domingo, 4 de novembro de 2012

Caranguejo zumbi

É a velha história do caranguejo-encontra-mexilhão, mas com uma mudança. Um mexilhão Sacculina fêmea quer fazer ninho dentro de um caranguejo, então procura uma forma de entrar – e quando consegue, deixa aquele corpo velho de mexilhão para trás. Uma vez dentro, o mexilhão faz um uma linda casinha que se parece com um tumor, estendendo tentáculos pelo corpo do caranguejo e lentamente comendo seu hospedeiro. 
Depois de matar os órgãos sexuais da nova casa, o mexilhão transforma o caranguejo em uma babá. Conforme o tempo passa o caranguejo perde interesse em tudo , exceto servir seu senhor zumbificante, o mexilhão faz um buraco na casca do caranguejo e convida mexilhões machos para acasalar – e os filhotes já tem uma casa bem confortável garantida. 


Fonte: http://www.lifeslittlemysteries.com

sábado, 3 de novembro de 2012

London Array, Parque eólico em alto mar será o maior do mundo a produzir energia

A construção do empreendimento teve início em março de 2011 e, até esta data, já foram instaladas 151 turbinas eólicas que agora entraram em funcionamento, gerando eletricidade. A idéia por trás do desenvolvimento deste e de outros mega-empreendimentos de aproveitamento da energia do vento em alto mar é, através do aumento da escala dos projetos que resulta do incremento do número de turbinas, reduzir os custos da tecnologia, que é das mais caras entre as renováveis.“Ser capaz de desenvolver de forma eficiente grandes parques eólicos e colher as vantagens da escala em ambas a construção e a operação constituem um importante princípio (orientador) dos nossos esforços contínuos para diminuir os custos das eólicas em alto mar”, explica Benj Sykes, gestor das eólicas da empresa, Dong Energy que faz parte do consórcio promotor do “London Array”. 
Com efeito, após a conclusão da primeira fase de instalação do gigantesco parque eólico ao largo da costa britânica, será possível produzir energia para responder às necessidades de 470 000 lares, mas os responsáveis do projeto têm planos para expandir o empreendimento através do lançamento de uma segunda fase. Se esta nova etapa for aprovada, a potência instalada será ampliada para 870 MW. O “London Array” é um projeto conjunto das empresas do setor energético Dong Energy (Dinamarca), E.ON (Alemanha) e Masdar (Abu Dhabi). 


Fonte: http://www.guardian.co.uk/

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Robô da NASA Curiosity, mostra que solo de Marte é semelhante ao do Havaí

As amostras de pó e partículas de solo de pequenas dimensões agora analisadas pelo robot Curiosity foram obtidas numa região designada “Rocknest” e a análise utilizou, pela primeira vez em Marte, um instrumento denominado CheMin (Chemistry and Mineralogy Instrument). Este instrumento usa a difração de raios x – que passa por fazer incidir estes raios numa amostra analisando depois a forma como os raios são defletidos - para determinar a composição mineralógica e obter pistas quanto à sua estrutura. No seu site, a NASA explica que a “identificação dos minerais nas rochas e solo de Marte é crucial para o cumprimento do objetivo de avaliação das condições ambientais do planeta vermelho no passado” porque “cada mineral registra as condições em que se formou”. 
Os resultados da análise revelaram que a mostra de solo recolhida é composta por dois componentes: pó que aí chegou através de tempestades de pó e areia fina, que tem uma origem mais local. O pó, que cobre toda a superfície de Marte, tem uma composição semelhante à dos materiais basálticos, sendo constituído por quantidades significativas de feldspato, piroxeno e olivina, e metade do solo é formado por materiais não cristalinos como o vidro vulcânico ou produtos resultantes da sua erosão, afirma a NASA. Esta composição do solo é muito diferente daquela das rochas de Marte já analisadas pelo Curiosity há algumas semanas, datadas em vários milhões de anos e que sugerem a exposição a um fluxo de água corrente. “
Até agora os materiais analisados pela Curiosity estão de acordo com as nossas idéias iniciais sobre os depósitos da cratera de Gale, registrando uma transição ao longo do tempo de um ambiente molhado para um ambiente seco – as rochas ancestrais, como os conglomerados, indicam um fluxo de água, enquanto os minerais nos solos são consistentes com uma interação com a água limitada”.O próximo passo do robô Curiosity será a procura, recorrendo ao instrumento SAM (Sample Analysis at Mars) de moléculas orgânicas que, se existirem, indicarão se já foi possível a vida em Marte. 


 Fonte: http://www.nasa.gov/

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Fuxianhuia protensa, um artrópode com 520 milhões de anos, é o mais antigo animal que exibe um cérebro avançado

Fruto de uma colaboração internacional, foi publicado recentemente na revista Nature um artigo que apresenta uma espécie fóssil de vertebrado que é a mais antiga a exibir um cérebro complexo e que pode resolver a polemica sobre a origem evolutiva do grupo dos insetos.O fóssil com estruturas invulgarmente bem preservadas, identificado como pertencente a uma nova espécie de artrópode a que foi atribuído o nome Fuxianhuia protensa, foi recuperado na província de Yunnan (China) e datado em 520 milhões de anos.Nicholas Strausfeld (Universidade do Arizona), um dos autores do artigo agora publicado, afirma que“Ninguém esperava que um cérebro tão avançado tivesse evoluído tão cedo na história dos animais multicelulares”. 
O artrópode já extinto apresenta uma morfologia corporal simples combinada com uma estrutura cerebral complexa, que é partilhada pelo grupo de crustáceos que inclui os caranguejos e os camarões e pelos insetos. Estas evidências apóiam a teoria de que o primeiro grupo é ancestral do segundo, por oposição à teoria que defende que teria sido o grupo que inclui a Artémia (Artemia salina) - que apresenta um cérebro mais simples e teria surgido mais tarde na história evolutiva - que deu origem aos insetos. Por outro lado, a descoberta do Fuxianhuia protensa indica que a arquitetura complexa do cérebro mudou pouco desde que apareceu pela primeira vez. Nicholas Strausfeld afirma anda que “É extraordinário como o padrão elementar do sistema nervoso se manteve tão constante ao longo de mais de 550 milhões de anos”. 


 Fonte: http://uanews.org/