sábado, 31 de outubro de 2009

Lixo eletrônico em excesso

Há mais de dez anos tem crescido enormemente o uso de dispositivos eletrônicos portáteis, como computadores, telefones celulares e tocadores de música (primeiramente CD e, depois, arquivos digitais). Um dos resultados, que a princípio não parecia preocupante, é o acúmulo de lixo.Eletrônicos hoje representam o tipo de resíduo sólido que mais cresce na maioria dos países, mesmo nos em desenvolvimento. Um dos grandes problemas de tal lixo está nas baterias, que contêm substâncias tóxicas e com grande potencial de agredir o ambiente.
Em artigo publicado na edição desta sexta-feira (30/10) da revista Science, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, comentam o problema e a ausência de políticas adequadas de reciclagem.“O pequeno tamanho, a curta vida útil e os altos custos de reciclagem de tais produtos implicam que eles sejam comumente descartados sem muita preocupação com os impactos adversos disso para o ambiente e para a saúde pública”, apontam os autores.
Eles destacam que tais impactos ocorrem não apenas na hora de descartar os equipamentos eletrônicos, mas durante todo o ciclo de vida dos produtos, desde a fabricação ou mesmo antes, com a mineração dos metais pesados usados nas baterias.“Isso cria riscos de toxicidade consideráveis em todo o mundo. Por exemplo, a concentração média de chumbo no sangue de crianças que vivem em Guiyu, na China, destino conhecido de lixo eletrônico, é de 15,2 microgramas por decilitro”, contam.
Segundo eles, não há nível seguro estabelecido para exposição ao chumbo, mas recomenda-se ação imediata para níveis acima de 15,2 microgramas por decilitro de sangue.Os pesquisadores estimam que cada residência nos Estados Unidos guarde, em média, pelo menos quatro itens de lixo eletrônico pequenos (com 4,5 quilos ou menos) e entre dois e três itens grandes (com mais de 4,5 quilos). Isso representaria 747 milhões de itens, com peso superior a 1,36 milhão de toneladas.
O artigo aponta que, apesar do tamanho do problema, 67% da população no país não conhece as restrições e políticas voltadas para o descarte de lixo eletrônico. Além disso, segundo os autores, os Estados Unidos não contam com políticas públicas e fiscalização adequadas para a reciclagem e eliminação de substâncias danosas dos produtos eletrônicos.Os pesquisadores pedem que os governos dos Estados Unidos e de outros países coloquem em prática medidas urgentes para lidar com os equipamentos eletrônicos descartados. Também destacam a necessidade de se buscar alternativas para os componentes que causem menos impactos à saúde humana e ao ambiente.


Fonte: Agência FAPESP

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

5 dicas para tornar sua empresa sustentável

Cada vez mais cresce a pressão para que as empresas sejam sustentáveis. No entanto, a maioria delas sequer possui profissionais com foco em questões voltadas a sustentabilidade e gestão em meio-ambiente. Lacuna que abre portas às equipes de tecnologia da informação (TI), as quais têm excelente chance de tomar proveito do que já sabem sobre TI Verde.
Ou sejam, estão na frente de outros profissionais por deterem mais conhecimentos sobre sustentabilidade e liderar esse processo nas organizações. Agora, por que TI deve assumir esse papel? A primeira razão é o fato de a tecnologia estar presente em todas as áreas da organização.
Segundo, as principais medidas para economizar energia elétrica e cortar custos e que contribuem para o meio-ambiente vêm de ações da área de TI. O problema está em como obter conhecimento para liderar a área. “Não existe ainda um currículo padrão para as melhores práticas de TI Verde”, diz o vice-presidente da consultoria inglesa Datamonitor Group e um dos fundadores da consultoria verde SIG411 LLC, Adrian Bowles.
Isso significa que os profissionais precisam aprender sozinhos ao mesmo tempo em que são cobrados para entregar resultados “verdes”. A reportagem do Computerworld nos Estados Unidos ouviu diversos líderes de TI e identificou cinco conjunto de ações bastante valiosas, que podem ajudar as empresas a torná-las mais sustentáveis. Confira abaixo:

1. Crie ambientes que tornem viável projetos com foco em sustentabilidade

Organizações de todos os tipos e tamanhos estão tentando criar ambientes de trabalho mais sustentáveis. Algumas até vêm buscando a liderança na área com certificados oficiais que atestem essa condição. Para tanto, os profissionais de TI são chamados a criar soluções.
“Não é algo que costumamos fazer na condição de profissionais de tecnologia” diz o vice-presidente global de Energia e Utilites da IBM, Brad Gammons. Os profissionais de TI vão ter que pensar em como suas decisões causam impacto no projeto de sustentabilidade e, consequentemente, na forma em que as instalações da empresa afetam a infraestrutura tecnológica.
“O impacto é grande nos tipos de dispostivios usados, no local onde as pessoas serão alocadas, assim como nos espaços de trabalho que são desenhados, entre outras questões”, explica Gammon. O departamento de tecnologia também precisa entender melhor as infraestruturas complexas usadas para a manutenção de prédios inteligentes.
Tecnologia cuida dos espaços físicos, sistemas de segurança, controle de acesso e, em alguns casos, até mesmo dos sistemas de aquecimento e ar condicionado. “Nos velhos tempos, o gerenciamento de sistemas de edificações funcionavam como ilhas. Hoje, tudo se integrou no departamento de TI”, afirma o vice-presidente global de energia e sustentabilidade da Johnson Controls, Clay Nesler. A empresa é fornecedora de soluções de energia para edifícios.
De acordo com Nesler, os técnicos de TI devem entender as métricas e os sistemas de monitoramento que estão por trás dos edifícios sustentáveis e entender, com clareza, que eles possuem requisitos diferentes de outros sistemas relacionados aos computadores. “Você não pode resetar um ar condicionado da mesma forma que faz com um servidor”, diz. “Há questões de segurança e de saúde ligadas ao uso do equipamento. Se o profissional olhar somente para o console de sistema, pode levar em consideração todas essas variáveis”.

2. Mantenha regras que controlem as emissões de carbono

A TI passa a ter, também, a responsabilidade de cortar as emissões de carbono da empresa, mesmo aquelas que precisam manter uma rede de logística vasta. Assim, alguém da área de tecnologia deve entender de carbono e saber mensurá-lo nos produtos e processos por toda a companhia, diz Adrian Bowles, da Datamonitor.
Assim, a área de TI terá de colaborar com outras unidades de negócios para calcular, capturar e reportar todas as atividades de compra e saídas feitas por diversos departamentos. Ou seja, dentro do próprio departamento de tecnologia, por exemplo, pode-se avaliar quanto o desenvolvimento de uma aplicação vai emitir de carbono com a energia gasta com hardware em testes.
Todas as unidades possuem suas próprias questões do gênero. “Assim, o profissional de TI precisará entender a economia e as implicações do gerenciamento de carbono: o que é monitorado hoje, o que deveria ser monitorado e quais serão as demandas do futuro que também precisarão ser observadas”, explica Bowles. “Não dá para gerenciar o que não se consegue medir”.

3. Procure se adequar às regulamentações ligadas ao meio-ambiente

Os líderes de tecnologia estão se deparando com leis e regulações que impactam tudo o que a TI produz, compra, descarta e emite de carbono. No Brasil, as iniciativas existem, mas ainda são incipientes. A regulamentação que existe no mundo é um excelente parâmetro, sobretudo pelo seu rigor, embora sejam realistas quando à possibilidade de se adotar uma postura mais verde e sustentável, sem impacto nos negócios.

4. Adote políticas de gerenciamento de energia

Os profissionais da área de TI devem desenvolver um melhor entendimento sobre a necessidade de energia de toda a organização e como as pessoas se relacionam com os dispositivos elétricos, diz o diretor de marketing e ecotecnologia da Intel, John Skinner.
O executivo reconhece que a maior parte das companhias já possui pessoal específico para cuidar da conta de energia, mas acredita que os profissionais de TI é que deverão se envolver com a área e em tecnologias que começam a despontar, como a virtualização.
Além de desenvolver sistemas de monitoramento, criar data centers eficientes, pensar na tendência das redes inteligentes de energia elétrica e em seus requisitos, os profissionais também devem lidar com uma situação em que a alimentação não é suficiente para atender às necessidades da empresa em determinados locais. “A menor disponibilidade de energia também é algo que exigirá grandes esforços dos profissionais”, afirma o analista sênior da Datamonitor, Vuk Trifkovic.

5. Reconstrua as habilidades já existentes

Análises de negócios: as empresas terão de incluir em suas soluções de análises de negócios módulos que direcionem projetos verdes. Para fazer isso, elas terão de determinar o que deve ser analisado e como apresentar os resultados e informações.
Gerenciamento de mudanças: mudar significa deixar o que já está definido para ações como, desligar monitores ao deixar o posto de trabalho, abandonar o scanner que fica sob a mesa, entre outras questões. É necessário entender como influenciar as pessoas para comprar a ideia da sustentabilidade.
Telecomunicações: os departamentos de TI imploram por especialistas na área, segundo Bammons. As iniciativas verdes também devem incluir redução de viagens, o que se traduz na necessidade de soluções avançadas de comunicações. A implantação de infraestrutura para possibilitar o trabalho remoto também conta muitos pontos.
Gerenciamento de ativos: as empresas começaram a analisar produtos com critérios verdes. Com isso, os líderes de TI precisam considerar novos fatores ao calcular o custo total de propriedade de seus ativos. Eles terão de considerar a quantidade de gases tóxicos que o ativo produz, além da eletricidade que consomem e o custo para realizar um descarte ecologicamente correto no final do ciclo de vida.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Você sabe o que é uma mata ciliar?

O termo mata ciliar ou ripária é empregado para designar as florestas ou matas que ocorrem nas margens de cursos de água.A mata ciliar ocorre ao longo do terreno que inclui tanto a ribanceira de um rio ou córrego, de um lago ou represa, como também as superfícies de inundação chegando até as margens do corpo d'água pela própria natureza do ecossistema formado pela mata ciliar.
Encontram-se também transições de solo, de vegetação e de um grande gradiente de umidade do solo, que impõem o tipo de vegetação. As matas ciliares são sistemas que funcionam como reguladores do fluxo de água, sedimentos e nutrientes entre os terrenos mais altos da bacia hidrográfica e o ecossistema aquático.
Essas matas desempenham o papel de filtro, o qual se situa entre as partes mais altas da bacia hidrográfica, desenvolvida para o homem para a agricultura e urbanização e a rede de drenagem desta, onde se encontra o recurso mais importante para o suporte da vida que é a água.

As principais funções das matas ciliares são:
-Controlar a erosão nas margens dos cursos d´água, evitando o assoreamento dos mananciais
-Minimizar os efeitos de enchentes
-Manter a quantidade e a qualidade das águas
-Filtrar os possíveis resíduos de produtos químicos como agrotóxicos e fertilizantes
-Auxiliar na proteção da fauna local.
Os ecossistemas formados pelas matas ciliares desempenham suas funções hidrológicas das seguintes formas:
-Estabilizam a área crítica, que são as ribanceiras do rio, pelo desenvolvimento e manutenção de um emaranhado radicular;
-Funcionam como tampão e filtro entre os terrenos mais altos e o ecossistema aquático, participando do controle do ciclo de nutrientes na bacia hidrográfica, através de ação tanto do escoamento superficial quanto da absorção de nutrientes do escoamento subsuperficial pela vegetação ciliar;
-Atuam na diminuição e filtragem do escoamento superficial impedindo ou dificultando o carreamento de sedimentos para o sistema aquático, contribuindo, dessa forma, para a manutenção da qualidade da água nas bacias hidrográficas;
-Promovem a integração com a superfície da água, proporcionando cobertura e alimentação para peixes e outros componentes da fauna aquática;
-Através de suas copas, interceptam e absorvem a radiação solar, contribuindo para a estabilidade térmica dos pequenos cursos d'água.


Fonte:Fonte: www.ecolnews.com.br

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Existem plantas carnívoras no Brasil?

Uma perereca capturada por uma Drosera sessilifolia

Não só existem, como somos o segundo país do mundo em número de espécies, perdendo apenas para a Austrália. O território brasileiro reúne mais de 80 delas, todas concentradas em seis gêneros: Drosera, Genlisea, Utricularia, Heliamphora, Brocchinia e Catopsis (ambos da família das bromélias). As mais comuns são as Droseras, que se distinguem pela mucilagem, substância pegajosa que aprisiona insetos voadores.
As bromélias fazem o mesmo, só que com os pêlos de suas folhas. Já as Heliamphoras atraem os insetos com suas cores vivas e néctar perfumado. Tanto as Genliseas, também chamadas violetas-do-brejo, quanto as Utricularias são, em sua grande maioria, aquáticas, com pequenas bolsas que capturam os protozoários. "Uma planta é considerada carnívora quando tem a capacidade de atrair, prender e digerir formas de vida animal, sejam elas moluscos, pequenos insetos e aranhas, ou mesmo organismos microscópicos que vivem na água", afirma o botânico José Rubens Pirani, da Universidade de São Paulo (USP).
Essa digestão é realizada por enzimas proteolíticas (especialistas em digerir proteínas) ou bactérias, que quebram as substâncias em moléculas menores até poderem ser absorvidas pelas folhas.
Em termos evolutivos, acredita-se que as plantas carnívoras evoluiram a partir de plantas que capturavam parasitas para se defenderem deles, como no caso do Plumbago. Os insetos ficavam presos nas glândulas colantes das folhas, e com o tempo morriam e apodreciam.Em um certo ponto, as enzimas que normalmente realizam a digestão de proteínas em sementes teriam sido transferidas para outras regiões da planta, assim se especializando na digestão das pragas capturadas, tornando-se plantas competitivas em solos pobres em nutrientes.
Daí, as novas carnívoras especializaram suas folhas, distribuindo glândulas colantes por toda sua extensão para melhor capturar as presas. Elas evoluíram para atrair presas também.

domingo, 25 de outubro de 2009

Israel testa energia elétrica gerada pela pressão dos veículos


Cientistas israelenses superaram com sucesso o primeiro teste de um revolucionário sistema para gerar energia elétrica a partir da pressão exercida por veículos, que poderia se transformar em uma fonte ilimitada de energia renovável.O novo sistema, testado recentemente em uma estrada do centro de Israel, inspira-se nas propriedades dos materiais piezelétricos."Estes materiais permitem a conversão da energia mecânica exercida pelo peso dos veículos em energia elétrica", explica à Agência Efe a cientista Lucy Edery-Azulay.A inovadora tecnologia é resultado de longos anos de pesquisa no Technion - Instituto de Tecnologia de Israel, e desde 2007 pela empresa tecnológica Innowattech, da qual a entidade acadêmica é parceira.
As unidades geradoras são colocadas sob o asfalto das estradas, e a energia acumulada por sua deformação é armazenada em baterias ao longo da calçada, para depois ser transferida facilmente à rede nacional.O teste, realizado sem o conhecimento dos motoristas, incluiu um pavimento adaptado de 13 metros e, com a energia elétrica acumulada, foi possível iluminar a extensão elétrica de um trecho da via.Com placas geradoras ao longo de um quilômetro, seria possível gerar energia elétrica suficiente para abastecer 2,5 mil casas, afirmam os cientistas.Segundo Edery-Azulay, "cada pista pode produzir por quilômetro cerca de 200 quilowatt-hora", por isso uma estrada de quatro faixas produziria 1 megawatt-hora.
"Nossos cálculos de otimização preferem estradas de uso massivo, pelas quais passem por hora cerca de 600 veículos pesados, ou seja, de caminhonetes para cima", especifica a cientista."O peso é decisivo para a quantidade de energia a ser gerada", insiste, "e, no que diz respeito ao motorista, é uma estrada absolutamente normal que não produz consumo extra de combustível ou causa desgaste algum ao veículo".Israel, um país de pouco mais de 22 mil quilômetros quadrados, conta com cerca de 250 quilômetros de estradas nas quais seria possível instalar os revolucionários geradores, e a empresa já fabricou também unidades para linhas ferroviárias, pedestres e aeroportos.Ao contrário de outros métodos de energia renovável, como a eólica ou a solar, estes geradores não dependem das condições meteorológicas, mas apenas do fluxo de veículos ou pessoas.
Também não requer grandes obras, pois a instalação dos geradores é feita quase na superfície - cinco centímetros de profundidade - e seu custo é menor que o dos sistemas de energia solar, enquanto se obtém quase o mesmo ponto de consumo, barateando os custos da extensão elétrica.Após o primeiro teste, os pesquisadores se voltam agora para o programa piloto de ampliar a superfície geradora a um quilômetro, antes de passar para a fabricação em massa de unidades geradoras às empresas elétricas.
"Chegaram pedidos de todo o mundo", afirma Edery-Azulay, consciente de que ainda está longe o dia em que este recurso limpo e, a princípio, ilimitado, se transforme em substituto dos combustíveis fósseis."Estamos ainda muito longe de poder nos desvincular das usinas elétricas convencionais", adverte a cientista, que vê no Ocidente um dos mercados prioritários para o novo sistema, devido à grande quantidade de caminhões pesados que rodam pelas estradas europeias e americanas.

sábado, 24 de outubro de 2009

Você sabia que os animais mudaram o clima da Terra antiga?

Pangéia

Os animais mais antigos do planeta são bem mais jovens do que se imaginava. Eles evoluíram rapidamente após o final de uma era glacial que provavelmente cobriu a maior parte do planeta, e ajudaram a mudar o clima da Terra de uma forma no mínimo inusitada: por meio de suas fezes. É o que sugere a análise de rochas da China feita por um grupo de cientistas chineses e americanos.
O grupo liderado por Daniel Condon, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), EUA, realizou a primeira datação absoluta nas rochas da formação Doushantuo, no vale do rio Yangtsé.Essas rochas abrigam os fósseis animais mais antigos de que se tem notícia: minúsculos parentes das águas-vivas, embriões inteiros petrificados e bichos com simetria bilateral (os dois lados do corpo, separados por um eixo imaginário, são iguais-mais ou menos como um lado de um rosto humano é igual ao outro).Abrigam também uma controvérsia que se arrasta há anos sobre quando realmente surgiram esses animais e qual é a sua relação com uma série de alterações climáticas que resultou na chamada ‘Terra bola de neve’. Nesse período, a Terra teria estado coberta de gelo até o equador - e seu final abriu as portas para a explosão da vida complexa há 543 milhões de anos, no chamado Período Cambriano.
Até agora, os cientistas achavam que a fauna local tivesse algo entre 600 milhões e 545 milhões de anos de idade.Essa data significa que os animais teriam aparecido entre duas grandes glaciações, o que de certa forma complicava a vida dos cientistas: alguns propunham que justamente a glaciação tivesse criado condições ambientais tão rigorosas que, uma vez derretido o gelo, vários ambientes ficaram livres para serem explorados no planeta - o que teria permitido uma diversificação rápida que veio dar na explosão cambriana (na qual todos os grandes grupos existentes hoje apareceram).‘Essa data tem uma certa carga’, diz o geólogo Sam Bowring, do MIT, co-autor do estudo. ‘Ela significa que os animais surgiram entre duas glaciações, mas distantes de ambas.’ Ou seja, a ‘Terra bola de neve’ não teria necessariamente tido um papel crucial na evolução dos animais.
Bowring e seus colegas resolveram limitar esse intervalo e tentar descobrir a idade absoluta das rochas de Doushantuo.Datar rochas não é uma tarefa fácil. Não dá para recorrer ao método do carbono-14, usado apenas para material orgânico: as idades são mais ou menos ‘chutadas’ com base nos tipos de fóssil presentes nelas.Felizmente, alguns locais do planeta - Doushantuo entre eles - possuem depósitos de cinza vulcânica ricos no mineral zircônio. E o zircônio é o mais perto que um geólogo pode desejar de um relógio perfeito: esse mineral contém urânio, elemento radioativo que se transforma (decai) em chumbo, mais estável, a uma razão conhecida. Isso permite estabelecer idades absolutas.‘Os fósseis de Doushantuo estão logo abaixo de uma camada de cinzas vulcânicas de 550 milhões de anos’, disse Bowring. Isso significa que eles surgiram depois que a última glaciação da ‘bola de neve’ terminou, há 580 milhões de anos, e se diversificaram rapidamente.Datas semelhantes de rochas da Namíbia, Califórnia e Austrália sugerem que o fim da glaciação foi simultâneo em todo o planeta, ‘liberando’ a evolução para agir e criar uma multiplicidade de formas de vida. ‘Tudo isso teria acontecido nos últimos 25 milhões de anos do Pré-Cambriano’, disse o paleontólogo Thomas Fairchild, da USP.Fairchild diz que o novo estudo, é animador para cientistas brasileiros: rochas que guardam o registro do fim da ‘Terra bola de neve’ também estão presentes em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas a relação entre elas ainda não está clara. ‘Isso incentiva nossas pesquisas.’Segundo Bowring, provavelmente datam dessa época inovações biológicas como a evolução de intestinos unidirecionais, o que, curiosamente, teve um papel importante nas alterações climáticas do Cambriano.
A partir de 550 milhões de anos, os níveis de carbono orgânico nas rochas de Doushantuo (antes leito oceânico) começam a cair, e o de oxigênio a subir. O oxigênio foi crucial para o desenvolvimento de animais grandes, como os que apareceram no Cambriano.A hipótese dos cientistas é que a habilidade dos animais munidos do novo tipo de intestino de produzir fezes em pelotas acabou reduzindo a quantidade de material orgânico dissolvido na água. ‘As pelotas fecais afundam antes de oxidar. Então, o oxigênio sobe.’

Fonte:Jornal da Ciência- SBPC

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Meio Ambiente Subterrâneo, como conservá-lo e recuperá-lo?


Os problemas ambientais não acontecem somente em locais visíveis, a olho nu, mas também naqueles onde não se pode ver. Solo e águas subterrâneas são os principais recursos atingidos pelas contaminações das atividades humanas, porém, são de difícil percepção. Por ficarem ocultos, tomam proporções desconhecidas e maiores ao longo do tempo.
As águas subterrâneas são o principal componente do meio ambiente subterrâneo. Segundo Mauro Banderali, diretor da Ag Solve, “por se deslocarem, elas carregam consigo todas as substâncias e gases provenientes da interação com outros meios, como solo, rochas e áreas de recarga de lençóis freáticos. Razão pela qual, somente o trabalho de prevenção e recuperação de contaminações podem garantir a conservação dos recursos subterrâneos. Para isto, basta o uso e o investimento em tecnologias de instrumentação para o acompanhamento e a remoção de passivos ambientais”, garante ele.
Já estão disponíveis no mercado nacional, diversas opções de equipamentos para monitoramento e remediação de problemas em indústrias químicas, petroquímicas e áreas afins. A Ag Solve fornece, por exemplo, sistemas de remediação ativa e passiva, bombas de alta vazão, skimmers, estimulador de biodegradação, medidores de nível e interface, sondas multiparâmetros, bombas de amostragem, além de outros componentes. “Toda essa diversidade de tecnológica de equipamentos tem como objetivo fornecer diversas possibilidades para a solução dos diferentes casos de monitoramento e recuperação de contaminantes em águas subterrâneas”, comenta o diretor da empresa.
Fonte:ArtCom Assessoria de ComunicaçãoMauro Banderali│Daniela Mattiaso

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Mais de 1 bilhão de pessoas bebem água insalubre no mundo


Mais de um bilhão de pessoas bebem água insalubre e mais de 2,6 bilhões, ou cerca de 40% da população mundial, não têm acesso a saneamento básico, informaram agências da Organização das Nações Unidas (ONU)."Em todo o mundo, milhões de crianças estão nascendo em meio a uma emergência silenciosa de necessidades básicas", afirmou Carol Bellamy, diretora-executiva do Unicef, o órgão da ONU para a infância. "Precisamos agir agora para fechar esse gap (de saúde) ou então a cifra de mortes vai certamente aumentar", acrescentou.A OMS (Organização Mundial de Saúde) e o Unicef disseram em um relatório que as crianças são especialmente vulneráveis a doenças causadas por água suja e má higiene.
A diarréia mata cerca de 1,8 milhão de pessoas todos os anos, a maioria crianças com menos de cinco anos, e deixa milhões permanentemente debilitadas, disse o documento.O relatório "Meeting the Millennium Development Goals" (Cumprindo com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio) tem por objetivo medir o progresso rumo ao alvo da ONU de diminuir pela metade até 2015 a porcentagem de pessoas em todo o mundo que não têm água potável e saneamento.Em relação à água, o objetivo é claramente possível, com cerca de 83% das pessoas já tendo acesso a suprimentos com algumas garantias de limpeza, um aumento ante as 77% de 1990 -- o ano-base para os objetivos do milênio --, disseram os organismos.
Mas o progresso é irregular, com cerca de 42% dos 1,1 bilhão de pessoas sem acesso à água limpa vivendo na África subsaariana.Quanto ao saneamento, contudo, a situação é pior. A porcentagem de pessoas com ao menos o mínimo aceitável no quesito subiu para apenas 58% em 2002 -- último ano em que dados estavam disponíveis -- de 49% em 1990.Perto de 1,5 bilhão das pessoas vivendo atualmente sem acesso a saneamento moram na Índia e na China.

Fonte:Reuters

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O ambientalista que existe em você!


Pergunte -se:Eu me preocupo com a preservação do meio ambiente?A resposta que teve neste momento pode demonstrar o quanto há de um ambientalista em VOCÊ.
Ambientalista: aquele que tem a preocupação com a preservação ambiental e que consequentemente passa a dedicar-se a esta causa.
No momento em que se propõe a ampliar a visão do que o cerca e voltar seu olhar para o macro; humanidade e meio ambiente; sua postura mudará para a de alguém que consegue enxergar que TODAS AS ATITUDES INDIVIDUAIS TRANSFORMAM-SE NUMA ATITUDE COLETIVA.
A resultante desta força de atitudes individuais passa a ser global. Este grande impacto socioambiental será positivo ou negativo dependendo da maneira como é direcionado.
Percebe o quanto sua ação individual pode ter a força potencializada quando se une a outras ações?
Se neste momento encontrou dentro de você um ambientalista que questiona:AS MENSAGENS QUE RECEBO SÃO PARA QUE EU FAÇA MINHA PARTE, MAS NÃO ME DIZEM COMO FAZÊ-LA!
Com a mesma simplicidade que foi aplicada até agora, a seguir estarão SUGERIDAS algumas atitudes que você pode tomar para deixar de lado a passividade.
• para se posicionar e ter uma opinião formada sobre o assunto, precisa estar bem informado sobre o que está acontecendo ao seu redor através da mídia de notícias socioambientais: alterações do clima, degradação ambiental, suas consequências sociais e ações governamentais relacionadas ;
• não basta ter o conhecimento, você precisa aplicá-lo a fim de defender sua qualidade de vida, a da sua família, do coletivo, e principalmente aplicá-lo com a meta de preservar o meio ambiente para a atual e futuras gerações;
• atuar na Associação de Bairros; Comunidade Religiosa; Conselho Escolar; Sindicatos; Condomínios; Diretórios Acadêmicos; Clubes;
• acompanhar as propostas e votações que acontecem no cenário político e que atingem diretamente o meio ambiente;
• ser voluntário de alguma Organização socioambiental;
• ser integrante da Agenda 21 de seu bairro ou município;
• participar de campanhas socioambientais;
• ser um consumidor consciente: compre o que realmente necessite, economize, e informe-se através de pesquisas se o produto e fabricante trabalham respeitando as crianças, animais e o meio ambiente;

ALGUMAS INFORMAÇÕES ADICIONAIS

- O que acontece na política:
http://www.senado.gov.br/TV
- Algumas Organizações para voluntariado:http://www.ecolmeia.org.br/principal.htm
- Participar da Agenda 21- informações sobre a Agenda mais próxima pelo email do facilitador de Agenda 21 – Sandro Nicodemo: sandronicodemo@gmail.com
O que é a Agenda 21?É uma ferramenta participativa formada pelas organizações dos três setores da sociedade, (Governo, Empresas e Sociedade) que juntas somam conhecimentos e energia ao planejamento coletivo através de ações socioambientais integradas, em benefício do cidadão e meio ambiente.
- Conhecer o resultado da pesquisa que pode ajudar a direcionar sua compra.Relatório da Fundação Getúlio Vargas (FGV/2008) “Programa Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo”:
http://www.fgv.br/cev/rsnovarejo/Relat%C3%B3rio_Programa_RSSV_2008.pdf

CAMPANHAS

Apague um pixel pelo planeta:
http://www.greenpeaceblackpixel.org/#/pt
Ecofont – A fonte que economiza até 20% de tinta:
http://olhardigital.uol.com.br/central_de_videos/video_wide.php?id_conteudo=8845&/ECOFONT+A+FONTE+QUE+ECONOMIZA+ATE+20+DE+TINTA
Saco é um Saco – Campanha do MMA para reduzir utilização de sacos plásticos: http://www.bancodoplaneta.com.br/video/video/show?id=1741754%3AVideo%3A258934
Faça sua bomba de sementes: http://hitartdesign.blogspot.com/2008/04/bomba-de-sementes.html Simule quanto você emite de CO2: http://www.climaeconsumo.org.br/calculadora.html
21 ações para você fazer a sua parte:
http://www.climaeconsumo.org.br/voceAcao.html
Pontos de coleta de pilhas, baterias e lixo eletrônico:
http://www.ecolmeia.org.br/pilhasebaterias/pontos-de-coleta.html

Participando destas ou de outras ações, demonstra que já possui uma visão que ultrapasse os limites do portão de sua casa.Não é justo deixarmos às crianças a tarefa impossível de recuperar o que não preservarmos hoje. Agora é o momento de fazermos algo, darmos o exemplo, para que no futuro as crianças de hoje ainda tenham no meio ambiente algo a defender.Se for ao contrário, estaremos preparando uma geração de crianças/futuros adultos somente com a consciência de que restou pouco de meio ambiente a preservar.Viver com simplicidade e naturalidade é o caminho mais curto para estar em harmonia com a humanidade e o meio ambiente.
Bom começo para um ambientalista!Falando nisso, já teve sua resposta?

Elaine Santos

terça-feira, 20 de outubro de 2009

É possível transformar água do mar em água potável?


É possível, sim - e isso já ocorre em vários países onde a água doce de rios, lagos e represas é escassa. Hoje, mais de 100 nações, principalmente no Oriente Médio e no norte da África, possuem usinas que retiram da água salgada o cloreto de sódio (o sal de cozinha), deixando o líquido pronto para beber. A primeira usina de dessalinização surgiu em 1928, na ilha de Curaçao, no Caribe. O equipamento pioneiro simplesmente evaporava a mistura em enormes colunas de destilação para tornar a água potável. A partir da década de 40, porém, surgiram métodos mais refinados, possibilitando a instalação de miniusinas em navios que permanecem muito tempo em alto-mar. Entre as novas técnicas, a mais bem-sucedida é a chamada osmose reversa, que separa o líquido por meio de um plástico poroso que barra os sais.
"Na maioria dos processos, cerca de um terço da água do
mar vira água potável, enquanto os dois terços restantes são descartados na forma de salmoura, um líquido com alta concentração de sais que sobra da separação", afirma o geólogo Aldo Rebouças, da Universidade de São Paulo (USP). O descarte desse resíduo é um dos grandes dilemas da dessalinização. No solo, a salmoura inibe o crescimento das plantas. Se a mistura cair em correntes de água doce, ela pode matar a vida aquática sensível ao sal. O ideal é despejar o resto de volta no mar ou em lagoas de água salobra. O Brasil, mesmo sendo um dos países mais ricos em água doce, também utiliza processos de dessalinização para purificar a água de lençóis subterrâneos no Nordeste. A iniciativa é controversa. "Mesmo onde o lençol freático é mais salino, a qualidade da água dos poços artesianos costuma melhorar naturalmente no máximo um ano depois da perfuração", diz Aldo.

Entenda o processo

1. A água do mar começa a virar água potável quando o líquido oceânico é bombeado para os filtros da fase de pré-tratamento. Nessa etapa, são retiradas as substâncias grosseiras, como grãos de areia que podem danificar os equipamentos da usina, além de vírus e bactérias prejudiciais à saúde humana.
2. Depois da purificação inicial, a água salgada segue para a etapa em que o sal será efetivamente retirado da mistura. A técnica mais moderna para realizar essa tarefa é a chamada osmose reversa. Esse método baseia-se no uso de membranas plásticas com microporos que barram a passagem de sal, deixando a água pronta para beber.
3. Além da água potável, o processo de
dessalinização gera um outro subproduto, a salmoura, um líquido com altíssima concentração de sais. Para evitar que esse resíduo contamine o solo ou algum rio de água doce, a solução é devolvê-lo ao mar ou lançá-lo em lagoas salgadas, onde se pode criar camarões, tilápias e outros peixes do mar.
4. Geralmente, a água recolhida depois da separação já pode ser bebida e segue para a distribuição. Mas, em alguns casos, o líquido ainda recebe um tratamento químico para reduzir a acidez. Outro inconveniente é que a dessalinização não retira da água do mar apenas o sal, mas também minerais como cálcio, potássio e magnésio, compostos essenciais para fortalecer os dentes e prevenir cáries, por exemplo.

BATALHÃO DA SEPARAÇÃO

Na fase de osmose reversa, a água que vem do
mar é dividida por centenas de cilindros metálicos, cada um com as tais membranas plásticas que separam o líquido potável do sal. Para facilitar o processo, uma bomba hidráulica aumenta a pressão da mistura salina, forçando a água do mar contra as membranas separadoras.
EVAPORAÇÃO PIONEIRA

A destilação, o método mais antigo para deixar a água do
mar potável, baseia-se em um princípio bem simples: dentro de enormes colunas de destilação, o líquido salgado é aquecido até que a água comece a evaporar, separando-se do sal. No topo do recipiente, o vapor é coletado e, depois, resfriado, transformando-se em água potável. Uma das vantagens é que o aquecimento praticamente elimina o risco de contaminação da água por microorganismos. O maior problema é que o gasto de energia para aquecer as caldeiras é muito maior do que em processos como a osmose reversa.
POROS PURIFICADORES

Por dentro, cada cilindro é oco, possuindo apenas um cano revestido pelas membranas na parte central. A água do
mar preenche o conteúdo das estruturas e é lançada contra os microporos da membrana, que só deixa passar para o cano no centro do cilindro a água sem sal. O líquido potável é recolhido e segue para a distribuição.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Finalmente desvendado o enigma que atormenta a humanidade a muito tempo:Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?


Na ocasião do lançamento do DVD O galinho Chicken Little, em março de 2006, a Disney reuniu um comitê para pôr um ponto final no longo enigma: quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? O veredicto foi unânime. "A primeira galinha deve ter se diferenciado de seus pais por alguma modificação genética, que fez com que fosse a primeira a atender os critérios para ser chamada de galinha autêntica", observa John Brookfield, biólogo evolucionista da University of Nottingham, na Inglaterra. "Dessa forma, o organismo vivo dentro da casca de ovo teria tido o mesmo DNA da galinha em que se desenvolveria, e assim seria um membro dessa espécie de aves." O que reconhecemos como sendo o DNA de uma galinha existe primeiro dentro de um ovo, de onde se conclui que o ovo nasceu primeiro. No entanto, David Papineau, filósofo da ciência e Charles Bourns, granjeiro, concordam, a princípio, com a análise de Brookfield – mas a pergunta, na melhor das hipóteses, está incompleta e, na pior delas, mal colocada.
Se considerarmos "galinha" como um membro da Gallus gallus domesticus (uma subespécie de ave selvagem que se desenvolveu no sudeste da Ásia e foi domesticada há talvez 10 mil anos), poderíamos questionar o momento em que o primeiro indivíduo dessa espécie apareceu (e se tinha a forma de ave ou de ovo). A especiação, porém, não é um processo que acontece em um instante ou em um indivíduo. São necessárias gerações e gerações de mudanças lentas até que um grupo de animais pare de cruzar com outro; somente então é possível afirmar que ocorreu uma especiação.
Dessa forma, não faz sentido discutir sobre a primeira galinha ou o primeiro ovo. Houve apenas o primeiro grupo de galinhas – algumas das quais, aparentemente, estavam na forma de ovo.E se não formos muito exigentes com a qualificação das espécies, a Gallus gallus domesticus não estará nem perto de ter sido a primeira. Invertebrados simples como esponjas dependem de alguma forma de ovo para reprodução, o que quer dizer que os ovos provavelmente são anteriores à explosão da biodiversidade ocorrida no período Cambriano, há cerca de 530 milhões de anos. Peixes e anfíbios botam ovos gelatinosos; ancestrais de répteis e de aves botaram os primeiros ovos com casca há 340 milhões de anos. Essa inovação permitiu a sobrevivência e a maturação de seus ovos em terra e o surgimento de vertebrados terrestres muito antes de o primeiro galo cantar.

domingo, 18 de outubro de 2009

Como escolher um modelo de carro que tenha o menor impacto ao ambiente e à saúde?


Até poucos meses atrás, o consumidor brasileiro não tinha como escolher um carro mais ecológico. Os índices de emissões eram secretos aqui,ao contrário do que ocorria nos Estados Unidos, Japão e Europa. Mas tão importante quanto a disponibilidade desses dados é fazer a leitura correta dos índices. As duas classificações mais recentes divulgadas pelo governo lançaram luz sobre os gases que saem dos escapamentos, mas também trouxeram dúvidas sobre os motores bicombustíveis.
A Nota Verde criada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) leva em conta as emissões de gases nocivos à saúde, enquanto o índice de dióxido de carbono (CO2) avalia o impacto em relação ao aquecimento global. Se neste último índice o álcool vai bem – pela absorção de CO2 pela cana-de-açúcar –, nos demais gases esse combustível depende do acerto de fábrica que cada montadora faz. É por isso que um modelo como o Fiat Mille é bem avaliado com álcool, enquanto o VW Gol recebe melhor nota com gasolina.
“Na hora de calibrar o motor, é possível melhorar seu desempenho com um ou outro combustível”, diz José Roberto Machado, da fabricante de motores FPT. Sendo assim, a escolha de um modelo não deve levar em conta só um desses dois novos índices, ou a nota do programa de etiquetagem veicular. Um carro com boa Nota Verde lança menos gases nocivos à saúde, mas pode ter alto consumo de combustível, emitir mais CO2 e ser mais prejudicial ao planeta. “Em uma cidade como São Paulo, a preocupação com os gases da Nota Verde é maior que em regiões menos densas”, afirma a química Leila Martins, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP. Acesse o site do Ibama e faça a melhor escolha. Para você e para o ambiente. leva em conta três gases nocivos e causadores de poluição:

Monóxido de carbono (CO): resultado da queima incompleta de combustível, provoca dor de cabeça e redução da capacidade respiratória;

Hidrocarbonetos (HC): podem provocar câncer e formam ozônio (O3), nocivo quando respirado pelo homem;

Óxidos de nitrogênio (NOX): formam ozônio e névoa, irritando os olhos e o sistema respiratório;


sábado, 17 de outubro de 2009

Existem plantas que se locomovem?


Sim, mas sempre de carona em algum fenômeno natural. "Não há registro de plantas que se locomovam sozinhas. O que pode acontecer é que elas sejam carregadas pela água ou pelo vento", diz o biólogo Arthur Germano Fett Neto, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Um bom exemplo são as tumble weeds (Corispermum hyssopifolium e Cycloloma platyphyllum),aqueles arbustos típicos dos desertos americanos que sempre aparecem rolando nos filmes de bangue-bangue.
É o vento que separa a planta da raiz, que, assim, em seu último passeio, espalha sementes e propaga a espécie. Outra que se move com a ajuda do ar é a barba-de-velho (Tillandsia usneoides), uma espécie com folhas finas e longas que vive dependurada em árvores e aparece em todo o Brasil. Em alguns casos, os pedaços da planta se desprendem, são espalhados pelo vento, se agarram a outros galhos e então crescem.
Na água, vegetais como o aguapé (Eichhornia crassipes) também se locomovem ao sabor da correnteza. As plantas flutuantes "nadam" porque não têm raízes fixas. "Elas são adaptadas para retirar da própria água os nutrientes de que precisam para sobreviver", diz o botânico Cláudio Nicoletti de Fraga, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Você sabia que a poluição influência na incidência de raios nas grandes cidades?

Dentro de alguns meses, o metereologista Thomas Bell, pesquisador do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA, divulgará os novos resultados de seu estudo sobre a influência da poluição na incidência de raios em grandes cidades. Resultados preliminares indicam que nas quartas e quintas-feiras a chance de ocorrerem relâmpagos é de 10% a 20% maior do que os outros dias da semana. Para Bell e sua equipe, isto ocorre porque há uma relação direta entre os níveis de aerossóis liberados pela atividade humana e a maior incidência das descargas elétricas.
Os resultados encontrados são o desdobramento de uma pesquisa que Bell vem realizando desde 2006 sobre variações do clima e dias da semana. Chamado Tropical Rainfall Measuring Mission (TRMM), a pesquisa teve como área de análise o sudoeste dos Estados Unidos, em regiões não costeiras. Segundo Bell, após considerar várias possíveis explicações para as mudanças semanais do comportamento das tempestades, a NASA concluiu que o satélite da TRMM estava fornecendo evidências também para a formação de descargas elétricas. Os dados dos relâmpagos foram coletados por estações de recepção capazes de estabelecer o tempo e a localização de cada raio, da nuvem para o chão.
De acordo com o pesquisador, os dados do estudo podem fornecer informações adicionais sobre o ciclo semanal de chuvas e tempestades no sudoeste norte-americano, o que tem implicações obvias para a previsão do tempo e para o estudo das mudanças climáticas. No entanto, Bell salienta que são necessárias décadas de estudo para se encontrar as reais causas de um fenômeno metereológico e apontar soluções para ele. Coisa de metereologista.Os resultados finais da pesquisa de Thomas Bell ainda serão publicados em um artigo na Geophysical Researche Letter. O documento passa atualmente por revisão. Confira abaixo trechos da entrevista concedida por Thomas Bell :

Como exatamente a poluição afeta a incidência de raios?

Bell – Acredita-se que o efeito da poluição do aerossol no comportamento da tempestade é primeiramente devido às mudanças de gotículas de nuvens que ocorrem quando as nuvens se formam no ar sujo. Gotículas se condensam em torno de aerossóis, e mais aerossóis significa mais gotas, mas de menor dimensão. Quando uma tempestade está se formando em um ambiente quente e úmido, plumas de ar quente e úmido ascendem para formar nuvens, mas, no ar sujo, estas gotas formadas são muito pequenas cair como chuva. Ao invés disso, eles são levados para muito mais alto, onde alcançam temperaturas bem abaixo de zero, se congelam e liberam energia térmica adicional. O calor extra empurra (bombeia) a tempestade ainda mais.Recentemente, o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), aqui do Brasil, publicou um estudo com resultados muito semelhantes aos encontrados pelo senhor.

Isso significa que o fenômeno pode ser generalizado para todas as grandes cidades do mundo?

Bell- Há muitos estudos sendo publicados que dizem encontrar a ligação do dia da semana com o tempo. Infelizmente, nem todos eles são validados estatisticamente, por isso é difícil generalizar. No entanto, a teoria que desenvolvemos para explicar o que vimos sugere que a intensificação das tempestades ocorre quando o ambiente é muito úmido e quente, o que poderá se aplicar ao Brasil, é claro. Este efeito parece exigir uma interação de certos limiares das concentrações de aerossol com a instabilidade atmosférica (a ser atravessada), mas este aspecto não foi bem desenvolvido ainda.

O que podemos fazer para minimizar o problema?

Bell- Obviamente, temos de controlar os tipos de emissões. Fácil de dizer, difícil de fazer. Essa área de pesquisa está muito "quente" agora, porque existem tantas coisas que não entendemos e, por isso, pode demorar um pouco para o nosso entendimento chegar a um nível onde possamos fazer recomendações com confiança.

Fonte:Cristiane Prizibisczki

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A água da chuva é potável?


Depende. "Em uma cidade grande, a chuva tem vários contaminantes. No campo e nas florestas ela é mais limpa", diz a química Adalgiza Fornaro, da USP. Mas não existe chuva pura, composta só de água, em nenhum lugar do mundo. A razão é simples: quando as gotinhas se formam, elas reúnem um pouco de tudo o que está na atmosfera ao redor. Assim, o coquetel chuvoso tem água, é claro, mas também partículas sólidas e gases que ficam em suspensão. "A chuva do campo costuma ser rica em cálcio e potássio vindos do solo. No litoral, os temporais devolvem o sódio que evaporou com o sal da água do mar." Nas cidades, é mais perigoso.
Para se ter uma idéia, a chuva em São Paulo contém os seguintes venenos: amônio (que vem da amônia, substância produzida em processos de decomposição, inclusive aqueles ligados ao metabolismo de seres vivos), nitrato (resultante da emissão de óxidos de nitrogênio pelos escapamentos), sulfato (originado dos óxidos de enxofre lançados com a queima de combustíveis), ácidos fórmicos e acéticos (que vêm dos hidrocarbonetos, também liberados pelos carros). Pior: quando a chuva cai, minúsculos grãos de poeira e de fuligem (aquela fumaça preta) ou até mesmo vírus e bactérias podem vir de carona nas gotas. E esse drinque faz mal? Bem, se eu fosse você daria preferência a um suco de frutas... Mas, em último caso, beber água de chuva não traz grandes riscos à saúde. "Esses poluentes prejudicam mais o nosso sistema respiratório que o digestivo. Ou seja, o problema mesmo está no ar que respiramos. A chuva, afinal, ajuda a diluí-los", afirma Adalgiza.

Veja o que tem na chuva de São Paulo:

Nitrato
Concentração (em cada litro) - 0,97 mg
Origem - Poluição (queima de combustíveis)

Sulfato
Concentração (em cada litro) - 0,83 mg
Origem - Poluição (queima de combustíveis)

Ácido fórmico
Concentração (em cada litro) - 0,79 mg
Origem - Poluição (queima de combustíveis/plantas)

Ácido acético
Concentração (em cada litro) - 0,54 mg
Origem - Poluição (queima de combustíveis/plantas)

Amônio
Concentração (em cada litro) - 0,50 mg
Origem - Decomposição orgânica

Cálcio
Concentração (em cada litro) - 0,22 mg
Origem - Partículas de solo

Potássio
Concentração (em cada litro) - 0,14 mg
Origem - Partículas de solo e queimadas

Sódio
Concentração (em cada litro) - 0,08 mg
Origem - Água do mar

Magnésio
Concentração (em cada litro) - 0,04 mg
Origem - Água do mar/Partículas de solo

Cloreto
Concentração (em cada litro) - 0,03 mg
Origem - Vapores marinhos/Queima de lixo

medições de Adalgiza Fornaro (USP), no ano de 2000

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

16 de outubro- Dia Mundial da Alimentação


“Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle."

[Artigo XXV / DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS]

Estatísticas da Fome:

- Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo,1 bilhão de pessoas passando fome, 30 mil crianças morrem de fome a cada dia, 15 milhões a cada ano, um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual, 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso. Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo.
a cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo, o Brasil é o 9º país com o maior numero de pessoas com fome, tem 15 milhões de crianças desnutridas. 45% das crianças Brasileiras, menores de 5 anos sofrem de anemia crônica.
O Brasil é o quinto país do mundo em extensão territorial, ocupando metade da área do continente sul-americano. Há cerca de 20 anos, aumentaram o fornecimento de energia elétrica e o número de estradas pavimentadas, além de um enorme crescimento industrial. Nada disso, entretanto, serviu para combater a pobreza, a má nutrição e as doenças endêmicas.Em 1987, no Brasil, quase 40% da população (50 milhões de pessoas) vivia em extrema pobreza. Nos dias de hoje, um terço da população ainda é mal nutrido, 9% das crianças morrem antes de completar um ano de vida e 37% do total são trabalhadores rurais sem terras.
Enquanto o consumo diário médio de calorias no mundo desenvolvido é de 3.315 calorias por habitante, no restante do globo o consume médio é de 2.180 calorias diárias por habitante.Metade dos habitantes da Terra ingere uma quantidade de alimentos inferior às suas necessidades básicas. Cerca de um terço da população do mundo ingere 65% dos alimentos produzidos. A quarta edição do Inquérito Mundial sobre Agricultura e Alimentação, patrocinado pela ONU em 1974, concluiu: “Em termos mundiais, a quantidade de alimentos disponíveis é suficiente para proporcionar a todo mundo uma dieta adequada.”
O aumento dos preços dos alimentos fez o número de famintos no mundo crescer 40 milhões para 963 milhões de pessoas em 2008, ante o ano passado, de acordo com dados preliminares divulgados hoje pela Organização das Nações Unidas (ONU) para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). A entidade advertiu que a crise econômica mundial pode levar ainda mais pessoas a essa condição. Levando em conta dados do US Census Bureau, departamento de estatísticas do governo norte-americano, que contam a população mundial em 6,7 bilhões de pessoas, o número de famintos representa 14,3% do total.
…em 2007 havia 860 milhões de famintos; em janeiro de 2009 cento nove milhões mais. A metade da população africana subsahariana, por citar um exemplo dessa África crucificada, mal vive na extrema pobreza. A ladainha de violência e desgraças provocadas é interminável. No Congo há 30.000 meninos soldados dispostos a matar e a morrer a troco de comida; 17% da floresta amazônica foram destruídos em cinco anos, entre 2000 e 2005; o gasto da América Latina e do Caribe em defesa cresceu um 91%, entre 2003 e 2008; uma dezena de empresas multinacionais controla o mercado de semente em todo o mundo. Os Objetivos do Milênio se evaporaram na retórica e em suas reuniões elitistas os países mais ricos dizem covardemente que não podem fazer mais para reverter o quadro.
“Quase cem mil mortes diárias no planeta se devem à fome. Dentre elas, 30 mil são de crianças com menos de cinco anos. Mais do que três torres gêmeas por dia que se desmoronam em silêncio, sem que ninguém chore ou construa monumentos”, declarou à swissinfo Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como Frei Betto.
Essas são algumas das Estatísticas da fome que o mundo se acostumou a acompanhar de tempos em tempos. Todavia a fome segue matando de maneira endêmica em muitas regiões do globo.

Um mundo livre da fome

Nós do Planeta Voluntários buscamos um mundo sem fome e desnutrição – um mundo no qual cada uma e todas as pessoas possam estar seguras de receber a comida que necessitam para estar bem nutridas e saudáveis. Nossa visão é a de um mundo que protege e trabalha para que haja assistência social e dignidade humana para todas os povos. Um mundo no qual cada criança pode crescer, aprender e florescer, e desenvolver-se como membros ativos e ativos da sociedade.
“Alimentação é um direito inviolável.”
Por Marcio Demari
Porque ajudar faz bem !

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Vencedora do Nobel de Economia destaca preservação de recursos naturais


A norte-americana Elinor Ostrom, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia nesta segunda-feira (12), disse que seu reconhecimento destaca a necessidade de que os cidadãos se envolvam mais nos esforços para preservar os recursos naturais.Ostrom compartilha o prêmio de 2009 com o economista Oliver Williamson, da Universidade da Califórnia em Berkeley.A professora de Ciência Política da Universidade de Indiana disse que seu trabalho tem como foco desenvolver novas formas de gerenciamento dos recursos naturais por comunidades de todo o mundo.
"Estive estudando como as pessoas comuns e os funcionários públicos tentaram solucionar problemas muito difíceis" como o desmatamento e a perda de recursos pesqueiros, disse Ostrom."Quando os indivíduos têm esta forma de trabalhar juntos, pode construir confiança e respeito e podem ser capazes de solucionar problemas", acrescentou."Que um funcionário tenha um PHD não significa necessariamente que ele saiba mais que as pessoas que vivem de um recurso. (...) Há muito conhecimento local que temos que respeitar".
O Comitê Nobel disse que o trabalho de Ostrom desafia a crença popular de que uma propriedade comum mal administrada deve ser regulada pelas autoridades ou privatizada.Sobre ser a primeira mulher a ganhar o Nobel de Economia, Ostrom comentou que "é uma honra ser a primeira mulher, mas não serei a última".

Fonte: Folha Online

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Ecologia e Democracia


O debate sobre o desenvolvimento está hoje ligado, de forma indissociável, ao problema da ecologia. Toda uma vertente progressista (social-democrata ou socialista) questionou o desenvolvimento realizado tanto pelo capitalismo como pelo socialismo em seus efeitos sociais e políticos. O argumento central era o de que o desenvolvimento não foi capaz de responder às necessidades básicas da maioria da população (excludência do desenvolvimento) e nem permitiu que as decisões tomadas em nome desta maioria contassem efetivamente com a participação da sociedade. O capitalismo desenvolveu (bem) para poucos que ficaram muito ricos a partir da participação de poucos; o socialismo desenvolveu para muitos (e mal) a partir da participação de poucos. A crítica diagnosticou a exclusão econômica e política como causa do fracasso comum dos dois modelos históricos presentes na agenda da chamada modernidade.
A vertente progressista criticou o desenvolvimento a partir de uma dimensão democrática fundamental baseada nos princípios de igualdade e participação, mas não foi capaz e incluir a relação da humanidade com a natureza e o meio ambiente em sua crítica. A vertente progressista atuou como se existisse num mundo onde os homens e mulheres vivessem sem relação com a natureza, ou como se a relação com a natureza pudesse ser ignorada, sem produzir conseqüências fundamentais. Ao privilegiar as relações sociais, ignorou as relações naturais.
Uma outra vertente de crítica e questionamento do desenvolvimento emergiu principalmente nos países capitalistas desenvolvidos (Estados Unidos e Europa capitalista), e teve origem na cultura liberal progressista, que mesmo incapaz de se confrontar com o rosto pobre do mundo, foi no entanto sensível à morte de baleias, pássaros e plantas, e às ameaças a sua própria vida, que vinham das bombas nucleares, do efeito estufa e do risco de asfixia e extinção que ameaça o mundo.
Ao ver somente o rosto humano, os progressistas não foram capazes de ver a vida em todas as suas manifestações, e perderam a capacidade de ver todas as relações que unem os seres vivos e naturais. Ao ver o rosto da natureza, mesmo ignorando muitas vezes o rosto humano, a vertente liberal ajudou a completar o quadro e surpreendeu o capitalismo pelas costas, questionando seu impulso predador e sua tendência suicida escondida na voragem produtivista. O encontro contraditório das duas vertentes colocou a questão ecológica na ordem do dia e se impôs ao pensamento moderno como um ponto de encontro da crítica do mundo atual e da busca de uma relação entre os homens e a natureza, portanto entre os homens e sua própria história.
Um novo pensamento se apresenta ao mundo com pretensões de universalidade, o ecológico, questionando o desenvolvimento e os modelos de sociedade. Esse desafio é apresentado como necessidade de se repensar o desenvolvimento na sua dimensão social. Recoloca a crítica dos sistemas existentes, forçando o capital a se confrontar com o meio ambiente, que pretendeu e ainda pretende subordinar em sua realização. O pensamento ecológico está dizendo ao capital que antes dele vem a relação com a natureza, diante da qual o capital é apenas uma criança brincando de Criador, sem ter idade e sabedoria para isso.
O pensamento ecológico pode constituir-se num ponto de partida capaz de aprofundar a crítica do desenvolvimento, tal como realizado no mundo moderno, e de unir e produzir uma nova confluência cultural e ideológica, que se move em direção à democracia, onde não somente os homens e mulheres possam se encontrar num mundo de todos, como também estabelecer uma relação de qualidade diferente com a natureza de que somos parte e pela qual somos responsáveis. Os princípios básicos das relações humanas já foram propostos, não estabelecidos, pelo pensamento democrático. Os princípios básicos das relações entre a humanidade e a natureza ainda não foram devidamente discutidos e estabelecidos entre nós, o que nos leva muitas vezes a produzir dicotomias inconsistentes e falsas contradições. Esse é um desafio moderno. Não fomos capazes de incluir em nosso horizonte toda a humanidade, nem fomos capazes de nos incluir no horizonte de um universo que nos ultrapassa em tantas dimensões. Ao recuperarmos um desafio de tal magnitude, talvez sejamos capazes de recuperar também a capacidade de nos superarmos.
Os movimentos sociais que se desenvolvem hoje no mundo inteiro em relação ao meio ambiente ou se filiam, em grande parte, a essas duas vertentes ou nelas tiveram origem, e colocam suas ênfases e prioridades ora nas conseqüência sociais e políticas do desenvolvimento, ora nas conseqüências ambientais. O mesmo se pode dizer das ONGs [organizações não governamentais] que se desenvolveram ao longo dos últimos anos, divididas basicamente entre ONGs ambientalistas e ONGs de desenvolvimento social. A linha de clivagem que as divide tem no meio ambiente a questão que as une e uma mesma causa e desafio, o de promover o encontro da humanidade consigo mesma e como mundo natural que a constitui.


Fonte: www.intelecto.net

domingo, 11 de outubro de 2009

Cuidado com plantas que podem causar intoxicação

Azaléias, copos-de-leite, alamandas. É muito comum encontrar estas flores enfeitando casas. O que muita gente não sabe é que, embora bonitas, elas são tóxicas.Foram quase dois mil casos de intoxicação em todo o país em 2007, segundo os dados do Sistema Nacional de Informações Toxico Farmacológicas (Sinitox). A planta mais traiçoeira é o comigo-ninguém-pode.Rosany Bochner, responsável pelas estatísticas do Sinitox, afirmou ao G1 que um levantamento feito no Rio Grande do Sul, também em 2007, apontou que dos 384 casos de intoxicação causados por plantas, 109 foram causados pelo comigo-ninguém-pode.Rosany explica que a planta é famosa por "espantar o mau-olhado" e por isso é tão comum nas casas. A forma de intoxicação mais comum é através da seiva da planta, que pode entrar em contato com a pele durante a poda.
Sabe-se que 60% dos casos de intoxicação por plantas tóxicas no Brasil ocorrem com crianças menores de nove anos, e que 80% deles são acidentais.Para ajudar na prevenção desses acidentes o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, o SINITOX, em parceria com os centros de Belém, Salvador, Cuiabá, Campinas, São Paulo e Porto Alegre, criou,o Programa Nacional de Informações sobre Plantas Tóxicas. A elaboração e distribuição de material educativo, de prevenção e tratamento, são as principais metas do programa. O primeiro trabalho é a divulgação das 16 plantas que mais causam intoxicação em nosso país. Além disso, estão sendo elaborados um manual de tratamento das intoxicações por plantas; um vídeo; uma base de dados com a codificação das plantas tóxicas brasileiras; e um atlas. Conheça agora algumas plantas tóxicas e previna-se contra acidentes.
Exemplos de plantas tóxicas:

Comigo-Ninguém-pode
Nome científico: Dieffenbachia picta Schott.
Nome popular: aninga-do-Pará.
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.
Princípio ativo: oxalato de cálcio, saponinas

Copo de leite
Nome científico: Zantedeschia aethiopica Spreng.
Nome popular: copo-de-leite.
Parte tóxica: todas as partes da planta
Sintomatologia: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.
Princípio ativo: oxalato de cálcio.

Tinhorão
Nome científico: Caladium bicolor Vent.
Nome popular: tajá, taiá, caládio.
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea. Princípio ativo: oxalato de cálcio.

sábado, 10 de outubro de 2009

Caixa Eletrônico Ecológico


Similar a um caixa eletrônico comun, a EcoATM, caixa eletrônico ecológico, pretende arrecadar celulares usados. Insira o seu celular, e retire, em troca, dinheiro.Uma unidade já foi instalada com sucesso em um supermercado em Nebraska, Estados Unidos, onde os visitantes ao deixarem os seu celulares, ganhavam automaticamente créditos para gastar na loja.
A intenção que as EcoATMs sejam instaladas em lojas por todos o mundo, incentivando as pessoas a reciclarem os seus aparelhos móveis. Você apenas precisa ir até a sua loja favorita, inserir o seu celular na máquina, e retirar o seu dinheiro, ou créditos de compra.A EcoATM já instalada teve 23 celulares coletados em apenas um dia. Este sucesso só tende a aumentar, quando a companhia instalar as máquinas em algumas lojas em San Diego, Texas e Vermont, como pretende fazer ainda neste ano.
A empresa também pretende fazer upgrades regulares nas máquinas, para que possam cada vez mais recolher outros tipos de aparelhos eletrônicos, além de celulares.Espera-se que ao colocar máquinas como esta à fácil acesso das pessoas, o número de lixo eletrônico com disposição final inadequada diminua o máximo possível.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cidadania Ecológica


A participação e o exercício da cidadania, com empenho e responsabilidade, são fundamentais na construção de uma nova sociedade, mais justa e em harmonia com o ambiente. Para isto, é urgente descobrir novas formas de organizar as relações entre sociedade e natureza, e também um novo estilo de vida que respeite todas as criaturas que, segundo São Francisco de Assis, são nossas irmãs. Queremos contribuir para melhorar a qualidade de vida através da construção de um ambiente saudável, que possa ser desfrutado por nossa geração e também pelas futuras. Vivemos hoje sob a hegemonia de um modelo de desenvolvimento baseado em relações econômicas que privilegiam o mercado, que usa a natureza e os seres humanos como recursos e fonte de renda. Contra este modelo injusto e excludente afirmamos que todos os seres, animados ou inanimados, possuem um valor existencial intrínseco que transcende valores utilitários.
Por isso, a todos deve ser garantida a vida, a preservação e a continuidade. Já chega deste antropocentrismo exacerbado. O ser humano tem a missão de administrar responsavelmente o ambiente natural, não dominá-lo e destruí-lo com sua sede insaciável de possuir e de consumir. Apesar do quadro ecológico ser extremamente inquietante, existem, graças a Deus, cada vez mais pessoas e entidades que têm a consciência de que uma mudança é necessária, e possível. Para tanto, algumas atitudes são essenciais: Utilização mais racional e responsável dos recursos da natureza, que não são inesgotáveis; respeito à vida em todas as suas formas; reconstrução daquilo que foi destruído; medidas preventivas.
Há quem julgue que já chegamos a um nível tal de degradação que o retorno é praticamente impossível. Comprometidos com a proteção da vida na terra, reconhecemos o papel central da educação ambiental, do processo educativo permanente e transformador para uma sustentabilidade eqüitativa, baseada no respeito a todas as formas de vida. Por trás do drama ecológico e dos sinais inequívocos de destruição do ambiente, existe uma questão mais profunda, que é a ética, o modo de ser, de posicionar-se e de relacionar-se, em todos os níveis. E como a deterioração do natureza aponta para uma deterioração das relações humanas, é compreensível que a mudança de postura ética passa pela justiça.
A crise ecológica revela uma crise ética em nossos dias, uma crise de valores, uma crise de relações humanas, e de convivência com as demais criaturas. Daí a importância da educação ambiental para a responsabilidade e o respeito à vida. Tal educação afirma valores e ações que contribuem para a transformação humana e social e para a preservação ecológica. Ela estimula a formação de sociedades socialmente justas e ecologicamente equilibradas, que conservam relações de interdependência e diversidade. A educação ambiental deve gerar, com urgência, mudanças na qualidade de vida e maior consciência de conduta pessoal, bem como harmonia entre os seres humanos.
A Terra está ferida. Em alguns sentidos, ela está quase ferida de morte. O mar, os rios e os lagos estão contaminados. O ar está poluído. O desmatamento cria novos desertos. Temos pouco tempo para agir, pouco tempo para salvar a Terra, antes que se torne um planeta onde a vida não conseguirá existir. Essa é uma tarefa de governos? Sim. Mas é também uma tarefa de cada um de nós. Você pode, e deve, fazer sua parte. Afinal, a Terra é nossa moradia, nossa casa comum. Nela vivemos e nela viverão nossos filhos. Não é justo entregar a eles um casa em ruínas. O futuro do planeta está em nossas mãos.

Fonte: www.agirazul.com.br

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Empresas terão que separar o lixo reciclável


A coleta seletiva de lixo será obrigatória em shoppings centers, edifícios comerciais, indústrias e outros empreendimentos da cidade de São Paulo.A lei que estabelece a nova regra foi publicada no "Diário Oficial da Cidade" no mês de setembro e entrará em vigor dentro de três meses.A obrigação será apenas para os chamados "grandes geradores de resíduos" -empresas com mais de 200 litros diários de lixo e condomínios mistos ou não residenciais com mais de 1.000 litros diários. Condomínios residenciais não se enquadram na regra.
Estima-se que cada pessoa produza, em média, um quilo de lixo por dia, o equivalente a cerca de cinco litros.Os "grandes geradores" já são obrigados hoje a contratar empresas particulares para coletar seu lixo e dar uma destinação final, que pode ser o depósito em aterros sanitários.Com a nova lei, só poderão ser levados para aterros o lixo orgânico e os materiais coletados que não podem ser reciclados, como isopor, espelhos e papel higiênico.
A empresa terá de manter documentos que comprovem que ela contratou a empresa para a coleta e que o lixo foi levado para alguma central de triagem de recicláveis.A multa será de R$ 10 mil. Hoje, a multa cobrada pela não destinação adequada do lixo chega a R$ 1.000.A prefeitura não informou qual é o volume de lixo produzido diariamente pelos grandes geradores. No total, a prefeitura recolhe 15 mil toneladas diárias de lixo na cidade, incluindo podas de árvores, restos de feiras, entulho de construção civil, lixo hospitalar e as 9.500 toneladas de lixo domiciliar.
A prefeitura estima que 20% do lixo da cidade pode ser reciclado. Desse total, apenas 7% é efetivamente destinado a isso. As cooperativas de catadores coletam 38% do lixo reciclável. O restante é retirado pelas empresas que fazem a coleta domiciliar: Loga e Ecourbis.

Fonte: Folha de S.Paulo

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Você sabia que os raios de Sol são um alimento essencial?


Nos Estados Unidos descobriram o seguinte: grande parte da população não tem contato com os raios solares, que precisam tocar a pele para formar vitamina D. A luz do sol tem este poder graças aos raios ultravioletas que contém.
Nos E.U.A:
40 % da população não têm vitamina D suficiente no corpo.
75 % das mulheres grávidas têm deficiência de vitamina D severa, causando as mesmas deficiências nos nenês em formação, que ficam vulneráveis para diabete tipo 1, artrite, múltipla esclerose e esquizofrenia na vida depois.
80 % dos idosos morando em asilos estão deficientes em vitamina D.
60 % de todos os pacientes de hospitais têm falta de vitamina D.
32 % dos médicos e estudantes de medicina têm deficiência de vitamina D.
A causa dessa deficiência está na mudança no estilo de vida. As pessoas ficam em casa, andam em carros com vidros fechados e ficam em escritórios, fábricas etc., sem contato direto com o sol. Os raios ultravioletas não passam no vidro. Além disso, quando estão expostas ao sol, aplicam um protetor solar. Um protetor de fator 8 bloqueia 95 % da capacidade do corpo de fabricar vitamina D.

Quais são as conseqüências de falta de vitamina D?

Vitamina D tem função importante na absorção do cálcio, cuja falta causa osteoporose. Vitamina D protege contra câncer de próstata, mama, ovários, cólon, como também contra depressão e esquizofrenia. Falta de vitamina D agrava diabete e enfraquece a produção de insulina. Excesso de peso fragiliza a utilização da vitamina D no corpo,por isso os obesos precisam do dobro dessa vitamina. Raquitismo é causado por falta de vitamina D. Síndrome de desordem sazonal, doença depressiva, inicia com falta de contato com raios solares.

Como podemos evitar e corrigir a deficiência de vitamina D?

Tomar sol e expor rosto, braços, pernas, ou seja, pelo menos 10 % do corpo, de 2 a 3 vezes por semana, sem protetor solar e sem deixar queimar a pele. Então o tempo é limitado, quer dizer 15 a 30 minutos. Se quer ficar mais tempo no sol, deve-se colocar roupa para evitar o câncer de pele. Pessoas com pele escura devem ficar mais ou menos o dobro de tempo no sol. Uma outra forma, inferior, é tomar suplementos de vitamina D correspondente a 1000 UI (unidades internacionais) por dia.
Também no Brasil deve haver muita falta de Vitamina D entre as pessoas e vale a pena olhar os nossos próprios hábitos e fazer as mudanças necessárias. Acredito que não existe coisa mais simples e barata do que alimentar a pele com raios de sol.Para saber mais tome conhecimento do trabalho de Michael Holick acessando: www.newstarget.com/rr-sunlight.html

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Você sabia que cascas de árvores absorvem poluição?


A tese que será defendida agora em outubro no Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)mostra algo já percebido na prática pelos paulistanos. Nosso organismo está mais protegido da poluição dentro dos parques do que nas extremidades ou fora deles.
O estudo aponta que a concentração de metais pesados no ar é maior nos trechos das áreas verdes próximos a avenidas do que no meio dos parques.O que provoca essa diferença são as árvores, principalmente as do entorno. Elas absorvem os poluentes nas cascas, funcionando como um filtro.
A constatação foi feita pela engenheira florestal Ana Paula Martins, de34 anos, doutoranda do Laboratório de Poluição da USP, que estudou por quatro anos amostras de cascas de árvores de cinco parques da capital:Trianon e Luz, na região central, Previdência, na zona oeste, birapuera e Aclimação, na zona sul.
O estudo revela que nenhum deles está imune a pelo menos 11 metais, mas mostra que a concentração desses elementos varia de acordo com a localização de cada parque. O índice de chumbo no Ibirapuera, por exemplo, é de 13,5 mg/kg, enquanto no Previdência, que beira a Rodovia Raposo Tavares, a quantidade é de 3,9 mg/kg.
Para chegar aos índices, a engenheira coletou amostras de cascas da camada externa das árvores que ficavam a 1,5 m de distância do solo. “O ar traz os poluentes, que ficam depositados nas cascas”, afirma Ana.
As árvores com maior concentração de poluentes beiram avenidas com grande fluxo de tráfego, como a Avenida Paulista, onde fica o ParqueTrianon. Com isso, segundo a engenheira, é possível identificar os tipos de veículos que trafegam próximo a cada área verde e confirmar os efeitos nocivos do tráfego na qualidade do ar.
Ana Paula diz que o escapamento, a freada e o arranque dos carros, que soltam pedaços de pneu, liberam partículas de metais “Enxofre, zinco,chumbo e cobre vêm da poluição veicular”, diz. A dosagem dos metais nas cascas das árvores pode ajudar a listar tipos de poluentes no ar. A Cetesb faz a medição somente dos gases e não indica a sua concentração ideal para evitar males à saúde.
“Encapar as avenidas com cobertura vegetal pode diminuir o impacto da poluição na saúde, além de aumentar a qualidade do ar”, explica oprofessor Paulo Saldiva, médico, pesquisador do Laboratório de Poluição da USP e orientador da tese de Ana, recomendando que a população troque o carro pelo transporte coletivo para melhorar a qualidade do ar.
Inalar metais pesados pode trazer mal-estar tanto imediato, como uma tontura, quanto a longo prazo, como dificuldades de aprendizado, embora não existam estudos suficientes sobre o real impacto desses elementos na saúde humana.
Apesar disso, o que se sabe é que essas substâncias são tóxicas para o corpo. “Elas podem induzir a doenças como câncer e distúrbios neurológicos”, afirma o pneumologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Ciro Kirchenchteje. Já algumas partículas grandes de metais ficariam retidas nos pelos do nariz, evitando a sua inalação.“Mesmo assim, podem irritar os olhos e secar a mucosa do nariz.”


Fonte: Agência Estado
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