sexta-feira, 28 de junho de 2013

Cientistas afirmam que plantas são boas em matemática

Enquanto muitas pessoas se sentem gratas por não precisar fazer cálculos complexos no dia-a-dia, plantas dependem justamente de matemática para sobreviver, de acordo com artigo publicado recentemente no periódico eLife. O estudo foi feito por pesquisadores do Centro John Innes (Inglaterra) e teve como modelo a planta Arabidopsis thaliana. “Reservas de amido fotossintético que se acumulam durante o dia nas folhas da A. thaliana diminuem de modo linear à noite para dar suporte a metabolismo e crescimento”, escrevem os autores. “Descobrimos que o índice de declínio é ajustado de modo a acomodar a variação do tempo sem luz e o conteúdo disponível de amido, de modo que as reservas durem quase precisamente até o amanhecer”. 
Os “cálculos” se adequam até mesmo a situações em que a duração da noite foge do padrão ou em que, por algum motivo, a planta precise gastar mais energia. O biólogo Alison Smith destaca que esse processo, além de ser essencial para a planta, pode ser útil na agricultura. “Entender como plantas continuam a crescer no escuro pode ajudar a encontrar novas formas de aumentar safras” 


Fonte: http://elife.elifesciences.org/content/2/e00669

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Bunostegos akokanensis,o lagarto do tamanho de uma vaca

Há centenas de milhões de anos atrás, em uma região desértica que hoje faz parte da Nigéria, vivia o Bunostegos akokanensis, um lagarto herbívoro do tamanho de uma vaca. A descoberta recente de vestígios desse animal sugere que aquela região era tão isolada que tinha um ecossistema praticamente único, com pouca mistura de espécies e quase sem contato com os ecossistemas vizinhos – o clima extremamente seco dificultava tanto a entrada como a saída de animais. 
Vale lembrar que, naquele período, os continentes estavam unidos em uma formação chamada Pangeia, na qual regiões que hoje são separadas por oceanos ficavam próximas umas das outras. O possível isolamento da região onde vivia o B. akokanensis intriga os pesquisadores e deve inspirar novos estudos. 


Fonte: http://www.tandfonline.com