quinta-feira, 10 de novembro de 2022

BUFOTENINA, substância alucinógena presente em plantas e nos sapos BUFUS

 

A bufotenina, um isômero da psilocina, é uma substância alucinógena da Classe I controlada sob as leis estaduais e federais de Nova York. É classificada como substância controlada da Lista I de acordo com os Regulamentos do Código Penal do Governo da Comunidade da Austrália, e no Reino Unido, ela é uma droga de Classe A sob a Lei de Uso Indevido de Drogas de 1971. A agência de saúde pública da Suécia sugeriu classificá-la como substância perigosa, em 15 de maio de 2019.   O nome bufotenina origina-se do gênero de sapos Bufo, que inclui várias espécies de sapos que produzem substâncias psicoativas, principalmente Incilius alvarius , que secretam bufotoxinas de suas glândulas parótidas .

Bufotenina

Estruturalmente, a bufotenina é um alucinógeno indólico capaz de bloquear a ação da serotonina , que é a amina indol transmissora dos impulsos nervosos e pode ser encontrada no tecido cerebral normal (e no veneno de sapo). A bufotenina também funciona como um poderoso constritor dos vasos sanguíneos, causando um aumento da pressão arterial.  A bufotenina é semelhante em estrutura química à psilocina psicodélica (4-HO-DMT) , 5-MeO-DMT e DMT , substâncias químicas que também ocorrem em alguns dos mesmos fungos, plantas e espécies animais que a bufotenina. As fontes naturais de bufotenina são: material vegetal, principalmente sementes do gênero Anadenanthera (anteriormente Piptadenia); órgãos vegetais de outros gêneros; sapos (Bufo marinus, B. vulgaris, B. viridian e B. avarice); e cogumelos (Amanita amp, A. Citrina, A. Porphyria e A. tomentella). O gênero Anadenanthera é nativo da América do Sul e Índias Ocidentais. Historicamente, o material feito de sementes do gênero Anadenanthera era, e em áreas isoladas ainda é usado pelos índios nativos da América do Sul e das Índias Ocidentais. Os nativos fazem rapé com propriedades alucinógenas das suas sementes. Recentemente, a bufotenina foi identificada em amostras arqueológicas de 1.200 anos de um material de Anadenanthera encontrado em uma tumba escavada no norte do Chile. 

Outras espécies onde é encontrado a bufotenina:

REINO

FAMILIA

ESPÉCIES

Fungi

Amanitaceae

Amanita mappa

Plantae

Fabaceae

Codariocalyx motorius

Plantae

Fabaceae

Desmodium caudatum

Plantae

Fabaceae

Lespedeza bicolor 

Plantae

Fabaceae

Mucuna pruriens 

Plantae

Fabaceae

Parapiptadenia excelsa

Plantae

Fabaceae

Piptadenia macrocarpa

Plantae

Fabaceae

Piptadenia moniliformis

Plantae

Fabaceae

Piptadenia peregrina 

Plantae

Fabaceae

Pseudopiptadenia contorta

Plantae

Poaceae

Arundo donax 

Plantae

Rutaceae

Citrus unshiu 

Referências Bibliográficas

 "DEA Drug Scheduling". U.S. Drug Enforcement Administration. Archived from the original on 2008-10-20. Retrieved 2007-08-11.

 Chilton WS, Bigwood J, Jensen RE (1979). "Psilocin, bufotenine and serotonin: historical and biosynthetic observations". J Psychedelic Drugs. 11 (1–2): 61–9. 

Hoshino, Toshio; Shimodaira, Kenya (1935). "Synthese des Bufotenins und über 3-Methyl-3-β-oxyäthyl-indolenin. Synthesen in der Indol-Gruppe. XIV". Justus Liebig's Annalen der Chemie. 520 (1): 19–30. 

Davis W, Weil A (1992). "Identity of a New World Psychoactive Toad". Ancient Mesoamerica. 3: 51–9. 

Kennedy AB (1982). "Ecce Bufo: The Toad in Nature and in Olmec Iconography". Current Anthropology. 23 (3): 273–90. 

Hitt M, Ettinger DD (1986). "Toad toxicity". N Engl J Med. 314 (23): 1517–8. 

Ragonesi DL (1990). "The boy who was all hopped up". Contemporary Pediatrics. 7: 91–4.

Brubacher JR, Ravikumar PR, Bania T, Heller MB, Hoffman RS (1996). "Treatment of toad venom poisoning with digoxin-specific Fab fragments". Chest. 110 (5): 1282–8. 

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domingo, 24 de julho de 2022

Depressão , o fantasma que aflige a humanidade

 

A depressão foi considerada pela Organização Mundial da Saúde como o "mal do século XXI". Doença silenciosa, ela ainda é incompreendida inclusive por quem sofre do problema. Já se fala sobre uma epidemia de depressão pois ela atinge 10% da população mundial e esse índice aumenta a cada ano.

Depressão é uma doença?

A resposta para essa questão é sim, a depressão é uma doença!

Existem diversas evidências que demonstram alterações químicas no cérebro da pessoa que está deprimida, especialmente em relação aos neurotransmissores tais como serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina.

Tais neurotransmissores são substâncias responsáveis por transmitirem impulsos nervosos entre as células. Além disso, ocorrem outros processos dentro das células nervosas, e, diferente do que as pessoas pensam normalmente, os fatores psicológicos e sociais muitas vezes são uma consequência da depressão, e não a causa da doença. 

É importante destacar também que o estresse pode acabar causando a depressão em pessoas que já possuem uma predisposição para a doença, predisposição essa que provavelmente é genética.  O número de casos de depressão é de cerca de 19%, isso quer dizer que aproximadamente uma a cada cinco pessoas em todo o mundo apresentam o problema em algum momento da vida.

A depressão tem cura, assim como muitos transtornos emocionais, desde que seja encarada como uma doença, tal que ela é, sendo realizados acompanhamentos específicos para a doença, com o suporte de um Psiquiatra, um Psicólogo, ou uma equipe multidisciplinar com vários profissionais da saúde, que possam acompanhar o caso de perto, e favorecer o andamento desta jornada em busca da cura, ou da manutenção de uma vida com mais qualidade.

Existe também produtos naturais que podem auxiliar no tratamento desta doença um deles é a Hypericum perforatum  L. uma planta medicinal conhecida popularmente como Hipérico.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Pachydactylus rangei , a lagartixa que brilha no escuro

 

Uma lagartixa do deserto da Namíbia tem marcas que brilham no escuro em verde neon com a luz da Lua. O mecanismo que produz seu brilho nunca foi visto antes em animais terrestres com espinha dorsal.

As lagartixas-aranha (Pachydactylus rangei) têm pele translúcida com grandes manchas amareladas: listras nas laterais e anéis ao redor dos olhos. Mas essas marcações brilham fortemente quando absorvem a luz azul da Lua.

Fluorescência

A fluorescência – quando a luz é absorvida e então emitida em um comprimento de onda maior – foi encontrada em outros répteis e anfíbios, produzida por seus ossos ou por secreções químicas em sua pele. No entanto, as lagartixas-aranha geram sua luz usando células de pigmento da pele repletas de cristais de guanina.

Essas células, chamadas iridóforos, já foram associadas à exibição de cores em lagartixas e lagartos, mas esta é a primeira evidência de que também permitem que as lagartixas brilhem no escuro.

Lagartixas-aranha, que vivem em leitos de rios secos e dunas no deserto da Namíbia, medem cerca de 10 a 15 centímetros de comprimento, de acordo com a Animal Diversity Web (ADW), um banco de dados de vida selvagem mantido pelo Museu de Zoologia da Universidade de Michigan (EUA).

As lagartixas usam seus grandes pés espalmados para cavar na areia fina e são mais ativas à noite, segundo a ADW.

Em 2018, os autores do estudo descobriram que os camaleões têm ossos que brilham através da pele. Essa descoberta levou os cientistas a procurar por brilhos desconhecidos em outros répteis e anfíbios, disse o coautor do estudo Mark Scherz, pesquisador de pós-doutorado do Grupo de Genômica Adaptativa da Universidade de Potsdam, na Alemanha.

David Prötzel, autor principal deste estudo e candidato a doutorado da Coleção Estadual de Zoologia da Baviera (ZSM) em Munique, manteve as lagartixas P. rangei em casa e teve “uma incrível surpresa” quando as iluminou com uma luz ultravioleta, descobrindo que elas brilhavam em verde neon, disse Scherz ao Live Science por e-mail.

Os pesquisadores então testaram 55 espécimes de P. rangei da ZSM sob a luz ultravioleta, encontrando evidências de fluorescência em adultos de ambos os sexos e em jovens.

Anfíbios fluorescentes

Em outros anfíbios fluorescentes, como a rã Boana punctata, o brilho vem de uma substância química que circula por seu sistema linfático.

E répteis como os camaleões e sapos do gênero Brachycephalus exibem ossos fluorescentes nas regiões do corpo onde sua pele é muito fina.

“Na verdade, algumas outras espécies, incluindo lagartixas, têm pele suficientemente transparente para que a fluorescência de seus ossos possa ser vista sob uma luz ultravioleta suficientemente forte”, disse Scherz.

Mas nas lagartixas-aranha, o brilho verde neon veio dos iridóforos. Embora os iridóforos não tenham sido associados à fluorescência em lagartixas, eles são conhecidos por apresentar fluorescência em algumas espécies de peixes de recifes, de acordo com o estudo.

A lagartixa-aranha é a primeira lagartixa conhecida a possuir dois tipos de iridóforos: um que apresenta fluorescência e outro que não.

O brilho que essas células produzem é mais brilhante do que o brilho que emana dos ossos dos camaleões e está entre os exemplos mais brilhantes de fluorescência em animais terrestres, relataram os autores do estudo.

Essas marcas luminosas ao longo da parte inferior do corpo e ao redor do olho seriam altamente visíveis para outras lagartixas, “mas seriam ocultadas de predadores com pontos de observação mais elevados, como corujas ou chacais”, disse Scherz.

Embora os cientistas não saibam como a maioria dos animais usa sua fluorescência, a localização e o brilho dessas marcações, bem como sua visibilidade no ambiente árido do deserto onde vive os animais, onde não há muita vegetação, sugere que a fluorescência desempenha um papel na interação social das lagartixas, de acordo com o estudo.

“Observamos em cativeiro que, embora esses animais sejam em grande parte solitários, eles correm um para o outro para se cumprimentar após um curto período de separação”, disse Scherz. “Eles também lambem a condensação dos corpos uns dos outros. Portanto, há muitos motivos pelos quais poder se ver a longas distâncias seria útil para essas lagartixas”, disse ele.

https://www.livescience.com/

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Capturado por acidente tubarão pré-histórico


Chlamydoselachus anguineus

O tubarão tinha características que não se assemelhavam a nada que eles tivessem visto antes: uma cabeça redonda e uma longa fileira de 300 dentes afiados e finos, típicos de um perigoso predador. 

Eles logo perceberam que estavam de frente a um Chlamydoselachus anguineus ou, como vulgarmente o denominam, um tubarão-enguia, uma espécie pré-histórica pouco conhecida. O animal foi capturado em agosto passado nas águas próximas ao Algarve, a área mais ao sul de Portugal.

Tubarão-enguia

Embora seja considerado um ‘fóssil vivo’, o tubarão-enguia é uma espécie geograficamente distribuída: de Angola ao Chile, da Guiana à Nova Zelândia, da Espanha ao Japão. No entanto, pouco se sabe sobre seus hábitos de vida, bem como o tamanho de sua população. Isso é em parte devido ao fato de ele geralmente viver a grandes profundidades, o que torna difícil de vê-lo e segui-lo. No caso do tubarão capturado em Portugal, ele foi apanhado em uma rede lançada a 700 metros de profundidade. Mas o que o torna tão especial?

Família extinta

“Esse tubarão pertence a única espécie sobrevivente de uma família de tubarões em que todas as outras se extinguiram”, explicou a Margarida Castro, professora e pesquisadora do Centro de Ciências Marinhas da Universidade de Algarve.

“Alguns estimam que essa espécie remonta ao período jurássico tardio. Pode ser um pouco mais recente, mas, em qualquer caso, estamos falando de dezenas de milhões de anos. Por isso, é bastante antigo em termos evolutivos. Certamente está na terra bem antes do homem”, acrescenta a especialista.

Castro faz parte do projeto MINOUW, uma iniciativa para reduzir o número de capturas indesejadas por parte dos navios de pesca europeus. Daí, então, havia a presença de pesquisadores em um navio de pesca comercial.

Um grande predador

Embora a maioria dos tubarões tenha uma cabeça plana e o tubarão-enguia tenha uma cabeça redonda, suas barbatanas e toda a parte inferior do seu corpo não deixam dúvidas aos especialistas de que é um tubarão e não uma espécie de enguia. No entanto, de acordo com Castro, o que é realmente único sobre esse animal é os dentes.

Ele tem uma grande fileira de dentes perpendiculares ao maxilar, são muitos afiados, finos e apontam para dentro, o que lhes permite capturar grandes presas e mantê-las na boca, porque qualquer resistência por parte das presas só fará com que elas avancem para dentro da boca do animal, pois os dentes os impedem de sair”, diz Castro. “Dessa forma, eles são capazes de pegar algo e não deixar escapar. Claramente é um predador muito agressivo”, acrescentou. No caso do espécime capturado em Portugal, era um macho adulto de 1,5 metros de comprimento e quando foi tirado do mar já estava morto.

“A partir dessa profundidade, a maioria dos peixes chega morto, a rede sobe muito rápido e eles não podem sobreviver à súbita mudança de pressão”, explica Castro. A pouca informação que temos sobre essa espécie dificulta saber se ela corre risco de extinção.

A União Internacional para a Conversação da Natureza (IUCN, por suas siglas em inglês) coloca o tubarão-enguia como uma espécie “quase ameaçada”, porque a expansão da pesca em águas profundas pode conduzir a um aumento em sua captura acidental.

Fonte: https://universoracionalista.org/