sábado, 4 de julho de 2009

Greenpeace lança seu ranking anual de eletrônicos verdes

O Greenpeace Internacional divulgou o seu Guia Verde de Eletrônicos, o qual publica todos os anos. Neste documento as companhias são listadas em um ranking de acordo com suas políticas a respeito de químicos tóxicos, reciclagem e mudanças climáticas. Este ano, fabricantes de computadores ficaram no fim da lista, a Apple em algum lugar no meio e as companhias de celulares atingiram os primeiros lugares do ranking. Abaixo segue a lista com a nota de cada companhia, que varia de 1 a 10, sendo 10 a melhor nota, com uma breve explicação feita pelo próprio Greenpeace.


7,45 Nokia – A maior nota atingida pois levou os competidores a eliminarem os tóxicos perigosos.
7,1 Samsung – Segundo lugar pelo seu compromisso em reduzir suas emissões absolutas.
6,5 Sony Ericsson – Subiu duas posições no ranking por seus produtos com melhor eficiência energética.
5,7 LG – Subiu duas posições no ranking, mas precisa eliminar químicos perigosos de todos os seus produtos.
5,5 Toshiba – Subiu duas posições no ranking com um ponto extra porque prometeu cortar os gases de efeito estufa.
5,5 Motorola – Subiu duas posições no ranking pelo uso de energia renovável.
5,3 Philips – Caiu da 4ª para a 7ª posição e precisa colocar em prática a sua prometida política de reciclagem responsável.
5,3 Sharp – Subiu da 9ª para a 7ª posição com seus produtos eficientes em energia.
4,9 Acer – Lançou 16 novos modelos de monitor que são quase livres de químicos perigosos e subiu da 11ª para a 9ª posição, mas ainda precisa trabalhar em seus cabos.
4,9 Panasonic- Subiu da 12ª para a 10ª posição pelos seus produtos eficientes em energia e livres de PVC, porém ainda continua com nota baixa na produção de resíduos eletrônicos.
4,7 Apple- Caiu uma posição sem mudança na pontuação, mas ganhou créditos pelo seu novo notebook “verde”.
4,5 Sony – Pulou do 5º lugar para o 12º por comprometer-se inadequadamente a eliminar químicos perigosos, cortar gases do efeito estufa e sua política de lixo eletrônico.
3,9 Dell- Permanece em 13º lugar pois não cumpriu o compromisso de eliminar os tóxicos perigosos.
3,5 HP – Não tem produtos disponíveis no mercado livres de substâncias tóxicas.
2,5 Microsoft – Perde um ponto pela política de reciclagem fraca, porém permanece em 15º lugar.
2,5 Lenovo- Desce dois lugares no ranking por não estabelecer um prazo para eliminar substâncias tóxicas de seus produtos.
2,4 Fujitsu- Penúltima posição por não ter produtos livres de químicos perigosos.
1 Nintendo- Última posição com uma pequena esperança de que fará consoles parcialmente livres de PVC.

Os fabricantes de computadores foram fortemente criticados neste ano por não cumprirem seus comprometimentos de remover químicos perigosos de seus produtos ou não criarem alguma política sequer a respeito disso.A versão do documento completa em PDF pode ser vista aqui (disponível apenas em inglês).


sexta-feira, 3 de julho de 2009

Lançada etiqueta que classifica edifícios conforme o consumo de energia


A Eletrobrás e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) lançaram na quinta-feira (2) a Etiqueta de Eficiência Energética de Edificações Comerciais, de Serviços e Públicos, que vai classificar os prédios conforme seu consumo de energia. A iniciativa faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE).As construções participantes do programa serão analisadas em três aspectos: envoltório (fachada e entorno), sistema de iluminação e condicionamento de Ar. a partir dessa avaliação, os edifícios receberão etiquetas que vão de A (melhor nível de eficiência,) até E (pior qualificação).
Na fase inicial do projeto, a participação é voluntária, mas, gradualmente, ela passará a ser obrigatória. Há ainda previsão de incluir os prédios residências na classificação.A intenção é facilitar o entendimento da eficiência energética das construções “para que o consumidor possa escolher o melhor prédio de acordo com seus interesses de ter uma conta de energia menor e de poder contribuir para resolver o problema da sustentabilidade do mundo”, ressaltou o presidente do Inmetro, João Jornada.Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo, Sergio Watanabe, embora possa levar a aumento no preço dos imóveis, a etiqueta terá um apelo para o consumidor.
Ele explicou que, “apesar de o valor subir no primeiro momento, os edifícios economicamente sustentáveis devolverão esse aumento de preço durante a manutenção da edificação em seu período de vida útil”.A incorporação de edifícios antigos também está entre os objetivos do programa. Segundo João Jornada, “uma boa reforma” pode proporcionar economia de até 30% na conta de luz de um condomínio.O presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz, destacou que a adequação das construções brasileiras à necessidade de sustentabilidade ambiental “gera um impacto enorme no papel do Brasil como player na questão da emissão de gases causadores do efeito estufa”.


Fonte: Daniel Mello/ Agência Brasil

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ecotecnologia:Algas cultivadas para converter CO2 em álcool etílico combustível e plástico

Em um esforço para abastecer o mundo com energia limpa e barata, a Dow Chemical e a Algenol Biofuels uniram-se para construir fazendas agrícolas de algas que podem converter dióxido de carbono em álcool etílico, que pode ser usado em veículos ou pode igualmente ser usado para produzir plástico substituindo o uso de gás natural. O consórcio das empresas anunciou que construirão uma planta de demonstração que converterá eficazmente CO2 em combustível.


A planta merece aplauso não apenas por causa do resultado final, mas igualmente porque o cultivo das algas não exige muito espaço. As companhias planejam plantar algas nos “bioreatores,” que são nada mais nada menos que calhas cobertas com plástico flexível e cheias com o água salgada. A água é saturada com dióxido de carbono, que ajuda as algas crescer. As algas que cresce dentro destes bioreatores usam a fotossíntese para converter o CO2 e a água em álcool etílico, oxigênio e água fresca.

O oxigênio gerado pode ser usado para queimar carvão em uma central energética em uma maneira muito mais limpa, e o dióxido de carbono emitido pelo queima do carvão pode por sua vez ser alimentar o bioreactor das algas para que o processo continue. Atualmente a companhia tem aproximadamente 40 bioreatores na Florida e planejam instalar 3.100 unidades em outros 24 locais. O consórcio acredita que sua planta de demonstração pode produzir 100.000 galões do álcool etílico todos os anos com o custo tão baixo quanto $1 dólar o galão.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Mistura de 4% de biodiesel vai gerar economia de US$ 900 milhões


A mistura de 4% de biodiesel ao óleo diesel comercializado em todo o país começa a ser obrigatória a partir desta quarta-feira (1°). A expectativa é que sejam economizados cerca de US$ 900 milhões por ano com a redução das importações de óleo diesel em função do uso de maior volume de biodiesel.Estudo feito pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aponta que cada litro da nova mistura reduz em 3% a emissão de gás carbônico. Assim, estima-se uma diminuição anual de 1,2 milhão de toneladas nas emissões.Com a adição de 4% de biodiesel ao diesel, a estimativa é que sejam consumidos 925 milhões de litros de biodiesel no segundo semestre deste ano.
De janeiro a junho, com o B3 (3% de biodiesel), o consumo estimado foi de 615 milhões de litros de biodiesel.A demanda anual de biodiesel, com o B4, será de 1,72 bilhão de litros, incremento de 33% frente ao 1,29 bilhão demandado com o B3 ao longo de 2008.A obrigatoriedade do B4 é um forte indício de que a intenção do governo em antecipar o B5 de 2013 para 2010 será mesmo feita.

Fonte:Folha Online