segunda-feira, 8 de março de 2010

Top 10 animais transparentes mais surpreendentes do mundo

A terra tem muita singularidade. O Mundo animal é um deles. Alguns dos animais são muito interessantes para serem visto. Alguns deles têm corpo transparente. Este corpo transparente os torna interessantes. Aqui veremos fotos incríveis de 10 animais transparentes do mundo. Talvez você não os tenha visto ainda. Para ser honesto eu também não encontrei-os diretamente durante o meu tempo de vida.

1.Transparent Frog

2. Transparent Head Fish

3. Transparent Butterfly

4. Transparent Squid

5. Transparent Zebrafish

6. Transparent Icefish

7. Transparent Amphipod

8. Transparent Larval Shrimp

9. Transparent Salp

10. Transparent Jellyfish

domingo, 7 de março de 2010

Se o elefante é herbívoro, por que é tão gordo?


Aí é que está: ele não é gordo - só tem umas gordurinhas extras nos quadris e na cabeça. "O elefante parece gordo por ter um grande volume interno em relação à sua massa corporal", explica Francisco J. Hernandez-Blazquez, professor de anatomia veterinária da USP. Na natureza há poucos animais gordos. Afinal, a gordura é um isolante térmico para os que vivem em regiões frias (focas, baleias) e uma reserva para os que hibernam (ursos). Um elefante africano pesa até 7 500 quilos, e um asiático, 6,6 toneladas. Em média, o bicho mastiga 16 horas por dia. No menu, 150 quilos de raízes, frutas e hortaliças. Mas esses alimentos são pobres em energia e seu sistema digestivo elimina 40% disso sem digerir. Ainda assim, são quase 100 mil calorias ao dia! Achou muito? Pois é proporcional ao consumo de um humano. Os paquidermes têm uma dieta tão intensa porque possuem um metabolismo lento e demoram pra gastar a energia. Já os animais pequenos precisam de alimentos mais energéticos, para não ficarem comendo toda hora. É, a natureza é sábia. Já pensou se os elefantes fossem carnívoros?

sábado, 6 de março de 2010

Nove espécies ameaçam mares do Brasil

Fitoplânctons
Estudo detecta 58 espécies vindas de outros oceanos; algumas delas representam risco à biodiversidade, à economia ou à saúde humana.
A costa brasileira abriga pelo menos nove espécies vindas de outros oceanos e que ameaçam a biodiversidade nos mares em 12 Estados do país, aponta o primeiro levantamento desse tipo já feito no Brasil. Ao menos uma representa risco para a saúde humana, e algumas delas, incluindo três muito usadas em aquários domésticos, podem prejudicar também a economia local (afetando a pesca, por exemplo).
O Informe sobre as Espécies Exóticas Invasoras Marinhas no Brasil, concebido pelo Ministério do Meio Ambiente com apoio do PNUD, foi elaborado por pesquisadores para tentar descobrir os impactos, no litoral brasileiro, das espécies que interferem na capacidade de sobrevivência de outras ou afetam as atividades socioeconômicas ou a saúde humana.
O estudo identificou 58 espécies exóticas, ou seja, “estrangeiras”: 3 fitoplânctons, 6 zooplânctons, 6 fitobentos, 40 zoobentos e 4 peixes. Elas foram classificadas em estabelecidas (com presença significativa, mas sem apresentar impacto negativo), detectadas (com distribuição restrita, sem evidência de impacto) e invasoras (com impacto comprovado).
Em um mundo ideal, nativos e exóticos conviveriam seguindo o fluxo da cadeia alimentar. Porém, alguns invasores, trazidos por correntes marinhas e atividades econômicas como transporte marítimo ou aquicultura – produção em cativeiro de peixes, camarões, ostras e outros recursos–, acabam perturbando esse equilíbrio.
As invasoras são prejudiciais à biodiversidade porque competem com as nativas por espaço, luz ou alimento. Além disso, podem atuar como parasitas ou causar doenças em espécies localmente importantes, assim como produzir toxinas que se acumulam na cadeia alimentar, envenenando outros organismos ou apresentando risco direto à saúde humana. Todas estas características trazem perdas econômicas, devido às modificações na infraestrutura do país para combater o problema. Ao Brasil, a maior parte chegou por bioincrustação – ou seja, se prendem no casco de navios – ou pela água de lastro, usada para manter a estabilidade de embarcações.
No país, as nove espécies identificadas são as microalgas Coscinodiscus wailesii e Alexandrium tamarense, a alga marinha Caulerpa scalpelliformis, muito usada em aquários, os corais laranjas Tubastraea coccínea e Tubastraea tagusensis, também muito comuns em aquários domésticos, os mexilhões Isognomon bicolor e Myoforceps aristatus, o siri Charybdis hellerii e a ascídia (um tipo de invertebrado) Styela plicata.
Pelo menos 12 estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas) foram atingidos por alguma das espécies invasoras, com impactos que variavam de região para região.
A única em foi detectada ameaça para a saúde humana é a microalga Alexandrium tamarense, já detectada no Paraná e no Rio Grande do Sul. Esse fitoplâncton produz uma substância chamada ficotoxina, que pode contaminar moluscos e crustáceos, consumidos por humanos. Há risco de intoxicação, diarreia, náusea, vômito, amortecimento da boca e dos lábios, fraqueza, dificuldade de fala e até parada respiratória. Porém, ainda não há registro desse tipo de impacto no Brasil.
Várias delas podem prejudicar a economia. O molusco Isognomon bicolor, encontrado do Rio Grande do Norte até Santa Catarina, se incrusta em cascos de embarcações (aumentando o peso da estrutura e o gasto de combustível), em plataformas de petróleo (podendo causar corrosões e entupir tubulações) e em boias (elas ficam mais pesadas e têm maior dificuldade de flutuar).
Em outros casos, o impacto é mais localizado. O siri Charybdis hellerii, presente em Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, pode concorrer com espécies nativas e diminuir a população de crustáceos vendidos para consumo humano. A ascídia Styela plicata, encontrada na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, pode afetar a produção de alguns moluscos e, por se grudar em estruturas, aumenta os custos de limpeza. O mexilhão Myoforceps aristatus, detectado no Rio de Janeiro, em São Paulo e Santa Catarina, danifica outros moluscos, e, por isso, podem causar “grande prejuízo” para a indústria de cultivo de vieiras (um tipo de molusco).

Prevenção

Para prevenir a entrada dessas espécies no litoral brasileiro, o estudo sugere uma articulação do governo federal, através de seus vários ministérios, com empresas privadas e de capital misto – particularmente dos setores de energia, saneamento e abastecimento, navegação marítima e portuária. Isso porque essas companhias são as mais afetadas pelos invasores.
Outra sugestão é fazer a instalação e manutenção permanente de um sistema de informação para diagnóstico, monitoramento e alerta precoce de introdução de espécies invasoras marinhas. Essa estrutura, recomendam os autores, deve ser acompanhada de maior controle das fronteiras.

Fonte: Envolverde

sexta-feira, 5 de março de 2010

Quais são os bichos mais "traíras" do mundo?

Traira

A parada é dura, mas provavelmente são algumas espécies de vespas que, após se desenvolverem dentro de um hospedeiro, devoram o coitado do bicho que as "acolheu". "Essas relações são chamadas de parasitoidismo. Nela, os 'invasores de corpos' vivem do hospedeiro e, ao final de seu ciclo de desenvolvimento, o devoram", explica o engenheiro agrônomo Ângelo Pallini, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais. Essa vampiragem no mundo animal ocorre sobretudo entre os insetos, mas certos pássaros, como o cuco Clamator glandarius, que vive na Espanha, também têm um comportamento bem "traíra".
Aliás, sabe por que esse termo acabou virando sinônimo de um indivíduo traiçoeiro? Porque a traíra é um peixe que vive escondido em locais sombreados, escuros, de onde ataca de surpresa com seus dentões afiados.
Confira os casos mais impressionantes de trairagem entre os animais:

Vespa paralisante

A vespa Hymenoepimecis sp. ataca a aranha Plesiometa argyra e, após paralisá-la com veneno, injeta seus ovos no abdome do aracnídeo. Lá dentro, as larvinhas do inseto passam até duas semanas alimentando-se do sangue alheio. Nesse período, as larvas liberam uma substância química na corrente sanguínea da aranha. Ao atingir o sistema nervoso do aracnídeo, essa substância provoca mudanças comportamentais. A aranha passa a construir sua teia de forma completamente diferente do padrão circular usual. Na verdade, o que ela faz é elaborar um suporte perfeito para o casulo da parasita. Assim que a "teia" fica pronta, as larvas deixam o corpo da aranha e a devoram. Em seguida, entram no casulo para terminar seu ciclo de desenvolvimento e tornar-se uma vespa adulta.

Lagarta Zumbi

A vespa do gênero Glyptapanteles gruda na lagarta Thyrinteina leucocerae, inserindo até 80 ovos em seu corpo. Após deixarem a casca, as larvinhas passam a se alimentar dos fluidos do hospedeiro. Ao atingir o estágio final de desenvolvimento, as larvas deixam o corpo da lagarta rasgando sua pele com os "dentes". A partir daí, a lagarta assume o papel de "guarda-costas" das pupas, que é o estágio intermediário entre as larvas e as vespas adultas. A ciência ainda não conseguiu decifrar o mecanismo desse fenômeno, mas o fato é que, como se fosse um zumbi, a lagarta para de se alimentar e defende as pupas até a morte, dando cabeçadas em percevejos que tentam atacá-las.

Cucos mafiosos

O cuco Clamator glandarius, comum na Andaluzia, sudoeste da Espanha, invade o ninho de outras aves, sobretudo pombos e picapaus, obrigando-os a chocar os ovos do pássaro pilantra. Se a ave hospedeira tentar jogar fora os ovos introduzidos em seu ninho, bandos de cucos partem para o ataque e, como um legítimo grupo de mafiosos, destroem os ovos da rebelde e bicam seus filhotes até a morte. Assim, com medo da retaliação, a coitada da ave acaba sendo obrigada a cuidar dos ovos do cuco. Depois de nascer, os filhotinhos dos mafiosos ainda são alimentados no ninho de suas “babás” por mais de duas semanas.

"Orfão" assassina

Em geral, formigas comem lagartas. Isso não vale para duas espécies de formigas vermelhas Myrmica. Ao achar larvas da borboleta Maculinea alcon, elas as levam cuidadosamente para o formigueiro: é que substâncias na pele das larvas fazem com que elas sejam confundidas com formiguinhas órfãs Dentro do formigueiro, as intrusas são alimentadas como se fossem larvas de formigas. Não bastasse isso, as órfãs ainda retribuem a generosa acolhida devorando as crias de suas anfitriãs. Logo antes de completar o ciclo larval e virar pupa, a lagarta escapa do formigueiro. Acredita-se que ela faça isso moldando seu odor ao das formigas de modo a confundir as guardiãs do local.

Grilo escravizado

Tudo começa quando um grilinho desavisado - gafanhotos também podem cair nessa - bebe água contaminada com larvas do verme Spinochordodes tellinii. Depois de ingeridas, elas vão crescendo numa boa dentro do hospedeiro. O estágio final de desenvolvimento desse verme ocorre dentro de um meio aquoso. Para tanto, o parasita “ordena” que o grilo dê um mergulho fatal em um riacho ou corpo d’água qualquer. Uma vez dentro d’água, o verme deixa o corpo do hospedeiro morto e segue sua vida adulta, procurando um parceiro para acasalar e gerar novos "monstrinhos".