domingo, 28 de fevereiro de 2010

Por que o focinho dos cães é gelado?


Na verdade, o focinho dos cães não é gelado, mas, sim, bastante úmido. Isso acontece porque os cães possuem uma quantidade pequena de glândulas sudoríparas , glândulas que liberam o suor para auxiliar o corpo a eliminar calor. Para controlar a temperatura interna, o melhor amigo do homem precisa transpirar pela boca e pelo focinho. Isso explica por que os cães andam com a boca aberta, respirando como se estivessem ofegantes. O ato não significa necessariamente cansaço, mas, sim, um processo de eliminação de calor do corpo: o ar quente sai e o frio entra. Essa mesma troca ocorre no focinho. Quando o ar quente interno sai por ali e entra em contato com o ar ambiente mais frio, ele sofre o processo de condensação e ganha a forma líquida, molhando e resfriando o focinho.


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Baleia pré-histórica 'dava à luz em terra'


Cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, descobriram um novo ancestral da baleia que viveu há cerca de 47 milhões de anos e dava à luz seus filhotes não no mar, mas em terra firme. A pesquisa foi possível após a descoberta de dois fósseis da espécie Maiacetus inuus, uma fêmea e um macho, em bom estado de preservação.
Os fósseis foram encontrados no Paquistão em 2000 e 2004. Junto ao fóssil da fêmea, descoberto em 2000, foi encontrado também o de um feto.Como os demais mamíferos que dão à luz em terra, a cabeça deste feto estava posicionada para ser a primeira parte do corpo do animal a deixar o ventre materno.

Estilo de vida

Este foi o primeiro esqueleto de feto já encontrado do grupo conhecido como arqueocetos, os ancestrais das atuais baleias. O nome da nova espécie reflete as condições da descoberta: Maiacetus significa "baleia mãe" e inuus era um deus romano da fertilidade.
Após a análise dos fósseis, os pesquisadores também concluíram que os filhotes da espécie já chegavam ao mundo equipados para buscarem comida sozinhos, pois tinham os dentes bem desenvolvidos ao nascer. O macho, descoberto em 2004, tinha cerca de 2,5 m de comprimento, 12% a mais que a fêmea, e dentes caninos 20% maiores que os dela.
Os pesquisadores dizem acreditar que a diferença de tamanho não era grande o suficiente para indicar que os machos controlassem as fêmeas a ponto de possuir haréns. "Os dentes grandes, apropriados para agarrar e comer peixes, sugerem que os animais viviam a maior parte do tempo no mar, vindo à terra apenas para descansar, copular e ter filhotes", disse Philip Gingerich, responsável pelo estudo.
Ele afirma que, como outros arqueocetos, os exemplares tinham quatro patas adaptadas para ajudar o nado e, embora esses membros pudessem suportar o peso, os Maiacetus inuus provavelmente não se aventuravam muito longe da água. "Elas eram claramente atreladas à costa. Viviam entre o mar e a praia", disse Gingerich.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

'Sexo' surgiu com peixe pré-histórico

placodermo

O estudo do fóssil de um peixe que viveu há cerca de 365 milhões de anos sugeriu que a fertilização de óvulos dentro do corpo da fêmea evoluiu mais cedo do que se acreditava anteriormente.O peixe, conhecido como placodermo, pode ter sido o primeiro vertebrado a se reproduzir através da fertilização de óvulos dentro da fêmea.
Pesquisadores do Museu de História Natural de Londres (NHM, na sigla em inglês) disseram que foi encontrado um embrião de cerca de cinco centímetros de comprimento no fóssil de placodermo.
"Este (peixe) fornece uma das evidências mais antigas de reprodução interna", disse Zerina Johanson, curadora de fósseis de peixes do museu. "Nós esperávamos que estes primeiros peixes tivessem um tipo mais primitivo de reprodução, onde espermatozoide e óvulo se combinam na água e os embriões se desenvolvem fora do peixe." "Copulação parece ter sido a principal forma como animais pré-históricos primitivos se reproduziam, demonstrando que o 'sexo' começou muito mais cedo do que nós pensávamos", afirmou Johanson.
O fóssil foi encontrado originalmente no oeste da Austrália e estava no acervo do museu desde a década de 80. Inicialmente os pesquisadores acreditavam que o fragmento no interior do fóssil fosse apenas um vestígio de um peixe que ele havia comido pouco antes de morrer.

Tubarão

O fóssil mostra uma modificação na nadadeira pélvica na barriga do peixe. Os autores do estudo, publicado na revista Nature, acreditam que esta estrutura, chamada clásper, teria sido usada pelo macho para se prender à fêmea durante a copulação - um órgão semelhante ao dos tubarões modernos. "O clásper é um órgão ereto de maneira intermitente que é inserido dentro da fêmea para transferir o sêmen", disse o co-autor do estudo, o paleontólogo John Long do Museu Victoria, na Austrália.
Em um tipo de placodermo esse órgão é diferente. "Este novo grupo (...) tem clásperes mais flexíveis. No artigo na Nature, nós sugerimos que este é o começo da fertilização erétil masculina, porque parte daquele órgão foi tomado por cartilagem mole", explicou Long. O processo de fertilização interna e nascimento diferencia alguns peixes e mamíferos de outros animais tais como répteis e anfíbios.Johanson acredita que este era o principal método reprodutivo dos primeiros peixe, como os placodermos e pode ter evoluído também em outros grupos de peixes.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Apetite sexual de tartaruga de 70 anos surpreende Zoo de Londres


Uma tartaruga de 70 anos está surpreendendo especialistas e atraindo espectadores para o Zoológico de Londres por causa de sua disposição sexual insaciável.
Dirty Dirk, uma tartaruga do arquipélago de Galápagos que pesa quase 200 quilos, é a estrela maior da exposição "Os Gigantes de Galápagos" porque não tem dado trégua para suas companheiras Dolly, de 16 anos, e Dolores, de 14, que têm menos da metade de seu peso.
Segundo o zoo, Dirk passou um ano e meio longe das fêmeas antes da viagem à capital britânica, o que pode justificar seu apetite sexual.
Mesmo assim, os funcionários do zoológico dizem estranhar que a volúpia da tartaruga não tenha diminuído depois da época tradicional de acasalamento, que ocorre no período mais quente do ano.
"Acho que Dirk tem uma queda em particular pela Dolly. Eles vieram juntos para cá e têm sido inseparáveis desde então", conta Ian Stephen, zoólogo especializado em répteis e anfíbios do Zoo de Londres.Segundo o zoológico, Dirk "nem ao menos permite que Dolly termine suas refeições ou saia da banheira antes de ser seduzida".Dirk foi levado do arquipélago de Galápagos, no Oceano Pacífico, para a Holanda em 1962. No ano passado, foi enviado para a exposição em Londres.

Extinção

O apetite sexual de Dirk tem deixado os especialistas do Zoo de Londres animados com a perspectiva de que ele possa gerar filhos em suas parceiras quando o clima esquentar.Isso porque, apesar de terem um casco muito resistente e sobreviverem por até 150 anos, as tartarugas de Galápagos estão ameaçadas de extinção.
Segundo o zoológico, a caça, o turismo e a expansão de predadores nas ilhas do Pacífico estão dizimando os animais da espécie. Três dos 14 tipos de tartarugas da região já estão extintos.
As tartarugas de Galápagos são particularmente importantes para a história da ciência porque foram alvo de estudos de Charles Darwin.
Em 1835, quando ainda era um jovem pesquisador do Zoo de Londres, Darwin estudou os animais. Mais tarde, esses estudos o ajudariam a desenvolver a teoria da seleção natural.
"Esses animais crescem a um tamanho imenso", escreveu Darwin, dez anos depois, obre as tartarugas de Galápagos. "Muitas são tão grandes que são necessários seis ou oito homens para levantá-las do chão."

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Peixe alucinógeno é encontrado na Grã-Bretanha


A espécie de peixe branco, sarpa salpa, é normalmente encontrado nas águas mais quentes da costa de Tenerife, Malta e Chipre.O consumo de sua carne normalmente não traz riscos, mas a ingestão da cabeça pode levar a alucinações semelhantes às experimentadas pelo consumo da droga LSD (ácido lisérgico).Outros peixes semelhantes, que se alimentam de plâncton, também seriam capazes de produzir o mesmo efeito.Segundo especialistas, o efeito alucinógeno seria provocado pela intoxicação do peixe ao consumir grandes quantidades de plâncton, que contém uma pequena quantidade de veneno.

Hospitalização

Em 2006, dois homens, um deles com 90 anos, foram hospitalizados no sul da França com alucinações após comer sarpa salpa num restaurante. O pescador Andy Giles, que encontrou a espécie nesta semana na costa da Cornualha, disse à imprensa local ter ficado intrigado ao encontrar um peixe que nunca tinha visto antes ao sair para pescar."Agora que eu descobri o que era aquele peixe e os efeitos que ele pode causar, talvez eu deveria ter tentado vendê-lo para uns clubbers", ironizou Giles.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

É possível evitar enchentes nas grandes cidades?


Não existe fórmula mágica para evitar os alagamentos, mas algumas mudanças na estrutura dos grandes centros urbanos podem minimizar o efeito do excesso de água.O desafio principal é encontrar alternativas para evitar a impermeabilização do solo e o assoreamento dos rios (acúmulo de detritos que causa a redução da profundidade e da vazão). Afinal, reduzir o volume de chuvas não é possível, nem desejável.
Em São Paulo, por exemplo, o volume médio de chuvas em dezembro e janeiro - os meses mais molhados do ano - é de cerca de 200 milímetros ou o equivalente a 200 litros de água em 1 metro quadrado por mês. Mas, às vezes, o volume mensal desaba de uma só vez, em um único dia de chuva intensa. Em certos dias de enchente, chegaram a cair 83,8 milímetros em uma hora na Terra da Garoa! Como as vias de escoamento da cidade não dão conta de drenar tanta água e os rios estão cada vez mais estreitos e rasos, o resultado são ruas alagadas, trânsito e todo o caos que você já deve conhecer.

Ações a serem realizadas:

-Não precisa nem falar que jogar lixo nos rios polui a água e acaba com qualquer tipo de vida que exista por ali. Mas o mau costume causa ainda o assoreamento dos rios, ou seja, o lixo se acumula nas bordas e no fundo dos rios, deixando-os mais rasos e estreitos. Assim, transbordam facilmente.
-Usar avenidas vizinhas a rios como vias de grande circulação é uma péssima idéia. Quando chove muito e o nível do rio sobe, essas áreas são as primeiras a sofrer e comprometem o trânsito da cidade inteira.
-Áreas cobertas com asfalto e cimento ficam totalmente impermeáveis. Além de impossibilitar a absorção da água da chuva, o solo impermeabilizado faz a água correr mais rápido e tomar conta da cidade rapidamenteO uso de pavimentos mais permeáveis à água é uma alternativa ao asfalto. Blocos intertravados - como os usados em calçadões e em ruas de cidades menores - assentados sobre areia permitem que a água penetre no solo e escoe sob o piso das ruas e avenidas
-Nas margens dos rios, o ideal seria ter faixas cobertas por vegetação. Em casos de transbordamento, a água seria absorvida pelo solo livre de calçamento. As vias de tráfego intenso ficariam o mais longe possível das áreas facilmente alagáveis.
-Quanto mais espaço coberto por vegetação, melhor. Solo não pavimentado absorve até 90% da água da chuva. As cidades deveriam ter 12 m² de área verde por habitante - São Paulo tem uma média de apenas 4m².
-Algumas cidades já têm piscinões para receber a água das chuvas, mas outra solução possível é a construção de minipiscinões em casas e edifícios. Além de evitar inundações, os reservatórios permitiriam usar a água da chuva em serviços domésticos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Autores de artigo científico que previa subida do nível do mar recuam nas suas afirmações


Em 2009 foi publicado na revista Nature Geoscience um artigo que usava dados de fósseis de corais e de amostras de gelo obtidas a elevadas profundidades para avaliar as alterações históricas do nível do mar e prever o futuro em face do aumento da temperatura antevisto como consequência do Aquecimento Global.
O estudo concluía que, até ao fim do século, o nível do mar poderia subir entre 7 e 82cm, resultados que vieram confirmar as conclusões do relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas publicado em 2007.
Desde então foram publicados vários outros estudos sobre o mesmo tema, alguns dos quais sugeriam subidas ainda mais acentuadas do nível do mar podendo atingir os 1.9m. No entanto, surgiram igualmente críticas ao estudo publicado na Nature Geoscience, encabeçado por Mark Siddall, da Universidade de Bristol, no Reino Unido.
Duas dessas críticas levaram os autores a, publicamente, recuar no que diz respeito às afirmações publicadas no referido artigo. Segundo Mark Siddall, o estudo padece de dois erros técnicos que põem em causa a conclusão tirada, pelo que não é possível uma mera correção, sendo necessária uma retratação da publicação.
Numa declaração os autores explicam “Uma das incorreções foi um erro de cálculo; a outra foi não admitir totalmente as variações de temperatura nos últimos 2000 anos. Como resultados destas questões o artigo foi retratado e trabalharemos no futuro para corrigir estes erros”.
Segundo Siddall, “a retratação é frequentemente parte do processo de publicação”, e o investigador acrescenta “A ciência é um jogo complicado e há certos procedimentos que atuam como verificações e testes”.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Top 10 mutações por photoshop

O homem gosta de alterar a natureza,nas imagens abaixo 10 mutações de animais realizadas no photoshop, com seus respectivos "nomes científicos":

1-Felix escaldadus

2-Lupos felinos

3-Galinaceo tricefaloe

4-Queloneos lombadus
5-Circulus Senfinus

6-Pererecus davizinhas

7-Scorpius libelus

8-Scorpius trinadegas

9-Julianas Paesae
10-Aves cruzes

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Bike conceito utiliza levitação magnética para desafiar a gravidade

Todos aqueles que gostam de andar de bicicleta para trabalhar sempre tem a esperança que de alguma forma a gravidade diminuirá e eles podem aliviar as pernas um pouco. Apesar de não poder diminuir a gravidade , os designers industriais Hoyoung Lee, Youngwoo Park e Park Jungmin aceitaram o desafio. Eles desenharam uma bicicleta conceito que literalmente levita para reduzir o atrito.
Ao utilizar o ímpeto da bicicleta, a energia é gerada e o magnetismo eleva a traseira da bike, até que ela esteja no centro da roda traseira, ligados apenas pela força dos ímãs. À medida que a velocidade aumenta, a energia cinética assume e parte traseira da bicicleta que começa a subir , o que diminui a resistência do vento e absorve o impacto de pedras e saliências.

O mecanismo de engrenagem na roda traseira também separa uma vez que a bike vai rápido o suficiente para levantar do chão. Quando você está devagar , a bicicleta é como qualquer outro material circulante nas ruas.


Fonte:http://www.ecofriend.org/

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Fauna Urbana – a vida selvagem à nossa porta


Ao contrário do que muitas pessoas poderiam supor, as cidades não são domínio exclusivo dos seres humanos. Nos jardins, lagos, hortas e edifícios é possível encontrar uma miríade de seres vivos que aprendeu a tirar partido dos diferentes habitats das nossas urbes. São aves e mamíferos, mas também répteis e anfíbios cuja vizinhança muitas vezes desconhecemos mas que partilham conosco a selva urbana.
Quando há 12 000 anos atrás surgiram, no Crescente Fértil, as primeiras cidades, dificilmente os seus habitantes poderiam imaginar que milhares de anos mais tarde as suas urbes de adobe, madeira e pedra, haveriam de evoluir para gigantescas «ilhas» de tijolo, vidro e aço onde vivem atualmente milhões de pessoas. Talvez as cidades modernas tenham poucos encantos naturais quando comparadas com as primitivas cidades Sumérias, apesar disso também elas se converteram em redutos ecológicos importantes para inúmeras espécies de animais selvagens, a ponto destas chegarem a ser consideradas como ecossistemas completos nos quais a biodiversidade se relaciona entre si e com o meio envolvente com a mesma perfeição com que o faz nos espaços inalterados pelo Homem.
Mas o que terá levado tantas espécies animais, algumas delas raras nos seus habitats naturais, a ocupar estes ambientes artificiais criados pelo Homem, a adaptar-se a eles e a prosperar? Aparentemente, a resposta é simples: abundância de alimento, fruto dos desperdícios orgânicos dos habitantes humanos; ausência quase total de predadores e maior tolerância por parte dos seres humanos; abundância de abrigos e nichos ecológicos (ex.: casas abandonadas, ruínas, torres de igrejas, cemitérios, telhados, varandas, terraços, pátios, jardins, hortas, árvores, lagos, fontes, esgotos e todo o tipo de canalizações subterrâneas); e condições climatéricas mais acolhedoras, sobretudo em termos de temperatura, pois as cidades funcionam como «ilhas de calor» que, em média, registam temperaturas 1,5 ºC acima dos valores que se verificam fora do espaço urbano.
Em certos casos, a adaptação à vida urbana foi de tal forma bem sucedida que algumas espécies de animais simplesmente deixaram de conseguir sobreviver sem a presença do Homem, como acontece, por exemplo, com os vulgares pardais-domésticos (Passer domesticus), que não sobrevivem em povoações que tenham sido abandonadas pelos residentes humanos.
Mas nem tudo são rosas para esta fauna urbana. Exposta a todo o tipo de perigos, os animais da cidade têm uma esperança média de vida relativamente curta, situação viável apenas devido a uma elevada fertilidade que permite a algumas espécies contrabalançar as pesadas perdas provocadas por factores como a poluição atmosférica; o excesso de ruído; os atropelamentos; a falta de refúgios nas edificações modernas; a escassez de vegetação; e até o elevado nível de stress a que muitas «espécies urbanas» estão sujeitas, como o comprovam estudos etológicos realizados em populações de aves urbanas, segundo os quais estes animais apresentam níveis de stress e hiperactividade comparáveis aos de um alto executivo humano.


Texto de Manuel Nunes

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Existe algum peixe que saiba contar?


Sim,os peixes da espécie Gambusia hol­brooki sabem calcular até 4! Pelo menos essa foi a conclusão de um grupo de cientistas da Universidade de Pádua, na Itália, após realizar uma série de estudos com o animal. O objetivo da pesquisa era medir a capacidade do peixe de diferenciar cardumes pelo tamanho e número de integrantes. Essa espécie tem apenas 6 centímetros de comprimento, é originária da América do Norte e se alimenta de larvas de mosquito. No mar, tende a formar grupos numerosos para se proteger de predadores.
Num experimento em laboratório, os cientistas colocaram um exemplar do G. holbrooki num lado de um aquário diante de dois grupos de peixes de tamanhos diversos. O peixinho solitário reconheceu o maior conjunto e juntou-se a ele. Segundo o pesquisador Christian Agrillo, que conduziu o estudo, o peixe optou pelo grupo mais numeroso sempre que ficou diante de cardumes com dois ou três membros ou com três ou quatro integrantes.
Mas, quando teve que escolher entre pequenos cardumes com cinco ou seis peixes, ele não conseguiu se decidir. Com base nisso, os cientistas concluíram que o G. holbrooki sabe contar até 4.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Fraldas de algodão ou fraldas descartáveis, que opção utilizar?


Vamos conhecer primeiro alguns dos argumentos e contra-argumentos utilizados nesta questão. Os proponentes das fraldas de tecido trazem para a discussão motivos relacionados com as enormes quantidades de resíduos sólidos produzidos. Se pensarmos que uma criança até aos 30 meses utiliza mais de 6000 fraldas, é fácil perceber a dimensão do problema. Uma vez que estas fraldas apresentam como tempo de decomposição mais de 500 anos em aterros sanitários (pois 30% da sua constituição é plástico), a proporção de fraldas descartáveis só tende a aumentar. Mesmo as fraldas descartáveis biodegradáveis, nas quais é adicionado amido ao plástico para aumentar a sua fragmentação, não são a solução.
É que, apesar de reduzido em partículas mais pequenas, a quantidade de plástico e o seu volume continua a ser o mesmo. Para além disso, alguns plásticos que poderiam entrar em processos de reciclagem, deixam de poder sê-lo quando misturados com o açúcar, já que este interfere no processo, deteriorando a qualidade e consistência dos produtos reciclados. Nestes casos, a designação de "biodegradável" não tem qualquer consequência em termos ambientais.
A contaminação por que uma fralda usada pode ser responsável é também citada como potencial problema. Os materiais fecais humanos contêm bactérias e vírus responsáveis por perturbações intestinais e doenças, como a poliomielite. Apesar de atualmente pouco comum, o vírus da poliomielite desprende-se do intestino de qualquer bebé que tenha recebido a vacina contra a doença. A deposição destes materiais pode conduzir à contaminação das reservas de água subterrâneas, assim como atrair insetos vetores de doenças, problema mais preocupante nos países em desenvolvimento.
Todas estas questões referem-se à fase terminal do ciclo de vida do produto, mas a fase de produção é igualmente problemática, já que estamos falando de produtos fabricados à base de papel e plástico, ou seja, que têm como matéria prima recursos como a celulose (o que implica o abate de árvores) e o petróleo.
É quando se fala no consumo de recursos que os defensores das fraldas descartáveis apontam para o dispêndio de água na lavagem das fraldas reutilizáveis, para além dos detergentes e branqueadores, muitos dos quais contendo substâncias tóxicas como o cloro. Mas aqui os ambientalistas podem contra-argumentar, já que muita água, energia, branqueadores e outras substâncias químicas poluentes são utilizadas na produção da pasta celulósica e do plástico. Para além deste aspecto, as novas máquinas industriais das lavandarias já consomem menores quantidades de água e energia, utilizando, muitas vezes, detergentes biodegradáveis sem fosfatos.
Depois de tudo isto, parece não existir uma única resposta para a questão inicial: "O que é preferível, fraldas de algodão ou descartáveis?". Existem pais que utilizam ambos os produtos, dependendo da situação, mas parece que o mais lógico será pensar no tipo de problemas ambientais (a falta de água ou a acumulação de resíduos) que cada região enfrenta e fazer a escolha em sua função. O que é evidente é a inexistência de qualquer recomendação a nível governamental no sentido de orientar as atitudes individuais.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Carregador de baterias que utiliza energia solar

Com os avanços na tecnologia de comunicação móvel nos últimos anos, muitos dispositivos móveis continuam sofrendo com problemas de vida útil das baterias. A Empresa japonesa, Links International, criou o iCharge em duas versões - o DX padrão e o menor Lite – que prometem solucionar as aflições dos dispositivos móveis apresentando um carregador de baterias por meio de energia solar .
A empresa afirma que este é um excelente carregador particular na sua compatibilidade de dispositivos, carregando qualquer dispositivo portátil que você pode pensar. Inclui conexões para o iPhone / iPod, Nintendo DS, Sony PSP, eMobile, telefones celulares. Tem um ciclo de vida recarregável de cerca de 500 cargas, o que não é ruim, considerando que esta é susceptível de ser um carregador auxiliar para uso em movimento.Se você é do tipo que gosta do ao ar livre que está propenso a uma aventura ocasional na natureza, este pode ser um carregador ideal para você.

O menor iCharge chega em 12 cores e os fabricantes dizem que seu preço é de ¥ 3.280 (ou E.U.A $ 36). É do tamanho de um iPod pequeno (dimensões são 3,5 x 1,2 x 0,7 polegadas), e pesa 1,6 onças (45g).
O iCharge maior vem em sete cores e custa ¥ 6.980 (aproximadamente E.U. $ 77). É um pouco mais largo que o outro modelo, comparável em tamanho a um iPhone (dimensões são 4,2 x 2,0 x 0,6 polegadas).Tempo de carregamento para ambas as gamas de dispositivos é de 13-15 horas (solar), cerca de duas horas por AC e duas a três horas, usando um cabo USB.

Fonte: http://www.gizmag.com

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Roupa do futuro poderá integrar fibras que funcionam como geradores de energia


No mundo da engenharia a ideia de aproveitar a energia associada aos movimentos mecânicos para produzir electricidade não é nova. Porém, cientistas americanos da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA) podem ter dado um importante passo na direcção de o tornar realidade num futuro não muito distante com a criação das suas inovadoras nanofibras.
Liwei Lin e os seus colegas anunciaram recentemente na revista Nano Letters ter desenvolvido um tipo de fibras nanométricas capaz de aproveitar a energia associada ao seu manuseamento em electricidade. Desta formar o simples torcer e esticar destas fibras de PVDF orgânico permite gerar energia eléctrica - 5 a 30 milivolts e 0,5 a 3 nanoamps.
Dado o seu diminuto tamanho – 500 nanómetros de diâmetro – estas fibras 100 vezes mais finas do que um cabelo humano e com 1/10 da espessura das fibras de tecido convencional podem vir a ser integradas em tecidos. Assim, a roupa do futuro pode, através do simples movimento do caminhar, ser capaz de gerar energia suficiente para alimentar dispositivos electrónicos portáteis.
As nanofibras de PVDF orgânico são flexíveis, relativamente fáceis de produzir e baratas constituindo uma boa alternativa aos nanogeradores feitos de materiais semiconductores como o óxido de zinco, que são mais frágeis e difíceis de produzir em grandes quantidades.
Para além disso a eficiência destas nanofibras é surpreendentemente elevada, “muito maior que os 0,5% a 4% conseguidos pelos geradores feitos de membranas de PVDF e os 6.8% dos nanogeradores de fios de óxido de zinco”, explicou Chieh Chang, que liderou o projecto.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

25 Dicas para uma casa mais sustentável


Comprar, construir ou alugar uma casa é uma decisão que envolve muitas e importantes questões. Se pretende mudar de casa, eis a altura certa para olhar para o futuro espaço de forma mais sustentável. Serão Apresentandas 25 sugestões, vamos tentar contribuir para que a sua decisão seja o mais próxima dos seus padrões de conforto, “poupando na sua carteira” ao mesmo tempo que “poupa no ambiente”!

1. A localização de um edifício é muito importante no que respeita às necessidades térmicas do espaço interior. Estas necessidades estão contempladas no Regulamento de Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE), onde se apresentam estratégias que contribuem significativamente para a melhoria do desempenho térmico dos edifícios. Procure aconselhamento especializado para verificar se a casa que vai habitar cumpre este Regulamento tanto para a situação de Verão como para a situação de Inverno.

2. Prefira um local arejado com pouco trânsito de automóvel, o que se traduz em menos poluição e, bem servido de transportes públicos, para que os possa usar em alternativa. Se lhe for possível habitar próximo do seu local de trabalho, desloque-se a pé. Far-lhe-á bem à saúde e contribuirá para um ambiente mais saudável.

3. O Sol é a nossa maior fonte de energia. Tire disso o melhor proveito escolhendo uma casa maioritariamente orientada a Sul de molde a minimizar consideravelmente as necessidades de aquecimento durante a estação de Inverno. A radiação solar incide nas janelas de vidro e aquece de forma natural o espaço interior.

4. Durante a estação de Verão, há que impedir o sol de incidir nas janelas voltadas a Sul, verifique se as janelas possuem uma proteção pelo lado exterior: uma pala, persiana ou até vegetação (de folha caduca no Inverno).

5. Se a casa que vai habitar tiver janelas orientadas a nascente (Este) ou poente (Oeste) necessita obrigatoriamente de persianas exteriores, pois é nestas orientações que o sol incide mais horizontalmente. É imperativo, durante a situação de Verão, correr estas persianas, protegendo o vidro, pela manhã a Nascente e ao final da tarde a Poente.

6. O lado Norte da casa deve ser reservado a W.C.s, arrumos, ou outras divisões que necessitem de poucas aberturas (ou mesmo nenhuma) para o exterior. É nesta orientação que se originam grandes perdas térmicas através do vidro durante a estação fria. Se for impossível a escolha de uma casa sem divisões orientadas a Norte, então tenha sempre presente esta questão.

7. As fachadas envidraçadas originam grandes ganhos térmicos na estação quente e perdas térmicas muito consideráveis durante a estação fria, o que implica sistemas de climatização adicionais para corrigir este efeito. A área de envidraçado de uma divisão não deve ultrapassar 15% da área de pavimento dessa divisão.

8. Devemos também tirar partido do sol no que respeita a iluminação. Prefira divisões iluminadas naturalmente para minimizar a necessidade de iluminação artificial. Existem no mercado equipamentos de transporte de luz natural para divisões não iluminadas. Este “transformador de luz natural” canaliza a luz do exterior para o interior.

9. Sempre que necessária a iluminação artificial, opte por lâmpadas de baixo consumo e por iluminação localizada (só apenas onde é de facto necessária). Esta iluminação deverá ser provida de dispositivos para regulação do ambiente luminoso.

10. Se a casa que vai habitar ainda não possui equipamentos eletrodomésticos, prefira, sempre que possível, os de Classe A, mais eficientes no que respeita ao consumo de energia e ao contrário do que se pensa não são necessariamente mais caros.

11. A localização e orientação solar, bem como a construção do edifício, é determinante para se ter uma casa confortável, do ponto de vista térmico. Verifique na Ficha Técnica da Habitação (FTH) como são as paredes exteriores do edifício. Deverá optar por soluções de parede dupla com isolamento ou parede simples com isolamento pelo exterior da parede.

12. O isolamento térmico adequado é determinante para evitar perdas de calor no Inverno ou ganhos de calor no Verão, mantendo assim uma temperatura constante no interior de sua casa. Prefira um material de isolamento com um baixo índice de condutibilidade térmica (U-value), mas com baixo teor de energia incorporada (energia consumida desde a extracção da matéria prima até ao produto final).

13. Verifique as caixilharias e o vidro. Aquelas com corte térmico (são fabricadas de forma a promover uma redução da transmissão térmica entre 40% a 60%) e vidro duplo são as mais indicadas do ponto de vista de conservação de energia. No entanto, deverá optar por caixilharias com grelhas de ventilação, para facilitar a renovação do ar.

14. Dê especial importância aos materiais utilizados, preferindo os de baixo impacte ambiental, não só na sua produção, mas também ao longo da sua vida útil. Informe-se sobre o poder de reutilização ou reciclagem dos materiais utilizados na sua casa.

15. É importante escolher materiais homologados e/ou com marcação CE e, nos casos mais importantes, solicitar os certificados de conformidade de acordo com as especificações aplicáveis, emitidos por entidades idóneas e acreditadas, seguindo as instruções dos fabricantes para a aplicação dos mesmos.

16. Verifique se a cobertura do edifício (terraço ou telhado), está adequadamente isolada (poderá fazê-lo através da FTH). Prefira um isolamento imputrescível e resistente à água, preferencialmente colocado sobre a laje e sobre a camada de impermeabilização.

17. Se o pavimento de sua casa estiver em contacto com o solo, opte por isolantes térmicos imputrescíveis e resistentes à água, ou pavimentos com caixa-de-ar e devidamente impermeabilizados para evitar perdas térmicas ou outras patologias associadas através do solo (estas soluções construtivas devem vir explicadas na FTH)

18. A renovação do ar interior é muito importante para que se mantenham as condições de salubridade interior nos edifícios. Uma casa insuficientemente ventilada poderá gerar humidade através dos vapores que se formam, afectando o conforto ou mesmo a saúde dos habitantes. Verifique se as caixilharias possuem dispositivos que permitem a ventilação.

19. As cores utilizadas nas fachadas e coberturas também influenciam o conforto térmico. Seja selectivo na escolha da cor de sua casa, considerando que, as cores claras não absorvem tanto o calor como as cores mais escuras (enquanto uma fachada branca pode absorver só 25% do calor do sol, a mesma fachada, pintada com cor preta, pode absorver o calor do sol em 90%).

20. Se a casa que pensa habitar está provida de equipamentos que funcionam à base de energia renovável, tanto melhor! Se vai construir é altura de os aplicar. De entre os vários existentes no mercado destacam-se:
Colectores solares térmicos
Estes equipamentos captam a energia do Sol e transformam-na em calor, permitindo poupar até 70% da energia necessária para o aquecimento de água. O RCCTE diz que todos os edifícios novos com condições de exposição solar adequada serão obrigados a ter, sempre que seja tecnicamente viável.
Painéis solares fotovoltaicos
Estes painéis constituem uma das mais promissoras formas de aproveitamento de energia solar. Por meio do efeito fotovoltaico, a energia contida na luz do Sol é convertida em energia eléctrica. Estes sistemas podem ser utilizados em locais isolados, sem rede eléctrica, ou como sistemas ligados à rede.
Bombas de calor geotérmicas
São sistemas que aproveitam o calor do interior da Terra para o aquecimento do ambiente. Atuam como máquinas de transferência de calor. No Inverno, absorvem o calor da Terra e levam-no para sua casa. No Verão, funcionam como ar condicionado, retirando o calor de sua casa para arrefece-lo, no solo.
Mini-turbinas eólicas
A energia do vento aciona estes sistemas para fornecer eletricidade a uma micro-escala. Embora as micro-turbinas eólicas mais comuns sejam colocadas no terreno, existem umas de pequena dimensão que podem ser colocadas no topo das habitações. Podem significar uma redução do consumo de electricidade de 50% a 90%.
Sistemas de aquecimento a biomassa
A biomassa pressupõe o aproveitamento da matéria orgânica (resíduos provenientes da limpeza das florestas, da agricultura e dos combustíveis resultantes da sua transformação). Em casa, este tipo de matéria pode ser utilizada, por exemplo, em sistemas de aquecimento, representando importantes vantagens económicas e ambientais.

21. Existem no mercado torneiras de regulação do fluxo de água, que permitem reduzir o caudal estimulando a poupança deste recurso. Se a casa que vai habitar não possui estas torneiras, existem peças acessórias redutoras de caudal.

22. Verifique se a descargas são providos de dispositivos de dupla descarga que induzem poupança de água. (Poderá ainda colocar quando possível, uma ou duas garrafas de água com areia no interior, dentro do depósito de sua descarga. Isso significa poupar até 3 litros de água por descarga).

23. Se vai construir a sua casa e tem terreno disponível, tem a possibilidade de a equipar com mini estações de tratamento de água ou mini cisternas de armazenamento de águas pluviais, para posteriores utilizações em descargas não potáveis (como regas de jardim, autoclismos ou lavagem de automóveis).

24. No caso de vir a habitar um edifício de vários condóminos, verifique se no prédio existe espaço destinado a contentores adequados à separação de resíduos domésticos.

25. Dentro de sua própria casa opte sempre por um depósito de resíduos domésticos com pelo menos três divisões para estimular a separação destes resíduos.

Para terminar, se tiver oportunidade de reabilitar em vez de construir de novo, e se essa opção for economicamente viável, será sempre uma atitude mais sustentável. Reabilitar um edifício existente possibilita a diminuição dos impatos resultantes da energia associada à produção de um novo e da extração das respectivas matérias-primas, para além de contrariar a tendência do crescimento urbano excessivo e a ocupação e impermeabilização de novas áreas de solo importantes para a conservação dos valores e equilíbrios naturais e para as várias atividades humanas!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A popstar Madonna está financiando uma escola amiga do meio ambiente no Malauí, na África

Madonna
A popstar Madonna está financiando uma academia para meninas no Malauí, na África, uma escola amiga do meio ambiente que utiliza, exclusivamente, a energia do sol. A escola está prevista para ser concluída em dois anos, após o que se tornará um campus de 450 alunos.
A escola foi projetada pela New York practice Studio MDA e será construído com materiais de origem local, tais como tijolos hydraform que são feitas a partir do solo local. A escola sustentável terá telhados duplos que são projetados para capturar o vento para a ventilação natural.

Além disso, painéis fotovoltaicos no telhado do edifício irão fornecer toda a energia que a escola precisa. Overhands grandes sobre os telhados foram concebidos para criar um espaço ao ar livre sombreado, além de evitar a luz direta do aquecimento do interior.


Tradução e Pesquia:Dom Escobar

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Venenos de interesse


Reunindo o trabalho de mais de 120 cientistas de 20 países, o livro Animal Toxins: state of the art. Perspectives in health and biotechnology, que acaba de ser lançado, tem o objetivo de sintetizar o conhecimento internacional acumulado nos últimos anos sobre toxinas encontradas em animais marinhos, artrópodes e serpentes – além de catalogar suas mais novas aplicações em medicina e biotecnologia.A editora-chefe do livro, Maria Elena de Lima – presidente da Sociedade Brasileira de Toxinologia (SBTx) e professora do Departamento de Bioquímica e Imunologia, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que a importância da biodiversidade brasileira justifica que a obra, de alcance internacional, tenha sido publicada por aqui (pela Editora UFMG).
“Os produtos animais derivados dessas substâncias biologicamente ativas são focos atuais da ciência na busca de novos medicamentos e aplicações em biotecnologia. Como o Brasil possui cerca de 25% da biodiversidade mundial, sentimos a obrigação de liderar essa iniciativa”, disse Maria Elena à Agência FAPESP.Além de Maria Elena, outros quatro pesquisadores se encarregaram da edição da obra: Adriano Monteiro de Castro Pimenta, também professor do ICB-UFMG, Russolina Benedeta Zingali, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e os franceses Marie France Martin-Eauclaire e Hervé Rochat, pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Científica.
A equipe selecionou os autores entre aqueles que haviam dado contribuições mais relevantes à toxinologia animal nos últimos anos. O resultado foram 750 páginas divididas em 39 capítulos, com contribuição de mais de 120 cientistas que trabalham com diferentes aspectos da toxinologia em 20 países.O papel de destaque do Brasil no cenário internacional da pesquisa em toxinologia, segundo Maria Elena, não se deve somente à imensa biodiversidade. A tradição dos estudos na área remonta aos trabalhos de Vital Brazil (1865-1950).Entre os autores que contribuíram com o livro há cientistas de instituições com grande histórico de pesquisas na área, incluindo o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Além do Instituto Butantan, pioneiro em toxinologia no país, participaram também pesquisadores de instituições paulistas como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
“Uma evidência de que o Brasil tem excelência na área é que na revista Toxicon, uma das principais da área, temos vários editores brasileiros e calcula-se que até 30% das publicações são provenientes do país”, afirmou.A professora acredita que atualmente os pesquisadores da área de toxinologia estão recebendo incentivo satisfatório no Brasil. “Isso é importante porque está relacionado à defesa do nosso material biológico, que é bastante raro e cobiçado. Queremos decifrar as possibilidades existentes nessas substâncias a fim de nos tornarmos proprietários delas”, disse.Para garantir o domínio do conhecimento na área, segundo Maria Elena, é preciso capacitar recursos humanos especializados. A obra também deverá dar sua contribuição nesse aspecto.
“O livro é voltado para cientistas, mas também para estudantes de todos os níveis, em áreas como biologia, farmácia, biotecnologia e biomédicas e biológicas em geral”, apontou.Segundo ela, havia carência, no meio científico, de uma obra abrangente que reunisse resultados de pesquisas e possibilidades de aplicações em saúde e biotecnologia.“Antes, as moléculas de interesse extraídas das toxinas animais eram usadas apenas em tratamentos de problemas de saúde. Hoje elas já são bastante utilizadas em experimentos para estudar, por exemplo, funções do sistema nervoso e cascatas de coagulação. Portanto, as toxinas podem ser usadas como ferramentas”, explicou.
Outra vertente atual, segundo Maria Elena, consiste em procurar conhecer o efeito biológico das toxinas para entender como elas interferem em funções do organismo perdidas ou exacerbadas. “Podemos usar essas moléculas como modelos de fármacos, como foi o caso do captopril, medicamento para hipertensão que teve base em uma toxina do veneno de jararacas”, disse.O laboratório coordenado por Maria Elena na UFMG, por exemplo, isolou uma molécula com funções anti-hipertensivas, isolada do veneno do escorpião. “Essa molécula, no entanto, age por mecanismos distintos daquela extraída da toxina da jararaca e poderá resultar em um medicamento alternativo para os pacientes nos quais o captopril não faz efeito”, disse.


Fonte: Agência Fapesp

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

China: Atividade agropecuária polui mais do que a indústria

Tradicionalmente, a poluição está associada à industrialização, com as práticas agrícolas a serem, tendencialmente, mais “amigas do ambiente”. No entanto, os resultados do primeiro censo oficial sobre a poluição na China revelam que houve, recentemente, uma inversão de papéis neste país.
Com efeito, a adoção de práticas agrícolas intensivas - através do crescimento do uso de fertilizantes e pesticidas - é a principal responsável pela deterioração da qualidade da água – contribuindo com mais de metade da sua composição orgânica, bem como 67 % do fósforo e 57% do azoto libertados no ambiente. Por outro lado, o crescimento da criação de gado a da Aquacultura têm agravado o problema.
Segundo a Sze Pangcheung, da Greenpeace “ a poluição agrícola tornou-se uma das crises ambientais mais graves da China”. Um estudo realizado por investigadores chineses concluiu que os agricultores usam quase o dobro dos fertilizantes de que necessitam e um relatório da Greenpeace calcula que o país consuma 35% dos adubos azotados usados a nível mundial, o que contribui para aumentar a poluição da água e as emissões de gases de efeito-de-estufa.
As autoridades escudam-se na necessidade de alimentar os 22% da população mundial que habita o território chinês, que representa apenas 7% da superfície terrestre. No entanto, na apresentação do relatório um responsável do Ministério da Agricultura reconheceu que é preciso agir anunciando que o Ministério procurará implementar medidas para melhorar a eficiência no uso de pesticidas e fertilizantes, expandir a produção de biogás a partir de resíduos de origem animal e alterar o estilo de agricultura para proteger o meio ambiente.
Apesar dos números expressivos o governo anunciou que não vai utilizar estes dados para avaliar o sucesso do seu plano a cinco anos para reduzir a poluição em 10%. As autoridades consideram que o país resolvendo o seu problema de poluição mais depressa do que outros países fizeram no seu processo de desenvolvimento, defendendo que o pico da problemática da poluição pode estar perto de ser atingido ou até já ter sido ultrapassado.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Peixe gigante é registrado pela 1ª vez a 1.500 m de profundidade


Cientistas americanos conseguiram filmar o raríssimo peixe-remo, que pode atingir 17 metros de comprimento, no golfo do México. Essa pode ser a primeira filmagem já feita do Regalecus glesne em seu habitat.O grupo de pesquisadores utilizou veículos não tripulados emprestados por empresas petrolíferas para encontrar esse peixe, que normalmente só é visto na superfície do mar quando está próximo da morte."Nós vimos essa coisa vertical, clara e brilhante. Aproximamos um pouco a imagem e dissemos 'isso é um peixe!'", disse o coordenador da pesquisa Mark Benfield em entrevista ao repórter da BBC Jody Bourton.
O pesquisador da Universidade da Louisiana comentou que, a princípio, julgou que a câmera estivesse filmando um encanamento para extração de petróleo.Para ele, essa deve ter sido uma filmagem inédita do peixe-remo nadando em seu habitat natural, pois um registro colhido no Oeste da África em 2007 não conseguiu confirmar se o peixe era mesmo o Regalecus glesne.O peixe é tido como o mais longo peixe vertebrado de que se tem notícia.Com o veículo operado por controle remoto, os cientistas puderam seguir o peixe-remo por cinco minutos, até que o perderam de vista.As estimativas iniciais são de que o exemplar media de 5 a 10 metros.Parceria - O registro do Regalecus glesne só foi possível graças ao Projeto Serpente, uma parceria entre pesquisadores de todo o mundo e empresas petrolíferas, incluindo a Petrobras.
As companhias permitem que cientistas utilizem sua tecnologia avançada para pesquisas em águas profundas."Isso proporciona uma oportunidade maravilhosa para aprendermos mais sobre vida nas profundezas do Golfo do México. Termos encontrado o peixe-remo durante nossa exploração foi um bônus fantástico", disse Benfield à BBC."É tudo muito empolgante. Minha visão para o Projeto Serpente no Golfo do México é estabelecer um grande sistema de observação das profundezas do golfo, usando centenas de veículos não-tripulados", disse o pesquisador.

Fonte:Folha Online

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Tribo indiana faz apelo ao realizador de "Avatar" para que ajude a salvaguardar a sua montanha


Os Dongria Kondh são uma tribo de 8000 indivíduos que habita a montanha de Niyamgiri na Índia, que simultaneamente lhes serve de santuário e lhes proporciona os recursos básicos como a água e o alimento.
Atualmente, existem planos de uma empresa – Vedanta Resources – para explorar na região as reservas de bauxita - um mineral usado para produzir cimento e produtos químicos e metalúrgicos - a que os Dongria Kondh se opõem fortemente argumentando que violará o caráter sagrado do local e porá em perigo a sua subsistência.
Recentemente a tribo lançou um apelo ao realizador da produção cinematográfica do momento, o filme “Avatar”,para que os ajude na promoção da sua causa, defendendo que James Cameroon, “melhor do que ninguém” compreende as suas motivações.
Na produção que já é um dos maiores sucessos de bilheteira é relatada a história de um povo – os Na’vi – que luta pela preservação da sua “árvore-casa” em Pandora, que “é tudo” para os indígenas.
Na revista de entretenimento Hollywood os Dongria Kondh escrevem “Apelo a James. Cameron. O Avatar é fantasia…e realidade. A tribo dos Dongria Jondh na Índia luta para defender a sua terra contra uma companhia de exploração mineira determinada a destruir a sua montanha sagrada. Por favor ajude os Dongria”.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Top 10 carros amigos do meio ambiente II

1-Transit Connect electric delivery


A Ford vai apresentar a versão da van Transit Connect,veiculo de entrega elétrico no Chicago Auto Show 2010, que terá lugar ainda esta semana. A empresa anunciou no ano passado, que fará a construção de uma versão totalmente-elétrica de sua camionete de entrega popular, que será oferecido aos clientes na frota os E.U.A ainda este ano.
2-E-Sphyra

Os alunos da Belfort-Montbéliard University of Technology na França, desenvolveram um protótipo funcional de um eficiente carro esportivo totalmente elétrico batizado de E-Sphyra. O veículo possui um corpo de fibra de vidro e na traseira o motor elétrico. A construção em fibra de vidro mantém o peso do veículo em apenas 800 kg.

3-LAMPO2

A Protoscar empresa suíça desenvolveu um carro elétrico desportivo o LAMPO2 que é um sucessor do LAMPO da empresa que foi revelado no Salão Automóvel de Genebra de 2009. O LAMPO2 também será revelado no mesmo local neste ano com menos peso, melhor aerodinâmica e maior eficiência.

4-Jaguar XJ


Com as mais importantes cidades do mundo introduzindos zonas com emissões zero, todos os veículos que não são capazes de funcionar com motores elétricos serão banidos. Em reação a esta mudança, surgio o Jaguar XJ, que funciona exclusivamente com energia elétrica com emissão em zero.

5-Ford Focus RS

Segundo a Auto Express, uma nova versão do Ford Focus RS é esperado para chegar às ruas em breve com uma plataforma híbrida.

6-BMW

A BMW anunciou que seu sedã Série 5 estará à venda nos Estados Unidos em junho. Contudo, o fabricante de automóveis também está planejando lançar um carro híbrido no Salão de Genebra, que se espera venha a ser o ActiveHybrid 5.

7-Ferrari 599

Após anos de especulações, finalmente a Ferrari anunciou que vai apresentar uma variante híbrida do Ferrari 599 no Salão Automóvel de Genebra. O carro deverá utilizar um sistema de propulsão híbrida cuja patente foi requisitada em junho de 2009.

8-Lamborghini

Os fabricantes de automóveis ao redor do mundo estão agora centrados na próxima geração de veículos verdes que são ou movidos unicamente por eletricidade ou dotado de uma abordagem híbrida para reduzir as emissões.O Designer Slavche Tanevski propõe um híbrido para o Lamborghini verde previsto para 2016.

9-Wheego


A Wheego apresentou uma versão atualizada do NEV da empresa, em Washington, no Auto Show. De acordo com a empresa o carro estará disponível no mercado ainda este ano a um preço menos que US $ 35.000.

10-Toyota Prius

O esforço anterior da Honda para assumir o híbrido mais popular do mundo,não foi suficiente,enquanto Insight da Honda conseguiu atrair 20.572 clientes em 2009, o Prius da Toyota, conseguiu entrar nas garagens de 139.682 clientes.

Fonte:http://www.ecofriend.org

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Eco curiosidades:Rã da floresta - Rana sylvatica

Rana sylvatica


A rã da floresta(Rana sylvatica) tem uma ampla distribuição na América do Norte, que se estende do sul dos Apalaches até a floresta boreal, com notáveis populações disjuntas incluindo a planície oriental daCarolina do Norte. A rã da floresta tem atraído a atenção de biólogos durante o último século, devido à sua tolerância ao congelamento, o grau relativamente elevado de terrestrialismo (para um Ranídeo), interessantes associações de habitat (turfeiras, piscinas vernal, planaltos), e relativamente longo intervalos de movimentos. A ecologia e a conservação da rã da floresta têm atraído uma grande atenção na sua investigação nos últimos anos.
Semelhante as outras rãs do norte que na de hibernação ficam perto da superfície do solo e / ou serapilheira, a rã da floresta tolera o congelamento de seu sangue e outros tecidos. A uréia é acumulada nos tecidos em preparação para a hibernação, e o glicogênio hepático é convertido em grandes quantidades de glicose em resposta à formação de gelo interno. Tanto a uréia e a glicose agem como "crioprotetores" para limitar a quantidade de gelo que se forma e reduzir o encolhimento osmótico das células. Podem sobreviver a muitos congelamentos / descongelamentos durante o inverno, sendo que cerca de 65% da água total do seu corpo congela.



Fonte:http://imnh.isu.edu/
Tradução e Pesquisa:Dom Escobar

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Top 10 curiosidades sobre meio ambiente


1.No planeta estima-se que existam 4 600 espécies de mamíferos, 31 000 espécies de peixes e mais de 900 000 espécies de insetos, muitos dos quais ainda não estão identificados.

2.Estima-se que em cada ano se extinguem de 17000 a 25000 espécies de seres vivos em todo o Mundo. Só na Europa há cerca de 1500 plantas em risco de extinção ou já extintas.

3.A preservação das espécies autóctones é absolutamente necessária. Nos Estados Unidos da América só são cultivadas duas espécies de feijão verde e no Canadá 50% do trigo cultivado é de uma só variedade. Na Europa, de 145 raças autóctones de gado 115 estão em perigo de extinção.

4.Todos os anos são destruídos mais de 13 milhões de hectares de floresta tropical. Se as contas forem feitas, isto representa a destruição de 35 mil hectares por dia, 1500 hectares por hora e 25 hectares por minuto.

5.A poluição dos rios e oceanos pode ser a causa da redução de muitas populações animais. É o que se pensa estar a acontecer com a população de beluga ou baleia-branca, no canal de São Lorenço, no Canadá. Pensa-se que em 1900, mais de 5 000 animais viviam nesta zona, mas actualmente estima-se que a população esteja reduzida a apenas 450 indivíduos. Pesquisadores acreditam que o lixo tóxico lançado pelas indústrias situadas ao longo do rio será a causa de mortalidade destes animais, já que exames aos seus corpos revelam altos níveis de produtos químicos nocivos, como policlorados, DDT, mercúrio e cádmio.

6.Muitas espécies de tubarão encontram-se ameaçadas de extinção. A lista de espécies em perigo incluem o tubarão-martelo e o tubarão-azul, que desaparecem a um ritmo de 50 000 animais por ano, apanhados "acidentalmente" em anzóis nas costais do Havai.

7.A pesca do bacalhau caiu, entre 1968 e 1992, cerca de 70%, não por um aumento da consciência ecológica, mas devido ao estado debilitado dos stocks pesqueiros.

8.As populações de garoupa estão em franco declínio, devido à destruição dos recifes de coral no mundo inteiro. Por exemplo, nas Filipinas, os corais são envenenados com cianeto para a captura deste peixe.

9.A tartaruga-verde, que existe nas costas do Brasil, está em extinção. Em cada mil nascimentos, apenas uma ou duas sobrevivem.

10.Os rios amazónicos são os rios com maior diversidade de espécies de peixe no mundo. Já foram descritas mais de 1500 espécies, mas estima-se que existam pelo menos o dobro. Este número é quinze vezes maior do que o número de espécies encontradas nos rios da Europa.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

35% da coleta seletiva de São Paulo acaba no lixo comum


Boa parte do lixo que o paulistano separa, lava e guarda pensando que será reciclado vai parar no aterro, misturado ao lixo comum. A aposentada Ilka Piquet, 73, moradora da Vila Madalena (zona oeste), separava embalagens de vidro, papel e isopor para serem levados pelo caminhão de coleta seletiva.Mas, por uma sucessão de falhas e de falta de fiscalização por parte da prefeitura, uma parte desse material, em média 35%, não será reaproveitado.
Muitos dos caminhões, por exemplo, fazem uma compactação excessiva do lixo, quebrando vidros e fundindo plásticos -o que impossibilita a separação. Além disso, alguns itens, como embalagens de xampu ou papel de presente, não têm compradores. Há mais falhas.Na Vila Madalena, bairro da dona Ilka, quando o caminhão da coleta seletiva não passa - o lixo é levado pelo caminhão de lixo comum e, portanto, direto para o aterro.
Segundo moradores, o caminhão da coleta seletiva não passa por lá desde o início deste ano. "É uma grande sacanagem, o tempo que a gente perde para nada", disse a farmacêutica Cilene Camiloti, 46. O desperdício reduz ainda mais a margem de lixo reciclável da cidade, que em 2008 foi de 7% do lixo domiciliar passível de reciclagem e menos de 1% do total produzido.
Apenas pouco mais da metade dos paulistanos têm coleta seletiva na porta de casa -os outros 5 milhões precisam transportar o próprio lixo até um posto de coleta. Na cooperativa de triagem da Vila Leopoldina (zona oeste), o desperdício, segundo a coordenadora Jacy Cardoso, é de 40%. Ela diz que um dos problemas é que as empresas que coletam o material prensam o lixo."Se o caminhão chega muito cheio, com mais de 3,5 toneladas, nem deixo descarregar. As garrafas vêm moídas, o plástico dentro da lata, os papéis destruídos, tudo amassado", diz.
Por falta de compradores, a cooperativa não aproveita, por exemplo, embalagens de xampu, de catchup e de mostarda, papel de presente e potes de gel. Isopores estão há cinco meses empilhados na triagem da Sé (centro) aguardando comprador. Lá, porém, o desperdício é menor, cerca de 18%. Na da Mooca (zona leste), onde o rejeito chega a 50%, há um amontoado de galões plásticos na mesma situação. Dados do Instituto Pólis, que atua no setor, indicam que 35% do lixo reciclado é desperdiçado.
As 16 centrais de triagem da capital, cooperativas que operam em locais cedidos pelo poder público, são cadastradas pela Limpurb (Departamento de Limpeza Urbana) e recebem a coleta da prefeitura, além do que elas mesmas coletam.


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