numerosos que os cachorros em uma proporção de 3 para 1 na Suíça, na Áustria e na Turquia.De uma maneira geral, os gatos são o animal de estimação preferido na maior parte da Europa Ocidental, com exceção da Espanha, de Portugal e da Irlanda. Na América do Sul, os cachorros ganham de lavada na maioria dos países, assim como em grande parte da Ásia. “Algumas regiões, como o Oriente Médio e parte da África, tem um apreço especial de longa data por gatos”, disse Jared Koerten, analista da indústria animal de estimação na empresa Euromonitor, a responsável pelo levantamento e criação desse mapa. “Na América Latina, é o completamente o oposto. Cachorros são parte da vida familiar lá”. Você concorda? As populações de animais ao redor do mundo também parecem seguir algumas tendências interessantes e igualmente inexplicáveis. Por um lado, os países altamente desenvolvidos, por razões ainda pouco claras, tendem a ter populações de cachorros e gatos mais equilibradas, de forma que, segundo Koerten, parece haver uma correlação entre as economias desenvolvidas e um equilíbrio entre a preferência por cachorro ou gato.No Brasil, segundo ele, há uma estranha afinidade por cachorros pequenos – de forma que há mais cachorros pequenos per capita do que em qualquer outro país.
E você, o que prefere: cachorro ou gato?

Fonte: http://io9.com

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Planeta em alerta, as abelha estão em perigo

Um parasita de pouco mais de 1 milímetro de comprimento é o responsável pela pior devastação já ocorrida nas criações de abelhas na Europa, alcançando também o norte da África e o continente americano. Trata-se da Varroa jacobsoni – a desinência, em homenagem ao entomologista holandês que a identificou na Ásia no início do século. A varroa se desenvolve junto com as larvas de abelhas, proliferando rapidamente. Calcula-se que cada abelha pode alojar até quatro parasitas, capazes de sugá-la até a morte. Embora a varroa tenha se originado nas abelhas asiáticas (Apis cerana), estas aprenderam a eliminá-la. 
O principal problema ocorre com as abelhas européias (Apis mellifera), justamente as maiores produtoras de mel. Estima-se que a varroa já atingiu 90 por cento dos enxames em algumas regiões da Europa Ocidental. Como os enxames também são usados para a polinização das plantações, o problema está afetando indiretamente a produção européia de frutas. Os criadores de abelhas no Brasil têm mais sorte. Segundo Constantino Zara Filho, presidente da Apacame, entidade representativa dos apicultores paulistas, “a varroa prolifera mais rapidamente em países de clima frio. No Brasil, consideramos que ela é responsável por apenas 1 por cento dos prejuízos à produção anual de mel”.
A abelha, inseto milenar, está presente em toda a história da humanidade, desde o início dos tempos. Desde as mais remotas civilizações até as mais recentes descobertas, a abelha sempre esteve e está intimamente associada ao ser humano e sua evolução. As abelhas podem ser indicadores biológicos do equilíbrio ambiental, muito útil no esforço da conservação, da biodiversidade e na exploração sustentável do meio ambiente.É urgente que se reconheça as abelhas e outros animais polinizadores como essenciais para a sustentabilidade da produção mundial de alimentos. Segundo pesquisadores, a produção de 2/3 da alimentação humana depende, direta ou indiretamente da polinização por insetos e, de acordo com estimativas feitas em 1998, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), há no mundo uma perda de U$54 bilhões devido a deficiência na polinização das plantas cultivadas.  

Fonte: http://qz.com

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Você sabe o que aconteceria se todos os gatos do mundo desaparecessem?

Talvez você seja uma das pessoas que amam gatos, ou uma das que odeiam ou têm alergia. De qualquer modo, quando você passa por um gato tirando uma soneca na poltrona, ou dando uma típica arranhada na parede, a última coisa que você pensa é que eles são indispensáveis, trabalhadores pesados da casa ou do mundo. Mas, na verdade, os especialistas afirmam que se todos os gatos do mundo subitamente morressem, as coisas ficariam rapidamente “pretas” para nós. Os gatos, tanto de estimação quanto selvagens, podem nos enganar para que pensemos que eles dependem da nossa comida ou lixo para sobreviver, mas, de acordo com Alan Beck, professor de medicina veterinária da Universidade Purdue, eles são predadores com habilidades de caça adaptáveis. “Eles são grandes predadores de pequenos animais, e podem sobreviver solitários quando há escassez de comida, ou viver prosperamente quando há comida abundante”, afirma. 
E é por isso que sentiríamos falta deles. Gatos são vitais para controlar a população de ratos e outros roedores. Beck comenta que na Índia os gatos têm um papel significante na quantidade de grãos perdidos por conta de consumo ou contaminação por ratos. Em outras palavras, pode até ser verdade que os humanos alimentem os gatos, mas sem eles, nós teríamos menos alimento. Mas quão dramaticamente a população de ratazanas iria aumentar se os gatos subitamente desaparecessem? Vários estudos já foram feitos para tentar descobrir esse dado. Um deles, de 1997, descobriu que o gato comum doméstico mata mais de 11 animais (incluindo ratos, pássaros, sapos e outros) no período de seis meses. Isso significa que os nove milhões de gatos do Reino Unido (onde o estudo foi realizado) matavam coletivamente algo próximo dos 200 milhões de espécimes por ano – sem incluir os animais mortos que não eram levados para casa.
Outro estudo, da Nova Zelândia, em 1979, descobriu que, quando os gatos de uma pequena ilha foram quase dizimados, a população de ratos rapidamente quadruplicou. E se a população de roedores se multiplicasse, causaria uma cascata de outros efeitos no ecossistema. Na mesma ilha da Nova Zelândia, por exemplo, os ecologistas observaram que, conforme os ratos aumentaram no lugar dos gatos, o número de ovos de alguns pássaros, que os ratos comiam, diminuiu. Se os 220 milhões, aproximadamente, de gatos domésticos do mundo morressem, a população de alguns pássaros cairia muito, enquanto os predadores de ratos, fora os gatos, iriam aumentar. “Todas as espécies têm um impacto”, afirma Beck. 

Fonte: http://www.livescience.com