domingo, 31 de maio de 2009

Reciclagem de discos compactos (CD’s e DVD’s)

Esquema de um processo de reciclagem de discos compactos por abrasão mecânica

No início da década de 1980, as indústrias Phillips e Sony, européia e japonesa, respectivamente, apresentaram para o mundo o disco compacto de áudio (compact disc – CD). Desde então, o consumo de tais discos pela indústria fonográfica e a sua utilização em outros segmentos, como pelas indústrias de software e programação, gravação de dados, textos, imagens, vídeos, etc., vêm aumentando muito. Esses discos compactos têm se tornado cada vez mais populares, com capacidade para armazenar grandes volumes de informações.
Em 1991, a produção de CDs em todo o mundo chegou a 400 milhões de unidades e tem aumentado cerca de 10% a cada ano. A produção de discos compactos para gravação de dados (compact disc read only memory, o CD-ROM) foi de aproximadamente 5,2 bilhões de unidades no mundo inteiro em 2002, e em 2003, todos os DVDs (digital video disc) e CDs para áudio, vídeo e gravação de dados produzidos no mundo totalizaram cerca de 12 bilhões de unidades. Quanto ao formato e a tecnologia de produção, um DVD é muito similar a um CD. Entretanto, os DVDs possuem maior capacidade de gravação de dados, cerca de sete vezes mais que um CD.CDs e DVDs são artefatos feitos a partir do termoplástico policarbonato (PC), metalizado. O policarbonato é o polímero utilizado na confecção de CDs e DVDs devido às suas propriedades, como excepcional transparência e transmitância, baixa absorção de umidade, rigidez, resistência térmica e altíssima resistência ao impacto.
Desde o processo de manufatura até o uso pelo consumidor final, estima-se que aproximadamente 10% de todos os CDs e DVDs produzidos sejam descartados. Somente nos Estados Unidos da América, mais de dois bilhões de CDs são produzidos todos os anos e cerca de 200 milhões são rejeitados, seja por defeitos de fabricação no momento da injeção do policarbonato ou erros durante o processo de gravação, e até mesmo desperdiçados na distribuição como material de divulgação comercial.
Estes CDs e DVDs descartados podem ter o policarbonato separado das demais camadas, regranulado, reprocessado e reutilizado. Entretanto, na maioria das vezes, tais discos acabam mesmo nos lixões das grandes cidades. Por exemplo, os Estados Unidos despejam mais de 160 milhões de toneladas anuais de resíduos sólidos no meio ambiente, sendo que 4 a 7% (em peso) correspondem a materiais plásticos. Problemas decorrentes dessa poluição ambiental têm levado a comunidade científica a refletir sobre rotas alternativas para o problema, como a reciclagem, a incineração e o uso de polímeros biodegradáveis. Com relação aos polímeros biodegradáveis, os mais estudados são o poli (3-hidroxibutirato), P(3HB), e o poli(3-hidroxibutirato-co-3-hidroxivalerato), P(3HB-co-3HV)Entretanto, tornar viável a utilização desses materiais em aplicações cotidianas ainda envolve processos que apresentam muitas dificuldades. Sendo assim, a reciclagem de materiais plásticos torna-se uma alternativa atrativa e viável.
O processo de produção de CDs e DVDs não permite que os mesmos sejam reciclados facilmente. Tais discos são constituídos por multicamadas: o policarbonato juntamente com três camadas de menor espessura (alumínio, verniz e a impressão). A camada de alumínio possui de 55 a 70 µm de espessura, enquanto que o verniz e a impressão totalizam cerca de 20 microns. Dessa forma, para a reciclagem do policarbonato de CDs e DVDs faz-se necessário a remoção dessas camadas extras.
Existem muitos métodos para a remoção das camadas extras do policarbonato de CDs e DVDs, desde procedimentos totalmente químicos até físico-mecânicos. Entretanto, as técnicas mais comuns são: a) a separação química, que envolve o uso de agentes químicos agressivos, como soluções alcalinas e sais inorgânicos em elevadas temperaturas para remover as camadas extras do policarbonato; b) a filtração durante a fusão, onde os discos são moídos e o material é secado e regranulado numa extrusora equipada com uma série de filtros que remove os contaminantes sólidos que não fundem durante a fusão do policarbonato, o qual consegue passar pelos filtros e é separado dos metais; c) o processo mecânico, que consiste na remoção das camadas do policarbonato através de abrasão.
O processo mecânico tem sido considerado a melhor maneira de recuperar o policarbonato de CDs e DVDs, uma vez que é um método seguro, simples e eficaz. Equipamentos específicos possuem uma escova de alta rotação, que remove as camadas extras que estão sobre o policarbonato, e uma esteira transportadora que move os discos continuamente. A escova remove as camadas metálicas, cujas partículas são conduzidas para um filtro onde ocorre a recuperação do alumínio. Ar comprimido, gás inerte ou água pulverizada podem ser aplicados na interface do disco com a escova para garantir resfriamento e evitar a fusão prematura do policarbonato. Os discos com o policarbonato separado são regranulados em extrusora e o termoplástico pode então ser reutilizado. As vantagens dessa técnica são: facilidade de adaptação ao ambiente de manufatura, o equipamento é de simples operação, o custo é relativamente baixo e o processo não envolve produtos químicos perigosos.

Fonte: Revista Matéria vol.13 no.4 2008
Laboratório de Hidrogênio PEMM/COPPE/UFRJ

sábado, 30 de maio de 2009

Extração de etanol do bagaço e da palha de cana pode aumentar em 37% a produtividade

Uma técnica para extrair etanol do bagaço e da palha da cana-de-açúcar – a biomassa da planta – poderá aumentar a produtividade das usinas em cerca de 37%. A técnica ainda está em caráter experimental, restrita a laboratórios, mas, segundo a coordenadora científica da Rede Bioetanol, Elba Bon, no prazo de três anos, poderá estar acessível para produção em escala industrial.“Já é possível aumentar o processo de produção de etanol dos atuais 80 litros por tonelada de cana para 110 litros, se aproveitarmos o material que sobra do procedimento de obtenção normal do etanol, que é pelo caldo da cana”, explica a coordenadora.Em nenhum país, o etanol extraído da biomassa é produzido em escala industrial ou comercial. “Mas no Brasil esses estudos já avançaram bastante, ainda que a tecnologia esteja sendo desenvolvida apenas na escala laboratorial”, avalia a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Leda Maria Fortes. “Isso poderá colocar o Brasil em uma posição ainda mais privilegiada”, completa Elba.“Há, inclusive, um número considerável de usinas manifestando interesse em usar essa tecnologia. Até porque há grandes chances de a lucratividade da produção aumentar”, afirma a coordenadora da Rede Bioetanol. “Mas isso precisa ainda ser confirmado por meio de estudos”, pondera.
O etanol usado comercialmente para abastecimento de veículos é extraído do caldo da cana. “A técnica que o país vem desenvolvendo permitirá, por meio do processo de hidrólise, a obtenção do chamado etanol de segunda geração, a partir dos resíduos que sobram da cana após uma primeira extração de etanol”, explica a pesquisadora do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), Viridiana Leitão.As pesquisadoras participam, desde o dia 27, do workshop da Rede Bioetanol, evento que se encerrou nesta sexta-feira (29) em Brasília.
Segundo Elba, é possível obter etanol da biomassa por meio de dois processos de hidrólise: o ácido e oa enzimático, que são diferenciados principalmente pelas substâncias utilizadas para a transformação da celulose em glicose.A mais comum – porém menos indicada pelas pesquisadoras por gerar inibidores do processo de fermentação e, também, por corroer os equipamentos – é hidrólise ácida. Com os estudos desenvolvidos pela Rede Bioetanol, há grande expectativa de se desenvolver, em escala industrial, a hidrólise por meio da adição de enzimas.
“Esta é a corrida da hora”, aponta o professor de engenharia da Universidade Federal do ABC Adriano Ensinas, que também participa do workshop.Aspectos sociais do desenvolvimento tornam a tecnologia ainda mais importante, segundo Elba, porque gera empregos para pessoas melhor qualificadas e, também, porque incentiva a qualificação profissional dos trabalhadores que já atuam em toda a cadeira de produção do etanol.Além disso, a capacidade de produção pode aumentar mais, sem necessidade de expansão das áreas de cultivo. “Essa tecnologia pode diminuir a necessidade de área plantada, preservando o ecossistema e os mananciais de água do país”, argumenta Elba.Financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, o workshop da Rede Bioetanol envolve 15 instituições, entre laboratórios universitários e centros de pesquisa.



Fonte: Pedro Peduzzi/ Agência Brasil

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Consumo de energia limpa cresce 16% ao ano


Mesmo com a crise econômica, a oferta global de energia proveniente de fontes renováveis cresceu 16% em 2008, alcançando 280 mil megawatts (MW). E o índice continua aumentado este ano.A geração de energia solar por painéis fotovoltaicos conectados a rede de transmissão de energia elétrica, é a fonte renovável que mais cresce, alcançando uma capacidade de 13 GW. Os biocombustíveis também desempenham papel importante, tanto na produção de biodiesel como de etanol. No último ano houve um aumento de 34% no consumo de combustíveis verdes. Seguindo no ranking do desempenho, o setor eólico aumentou 29%, chegando a 121GW, ou seja, mais que o dobro da capacidade instalada mundial de 2005, que era de 59GW.
Esses números resultam de políticas favoráveis motivadas pelas preocupações com as mudanças climáticas e a segurança energética. Muitos governos vem adotando novas políticas ligadas à energia limpa e já estabeleceram metas ambiciosas. Hoje, 73 países já tem metas claras para a produção de energia renovável.No caso dos Estados Unidos, a integração da energia renovável à rede de distribuição é um desafio a ser encarado se país pretende aproveitar completamente esses recursos. Inicialmente é preciso construir linhas de transmissão para chegar ás fontes remotas de energia ─ o que implica em questões de localização e custos.
Os recursos para atender distribuidores e consumidores de energia incluem eficiência, painéis solares residenciais, combinação de calor e energia,e veículos elétricos recarregáveis ─ áreas nas quais a Comissão Federal Reguladora de Energia (FERC, na sigla em inglês) tem autoridade muito limitada, uma vez que a determinação do uso é da alçada de reguladores estaduais, operadores regionais e do mercado.Como chefe da FERC, Jon Wellinghoff revela que dará prioridade à eficiência da infraestrutura e integração da energia renovável à rede de distribuição e apoiará o uso de recursos de distribuidores e consumidores, que segundo ele “estão sendo subutilizados.
”Para apresentar o atual estágio de desenvolvimento energético renovável no Brasil e no mundo, especialistas da área se reunirão em Curitiba, de 18 a 21 de agosto de 2009, durante a realização do IV Congresso Internacional de Bioenergia e I Congresso Brasileiro de Geração Distribuída e Energias Renováveis.Entre os participantes internacionais, alguns como Thomas Amon, da Universidade de Viena, Annette Hester e John Benemann, dos Estados Unidos, Dirk Assmann, da Alemanha, e Vicenza Faraco, da Universidade de Nápoles, Itália, apresentarão palestras.
O Brasil será representado por pesquisadores e especialistas de empresas e universidades que também terão espaço para expor o atual estágio e perspectivas da energia limpa no país. Paralelamente ao Congresso realizar-se-á a segunda edição da BioTech Fair – Feira Intencional de Tecnologia em Bioenergia e Biodiesel. A feira visa mostrar tecnologias e equipamentos para produção de energia limpa, proveniente de várias fontes como vento, sol, produtos agrícolas, algas marinhas, resíduos florestais, gás metano e até de lixo urbano. Uma usina de biodiesel completa foi montada no local do evento. Mais de 70 empresas, instituições e universidades apoiam os dois eventos. O programa completo de atividades está disponível no site http://www.eventobioenergia.com.br/



quinta-feira, 28 de maio de 2009

Corante de milho


Uma nova pesquisa testou a extração de corantes de milho como alternativa aos corantes sintéticos. O motivo é que, além de não poluir, os corantes naturais podem trazer benefícios à saúde por apresentar pigmentos antioxidantes e anti-inflamatórios.O estudo foi publicado na revista Ciência e Tecnologia de Alimentos. “O interesse em pesquisas por corantes naturais aumentou consideravelmente nas últimas décadas devido às severas críticas dos consumidores, às restrições impostas pela Organização Mundial da Saúde e outras instituições aos corantes sintéticos”, destacam os autores.
De acordo com Elias Basile Tambourgi, professsor da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e um dos autores do artigo, além do uso em corantes de alimentos e de tecidos, o milho é uma fonte de antocianinas, pigmentos pertencentes ao grupo dos polifenóis – compostos responsáveis por dar cores aos vegetais.“As antocianinas atuam como agente antioxidante que age na inibição dos radicais livres, atuando na prevenção de doenças degenerativas como o câncer. Além disso, melhoram a adaptação à visão noturna, prevenindo a fadiga visual. São usadas como anti-inflamatório e também já foram aplicadas no tratamento contra obesidade e hiperglicemia”, disse Tambourgi à Agência FAPESP.O pesquisador ressalta a necessidade de mais pesquisas a fim de destacar a importância das antocianinas na dieta humana.
“Além disso, precisamos melhorar as metodologias de extração (quantificação e identificação), obter a composição e compreender a funcionalidade das fontes naturais”, disse.No novo estudo, foram utilizadas duas variedades nativas de milho (Zea mays L.) peruano, roxa e vermelha, adquiridas em fazendas a cerca de 150 quilômetros ao sul de Lima. Segundo o estudo, o corante do milho roxo tem se mostrado estável.“Chegamos a realizar testes de fixação em produtos têxteis, como algodão. O que mais chama a atenção é seu uso artesanal no Peru, na coloração de roupas. Podemos notar que esses produtos apresentam forte cor roxa, e não se deterioram ao longo do tempo, nem mesmo pela ação do calor”, disse.Métodos de extração - Os autores destacam que as antocianinas do milho roxo foram usadas pelos incas na preparação de bebidas e no tingimento de fibras têxteis.
“Eles obtinham os pigmentos de forma artesanal, utilizando processos mecânicos através de atrito e raspagem da semente”, apontam.“Embora existam pesquisas indicando significativos avanços e benefícios das antocianinas extraídas do milho roxo, até o presente momento não conhecemos estudos sobre novas metodologias de extração desses pigmentos livres das substâncias químicas tóxicas”, ressaltou.Nos testes foram utilizados três métodos de extração: por imersão, por lixiviação e por supercrítica, que consiste em explorar as propriedades críticas do dióxido de carbono (comportamento de fluido) como solvente e promover o seu contato com o soluto, utilizando-se uma forma estática de extração.
Nos dois primeiros processos foram utilizados água deionizada, etanol, metanol, éter de petróleo, ciclo hexano e isopropanol como solventes, todos de grau analítico. E tanto no primeiro como no segundo método, o etanol foi o solvente com maior rendimento de extração dos pigmentos.Os resultados apontaram ainda que a lixiviação (com algumas modificações) foi o método mais eficiente nas extrações dos corantes, com aproximadamente 88% de antocianinas, assim como na recuperação dos solventes.“Mas como os dois primeiros métodos são simples, baratos e fáceis de serem aplicados, também apresentaram bons resultados.
A extração do pigmento roxo pode ser realizada de modo simples e com solvente (etanol) disponível no mercado”, disse o professor da Unicamp.Tambourgi coordenou diversos projetos apoiados pela FAPESP, entre os quais “Purificação de amilases de Zea mays para a aplicação na hidrólise de amido para uso na indústria alcooleira”, na modalidade Auxílio a Pesquisa – Regular.O novo estudo foi feito com Felix Martin Cabajal Gamarra, da Faculdade de Engenharia Química, e Edison Bittencourt, do Departamento de Tecnologia de Polímeros, amboa da Unicamp, e com Gisele Costa Leme, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).


Fonte: Agência Fapesp

quarta-feira, 27 de maio de 2009

27 de Maio,Dia da Mata Atlântica


Dia 27 de maio é o Dia Nacional da Mata Atlântica. Cientificamente, o nome dela é “Floresta Ombrófila”. Atualmente, ela é irregularmente distribuída pela costa atlântica brasileira, entre o Rio Grande do Sul (município de Torres) e o Rio Grande do Norte e tem 1,5 milhão de km².A Floresta Atlântica é uma formação vegetal higrófila (de ambiente úmido), perene (sempre verde), densa (com muitas árvores por metro quadrado) e heterogênea (com muitas espécies vegetais distintas).
Embora represente apenas 7% da floresta original que cobria cerca de 100 milhões de hectares praticamente contínuos, ainda é um vasto território, equivalente ao da França e Espanha juntas. Riquezas naturais - A Mata Atlântica é a mais rica entre as florestas tropicais úmidas do planeta, considerada o santuário ecológico mais pródigo da Terra e corresponde a um dos ecossistemas mais ameaçados no mundo.
Apresenta, de fato, números impressionantes: reúne 15% de todas as formas de vida animal e vegetal do mundo; o número de espécies de aves - mais de 650 identificadas até hoje – é maior que o catalogado em toda a Europa.Em sua extensão remanescente, encontram-se cerca de cinco mil espécies vegetais, muitas ameaçadas em sua sobrevivência - palmito, canela-preta, pau-brasil, virola e braúna, por exemplo.
Concentra também um dos maiores números de epífitas já catalogadas pela ciência, dentre estas, espécies que ainda não foram descritas, destacando-se raríssimas orquídeas, bromélias, pteridófitas, piperáceas, cactáceas, entre outras. É uma das regiões com maior índice de endemismos do mundo.Isto sem falar nas 171 das 202 espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção - como é o caso do mico-leão-da-cara-preta, o sagüi-da- serra, o papagaio-chauá, o macuco e a jacutinga, entre outros. O Brasil está entre os sete países detentores de megabiodiversidade, uma riqueza excepcional que se concentra principalmente nas Florestas Atlântica e Amazônica.A primeira, no entanto, leva vantagens em vários aspectos. Reúne, por exemplo, 75% das espécies vegetais brasileiras, contra apenas 5% próprios da Floresta Amazônica.


terça-feira, 26 de maio de 2009

Grandes empresas querem dinheiro para cortar CO2


As indústrias precisam de apoio financeiro para reduzir suas emissões de gases do efeito estufa, disseram líderes empresariais em uma conferência climática na segunda-feira, atraindo críticas de que eles estariam colocando seus lucros acima do meio ambiente.O encontro com mais de 500 líderes empresariais, entre domingo e terça, fará um apelo aos governos para que estabeleçam políticas climáticas claras e de longo prazo durante a conferência de dezembro em Copenhague, que irá definir um novo tratado global em substituição ao Protocolo de Kyoto."A grande restrição é a de verbas", disse Steve Lennon, diretor-gerente da empresa elétrica sul-africana Eskom, referindo-se à necessidade de cortar o custo de combustíveis alternativos ao petróleo."Não se trata de capacidade, trata-se de custo", disse Tony Hayward, executivo-chefe da empresa britânica de petróleo BP.
"A questão é a lacuna entre a energia fornecida hoje e a energia de que estamos falando e que hoje é mais cara."A BP tem uma parceria com a mineradora Rio Tinto para separar o hidrogênio do dióxido de carbono nos combustíveis fósseis, enterrar o CO2 e vender o hidrogênio como combustível limpo para as empresas do setor elétrico - para isso, no entanto, a empresa diz precisar de apoio financeiro estatal.Um importante consultor disse que as empresas estão cientes da grande preocupação da opinião pública com o aquecimento global, e não querem parecer alheias à luta.
"As empresas do petróleo estão falando sobre suas carteiras de energia renovável, mas investindo em combustíveis fósseis", disse Adam Werbach, executivo-chefe da empresa de marketing e consultoria Saatchi & Saatchi S."Essa é a incrível eficácia das relações públicas na última década. Há uma década as pessoas realmente diziam o que pensavam. Agora é nos bastidores."Bônus climáticos, mercados de carbono e subsídios à energia renovável são ideias levadas a Copenhague por diretores de empresas como PricewaterhouseCoopers (PwC) e investidores da Vantage Point Venture Partners como formas de promover reduções nas emissões de carbono."Pagamentos (de subsídios) poderiam diminuir com o tempo, serem focados na economia de carbono, e precisariam recompensar o cumprimento da energia de baixo carbono", disse Hayward, da BP."Isso está bastante claro. Dá para pegar isso e traduzir em legislação se preferir.
"A Royal Dutch Shell, outra grande empresa do petróleo, disse em março que iria reduzir os investimentos em energia solar e eólica, porque essas fontes não poderiam competir com os combustíveis fósseis. Ao mesmo tempo, a empresa disse que aumentaria sua produção de petróleo em 2 a 3 por cento nos próximos quatro anos.Samuel Di Piazza, executivo-chefe da PwC, disse que as empresas querem a introdução "gradual, mas não agressivamente desafiadora" do mercado de carbono, que penaliza quem emite em excesso.Alguns duvidam da sinceridade das grandes empresas quando se dizem dispostas a combater o aquecimento global."É da boca para fora por parte de muitos deles", disse Harish Hande, diretor-gerente da Solar Electric Light Company, que já forneceu geradores de energia solar para cerca de 100 mil domicílios da Índia, onde mais de metade da população vive sem eletricidade.

Fonte: Estadão Online

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Como lucrar sem destruir


A Reserva Mamirauá não vai ganhar o mais importante prêmio de turismo sustentável deste ano. No meio da Floresta Amazônica, esse projeto de turismo ecológico tem todos os requisitos que um destino gostaria de ostentar para ser chamado de “sustentável”. Especialistas elogiam seus programas de preservação ambiental e integração com a comunidade – credencial suficiente para encher a pousada local, a Pousada Uacari, com 70% de estrangeiros, todos interessados em conhecer a Amazônia com conforto e sem peso na consciência.Mas, na lista de premiados pelo Tourism for Tomorrow Awards (Prêmio Turismo para o Amanhã), evento realizado neste final de semana em Florianópolis, em Santa Catarina, só havia estrangeiros. Praias paradisíacas de Punta Cana, na República Dominicana, um parque marinho na Península de Gerakas, na Grécia, e iniciativas de reflorestamento da mata nativa da Costa Rica figuraram entre os 12 participantes que chegaram à etapa final da competição. Nesses destinos, organizações não governamentais ou grupos hoteleiros ajudam a preservar os ecossistemas, criam programas sociais para a população nativa e apoiam a contratação de mão de obra local. Quem recebe o prêmio Tourism for Tomorrow ganha um importante diferencial para mostrar ao turista.Por que destinos como Fernando de Noronha, em Pernambuco, Itacaré, na Bahia, ou mesmo a Reserva Mamirauá não estão entre os melhores destinos verdes do planeta? Para os especialistas, um dos motivos não está na falta de ações sustentáveis desses lugares, mas na ausência de um certificado capaz de comprová-las. “Criamos a melhor norma de turismo sustentável do mundo, mas não há ninguém para aplicá-la”, diz o consultor Roberto Mourão, presidente do Instituto EcoBrasil. Nenhum hotel brasileiro tem o certificado oficial de turismo sustentável emitido pelo Instituto Falcão Bauer, reconhecido pelo Inmetro.Criado há apenas dois meses, o certificado ainda não foi entregue a nenhum empreendimento porque o processo de avaliação é demorado.Outro motivo da baixa adesão dos empreendimentos brasileiros às ações sustentáveis é a mentalidade que durante muito tempo dominou o turismo nacional. “A massificação de alguns destinos, como Porto Seguro, desencadeou uma disputa de preços que desvalorizou o próprio lugar”, diz André Eysen de Sá, um dos coordenadores do Bem Receber, programa de qualificação para pequenos e médios empreendimentos hoteleiros.No Brasil, um dos melhores esforços é o programa Bem Receber, realizado pelo Instituto Hospitalidade em parceria com o Ministério do Turismo e o Sebrae. Voltado para hotéis e pousadas de pequeno e médio porte, o programa recomenda práticas de sustentabilidade. Cerca de 250 estabelecimentos de todo o país fazem parte do programa.
O Instituto Hospitalidade emite um certificado de qualificação profissional para o estabelecimento que cumpre uma série de requisitos, como painéis de energia solar, sistema de compostagem de lixo e captação de água da chuva.A importância crescente de prêmios ou certificados de sustentabilidade mostra que a indústria do turismo convencional está disposta a mudar. “Cada vez menos pessoas aceitam produtos que não têm nenhum compromisso ambiental”, diz Jean-Claude Baumgarten, presidente do Conselho Mundial de Turismo e Viagens (WTTC), organizador da premiação e da nona Conferência Global de Viagens e Turismo, sediada pela primeira vez no Brasil, em Florianópolis. Em uma década, o turismo sustentável deixou de ser praticado apenas em destinos exóticos como Costa Rica e Quênia e virou um novo estandarte para redes hoteleiras, companhias aéreas e governos.

domingo, 24 de maio de 2009

Na estação espacial internacional, astronautas bebem água reciclada de suas urinas

No dia 20 de Maio, os astronautas a bordo da estação espacial internacional beberam a água que foi reciclada de sua urina, suor e água que se condensa do ar expirado. Eles davam “elogios” enquanto bebiam e brindavam com aqueles que trabalham na NASA na terra sua própria versão da água reciclada. “O gosto é ótimo,” disse Michael Barrat. E, como o astronauta russo Gennady Padalka tentava pegar bolhas pequenas da água que flutuava diante dele, Barratt disse-lhe que o gosto é o da “perseguição de valor.” A água na estação espacial internacional veio com etiquetas que diziam “beba isto porque a água real está a 200 milhas de distância.” Os oficiais da NASA disseram que a reciclagem da urina na estação espacial internacional era crucial porque a estação aumentaria de três a seis pessoas. O sistema de reciclagem foi trazido à estação em novembro 2008 pela Space Shuttle Endeavour, mas o sistema não poderia ser usado até que as amostras fossem trazidas de volta à terra e testadas, e uma válvula furada foi reparada á aproximadamente uma semana atrás.


sábado, 23 de maio de 2009

Cientistas canadenses projetam criar vacas geneticamentes modificadas que emitem menos metano


Assim como os fabricantes de veículos procuram produzir carros que poluem menos, cientistas estão buscando criar uma raça de gado que siga os mesmos passos dos maiores fabricantes de carro no planeta em desenvolver carros mais econômicos em combustível e com baixas emissões de gases. Uma nova raça de gado está tomando a forma no Canadá, onde alguns cientistas estão tentando projetar geneticamente vacas de uma maneira que as faça comer menos alimento e emitir menos metano. Estes investigadores informam que três ruminantes têm o mesmo potencial de promover o aquecimento global que um carro de tamanho médio e a diminuição destas emissões de metano do gado poderiam ser similares a fazer carros mais ecológicos. A pesquisa igualmente promete ajudar a fazendeiros a diminuir o custo necessário para a alimentação do gado.
Stephen Moore, um dos cientistas responsáveis pela pesquisa da universidade de agricultura de Alberta, está tentando modificar os alimentos que as vacas comem e igualmente modificar o gado para realizar a mudança. Para a criação de animais mais “econômicos em combustível,” Moore desenvolveu um gado que produz 25% menos metano do que uma vaca média. O metano é produzido por uma bactéria que é um subproduto da digestão nas dietas celulósicas que incluem a grama e o feno. Para reduzir a quantidade de emissão de metano, Moore identificou a bactéria que é responsável pela produção do gás, e afirma que ela pode ser controlada projetando geneticamente as vacas.


sexta-feira, 22 de maio de 2009

'Custo da poluição' é de R$ 14 por segundo, diz estudo


Os custos da poluição, pela primeira vez, foram mapeados fora das fronteiras de São Paulo. Estudo obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que são R$ 14 gastos por segundo (R$ 459,2 milhões anuais) para tratar sequelas respiratórias e cardiovasculares de vítimas do excesso de partícula fina - poluente da fumaça do óleo diesel. O valor é dispensado por unidades de saúde públicas e privadas de seis regiões metropolitanas do País.A mesma pesquisa, produzida pelo Laboratório de Poluição da USP e seis universidades federais, mostra que, além dos paulistas, respiram ar reprovado pelos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) as regiões do Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife.
"A poluição não é mais privilégio de São Paulo e os impactos são diretos na saúde cardiovascular do brasileiro", diz Antônio Carlos Chagas, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Pelo ensaio científico, 8.169 pessoas são internadas anualmente com problemas cardíacos atribuídos à partícula fina.As pesquisas em São Paulo incentivaram a produção em outras metrópoles. O cardiologista Evandro Mesquita, da Universidade Federal Fluminense, começou a cruzar os dados de arritmia e enfarte em dias marcados pelo excesso de poluentes.
Quando o Instituto do Coração de SP (Incor) fez teste parecido no ano passado, encontrou aumento de 11% de morte por ocorrência cardíaca. No Rio, a pesquisa da USP mostra que são 1.434 pacientes do coração internados por ano.A reportagem teve acesso ao estudo na ação civil pública que o Ministério Público de São Paulo move contra a Petrobras e 13 montadoras de veículos pedindo indenização para vítimas da poluição. Segundo o promotor do Meio Ambiente do MP, José Isamel Lutti, o valor indenizatório terá "como parâmetro" a pesquisa. Além das internações, também foram calculadas as mortes nas regiões: 11.559 pessoas com mais de 40 anos (31 vidas por dia). A Petrobrás, por meio de assessoria de imprensa, informou que não foi notificada sobre a ação, ajuizada em março deste ano.


Fonte: Estadão Online

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Eco Business Show 2009


Estar atento ao mercado e entender que a lucratividade deve estar baseada em processos sustentáveis é, hoje, uma realidade e não mais uma tendência. Quem afirma é Ricardo Guggisberg, empresário e organizador do ECO Business Show 2009, evento que vai debater e apresentar o que as iniciativas públicas e privadas já estão fazendo neste setor. A chamada “economia verde” visa o equilíbrio entre o ambiental, econômico e social para obter bons negócios, mas falta somar mais um item à esta equação: a cultura. O motivo é simples, uma gestão responsável requer que práticas sustentáveis sejam multiplicadas entre os atores envolvidos. Isto significa atingir toda a cadeia produtiva - fornecedores, parceiros, clientes, consumidores, colaboradores e governos -, e os stakeholders.
No Brasil isto já é uma realidade e um dos caminhos é a convergência de mercados. Uma prova disto é o levantamento da Fundação Getúlio Vargas, feito a pedido do Grupo de Líderes Empresariais (Lide). Ele aponta que 52% das companhias brasileiras desenvolvem algum tipo de iniciativa voltada para sustentabilidade, bem como mostra que 62% das companhias se valem de critérios socioambientais para escolher seus fornecedores. Quando todos os empresários perceberem que apostar em crescimento sustentável é investimento e não despesa, tanto para empresas privadas como para o setor público, todos sairão beneficiados, pois a visão sustentável beneficia as companhias não só para a aquisição de crédito, mas também fortalece as estruturas no âmbito cultural e social. Eco Business Show 2009, dias 1,2 e 3 de setembro de 2009, no Centro de Exposições Imigrantes, São Paulo (SP). Mais informações:
www.ecobusinessshow.com


ECO Business Show 2009 - A Feira e Congresso de Econegócios e Sustentabilidade reúne pelo segundo ano consecutivo empresas e lideranças comprometidas com econegócios. O evento ocorre entre os dias 1 e 3 de setembro, no Centro de Exposições Imigrantes, São Paulo, abre espaço para o benchmarking, aprendizado, reflexão e socialização de informações voltadas ao assunto. O objetivo do Eco Business Show é debater as ações adotadas pela iniciativa pública e privada em parceria com organizações sociais, entidades educacionais e outros agentes sempre baseados em Negócios e Cidades Sustentáveis.



Fonte:Fator Brasil

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Povos pré-colombianos poluíam o ar há 3.500 anos no Peru


Além de terem desenvolvido a agricultura irrigada, a astronomia e a construção de pirâmides, as primeiras civilizações sul-americanas também inventaram algo menos glorioso: a poluição por metais pesados. Há 3.500 anos, no Peru, elas já contaminavam o ar com mercúrio, produto da mineração.Um estudo realizado por pesquisadores do Canadá, dos EUA e da Alemanha descobriu evidências "incontroversas" de poluição atmosférica por mercúrio milênios antes da conquista espanhola. O metal está acumulado nos sedimentos de três lagos na região de Huancavelica, que abriga a maior jazida de mercúrio das Américas.Extraindo colunas de sedimento do fundo desses lagos e datando-as, o grupo liderado por Colin Cooke, da Universidade de Alberta, descobriu que a contaminação começou em 1400 a.C. e atingiu valores máximos em 500 a.C. e 1450 d.C.
Estas últimas datas correspondem, respectivamente, ao apogeu da cultura Chavín - considerada o primeiro Estado sul-americano - e da inca.Essas civilizações exploravam a região de Huancavelica em busca de cinábrio (HgS), um mineral composto de mercúrio e enxofre.O cinábrio é moído para a produção de vermelhão, corante que compõe as tinhas vermelhas vivas que culturas como a Chavín, a mochica e a inca usavam como pintura corporal ou para cobrir objetos de ouro.O mercúrio é altamente tóxico, e exposição a seus compostos causa problemas sérios ao sistema nervoso, aos rins e ao sistema endócrino. Os maias usavam pedras de cinábrio em seus sarcófagos, entre outras coisas, para evitar que eles fossem saqueados.A produção local de vermelhão foi a primeira fonte de poluição por mercúrio em Huancavelica.
O pó de cinábrio, emitido na extração e na moagem do minério, fez a concentração de mercúrio nos sedimentos saltar pela primeira vez acima do nível natural. De 7 microgramas por metro quadrado ao ano ela vai para até 28 microgramas por metro quadrado.Com o estabelecimento da cultura Chavín, o uso de mercúrio - e a contaminação - cresceu exponencialmente. O nível do metal nos sedimentos se multiplicou por dez em relação à quantidade natural.A partir daí, a poluição começa a declinar novamente, para explodir a partir do ano 1400, com a chegada do império inca às minas de cinábrio.
Os incas também trouxeram uma inovação tecnológica que deve ter causado problemas sérios aos habitantes de Huancavelica: "O tipo de poluição mudou de pó de minério para mercúrio elementar gasoso", disse Cooke à Folha. O aquecimento do minério separa o enxofre do mercúrio, produzindo o metal prateado.Foram os vapores letais desse elemento que se espalharam pelo ar na região. Nos sedimentos de idade pós-incaica analisados pelo grupo de Cooke, o mercúrio aparece em concentrações 30 vezes superiores à natural.Cooke diz que é difícil saber qual era o grau de exposição da população ao poluente - que também contaminou a água - e que tipo de impacto a contaminação deve à saúde. "É difícil especular quais eram os riscos", afirma, "mas qualquer quantidade de mercúrio é potencialmente tóxica".


Fonte: Folha Online

terça-feira, 19 de maio de 2009

Mais de 80% da população está disposta a comprar produtos florestais certificados, mostra pesquisa


Se pudessem adquirir um produto florestal, 81% da população daria preferência a produtos certificados, mesmo se o preço for um pouco superior ao produto sem certificação. A informação é da pesquisa "A Visão da População Brasileira sobre Certificação Florestal e Agropecuária", produzida pelo Instituto Datafolha a pedido da organização Amigos da Terra - Amazônia Brasileira e publicada na segunda-feira (18).O estudo revela ainda que 85% dos entrevistados pagariam mais caro por produtos agrícolas ou carne certificada. "A pesquisa mostra uma familiarização progressiva do brasileiro com o tema e a disponibilidade de pagar por isso", diz Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra, em entrevista ao jornal Valor Econômico.
A pesquisa, que buscou avaliar o conhecimento da população a respeito de temas ambientais, trouxe dados positivos sobre a percepção das pessoas quanto a produtos florestais certificados. Em 2006, quando publicada uma pesquisa semelhante, apenas 1% da população conhecia o Forest Stewardship Council (FSC), principal selo de certificação para produtos florestais. Hoje, 22% dos entrevistados disseram que conhecem a organização FSC e 20% tem conhecimento do selo de certificação.Também foram lembradas, na pesquisa - que entrevistou 2.055 brasileiros entre 2 e 14 de abril com 18 anos ou mais - empresas que trabalham com produtos florestais certificados.
As principais empresas citadas foram a Natura e a Faber Castell.Para a coordenadora o Grupo Compradores de Produtos Florestais Certificados Karina Aharonian, a pesquisa mostra que o reconhecimento da certificação como instrumento eficaz para a proteção das florestas e desenvolvimento sustentável vem crescendo."Temos trabalhado em campanhas em revistas, na TV e no Metrô nos últimos anos, para mostrar às pessoas e empresas que utilizam produtos florestais para a necessidade de se optar pelo consumo de produtos florestais sustentáveis. O que a pesquisa indica é um cenário muito promissor para a certificação no Brasil".Desmatamento e bancosO Datafolha, também a pedido da organização, publicou recentemente outras duas pesquisas relacionadas à opinião dos brasileiros em relação ao desmatamento e às políticas socioambientais de instituições financeiras.
Para 94% dos entrevistados, o Brasil deveria parar o desmatamento para evitar os custos de desastres ambientais como mudanças climáticas, desmoronamentos, alagamentos. A população também se mostrou favorável à implementação de leis mais rigorosas para proteger as florestas: 91% disseram que é preciso dificultar o desmatamento.Na questão referente ao comportamento dos bancos frente à destruição ambiental, 81% opinaram que eles não fazem o suficiente e, destes, 27% disseram que as instituições financeiras poderiam pelo menos exigir o respeito das leis.


Fonte: Amazônia.org

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pesquisadores desenvolvem catalisador de células de combustível bimetálico eficaz


Diversos pesquisadores ao redor do mundo estão ocupados para encontrar as melhores tecnologias que resolverão à crise de energia futura. Neste sentido a tecnologia da célula combustível é o melhor recurso após o das fontes de energia renováveis. Uma equipe de cientistas comandada por Younan Xia, professor de engenharia biomédica da universidade de Washington, descobriu um catalisador bimetálico que é mais eficiente do que os outros catalisadores comerciais e poderia permitir um melhor custo com uma tecnologia eficaz para célula combustível.
O catalisador é composto de platina e paládio que suporta ramos dendriticos da platina, que são fixos na nanoestructura, consistindo em um núcleo de nove nanômetros no centro e em sete ramos de nanômetro de platina. Devido a esta razão, pode reduzir o composto do precursor do paládio e a platina com o ácido L-ascórbico, conhecida geralmente como a vitamina C. Além disso, a área de superfície elevada do catalisador é apropriada não somente para células combustíveis, mas para muitas outras aplicações.
Os pesquisadores afirmam que esta técnica é duas a cinco vezes mais eficazes do que catalisadores comerciais. De acordo com o Ministério de Energia, a redução na quantidade de catalisador de platina, que é considerado um dos mais caros, pode diminuir o custo das células combustíveis. Os investigadores estão experimentando ainda outros materiais nobres tais como o ouro que pode ser adicionado aos catalizadores bimetálicos para os converter em trimetalico.


domingo, 17 de maio de 2009

Placar eletrônico 100% ecológico da Ricoh no History Channel


O primeiro placar ecológico de Nova York, instalado pela japonesa Ricoh, foi tema nesta semana de episódio de série do canal History Channel. A japonesa Ricoh Company, representada no Brasil pela Gestetner, que instalou em 2008 o primeiro placar eletrônico 100% ecológico de Nova York, na Times Square, participou esta semana da série “Life After People”, do canal History Channel dos Estados Unidos.
O episódio que foi exibido dia 14 tem o nome de “Heavy Metal” e faz parte da série que explora o que aconteceria no nosso meio ambiente e em tudo que nos cerca se a população humana deixasse de existir. No programa do dia 14, a série examinou a cidade de Nova York e suas construções, pontes e outros elementos construídos pelos seres humanos. E o placar da Ricoh foi mostrado como um elemento positivo na cidade e uma iniciativa correta de auto-sustentabilidade, já que o placar é totalmente alimentado por recursos naturais.
O placar eletrônico da Ricoh em Times Square está localizado na esquina da 7th Avenue com a 42nd Street. Iluminado por holofotes e alimentado por 45 painéis solares e 4 turbinas eólicas, o placar ecológico mede 14,3m de altura e 38,4m de comprimento e é acionado apenas quando há energia solar e eólica suficientes.
Diego Imperio, presidente da Gestetner, afirma que o placar da Times Square tem o objetivo de reduzir o impacto negativo ao meio ambiente nas grandes cidades e divulgar as ações de responsabilidade sócio-ambientais da empresa. “Esta política ambiental também norteia as ações da Gestetner no Brasil, cuja tecnologia de impressão garante a redução de até 30% de custos”, diz Imperio.


Fonte:Fator Brasil

sábado, 16 de maio de 2009

"Consumo x Meio ambiente"


Vários estudos têm alertado que tanto a população da Terra quanto seus níveis de consumo crescem mais rapidamente do que a capacidade de regeneração dos sistemas naturais. Um dos mais recentes, o relatório Planeta Vivo, elaborado pela ONG internacional WWF, estima que atualmente três quartos da população mundial vivem em países que consomem mais recursos do que conseguem repor. Só Estados Unidos e China consomem, cada um, 21% dos recursos naturais do planeta. Até 1960, a maior parte dos países vivia dentro de seus limites ecológicos. Em poucas décadas do atual modelo de produção e consumo, a humanidade exauriu 60% da água disponível e dizimou um terço das espécies vivas do planeta.
Segundo o estudo do WWF, o colapso ambiental pode custar ao mundo US$ 4,5 trilhões por ano em reparações. E, apesar das promessas de que o crescimento do PIB reduziria a pobreza, as desigualdades econômicas se mantêm: a cada US$ 160 produzidos no mundo, só US$ 0,60 chegam efetivamente aos mais pobres. "O argumento de que o crescimento econômico é a solução já não basta. Não há recursos naturais para suportar o crescimento constante. A Terra é finita e a economia clássica sempre ignorou essa verdade elementar", afirma o ecoeconomista Hugo Penteado, autor do livro Ecoeconomia - Uma Nova Abordagem.
Penteado não está sozinho. A urgência dos problemas ambientais e suas implicações para a economia das nações têm sido terreno fértil para o desenvolvimento da ecoeconomia, ou economia ecológica. Assim como as críticas ao PIB, a ecoeconomia não é exatamente nova. Seus principais expoentes começaram a surgir na década de 1960. Hoje, estão paulatinamente ganhando projeção graças à visibilidade que o tema sustentabilidade conquistou.
Para essa escola, as novas métricas para medir o crescimento da economia não bastam, embora sejam bem-vindas em um processo de transição. Para a ecoeconomia, é preciso parar de crescer em níveis exponenciais e reproduzir - ou "biomimetizar" - os ciclos da natureza: para ser sustentável, a economia deve caminhar para ser cada vez mais parecida com os processos naturais.
"A economia baseada no mecanicismo não oferece mais respostas. É preciso encontrar um novo modelo, que dê respostas a questões como geração de empregos, desenvolvimento com qualidade e até mesmo uma desmaterialização do sistema. Vender serviços, não apenas produtos, e também produzir em ciclos fechados, sem desperdício", afirma Paulo Durval Branco, professor da Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (Escas).
Segundo Branco, embora as empresas venham repetindo a palavra sustentabilidade como um mantra, são pouquíssimas as que fizeram mudanças efetivas em seus modelos de negócio. O desperdício de matérias-primas, o estímulo ao consumismo e a obsolescência programada (bens fabricados com data certa para serem substituídos) ainda ditam as regras. "Mesmo nas companhias que são consideradas vanguarda em sustentabilidade, essas questões não estão sendo observadas. O paradigma vigente é crescer, conquistar mais consumidores, elevar o lucro do acionista."

ESTACIONÁRIA

Outro pilar da ecoeconomia é a defesa do estado estacionário - conceito reformulado pelo economista Herman Daly, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, com base nas ideias de John Stuart Mill, um dos pais da economia política do século 19. Daly, que foi economista sênior do departamento de Meio Ambiente do Banco Mundial, defende que "a economia sustentável deve, em algum ponto, parar de crescer. Embora isso não signifique, necessariamente, parar de se desenvolver."
A transição rumo à economia sustentável proposta por Daly implica eliminar o fator quantidade. A produção de bens seria limitada à necessidade de reposição dos itens. Produtos de vida mais longa poderiam ser substituídos mais lentamente, com menor impacto sobre os recursos naturais. Nesse cenário, o fabricante prestaria serviços vinculados a bens alugados, como manutenção, recolhimento e reciclagem ao fim de sua vida útil.
No setor financeiro, a ausência de crescimento provavelmente faria que os juros caíssem. E também traria mudanças no alvo do sistema tributário. "Me parece razoável taxar o que queremos evitar, o esgotamento de recursos e a poluição, e deixar de taxar o que mais queremos, a renda."

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Poucos adotam 'selo verde' no País


Cada vez mais exigidas das empresas e das administrações públicas na hora de fechar contratos ou parcerias, as certificações ambientais ainda são difíceis de ser reconhecidas pelos consumidores brasileiros. Os poucos produtos disponíveis no mercado com o chamado selo verde não trazem informações sobre sua origem com clareza.A diretora de estudos e pesquisa do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) de São Paulo, Valéria Rodrigues Garcia, defende que esses produtos devem informar sobre o processo que garantiu o reconhecimento da marca. Ela não se lembra de ter recebido, até hoje, nenhuma reclamação de consumidores sobre a qualidade sustentável de um produto. Mas "nada impede alguém de fazer uma denúncia se desconfiar de algum certificado".
Na opinião de Lisa Gunn, coordenadora executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a certificação é um instrumento importante na hora da compra, porque ajuda a identificar produtos de menor impacto ambiental. Mesmo assim, é preciso manter a atenção. "O consumidor tem de saber distinguir a autodeclaração da certificação, que envolve uma terceira parte (outra empresa ou certificadora)", diz ela. Também é necessário avaliar se o selo certifica um produto ou indica o sistema de gestão de determinada empresa. "Um modelo de gestão sustentável não indica, necessariamente, que o produto comercializado é ambientalmente melhor. Assim como o produto certificado não atesta a gestão sustentável de uma empresa.
"Além disso, alguns setores não têm um sistema padronizado, que ofereça informação confiável ao comprador. "A maioria dos produtos, por exemplo, ainda não informa a melhor forma de descartar a embalagem", diz Valéria.O Idec elaborou o Manual de Consumo Sustentável, adotado em 2005 como material de referência pelo Ministério da Educação para instruir professores sobre consumo e sustentabilidade. Hoje, o documento guia também vendedores e compradores com consciência ecológica. O site da instituição (idec.org.br) disponibiliza o manual para download gratuito.
Para ter ideia do tamanho da demanda por produtos ecologicamente corretos, o Instituto Akatu, que considera o consumidor como agente transformador, realizou em 2006 uma pesquisa com 1.275 pessoas em 11 cidades brasileiras.Apenas 33% dos entrevistados foram classificados como engajados ou conscientes. "O consciente é o top e entende a questão ambiental inserida no contexto coletivo. Ele compra produtos com certificado, pede nota fiscal e economiza água. O engajado está a caminho do consciente", diz Dorothy Roma, gerente de pesquisas e métricas do Akatu.

Catálogo Sustentável - A profissional de relações públicas Thaís Cavicchioli, de 21 anos, é uma das consumidoras conscientes que encontraram na internet uma boa fonte de informação sobre produtos. Antes de fazer uma compra, ela consulta o site Catálogo Sustentável (catalogosustentavel.com.br), desenvolvido pelo Centro de Estudos de Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "No supermercado, é difícil ver se um produto é realmente sustentável", diz.No ar desde abril do ano passado, o site conta hoje com cerca de 560 itens cadastrados, entre produtos e serviços. Todos precisam passar por uma avaliação para entrar na lista. "Não consideramos nenhum selo verde que não tenha critérios objetivos", afirma Luciana Stocco Betiol, coordenadora do Programa de Consumo Sustentável da fundação.

Normatização - Até o próximo ano também deve ser publicado outro indicador de sustentabilidade. A Organização Internacional para Padronização (ISO, na sigla em inglês) promoverá um encontro na semana que vem, no Canadá, para produzir a versão semifinal do ISO 26.000.Entre as normas da instituição, esta será a mais sustentável até hoje, porque pretende criar padrões de responsabilidade social. "O tema é complexo. Vai de direitos humanos a governança corporativa, de meio ambiente ao direito do consumidor", diz Aron Belinky, um dos redatores principais do documento, que vai servir como uma guia de diretrizes para melhorar sistemas de gestão, e não um certificado.


Fonte:Estadão Online

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ecoarquitetura:O maior estádio do mundo totalmente movido a energia solar para Jogos em Formoso em 2009



Ninguém nunca tentou construir um estádio que tivesse a sua energia elétrica totalmente proveniente da energia solar, mas os arquitetos Japoneses, Toyo e Ito, estão usando a energia solar além de todas as convenções para pôr um estádio em Formosa em condições para que os jogos mundiais sejam realizados em julho deste ano.



O estádio de 150 milhões de dólares pode abrigar 55.000 espectadores e pode pôr a disposição da vizinhança, 80% da energia solar durante os dias em que o estádio não está sendo usado. Cada polegada quadradas do telhado do estádio é coberta com 8.844 painéis solares que tem potencial para gerar 1.14GWh de eletricidade anualmente.


O estádio busca ser o maior estádio do mundo projetado de forma ecológica para geração de energia elétrica ,e o seu teste será nos jogos mundiais não tão populares a ser realizado em Formosa este ano.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Origem e desenvolvimento do ecoturismo no Brasil


Um grande impulsionador do turismo ecológico no mundo, foi sem dúvida os documentários em vídeo sobre viagens, que apresentavam a natureza como cenário principal, populares nos finais da década de 70.O Ecoturismo teve o crescimento da atividade acentuado, no final dos anos 80 e início 90. O ecoturismo foi introduzido no Brasil no final dos anos 80, seguindo a tendência internacional. Já em 1989 foram autorizados pela Embratur os primeiros cursos de guia desse tipo de turismo. Em 1992, com a Rio 92, o termo ecoturismo ganhou maior visibilidade, agradou de vez o brasileiro e impulsionou um mercado promissor, que desde então não pára de crescer. Aos poucos, órgãos e instituições ligados ao setor também foram sendo criados.
Fundado em 1995, o Instituto Ecoturístico Brasileiro - IEB, surge no contexto nacional com o objetivo de organizar e unificar toda a cadeia ecoturística que compreende desde empresários, operadoras e agências de viagem, meios de hospedagem, entidades ambientalistas, entre outras pessoas ligadas a área. Uma de suas prioridades é incentivar o ecoturismo através da elaboração de um código de ética visando certificar o profissional do setor.O Ecoturismo é uma atividade que busca valorizar as premissas ambientais, sociais, culturais e econômicas conhecidas de todos nós, e inclui a interpretação ambiental como um fator importante durante a experiência turística. Os roteiros são elaborados através das Agências Operadoras, ou outras formas desenvolvidas pelo marketing, onde os consumidores utilizarão os serviços de hotelaria, gastronomia, condutores, transportes, equipamentos, etc. Utilizarão ainda, a infra-estrutura básica da região (hospitais, farmácias, saneamento, coleta de lixo, posto de saúde, telefonia, etc.) adequada e ecologicamente corretas.
Como uma indústria, esta atividade é composta de vários sócios proprietários, presidente, diretores, setores, operadores,etc. Os sócios são compostos pela sociedade civil, governo e instituições não governamentais. Neste caso, os sócios dividem a presidência, mantendo a interligação de informações automatizadas e de acesso aos outros sócios quando necessários independentes de presença ou não. Cada gerente cuidará de um segmento da indústria e o gerente geral (Gestor Administrativo Ambiental), será responsável pela preservação do meio ambiente. É o sujeito que irá monitorar as atividades ambientais, gerenciar e fiscalizar o fiel cumprimento das leis e atividades produzidas pela grande indústria. No entanto cada sócio, deterá um estrutura organizacional competente e treinada, com capacitações periódicas para aperfeiçoamento do seu corpo técnico, aumentando o diferencial da produção.
A Prefeitura, como sócia , cabe a infra-estrutura urbana e rural através de suas Secretarias Municipais, tendo como umas prioridades do município controle do saneamento e destinação de resíduos, por tratar-se do cartão de visitas ao município, pois, um município sem saneamento e destinação de resíduos afugentam os consumidores, que proverão o desenvolvimento sustentável da região, além de interferir diretamente na qualidade de vida.A sociedade civil, cabe a consciência e a responsabilidade de conservar o meio ambiente urbano, rural e ambiental, considerando que o produto está agregado a preservação e conservação, para atrair os turistas , garantindo essa fonte de riquezas.Se o ecoturismo no Brasil encontra-se em um estágio de desenvolvimento recente, este é o momento para incentivarmos a introdução de uma política de âmbito nacional para o setor . Tal política deve orientar governos e legislativos para a implantação de suas estratégias de regulamentação e controle, assim como orientar agências de fomento para criar e facilitar o acesso a incentivos fiscais e financiamentos. Ressaltando-se, a importância do estímulo a qualificação profissional, a capacitação e aquisição de tecnologias apropriadas, a serem viabilizadas pelo empresariado .
Existem empreendedores querendo investir, de forma séria, em ecoturismo com bons projetos, como aqueles , proprietários de área natural que transformam sua terra em RPPN ficando obrigado, de forma perpétua, a conservar a propriedade.Por isto é preciso implantar projetos bem embasados , dentro de uma política nacional integrada que aproxime o desenvolvimento do ecoturismo aos objetivos de sustentabilidade social, econômica e ambiental. A falta de uma política nacional clara para o desenvolvimento do setor, aliada à forma desorganizada e, muitas vezes, irresponsável com que as pessoas tem praticado o ecoturismo, têm motivado uma série de preocupações aos governos locais, às organizações ambientalistas e às comunidades anfitriãs. Um grande impulsionador do turismo ecológico no mundo, foi sem dúvida os documentários em vídeo sobre viagens, que apresentavam a natureza como cenário principal, populares nos finais da década de 70.O Ecoturismo teve o crescimento da atividade acentuado, no final dos anos 80 e início 90.
O ecoturismo foi introduzido no Brasil no final dos anos 80, seguindo a tendência internacional. Já em 1989 foram autorizados pela Embratur os primeiros cursos de guia desse tipo de turismo. Em 1992, com a Rio 92, o termo ecoturismo ganhou maior visibilidade, agradou de vez o brasileiro e impulsionou um mercado promissor, que desde então não pára de crescer. Aos poucos, órgãos e instituições ligados ao setor também foram sendo criados.Fundado em 1995, o Instituto Ecoturístico Brasileiro - IEB, surge no contexto nacional com o objetivo de organizar e unificar toda a cadeia ecoturística que compreende desde empresários, operadoras e agências de viagem, meios de hospedagem, entidades ambientalistas, entre outras pessoas ligadas a área. Uma de suas prioridades é incentivar oecoturismo através da elaboração de um código de ética visando certificar o profissional do setor. Leia mais...


terça-feira, 12 de maio de 2009

'Eco crunch' leva recessão ao setor verde


Primeiro, veio o credit crunch, a crise mundial de crédito; depois, a recessão que trouxe a reboque o eco crunch. Em meio ao pessimismo nos mercados, novos investimentos na indústria "verde" secaram e os preços do carbono despencaram.Na Europa, os certificados de carbono - permissões para poluir que são negociadas entre empresas de países ricos - caíram do pico de quase 24 euros em julho do ano passado para pouco mais de 7 euros em fevereiro.Diversos projetos de usinas de vento e solares foram suspensos, como ilustra a decisão da gigante Shell, anunciada em março, de suspender novos investimentos no setor de energias renováveis.
"Normalmente, esses gastos costumam mesmo vir atrás das despesas econômicas normais dos governos, mas embora tenham sido registradas quedas acentuadas, não percebemos nenhuma grande mudança na postura positiva dos Estados Unidos e da Europa", afirmou à BBC Brasil James Thompson, diretor-financeiro da EcoSecurities, empresa de compra e venda de certificados de emissão de carbono e investimentos em projetos de energia limpa.
Recuperação - Até o primeiro trimestre de 2009, todos os sinais eram negativos, mas, pelo menos no mercado de carbono, o panorama já pode estar mudando.Segundo analistas da New Carbon Finance, uma consultoria especializada em análises do mercado de carbono e energias limpas.A redução na atividade industrial com a recessão - que por sua vez levou à redução na procura por créditos de carbono - aliada à necessidade de liquidez das empresas por causa da crise de crédito provocou baixas recorde.Mas no primeiro trimestre de 2009, segundo a a New Carbon Finance, o volume de operações subiu 37% comparado com o trimestre anterior.
Ainda assim, a empresa identificou uma retração de 16% em comparação com o primeiro trimestre de 2008.Se esse é o começo do fim do eco crunch, ninguém se arrisca a dizer. Mas, pelo menos em dois dos maiores supermercados britânicos, Tesco e Sainsbury's, o consumidor não abandonou os produtos ecologicamente corretos por causa da crise.Muito pelo contrário, de acordo com o Sainsbury's, os produtos da linha Fairtrade, licenciados por uma fundação criada para proteger os direitos de pequenos produtores em países do Terceiro Mundo, registraram alta de 50% entre 2008 e 2009.Reforçando avaliações mais otimistas para o setor, um relatório do banco HSBC mostra que realmente essa crise pode ter um final diferente.
Pacotes - O levantamento do banco estima que cerca de 15% do total de US$ 2,8 trilhões prometido em incentivos fiscais e investimentos previstos nos pacotes de recuperação econômica em vários países vai ser destinado a projetos relacionados ao combate às mudanças climáticas.Em alguns países, o relatório identifica uma porcentagem significativa do total investida no setor: a China, por exemplo, deve dedicar 38% à área verde. Na Coreia do Sul, a fatia "verde"dos incentivos fiscais chega a 80% do total.No pacote de US$ 787 bilhões anunciado pelo presidente americano, Barack Obama, o relatório do HSBC calcula que US$ 112 bi, 12% do total, devem ser destinados a projetos de energia limpa, eficiência energética, malha elétrica e outros setores vitais para o combate ao aquecimento global.
Há cerca de um mês, o Japão anunciou um pacote verde de US$ 102 bilhões, anunciando entre outras medidas, investimentos para iniciar a produção em série de automóveis elétricos em três anos.Esses investimentos, para alguns, não representam apenas um acerto de contas com o meio ambiente, mas também podem incentivar a economia como um todo.O político trabalhista britânico Michael Meacher escreveu recentemente que o mundo está diante de um triple crunch, uma crise tripla: de energia, climática e econômica.Para ele, a "descarbonização" da economia global deve ser um peça-chave na solução dessa "crise tripla" e pode ganhar um impulso definitivo nas decisões que serão tomadas em dezembro, em Copenhague, onde um novo tratado deve ser elaborado para substituir o Protocolo de Kyoto.


Fonte: Estadão Online

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Fuligem responde por um terço do aquecimento global


A fuligem que sai dos escapamentos, das usinas termelétricas e das queimadas florestais responde por aproximadamente um terço do aquecimento global líquido. Amenizar o calor que ameaça ecossistemas e a biodiversidade, portanto, pode ser mais fácil e mais barato do que se imagina, afirmam pesquisadores.Novas estimativas, feitas por vários grupos de pesquisa, estimam a importância de controlar o chamado carbono negro, fruto de qualquer processo de combustão.A fuligem integra a classe dos aerossóis, partículas cujo papel no aquecimento e no resfriamento do planeta durante o século 20 é uma das principais incertezas do relatório do IPCC, o painel do clima da ONU. Agora os pesquisadores começam a diminuir essa incerteza.
"Em São Paulo, a maior fonte desse poluente é a frota de ônibus a diesel", diz Paulo Artaxo, físico da USP (Universidade de São Paulo), e membro do IPCC.Nas contas feitas pela equipe do cientista, a capital paulista tem 20 vezes mais carbono negro em suspensão na sua atmosfera do que a Amazônia, com todas as suas queimadas."Retirar esse tipo de carbono é bom para o clima e para a saúde das pessoas." O que reforça a importância, diz Artaxo, de que exista vontade política para começar a melhorar o ar dos grandes centros urbanos.Duas vezes mais rápido - Segundo o engenheiro ambiental Mark Jacobson, da Universidade Stanford (EUA), o controle do carbono negro, em uma década, pode frear o aquecimento global até duas vezes mais rápido do que a redução do gás carbônico.
Mas essa redução, ressalta, será apenas temporária se não vier acompanhada de um corte efetivo nas emissões de CO2. Este, no longo prazo, continua sendo o maior responsável pelo aquecimento global. Mas o carbono negro é o segundo, um pouco à frente do metano."A redução da fuligem sozinha pode eliminar um terço do aquecimento global líquido", afirmou Jacobson à Folha. O carbono negro também tem um efeito resfriador, pois ajuda a "semear" nuvens, que refletem a radiação para o espaço.Em 2007, o pesquisador apresentou um plano ousado ao Congresso dos EUA. Pelas contas do cientista, é teoricamente factível construir e instalar 122 mil turbinas eólicas para movimentar toda a frota veicular do país por eletricidade. O esforço, no entanto, demandaria "apenas" trocar toda a frota americana por veículos elétricos a hidrogênio.
Essa ação, diz Jacobson, reduziria em aproximadamente 7% ao ano o impacto antrópico (causado por atividades humanas) sobre o aquecimento global. O cientista, claro, não calculou custos nem deu prazo para a troca.No caso brasileiro, diz Artaxo, nem mesmo o carro a álcool está livre de emitir fuligem sufocante. "Toda combustão lança carbono negro no ar. O motor a álcool emite menos. O carro a gasolina, dez vezes mais, e o a diesel, cem vezes mais do que o a gasolina", diz o físico. Valores mais precisos dependem do tipo exato de veículo e o combustível colocado para encher o tanque.
Enquanto os cientistas refinam o impacto global do carbono negro, no Ártico, os dados estão mais consolidados.Estudo da Nasa publicado em abril, na revista "Nature Geoscience", mostra que o poluente respondeu por 50% do aquecimento entre 1890 e 2007. Nesse período, os termômetros subiram, em média, 1,9ºC naquela região.Na neve está o outro efeito perverso do carbono negro. A fuligem negra sobre ela também absorve calor, acelerando o derretimento do gelo.


Fonte:Folha Online

domingo, 10 de maio de 2009

Ecotecnologia: Novo sistema de vaso sanitário possibilita uma economia de 85% de água.


A empresa Phoenix Product Developmen com sede no Reino Unido desenvolveu um sistema original de toalete de acordo com reivindicações encaminhadas para a companhia para a economia de água nos vasos sanitários, este novo vaso economiza até 84% do consumo de água, perfazendo um total de 85 bilhões de litros da água economizada a cada dia no Reino Unido. A companhia informou que o uso convencional dos toaletes gasta 9 litros da água e o novo sistema “Propelair” exige apenas 1.35 litros. O sistema exige que o usuário feche a tampa antes de dar a descarga, formando um selo de ar no vaso. Uma vez fechada, uma quantidade pequena de água entra no vaso para lavá-lo, seguido pelo ar deslocado. Como o ar não pode sair do vaso, expele os excrementos do vaso com pouca água. O ciclo de nivelamento termina em três segundos depois do qual tenha água suficiente para reabastece o selo de água aprontando o sistema para o uso seguinte.


Fonte:http://www.ecofriend.org



sábado, 9 de maio de 2009

Ecoarquitetura: Condominio em San Diego E.U.A utilizará 100% energia solar


Viver em uma casa cuja rede elétrica seja totalmente impulsionada pela energia solar não é mais um projeto ou um sonho,porque a empresa Wakeland Housing and Development Corporation projetou um condomínio de 3 andares, que seja inteiramente impulsionado pela energia solar.O condominio Los Vecinos em San Diego E.U.A, como o complexo foi nomeado, consiste em 42 unidades de 1, 2 e 3 quartos por apartamentos. O projeto de $17.6 milhões, tem um centro de recreação de 1500 pés quadrados com um ginásio, e o espaço para realizar trabalhas e utilizar computadores de forma ecológica. O complexo é composto por um dispositivo de 93KW solar instalado pela empresa First Solar Inc. Cada um dos apartamentos tem painel instalado de modo que os proprietários possam diretamente obter crédito.


Para conseguir o LEED Platinum status (Certificação para construções ecológicos) os projetistas tiveram que fazer muito mais do que simplesmente instalar painéis solares no telhado. Para cumprir as exigências tiveram que instalar calefatores de água tankless, dispositivos Energy Star, sistemas de iluminação eficientes de energia e dispositivos elétricos para economizar água. Como o complexo possui apenas 42 unidades somente os indivíduos elegíveis podem obterem uma casa neste complexo verde. A elegibilidade depende do salário anual dos pretendentes, que têm que estar entre $16.600 e $58.000.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Casca de castanha de caju vira combustível


Resíduo da atividade agrícola e industrial, a casca de castanha de caju constitui um problema ambiental na região Nordeste do país, onde o produto é largamente utilizado. Seu despejo em aterros sanitários não é o recomendável pelo alto volume de produção, assim como a tentativa de indústrias em fazer a queima em caldeiras também não foi bem sucedida. Neste sentido, o engenheiro Flávio Augusto Bueno Figueiredo realizou testes de pirólise e gaseificação para avaliar a produção de combustível como alternativa viável para o material. “O estudo constitui um caminho inicial para que a indústria norteie o que fazer com a casca da castanha, visto que o resíduo é encontrado de forma abundante no Nordeste brasileiro”, explica Figueiredo.
Estimativas apontam que na região existam 23 grandes fábricas e aproximadamente 120 minifábricas de beneficiamento de castanha de caju. Os resultados da pesquisa constam da tese de doutorado de Figueiredo apresentada na Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) e orientada pelo professor Caio Glauco Sanchez. O engenheiro explica que o processo de pirólise é a degradação térmica de algum material na ausência de ar ambiente ou oxigênio como, por exemplo, a biomassa que neste caso foi a casca da castanha. Ao testar um reator para a conversão térmica da biomassa foi possível quantificar a produção do resíduo carbonoso, alcatrão, água e gás, variando a taxa de aquecimento, a temperatura final e o agente gaseificante com vapor de água, ar sintético ou nitrogênio.
O melhor resultado alcançado nos testes foi o processo que se efetuou com a adição de vapor de água, denominado de gaseificação. Os testes propiciaram a geração de um gás de síntese com grande quantidade de hidrogênio, monóxido de carbono e dióxido de carbono. A pirólise com nitrogênio sem a presença do vapor, por outro lado, apresentou a produção de gás combustível com poder calorífico mais alto. Os experimentos mostraram ainda a viabilidade da pirólise da casca de castanha de caju para gerar gás de síntese. Este gás poderá ser uma possível alternativa à queima direta para geração de energia, provavelmente, sem os problemas encontrados na queima direta feita em caldeira. Os experimentos foram todos realizados no Departamento de Engenharia Química e Tecnologias de Meio Ambiente da Universidade de Zaragoza, na Espanha, com bolsa cedida pelo Programa Advanced Training in Bionergy (Alfa II), financiado pela União Européia.


Fonte:Jornal da UNICAMP

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Quão verdes são os produtos de limpeza verdes?


Abra o gabinete debaixo da pia da cozinha de uma casa qualquer, e você provavelmente encontrará um balde de sprays, sabão e desinfetantes para subjugar qualquer germe que se atreva a entrar na­ casa. Eles misturam um fragrante aroma de pinho, um toque de limão e algodão fresco, um sinal olfativo de que nossos pisos, pias e banheiros estão higienizados.Porém, evidências científicas recentes revelaram um lado sujo de muitos desses produtos de limpeza. Sim, nem mesmo as poções líquidas, sólidas e em flocos que usamos para manter as coisas novinhas em folha em casa escaparam da rígida investigação de pesquisadores, defensores e consumidores com consciência ambiental.
Com as notícias adicionais da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidosde que o ar em ambientes internos pode ser mais poluído que o ar em ambientes externos, produtos de limpeza doméstica que não agridem o ambiente e nem as pessoas começaram e preencher as prateleiras dos mercados. [fonte: EPA]. De acordo com dados de abril de 2008, as vendas de "produtos naturais de limpeza" tiveram um salto de 23% sobre o ano anterior nos Estados Unidos.Esses produtos supostamente amigáveis ao ambiente estão apenas camuflados com um aroma refrescante de laranja? Ou as alegações de "natural," "verde" e "seguro para o uso" são verdadeiras?
Um dos aspectos mais complicados de avaliar o quanto essa onda de novos produtos de limpeza são verdes é a falta de fiscalização federal. Os fabricantes não têm obrigação legal de listar os ingredientes por completo uma vez que fazer isso poderia revelar segredos industriais . Com mais de 80 mil compostos químicos liberados para propósitos comerciais nos Estados Unidos, a EPA apenas exige que os fabricantes alertem a respeito da toxicidade. Isso significa que o seu limpador completamente natural da Marca X pode estar escondendo alguns parentes químicos perigosos por baixo do radar. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável por fiscalizar e determinar normas para os produtos de limpeza. Os Institutos de Pesos e Medidas de cada Estado também fiscalização, mas acabam se limitando a determinados cirtérios como a medida.
Legalmente, as empresas não podem enganar os consumidores sobre o conteúdo de seus produtos, mas não há uma agência regulamentar que defina o que atende aos padrões verdes nem nos Estados Unidos, nem no Brasil Em vez disso, nos Estados Unidos, elas podem voluntariamente submeter seus produtos à análise do Design for Environment da EPA, Green Seal ou outras organizações de certificação ecológica para obter um selo de aprovação.

Por que se preocupar com produtos de limpeza verdes?

Dar um passo além para aperfeiçoar os seus produtos de limpeza pode parecer desnecessário. Os produtos padrão já funcionam há anos, então que perigos eles poderiam possivelmente representar? Muitos dos produtos químicos tóxicos que arrancam a sujeira de nossas vidas também podem infiltrar-se em nossos suprimentos de água e entrar em nossos corpos. Por exemplo, um estudo de 2004 pelo Grupo de Trabalho Ambiental dos Estados Unidos encontrou traços de mais de 200 compostos químicos industriais no sangue do cordão umbilical de recém-nascidos.
No que se refere a trabalhar com produtos de limpeza, os estudos demonstram que o maior perigo potencial existe para profissionais de limpeza doméstica ou zeladores. Tendo dito isso, limpar um banheiro bem arejado com uma quantidade normal de produtos de limpeza não vai mandar ninguém para o hospital, mas provavelmente existem algumas substâncias no produto de limpeza que você não gostaria que ficassem por perto.As pesquisas descobriram que particularmente o seguinte grupo pode apresentar efeitos negativos para a saúde tanto das pessoas quanto do meio ambiente. Você não encontrará a maioria deles nos produtos de limpeza certificados como ecológicos:

Ftalatos: compostos químicos freqüentemente mencionados como plastificadores, e que também ajudam a sustentar fragrâncias. Recentemente, eles foram banidos no Canadá como componentes do plástico de mamadeiras.

Compostos orgânicos voláteis (VOCs): combinações químicas encontradas em líquidos e sólidos, que são liberados na forma de gases. Uma vez que você inale VOCs, eles costumam ligar-se à asma e problemas respiratórios

Etoxilatos de nonilfenol (NPEs): produtos químicos que podem poluir suprimentos de água e potencialmente causar danos nos rins e no fígado em seres humanos Em 2005, a organização não-governamental Sierra Club solicitou à EPA que banisse o uso de NPEs, que já têm uso em sabão em pó regulamentado na União Européia e no Canadá

Fosfatos: compostos ácidos cujo uso em sabão em pó foi banido em muitos estados, mas os fabricantes ainda podem incluí-lo em detergentes para máquinas de lavar louça

Petroquímicos: Esses produtos químicos derivados do refinamento de petróleo representam a maior ameaça para bebês e crianças, uma vez que as partículas podem chegar aos pulmões se ingeridas.

Alvejante de cloro: Embora deixe suas roupas mais brancas, a solução também é associada a problemas respiratórios, especialmente em crianças.

Amônia: Este gás é um produto de processos naturais, e é seguro em níveis normais. Porém, em concentrações maiores ou em áreas sem ventilação, a amônia pode queimar a pele, os olhos, a garganta e pulmões, chegando a causar a morte em situações extremas .

Em vez desses compostos mais tóxicos, os produtos verdes integram mais derivados de plantas em suas soluções. E você também encontrará odores mais naturais, se houver, como de frutas cítricas ou lavanda.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Peixes contaminados por poluição atmosférica


O estudo mostra, pela primeira vez, a relação entre as emissões globais de mercúrio e a contaminação de atum e outros tipos de vida marinha no oceano Pacífico Norte.A pesquisa realizada pelo Serviço de Levantamento Geológico (USGS, na sigla em inglês) documenta a formação de metilmercúrio ─ uma forma altamente tóxica de mercúrio ─ que se acumula rapidamente na cadeia alimentar em níveis que podem provocar sérios danos à saúde de pessoas que consomem frutos do mar. Cientistas já sabem que o mercúrio depositado da atmosfera pode ser transformado em metilmercúrio, mas os estudos se restringiram apenas à transformação em si.
O USGS mostrou que o metilmercúrio é produzido em profundidades médias das águas oceânicas, por um processo ligado à “chuva do oceano”. Algas, produzidas em águas superficiais, que recebem luz solar, morrem rapidamente e “se precipitam” oceano abaixo. Essas algas são decompostas por bactérias e a interação do processo de decomposição com o mercúrio forma o metilmercúrio.Com a propagação dos elos da cadeia alimentar, predadores como o atum são contaminados pelo metilmercúrio contido nos peixes que consomem.O estudo revelou a importância do longo alcance da movimentação do mercúrio no oceano que se origina no oeste do Pacífico, ao longo da costa da Ásia, avalia David Krabbenhoft, cientista do USGS e co-autor do estudo.
“Pesquisadores que estudam o mercúrio normalmente procuram na atmosfera a fonte desse elemento, produzida por emissões de instalações que utilizam combustão no continente”, observa Krabbenhoft. “Neste estudo, no entanto, a trajetória do mercúrio é um pouco diferente. Aparentemente, o recente aumento de mercúrio em amostras de água do oceano Pacífico foi provocado por emissões provenientes de partículas radioativas próximas da costa da Ásia. As águas contaminadas são transportadas para leste por correntes de circulação oceânica de longo alcance”.“Esse estudo inédito é funamental para a saúde e segurança das pessoas e da vida selvagem, porque nos ajuda a entender a relação entre as emissões atmosféricas de mercúrio e as concentrações desse elemento em peixes”, avalia Ken Salazar, Secretário do Interior da administração Obama.
Cientistas prevêem um aumento adicional de 50% na concentração de mercúrio no oceano Pacífico até 2050 se as taxas de emissão continuarem nos mesmos níveis. As amostras de água retiradas pelo USGS mostram que os níveis de mercúrio, em 2006 eram, aproximadamente, 30% mais altos que os medidos em meados da década de 90.“A pesquise permite entender melhor como níveis perigosos de mercúrio se deslocam no ar, na água e nos alimentos, além de alertar sobre ameaças sérias à saúde das pessoas do mundo todo”, acrescenta Lisa Jackson, administradora da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês).As amostras de água do Pacífico foram coletadas em 16 pontos diferentes entre Honolulu, Havaí e Kodiak, no Alasca. Também foram feitas simulações relacionando emissões atmosféricas, transporte e deposição de mercúrio em um modelo de circulação oceânica.
De acordo com Elsie Sunderland, da Harvard University, co-autora do estudo, nos Estados Unidos, cerca de 40% da contaminação por mercúrio decorre do atum pescado no oceano Pacífico. Como mulheres grávidas, que consomem esses peixes podem transmitir os efeitos da contaminação para seus filhos, a EPA e a Agência de Fármacos e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) elaborou um guia de consumo de peixe para gestantes e mães que estão amamentando.Os resultados desse estudo foram publicados em 1º de maio na Global Biogeochemical Cycles. Entre os autores, além de Krabbenhoft e Sunderland estão John Moreau, da University of Melbourne, Austrália, William Landing da Florida State University e Sarah Strode da Harvard University.


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