quinta-feira, 4 de junho de 2009

Investimentos em energia limpa superam combustíveis fósseis

Pela primeira vez na história, os investimentos em energias limpas superaram os feitos em fontes de combustíveis fósseis e chegaram a US$ 155 bilhões, revelou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).O valor de 2008 representa quatro vezes os investimentos feitos em energias limpas em 2004, apesar da extrema dificuldade pelas quais os mercados financeiros passaram no ano passado pela crise econômica global, segundo o relatório Tendências Globais de Investimentos em Energia Sustentável.Achim Steiner, vice-secretário-geral da ONU e diretor-executivo do Pnuma, reconheceu que "a crise econômica afetou os investimentos em energia limpa quando se vê em comparação com o crescimento recorde dos últimos anos".
A crise econômica fez com que o investimento nos Estados Unidos caísse 2%, enquanto na Europa o crescimento foi muito mais moderado, informou em comunicado.O titular do Pnuma disse que países como Brasil, Chile, Peru e Filipinas estão trabalhando para desenvolver políticas e leis para fomentar a energia limpa.Steiner disse que o Brasil acumulou quase todos os investimentos em energias renováveis da América Latina, enquanto na China houve um aumento de 18%, até US$ 15,6 bilhões, e na Índia os investimentos subiram 12%, para US$ 4,1 bilhões.O relatório do Pnuma revela que a energia eólica atraiu a maior quantidade de novos investimentos, US$ 51,8 bilhões, o que significa um crescimento de 1% em relação a 2007.No entanto, a energia solar foi a que experimentou o maior crescimento, de 49%, para acumular US$ 33,5 bilhões, enquanto os biocombustíveis perderam 9%, até US$ 16,9 bilhões.Por regiões, a Europa investiu US$ 49,7 bilhões em 2008, um aumento de 2%, enquanto na América do Norte o valor chegou a US$ 30,1 bilhões, o que representou uma queda de 8%.


Fonte: Estadão Online

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Árvores podem contribuir para o resfriamento global


Paradoxalmente, no sudeste americano, árvores estão contribuindo para poluir o ar e diminuir as temperaturas enquanto o resto do globo se aquece.Em dias de muito calor, árvores e outras plantas emitem compostos orgânicos voláteis, como o isopreno. Esses compostos se combinam com a fuligem (produzida por humanos) e outros aerossóis resultando em uma névoa fresca, observa o cientista ambiental Allen Goldstein, da University of California, em Berkeley.Goldstein e seus colegas utilizaram dados de satélites e de sensores no solo para medir a poluição do ar. Segundo descobertas publicadas no Proceedings of the National Academy of Sciences, com o passar do tempo e o aumento do nível de monóxido de carbono presente na atmosfera, o resfriamento induzido pela névoa superou o calor. “Ninguém até agora havia percebido que a formação de uma quantidade suficiente desses aerossóis poderia contribuir para o resfriamento de toda a região”, avalia Goldstein.
É claro que, para simular o efeito em outros ambientes (ou em escala global), seria necessário haver uma emissão constante de aerossóis em quantidades que mudariam a cor do céu de azul para cinza e seriam prejudiciais à respiração. É pouco provável, portanto, que a névoa produzida por plantas se torne uma solução de geoengenharia no futuro próximo.No entanto, os resultados encontrados até agora são suficientes para explicar por que as temperaturas do sudeste americano estão diminuindo, mesmo com o aumento dos níveis de CO2 no planeta. Isso não quer dizer que o número de árvores tenha aumentado, mas que, agora, os cientistas encontraram formas mais eficientes de medir poluentes e seus efeitos nas temperaturas locais.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Siemens apresenta no Fórum Abineetec 2009 tecnologias que vão mudar a matriz energética nos próximos anos


A inclusão de fontes renováveis, como a energia eólica e a cogeração a partir da biomassa levanta questões relacionadas aos modelos de transmissão e distribuição de energia. Novas tecnologias, como o HVDC e Smart Grids deixam de ser tecnologias para um futuro distante e passam cada vez mais a fazer parte do dia-a-dia. Mas, afinal, como irão impactar a cadeia energética? Esses são alguns dos temas que serão abordados por engenheiros e especialistas da Siemens durante o Fórum de palestras ABINEETEC 2009, cujo tema deste ano é: A Indústria Elétrica e Eletrônica em 2020 - Uma Estratégia de Desenvolvimento. O evento ocorre entre os dias 1 e 4 de junho no auditório do Pavilhão de Exposições do Anhembi.
Da Alemanha, virá Samuel Staehle. Oriundo dos laboratórios de pesquisa da IBM, Staehle é o responsável mundial da Siemens pelo sistema Smart Metering, presente em Smart Grids, e irá falar sobre perspectivas da nova tecnologia. De acordo com ele, “soluções econômicas de Smart Grid para operadores da rede de distribuição somente são possíveis através da integração de smart metering, automação da distribuição de energia e tecnologia da informação em uma infra-estrutura única, centralizada em um centro de controle, dirigida para o cliente final”. A sua apresentação terá dois estudos de casos recentes de implantação da nova tecnologia e será no dia 2 de junho, às 10h40.
A demanda por energia segue aumentando e, ao mesmo tempo, pressões demográficas e o aumento da competitividade pedem quantidade de um recurso que hoje ameaça escassear. A Siemens desenvolve tecnologias que ajudem seus clientes na economia de energia e na maior produção, pelo menor custo, e com reduzido impacto ambiental. Durante o fórum, a Siemens apresentará seis palestras sobre as novas tecnologias de geração, transmissão e distribuição de energia que poderão contribuir para o fortalecimento do setor elétrico brasileiro e para o aumento da eficiência das empresas.
A primeira delas será às 16h do primeiro dia do evento, com o tema Serviços em Turbomáquinas de Aplicação Industrial. A apresentação terá como foco a importância dos serviços para potencializar o rendimento e a eficiência energética das turbomáquinas industriais, por Bruno Cardoso. Às 16h30 do mesmo dia será a vez de Agnaldo Bragança mostrar a solução desenvolvida pela Siemens para um gerenciamento mais fácil, rápido e eficiente para usinas térmicas com a apresentação: Sistemas de Automação e Controle SPPA-T3000 e suas Soluções Derivadas.
A preocupação com o meio-ambiente foi agregada de forma definitiva ao conceito de desenvolvimento econômico. Há uma pressão cada vez maior sobre o modelo energético atual. No dia 2 de junho, Eduardo Ângelo, gerente na divisão de renováveis, vai participar do painel Matriz Energética: Sistema Eletrobrás com o tema: Energia Eólica: A Visão da Indústria, Nacionalização e Transferência Tecnológica. A apresentação será às 8h30 da manhã e fará parte do debate voltado. No fim do mesmo painel, Staehle abordará o ponto de vista da distribuição e medição.
De acordo com Paulo Costa, durante sua apresentação - Turbinas a Vapor: Foco em Rendimento -, no dia 4, às 16h, será detalhado como os aspectos construtivos das turbinas a vapor, bem como sua instalação, podem ampliar as condições de eficiência da planta de geração. Qual será o modelo tecnológico mais adequado para incluir as fontes renováveis nos sistemas de transmissão à longa distância? Às 16h40 será a vez de Mário Lemes abordar os novos avanços em transmissão, com redução da perda de energia entre regiões distantes com a apresentação: Sistemas de Transmissão: HVDC / FACTS


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ecotecnologia:Relatório mostra que os desertos podem fornecer 25% da eletricidade do mundo em 2050


Um estudo conduzido pelo Greenpeace juntamente com a associação térmica solar européia de eletricidade (ESTELA) e pela Agência Internacional de Energia (IEA) produziu a um relatório de 28 páginas, indicando que os desertos em torno do mundo têm o potencial para gerar até um quarto da eletricidade do planeta em 2050. O estudo é baseado no uso da tecnologia concentrada do poder solar (CSP), que é a melhor alternativas para as regiões quentes, como o Saara ou o Oriente Médio. Os grupos acreditam que para conseguir este feito, as instalações têm que começar já com plantas maiores de CSP que estão sendo criadas na Espanha e no sul da Califórnia.
Recentemente foi divulgada a notícia que o governo australiano está projetando uma planta solar de CSP que será a maior do mundo quando terminada. De acordo com o relatório, a saída total destes sistemas para o fim de 2050 seria em torno de 1,500GW, que é aproximadamente 25% das necessidades de energia do mundo. Estas plantas, que usam uma disposição de espelhos para realçar a luz solar e a temperatura a aproximadamente 1.000 Celsius para fornecer a energia, igualmente criariam centenas de milhares de empregos pelo mundo inteiro. Mais importante ainda, como o custo de venda da eletricidade é menor do que o custo da eletricidade convencional, é com certeza um grande atrativo para investimentos.