sexta-feira, 5 de junho de 2009

Poluição já é causa de risco cardíaco


Estudos recentes do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) comprovaram que também no Brasil a poluição atmosférica se tornou fator de risco para o coração. Os brasileiros expostos ao material particulado fino expelido pelos motores a combustão, principalmente nos congestionamentos, passam a ter 2,3 vezes mais risco de problemas cardíacos que a população de cidades de ar limpo.Essa constatação precisa ser divulgada hoje, data em que é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente porque, ao contrário do que muita gente pensa, preservar o meio ambiente não é apenas combater a derrubada da floresta amazônica que, por sinal, não se consegue impedir quando o Congresso Nacional torna mais permissíveis as derrubadas.
Para os cardiologistas, a proteção do meio ambiente começa não na floresta, mas nas grandes cidades, onde vive a imensa maioria da população brasileira. A população das grandes metrópoles precisa de ar limpo para que possa viver mais, com boa qualidade de vida e para isso é vital que o combustível fornecido aos veículos tenha menor porcentagem de enxofre, como ocorre há anos nos países desenvolvidos. Proteger o meio ambiente pressupõe uma ação muito mais incisiva das autoridades de trânsito, para que não haja motores a diesel com injetores desregulados, soltando nuvens de fumaça. Pressupõe soluções mais rápidas para a eliminação dos congestionamentos, para a substituição do veículo poluente por linhas de Metrô e trens mais rápidos e confiáveis.
A pergunta que me tem sido feita é por que a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) passou a se preocupar com o meio ambiente e por que ainda agora, nesta data mundial, promove campanhas para medir a poluição do ar em cidades como São Paulo. A resposta é que no mundo globalizado em que vivemos não há mais disciplina hermética, não existe mais fator isolado. Atualmente, quando um médico ouve no rádio que haverá inversão térmica, sabe de antemão que será um dia pesado nos Prontos-Socorros, que terá a missão de tentar salvar enfartados que não teriam sofrido o ataque cardíaco se vivessem numa cidade de ar mais limpo.
Não há engano possível. No nosso mundo interdependente, a saúde do ar repercute diretamente na saúde do ser humano. E a saúde do ser humano é aquela que nós, médicos, juramos defender quando recebemos nosso diploma. É por isso que os 12 mil cardiologistas brasileiros estão diretamente envolvidos na defesa do meio ambiente, da saúde e da vida.


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Investimentos em energia limpa superam combustíveis fósseis

Pela primeira vez na história, os investimentos em energias limpas superaram os feitos em fontes de combustíveis fósseis e chegaram a US$ 155 bilhões, revelou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).O valor de 2008 representa quatro vezes os investimentos feitos em energias limpas em 2004, apesar da extrema dificuldade pelas quais os mercados financeiros passaram no ano passado pela crise econômica global, segundo o relatório Tendências Globais de Investimentos em Energia Sustentável.Achim Steiner, vice-secretário-geral da ONU e diretor-executivo do Pnuma, reconheceu que "a crise econômica afetou os investimentos em energia limpa quando se vê em comparação com o crescimento recorde dos últimos anos".
A crise econômica fez com que o investimento nos Estados Unidos caísse 2%, enquanto na Europa o crescimento foi muito mais moderado, informou em comunicado.O titular do Pnuma disse que países como Brasil, Chile, Peru e Filipinas estão trabalhando para desenvolver políticas e leis para fomentar a energia limpa.Steiner disse que o Brasil acumulou quase todos os investimentos em energias renováveis da América Latina, enquanto na China houve um aumento de 18%, até US$ 15,6 bilhões, e na Índia os investimentos subiram 12%, para US$ 4,1 bilhões.O relatório do Pnuma revela que a energia eólica atraiu a maior quantidade de novos investimentos, US$ 51,8 bilhões, o que significa um crescimento de 1% em relação a 2007.No entanto, a energia solar foi a que experimentou o maior crescimento, de 49%, para acumular US$ 33,5 bilhões, enquanto os biocombustíveis perderam 9%, até US$ 16,9 bilhões.Por regiões, a Europa investiu US$ 49,7 bilhões em 2008, um aumento de 2%, enquanto na América do Norte o valor chegou a US$ 30,1 bilhões, o que representou uma queda de 8%.


Fonte: Estadão Online

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Árvores podem contribuir para o resfriamento global


Paradoxalmente, no sudeste americano, árvores estão contribuindo para poluir o ar e diminuir as temperaturas enquanto o resto do globo se aquece.Em dias de muito calor, árvores e outras plantas emitem compostos orgânicos voláteis, como o isopreno. Esses compostos se combinam com a fuligem (produzida por humanos) e outros aerossóis resultando em uma névoa fresca, observa o cientista ambiental Allen Goldstein, da University of California, em Berkeley.Goldstein e seus colegas utilizaram dados de satélites e de sensores no solo para medir a poluição do ar. Segundo descobertas publicadas no Proceedings of the National Academy of Sciences, com o passar do tempo e o aumento do nível de monóxido de carbono presente na atmosfera, o resfriamento induzido pela névoa superou o calor. “Ninguém até agora havia percebido que a formação de uma quantidade suficiente desses aerossóis poderia contribuir para o resfriamento de toda a região”, avalia Goldstein.
É claro que, para simular o efeito em outros ambientes (ou em escala global), seria necessário haver uma emissão constante de aerossóis em quantidades que mudariam a cor do céu de azul para cinza e seriam prejudiciais à respiração. É pouco provável, portanto, que a névoa produzida por plantas se torne uma solução de geoengenharia no futuro próximo.No entanto, os resultados encontrados até agora são suficientes para explicar por que as temperaturas do sudeste americano estão diminuindo, mesmo com o aumento dos níveis de CO2 no planeta. Isso não quer dizer que o número de árvores tenha aumentado, mas que, agora, os cientistas encontraram formas mais eficientes de medir poluentes e seus efeitos nas temperaturas locais.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Siemens apresenta no Fórum Abineetec 2009 tecnologias que vão mudar a matriz energética nos próximos anos


A inclusão de fontes renováveis, como a energia eólica e a cogeração a partir da biomassa levanta questões relacionadas aos modelos de transmissão e distribuição de energia. Novas tecnologias, como o HVDC e Smart Grids deixam de ser tecnologias para um futuro distante e passam cada vez mais a fazer parte do dia-a-dia. Mas, afinal, como irão impactar a cadeia energética? Esses são alguns dos temas que serão abordados por engenheiros e especialistas da Siemens durante o Fórum de palestras ABINEETEC 2009, cujo tema deste ano é: A Indústria Elétrica e Eletrônica em 2020 - Uma Estratégia de Desenvolvimento. O evento ocorre entre os dias 1 e 4 de junho no auditório do Pavilhão de Exposições do Anhembi.
Da Alemanha, virá Samuel Staehle. Oriundo dos laboratórios de pesquisa da IBM, Staehle é o responsável mundial da Siemens pelo sistema Smart Metering, presente em Smart Grids, e irá falar sobre perspectivas da nova tecnologia. De acordo com ele, “soluções econômicas de Smart Grid para operadores da rede de distribuição somente são possíveis através da integração de smart metering, automação da distribuição de energia e tecnologia da informação em uma infra-estrutura única, centralizada em um centro de controle, dirigida para o cliente final”. A sua apresentação terá dois estudos de casos recentes de implantação da nova tecnologia e será no dia 2 de junho, às 10h40.
A demanda por energia segue aumentando e, ao mesmo tempo, pressões demográficas e o aumento da competitividade pedem quantidade de um recurso que hoje ameaça escassear. A Siemens desenvolve tecnologias que ajudem seus clientes na economia de energia e na maior produção, pelo menor custo, e com reduzido impacto ambiental. Durante o fórum, a Siemens apresentará seis palestras sobre as novas tecnologias de geração, transmissão e distribuição de energia que poderão contribuir para o fortalecimento do setor elétrico brasileiro e para o aumento da eficiência das empresas.
A primeira delas será às 16h do primeiro dia do evento, com o tema Serviços em Turbomáquinas de Aplicação Industrial. A apresentação terá como foco a importância dos serviços para potencializar o rendimento e a eficiência energética das turbomáquinas industriais, por Bruno Cardoso. Às 16h30 do mesmo dia será a vez de Agnaldo Bragança mostrar a solução desenvolvida pela Siemens para um gerenciamento mais fácil, rápido e eficiente para usinas térmicas com a apresentação: Sistemas de Automação e Controle SPPA-T3000 e suas Soluções Derivadas.
A preocupação com o meio-ambiente foi agregada de forma definitiva ao conceito de desenvolvimento econômico. Há uma pressão cada vez maior sobre o modelo energético atual. No dia 2 de junho, Eduardo Ângelo, gerente na divisão de renováveis, vai participar do painel Matriz Energética: Sistema Eletrobrás com o tema: Energia Eólica: A Visão da Indústria, Nacionalização e Transferência Tecnológica. A apresentação será às 8h30 da manhã e fará parte do debate voltado. No fim do mesmo painel, Staehle abordará o ponto de vista da distribuição e medição.
De acordo com Paulo Costa, durante sua apresentação - Turbinas a Vapor: Foco em Rendimento -, no dia 4, às 16h, será detalhado como os aspectos construtivos das turbinas a vapor, bem como sua instalação, podem ampliar as condições de eficiência da planta de geração. Qual será o modelo tecnológico mais adequado para incluir as fontes renováveis nos sistemas de transmissão à longa distância? Às 16h40 será a vez de Mário Lemes abordar os novos avanços em transmissão, com redução da perda de energia entre regiões distantes com a apresentação: Sistemas de Transmissão: HVDC / FACTS