quinta-feira, 30 de abril de 2009

Poluição aumenta risco de desenvolver doença autoimune


Já se sabe que a poluição atmosférica pode causar problemas respiratórios e cardiovasculares. Agora, novos estudos têm apontado que partículas poluentes também aumentam os riscos de doenças autoimunes,distúrbios que aparecem quando as células de defesa agem contra o organismo.Um estudo recente da Escola de Saúde Pública de Harvard observou que a exposição a poluentes de rodovias eleva a incidência de artrite reumatoide.Os pesquisadores usaram dados do Nurses" Health Study,um estudo com 200 mil enfermeiras, que teve início em 1976 e levanta dados sobre a saúde e a incidência de doenças nas participantes.
Para esse trabalho, foram consideradas informações de 90.297 mulheres. Após avaliar as informações, constatou-se que viver a menos de 50 metros de vias de tráfego intenso aumentou de 31% a 63% as chances de as mulheres desenvolverem artrite reumatoide.Foram excluídas variáveis como tabagismo, uso de hormônios, índice de massa corporal e sedentarismo.A artrite reumatoide desencadeia inflamações nas articulações, principalmente nos pés e nas mãos. Isso pode causar deformações e perda de movimentos na região atingida.
Pesquisadores acreditam que os poluentes ajam como agressores, e o organismo não os reconhece como uma substância própria. Dessa forma, o corpo reage, produzindo anticorpos para combatê-los.Quando o faz de maneira descontrolada, acaba combatendo células do próprio corpo."Há editoriais de revistas científicas de muito prestígio com evidências de que a poluição pode influenciar no sistema imune. Isso ocorre especialmente no caso de solventes e de exaustão de diesel", diz o patologista Paulo Saldiva, coordenador do Instituto Nacional de Análise Integrada de Risco Ambiental da USP (Universidade de São Paulo).
Além da artrite reumatoide, é possível associar a inalação de poluentes a outras doenças autoimunes, como tireoidite crônica autoimune, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome deSjogren, vitiligo e esclerose múltipla, acrescenta a endocrinologista Maria Ângela Zaccarelli Marino, professora da Faculdade de Medicina do ABC .

Poluição industrial

Marino realiza pesquisas no Polo Petroquímico do Capoava,que fica entre as cidades deSanto André e Mauá e o parque São Rafael (zona leste de SãoPaulo). A área reúne fabricantes de produtos químicos derivados do petróleo, que são a matéria-prima de resinas, borrachas, tintas e plásticos. "Estudamos poluição de indústria.As doenças autoimunes são muito frequentes perto das indústrias: quanto mais perto apessoa mora, maiores são os riscos de problemas", afirma.Os trabalhos foram realizados com 2.004 moradores da região. Foi verificado que quem mora na área poluída tem cinco vezes mais chances de sofrer de tireoidite crônica autoimune.
A doença surge quanto os anticorpos agem contra a tireoide, o que pode levar a uma inflamação da glândula e à queda na produção de hormônios (hipotireoidismo).Ainda não é possível definir,no entanto, quais partículas poluentes são responsáveis por desencadear tais problemas."Vamos começar a estudar agora os agentes que provocam essas doenças, para haver conscientização. Podemos escolher a água, o alimento, mas não o ar que respiramos. O ar precisaser filtrado para evitar novos casos", afirma Marino.


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ecotecnologia:A Hitachi afirma ter desenvolvido uma nova bateria de lítio


A Hitachi afirma ter desenvolvido uma nova bateria de lítio que cubra suas versões anteriores por 70% da densidade de saída. As baterias deverão ser usadas em carros híbridos, tornando-os de confiança, rápidos e eficientes ao mesmo tempo. As baterias custarão mais do que as outras baterias que estão sendo usadas presentemente, mas tornarão os carros elétricos mais práticos. Vangloriando-se de uma densidade da saída de 4,500W, a bateria será lançada em meados de 2010 junto com uma outra versão menos potente que tem uma densidade da saída de 2,250W. A companhia afirma que o tempo da bateria excede a 10 anos, que é aproximadamente 2 anos a mais do que seus antecessores.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Empresas não priorizam redução de poluição


A maior parte das empresas do país ainda não está preparada para lidar com as exigências regulatórias e de mercado que começam a surgir na esteira das preocupações com o aquecimento global, especialmente as ligadas às emissões dos GEE (Gases do Efeito Estufa), como o dióxido de carbono (CO2).As raras pesquisas locais sobre o tema reforçam essa percepção. Uma delas, produzida pela PricewaterhouseCoopers, em parceria com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), mostrou que somente 17% das empresas brasileiras de grande porte têm inventário de emissões de GEE, apesar de a maioria (96%) considerar os impactos das mudanças climáticas relevantes para seu negócio.
Outra pesquisa, da Gartner, apontou que apenas 18% dos empresários locais consideram a questão das emissões em suas decisões estratégicas para os próximos dois anos."Espero não estar cometendo uma injustiça, mas posso afirmar que o número de empresas brasileiras que conhecem a realidade de suas emissões, que tenham inventários consistentes, não passa hoje de uma centena", estima Rachel Biderman, coordenadora-adjunta do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-SP.
Tal despreparo das empresas contrasta com a onda do "carbono neutro" ou "free carbon" presente em diversas ações de marketing corporativo, principalmente em grandes eventos, como torneios esportivos, seminários de negócios, shows de música e desfiles de escolas de samba. Uma onda que, aos olhos do público, traz a impressão de que existe uma grande ação coordenada do setor privado para mitigar as suas próprias emissões de GEE."Infelizmente, isso não condiz com a realidade. O problema é que boa parte dos empresários locais ainda enxerga a questão das emissões e do mercado de carbono como um item de responsabilidade social corporativa, ou mesmo de um ganho financeiro pontual, mas não como um item de diferencial competitivo", afirma Marco Antonio Fujihara, diretor da consultoria Key Associados.
"A economia de baixo carbono num futuro próximo é uma tendência inexorável. E ela representa uma nova revolução industrial, para a qual as empresas terão de estar preparadas. E, se amanhã, por exemplo, surgir uma regulação internacional com metas globais setoriais de emissões?"

Vantagens

Para o consultor, as empresas brasileiras têm vantagens comparativas relevantes em diversos setores. Como na siderurgia, cujas empresas locais utilizam o carvão vegetal (e não o mineral) em larga escala e têm grande parte de sua energia gerada por usinas hidrelétricas -enquanto em vários países essa matriz é essencialmente térmica. "A grande questão é justamente como transformar essas vantagens comparativas em vantagens competitivas", afirma.A discussão tem como pano de fundo uma mudança importante nas indicações do que os países farão para reduzir suas emissões de GEE nos próximos anos. Cientistas, pesquisadores e economistas são praticamente unânimes em afirmar que a mudança na posição do governo norte-americano sobre a questão das emissões é um marco histórico, que terá influência sobre todo o planeta.
"O governo Obama usará a política ambiental, por exemplo com a fixação de limites para a emissão de gases causadores do efeito estufa, como um dos instrumentos para combater a crise econômica e, ao mesmo tempo, resolver problemas gravíssimos como o do aquecimento global. Ou seja, o governo americano enxerga, na política ambiental, uma fonte geradora de recursos para a política energética e para a política social. É uma mudança e tanto", afirma Rubens Ricupero, diretor da Faculdade de Economia da Faap e ex-secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento).
Para o diretor-executivo da Cantor CO2 Brasil, Divaldo Rezende, o resultado disso será um crescimento vertiginoso do mercado de créditos de carbono que empresas e governos usam para mitigar ou neutralizar suas emissões. Há estimativas de que esse mercado, que hoje movimenta pouco mais de US$ 100 bilhões ao ano, chegue à casa dos US$ 3 trilhões até 2020. De onde virá essa força?
"Tanto da regulação, determinada pelos governos, quanto da própria pressão do mercado, inclusive via consumidores, que estão cada vez mais atentos ao assunto. Não sabemos qual desses impulsos será mais forte, ou mais rápido, mas não há dúvida de que as mudanças virão", diz Rezende.No Brasil, como ainda existem dúvidas sobre a possibilidade de o governo endossar um regime de metas de redução nas emissões de GEE, o mercado ainda aparece como principal agente impulsionador das políticas de redução de emissões pelo setor privado -por meio das exigências dos agentes financiadores (bancos e organismos multilaterais) ou do comércio exterior.


André Palhano colaboração para a Folha de São Paulo

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Consumidor com consciência socioambiental pressiona mercado a adotar novas práticas


O avanço do chamado consumidor “verde” - atento às questões socioambientais e disposto a mudar seus hábitos de consumo - é motivo de preocupação para empresas no mundo todo. Sua importância está crescendo a um ritmo inesperado, como mostra o estudo Riscos Estratégicos aos Negócios 2009: Os Dez Maiores Riscos às Empresas, realizado pela consultoria Ernst & Young, que avalia as dez maiores ameaças para os negócios na atualidade.
Neste ano, o “radical greening” - a adoção extrema de hábitos verdes por parte do consumidor - aparece na 4ª posição entre os maiores riscos às empresas. A militância dos consumidores só perde para a crise de crédito, o endurecimento das leis e o agravamento da recessão. Na pesquisa de 2008, o risco do “radical greening” estava em 9º lugar. “O peso desse fator cresceu, mesmo em um cenário de crise econômica quando, em tese, as empresas teriam outras prioridades” avalia Joel Bastos, diretor da Ernst & Young.
O resultado não é fruto do acaso. A crise colocou sombras sobre o estilo de vida consumista dos países desenvolvidos e já está levando a mudanças no modo como as pessoas gastam seu dinheiro. “Talvez se a economia estivesse indo bem, as questões socioambientais não fossem tão levadas em consideração. O mote é: já que vamos ter de consumir menos, então vamos consumir melhor.”

PERFIL

Atenta a essas mudanças de postura, a empresa de pesquisas de mercado The Marketing Insider traçou o perfil do público verde nos EUA e o chamou de Lohas (Estilos de Vida de Saúde e Sustentabilidade, na sigla em inglês). Os resultados apontam que o público Lohas é 60% feminino, de alta escolaridade e não é preocupado com preço - baliza suas opções de consumo com base em critérios de sustentabilidade e aceita pagar até 20% a mais por isso.
Quando vão às compras, os Lohas adquirem produtos de alimentação e de beleza orgânicos. Dão preferência a produtos de limpeza biodegradáveis e usam lâmpadas de baixo consumo de energia. Ao viajar, optam por roteiros de ecoturismo e buscam companhias aéreas que neutralizem as emissões de CO2. Mais: estão atentos à toda tentativa de greenwash (discurso ambiental sem ações concretas) por parte da indústria.
Trata-se de um segmento em expansão: a empresa de pesquisas estima que ao longo dos próximos dez anos, 38% dos consumidores americanos devem migrar para esse perfil.
O Brasil não segue alheio ao movimento. “A sustentabilidade é uma das tendências mais fortes no varejo na atualidade”, diz Iara Jatene, sócia da A6, escritório de design e arquitetura que faz projetos para o varejo. Segundo ela, a busca pelo consumidor verde tem feito as lojas repensarem da arquitetura à disposição das mercadorias.
“O consumidor verde existe, está se educando e possui grande força, que começa a ser percebida pelas empresas”, afirma Ismael Rocha, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Segundo ele, muitas companhias já começam a inovar seus modelos de negócios com o objetivo de fisgar esse consumidor endinheirado e bem-informado.

‘SLOW FASHION’

Na indústria da moda, já existem grifes atentas à tendência que busca melhorar os aspectos sociais e ambientais da cadeia produtiva e valorizar a produção artesanal - e que já foi batizada de slow fashion - um contraponto ao fast fashion, onde toda a cadeia de produção de roupas é terceirizada e não há controle dos processos.Um exemplo é a Osklen, que tem desenvolvido matérias-primas menos agressivas ao ambiente e que gerem oportunidades de renda para comunidades e pequenos produtores.
“Atualmente utilizamos mais de 20 diferentes categorias de materiais de origem reciclada, orgânica, natural e artesanal, e desenvolvidas por comunidades e cooperativas”, explica Oskar Metsavaht, criador da Osklen. Nessa coleção, a grife produziu acessórios com juta de Castanhal, no Pará - forma de gerar renda no local e evitar o êxodo dos povos ribeirinhos.Em São Paulo, a marca Éden Organic Style, instalada na Vila Madalena, também apostou no desenvolvimento dos próprios fornecedores de algodão orgânico para dar sustentação à coleção de roupas, que é toda certificada com o selo do Instituto Biodinâmico (IBD).
“Foi um trabalho que durou quatro anos. Começamos com 15 famílias de agricultores, que se dispuseram a produzir de forma orgânica. Hoje são 300”, diz Jorge Yammine, idealizador da marca e cuja família está há 40 anos no ramo têxtil.Outra frente de batalha é o uso de produtos químicos alternativos - o açúcar, por exemplo, entra como substituto do cloro na lavagem do índigo. “Não precisamos ter uma moda predatória para as pessoas e o meio ambiente. Precisamos de uma moda justa”, comenta Yammine.


Fonte:O Estado de S.Paulo

domingo, 26 de abril de 2009

Cientistas reduzem pela metade resi­duo do etanol


Pesquisadores da academia e da iniciativa privada descobriram uma maneira de reduzir pela metade a quantidade de vinhaça resultante da produção de etanol. A vinhaça é o principal resíduo da indústria da cana - uma mistura de água com matéria orgânica e sais que não pode ser despejada nos rios. A solução desenvolvida pelos cientistas foi duplicar o teor alcoólico dos tanques de fermentação, o que permite produzir mais álcool (e menos vinhaça) de um mesmo volume de açúcar.A maioria das usinas trabalha com teor alcoólico de 8% nos tanques. Mais do que isso e as leveduras responsáveis pela fermentação morrem. Assim, são produzidos até 12 litros de vinhaça, que as usinas reaproveitam como adubo. Mas, a quantidade de vinhaça é muito grande, com alto custo de dispersão. Pelo novo processo, o teor alcoólico da fermentação chega a 16%.
O resultado final da fermentação é menos vinhaça no tanque, mais viável economicamente para dispersão, com menos impacto ambiental.“Em vez de dez caminhões, você precisa de cinco”, resume Luiz Carlos Basso, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP). Ele é um dos cientistas parceiros da consultoria Fermentec, que financia a pesquisa realizada há quatro anos na Usina da Pedra, em Serrana (SP). Segundo o presidente da empresa, Henrique Amorim, a economia para a indústria no País poderia passar de R$ 1 bilhão por ano. O processo não pôde ser patenteado, segundo Amorim, porque já foi apresentado em uma reunião aberta em 2008.


Fonte: Estadão Online

sábado, 25 de abril de 2009

Ecoarquitetura: Estádio da Copa do mundo de 2010 na África do Sul terá revestimento ecológico

A Boogertman Urban Edge & Partners Design desenvolveu novos painéis de fibra de vidro e concreto fiberC para estádio que será palco da Copa do mundo de 2010 na África do Sul, estes painéis são uma alternativa mais ecológica às folhas de painel de fibra de vidro e cimento ou de alumínio atualmente utilizados. O estádio, chamado como o estádio da cidade do futebol, está em construção nos subúrbios de Joanesburgo, e o revestimento terminará em 80 dias.
Os 40.000 painéis a serem usados para o revestimento serão entregues por Rieder Smart Elements e transportados por 8.500 milhas. O processo de transporte pode não ser considerado ecológico, mas a empresa afirma que o material em geral é ecológico e tem o potencial de aquecimento global de 40% a menos do que os painéis de fibra e cimento atualmente empregados. O estádio aumentará sua capacidade de 80.000 pessoas para 94.700. Dez estádios com este serão usados durante a Copa do mundo de 2010 na África do Sul.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Lixo vegetal é reciclado e vira adubo em Curitiba/PR


A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba (PR) está utilizando folhas, galhos e flores, recolhidos dos parques e praças da cidade durante os serviços de limpeza, para produzir adubo orgânico que será usado na produção de flores e nos canteiros da cidade. A reciclagem é feita com resíduos vegetais nos principais parques e também no Horto Municipal.Segundo a prefeitura, a iniciativa começou na sede da Secretaria do Meio Ambiente, onde foi instalada uma composteira, local onde o material orgânico recolhido é depositado até se transformar em adubo. O processo leva cerca de 120 dias e não precisa de manutenção constante - apenas regas quando o tempo fica muito seco.
"Economizamos em adubos e transporte de material para o aterro sanitário", diz o gerente de praças da Secretaria, Jean Brasil. Além das vantagens econômicas, segundo ele, o adubo produzido por compostagem tem mais micro-organismos, repõe minerais e segura por mais tempo a umidade do solo.No Parque Barigui, a estimativa é de que 200 metros cúbicos de lixo vegetal sejam recolhidos a cada 15 dias. Desse total, 20% viram adubo e o restante se decompõe completamente, de acordo com a prefeitura.O sistema de compostagem é usado também nos parques Passeio Público, Bosque Alemão, Jardim Botânico, Parque Tingui e Horto Municipal. O adubo produzido nesses parques é suficiente também para uso em outras praças e pequenos jardins da cidade.


Fonte: G1

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Obama anuncia plano para energias alternativas


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira (22), quando se comemora o Dia da Terra, um plano para aumentar a geração de energia alternativa no país.O plano apresentado pelo presidente prevê o uso de áreas de litoral para gerar eletricidade a partir do vento, de ondas e de correntes oceânicas.Segundo Obama, a medida vai ajudar a reduzir as emissões de carbono e combater o aquecimento global, além de criar empregos.O presidente disse que a energia eólica pode gerar até 20% da demanda de eletricidade dos Estados Unidos até 2030.Estados costeiros, como Nova Jersey e Delaware, já têm projetos de energia renovável."A escolha que temos não é entre salvar o nosso meio ambiente e salvar a nossa economia, é uma escolha entre a prosperidade e o declínio", disse Obama, em discurso em Iowa.O presidente disse que seu plano de desenvolvimento de energia alternativa não vai prejudicar a economia americana e poderá criar até 250 mil empregos."É bom para o ambiente e bom para a economia", disse.Obama já disse que o combate às mudanças climáticas é uma das prioridades de seu governo.

Fonte: Estadão Online

quarta-feira, 22 de abril de 2009

22 de Abril, dia mundial do planeta


No dia 22 de abril comemora-se o dia do Planeta Terra, iniciativa que pretende despertar a consciência na população de todo o mundo sobre maneiras de colaborar na preservação do meio ambiente através de simples medidas cotidianas.Há 39 anos, no dia 22 de abril de 1970, aconteceu o primeiro protesto em caráter nacional contra a poluição do planeta. O então o Senador norte-americano Gaylord Nelson, na época estudante de Harvard, organizou eventos para discussão e desenvolvimento de projetos sobre o meio ambiente. O movimento ganhou, ano após ano, outros países como adeptos, incluindo o Brasil, que uniu-se oficialmente à causa em 1990.O problema - Grande parte dos 510,3 milhões de m² do planeta Terra está sendo destruída por nós, humanos, que somos inconsequentes no proveito do meio ambiente.
As florestas estão cada vez mais desmatadas, os rios mais poluídos, o ar mais carregado, o céu mais acinzentado. Como consequência disso tudo, vem o aquecimento global, que por sua vez derrete as geleiras, faz com que o nível do mar aumente, ameaça biosfera e contribui para a proliferação de doenças. Muito esgoto é lançado in natura nas águas, muito lixo é jogado nas ruas e a reciclagem ainda é uma palavra conhecida por poucos.Para amenizar o quadro desolador, existem ONGs, empresas e outras iniciativas públicas e privadas preocupadas em fazer o mínimo que seja para que a Terra saia desta situação. Hoje, há uma estimativa de que 500 milhões de cidadãos em 85 países fazem algo especial pelo ambiente no dia 22 de abril.
Não que a mobilização durante um dos 365 dias do ano possa mudar muita coisa, mas já é um passo para desenvolver a sensibilidade ambiental coletiva e tentar salvar o Planeta. Aproveite esta data para colaborar. Economize energia, evite desperdícios e poluição. Cuide do lixo que você produz.Para mantermos o equilíbrio da Terra é necessário ter consciência do que deve ser feito. Se os recursos naturais, essenciais para a sobrevivência humana forem esgotados, não haverá maneira de repô-los. O pensamento global deve implantar as iniciativas locais e pessoais para que cada um comece a fazer a sua parte.


terça-feira, 21 de abril de 2009

Ecotecnologia:Arquiteto espanhol apresenta casa ecológica com teto-jardim


Um arquiteto da Espanha apresenta nesta semana em uma feira no país o projeto de uma casa ecológica de 200 m², desmontável, transportável e com um teto-jardim onde o dono pode passear e cultivar plantas para o consumo doméstico.A casa, chamada de Green Box, tem consumo de energia zero e não gera resíduos durante a construção, de acordo com arquiteto Luis de Garrido, que revelou o projeto na Feira Internacional de Construção de Barcelona.A estrutura da casa é constituída por painéis de concreto armado, placas de madeira e cimento e painéis metálicos. A base e as paredes são montadas como um quebra-cabeças - os módulos pré-fabricados se encaixam por pressão e com parafusos.
"Desta forma, a Green Box pode ser modificada a qualquer momento. E o mais importante é que não há necessidade de obras. Não gera resíduos e suas peças podem ser consertadas ou substituídas. Por isso tem um ciclo de duração infinito", disse Garrido.Teto-jardimA casa, que pode ser construída em 15 dias, tem outros componentes que minimizam o impacto ambiental da construção, como uma câmara de ar subterrânea que permite o controle da temperatura de forma automática, aproveitando a energia geotérmica e solar.
"Precisamos de uma arquitetura que satisfaça nossas necessidades atuais, sem comprometer a dos nossos descendentes. Não é só uma questão de consumir menos, mas de controlar o que se consome. O setor da construção normalmente é um campeão de desperdícios", disse o arquiteto.Garrido considera "um modismo com interesses comerciais" a maioria dos produtos que prometem economizar energia ou levam etiquetas ecológicas sem bases científicas ou controles efetivos."Aparentemente todo mundo está sensibilizado com o aquecimento global. Mas quase ninguém pergunta a um fabricante de onde saiu o que ele consome. Se a madeira veio de uma árvore protegida da Amazônia, por exemplo.
"Organizações ambientais denunciam que muitas das chamadas casas ecológicas usam materiais que causam impacto ambiental e madeira cuja origem nem sempre é legal.


Fonte: Estadão Online

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Ecotecnologia: A GM propõe um ecosistema de encaixe para impulsionar a aceitação do carro elétrico


Conduzir seu carro elétrico por centenas de quilômetros para encontrar um conector que não combina com a conecção de seu carro, pode frustrá-lo. Atualmente não há nenhuma convenção de conectores para carros elétricos, e os carregadores são iguais aos carregadores de celulares, a maioria dos fabricantes segue seus próprios projetos, que não possibilita a utilização em outros produtos. A General Motors pensa em padronizar os conectores para carros elétricos e pode realçar a aceitação doa clientes e dar lhes uma outra razão para o uso de um carro elétrico. A GM está propondo “um ecossistema de encaixe” para os veículos elétricos em uma escala maior. A companhia está propondo a criação do conector SAE J1772 com a estrutura de sistema condutor de carregamento do veículo elétrico comum para todos os principais fabricantes de automóveis da América do Norte.


domingo, 19 de abril de 2009

Ecoaventura:Um dupla de jovens australianos atravessará a Ásia e a Europa em uma bicicleta de quatro rodas


A que distancia pode a força do pedal realmente conduzir a humanidade? Pergunte a Roger Chao e Megan Kerr, jovens aventureiros australianos e a resposta será - através dos continentes. A dupla está planejando atravessar os continentes através da Rússia e da Ásia cobrindo uma distância de aproximadamente 12.000 quilômetros. O projeto é pedalar de Astana, Kazakhstão,ex-república da União Soviética, através das estepes euro-asiáticos, em uma bicicleta de quatro rodas chamada “Quikey”.


A Quikey foi projetada pelos dois depois que com cuidado consideraram tudo que vão enfrentar nesta eco aventura. A bicicleta teve que ter as rodas melhoradas, os freios melhorados para poderem parar em uma inclinação descendente, assento confortável para suportar suas partes traseiras na viagem de 12 meses e, sobretudo a capacidade de transportar 450 kg de materiais que a dupla teria que carregar.


Se tudo sair de acordo com o planejado, a dupla de jovens começará sua aventura este mês e retornará no próximo ano.

Fonte:http://www.ecofriend.org/

sábado, 18 de abril de 2009

Carros vão ganhar selo verde com nível de poluição de cada modelo


Quem for comprar um carro novo vai ter um motivo a mais para decidir o modelo. Dentro de três meses, os veículos de todas as marcas vão ter um selo verde, emitido pelo Ministério do Meio Ambiente, para informar o nível de poluição. A iniciativa foi divulgada na sexta-feira (17), pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, no lançamento do Painel Brasileiro sobre Mudanças Climáticas.O selo vai ser parecido com o do Inmetro, que hoje identifica qual eletrodoméstico consome mais energia. Dentro de um mês, o ministério vai divulgar uma lista na internet com os modelos de carros mais poluidores. E no mês de julho serão lançados os selos.“Num primeiro momento, nós vamos botar no site do ministério tudo o que as marcas emitem de poluição, por montadora e por classe de veículo”, disse o ministro.
Mais uma medida encaminhada pelo ministério é a obrigatoriedade, dentro de um ano, para os veículos que trafegam nas grandes cidades passem por uma vistoria anual, como já ocorre no estado do Rio e na cidade de São Paulo. Numa segunda fase, a medida valerá também regiões urbanas menores, inclusive do interior.Além de verificar as condições de segurança dos carros, será medida a quantidade de poluentes que estão sendo expelidos. Quem for reprovado no teste, vai ser obrigado a regular o motor, sob pena de multa.Minc apresentou a resolução na última quarta-feira (15) ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), e espera que a matéria seja aprovada na próxima reunião, em maio, pois o assunto já foi previamente discutido. “Quem não fizer isso em um ano, os carros não são licenciados e ficam ilegais”, advertiu.
Segundo o ministro, o objetivo é diminuir a poluição e melhorar as condições do ar que é respirado pela população nas grandes cidades brasileiras, que recebem um número cada vez maior de veículos e têm o problema agravado por causa dos engarrafamentos constantes.O lançamento do Painel Brasileiro sobre Mudanças Climáticas, uma versão nacional do Painel Internacional para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) ocorreu no Rio de Janeiro. O evento vai reunir 300 cientistas brasileiros, de universidades e centros de pesquisa.
O objetivo é aprofundar as análises sobre as mudanças climáticas no país e propor medidas para evitar ou minimizar os efeitos sobre o meio ambiente e a população.Durante a reunião, Minc criticou a lei aprovada pela Câmara esta semana, liberando de licença ambiental prévia obras de duplicação ou asfaltamento de rodovias já existentes, e disse que vai tentar mudar o texto no Senado. Caso não consiga, afirmou que poderá argüir a inconstitucionalidade da matéria no Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: Vladimir Platonow/ Agência Brasil

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Cientistas de Cingapura transformam CO2 em biocombustível


Cientistas de Cingapura anunciaram a descoberta de uma forma de transformar o dióxido de carbono, o mais nocivo dos chamados gases do efeito estufa, em metanol, que não agride o meio ambiente. O método, segundo eles, demanda menos energia do que tentativas anteriores.Cientistas do Instituto de Bioengenharia e Nanotecnologia de Cingapura disseram nesta quinta-feira (16) que usaram catalisadores orgânicos para transformar o CO2 no biocombustível.Em nota, o instituto disse que a equipe liderada por Yugen Zhang usou carbenos-N-heterocíclicos (NHC, um catalisador orgânico) na reação química com o CO2.
Os NHCs são estáveis, e a reação entre eles e o CO2 pode acontecer sob condições climáticas amenas, no ar seco, segundo a nota, que acrescenta que não é necessário usar muitos catalisadores na operação.O processo também emprega hidrosilano, combinação de sílica com hidrogênio. "O hidrosilano fornece hidrogênio, que se liga ao dióxido de carbono numa reação de redução. Essa redução do dióxido de carbono é eficientemente catalizada pelos NHCs mesmo a temperatura ambiente", disse Zhang na nota.Tentativas anteriores de converter o CO2 exigiam mais gasto energético e muito mais tempo, segundo a equipe.O grupo não esclareceu como o processo poderia ser difundido para capturar e converter parte das bilhões de toneladas de CO2 lançadas anualmente na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis, o que segundo cientistas é o principal fator por trás do aquecimento global.

Fonte: Estadão Online

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Montadoras vão distribuir cartilha para promover uso do etanol

A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) assinou na quarta-feira (15) um acordo com as quatro maiores montadoras do país - Fiat, Ford, General Motors (GM) e Volkswagen - para a distribuição de uma cartilha promovendo o uso do etanol como combustível. Durante o ano, a Cartilha do Etanol será entregue com o manual dos carros bicombustível, os chamados flex.O acordo entre a entidade que representa mais de um quarto das usinas de cana-de-açúcar do país e as empresas responsáveis por 80% da produção de automóveis foi formalizado na sede da Unica, em São Paulo. A idéia é que dois milhões de cartilhas sejam distribuídas em 2009.A Cartilha do Etanol é uma publicação educativa produzida pela Unica traz dados da indústria brasileira da cana, informações sobre a economia que o uso do etanol como combustível e os benefícios ambientais do etanol.
A cartilha já vinha sendo distribuída desde o ano passado. Porém, segundo presidente da Unica, Marcos Jank, o acordo firmado com as montadoras vai disseminar ainda mais as informações sobre o álcool combustível.“Este é um momento histórico para nós (a Unica)”, disse Jank, durante a reunião que formalizou o acordo. “Os consumidores optam pelo álcool porque ele é mais barato, mas nós queremos mostrar tudo o que existe por trás disso: uma indústria nacional, que emprega 850 mil pessoas, e gera muitos benefícios ambientais.”Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e Mercosul, ratificou o compromisso de sua empresa com a disseminação do uso do etanol no Brasil e no mundo. Segundo ele, os carros produzidos pela GM Brasil são flex.
Nos Estados Unidos, até 2012, 60% dos carros produzidos pela montadora também usarão etanol.Marcus Vinicius Aguiar, gerente de relações institucionais da Fiat, também destacou a relevância do etanol no atual cenário de mudanças climáticas. “Temos pesquisas sobre carros elétricos e movidos a outros combustíveis, mas, hoje, a realidade é o etanol.”Dados da Unica revelam que mais da metade do combustível consumido no país é etanol. Hoje, cerca de 90% dos veículos leves e novos vendidos no país são flex e, portanto, podem usar o combustível.


Fonte: Vinicius Konchinski/ Agência Brasil

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ecotecnologia:FilterPave, pavimento produzido com vidro reciclado que capta água da chuva


A Presto Geosystems desenvolveu um novo tipo de pavimento feito de vidro reciclado que pode capturar e coletar a água da chuva usando um sistema subterrâneo de armazenamento.O FilterPave, como o novo material novo nomeado, é o primeiro a usar o vidro reciclado como um de seus componentes principais. O vidro usado no pavimento submete-se a um processo especial que arredonde as bordas e corta as partículas em tamanhos e em formas específicos. Este vidro agregado perde sua fragilidade e torna-se mais duro do que pedra. O produto final é forte, seguro para o uso em torno de plantas e de animais e é 38% poroso, permitindo que colete não somente a água corrente, mas igualmente a filtre antes que esteja armazenado finalmente em um sistema subterrâneo




terça-feira, 14 de abril de 2009

Ecotecnologica:Pesquisadores desenvolvem produtos químicos orgânicos para tintas ecológicas


Usado como uma alternativa para as gorduras das batatas frita os compostos orgânicos olestra baseados* podem ser usados como substituto para as resinas e os solventes tóxicos que as tintas contêm. Os cientistas da Procter and Gamble Chemicals projetaram um composto novo batizado de Sefose, feito de uma combinação de açúcar e de óleo vegetal. Podendo ser usado para dar a tinta à habilidade de aderir às superfícies, desse modo substituindo as resinas, e igualmente impedindo que se tornem demasiado grudentas as pinceladas sobre as superfícies, substituindo desse modo os solventes. As resinas e os solventes são derivados do petróleo e emite VOCs(Compostos Orgânicos Voláteis ), que causam a poluição do ar, conduzindo a uma variedade de problemas de saúde. Este produto químico novo pode perfeitamente substituir resinas e os solventes e não emitem nenhum VOCs. Além disso, criam um revestimento lustroso que é mais resistente ao risco.

*Olestra (igualmente conhecido por sua marca Olean) é um substituto light as gorduras, pois não adiciona nenhuma caloria, ou colesterol aos produtos. Foi usado na preparação dos alimentos tradicionais high-fat tais como as batatas fritas, desse modo baixando ou eliminando seu índice de gordura.



segunda-feira, 13 de abril de 2009

Ecotecnologia:Pilha utiliza o ar para fazer funcionar luz de lanterna conceito


Os desenvolvimentos recentes na tecnologia portátil de novos dispositivos eletrônicos são creditados ao advento de baterias e de pilhas menores e mais eficientes. No entanto, não importa elas serem baratas ou eficientes, se forem utilizados produtos químicos tóxicos e portanto estas baterias terminam entrando na cadeia alimentar, misturadas com as reservas de água doce subterrâneas, quando descartadas. Os desenhistas industriais Jia Peng, Cheng Peng e dong dong de Wang estão prevendo uma nova era para as baterias utilizadas na eletrônica, que dependa do ar limpo abundante para poder funcionar. Estes desenhistas desenvolveram um sistema de iluminação da emergência conceito(lanterna conceito), conhecido como “luz do frasco”.


Substituindo simplesmente o tampão de uma garrafa de água plástica com a “luz do frasco” e você pode ir iluminando um local escuro. A luz trabalha no ar comprimido que é produzido quando o usuário pressiona o frasco repetidamente.
Ao pressionar o frasco, o ar comprimido move um pistão pequeno, que a “luz do frasco” esta equipada. Este pistão converte o movimento mecânico em eletricidade, que pôr fim ativa o diodo emissor de luz incorporada no sistema. O sistema parece demasiado complicado, e é pouco provável que tal sistema possa realmente caber em um frasco tão pequeno quanto o tampão do frasco de água, porém se realmente ele funcionar será uma grande inovação ecotecnológica.

Fonte:http://www.ecofriend.org

domingo, 12 de abril de 2009

Etiquetas ecológicas

Assim como o reciclar é importante, comprar os produtos feitos de material reciclado também o é. Isto aumentará a demanda para produtos reciclados assim como cria um bom ciclo de reciclagem. Os produtos reciclados estão extensamente disponíveis; use este post para tornar-se familiar com as etiquetas ecológicas diferentes que você pode encontrar em diversos produtos.

Laço de Mobius

indica se o produto pode ser reciclado.




Laço de Mobius com porcentagem

indica quanto do produto é feito de materiais reciclados.


Símbolo de Tidyman
indica que você deve dispor do produto com cuidado, não dispor de qualquer jeito.



Ponto verde
Indicando que a recuperação do material de empacotamento em alguns países europeus foi pago por.


Etiqueta ecológica européia

símbolo europeu que mostra se o produto foi produzido de uma maneira em favor do meio ambiente.



Selo verde
Um símbolo usado pelos EUA para mostrar que um produto foi produzido de forma a favorecer o meio ambiente.


Vidro

Este símbolo indica a reciclagem de vidro nos frascos.



Alumínio
Este símbolo indica que o produto foi feito de alumínio reciclado.



o

Este símbolo indica que o produto foi feito de aço reciclado.

Fonte:http://www.recycling-guide.org.uk/

sábado, 11 de abril de 2009

O lixo eletrônico e a sustentabilidade da reciclagem


Por Dalton Martins*

Na sociedade contemporânea, o consumo elevado, o ritmo acelerado da inovação e a chamada obsolescência programada fazem com que os equipamentos eletrônicos se transformem em sucata tecnológica em pouco tempo. Nos últimos anos, a exportação desse tipo de resíduo dos países desenvolvidos para o terceiro mundo aumentou de forma considerável. Isso ocorreu por diversas razões, dentre elas os custos elevados para o descarte adequado ou para a desmontagem com fins de reciclagem. A exportação dos resíduos eletroeletrônicos aos países não-membros da Organization for Economic Co-operation and Development (OECD) sob a emenda da Convenção de Basiléia - que permite a exportação de equipamentos em funcionamento para reutilização - ocorreu, em sua maioria, de forma ilegal devido ao abuso por parte dos exportadores, que misturam os equipamentos em funcionamento com outros sem menor condição de uso.
Organizações ambientais internacionais, tais como o Greenpeace e a Rede de Ação da Basiléia, estão fazendo campanhas de conscientização quanto às grandes quantidades de resíduos eletroeletrônicos que são despejados em países subdesenvolvidos. De acordo com a Waste (ONG Holandesa), frequentemente não se levam em consideração as pessoas que realmente estão desmontando o lixo eletroeletrônico por motivos de subsistência. Os equipamentos fora de funcionamento geralmente são reciclados por empresas em pequena escala. Embora a maioria dessas práticas de reciclagem ofereça ameaças à saúde humana e ao meio ambiente, é ainda trabalho diário e fonte de renda para milhares de pessoas no mundo todo.
A Waste certamente reconhece que os países mais pobres e, especialmente, as pessoas com menor renda que vivem nesses países, estão frequentemente sobrecarregados com os objetos rejeitados por países desenvolvidos, mas concorda que diversas questões precisam ser consideradas.

Resíduos sólidos no Brasil e a sustentabilidade da reciclagem

O crescimento da população gera um excedente de subprodutos de suas atividades que supera a capacidade de adaptação do meio ambiente, o que pode representar uma real ameaça à biosfera. O potencial de reaproveitamento que os resíduos representam, somado a um fator de interesse mundial que é a preservação ambiental e promoção do desenvolvimento ecologicamente sustentável, impulsiona a necessidade de reverter essa situação.O rápido processo de urbanização ocorrido no Brasil se deparou com uma falta de preparo e estrutura, principalmente nessa questão. As poucas experiências realizadas até o momento, relacionadas ao aproveitamento energético e outras formas de processamento e destinação final, são iniciativas restritas a algumas regiões e de abrangência limitada, o que reforça a ausência de incentivos materiais e fiscalização no cumprimento da legislação ambiental do país. Sequer temos um marco regulatório na questão do tratamento dos resíduos sólidos em geral. Podemos avaliar essa situação a partir da dificuldade de obtenção de informações confiáveis e com mais detalhes sobre o tema. Ao consultar diversas fontes “seguras”, percebemos que os dados existentes são escassos, falhos e conflitantes, a começar pelas estimativas acerca da quantidade de resíduos gerados.
Segundo o Manual do Gerenciamento Integrado (IPT/CEMPRE), são produzidas diariamente no país cerca de 241 mil toneladas de lixo, das quais 90 mil são de origem domiciliar. A média nacional de produção de resíduos por habitante estaria em torno de 600 g/dia.Uma cidade como São Paulo, no entanto, produz em média 1 kg/dia de lixo por habitante. Dos 5.507 municípios brasileiros, somente 192, situados principalmente nas regiões sudeste e sul, realizam a coleta seletiva. Em 1989, na PNSB (Pesquisa Nacional de Saneamento Básico) publicada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apurou-se que da quantidade total de lixo produzido diariamente no país, 75% são lançados a céu aberto e 0,7% em vazadouros de áreas alagadas.
Somente 23,3% recebem tratamento mais adequado e cerca de 1% tem destino desconhecido. O lixo industrial, por sua vez, era coletado em 1.505 Municípios dos 4.425 pesquisados. Desse total, 66% não tinham coleta especial e os resíduos industriais eram misturados ao lixo comum.
No caso da indústria de eletroeletrônicos, os resíduos podem causar danos ainda mais sérios à saúde da população e grave impacto ao meio ambiente. Computadores se tornam obsoletos, dentro da lógica comercial, a cada dois anos. Assim, neste prazo, máquinas são trocadas, baterias de celulares, equipamentos de impressão e conexão, cabos, infraestrutura de rede, entre outros materiais, são descartados.Portanto, o problema é sério e grave. Medidas como a definição de regulamentações e políticas públicas que busquem orientar e apoiar o tratamento adequado do lixo se faz mais do que necessário.

*Dalton Martins é professor do curso de Sistemas de Informação da Faculdade Módulo.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Caixa de Kioto:vencedora do concurso idéias verdes


Um fogão solar bastante barato ganhou o primeiro prêmio num concurso de idéias verdes. Com o nome de A Caixa de Kioto este fogão é fabricado a partir de papelão e pode ser usado para ferver água, para esterilização de instrumentos ou para assar alimentos. O inventor, morador do Quênia, tem a esperança de poder fazer o cozimento solar difundido no mundo inteiro e principalmente através dos países em desenvolvimento, suplantando o uso da madeira que está levando ao desmatamento global. Organizado pela ONG Fórum Para o Futuro, fundada por Jonathan Porritt para fomentar idéias que ajudem ao crescimento sustentável, o concurso teve como objetivo apoiar idéias que possam ser viáveis. Também idéias que reduzam as emissões de gases de estufa e que não conseguiram obter interesse no mundo corporativo.
Este fogão é feito com duas caixas de papelão, que usam tinta preta e tiras refletoras para maximizar a absorção da energia solar. Cobrindo a panela com uma tampa transparente calor e água são retidos enquanto a temperatura pode chegar pelo menos a 80°C. A idéia de cozinhar usando os raios do sol tem sido uma constante há muitos séculos, mas só agora parece ter surgido com bastante eficiência, tanto que algumas organizações, incluindo Fogões Solares Internacional, já estão apoiando sua fabricação e distribuição no mundo em desenvolvimento. O que impressionou os juízes sobre a Caixa de Kioto foi seu potencial de produção. Será possível fabricar este “novo fogão” em massa. Qualquer fábrica de papelão já existente poderá com poucos ajustes fazer milhares e milhares de fogões/panelas a cada mês.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Seminário energia eólica II, perspectivas, implantação, investimento e desafios para geração de energia limpa no Brasil


No dia 13 de maio de 2009 em São Paulo acontecerá o II seminário de energia eólica com perspectivas, investimentos e desafios para a geração de energia limpa no Brasil.

ABORDAGEM

Considerada a energia mais limpa do planeta, a eólica está disponível no Brasil em diversos lugares com diferentes intensidades e é,indiscutivelmente, boa alternativa às energias não-renováveis. Porém, há ainda grandes desafios para que empreendedores do setor eólicopossam avançar na produção de fontes novas sustentáveis: é precisoconsiderar os custos de produção, a viabilidade econômica dos parques e os incentivos tributários que as transformariam em alternativas de empreendimentos com perspectivas de longo prazo.

QUEM DEVE PARTICIPAR

Presidentes,diretores e gerentes de comercialização, regulação, planejamento, investimentos, projetos, produção industrial, avaliações,desenvolvimento de negócios, operações, conservação de energia, eficiência energética, energias renováveis e financiadoras, investidores, grandes consumidoras de energia, governo e demais interessados.


PROGRAMAÇÃO :

-O DESENVOLVIMENTO DA INDÚSTRIA EÓLICA NO BRASIL.
-MAPEAMENTO EÓLICO E PROJETO DE CENTRAIS EÓLICAS.
-LICENCIAMENTO AMBIENTAL.
-VANTAGENS E DESAFIOS DA ENERGIA EÓLICA NA MATRIZ ENERGÉTICA.
-PRINCIPAIS PARQUES EÓLICOS IMPLEMENTADOS NO BRASIL.
-CUSTOS PARA PRODUÇÃO DE ENERGIA LIMPA.
-DESAFIOS DA REGULAÇÃO DO SETOR .
-CONTRATOS DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA PROVENIENTE DE ENERGIA EÓLICA

Solicite o Programa Completo pela Central de AtendimentoConsulte condições especiais para grupos!Inscrições e Informações: (11) 3513-9630

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ônibus brasileiro movido a hidrogênio começa a rodar em São Paulo

Primeiro de uma frota de quatro ônibus a
hidrogênio fabricados no Brasil.[Imagem: EMTU]

O primeiro ônibus brasileiro equipado com células a combustível a hidrogênio foi fabricado em Caxias do Sul e começará a rodar na cidade de São Paulo ainda neste mês de Abril.

Ônibus sem poluentes

O hidrogênio é considerado o combustível mais promissor quando se estudam alternativas ao petróleo para uso em transportes. A célula a combustível é um dispositivo que utiliza ohidrogênio para gerar eletricidade. A eletricidade alimenta os motores elétricos do veículo, emitindo apenas água como subproduto - não há poluentes.O primeiro ônibus movido a célula de combustível a hidrogênio tem 12 metros de comprimento, capacidade para até 63 passageiros (1 motorista / 29 sentados / 32 em pé / 1 cadeirante), ar-condicionado e piso baixo para maior conforto e segurança dos passageiros.

Sistema igual ao da Fórmula 1

A tração elétrica do ônibus é alimentada de forma híbrida, usando tanto a energia de baterias recarregáveis quanto a eletricidade provinda das células a combustível.Ele possui ainda um sistema regenerativo para recuperação de energia cinética durante as frenagens (KERS), o mesmo sistema utilizado nos carros de Fórmula 1.A potência total do sistema é de 230 kW e o consumo de hidrogênio deverá ficar em cerca de 15 quilogramas para cada 100 quilômetros rodados. A autonomia do ônibus a hidrogênio é de 300 km.O combustível para o ônibus - o hidrogênio - será produzido em São Bernardo do Campo, por meio de uma parceria com a Petrobras. O hidrogênio é produzido por eletrolisadores da água, que têm a função de separar as moléculas de oxigênio e hidrogênio, aproveitando este último como combustível.

Vilão

Embora os projetos de veículos movidos a hidrogênio tenham sido alvo de grande interesse no período recente, quando o petróleo superou a barreira dos US$100,00 por vários meses, a queda atual do preço do barril torna economicamente inviáveis todas as alternativas disponíveis para sua substituição em veículos.Ainda assim, o uso do hidrogênio como combustível é uma alternativa interessante do ponto de vista ambiental e as pesquisas devem continuar para que se possa baratear a tecnologia e chegar a opções mais interessantes também do ponto de vista econômico.

Hidrogênio de fontes sujas

Outro grande problema dos veículos a hidrogênio é a produção do hidrogênio. A eletrólise da água é um processo intensivo em energia, tornando o combustível caro demais e deixando negativo o balanço geral de consumo de energia dessa alternativa de combustível.
Além disso, a maioria do hidrogênio produzido industrialmente hoje no mundo é fabricado a partir do gás natural, um combustível fóssil como o petróleo.Uma das alternativas mais promissoras para resolver esse impasse é a chamada "fotossíntese artificial", por meio da qual os cientistas estão tentando produzir hidrogênio com a utilização da luz solar (veja Célula fotoeletroquímica faz fotossíntese artificial e gera hidrogênio e Hidrogênio produzido por fotossíntese artificial já não depende de metal nobre).

Ônibus nacional movido a hidrogênio

O primeiro ônibus nacional movido a hidrogênio vai trafegar no Corredor Metropolitano ABD (São Mateus - Jabaquara), um ponto ideal para este tipo de experimento devido à alta concentração de emissões.Além disso, na via exclusiva o veículo pode desenvolver velocidade média superior a 25 km/h, o que favorece atingir rapidamente a quilometragem que permite avaliar seu desempenho de forma mais aproximada. Este trabalho será feito ao longo de 2009 e 2010.

Tecnologia nacional

O projeto de construções de ônibus a hidrogênio no Brasil é uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e conta com a parceria da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, de São Paulo), a GEF (Global Environment Facility) e da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos).Este é o primeiro de quatro ônibus a hidrogênio previstos no projeto.O Brasil é o quarto país no mundo a deter a tecnologia de fabricação de ônibus de transporte de passageiros movido a hidrogênio (os outros são os EUA, Alemanha e China).


terça-feira, 7 de abril de 2009

Petróleo barato barra veículos a hidrogênio

Ao ligar o carro, o barulho lembra o de um aspirador de pó, porém mais baixo e menos irritante. Depois, quase não se ouve mais ruído. A resposta é muito rápida e o veículo parece leve, desliza suavemente pelas ruas de Vancouver, no Canadá.O veículo elétrico com célula a combustível de hidrogênio não deixa a desejar em potência. E, o melhor de tudo, não solta nenhum poluente pelo escapamento, somente vapor-d'água. Evita, assim, a emissão para a atmosfera do gás de efeito estufa CO2, que contribui para o aquecimento global.Em visita ao Instituto de Inovação de Célula a Combustível do NRC (Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá), a reportagem da Folha fez um test-drive com um modelo Ford Focus movido a hidrogênio. Ao dirigir o carro, fica claro que a tecnologia não é mais um empecilho para esse tipo de veículo. Embora muitos protótipos tenham sido criados nos últimos anos, porém, nenhum atingiu escala comercial ainda.
Michael Fowler, professor da área de engenharia química da Universidade de Waterloo, tem a resposta pronta para explicar a demora: o petróleo ainda está barato, e ninguém vai se interessar em comprar carros ecológicos se é mais econômico se locomover soltando fumaça.Na sexta-feira (3), em Nova York, a cotação do barril de petróleo fechou em US$ 52,51. Ainda não está claro, porém, quão caro os combustíveis fósseis terão de ficar para que se decida investir no hidrogênio.O interesse pelo combustível limpo existe desde 1959, quando foi criado um trator com célula a combustível de hidrogênio. Na crise do petróleo, nos anos 1970, a pesquisa pela tecnologia voltou. Mas, quando o preço do petróleo caiu, o assunto perdeu importância. Na década de 1990, com o aumento da preocupação ambiental, o hidrogênio voltou à pauta.Oferta e demanda - A Honda já faz leasing (espécie de aluguel) do modelo FCX Clarity, que usa o hidrogênio, na Califórnia (EUA). O preço é US$ 600 ao mês, e inclui a manutenção do veículo.Enquanto nos EUA e no Japão o interesse maior é pela implantação do motor a hidrogênio em carros, na Europa a atenção é para os ônibus, que vêm sendo testados na Alemanha e em outros países.
O presidente da Honda, Takeo Fukui, acredita que levará ainda dez anos até que essa tecnologia seja comercialmente viável. E isso não significa que haverá produção em massa a preços baratos, mas, sim, que o carro estará "disponível para a compra a um preço semelhante ao de um veículo de luxo hoje".Um dos fatores que encarecem o carro é que os melhores eletrodos disponíveis para as células a combustível precisam de platina, metal raro e caro. Por isso, muitos grupos de pesquisa têm estudado alternativas. O próprio NRC pesquisa a utilização de aço como substituto à platina. E pesquisadores de Quebec, também no Canadá, acabam de apresentar em estudo na revista "Science" um catalisador à base de ferro para rivalizar com o elemento nobre.
Porém, na opinião de Ennio Peres da Silva, chefe do Laboratório de Hidrogênio da Unicamp, hoje já se conseguiu reduzir a platina a uma quantidade tão pequena que, mesmo que não se encontre algo à altura dela, isso não será uma barreira ao uso do hidrogênio.E ele critica quem só se preocupa com a questão de preço. "Se fosse só o preço que determinasse, até hoje estaríamos andando a cavalo, que era era mais rápido e mais econômico do que os primeiros carros."Ele argumenta que o veículo a hidrogênio tem o dobro da eficiência, não polui, não faz barulho. E, se acabar a luz da sua casa, ele pode ser usado para obter energia elétrica. "Essa tecnologia não é a mais barata. Mas a humanidade vai ganhar com seu uso. É uma questão de fazer a escolha certa", diz Silva.A demora da comercialização do veículo a hidrogênio, lembra Lars Rose, pesquisador do NRC, pode ter relação com a questão do "ovo e da galinha" - não há demanda porque não existe o carro, e não há carro porque não há demanda.
Mas Silva afirma que isso pode ser superado - afinal, situação semelhante ocorreu com o etanol e o gás natural.Perdendo o bonde - Foi no Laboratório de Hidrogênio da Unicamp que se criou o primeiro - e único - carro brasileiro elétrico com células a combustível de hidrogênio. Infelizmente, diz Silva, o país não investiu o suficiente e "perdeu o bonde" da tecnologia. Ele critica a falta de apoio do MCT (Ministério de Ciência e Tecnologia) - para fazer o carro, por exemplo, o grupo contou apenas com o MME (Ministério de Minas e Energia).Na opinião de Silva, os motores a combustão interna, menos eficientes do que os elétricos, estão com os dias contados. "Não podemos apostar em algo que vai acabar". diz.Na América do Norte e no Japão, principalmente, os carros híbridos - que alternam bateria elétrica e gasolina - têm feito sucesso.
Há cerca de um ano, a Toyota anunciou que o Prius havia atingido a marca de 1 milhão de veículos vendidos.Outros mercados - Em alguns países, o hidrogênio já ocupa outros nichos. Nos EUA, sistemas de backup de energia em torres de comunicação usam células a combustível de hidrogênio em vez de baterias. Apesar de sua instalação ser mais cara, a nova tecnologia é mais segura e tem um custo de manutenção menor. O Brasil, por enquanto, tem só um exemplo desse tipo de uso.


Fonte: Afra Balazina/ Folha Online

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Substituição de energia térmica por eólica pode reduzir custo da energia produzida


A substituição de 4 mil megawatts (MW) de energia produzida por usinas térmicas ao longo de dez anos pela mesma quantidade de energia eólica (energia dos ventos) pode resultar em um valor médio da energia de R$ 17,00 por megawatt/hora (MWh), em vez de R$ 60,00 por MWh previstos pelo governo no Plano Decenal de Energia Elétrica.A projeção da empresa PSR Consultoria foi apresentada hoje (31) em um fórum promovido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE), na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). “A diferença de custo entre uma opção eólica e uma opção térmica convencional, do tipo gás natural, mostra que o preço da energia diminui violentamente”, disse à Agência Brasil o diretor da PSR, Jorge Trinkenreich.
Para o diretor da PSR, a utilização da energia eólica, não poluente, pode gerar algum crédito de carbono, destacando que “o custo de R$ 17,00 pode passar a ser zero”. O executivo afirmou ainda que a produção de energia eólica oferece a vantagem de poder coincidir com o período de seca dos reservatórios das hidrelétricas.“Em um sistema como o nosso, que é hidrelétrico, e que tem cada vez mais dificuldade de expandir os reservatórios devido à poluição ambiental, ela [energia eólica] funciona como um reservatório virtual. Ou seja, na hora em que eu tenho uma situação de seca no reservatório, ela estaria gerando nos lugares onde há mais vento. Nos períodos mais úmidos do ano, eu tenho menos vento. Então, ela é quase complementar ao regime dos rios”, explicou.
O Plano Decenal de Energia Elétrica cobre o período de 2008/2017 e prevê investimentos de R$ 142 bilhões em geração de energia e significará a adição de 63.935 MW de capacidade instalada na matriz energética nacional no período, sendo 20.882 MW oriundos de projetos termelétricos. Cerca de 10.000 MW de energia térmica já estão contratados.

Fonte: Agência Brasil por Alana Gandra, Repórter da Agência Brasil

domingo, 5 de abril de 2009

Tipos de poluição:Poluição radioativa


Para que se fale em poluição radioativa, devemos primeiramente definir radiação.Radiação é o efeito químico proveniente de ondas e energia calorífera, luminosa etc. Existem três tipos de radiação: raios alfa e raios beta, que têm a absorção mais fácil, e raios gama, que são muito mais penetrantes que os primeiros, já que se tratam de ondas eletromagnéticas.
O contato contínuo à radiação causa danos aos tecidos vivos, tendo como principais efeitos a leucemia, tumores, queda de cabelo, diminuição da expectativa de vida, mutações genéticas, lesões a vários órgãos etc. Assim, poluição radioativa é o aumento dos níveis naturais de radiação por meio da utilização de substâncias radioativas naturais ou artificiais.

A poluição radioativa tem como fontes :

- substâncias radioativas naturais: são as substâncias que se encontram no subsolo, e que acompanham alguns materiais de interesse econômico, como petróleo e carvão, que são trazidas para a superfície e espalhadas no meio ambiente por meio de atividades mineratórias;

- substâncias radioativas artificiais: substâncias que não são radioativas, mas que nos reatores ou aceleradores de partículas são “provocadas”.

A fonte de poluição radioativa predominante é a natural, pois a poluição natural da Terra é muito grande, decorrente do decaimento radioativo do urânio, do tório e outros radionuclídeos naturais. Finalmente, devemos lembrar que a poluição radioativa provém principalmente de: indústrias, medicina, testes nucleares, carvão, radônio, fosfato, petróleo, minerações, energia nuclear, acidentes radiológicos e acidentes nucleares.

sábado, 4 de abril de 2009

Ecotecnologia:Baterias ecológicas de lítio produzidas com vírus Geneticamente projetado


Os investigadores do MIT - Instituto de materiais e Tecnologias de Massachusetts - projetaram geneticamente um vírus com o qual poderão construir baterias recarregáveis do Íon-lítio sob a forma de uma película plástica. Estas baterias novas podem então serem usadas em qualquer aparelho ou máquina que necessite energia, como celulares, iPods e às baterias recarregáveis em carros híbridos elétricos.
Como um bônus adicional, as baterias podem ser construídas de uma maneira a não prejudicar o meio ambiente, evitando solventes tóxicos e procedimentos de energia intensiva: “Porque os vírus são organismos vivos, nós tivemos que usar somente solventes a base de água, sem pressão elevada e sem altas temperaturas,” diz Angela Belcher, cientista do Instituto de materiais e Tecnologia de Massachusetts - Cambridge e co-autora do estudo. Previamente, a equipe de investigação do MIT desenvolveu um vírus que poderia produzir na extremidade negativa de uma bateria (o ânodo) um revestindo com o óxido de cobalto e ouro. Em uma maneira muito similar, o novo vírus reveste-se com o fosfato de ferro e prata, criando a extremidade positivas de uma bateria (o cátodo). Os vírus usados neste processo são os bacteriófagos (um tipo de vírus que contamina a espécie de bactérias), os cientistas afirmam que a alteração genética afete um tipo de vírus benigno aos seres humanos.
Cabe sempre ressaltar que este projeto esta em fase de experimentos e que a modificação genética deve ser muito bem analisada, porém, se foram realizados estudos para a avaliação de impacto ambiental e se não houver problemas para a saúde dos seres humanos no futuro esta novidade poderá ser muito boa para o meio ambiente.


sexta-feira, 3 de abril de 2009

Nanopartículas presentes em produtos causam danos ao meio ambiente

Jingguang G. Chen[Imagem: Aglomerado de
nanopartículas de dióxido de titânio (TiO2).]
Usando micróbios aquáticos como cobaias, cientistas da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, descobriram que as nanopartículas que estão sendo adicionadas aos cosméticos, protetores solares e centenas de outros produtos, causam danos ao meio ambiente.

Produtos com nanotecnologia

Já existem centenas de "produtos nanotecnológicos" no mercado e muitos mais estão prestes a serem lançados. Mas os efeitos das nanopartículas - partículas minúsculas, capazes até mesmo de entrar no interior das células - ainda não foram adequadamente estudados e os cientistas estão correndo contra o relógio para descobrir os seus prováveis impactos sobre a saúde humana, principalmente dos trabalhadores que lidam com elas, e sobre o meio ambiente.O estudo, conduzido pela Dra. Cyndee Gruden, focou apenas um tipo de nanopartícula - as nanopartículas de dióxido de titânio (TiO2) - que está sendo utilizado em cosméticos e outros produtos de beleza pessoal, na criação de janelas autolimpantes e em produtos bactericidas.As nanopartículas de dióxido de titânio bloqueiam os raios ultravioleta da luz solar, sendo eficazes na melhoria das funções desses produtos. Mas, uma vez lavadas da pele ou do material onde estão aplicadas, elas seguem o mesmo caminho de todas as águas servidas, indo parar no meio ambiente.

Resultado desconhecido

"Quando elas entram em um lago, o que acontece? Será que elas entram nos microorganismos ou se ligam a eles? Será que isto poderia matá-los ou é algo inócuo?," pergunta a pesquisadora.
"Estas são questões importantes para determinar os efeitos que as nanopartículas têm no meio ambiente. Hoje, nós realmente não estamos certos das respostas," explica ela, referindo-se à falta de pesquisas exaustivas e a um melhor conhecimento na área.

Impacto veloz

Usando a bactéria Escherichia coli (E. coli) como cobaia, a Dra. Gruden descobriu grandes reduções na sobrevivência do microorganismo em amostras expostas as concentrações mínimas das nanopartículas de titânio por períodos de menos de uma hora. A morte das bactérias deu-se por que as nanopartículas danificam a membrana externa dos micróbios. "A rapidez do impacto me surpreendeu," disse ela. A descoberta abre as portas para pesquisas futuras, incluindo estudos que possam determinar como esses efeitos se dão no meio ambiente. Os estudos da Dra. Gruden foram feitos em laboratório.

Biossensor

Em uma outra pesquisa relacionada, cientistas da Universidade de Utah, desenvolveram um biossensor que poderá ajudar nessas futuras pesquisas de campo - o biossensor emite luz quando entra em contato com nanopartículas presentes no meio ambiente. O grupo da Dra. Anne Anderson fez alterações genéticas em linhagens de Pseudomonas putida (P. putida), um micróbio benéfico encontrado no solo, para que os animais emitam luz quando entram em contato com nanopartículas de metais pesados. "A novidade do biossensor é que nós podemos obter respostas muito, muito rapidamente," disse Anderson, argumentando que os métodos atuais podem levar até dois dias para fornecerem os resultados.

Toxicidade

O grupo de Anderson descobriu que a P. putida não tolera nanopartículas de prata, óxido de cobre e óxido de zinco. A toxicidade ocorre em níveis de microgramas por litro, o que é equivale a duas ou três gotas de água em uma piscina olímpica. Os produtos com nanotecnologia têm chegado ao mercado com grande apelo para os consumidores, como sendo o estado da arte da tecnologia. Contudo, o público não está ciente desses riscos. "É trabalho dos cientistas fazer boas pesquisas e deixar que as descobertas falem por si mesmas. E as promessas da nanotecnologia precisam ser melhor avaliadas. Até o momento, não está claro se os benefícios da nanotecnologia superam os riscos associados com a exposição e a liberação das nanopartículas no meio ambiente," conclui a pesquisadora.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Curiosidade:Poderia se medir o planeta Terra com uma vara?


O nosso planeta vem sendo degradado ao longo do tempo pela ganância e egoismo dos seres humanos, muito se tem falado sobre este assunto e muitas fotos do nosso planeta já forma expostas na internet, mas será que a mais de 2.000 anos os habitantes deste planeta tinham condições de saber a sua extensão?Compreender o tamanho de seu lar?
Já ouviu falar do matemático e astrônomo grego Eratóstenes? É bem provável que os astrônomos o conheçam mais. Por que eles o têm em alta estima? Eratóstenes nasceu por volta de 276 a.C. e recebeu parte de sua educação em Atenas, Grécia. No entanto, passou um bom tempo de sua vida em Alexandria, Egito, que na época estava sob o domínio grego. Por volta de 200 a.C., Eratóstenes decidiu calcular as dimensões da Terra usando uma simples vara. "Impossível!", talvez você diga. Como ele conseguiu fazer isso? Na cidade de Siena (atual Assuã), Eratóstenes observou que no primeiro dia do verão, ao meio-dia, o Sol ficava a pino. Ele sabia disso porque quando a luz do Sol atingia o fundo dos poços nenhuma sombra era projetada. No entanto, na cidade de Alexandria, localizada a uns 5 mil estádios* ao norte de Siena, era possível observar uma sombra.
A partir disso, Eratóstenes teve uma idéia. Eratóstenes montou um gnômon (relógio solar), que nada mais era do que uma simples vara vertical. Ao meio-dia em Alexandria, quando o Sol estava no seu ponto mais alto, ele mediu o ângulo da sombra que a vara projetava e viu que era de 7,2 graus em relação à vertical. Ora, Eratóstenes acreditava que a Terra era redonda e sabia que um círculo tem 360 graus. Dividiu então 360 pelo ângulo que havia medido, ou seja, 7,2. Qual foi o resultado? Ele constatou que o ângulo que havia obtido era a qüinquagésima parte de um círculo inteiro, e então concluiu que a distância entre Siena e Alexandria, que era de 5 mil estádios, devia ser equivalente a um qüinquagésimo da circunferência da Terra.
Ao multiplicar 50 por 5 mil, Eratóstenes chegou à medida de 250 mil estádios, que seria a circunferência da Terra. Será que esse valor se aproxima dos cálculos modernos? A distância de 250 mil estádios fica entre 40 mil e 46 mil quilômetros, convertendo para unidades atuais. Usando um satélite artificial, os astrônomos calcularam a circunferência polar da Terra e chegaram à medida de 40.008 quilômetros. Assim, é surpreendente como os cálculos de Eratóstenes, realizados há mais de 2 mil anos, chegaram tão perto do valor atual.
Essa exatidão é ainda mais extraordinária quando se leva em conta que ele usou apenas uma vara e cálculos geométricos! Hoje em dia, os astrônomos se baseiam nesse método geométrico para medir distâncias fora do nosso sistema solar. Alguns talvez achem especialmente notável o fato de Eratóstenes saber que a Terra é redonda. Afinal de contas, há apenas algumas centenas de anos, até mesmo alguns sábios no campo da ciência acreditavam que a Terra era plana. Os gregos antigos chegaram à conclusão sobre o formato da Terra com base em suas próprias observações científicas.
Para concluir, o que precisamos para resolvermos os problemas ambientais, são muitas vezes medidas simples que não envolvem tecnologia complexa para solucionarmos, nos espelhamos então nos antigos mestres, que com medidas simples conseguiram até medir a circunferência da Terra.


(*) O estádio era uma unidade de comprimento grega. Embora a medida exata variasse de um lugar para outro, acredita-se que um estádio tivesse entre 160 e 185 metros.


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