domingo, 10 de maio de 2009

Ecotecnologia: Novo sistema de vaso sanitário possibilita uma economia de 85% de água.


A empresa Phoenix Product Developmen com sede no Reino Unido desenvolveu um sistema original de toalete de acordo com reivindicações encaminhadas para a companhia para a economia de água nos vasos sanitários, este novo vaso economiza até 84% do consumo de água, perfazendo um total de 85 bilhões de litros da água economizada a cada dia no Reino Unido. A companhia informou que o uso convencional dos toaletes gasta 9 litros da água e o novo sistema “Propelair” exige apenas 1.35 litros. O sistema exige que o usuário feche a tampa antes de dar a descarga, formando um selo de ar no vaso. Uma vez fechada, uma quantidade pequena de água entra no vaso para lavá-lo, seguido pelo ar deslocado. Como o ar não pode sair do vaso, expele os excrementos do vaso com pouca água. O ciclo de nivelamento termina em três segundos depois do qual tenha água suficiente para reabastece o selo de água aprontando o sistema para o uso seguinte.


Fonte:http://www.ecofriend.org



sábado, 9 de maio de 2009

Ecoarquitetura: Condominio em San Diego E.U.A utilizará 100% energia solar


Viver em uma casa cuja rede elétrica seja totalmente impulsionada pela energia solar não é mais um projeto ou um sonho,porque a empresa Wakeland Housing and Development Corporation projetou um condomínio de 3 andares, que seja inteiramente impulsionado pela energia solar.O condominio Los Vecinos em San Diego E.U.A, como o complexo foi nomeado, consiste em 42 unidades de 1, 2 e 3 quartos por apartamentos. O projeto de $17.6 milhões, tem um centro de recreação de 1500 pés quadrados com um ginásio, e o espaço para realizar trabalhas e utilizar computadores de forma ecológica. O complexo é composto por um dispositivo de 93KW solar instalado pela empresa First Solar Inc. Cada um dos apartamentos tem painel instalado de modo que os proprietários possam diretamente obter crédito.


Para conseguir o LEED Platinum status (Certificação para construções ecológicos) os projetistas tiveram que fazer muito mais do que simplesmente instalar painéis solares no telhado. Para cumprir as exigências tiveram que instalar calefatores de água tankless, dispositivos Energy Star, sistemas de iluminação eficientes de energia e dispositivos elétricos para economizar água. Como o complexo possui apenas 42 unidades somente os indivíduos elegíveis podem obterem uma casa neste complexo verde. A elegibilidade depende do salário anual dos pretendentes, que têm que estar entre $16.600 e $58.000.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Casca de castanha de caju vira combustível


Resíduo da atividade agrícola e industrial, a casca de castanha de caju constitui um problema ambiental na região Nordeste do país, onde o produto é largamente utilizado. Seu despejo em aterros sanitários não é o recomendável pelo alto volume de produção, assim como a tentativa de indústrias em fazer a queima em caldeiras também não foi bem sucedida. Neste sentido, o engenheiro Flávio Augusto Bueno Figueiredo realizou testes de pirólise e gaseificação para avaliar a produção de combustível como alternativa viável para o material. “O estudo constitui um caminho inicial para que a indústria norteie o que fazer com a casca da castanha, visto que o resíduo é encontrado de forma abundante no Nordeste brasileiro”, explica Figueiredo.
Estimativas apontam que na região existam 23 grandes fábricas e aproximadamente 120 minifábricas de beneficiamento de castanha de caju. Os resultados da pesquisa constam da tese de doutorado de Figueiredo apresentada na Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) e orientada pelo professor Caio Glauco Sanchez. O engenheiro explica que o processo de pirólise é a degradação térmica de algum material na ausência de ar ambiente ou oxigênio como, por exemplo, a biomassa que neste caso foi a casca da castanha. Ao testar um reator para a conversão térmica da biomassa foi possível quantificar a produção do resíduo carbonoso, alcatrão, água e gás, variando a taxa de aquecimento, a temperatura final e o agente gaseificante com vapor de água, ar sintético ou nitrogênio.
O melhor resultado alcançado nos testes foi o processo que se efetuou com a adição de vapor de água, denominado de gaseificação. Os testes propiciaram a geração de um gás de síntese com grande quantidade de hidrogênio, monóxido de carbono e dióxido de carbono. A pirólise com nitrogênio sem a presença do vapor, por outro lado, apresentou a produção de gás combustível com poder calorífico mais alto. Os experimentos mostraram ainda a viabilidade da pirólise da casca de castanha de caju para gerar gás de síntese. Este gás poderá ser uma possível alternativa à queima direta para geração de energia, provavelmente, sem os problemas encontrados na queima direta feita em caldeira. Os experimentos foram todos realizados no Departamento de Engenharia Química e Tecnologias de Meio Ambiente da Universidade de Zaragoza, na Espanha, com bolsa cedida pelo Programa Advanced Training in Bionergy (Alfa II), financiado pela União Européia.


Fonte:Jornal da UNICAMP

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Quão verdes são os produtos de limpeza verdes?


Abra o gabinete debaixo da pia da cozinha de uma casa qualquer, e você provavelmente encontrará um balde de sprays, sabão e desinfetantes para subjugar qualquer germe que se atreva a entrar na­ casa. Eles misturam um fragrante aroma de pinho, um toque de limão e algodão fresco, um sinal olfativo de que nossos pisos, pias e banheiros estão higienizados.Porém, evidências científicas recentes revelaram um lado sujo de muitos desses produtos de limpeza. Sim, nem mesmo as poções líquidas, sólidas e em flocos que usamos para manter as coisas novinhas em folha em casa escaparam da rígida investigação de pesquisadores, defensores e consumidores com consciência ambiental.
Com as notícias adicionais da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidosde que o ar em ambientes internos pode ser mais poluído que o ar em ambientes externos, produtos de limpeza doméstica que não agridem o ambiente e nem as pessoas começaram e preencher as prateleiras dos mercados. [fonte: EPA]. De acordo com dados de abril de 2008, as vendas de "produtos naturais de limpeza" tiveram um salto de 23% sobre o ano anterior nos Estados Unidos.Esses produtos supostamente amigáveis ao ambiente estão apenas camuflados com um aroma refrescante de laranja? Ou as alegações de "natural," "verde" e "seguro para o uso" são verdadeiras?
Um dos aspectos mais complicados de avaliar o quanto essa onda de novos produtos de limpeza são verdes é a falta de fiscalização federal. Os fabricantes não têm obrigação legal de listar os ingredientes por completo uma vez que fazer isso poderia revelar segredos industriais . Com mais de 80 mil compostos químicos liberados para propósitos comerciais nos Estados Unidos, a EPA apenas exige que os fabricantes alertem a respeito da toxicidade. Isso significa que o seu limpador completamente natural da Marca X pode estar escondendo alguns parentes químicos perigosos por baixo do radar. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável por fiscalizar e determinar normas para os produtos de limpeza. Os Institutos de Pesos e Medidas de cada Estado também fiscalização, mas acabam se limitando a determinados cirtérios como a medida.
Legalmente, as empresas não podem enganar os consumidores sobre o conteúdo de seus produtos, mas não há uma agência regulamentar que defina o que atende aos padrões verdes nem nos Estados Unidos, nem no Brasil Em vez disso, nos Estados Unidos, elas podem voluntariamente submeter seus produtos à análise do Design for Environment da EPA, Green Seal ou outras organizações de certificação ecológica para obter um selo de aprovação.

Por que se preocupar com produtos de limpeza verdes?

Dar um passo além para aperfeiçoar os seus produtos de limpeza pode parecer desnecessário. Os produtos padrão já funcionam há anos, então que perigos eles poderiam possivelmente representar? Muitos dos produtos químicos tóxicos que arrancam a sujeira de nossas vidas também podem infiltrar-se em nossos suprimentos de água e entrar em nossos corpos. Por exemplo, um estudo de 2004 pelo Grupo de Trabalho Ambiental dos Estados Unidos encontrou traços de mais de 200 compostos químicos industriais no sangue do cordão umbilical de recém-nascidos.
No que se refere a trabalhar com produtos de limpeza, os estudos demonstram que o maior perigo potencial existe para profissionais de limpeza doméstica ou zeladores. Tendo dito isso, limpar um banheiro bem arejado com uma quantidade normal de produtos de limpeza não vai mandar ninguém para o hospital, mas provavelmente existem algumas substâncias no produto de limpeza que você não gostaria que ficassem por perto.As pesquisas descobriram que particularmente o seguinte grupo pode apresentar efeitos negativos para a saúde tanto das pessoas quanto do meio ambiente. Você não encontrará a maioria deles nos produtos de limpeza certificados como ecológicos:

Ftalatos: compostos químicos freqüentemente mencionados como plastificadores, e que também ajudam a sustentar fragrâncias. Recentemente, eles foram banidos no Canadá como componentes do plástico de mamadeiras.

Compostos orgânicos voláteis (VOCs): combinações químicas encontradas em líquidos e sólidos, que são liberados na forma de gases. Uma vez que você inale VOCs, eles costumam ligar-se à asma e problemas respiratórios

Etoxilatos de nonilfenol (NPEs): produtos químicos que podem poluir suprimentos de água e potencialmente causar danos nos rins e no fígado em seres humanos Em 2005, a organização não-governamental Sierra Club solicitou à EPA que banisse o uso de NPEs, que já têm uso em sabão em pó regulamentado na União Européia e no Canadá

Fosfatos: compostos ácidos cujo uso em sabão em pó foi banido em muitos estados, mas os fabricantes ainda podem incluí-lo em detergentes para máquinas de lavar louça

Petroquímicos: Esses produtos químicos derivados do refinamento de petróleo representam a maior ameaça para bebês e crianças, uma vez que as partículas podem chegar aos pulmões se ingeridas.

Alvejante de cloro: Embora deixe suas roupas mais brancas, a solução também é associada a problemas respiratórios, especialmente em crianças.

Amônia: Este gás é um produto de processos naturais, e é seguro em níveis normais. Porém, em concentrações maiores ou em áreas sem ventilação, a amônia pode queimar a pele, os olhos, a garganta e pulmões, chegando a causar a morte em situações extremas .

Em vez desses compostos mais tóxicos, os produtos verdes integram mais derivados de plantas em suas soluções. E você também encontrará odores mais naturais, se houver, como de frutas cítricas ou lavanda.