quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Cinco espécies de animais mais antigas da Terra

1- Náutilo
Existe há 550 milhões de anos
Onde vive Oceanos Índico e Pacífico
Você pode nunca ter ouvido falar sobre essa criatura de 27 cm, mas certamente conhece o casulo onde ela mora. Trata-se das madrepérolas. Lá dentro, os náutilos vivem por até 20 anos. A idade é medida pela quantidade de listras formadas pelos diferentes compartimentos internos de sua concha. À medida que vão crescendo, eles se mudam para um compartimento maior e fecham o antigo usando dois dos seus cerca de 90 tentáculos! Há quem diga que o bicho de meio bilhão de anos esteja, agora, correndo sérios riscos de extinção. O motivo? As crescentes vendas de joias e ornamentos derivados de sua lustrosa concha
2- Límulo ou caranguejo-ferradura
Existe há Cerca de 445 milhões de anos
Onde vive Toda a costa norte-americana
Ainda que seja chamado de caranguejo, seus parentes mais próximos são, na verdade, os aracnídeos, como aranhas e escorpiões. Do sangue azul desses bichos é possível extrair uma substância que detecta bactérias gram-negativas, que atacam quando estamos com o sistema imunológico frágil. Os laboratórios usam esse material para ajudar no tratamento de doentes
3-Celacanto
Existe há Cerca de 400 milhões de anos
Onde vive África e Indonésia
São considerados o “elo perdido” entre os peixes e os tetrápodes, por serem os parentes vivos mais próximos da primeira criatura a andar sobre a terra. Os celacantos possuem quatro barbatanas com articulações que se movem como os membros dos vertebrados terrestres.Estimava-se que estavam extintos há 65 milhões de anos, até que, em 1938 e 1997, foram redescobertos
4- Lampreia
Existe há Cerca de 360 milhões de anos
Onde vive Oceano Atlântico e Mar Mediterrâneo
 
Também chamada de peixe-vampiro, a lampreia “gruda” a boca em outros peixes e alimenta-se de sangue e fluidos, até matá-los. Elas nascem em rios, mas vão para mares ou lagos na fase adulta. Quando atingem a maturidade reprodutiva, o sistema digestivo se desintegra completamente. Então, rapidamente voltam aos rios, se reproduzem e morrem. O ciclo de vida dura 13 anos
5-Triops
Existe há Cerca de 300 milhões de anos
Onde vive Europa, Oriente Médio e Japão
 
Esse pequeno crustáceo de 11 cm é hermafrodita e androdioico, ou seja: pode se autofertilizar. Sozinho, um triops é capaz de recriar toda uma população de sua espécie, o que explicaria por que estão por aí há tanto tempo. Podem viver em lagos temporários: quando a água seca, os adultos morrem, mas os ovos duram 27 anos, até o lago se encher de novo


Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Conhecendo para preservar:Myrciaria delicatula , Cambui

Família: Myrtaceae

Nome científico: Myrciaria delicatula

Nomes populares:  cambul, cambo , camboim, camboinzinho, cambuim, araçazeiro

DESCRIÇÃO DA ESPÉCIE
Arvore de médio atingindo 3 a 10 metros de altura, com copa arredondada e densa com 2 a 3 metros de diâmetro. O tronco é tortuoso com casca que se descama em placas estreitas e compridas; com coloração castanho clara com manchas ora amareladas, ora esbranquiçadas. Essa espécie é facilmente identificada por se observar pelos inclinados na ramagem e folhas novas.
Folhas: As folhas são simples, glabras (sem pelos), opostas, com pecíolo ou haste de 2 a 4 mm de comprimento, e a textura é cartácea (semelhante a cartolina). A lamina foliar mede 2 a 3,5 cm de comprimento por 0,5 a 1,1 cm de largura, com base cuneada (em forma de cunha) e ápice agudo (termina em ponta curta).

Fruto: Os frutos são bagas de 1,5 a 2 cm de diâmetro de cor amarelo claro quando madura contendo 1 a 4 sementes meio quadriláteras com bordas arredondadas.
Flores: As flores são hermafroditas, actinomorfas (com vários planos passando pelo mesmo eixo), bíparas (nascem organizadas a base de 2), são subsésseis (com cabinho muito curto), tem brácteas (tipo de folha modificada) concrescidas na base e contem pétalas e estames (pequenos tubos masculinos) brancos, que medem 4 a 5 mm de comprimento.
Floração: Agosto-setembro.

Frutificação: Outubro/Novembro.

Polinização: abelhas e insetos.

Dispersão: zoocórica por animais.

Ocorrência: Minas Gerais ao Rio Grande do Sul. na ftoresta orrorófiIa mista (mata de pinhais) e em campos e capões do Planalto Meridional. Ocorre com certa raridade desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, Brasil.

Paisagístico: Arvore ornamental podendo ser cultivada com sucesso na arborização urbana. Essa espécie também não deve faltar em projetos de reflorestamentos para preservação permanente.

Apícola: As flores do Cambuim são melíferas.

Utilização: A madeira é empregada para cabos de ferramentas agrícolas, bem como para lenha e carvão. Os frutos são comestíveis, arvore de pequeno porte, é recomendada para a arborização urbana. Os frutos podem ser usados para fazer sucos, sorvetes e geléias. 

Fonte:
CARVALHO, P.E.R. Levantamento florístico da região de Irati-Pr (Primeira aproximação). Curitiba, PR. EMBRAPA/ Unidade Regional de Pesquisa Florestal Centro Sul, 1980 44p. (Circular Técnica, 3)
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LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Vol. 3,1. Ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2009. 384 p.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Conhecendo para preservar: Lithraea molleoides , Aroeira-banca

Família: Anacardiaceae.

Nome científico: Lithraea molleoides (Vell.) Engl.

Nomes populares: Falsa-aroeira brava (RNC), aroeira-branca, aroeira-de-fruto branco, aroeirinha e bugreiro.

Nomes populares em outros países: na Argentina molle de beber, na Bolívia, iloke.

DESCRIÇÃO DA ESPÉCIE
Planta perenifòlia. heliòfita. pioneira, característica da floresta situada em regiões de altitude, tanto em terrenos secos quanto úmidos. Apresenta dispersão ampla porém irregular, ocorrendo principalmente nas formações secundárias. Sua produção de sementes no é abundante todos os anos.
Folhas: Alternadas, compostas, imparipinadas, subcoriáceas, com 3 a 7 folíolos, com raque alada, folíolos opostos, oblongo-elípticos e inteiros. Com ápice agudo-mucronado, sésseis e glabros. Suas folhas podem causar graves irritações na pele a pessoas alérgicas.

Fruto: drupa globosa ou ovóide, simples semicarnosa e indeiscente que mede 06 cm de diâmetro com uma semente.

Flores: Pequena, glabras, amareladas, ou cremes.

Floração: Junho/Setembro.

Frutificação: Outubro/Dezembro.

Polinização: abelha-européia,  ou africanizada,irapuá, jataí, jatai-da-terra,, iraí,, mirim ( PIRANI; CORTOPASSI-LAURINO,1993)

Dispersão: zoocórica por animais. O quati é muito visto na espécie.
Ocorrência: Floresta Ombrófila Mista, Minas Gerais. São Paulo e Mato Grosso do Sul até o Rio Grande do Sul. Em várias formações vegetais.

Paisagístico: Árvore ornamental usada na arborização de cidades e jardins, mas deve-se tomar cuidado que é uma espécie que causa sérias reações alérgicas.

Apícola: As flores da aroeira-branca são melíferas.

Utilização: A madeira é útil para a construção civil, marcenaria, obras de torno, esteios, lenha e carvão. Os frutos encerram um óleo essencial, a casca é tanifera e tintonal. as sementes são suscetíveis das mesmas aplicações da terebintina e as folhas são aromáticas e medicinais. Esta espécie é considerada entre todas as aroeiras, como a que causa as maiores reações alérgicas à pessoas sensíveis. A árvore é bastante ornamental, podendo ser usada com sucesso em parques e jardins, tendo como único inconveniente seu principio alérgico. As flores são melíferas.

Fonte:

CARVALHO, P.E.R. Espécies arbóreas brasileiras. Coleção Espécies Arbóreas Brasileiras, vol. 2. Brasília, DF: Embrapa informações Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2006. 627 p.

CARVALHO, P.E.R.; ZELAZOWSKI, W.H.; LOPES, G.L. Comparação entre espécies arbóreas nativas (arboreto linear), em Foz do Iguaçu, PR. Colombo: EMBRAPA-CNPF, 1999. 2 p. (EMBRAPA-CNPF. Pesquisa em andamento, 22). Biblioteca(s):AI-SEDE (FL 08523-CNPF EMB).


LORENZI, H. 2002. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. Vol. 1, 2ª ed., Editora Instituo Plantarum, Nova Odessa, São Paulo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O enigmático e estranho Lasiognathus

Lasiognathus
Lasiognathus é um peixe das profundezas dos oceanos e pertence à família thaumatichthyidae, com seis espécies conhecidas no Atlântico e Pacífico. Ele é chamado de "pescador completo” (compleat angler), onde o seu aparelho de atração predatória consiste em uma vara de pescar (Osso basal projetado ou pteropterygium), uma linha de pesca (o illicium, nadadeira dorsal modificada), a isca (a esca bioluminescente,uma relação simbiótica com bactérias bioluminescentes que crescem dentro de sua atração retrátil), e ganchos (dentículos dérmicos grandes). Possui também uma enorme mandíbula superior característica, com pré maxillaries que podem ser dobradas para baixo envolvendo a mandíbula inferior muito mais curta.
Thaumatichthys
O parente mais próximo de Lasiognathus é o Thaumatichthys, que também tem pré maxilares ampliados e articulados e um opérculo superior ramificado. No entanto, existem diferenças significativas entre os dois taxóns, que inclui características no Lasiognathus que não são encontradas no Thaumatichthys.
Lasiognathus
Os cientistas encontraram três fêmeas da nova espécie entre profundidades de 3.280 pés e de 5.000 pés (1.000 e 1.500 metros) no Golfo do México. O pequeno peixe, cujos corpos variaram em comprimento de 1,2 a 3,7 polegadas (30 a 95 milímetros), vive em condições extremas: Sem luz solar que não penetra no seu habitat profundo e sofrem ainda imensa pressão de mais de 2.200 libras (1 tonelada) por polegada quadrada.

Fonte: http://www.livescience.com/