domingo, 3 de junho de 2012

Você sabe quando o sexo foi ‘inventado’?

Segundo novas pesquisas, o sexo faz parte da vida terrestre há 380 milhões de anos. A fertilização interna teve início com peixes que viviam em áreas tropicais, no período Devoniano.A descoberta esclarece muito da história reprodutiva dos vertebrados, inclusive dos humanos.“Isso muda nosso modo de pensar na ‘evolução’ do sexo. E influi também em estudos com humanos. Somos vertebrados, então é nossa história” declara Zerina Johanson, paleontóloga do Museu de História Natural de Londres.Johanson e alguns colegas australianos (os fósseis dos peixes foram descobertos na Austrália), que realizaram os estudos, deduziram que a copulação era comum entre peixes “placodermos”, que eram muito similares ao tubarão, depois de encontrarem embriões dentro de fósseis desses animais.
Encontrar evidências de reprodução em fósseis é raro e os paleontólogos, inicialmente, não perceberam o que tinham diante de si. Pensaram que o pequeno embrião encontrado dentro de uma fêmea fosse, na verdade, uma última refeição.Achava-se que a reprodução desses peixes era feita da mesma forma que alguns peixes atuais – os ovos e o esperma se encontrando externamente, na água, onde é feita a fecundação.Depois da descoberta do embrião, percebeu que uma nadadeira inferior pélviva do peixe macho possuía uma modificação, feita para que ele se prendesse à fêmea na cópula, como acontece com os tubarões.Os placodermos, os mais antigos vertebrados que possuíam mandíbula, eram predadores temíveis. Eles possuíam uma “amadura” que cobria sua cabeça e uma grande mandíbula. O maior fóssil já encontrado era equivalente à um tubarão branco avantajado. 


Fonte: http://www.reuters.com

sábado, 2 de junho de 2012

Será que os cães são mais inteligentes do que os gatos?

Um estudo feito na Universidade Christ Church, de Canterbury, Inglaterra, sugere que sim. Um experimento mostrou que gatos têm maior dificuldade em compreender eventos de causa e consequência, ao contrário de seus colegas caninos.Em um teste feito com 15 gatos, cientistas colocaram um pedaço de peixe no fim de uma linha. Os gatos puxavam a linha e pegavam a recompensa com facilidade. Entretanto, quando os cientistas colocaram duas linhas paralelas – uma com comida e outra sem – na frente dos gatos, eles ficaram confusos. Ao contrário dos gatos, cachorros conseguiram resolver o problema. 
Britta Osthaus, psicóloga da Universidade de Canterbury, afirma que a descoberta é surpreendente, pois gatos têm costume de usar as patas e garras para pegar objetos durante brincadeiras e a caça, e são considerados mais inteligentes que os cachorros. “Gatos não entendem a relação de causa e consequência entre os objetos”, afirma o estudo. Segundo Osthaus, os gatos se saíram muito pior no teste do que os cães, que ao menos, resolveram o problema com as linhas paralelas.Outro teste utilizava duas linhas cruzadas, uma com comida e outra sem. Deste modo, um gato sempre fez a escolha errada, e os outros tiveram sucesso em algumas tentativas. “Não estou afirmando que gatos são burros, mas eles são diferentes”, afirma Osthaus. 



 Fonte: http://www.telegraph.co.uk

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Você sabia que pessoas felizes vivem menos?Será?

Pesquisadores dos EUA analisaram os perfis de crianças lá dos anos 20 até a velhice. E descobriram que, em geral, as que eram descritas como “muito alegres” na escola morreram mais jovens do que os colegas mais reservados. Triste, né? Mas as hipóteses que tentam explicar o fenômeno divertem. Segundo os especialistas, as pessoas mais cheias de alegria de viver tendem a ser mais “soltinhas” e despreocupadas, e por isso fazem escolhas mais aventureiras e perigosas. Outro perigo de ser alegre demais – “especialmente em momentos inapropriados”, destaca o estudo – é acabar irritando os rabugentos ao redor, o que pode fazê-los se rebelarem contra você e, bem, quem sabe, até te matar. É sério. 



Fonte:Superinteressante

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Como seria o mundo se não precisássemos dormir?

Hoje uma noite em claro é suficiente para causar um estrago no corpo. Dependemos do sono para guardar energia, curar o cansaço, manter a capacidade de atenção e compreensão. Mas não é assim com todas as espécies. Embora não se conheça uma que fique 100% acordada o tempo todo, algumas nunca apagam completamente. Lagartos não têm sono profundo, só dão uma relaxada. Golfinhos mantêm um hemisfério do cérebro ligado para perceber a presença de predadores e subir à superfície para respirar. Outros mamíferos de grande porte dormem sempre com um olho aberto. Se tivéssemos evoluído para não depender do sono, não gastaríamos um terço da vida reabastecendo o corpo. Isso significa aproximadamente 214 mil horas a mais para gastar por aí, considerando a expectativa de vida do brasileiro. Só que o mundo sofreria alguns ajustes. 
Precisaríamos de mais luz para aproveitar as noites. No Brasil, o aumento do consumo de energia nas casas poderia chegar a 22% - ou 75 mil megawatts -, se considerarmos que as madrugadas seriam como nossas noites de domingo. Precisaríamos de mais quase 7 usinas de Itaipu pra dar conta do recado. Ah, uma notícia ruim: trabalharíamos mais. Ou você pensou que as noites seriam só de curtição? Mas não faltariam compensações: poderíamos comer mais sem culpa e viajar por aí com menos dinheiro e burocracia. Metade do tempo em que estamos acordados é dedicada à labuta, e isso também aconteceria se não dormíssemos. Você trabalharia 50% mais. Já tivemos jornadas de 12 horas no passado, como durante a Revolução Industrial. Naquela época, o trabalho longo aumentou a produtividade e acelerou o desenvolvimento. Seria o mesmo se não dormíssemos. 
Ninguém mais teria quarto para dormir, muito menos cama. Isso não significa apenas que as casas seriam menores. O conceito de privacidade como conhecemos hoje acabaria. Sem a alcova, nudez e sexo não seriam tabu, o que já acontece entre índios e esquimós. Nosso modo de vida seria mais aberto e amigável.O acidente da usina nuclear de Chernobyl e o vazamento de óleo da Exxon Valdez poderiam nunca ter ocorrido: ambos aconteceram no turno da noite, e alguns estudos ligam as catástrofes ao cansaço de funcionários. E o número de mortos nas estradas cairia. No Brasil há 3 mil acidentes por ano por causa de motoristas que dormem ao volante. Ninguém precisaria espantar o sono no expediente ou numa madrugada de trabalho.
O consumo de café cairia pelo menos 10% (equivalente ao número de pessoas que hoje bebem café pra ficar acordadas, segundo pesquisa feita nos EUA). O chá seria popular, para ajudar a relaxar. Enquanto dormimos, o corpo funciona em um "modo econômico": exige 50% menos calorias. Sem o sono, gastaríamos mais energia - e precisaríamos de mais comida para repor o estoque. Seriam cerca de 530 calorias a mais por dia (um pouco mais do que um Big Mac) para um adulto de 70 quilos. 

 Fonte: http://super.abril.com.br/