sábado, 22 de dezembro de 2012

Acomys dimidiatus, o incrível rato que regenera partes de seu corpo


De acordo com uma notícia publicada pelo site ars technica, um grupo de cientistas descobriu que um gênero de ratinhos africanos — o Acomys — é capaz de regenerar a própria pele, cartilagem, glândulas e, até mesmo, pelos sem apresentar qualquer tipo de cicatriz mais tarde, em uma característica jamais observada anteriormente em nenhum outro mamífero.Aparentemente, assim como ocorre com alguns répteis, os ratos africanos amputam partes do próprio corpo como mecanismo de defesa para escapar de seus predadores, possuindo um tipo de pele bastante quebradiço que simplesmente se solta ao ser mordida, recuperando-se depois sem apresentar marcas. 

Ratinho-lagartixa 

Os pesquisadores comparam a incrível capacidade regenerativa desses animais à de algumas salamandras, lagartos e lagartixas, pois, apesar de alguns roedores serem capazes de reconstituir partes de suas caudas, nunca nenhum mamífero mostrou uma regeneração tão extensiva como a dos Acomys.Segundo acreditam os cientistas, essa incrível habilidade provavelmente não seja um traço evolutivo, mas sim uma característica genética presente em todos os mamíferos que, por alguma razão, se encontra “adormecida”. O objetivo dos pesquisadores é descobrir como é que os ratinhos conseguiram despertar essa habilidade e, quem sabe, encontrar uma forma de induzir o corpo humano a se regenerar também.Os cientistas esperam que, ao entender como o processo regenerativo dos ratinhos africanos funciona, eles possam desenvolver novos tratamentos que permitam tratar ferimentos de forma mais eficiente e, quem sabe, até criar terapias de regeneração de membros amputados para humanos. 

Fonte: http://arstechnica.com

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O exótico peixe-cofre-amarelo


O peixe-cofre-amarelo lembra um maracujá, mas tem uma caixa óssea muito rígida para resistir aos predadores,ele consegue nadar rápido, cobrindo uma distância de até seis vezes o comprimento de seu corpo por segundo. Mas sua velocidade é mais do que uma questão de força. Contrariando as expectativas, seu formato cúbico na verdade melhora suas qualidades aerodinâmicas. 
O peixe-cofre tem um revestimento ósseo externo que lhe dá força máxima com mínimo peso. Pequenos redemoinhos se formam em volta dele, dando-lhe estabilidade em águas turbulentas. Por isso, o peixe-cofre tem espantosa mobilidade e proteção contra lesões. Recebe este nome em decorrência de seu corpo encerrado numa caixa óssea composta por placas hexagonais, e chega a atingir 50 cm de comprimento.Algumas das espécies são designadas como peixe vaca por possuírem chifres ósseos na cabeça. 

Habitat: águas claras em torno de recifes de corais em profundidades de 3 a 80 m; 

Hábito: É um peixe solitário: ele envenena a água onde vivem de modo que pode ser fatal para outros peixes; 

Ocorrência: todo litoral brasileiro; 

Reprodução: Os ovos são microscópios. As larvas que sobrevivem adquirem uma carapaça após uma semana, ficando parecidas com uvas; 

Alimentação: moluscos, esponjas e crustáceos que são triturados com suas fortes mandíbulas Ameaças: poluição e destruição do habitat. 

Fonte: http://fundacaojoaofdacunha.com.br

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Lóris kayan,o primata da mordida venenosa

Cientistas da Universidade de Missouri Columbia, nos Estados Unidos, identificaram na região de Bornéu, na Indonésia, uma nova espécie de primata do gênero Nycticebus, conhecido como lóris lento e que tem uma mordida venenosa.Durante um trabalho de identificação de primatas, os cientistas conseguiram diferenciar quatro espécies de lóris lento ao analisar a coloração da pele, principalmente em partes do corpo e do rosto – onde as diferentes cores funcionam como uma impressão digital do animal.Com isso, foi possível colher detalhes de três espécies, até então pouco estudadas, e a confirmação da existência de um novo animal, batizado de Nycticebus kayan, também conhecido como lóris kayan. O trabalho foi divulgado no periódico “American Journal of Primatology”. 

Venenosos, mas vulneráveis 

Os lóris lentos são animais classificados como vulneráveis ou ameaçados de extinção pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) e estão distribuídos pelo Sul da Ásia, como a região de Bangladesh, parte da China e na área de Bornéu.Esses primatas são relacionados aos lêmures, devido às semelhanças na aparência. No entanto, a diferença entre eles é que os lóris detêm uma mordida tóxica, característica rara entre os mamíferos.Uma toxina produzida por uma glândula existente em seu braço é ativada quando é misturada à saliva. O veneno, segundo os pesquisadores, inibe ataques de predadores – como seres humanos, águias e orangotangos.Segundo um dos autores do estudo, a descoberta da nova espécie é um indício de que grande parte do território de Bornéu, que, apesar de ser protegido sofre com a ação humana, precisa ser ainda mais conservado, já que pode abrigar animais que não foram ainda descritos pela ciência. Os estudiosos alertam ainda para o intenso tráfico de lóris lentos que ocorre na Indonésia. Fonte: 


http://www.sci-news.com

sábado, 1 de dezembro de 2012

Bactérias podem ter provocado a maior extinção mundial

Agaricocrinus americanus uma das espécies extintas

Entre 250 e 252 milhões de anos atrás, cerca de 96% da vida oceânica e 70% da vida terrestre pereceram em um dos eventos de extinção mais impressionantes da história, que marcou a transição entre o Permiano e o Triássico.O motivo de tanta vida morrendo ainda não foi bem esclarecido. Existem algumas hipóteses, como, por exemplo, um impacto de meteorito igual ao que matou os dinossauros, ou então uma erupção gigantesca de um vulcão, ou até envenenamento maciço do oceano, ou ainda uma gigantesca liberação de metano. Alguns pesquisadores do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT, nos EUA) acreditam, no entanto, que pode ter sido uma combinação de todos estes fatores – e a chave para essa mistura é uma bactéria capaz de consumir níquel e produzir metano.
A hipótese de Daniel Rothman e seus colegas começa com a atividade vulcânica nas Províncias Vulcânicas Siberianas, no norte da Rússia, produzindo imensas quantidades de níquel, mais ou menos no período do final do Permiano. As erupções também jogaram imensas quantias de cinza e poeira na atmosfera, tornando os vulcões culpados de alterar drasticamente a atmosfera. Mas o golpe final veio quando a lava rica em níquel chegou ao oceano, onde a bactéria metanosarcina estava esperando. Segundo análises genéticas, cerca de 252 milhões de anos atrás esta bactéria adquiriu a capacidade de processar o níquel. O excesso de níquel acabou produzindo um salto na sua população, que por sua vez produziu montanhas de metano, além de acabar com o oxigênio dos oceanos.Depois de toda a mortandade, as bactérias e algas remanescentes consumiram todos os recursos disponíveis, tornando uma possível recuperação ainda mais difícil.Mas esta hipótese tem alguns problemas. Por exemplo, não está bem claro como o níquel teria chegado aos oceanos. O que nos resta é esperar por mais capítulos desse mistério 


Fonte: http://www.livescience.com