domingo, 4 de dezembro de 2011

O alucinógeno, Amanita muscaria

O Amanita muscaria,cogumelo comumente conhecido como Amanita-mata-moscas, é um fungo venenoso e psicoativo, um dos muitos do gênero Amanita. Nativo em todas as regiões temperadas e boreais do hemisfério norte, o Amanita muscaria foi acidentalmente introduzida em muitos países do Hemisfério Sul, geralmente como um simbionte com plantações de pinheiros e agora é uma espécie cosmopolita verdadeira.
Ele se associa a várias árvores caducas e coníferas. Ele é geralmente um cogumelo da cor vermelha profunda, manchado de branco, e é um dos mais reconhecível e amplamente encontrado na cultura popular. Várias subespécies, com diferentes cores, foram reconhecidos até à data de hoje, incluindo os da cor marrom (considerado uma espécie separada), o flavivolvata de cor amarelo-laranja, guessowii,formosa e persicina da cor rosada.
Embora seja geralmente considerado venenoso, mortes são extremamente raras, e é consumida como alimento em várias partes da Europa, Ásia e América do Norte após escaldamento.O Amanita muscaria é agora principalmente famoso por suas propriedades alucinógenas, com seu principal componente psicoativo sendo composto de muscimol. Foi usado como um narcótico e enteógeno pelos povos da Sibéria e tem um significado religioso nestas culturas.
Tem havido muita especulação sobre o uso tradicional deste cogumelo como um narcótico em lugares além da Sibéria; no entanto, essas tradições são muito menos bem documentadas. O banqueiro norte-americano e antropologista amador, Gordon Wasson, afirmou que a agaric foi citado nos antigos textos Vedas da Índia, e desde o lançamento em 1968, esta teoria ganhou seguidores e detratores na literatura antropológica.


Fonte: http://www.erowid.org

sábado, 3 de dezembro de 2011

Xenopus laevis, o primeiro animal a ser clonado

A rã-de-unhas-africana(Xenopus laevis) é uma espécie de anfíbio anuro africano, estritamente aquático.As fêmeas podem atingir cerca de 15 cm de comprimento, chegando os machos a cerca de metade. Possuem cabeça e corpo achatados. Corpo hidrodinâmico, possuindo patas posteriores bem adaptadas ao nado. Não possui língua, tal como os restantes membros da família Pipidae.
Alimenta-se basicamente de invertebrados aquáticos, peixes, e qualquer outro animal que caiba em sua boca, tendo um apetite voraz.Como todo animal albino, a visão não é seu forte. Por isso costuma atacar o que passe por perto para tentar se alimentar. Produz sons, embora não utilizando saco vocal. Originária da África subsariana, tornou-se espécie invasora no Chile, Califórnia, Florida, Sicília e na região ocidental de França. Em 2006 foi encontrada em Portugal, na ribeira da Lage, no concelho de Oeiras. Mais tarde, também chegou à Ribeira de Barcarena.
Alimenta-se de ovos, larvas e adultos de outros anfíbios, lagostins, peixes de água doce, vermes e moluscos. Na ribeira da Lage, esta rã alimenta-se da única espécie de anfíbio aí identificado, a rã-verde (Rana perezi).Foi introduzido acidentalmente no estado da Flórida, EUA, devido à libertação de exemplares em lagos e outras massas de água por indivíduos que os teriam posteriormente adquirido em lojas de animais, sendo agora proibida a sua manutenção em cativeiro em muitos estados deste país, pois trata-se de uma espécie prolífica, capaz de dizimar espécies autóctones com relativa facilidade.Devido ao alto índice de fertilidade, facilidade de manutenção em cativeiro e peculiaridade tem sido utilizada em inúmeras experiências laboratoriais, tendo sido o primeiro animal a ser clonado.


Fonte: http://www.amphibio.org

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Você sabe falar ‘baleiês’?

Whale Song Project é o nome da iniciativa que cientistas marinhos do Reino Unido e da América do Norte lançaram para contar com a ajuda de amantes da vida selvagem em decodificar sons emitidos por baleias.Segundo o jornal inglês The Guardian, tanto as baleias-piloto como as orcas têm repertórios sonoros complexos e os investigadores querem descobrir novas frases, sentidos e dialetos entre estes animais.
Na Whale Song Project, pede-se aos participantes que estudem e comparem os diferentes sons de chamamentos feitos por famílias de baleias da mesma espécie em todo o mundo. Quem quiser ajudar terá assim de identificar padrões de ondas sonoras (espectrogramas) idênticas ou muito semelhantes e poderão repetir cada excerto de som para conseguir corresponder segmentos.
Cada faixa de som está ligada a uma localização marítima específica para que os cientistas marinhos possam marcar pequenos grupos de chamamentos nas áreas onde determinadas famílias de baleias costumam habitar.O novo projeto foi lançado recentemente pela revista Scientific American e pela organização The Zooniverse, mas é parecido com uma iniciativa anteriormente criada para descobrir novas galáxias com a ajuda de astrônomos amadores.


Fonte: http://www.cienciahoje.pt

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O temível e horrendo Halobatrachus didactylus (Xarroco)

Um peixe impressionante, o Halobatrachus didactylus ou xarroco é um predador temível. Com "cara de poucos amigos", vive entre os 10 e os 50 metros de profundidade, passando grande parte do tempo semi-enterrado no fundo, na areia ou lama, ou debaixo de pedras, à espera que as presas passem ao seu alcance para num ápice as engolir com a sua bocarra enorme, com dentes fortes, o maxilar inferior é proeminente, com expansões cutâneas, o que lhe permite engolir presas muito grandes.
Tem hábitos solitários, é sedentário e alimenta-se basicamente de peixes, crustáceos e moluscos, embora não enjeite os vermes. Com uma cabeça maciça e completamente desproporcionada em relação ao corpo, os olhos colocados lateralmente e chegados ao topo da cabeça, a sua cor pode variar entre o castanho avermelhado e o verde, muitas vezes com manchas - tem o corpo coberto por uma substância viscosa, que é tóxica, e o seu aspecto faz lembrar um tamboril, ainda que nada tenha a ver com este.
Contrariamente ao que se pensa, a presença do xarroco indica água de boa qualidade, pois não tem grande resistência a águas poluídas. São bastante comuns nos estuários dos Rios Sado e Tejo em Portugal.


Fonte: http://cba.fc.ul.pt/