domingo, 31 de janeiro de 2010

Os animais conseguem pressentir as catástrofes ambientais?


Alguns acontecimentos fortalecem a teoria de que os animais são dotados de um "sexto sentido" , ou seja, uma relação muito próxima com os segredos da natureza. Os irracionais parecem ter premonição, pois conseguem prever as catástrofes ambientais.Considerados por uns como uma simples coincidência , outros suspeitam que por eles terem os sentidos mais aguçados do que os do ser humano, são capazes de captar vibrações e mudanças na pressão do ar e, percebendo até as primeiras ondas que vêm do centro da terra, fogem buscando encontrar um local seguro.De toda maneira um fato é certo, os animais sabem o que vai acontecer antes de nós. As pesquisas sobre o comportamento animal merecem ser aprimoradas , buscando encontrar uma fórmula de permitir que os animais sirvam futuramente como um sistema de alerta para os seres humanos frente as manifestações da natureza.
Os cientistas podem detectar sinais que mostram as possibilidades de um terremoto, como as pressões sísmicas, modificações dos campos magnéticos, inclinação do solo, etc. Mas todas estas técnicas não permitem prever com exatidão quando acontecerá uma catástrofe.Na China, um grupo de especialistas em sismologia em Nanning, província de Guangxi, decidiram usar cobras para prever abalos sísmicos. Monitorizam, 24 horas por dia, um conjunto de cobras e ninhos delas, com o intuito de prever tremores de terra. Eles acreditam que as cobras podem sentir a libertação de energia que dá origem aos tremores de terra cerca de 120 horas antes de os sismógrafos os registarem e de os humanos sentirem o chão a tremer debaixo dos pés. As cobras são, segundo os pesquisadores, os animais que mais rápido dão sinal de movimentos na crosta terrestre, embora acreditem que todos os répteis têm capacidade de sentir estas alterações. Nas horas que antecedem um abalo, o comportamento das cobras é errático e agressivo, chegando a atirar-se repetidamente contra as paredes ou vidros dos espaços onde estão confinadas.
O histórico de catástrofes ambientais anunciadas pelos animais é muito antigo. Oficialmente o interesse pelo tema iniciou em 1975 quando os funcionários da cidade chinesa de Haicheng foram surpreendidos pelo comportamento anormal dos animais e resolveram evacuar a cidade de 90 mil habitantes. Pouco depois um terremoto de escala 7.3 atingiu a cidade destruindo 90% dos edifícios.
Existem muitos relatos de testemunhas que viram aves e animais migrando antes do surgimento de terremotos, maremotos e erupções vulcânicas.
- Em 1755, o filósofo alemão Immanuel Kant observou uma multidão de minhocas saindo do subsolo perto de Cadiz, Sul da Espanha, oito dias antes do desastre atingir Portugal, provocando um grande terremoto em Lisboa .
- No dia 25 de junho de 1966, os moradores de Parkfield, na Califórnia, Estados Unidos, foram invadidos por cobras cascavéis. Eles não entendiam por que os répteis fugiram das colinas. A resposta chegou dois dias depois quando a área foi atingida por um terremoto.
- No dia 22 de fevereiro de 1999, pequenos antílopes fugiram da região montanhosa austríaca do Tyrol para os vales, algo que eles não costumavam fazer. No dia seguinte, uma avalanche devastou a vila austríaca de Galtur no Tyrol, matando dezenas de pessoas.
- Em 28 de fevereiro de 2001, um grupo numeroso de gatos se escondeu sem motivo aparente 12 horas antes de um terremoto que atingiu a área de Seattle. Uma ou duas horas antes, outros animais se comportaram de forma ansiosa , enquanto alguns cães latiram desesperados antes do terremoto chegar. Até mesmo cabritos e outros animais demonstraram sinais de medo.
- No dia 26 de dezembro 2004 ocorreu um tsunami no Oceano Índico, com vítimas fatais relatadas em mais de 285.000. Ondas gigantescas entraram até 3,5 quilômetros terra adentro na maior reserva ecológica da ilha, onde existem milhares de animais.As aves domésticas, galinhas e patos principalmente, subiram para árvores ou lugares altos, mas ninguém pareceu perceber o drama que se ia abater sobre as populações costeiras dos países que sofreram esta catástrofe.
Vários turistas se afogaram na reserva ecológica, mas, para surpresa das autoridades, não foi encontrado nenhum animal morto. As autoridades que cuidam da fauna no Sri Lanka informaram que, apesar da perda de milhares de vidas humanas no maremoto que atingiu o sul da Ásia, não houve registro de mortes entre animais na reserva e que o número de animais mortos na região, foi infimamente menor que o das pessoas
- Pouco antes de ocorrer a grande tragédia que abalou o Haiti , no dia 12 de janeiro de 2009, o cão chamado K9 , que estava sossegado deitado no meio de um escritório, manifesta de repente um forte desejo de fuga do local, como se tivesse captado um sinal de alerta. Segundos depois começa o tremor e pessoas correm em busca de saída.O fato relatado numa matéria recente do Daily Mail, divulga um vídeo que registrou o momento exato em que este cão labrador sai em disparada momentos antes de um tremor. Depois, as coisas começando a cair por todos os lados.
O veterinário PhD Robert Eckstein, estudioso do comportamento animal no departamento de biologia da Warren Wilson College, em Asheville, Estados Unidos, afirma:“eles sentem aspectos do mundo real que nós não temos conhecimento.”


Vininha F. Carvalho:ambientalista e presidente da Fundação Animal Livre.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Qual é o menor mamífero do mundo?

O título é disputado por dois animaizinhos realmente minúsculos: um morcego chamado kitti e um roedor, o musaranho-pigmeu. "Ambos pesam, em média, apenas 2 gramas", afirma o zoólogo Mário de Vivo, da USP.

Kitti(Craseonycteris thonglongyai)

O Kitti(Craseonycteris thonglongyai) - apelidado de morcego focinho-de-porco por causa do nariz empinado - mede entre 2,9 e 3,3 centímetros e só foi descoberto em 1974, nas cavernas do vale do rio Kwai, na Tailândia.

musaranho-pigmeu (Suncus etruscus)

O musaranho-pigmeu (Suncus etruscus) é o menor mamífero de todos os não-voadores, tendo apenas 52 mm de comprimento e uma cauda de 30 mm. O musaranho-pigmeu costuma ser encontrado nos campos, florestas e vales da Europa mediterrânea e também na África.Quando chega a noite, o musaranho, que consegue comer em pouco tempo uma determinada quantidade maior que seu peso, caça insetos, aranhas, vermes e larvas. Acredita-se que se o musaranho ficasse mais de dez horas sem alimentação, morreria rapidamente.
Seus filhotes costumam nascer cegos e pelados, e tornam-se independentes em poucos dias. Os filhotes nascem de uma gestação de 3 a 4 semanas, menores que uma abelha.
De comportamento valente e agressivo, tendo 30 dentes afiados, o musaranho-pigmeu é solitário, e pode chegar à morte se ficar exporto à luz do dia por um longo período; por isso se abriga em pedras e raízes de árvores. Sua defesa contra predadores é expelir um cheiro forte da sua própria pele.Seu coração bate aproximadamente 1 200 vezes por minuto.

Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br// - http://www.curiosidadesdomundoanimal.com.br

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Grãos de areia, o segredo maravilhoso da natureza

Ainda que cada grão de areia da praia pareça igual aos bilhões restantes, se olharmos sob uma perspectiva mais detalhada vamos descobrir a história particular que cada um tem para nos contar.
Formados por restos de explosões vulcânicas, de erosões das montanhas, de organismos mortos e inclusive de estruturas feitas pelo homem, a areia pode revelar a história geológica e biológica do meio em que vivemos. Se a observamos mais de perto, a areia mostra cores espetaculares, formas e texturas: cada grão de areia é uma diminuta obra de arte.

Formosos grãos verdes de areia da praia paradisiaca de Lumahai em Kauai, Hawaii. Formados por brilhantes pedaços de Olivina. Aumentados 110 vezes parecem jóia preciosas não talhadas.
Grãos de areia da Costa dos Esqueletos na Namibia parecem, segundo a análise em perspectiva, um universo em miniatura ou poeira, exatamente como nós... terra, simples poeira no universo cósmico.

Areia da praia japonesa de Zushi. No centro o que parece um cristal de zafira que sobreviveu a erosão devido a sua maior dureza.

Fonte:http://www.mdig.com.br

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

As formigas agricultoras


Se pensa que o Homem descobriu a agricultura, está enganado! Há mais de 50 milhões de anos que pequenas formigas desenvolvem culturas de fungos, como forma de garantir alimento, numa relação de contornos verdadeiramente impressionantes.
A descoberta da agricultura pelo homem teria acontecido há mais de 10 000 anos. Ao permitir o controle das fontes de alimento, a agricultura lançou as bases para o desenvolvimento das civilizações. Mas apesar desta descoberta ter sido um triunfo incontestável, na realidade o homem não foi o primeiro ser a pôr em prática técnicas agrícolas.Há cerca de 50 milhões de anos atrás, não muito depois do desaparecimento dos dinossauros, e muito antes do homem ter-se diferenciado dos chimpanzés, algures na bacia do Amazonas, um grupo de humildes formigas descobriu uma forma de assegurar alimento – tornaram-se agricultoras, cultivando fungos no interior dos formigueiros para a sua alimentação. Esta alteração do modo de vida terá ocorrido apenas num grupo restrito de formigas, já que a maioria das atuais 10 000 espécies mantém os seus hábitos de predador.
Contudo, a razão porque tal terá acontecido permanece indeterminada. É provável que a competição ou alguma alteração no ambiente tenha “empurrado” este grupo de formigas para uma modificação drástica dos seus hábitos, alteração essa que terá sido vantajosa, pois só assim se explica que atualmente existam cerca de 200 espécies agricultoras. Todas estas espécies pertencem à tribo Attini, e distribuem-se fundamentalmente pelas florestas tropicais da América Central e do Sul. Nesta categoria encontram-se géneros considerados “inferiores” ou mais primitivos e géneros “superiores”, dos quais fazem parte os géneros Atta e Acromyrmex, que correspondem às conhecidas “formigas cortadeiras”, extremamente especializadas.
Mas esta relação está longe de ser uma exploração; pelo contrário, ambos os intervenientes souberam tirar dela o melhor proveito. Na ausência de enzimas que possibilitam a degradação da matéria vegetal e de insetos mortos, estas formigas obtêm os nutrientes de que necessitam através dos fungos. Em contrapartida, eles ganham um local no solo onde se podem desenvolver, protegidos pelas formigas de predadores e parasitas, e conseguem obter mais material da área circundante do que se estivessem por sua conta, material esse que já vem preparado pelas enzimas produzidas pelos insectos.
Os fungos utilizam esta biomassa preparada para crescerem e acumulam tantos nutrientes que as extremidades das suas hifas incham com açúcares e proteínas, que depois os insetos podem “morder”. Para além disso, na preparação do substrato para as suas culturas, as formigas conseguem atenuar os efeitos dos fungicidas presentes nas plantas e desenvolveram a capacidade de escolher as folhas com menor conteúdo destes compostos. Esta aptidão é retribuída pelos fungos, já que eles conseguem degradar as substâncias insecticidas presentes no alimento trazido pelas formigas. A horta de fungos é, assim, uma forma eficiente de transformar material indigestível em alimento utilizável pela colónia de formigas.
Contudo, esta relação simbiótica assume contornos distintos, dependendo do tipo de “agricultores” envolvidos, nomeadamente do tipo de material que recolhem como substrato para o crescimento dos seus fungos. Assim, as formigas consideradas “inferiores” constituem colônias relativamente pequenas e colhem uma grande variedade de alimentos que colocam à disposição dos seus fungos, esperando que estes os degradem, desde ervas, folhas caídas, excrementos de insetos e mesmo os seus cadáveres. Contrariamente, as formigas “superiores” tendem a usar apenas material vegetal e as “cortadeiras” utilizam apenas material retirado de plantas vivas.
O mais antigo agricultor da Terra tem seis patas e pode ser capaz de nos dar algumas ideias de como praticar agricultura sem causar danos ambientais, pois é isto que tem feito durante muitos milhões de anos. As formigas poderão fornecer-nos algumas pistas sobre a forma de manter as mesmas técnicas agrícolas por tão longo tempo. Por exemplo, uma das lições que podemos reter prende-se com a necessidade de manutenção das diferentes variedades de plantas de cultivo em meio natural. Da mesma forma que as formigas saem para trazer novos fungos se uma doença devastar as suas culturas, os agricultores também deveriam poder ir buscar à natureza as plantas originais após o ataque de doenças. Por tudo isto, o que quer que nós tenhamos aperfeiçoado, em termos de práticas agrícolas, terá sido inquestionavelmente melhor realizado pelas formigas agricultoras, ao longo de 50 milhões de anos.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Tudo o que você queria saber sobre sapos


Os sapos fazem parte da classe dos anfíbios. Nascem como seres aquáticos, respirando por brânquias como os peixes e depois de algumas semanas perdem a cauda e ganham pernas saltadoras e vão viver na terra. Mesmo virando animais terrestres, sapos não ficam longe da água. É que eles respiram também pela pele e para isso precisam mantê-las sempre úmida. Se ela ficar seca, podem morrer sufocados.
Esses animais são importantes para o equilíbrio na natureza. Um sapo adulto come uma quantidade equivalente a três xícaras cheias de insetos por dia. Assim, ajudam a controlar a população de moscas e mosquitos.Alguns sapos podem saltar a uma altura de até 20 vezes seu próprio tamanho.A maior parte dos sapos tem a íris dos olhos redondas, mas algumas espécies tem a abertura da íris horizontal ou vertical, ou até mesmo triangular ou em forma de coração.O menor sapo do mundo é de Cuba com apenas meia polegada. O maior vem do Oeste da África e tem aproximadamente 12 polegadas.
O sapo de olhos vermelhos, encontrado na América Central, põem seus ovos sobre as folhas que ficam acima da água dos lagos. Quando os ovos eclodem, os girinos caem diretamente na água abaixo deles. Já que os olhos e narinas dos sapos ficam no topo de sua cabeça, eles podem ver e respirar enquanto o resto de seu corpo fica dentro da água. Sapos adultos tem pulmões, mas também absorvem oxigênio através de sua pele.
As rãs são pequenas, mais magras e têm membranas entre os dedos para facilitar o deslocamento na água, pois passam mais tempo na beira de lagos e rios. As pererecas têm ventosas nas pontas dos dedos, que as ajudam a subir em árvores e grudar em lugares difíceis de escalar. O corpo delas é pequeno e leve para que possam se deslocar com facilidade. Algumas espécies possuem veneno na pele. As mais coloridas são também as mais venenosas. Maiores e mais pesados, os sapos não são tão ágeis. Suas pátas são adaptadas à movimentação em terra. Eles possuem uma pequena bolsa atrás dos olhos que, quando apertada, libera o veneno. Os sapos mais venenosos costumam ser também os mais coloridos. É que eles não precisam se esconder de inimigos.
Existem cerca de 4000 espécies de sapos no mundo. Elas estão espalhadas por todo o mundo, exceto na Antártida e Islândia. Alguns sapos passam toda sua vida sobre árvores e nunca descem. Eles põem seus ovos sobre galhos de árvores ou em folhas.Alguns sapos põem até 25000 ovos enquanto alguns não chegam a quatro ovos. O Brasil tem o maior número de espécies de sapos! São cerca de 500, 10% do total do mundo, só na Mata Atlântica, estão aproximadamente de 160.Os machos de sapos e rãs cantam para atrair seu parceiro. O som que produzem varia de acordo com a espécie. A maioria dos sapos sai de seus esconderijos à noite, quando a temperatura é mais baixa e eles correm menos risco de ficarem desidratados.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Os macacos dominariam a Terra se a espécie humana fosse extinta?


Provavelmente não. "Embora os chimpanzés possuam um potencial impressionante para a comunicação abstrata e para criar mecanismos de transmissão cultural, não creio que tenham meios para gerar estruturas, como leis, rituais e burocracias, que costumam reger as sociedades extensas", afirma o etólogo, estudioso do comportamento animal, César Ades, da Universidade de São Paulo (USP). Outro problema é que, apesar de os chimpanzés usarem ferramentas na coleta e no aproveitamento de recursos alimentares, eles não armazenam alimentos - e a capacidade de estocagem foi uma das mais importantes condições históricas que favoreceram o aumento da população humana.
Também é preciso levar em conta que os símios, por serem fiéis ao hábitat silvestre, provavelmente não tentariam se fixar em ambientes tão variados (do ponto de vista do clima e da altitude) como fizeram os seres humanos. Com todas essas restrições, seria muito difícil que eles um dia dominassem a Terra, como mostrou o filme Planeta dos Macacos. Mesmo que nós humanos não estivéssemos por perto, o mais provável seria o planeta ficar sem nenhuma espécie dominante como a do
Homo sapiens.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Saiba como evitar pragas urbanas no verão


As altas temperaturas do verão são condições favoráveis para o aparecimento de hóspedes indesejáveis em casa: as pragas urbanas. Baratas, formigas, cupins, moscas, mosquitos, ratos, entre outros intrusos, se aproveitam do calor para se reproduzir. Mas, além de causarem danos materiais - uns devoram alimentos e outros destroem móveis -, há os possíveis malefícios à saúde da família.
"Essas pragas podem transmitir doenças graves ao homem. Alguns exemplos são: dengue, febre amarela e viroses, transmitidas por mosquitos; leptospirose, provocada pelo contato com a urina da ratazana; intoxicações, vômitos e diarreias, causadas por alimentos contaminados com fungos e bactérias deixados por moscas, baratas e formigas, que estão em contato com lixo, chão, tudo", cita a bióloga Lucy Figueiredo, diretora técnica da Associação Brasileira de Controle de Vetores e Pragas (ABCVP).
Já as lagartixas, comuns nas paredes das casas, apesar de assustarem muita gente com seu aspecto, não oferecem riscos. "Pelo contrário, são muito úteis por serem predadoras naturais de insetos. Comem até traças", diz a bióloga.
A prevenção, avisa a especialista, é essencial para dificultar a instalação dos invasores inconvenientes. "O próprio homem muitas vezes não se preocupa em tomar medidas preventivas. Ele até contribui para essa proliferação deixando lixo acumular, água parada, alimento estragado na geladeira, restos de comida pela pia, não higienizando a casa, entre outras atitudes erradas. E uma vez estabelecida a infestação, torna-se bastante difícil o controle, pois apenas os inseticidades à venda nos mercados não são suficientes", diz Lucy.
Para o combate eficiente das pragas urbanas deve-se procurar por empresas especializadas, que utilizam formulações químicas seguras e com aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não afetando o meio ambiente.
"Esse serviço não deve ser feito por leigos devido ao alto risco no contato com substâncias tóxicas. Somente técnicos especializados levam em consideração, além da biologia e hábitos das pragas, os requisitos de qualidade, saúde e segurança, usando produtos químicos adequados", destaca a bióloga.

O que fazer?
-Baratas: retire o lixo, vede frestas. Passe vaselina sólida misturada com óleo de cozinha nas bordas internas de um pote de vidro. Faça isca com pão embebido em cerveja e jogue no pote. A barata entrará, sem conseguir sair.
- Formigas: higienize a pia com produtos a base de cloro, não deixe restos de comida e alimentos adocidados. Cheiro de cravo, canela e borra do café repelem. Coloque numa tampa e deixe nos cantos da pia e armários.
- Moscas: não acumule lixo. Afaste-as enchendo sacos plásticos com água e pendure em locais com Sol.
- Pernilingos: não deixe água parada, coloque areia em vasos. Para repelir, velas de citronela.


domingo, 24 de janeiro de 2010

Que fim levaram bichos famosos, como Chita, Lassie, Flipper e Willy?

Chita

Com 76 anos completados, é o chimpanzé mais velho do mundo (com registro no Guinness Book) e, apesar de sofrer de diabetes, está bastante saudável. Também pudera! Ela tem a vida que todo chimpanzé pediu a Deus: vive em um retiro em Palm Springs, na Califórnia, junto com outros primatas aposentados do showbiz. Sua atividade preferida é a pintura, que, além de um hobby, é seu "ganha-pão": a venda dos seus quadros financia sua fundação, a Cheeta Primate Foundation, que garante uma vida digna a ex-artistas do mundo animal.

Flipper

No filme de 1963, que deu origem à série de TV, Flipper era interpretado por um golfinho fêmea, chamada Mitzi, que morreu de ataque cardíaco em 1967 e está enterrada no Centro de Pesquisas de Golfinhos, em Grassy Key, na Flórida. Na série (de 1964 a 1967), Flipper foi encarnado por cinco golfinhos (Susie, Patty, Squirt, Scottie e Kathy), todas fêmeas - mais dóceis e "treináveis" do que os machos.

Lassie

O collie Pal é a Lassie original, que estreou nos cinemas em A Força do Coração, de 1943. Ela faleceu em 1958, mas sua ligação com a personagem canina mais famosa da telona e da telinha manteve-se por muito tempo: todos os nove cães que encarnaram Lassie, são descendentes diretos de Pal. O curioso é que todos são machos interpretando uma fêmea.

Willy

Interpretada pela orca Keiko ("sortuda", em japonês), que fazia shows no parque Reino Aventura, no México. Depois da série de filmes, Keiko ganhou fãs, que se engajaram em uma campanha para retirá-la do cativeiro. Em 2002 ela foi solta e partiu para a Noruega, onde morreu em dezembro de 2003, de pneumonia, aos 27 anos. Em sua homenagem, o Oregon Coast Aquarium, nos Estados Unidos, construiu um memorial.

Babe

Se você acha que Babe era interpretado por um único porquinho, engano seu: só no primeiro filme do astro suíno foram empregados 48 animais! Em Babe 2: Um Porquinho na Cidade foram usados outros tantos, todos diferentes dos do primeiro filme. Impossível saber o caminho seguido por todos esses "atores", mas os produtores do filme garantiram que não deixariam nenhum deles virar bacon.


sábado, 23 de janeiro de 2010

IPCC (ONU) admite erro na previsão do desaparecimento do gelo nos Himalaias

Himalaia

Num relatório datado de 2007, o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas tinha estimado que, face à atual taxa de degelo nos Himalaias, consequência do Aquecimento Global, os glaciares na cadeia montanhosa poderiam desaparecer já em 2035.No relatório podia-se ler “Os glaciares dos Himalaias estão retrocedendo mais depressa do que em qualquer outra parte do mundo…a probabilidade de que tenham desaparecido em 2035 ou mais cedo é muito elevada”.
A data foi questionada por cientistas e o órgão da ONU, através do seu vice-presidente, Jean-Pascal van Ypersele, veio agora confirmar que não está correta. Aparentemente a data terá surgido inicialmente numa entrevista a um perito em glaciares indiano em 1999, tendo depois aparecido em 2005 num relatório da WWF que foi referido pelo IPCC em 2007 ou alternativamente terá resultado de uma leitura incorreta de um estudo que avançava 2350 como data da extinção dos glaciares nos Himalaias.
Como explicou Jeffrey Kargel da Universidade do Arizona “Se pensarmos que na grossura do gelo – 200 a 300m de espessura, atingindo os 400m em alguns casos – e se estamos perdendo gelo a uma taxa de um metro por ano, ou até 2m por ano, não é possível que 200m de gelo desapareçam num quarto de século”.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

“Greenroads” lança princípios para construção sustentável de estradas


Os EUA têm 10% das estradas pavimentadas do planeta. Com 6,4 milhões de quilômetros de estradas, os EUA gastam anualmente US$ 85 bilhões na construção de mais milhares de outros. Cada milha construída (1,6 km) gasta a energia suficiente para manter 200 casas norte-americanas durante um ano, consome matéria prima equivalente ao consumo de mil residências em um ano e gera tanto lixo quanto 1.200 casas por ano.
Agora, a empresa de pesquisa e engenharia CH2M Hill, ligada à Universidade de Washington, lançou o primeiro sistema de avaliação para construção sustentável de estradas, sob os princípios do programa LEED para construções “verdes”. O sistema “Greenroads” avalia o impacto total de uma estrada, incluindo o ambiental e o social, e leva em consideração desde as práticas e os materiais de construção até a poluição sonora e a existência de ciclovias.
Os projetos têm de preencher quesitos básicos referentes à construção, à geração de lixo, à poluição e à duração da obra. Podem ganhar pontos extras pelo uso de recursos reciclados ou locais, pela redução do uso de combustíveis fósseis, pela minimização do uso de água e pela implementação de sistemas inteligentes de gestão de tráfego.
“Estamos tentando ser bastante inclusivos e abranger uma diversidade de projetos de estradas”, diz Steve Muench, professor assistente de engenharia civil e ambiental na Universidade de Washington. “Por exemplo, em um projeto urbano você provavelmente terá de gastar muito tempo e esforço construindo uma superfície que dure décadas com o mínimo de manutenção, ou reduzindo o barulho dos pneus. Em um projeto rural, você terá de focar seu planejamento em recursos para lidar com tempestades e mau tempo, e deve incluir o tráfego de animais silvestres pela pista como prioridade” exemplifica.
O sistema “Greenroads” já tem o apoio de cinco departamentos estaduais de transportes dos EUA e a Universidade está monitorando 15 projetos (estudos de caso) para checar o uso de energia e a pegada de carbono, além dos custos. “Nós achamos que os custos devem ser um pouco maiores do que os de projetos convencionais, mas se levarmos em conta o custo total do ciclo de vida da rodovia, o sistema Greenroads leva vantagem”, explica Muench. “Eu comparo a iniciativa das ‘estradas verdes’ ao que ocorreu com as ‘construções verdes’ (greebuildings). Começou como uma iniciativa voluntária mas evoluiu na última década e agora aproximadamente 300 agências governamentais e educacionais adotaram políticas para certificação de novas construções com o selo LEED. Nesse sentido, não é mais uma iniciativa voluntária, não é mais uma opção: é um pré-requisito. Com o Greenroads, queremos guiar a indústria na direção certa”.
Os construtores de estradas salientam que eles já aderiram a algumas práticas ecologicamente corretas. A Portland Cement Association afirma que reduziu o uso de energia em cerca de 40% nos últimos 40 anos, e que 2 milhões de toneladas de material agregado reciclado são utilizados nas rodovias anualmente. Também garantiu que um mix de asfalto com uso menos intensivo de energia está sendo gradualmente utilizado em escala mais larga. Mas com 95% do material agregado saindo ainda fresco do solo (minas) e com a previsão de 8% de aumento nos gastos com rodovias este ano, os EUA parecem bem distantes de qualquer estrada realmente sustentável.
“Atualmente, produzimos lixo não reciclável, usamos mais do que conseguimos devolver à natureza e estamos alterando os ecossistemas mais do que deveríamos”, admitiu Muench. “Com o Greenroads estamos tentando fazer menos mal ao ambiente”.
Com informações do The Guardian.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Os animais sonham?


Sim. Em vários mamíferos estudados, como ratos, gatos, cães, macacos e elefantes, especialistas verificaram a presença do REM, estágio do sono em que rolam os sonhos. Nas aves também, mas, por outro lado, ainda não há registro de que isso ocorra com os répteis, talvez por serem animais de sangue frio. Mas qual é o conteúdo dos sonhos dos bichos? "É impossível formular hipóteses, mas acreditamos que esteja relacionado à memória de eventos vividos pelo animal", diz a psicobióloga Sílvia Helena Cardoso.
Uma das descobertas mais recentes foi feita por cientistas do Centro de Memória e Aprendizado do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, nos Estados Unidos. Ao monitorar a atividade cerebral de ratos acordados e dormindo, os pesquisadores viram que os roedores têm um padrão de sono semelhante ao nosso, com sonhos longos, complexos e até possíveis pesadelos!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Rede de supermercados e fornecedores lançam produtos sustentáveis


O Walmart Brasil e alguns dos seus principais fornecedores lançam hoje um projeto pioneiro no varejo brasileiro: o “Sustentabilidade de Ponta a Ponta”. Partindo da análise do ciclo de vida de seus produtos – da matéria-prima ao descarte – as indústrias parcerias do projeto – 3M, Cargill, Coca-Cola Brasil, Colgate-Palmolive, Johnson&Johnson, Nestlé, Pepsico, Procter&Gamble e Unilever – desenvolveram ou promoveram alterações significativas em produtos do seu portifólio, buscando reduzir seus impactos socioambientais.
“A ideia do projeto foi, em parceria com os fornecedores, levar a cadeia de suprimentos a dar um novo salto rumo à sustentabilidade, desenvolvendo produtos, linhas de produtos ou categorias que considerem e reduzam seus impactos no meio ambiente durante seu ciclo de vida”, afirma o presidente do Walmart Brasil, Héctor Núñez. “Dessa forma, o consumidor terá mais informações e opções sobre produtos mais sustentáveis, gerando um ciclo virtuoso de produção e consumo consciente”, acrescenta.
Ciente da complexidade em colocar em prática a sustentabilidade nas cadeias de suprimentos, especialmente num universo de 7 mil fornecedores e 60 mil itens em nossas lojas, o Walmart desafiou sua equipe de marcas próprias e nove parceiros comerciais para participar do projeto. Outra premissa foi que todos os produtos deveriam ser marcas reconhecidas pelo público. No caso de indústrias multinacionais, as melhorias dos processos e dos produtos podem ainda se tornar boas práticas nos setores em que atuam.Os parceiros que aceitaram o desafio fornecem mais de 40% dos produtos oferecidos nas lojas da rede, portanto, com um grande potencial para ampliar os conceitos do projeto para outros produtos de seus portifólios.
Os produtos que integraram o projeto foram: o achocolatado Toddy Orgânico, da Pepsico; a linha de águas Pureza Vital, da Nestlé, o amaciante Comfort Concentrado, da Unilever; o Band-Aid, da Johnson&Johnson; o desinfetante Pinho Sol, da Colgate-Palmolive; a esponja de banho - Ponjita Naturals Curauá, da 3M; a fralda Pampers Total Confort, da Procter&Gamble; o Matte Leão Orgânico, da Coca-Cola Brasil; a linha de óleos vegetais Liza, da Cargill; além do sabão marca própria TopMax, do Walmart (fabricado pela indústria Gaúcha Bertolini).
“Os produtos trazem diferenciais que vão da redução ou alteração do tipo de embalagem e matéria-prima utilizada, optando por opções recicláveis ou certificadas, à diminuição no consumo de energia, água e dos resíduos sólidos gerados”, cita Núñez.O papel do Walmart foi fornecer suporte técnico – representado pelo CETEA (Centro de Tecnologia de Embalagens), ligado ao Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), do governo de São Paulo – para todo o processo de desenvolvimento do produto, avalizando os resultados apresentados pelas empresas do início ao fim da cadeia produtiva.
Além disso, a empresa ofereceu a garantia de compra, a visibilidade e exposição diferenciada desses itens no ponto de venda.O projeto, que teve duração de 18 meses, contou com reuniões mensais que envolviam o mapeamento da cadeia produtiva do produto, a identificação de oportunidades de otimização e reduções de impactos ao meio ambiente em cada ciclo de seu desenvolvimento, além de mais de 3000 horas de consultoria técnica , com reuniões entre o fornecedor, o Walmart e o CETEA.“Nosso objetivo agora é ampliar o alcance do Projeto para os demais fornecedores e temos a expectativa de incluir, no mínimo, 10 novos produtos na próxima edição”, completa Núñez.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Qual foi a primeira ave da Terra?

Archaeopteryx

Foi o Archaeopteryx, que viveu no final do Período Jurássico, entre 159 milhões e 144 milhões de anos atrás. Meio ave, meio dinossauro, ele foi contemporâneo dos répteis famosos. O fóssil desse tataravô das aves de hoje foi descoberto no final do século 19 na Alemanha e ajudou os cientistas a compreender um pouco melhor a evolução das aves. Além de terem asas e o corpo coberto por penas (que são nada mais do que escamas modificadas), as aves são caracterizadas por ter bico, ossos ocos e uma espécie de quilha no osso do peito, na qual se prendem os músculos que movimentam as asas. Segundo a teoria mais aceita, esses animais surgiram a partir de uma linhagem de dinossauros bípedes. Mas ainda restam muitas dúvidas. Até hoje, os cientistas não conseguem desenhar uma linha evolutiva delas nem sabem qual foi a primeira a tomar o jeito das aves modernas.
O Archaeopteryx tinha dentes e possuía ossos na cauda como um pequeno dinossauro, nas asas ainda possuía três dedos, que serviriam para agarrar os galhos das árvores e auxiliar na subida das mesmas. A questão que gera dúvidas como já foi dito é o fato de o Archaeopteryx não possuir o esterno (robusto osso provido de uma quilha que as aves tem no peito, onde se inserem poderosos músculos que permitem o bater de asas para o vôo ), no entanto o Archaeopteryx possuía o chamado " osso da sorte " ou " forquilha " típico das aves. Não se sabe ao certo se o Archaeopteryx poderia levantar vôo e voar como as aves, mas sem dúvida " voava " de galhos em galhos, dava saltos enormes impulsionados pelas asas ( como as galinhas o fazem atualmente ) e planava caçando insetos nas matas do Jurássico.
É ou não é?
Nem tudo que voa e tem pena é ave. Alguns bichos pré-históricos eram aves legítimas, mas outros...

Pterossauro

Parece, mas não é ave. As dezenas de espécies deste bicho eram, na verdade, répteis voadores, primos distantes dos dinossauros. Ao contrário das aves, não tinha penas sobre o corpo. Mas, como elas, possuía ossos ocos, que facilitavam o vôo. Viveram há 230 milhões de anos e foram extintos há 65 milhões de anos, junto com os dinos

Velociraptor

O assunto ainda é polêmico, mas muitos cientistas dizem que este dino teria parte do corpo coberta de penas, pois essa era a aparência de alguns de seus parentes próximos. Isso não significa, no entanto, que ele era uma ave primitiva, mas pode ser mais uma evidência de que estes animais surgiram a partir dos dinos.

Ichthyornis

Esta ave aquática primitiva, ancestral bem distante das gaivotas, viveu entre 99 milhões e 65 milhões de anos atrás. Do tamanho de um pombo, tinha asas bem desenvolvidas e, ao contrário de muitas das aves pré-históricas, não possuía dentes. Seu cérebro era bem menor do que o das aves modernas.

Hesperornis

Com cerca de 1 metro de comprimento, esta ave primitiva não sabia voar, mas era uma excelente mergulhadora. Como vivia próximo à costa, provavelmente alimentava-se de peixes. Suas asas eram robustas e seu bico tinha uma fileira de dentes. Habitou o planeta por cerca de 23 milhões de anos e foi extinto há 65 milhões de anos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Conhecendo a natureza:Morcegos


Os morcegos são os únicos representantes dos mamíferos capazes de voar e têm extrema importância nos ecossistemas em que habitam, controlando populações de insetos e espalhando sementes.Eles podem ser encontrados em formas e tamanhos variados e têm um apurado sentido de ecolocalização.Ao contrário do que se pode imaginar, pouquíssimos morcegos alimentam-se de sangue, apenas 3 espécies das cerca de 1100 existentes.
Muitas vezes, por sua aparência e natureza, eles despertam o medo e a curiosidade dos homens e tem presença marcante na cultura humana, aparecendo em lendas, nas
artes e até na culinária.Em tempos de Cavaleiro das Trevas, que tal algumas curiosidades sobre morcegos?

A maior colônia urbana

Em Austin, Texas (E.U.A.) está a maior colônia urbana de morcegos do mundo, com a população estimada em 1.500.000 animais da espécie Tadarida brasiliensis.Cerca de 100.000 turistas por ano são atraídos para a ponte da Congress Avenue para ver a hora em que os morcegos deixam seu esconderijo sob a ponte ao cair da tarde.

A maior colônia do mundo

Também no Texas,mas agora em San Antonio, encontra-se a maior colônia de morcegos do mundo.Esses morcegos são da mesma espécie dos encontrados na colônia em Austin.Na caverna Bracken, calcula-se que o número de morcegos alcance entre (absurdos) 20 e 40 milhões, que demoram horas para esvaziar a caverna na hora de se alimentar, chegando a consumir 200 toneladas(!!) de insetos.Quando voltam a temperatura da caverna sobe de 20°C para 42°C.

O mais raro


Os morcegos das Ilhas Seychelles são os mais raros e também figuram na lista dos 10 animais mais raros do planeta.No passado estavam espalhados por todo o arquipélago e atualmente são encontrados somente nas ilhas centrais.O drástico declínio da população ainda é de origem desconhecida e, por isso, ainda não se sabem as medidas a serem tomadas para tentar salvar a espécie.A população atual é de aproximadamente 100 indivíduos e os cientistas acreditam que a partir de 500 seriam suficientes para manter a espécie.

O menor


Com tamanho aproximado entre 2,9 e 3,3 centímetros e pesando 2 gramas, o Kitti’s Hog-nosed Bat não só é o menor morcego do mundo como também, um dos menores mamíferos.São encontrados no oeste da Tailândia e sudeste de Burma e também encontram-se em risco de extinção devido a degradação do seu habitat.

O maior


Podendo alcançar até 2 metros de envergadura o Pteropus Vampyrus, também conhecido como raposa voadora, é o maior morcego do mundo e são encontrados em Brunei, Cambodia, Indonésia, Malásia, Burma, Filipinas, Tailândia, Tonga e Vanuatu.Esta espécie apresenta baixo risco de extinção.Eles alimentam-se exclusivamente de frutas e habitam o topo das árvores.Outro fato interessante é que esta espécie não possui o sentido de ecolocalização.


domingo, 17 de janeiro de 2010

Polo Sul está mais frio

Estação Antártica Comandante Ferraz

Com exceção dos meses de janeiro e março, as temperaturas em 2009 na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), do Brasil, ficaram abaixo das médias registradas nos anos anteriores pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e colocam o ano passado entre os mais frios desde que as medições começaram em 1986.
A temperatura média anual na estação foi de -8,5º C em 2009, se igualando ao ano de 2007 e só perdendo para 1995, com -10,3º C de média. Nesses três anos mais frios, aumentou a extensão de gelo que cobre a baía do Almirantado, próxima ao local da estação, e os dois lagos de água doce que abastecem a EACF congelaram.A temperatura mais baixa registrada lá no ano passado foi de -25,6ºC, no dia 5 de agosto.
De acordo com o pesquisador Alberto Setzer, do Inpe, havia 18 anos que a temperatura em agosto não caía abaixo dos 25º C negativos na estação brasileira.Mesmo com a grande variabilidade internatural a que o continente antártico está sujeito, que provoca alternância térmica de cerca de 3ºC entre um ano e outro, a equipe do Inpe averiguou que as médias anuais caíram em torno de 0,6º C nos últimos 14 anos.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Animais extintos: o Tilacino

Os tilacinos foram extintos da Austrália continental milhares de anos antes da colonização europeia do continente, mas sobreviveram na ilha da Tasmânia junto com diversas espécies endêmicas, incluindo o diabo-da-tasmânia. A caça intensiva encorajada por recompensas por os considerarem uma ameaça aos rebanhos é geralmente culpada por sua extinção, mas outros fatores que contribuíram podem ter sido doenças, a introdução de cães, dingos e a intrusão
humana em seu habitat.

video

O último registro visual conhecido ocorreu em 1932 e o último exemplar morreu no Zoológico de Hobart em 7 de Setembro de 1936 (vídeo abaixo). Apesar de ser oficialmente classificado como extinto, relatos de encontros ainda são reportados.
Como os tigres e lobos do hemisfério norte, dos quais herdou dois de seus nomes comuns, o tilacino era o predador-alfa da cadeia alimentar. Como um marsupial, não era relacionado a estes mamíferos placentários, mas devido a convergência evolutiva, ele demonstrava as mesmas formas gerais e adaptações. Seu parente mais próximo é o diabo-da-tasmânia.
O tilacino era um dos dois únicos marsupiais a terem um marsúpio em ambos os sexos (o outro é a cuíca-d'água). O macho tinha uma bolsa que agia como um revestimento protetor, protegendo os órgãos externos do animal enquanto este corria através de mata fechada.

Fonte:Wikipedia.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Conhecendo a natureza:Hooded Pitohui – Um pássaro venenoso

hooded pitohui

Cobras, aranhas, sapos e até mesmo, peixes venenosos são relativamente comuns, certo?E um pássaro venenoso? Pois é, esse é o hooded pitohui.Identificado pela primeira vez, no final da década de 80, na Papua Nova Guiné, esses pássaros de coloração preta e laranja carregam em sua pele e penas uma potente neurotoxina.A mesma encontrada em algumas espécies de sapos.
Estudos indicam que a ave, assim como os sapos, não produz a toxina, e sim, a adquire através de sua dieta.A defesa do hooded pitohui tem se mostrado tão eficaz que até mesmo outros pássaros que não possuem a toxina mimetizam suas cores para enganar os predadores, já que esses identificam o prato indigesto pela coloração das penas.
Na foto acima, as duas imagens de cima mostram pitohuis verdadeiros e as duas de baixo, duas espécies que o imitam.Em seres humanos que manuseiam o pássaro podem ocorrer náuseas e dormência da boca.Mais uma vez a natureza nos surpreende com seus mistérios.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Os desejos dos homens e das plantas


O desejo íntimo de uma planta é o mesmo de todo animal: crescer e reproduzir. Mas se você perguntar à planta o que falta na Terra para ela crescer mais eficientemente, a resposta virá rapidamente. "Nitrogênio e CO2", retorquirá o vegetal. "A água e o nitrogênio que minhas raízes retiram do solo, o CO2 capturado pela minhas folhas e a luz são tudo de que necessito para crescer. E você, humano, do que precisa para crescer?" Sincero, você vai responder: "Te comer".
Mas, se é essa a lógica que move plantas e seres humanos, por que toda a preocupação com o gradual aumento da quantidade de CO2 na atmosfera (40% em 60 anos) e do nitrogênio nos rios e oceanos (100% em 60 anos)? Todos os experimentos confirmam que se você aumentar a quantidade de nitrogênio no solo as plantas crescem mais rápido (é o milagre dos adubos) e se você colocar uma planta em uma estufa e aumentar a quantidade de CO2 ela também vai crescer mais rapidamente. Não bastaria deixar as plantas se encarregarem de remover o CO2 que nossos carros movidos a derivados de petróleo despejam na atmosfera?
O problema é que as interações entre os milhares de seres vivos que convivem em cada metro quadrado do planeta evoluíram em um ambiente carente de nitrogênio e CO2. Quando aumentamos a quantidade de CO2 ou de nitrogênio, a população de cada ser vivo se altera. Algumas plantas e animais se aproveitam dessa abundância para crescer, outros deixam de ser competitivos e desaparecem. O resultado é que a biodiversidade diminui.
Sabendo que o aumento de cada um desses compostos reduz a biodiversidade, os ecologistas suspeitavam de que a combinação do aumento da quantidade de nitrogênio e da concentração de CO2 poderia ter um efeito devastador na biodiversidade. Mas medir esses efeitos na natureza não é fácil. É preciso comparar quatro áreas: uma em que nada foi alterado; uma em que somente o nitrogênio foi aumentado; outra em que somente o CO2 foi alterado; e, finalmente, a quarta área, em que CO2 e nitrogênio foram aumentados. Além disso, é necessário esperar pelo menos dez anos para que as mudanças se estabilizem.
A sorte é que existem cientistas com paciência. Um grupo deles iniciou, na década de 1980, o famoso LTER (Long Term Ecological Research), em Cedar Creek, Minnesota, nos EUA. Nesse experimento, 60 quadrados de uma área de campo nativo foram equipados com centenas de tubos capazes de liberar CO2 de modo a alterar a atmosfera em cada quadrado e tubos de irrigação que permitem controlar a presença de diversos fertilizantes no solo.
Durante o governo Clinton, quando o experimento foi iniciado, a biodiversidade de cada quadrado foi analisada cuidadosamente antes de se alterar as condições de cada quadrado. Depois, durante o governo Bush, o desfio foi conseguir verba por dez anos para manter os experimentos. Agora, 12 anos depois, a biodiversidade de cada quadrado foi reavaliada.
O resultado demonstra que o aumento do CO2 diminui em 2% a biodiversidade e o aumento do nitrogênio reduz a biodiversidade em 16%. Mas o que surpreendeu os cientistas é que não foi observado um efeito aditivo ou multiplicativo na presença do CO2 e do nitrogênio. Nos quadrados em que os dois foram aumentados simultaneamente, a diminuição da biodiversidade foi de somente 8%. O aumento do CO2 contrabalança o efeito negativo do nitrogênio.
Esse resultado demonstra o quão pouco sabemos sobre o comportamento dos ecossistemas. Isso não é de se estranhar, já que a ecologia é uma ciência que ainda não celebrou seus 200 anos. Se por um lado nossa ignorância é um bom argumento para que sejamos cautelosos ao alterar o ambiente, por outro lado ela justifica um certo ceticismo em relação a muitas das previsões catastróficas divulgadas nos últimos anos.

* Fernando Reinach (
fernando@reinach.com) é biólogo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Descoberto animal-planta capaz de produzir clorofila

Elysia chlorotica

A lesma marinha Elysia chlorotica, que habita os sapais da costa Este dos EUA, é um animal com forma de folha que é capaz de produzir alimento através da captação de luz solar, um mecanismo característico das plantas e denominado fotossíntese . Aparentemente este animal-planta alimenta-se de algas do género Vaucheria adquirindo os seus cloroplastos – estruturas que alojam os componentes essenciais à fotossíntese - e alguns genes.
Até agora pensava-se que a clorofila adicional necessária ao funcionamento dos cloroplastos era acumulada por ingestão das algas, mas investigadores da Universidade do Sul da Florida descobriram que a lesma marinha produz a sua própria clorofila porque já integrou os genes das algas de que se alimenta.
Os cientistas utilizaram lesmas que não se alimentavam há cinco meses e forneceram-lhes aminoácidos com carbono radioativo expondo de seguida os animais à luz solar, após o que detectaram a presença de clorofila a radioativa.
Existem outros animais, como os corais, que aproveitam os produtos da fotossíntese ao alojar microorganismos no seu sistema digestivo, mas estas lesmas marinhas vão mais longe ao adquirir a capacidade de realizar a fotossíntese de forma autónoma depois de ingerir a primeira refeição de algas, após a qual não necessitam de se alimentar até ao fim da vida.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Existe alguma planta que dança?

video

Sim existe, ela se chama Telegraph Plant (Codariocalyx motorius),veja o video, muitas vezes chamada de Desmodium, também conhecido como planta semáforo ou mato dançante, é um arbusto tropical asiático, uma das poucas plantas capazes de movimento rápido, outros plantas que fazem os mesmos movimentos incluem a Mimosa e a dionéia.
É amplamente distribuída por todo o Bangladesh, Butão, Camboja, China, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Nepal, Paquistão, Sri Lanka, Taiwan, Tailândia e Vietnã. Pode até ser encontrada nas Ilhas Society, uma cadeia de ilhas remotas no sul do Pacífico. Produz pequenas flores roxas.
Esta planta é famosa pelo movimento de pequenos folhetos laterais em velocidades rápidas o suficiente para ser perceptível a olho nu. Esta é uma estratégia para maximizar a luz solar através do rastreamento do sol. Cada folha é equipada com uma dobradiça que permite que ele seja movido a fim de receber mais luz solar, no entanto, devido o peso dessas folhas, a planta precisa gastar muita energia para mudá-lo. Para otimizar a circulação das grandes folhas, cada folha tem dois folhetos pequenos na sua base. Estes se movem constantemente ao longo de uma trajetória elíptica, ao sabor da intensidade da luz do sol, e dirige a folha grande para a área de maior intensidade.
O nome comum é devido à rotação dos folhetos, com um período de cerca de 3 a 5 minutos, o que foi comparado a um telégrafo de semáforo, uma estrutura com pás ajustável que podia ser visto à distância, a posição da qual transmitiu uma mensagem em semáforo, daí o nome comum.
Os tamis chamam esta planta de "ThozhukaNNi" ,tem sido utilizada pela medicina em Siddha há séculos. É um remédio muito útil para aderir ferimentos de corte e curá-los. Também é usado para curar picada de cobra. Por isso, é também chamado de raiz do encantador de serpente. A planta é descrito em detalhes em 1880,por Charles Darwin,no artigo The Power of Movement in Plants.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Conhecendo a natureza:Três Formigas que você não gostaria de conhecer de perto

Ao contrário do que muitos podem pensar, alguns dos ferrões mais dolorosos do mundo dos insetos pertencem as formigas, apesar da fama ficar com abelhas e vespas.Se você já teve um encontro com a formiga lava-pés e achou desagradável, aqui vão 3 bichinhos para passar bem longe.
Pogonomyrmex maricopa é uma das formigas mais comuns do Arizona (E.U.A) e é considerada o inseto mais venenoso do mundo.O veneno contido na picada desta formiga é equivalente ao de doze picadas de abelha. O processo da picada é efetuado em duas partes em que a formiga morde e segura com suas mandíbulas e aplica o ferrão. Esse método permite que ela injete veneno repetidas vezes na mesma região.Em pessoas alérgicas seu veneno pode provocar a morte.
A Paraponera clavata (formiga cabo-verde) existe nas florestas tropicais da Nicarágua até o Paraguai e é famosa por seu ferrão.Sua picada é considerada a mais dolorosa de todos os insetos e ocupa o topo da escala Schmidt de dor (Schmidt Sting Pain Index), sendo descrita como 24 horas ininterruptas de dor intensa.Em rituais de iniciação de algumas tribos, para atingir a maioridade, um garoto precisa aguentar vinte picadas dessa formiga sem gritar.
O que seria de uma lista com insetos venenosos se não constasse ao menos um vindo da Austrália?Myrmecia pilosula é uma formiga encontrada na Austrália e na Tasmânia que, quando adultas, tendem a ser solitárias, apesar de viverem em colônias. São extremamente territoriais e agressivas e lutam com outras da mesma espécie e até mesmo, com as da sua própria colônia.
O veneno dessa formiga está entre os mais potentes do mundo dos insetos e a ferroada provoca inchaço, irritação e febre. Em pessoas alérgicas, pode provocar choque anafilático.Na Tasmânia ela provoca mais mortes do que aranhas, vespas, cobras e tubarões. Combinados!


domingo, 10 de janeiro de 2010

Aquecimento Global?Assim como na Europa, E.U.A e Ásia o México tem temperaturas mais baixas dos últimos 124 anos


O México vem registrando as temperaturas mais baixas dos últimos 124 anos, de acordo com o Serviço Meteorológico Nacional (SMN).O inverno rigoroso no hemisfério norte provocou o fechamento dos três principais portos de exportação de petróleo - pontos de saída de cerca de 97% da produção de hidrocarbonetos do México.
Os portos de Acyo Arcas, Tres Bocas e Coatzacoalcos, localizados no Golfo de México, devem permanecer fechados até que o clima fique mais ameno, de acordo com o Ministério das Comunicações do México.O SMN afirmou que uma frente fria já atinge 22 dos 32 Estados mexicanos. As zonas montanhosas de Coahuila, Durango e Chihuahua, no norte do país, registraram temperaturas de -11°C.
As aulas foram suspensas nas escolas de oito Estados e, em quatro outros, os alunos das escolas primárias estão sendo instruídos a chegar mais tarde.O governo decretou estado de emergência em Zacatecas e Durango, e as autoridades sanitárias estão atentas para um possível aumento da incidência de gripe suína - doença que afetou duramente o país em 2008.De acordo com o Ministério da Saúde, até o momento a onda de frio causou a morte de nove pessoas em várias partes do país.
Vento
A onda de frio no México tem consequências diferentes em cada região. No Estado de Oaxaca, no sudoeste do país, o Instituto Estatal de Proteção Civil disse que ventos de até 140 quilômetros por hora provocaram o capotamento de quatro caminhões de carga.Em várias cidades no Estado de Coahuila, no norte do país, o abastecimento de água potável foi suspenso porque os canos congelaram. As autoridades pediram que as pessoas tomem providências para evitar que os canos de suas casas estourem.
Partes elevadas da Cidade do México estão cobertas de neve. Centenas de pessoas buscaram essas áreas para recreação, mas a polícia está impedindo o acesso para prevenir acidentes.As imagens mais comuns na televisão mexicana no momento são de pessoas com casacos pesados para enfrentar o frio - mesmo os moradores de zonas de clima quente como Yucatán e Tabasco.Nesses Estados as autoridades distribuíram cobertores para os mais necessitados.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Existe atualmente algum réptil voador como os pterodactilos?

video

Descartando as aves, descendentes vivas dos dinossauros, a resposta é não. Não existe um análogo atual ao extinto pterodactilo entre os répteis modernos. No entanto, atualmente existem alguns répteis com habilidades aéreas surpreendentes. Este é o caso da serpente arborícola voadora do Sudeste Asiático que é capaz de mergulhar de grandes alturas e ir planando por mais de 100 metros.
Sua constituição, realmente delgada, a sua capacidade de expandir as costelas para aumentar a sua superfície corporal e portanto sua resistência ao ar, e especialmente seu movimento helicoidal no ar -na verdade se movem como se estivessem nadando na superfície da água-, não só lhe permite descer com segurança de galho em galho, mas também planar pequenas distâncias em um plano horizontal.
Não é de estranhar que este réptil pequeno (1,2 metros de comprimento) pouco peçonhento, seja conhecido como serpente voadora (Chrysopelea paradisi). Estas serpentes usam sua habilidade aérea para capturar pequenos répteis e escapar de seus inimigos. Claro que suas presas também têm habilidades incríveis como mostrado no vídeo acima com o interessante lagarto voador (Draco Volans).
Fonte:National Geographic

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Conhecendo a natureza:Crustáceo come a língua do hospedeiro e toma seu lugar

Cymothoa exigua é um animal marinho que mede entre 3 e 4 cm.Trata-se de um crustáceo parasita com uma característica, no mínimo, bizarra.

Por quê? Bom, vejamos, ele entra pelas guelras do peixe (Lutjanus guttatus) e fixa-se em sua língua.
Como se isso já não bastasse, o bicho começa a sugar o sangue da língua do peixe e, conforme vai crescendo, vai sugando mais e mais sangue, devido a falta de sangue, a língua atrofia e some.

Dando seqüência a esse cenário de filme de terror, o parasita substitui a língua do peixe com seu próprio corpo ligando-se a seus músculos.O peixe, por sua vez, é capaz de usar o parasita normalmente como seu órgão perdido, tendo apenas que dividir suas refeições com seu novo “amigo”.

Este é o único caso conhecido em que um parasita substitui um órgão do hospedeiro de forma funcional.
Realmente a natureza as vezes nos assusta com a sua forma de manter a vida.


Fonte:http://en.wikipedia.org/wiki/Cymothoa_exigua

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Conhecendo a natureza:você sabe qual é o menor pássaro do mundo?

beija-flor-abelha

Os beija-flores são pequenas e coloridas aves pertencentes à família Trochilidae, para qual já foram descritas cerca de 330 espécies. Eles existem apenas nas Américas, onde podem ser encontrados nos mais diversos ambientes, onde ocorrem do extremo da América do Sul até o Alasca, sendo mais abundantes nas regiões próximas ao Equador.
O menor deles é o beija-flor-abelha, que, em média, mede apenas 5 centímetros de comprimento e pesa ínfimos 2 gramas. A ave, menor do que seu dedo indicador, tem outra curiosidade: em comparação com outras aves, é a que fica, proporcionalmente, o maior tempo da vida voando. O pequeno pássaro vive principalmente na ilha de Cuba, no Caribe, e seu habitat preferido são florestas, jardins, pântanos e vales. O bichinho se alimenta de insetos, pequenas aranhas e do néctar das flores. Além de compacto, o beija-flor- abelha (Mellisuga helenae) é um pássaro muito ágil e veloz. Para escapar de seus inimigos, como os falcões, as águias e algumas espécies de sapos, ele é capaz de fazer manobras acrobáticas e arriscadas no ar, como realizar bruscas paradas e voar para trás. Isso só é possível porque os beija-flores, também conhecidos como colibris, são dotados de músculos especialmente adaptados para o vôo e asas capazes de bater na estonteante velocidade de 80 vezes por segundo - o mesmo tempo que você gastou para ler a palavra "estonteante".
O registro mais antigo desta ave é um fóssil de mais de 30 milhões de anos, que foi encontrado na Alemanha. Como atualmente os beija-flores só existem nas Américas, os cientistas ainda estão em dúvida entre duas hipóteses. A primeira é que eles existiam na Europa, mas se extinguiram há milhões de anos.A outra é que o fóssil na verdade não pertence a um ancestral do beija-flor, mas sim a outra ave parecida. Esta segunda teoria é a mais aceita, pois se acredita que os beija-flores tenham se originado nas florestas do Brasil, onde competiam com os insetos pelo néctar das plantas, e então se dispersado para o resto do continente americano.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Países europeus unem-se para criar mega-rede de energia gerada a partir de fontes renováveis


O objetivo da União Europeia de, em 2020, satisfazer 20% das suas necessidades energéticas recorrendo apenas a fontes renováveis estará mais próximo de concretizar-se quando o plano de nove países europeus para criar uma mega-rede de energia gerada a partir de renováveis tomar forma.
Alemanha, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Dinamarca, Suécia, Irlanda e Reino Unido reúnem-se este mês para definir os termos de uma iniciativa que pretende ligar projetos de aproveitamento de energias renováveis na envolvente do Mar do Norte numa rede de fornecimento de energia limpa.
A rede incluirá desde os parques eólicos da Escócia até aos parques de painéis solares da Alemanha passando pelos dispositivos de aproveitamento da energia das ondas nas costas da Bélgica e da Dinamarca e os empreendimentos hidro-eléctricos instalados nos fiordes da Noruega, criando-se uma megabateria de 30GW de potência.
A rede, que, será constituída por cabos submarinos de elevada eficiência representará um investimento de até 30 bilhões de euros e espera-se que se torne realidade na próxima década. Os pormenores técnicos, de planejamento e as questões legais serão discutidos numa reunião entre representantes dos nove países envolvidos na iniciativa.
A super-rede na envolvente do Mar do Norte pode vir a constituir a estrutura de base de uma rede mais ampla que abarcará toda a Europa e pode inclusivamente ligar-se a um mega-projeto idealizado para capturar a energia solar no deserto do Sahara e que se pretende que forneça 15% da electricidade Européia em 2050.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Para que servem animais como barata, mosquito e formiga?

Mesmo os animais que parecem insignificantes ou repugnantes para algumas pessoas têm sua importância, pois fazem parte de uma complexa cadeia alimentar. Mas também não seria o fim do mundo se algum dos bichos citados acima sumisse do planeta. Não haveria um desequilíbrio ambiental desastroso. "Existem tantos insetos na Terra que, se uma espécie for extinta, ela será substituída por outra para desempenhar o mesmo papel", afirma o biólogo Odair Bueno, do Centro de Estudos de Insetos Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp). E um desses papéis, claro, é o de atazanar um pouco a nossa vida.
Bichos como baratas, mosquitos e formigas desenvolveram um convívio tão íntimo com o homem que se transformaram em verdadeiras pragas urbanas. "Eles desempenham uma ferrenha competição com os humanos ao utilizar os mesmos alimentos e até nossos detritos", afirma o biólogo.

Fim de espécies impopulares traria mais problemas na natureza

Barata

O problema depende das baratas a ser eliminadas. As urbanas não fariam mesmo muita falta. Mas a gente nem imagina que as baratas que vivem na natureza têm uma função importante: elas se alimentam de restos de animais, excrementos de aves e material vegetal em decomposição. E essas atividades são essenciais para manter a floresta viva.

Mosquito

"Nas cidades, a eliminação dos mosquitos não teria maiores conseqüências", diz o entomologista Delsio Natal, da Faculdade de Saúde Pública da USP. Porém, se os mosquitos silvestres sumissem, a cadeia alimentar de certos peixes que comem suas larvas seria impactada. Ou seja, poderia haver menos peixe de água doce pra comermos.

Lagartixa

O desaparecimento delas talvez causasse uma superpopulação de mosquitos, moscas e outros insetos que infernizam nossa vida, mas que fazem parte do cardápio das lagartixas. "Mas seriam alterações ambientais localizadas e passageiras", afirma o biólogo Hussam Zaher, do Museu de Zoologia da USP.

Formiga

Elas atuam como jardineiras da natureza: escavam o solo, ajudam a ventilá-lo e espalham sementes. Além disso, comem animais vivos e mortos. "As formigas estão entre os principais predadores de outros insetos. Se fossem extintas, com certeza aumentaria a população deles, com reflexos negativos para o homem", diz Odair Bueno.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Peixe gigante da Amazônia pode estar mais ameaçado do que se pensa

Pirarucu

O pirarucu (Arapaima gigas), é o maior peixe com escamas que ocorre em habitats de água doce podendo atingir os 3m de comprimento e os 200kg de peso. O animal habita os rios amazónicos e apesar dos seus hábitos aquáticos respira ar, pelo que deve emergir a cada 5-15 minutos.
Como consequência do seu avultado tamanho e dos seus hábitos de deslocação frequente à superfície, o pirarucu tem sido alvo de sobrepesca e alguns estudos realizados por investigadores americanos sugeriram que esta pode ser uma ameaça séria.
Perante o estado precário das populações de pirarucu o Brasil implementou medidas de controle e gestão da atividade pesqueira do peixe gigante. Embora tenham sido postos em prática alguns projetos comunitários de gestão da pesca de pirarucu, que originaram um crescimento anual de 50% em algumas populações, outras continuam a padecer de elevada sobrepesca o que leva a um temor pela sobrevivência da espécie.
Recentemente foram publicados novos dados que voltam a “soar” o alarme no que toca à conservação do maior peixe de água doce com escamas do mundo. Com efeito, um estudo levado a cabo pela equipe que alertou para a desfavorável situação populacional do pirarucu revelou que os especímes de museu identificados como Arapaima gigas pertencem na realidade a quatro espécies distintas.
Assim, pode dar-se o caso que embora algumas populações de uma ou outra espécie estejam se recuperando, haja outras que permanecem sob a ameaça da sobrepesca que podem aproximar-se da extinção.
Assim, os investigadores defendem ser essencial a realização de mais estudos para saber mais sobre as diferentes espécies e poder gerir com eficácia a ameaça da sobrepesca.

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