terça-feira, 31 de março de 2009

Indústrias modernas são extravagantes no uso de energia, diz estudo

Enquanto a iluminação de locais públicos e das residências de pessoas engajadas com a causa do meio ambiente são desligadas durante uma hora no Dia do Planeta, um novo relatório do MIT revela que as técnicas de produção das mais modernas fábricas são espetacularmente ineficientes em termos de energia.

Ineficiência de sobra

Não se trata de uma análise de processos industriais antiquados que necessitem de algum tipo de upgrade: ao contrário, o relatório analisou os 20 principais processos industriais considerados de ponta, empregados nas fábricas supermodernas dos Estados Unidos.No conjunto, os processos industriais mais modernos são de 1.000 a 1 milhão de vezes mais ineficientes, em termos de peso do produto gerado, do que as indústrias tradicionais.

Uso extravagante de energia

A comparação em termos de peso do produto levanta suspeitas imediatas - parece fazer pouco sentido comparar uma tonelada de processadores de computador de última geração com uma tonelada de produtos de uma fundição tradicional.Mas o professor Timothy Gutowski afirma que essa comparação em termos tão amplos é um passo essencial rumo à otimização dessas novas técnicas de produção à medida que elas ganham espaço, importância e magnitude dentro da economia."O uso de materiais e energia absolutamente extravagantes por muitos processos industriais mais modernos é alarmante e precisa ser olhado juntamente com os argumentos de sustentabilidade que se faz em relação aos produtos fabricados por esses meios," dizem os pesquisadores na conclusão do estudo.

Eficiência energética da indústria

A preocupação procede: historicamente, a indústria tem sido avaliada por fatores como seus custos de produção, preços de venda ou unidades de produto por unidade de tempo. O volume de energia que seus processos usam não é um fator que tenha recebido muita atenção até hoje. Não se trata de uma preocupação meramente ambiental. Conforme essas indústrias mais modernas se disseminam e se tornam mais importantes em termos relativos no quadro geral da economia, essa economia como um todo passa a ser mais sensível a fatores como elevação nos custos da energia ou a adoção de taxações sobre a emissão de carbono.Ou seja, a economia das indústrias moderníssimas será mais sujeita a crises do que a economia das indústrias tradicionais.Dito de outra forma, as imagens das salas limpas das novas indústrias, que vendem a sensação de ultramodernidade, podem ser piores do que as tradicionais imagens dos antigos barracões e suas chaminés, usadas rotineiramente para se vender a imagem de um passado que se quer enterrar.

Esperanças no horizonte

Resta considerar que, justamente por serem o estado da arte da indústria, esses novos processos industriais são recentes e certamente podem ser otimizados.Um exemplo é o dos painéis solares fotovoltaicos. Eles utilizam um processo de fabricação semelhante ao dos processadores de computador, embora de várias gerações atrás. Contudo, a ampliação do uso da energia solar fará com que a indústria de células solares ultrapasse em muito a escala da fabricação de chips.A grande esperança nesse particular é o desenvolvimento da eletrônica orgânica, por meio da qual uma nova geração de células solares plásticas e flexíveis será produzida por técnicas semelhantes à impressão.

Fase vapor versus fase líquida

AS fábricas de chips mais modernas também têm seus problemas, assim como outros campos promissores, como a nanotecnologia.Vários produtos de última geração utilizam técnicas que envolvem processamento das matérias-primas na forma de vapor, nos quais esses materiais são vaporizados no interior de câmaras de vácuo para serem depositados sobre algum tipo de substrato.O problema é que os processos de fase vapor são muito menos eficientes em termos de energia do que os processos mais tradicionais, nos quais os revestimentos são aplicados a partir de uma solução líquida.A esperança é que versões de fase líquida dos processos mais modernos possam vir a ser desenvolvidas.Como resume o professor Gutowski, o novo estudo é apenas "o primeiro passo para se fazer algo a respeito."


segunda-feira, 30 de março de 2009

A água na terra está se esgotando?É verdade que no futuro próximo teremos uma guerra pela água?


*Texto de Pedro Jacobi

Em vista desta histeria coletiva que se alastra pela mídia mundial contaminando a todos os menos avisados nós resolvemos elucidar uma série de pontos cuja divulgação está causando esta enorme celeuma. O relatório anual das Nações Unidas faz terríveis projeções para o futuro da humanidade. A ONU prevê que em 2050 mais de 45% da população mundial não poderá contar com a porção mínima individual de água para necessidades básicas. Segundo dados estatísticos existem hoje 1,1 bilhão de pessoas praticamente sem acesso à água doce. Estas mesmas estatísticas projetam o caos em pouco mais de 40 anos, quando a população atingir a cifra de 10 bilhões de indivíduos.A partir destes dados projeta-se que a próxima guerra mundial será pela água e não pelo petróleo.

Qual o volume de água potável disponível?

Os dados que são utilizados pela mídia mundial são: De toda a água disponível na terra 97,6% está concentrada nos oceanos . A água fresca corresponde aos 2,4% restantes. Você acha 2,4% pouco? Então ouça isso: destes 2,4% somente 0,31% não estão concentrados nos pólos na forma de gelo. Resumindo: de toda a água na superfície da terra menos de 0,02% está disponível em rios e lagos na forma de água fresca pronta para consumo. Assustado? A realidade não é tão terrível quanto estes números parecem apontar. Em sua grande maioria estes números estão sendo manipulados, por alguns, de forma a criar uma verdadeira histeria coletiva em relação a água.

O que está sendo feito em relação a isso?

Em decorrência das notícias alarmistas vários países já começam a se preparar para a venda de grandes volumes de água, pensando em lucrar em cima da necessidade dos outros. No Canadá, por exemplo, a preocupação já é com a legislação que não permite a venda de grandes volumes como é feito com o petróleo. A população se prepara para tempos ruins, onde o consumo de água deverá ser significativamente reduzido. Existe uma tendência mundial de culpar e perseguir aqueles que, mesmo pagando, consomem mais.

As reservas mundiais de água

Em primeiro lugar é importante falar que nós Brasileiros, no que diz respeito a água, estamos muito bem, obrigado. O Brasil, Rússia, China e Canadá são os países que basicamente "controlam" as reservas de água fresca mundial. A distribuição da água no Mundo é muito desigual e, uma grande parte do planeta está situada em regiões com carência de água. No momento cabe a estes países, em caráter de urgência, desenvolver tecnologias que permitam a captação, armazenamento e preservação da água e seus mananciais.Antes de nos aprofundarmos nesse assunto é muito importante dizer que apesar de termos a impressão de que a água está desaparecendo, a quantidade de água na Terra é praticamente invariável há centenas de milhões de anos. Ou seja a quantidade de água permanece a mesma o que muda é a sua distribuição e seu estado.
O gerenciamento da água é que deve ser considerado o grande problema e não seu "desaparecimento". Desta forma quando o Governo tenta culpar o usuário pelo consumo excessivo de água está, na realidade, confessando a sua incapacidade em suprir este excesso de água no presente e, possivelmente, no futuro. O cidadão pode e deve evitar perdas desnecessárias do produto, mas não deve, sob hipótese nenhuma, ser responsabilizado pela falta de água. A única forma de inviabilizar a água para o consumo é a contaminação da mesma por poluentes. Portanto cabe, mais uma vez as autoridades criar leis severas que punam exemplarmente aqueles que poluem e contaminam as águas.
A água da terra não está acabando. Na realidade a água da superfície terrestre pode estar aumentando pela adição de água vulcânica. O valor da água deverá aumentar consideravelmente pois existem países carentes que terão que utilizar tecnologias caras ou importar água de países ricos. O Brasil não deverá ter problema de falta de água se os governantes investirem adequadamente no gerenciamento, armazenagem, tratamento e distribuição das águas. Evitar a poluição das águas deve ser considerada a prioridade número um dos Governantes.
Quer ler o texto na integra então acesse....

Fonte:http://www.geologo.com.br

domingo, 29 de março de 2009

Tipos de poluição:Poluição das águas


Os principais fatores de deteriorização dos rios, mares, lagos e oceanos são: poluição e contaminação por produtos químicos e esgotos. O homem tem causado, desde a Revolução Industrial (segunda metade do século XVIII), todo este prejuízo à natureza, através dos lixos, esgotos, dejetos químicos industriais e mineração sem controle.Em função destes problemas, os governos com cosnciência ecológica, tem motivado a exploração racional de aqüíferos (grandes reservas de água doce subterrâneas). Na América do Sul, temos o Aqüífero Guarani, um dos maiores do mundo e ainda pouco utilizado.Grande parte das águas deste aqüífero situa-se em subsolo brasileiro (região sul).Pesquisas realizadas pela Comissão Mundial de Água e de outros órgão ambientais internacionais afirmam que cerca de três bilhões de habitantes em nosso planeta estão vivendo sem o mínimo necessário de condições sanitárias.Cerca de um milhão não tem acesso à água potável. Em razão desses graves problemas, espalham-se diversas epidemias de doenças como diarréia, leptospirose, esquistossomose, hepatite e febre tifóide, que matam mais de 5 milhões de pessoas por ano, sendo que um número maior de doentes sobrecarregam os hospitais e postos de saúde destes países.
Embora muitas soluções sejam buscadas em esferas governamentais e em congressos mundiais, no dia-a-dia todas as pessoas podem colaborar para que a água doce não falte no futuro. A preservação, economia e o uso racional da água deve estar presente nas atitudes diárias de cada cidadão. A pessoa consciente deve economizar, pois o desperdício de água doce pode trazer perigosas conseqüências num futuro pouco distante.

Produtos que mais poluem os rios, lagos e mares:

detergentes, óleos de cozinha, óleos de automóveis, gasolina, produtos químicos usados em indústrias, tintas, metais pesados (chumbo, zinco, alumínio e mercúrio).
Fonte:www.todabiologia.com

sábado, 28 de março de 2009

Tipos de poluição:Poluição Visual

Dá-se o nome de poluição visual ao excesso de elementos ligados à comunicação visual (como cartazes, anúncios, propagandas, banners, totens, placas, etc) dispostos em ambientes urbanos, especialmente em centros comerciais e de serviços. Acredita-se que, além de promover o desconforto espacial e visual daqueles que transitam por estes locais, este excesso enfeia as cidades modernas, desvalorizando-as e tornando-as apenas um espaço de promoção do fetiche e das trocas comerciais capitalistas. Acredita-se que o problema, porém, não é a existência da propaganda, mas o seu descontrole.Também é considerada poluição visual algumas atuações humanas sem estar necessariamente ligada a publicidade tais como o grafite, pixações, fios de eletricidade e telefônicos, as edificações com falta de manutenção, o lixo exposto não orgânico, e outros resíduos urbanos. Normalmente, ela se soma aos outros tipos de poluição: do ar, das águas e a luminosa, principalmente com esta última.

Efeitos

A poluição visual degrada os centros urbanos pela não coerência com a fachada das edificações, pela falta de harmonia de anúncios, logotipos e propagandas que concorrem pela atenção do espectador, causando prejuízo a outros, etc. O indivíduo perde, em um certo sentido, a sua cidadania (no sentido de que ele é um agente que participa ativamente da dinâmica da cidade) para se tornar apenas um espectador e consumidor, envolvido na efemeridade dos fenômenos de massas. A profusão da propaganda na paisagem urbana pode ser considerada uma característica da cultura de massas pós-moderna. Certos municípios, quando tentam revitalizar regiões degradadas pela violência e pelos diversos tipos de poluição, baixam normas contra a poluição visual, determinando que as lojas e outros geradores desse tipo de poluição mudem suas fachadas a fim de tornar a cidade mais harmônica e esteticamente agradável ao usuário.

Prejuízos

Uma das maiores preocupações sobre a poluição visual em vias públicas de intenso tráfego, é que pode colaborar para acidentes automobilísticos. Muitos países possuem legislações específicas para controle de sinalizações em diversas categorias de vias. Alguns psicólogos também afirmam que os prejuízos não se restringem à questão material mas atingiriam também a saúde mental dos usuários, na medida em que sobrecarregaria o indivíduo de informações desnecessárias.

Fonte:www.colegiosaofrancisco.com.br

sexta-feira, 27 de março de 2009

Ecotecnologia:Montadora Tesla lança primeiro carro elétrico a ser produzido em massa

A montadora americana Tesla Motors lançou nesta quinta-feira um novo modelo de carro elétrico de cinco lugares de grande autonomia - o primeiro do mundo a ser produzido em escala industrial.A Tesla, que no ano passado colocou à venda o Roadster, um automóvel elétrico de dois lugares, informa que seu sedã “Model S” fará sua estréia nas linhas de produção em 2011.
O protótipo, 100% não poluente, funciona com uma bateria de íons de lítio. Com uma carga completa, o carro - que chegará às lojas por 57.400 dólares - é capaz de rodar até 360 quilômetros.
“Com o desconto fical federal de 7.500 dólares, o preço final fica em 49.900 dólares”, explica a montadora, em comunicado emitido antes do lançamento oficial do veículo, em Los Angeles.
O preço é salgado em comparação a outros sedãs da mesma categoria, mas a Tesla destaca que, com os incentivos ficais concedidos pelo governo a quem adquirir veículos não poluentes e o baixo custo da manutenção e do combustível, o “Model S” passa a ser bastante competitivo.
Segundo a empresa, o “Model S” será o primeiro veículo elétrico do mundo de grande autonomia produzido em massa.
“O ‘Model S’ se tornará o carro escolhido por motoristas inteligentes e conscientes em relação ao meio ambiente em toda a Europa e América do Norte”, indica a companhia. A princípio, o novo carro será vendido apenas nestes dois continentes, seguindo depois para o mercado asiático.
O Roadster é vendido na Europa e nos Estados Unidos desde o ano passado. Segundo a montadora, as vendas do veículo foram espetaculares, mesmo ao preço de 100.000 dólares, e a produção precisou ser ampliada devido à enorme procura.
A Tesla foi fundada em 2003 como uma fábrica de automóveis elétricos 100% não poluentes - do mesmo tipo que as grandes montadoras americanas estão apenas começando a desenvolver.
Entre os investidores da companhia estão Serge Brin e Larry Page, fundadores do Google, e Elon Musk, co-fundador do PayPal, revolucionário sistema de pagamentos online.
O lançamento do “Model S” acontece em meio à divulgação de números aterradores da venda de veículos nos Estados Unidos, e dias depois do presidente Barack Obama ter dito que quer ver um milhão de carros elétricos circulando no país até 2015.


Fonte:France Presse

quinta-feira, 26 de março de 2009

Brasil participará em competição de casa energeticamente sustentável


Formado por seis universidades brasileiras, o Consórcio Brasil representará o país no Solar Decathlon Europe, competição universitária de construção de casas energeticamente autossustentáveis que será realizada em 2010.Integrantes das universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e as federais do Rio de Janeiro (URFJ), Minas Gerais (UFMG), Santa Catarina (UFCS) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) decidiram unir forças para se tornarem mais competitivos no evento que será organizado pela Escola Politécnica de Madri, na Espanha.

Casa sustentável e viável

Para montar o projeto ideal, o consórcio fez um concurso interno, em que estudantes de arquitetura das seis universidades apresentaram projetos. O júri foi composto de professores das universidades brasileiras e representantes da Politécnica de Madri, entre eles o vice-reitor de Relações Internacionais Jose Manuel Páez. Foram escolhidos os projetos de alunos da UFSC, Unicamp e UFRGS como os três melhores.Os projetos contemplam áreas como arquitetura, engenharia elétrica, civil e de materiais e iluminação e marketing. "Não se trata apenas de fazer uma casa sustentável, mas de pensar nela como algo que pode ser reproduzido facilmente na sociedade", disse Adnei Meleges de Andrade, professor do Instituto de Eletrotécnica e Engenharia e responsável pelo consórcio na USP, ao USP Online.

Muito além da arquitetura

O Solar Decathlon foi criado pelo Departamento de Energia do governo norte-americano, em 2002, e a próxima edição será realizada em outubro, em Washington. A edição na Europa será a primeira fora dos Estados Unidos.O decatlo solar tem dez critérios de avaliação, cada um com pontuações diferenciadas. Além das questões arquitetônica e de engenharia, contam pontos as instalações, balanço de energia, condições de conforto, funcionamento de equipamentos, inovação e sustentabilidade.Comunicação, marketing, sensibilização social, industrialização e comercialização também são importantes, pois o projeto deve ser comercializável.

Fonte: Agência Fapesp

quarta-feira, 25 de março de 2009

Tipos de poluição:poluição sonora


A poluição sonora ocorre quando num determinado ambiente o som altera a condição normal de audição. Embora ela não se acumule no meio ambiente, como outros tipos de poluição, causa vários danos ao corpo e à qualidade de vida das pessoas.
O ruído é o que mais colabora para a existência da poluição sonora. Ele é provocado pelo som excessivo das indústrias, canteiros de obras, meios de transporte, áreas de recreação, etc. Estes ruídos provocam efeitos negativos para o sistema auditivo das pessoas, além de provocar alterações comportamentais e orgânicas.A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que um som deve ficar em até 50 db (decibéis – unidade de medida do som) para não causar prejuízos ao ser humano. A partir de 50 db, os efeitos negativos começam. Alguns problemas podem ocorrer a curto prazo, outros levam anos para serem notados.Efeitos negativos da poluição sonora nos seres humanos:·

-Insônia (dificuldade de dormir);
- Estresse;
- Depressão;
-Perda de audição;
-Agressividade;
-Perda de atenção e concentração;
-Perda de memória;
-Dores de Cabeça;
-Aumento da pressão arterial;
-Cansaço· Gastrite e úlcera;
-Queda de rendimento escolar e no trabalho;
-Surdez (em casos de exposição à níveis altíssimos de ruído).

Recomendações importantes:

Para evitar os efeitos nocivos da poluição sonora é importante:

-Evitar locais com muito barulho;
-Escutar música num volume de baixo para médio;
-não ficar sem protetor auricular em locais de trabalho com muito ruído;
-Escutar walk man ou mp3 player num volume baixo;
-Não gritar em locais fechados;
-Evitar locais com aglomeração de pessoas conversando,
-Ficar longe das caixas acústicas nos shows de rock e fechar as janelas do veículo em locais de trânsito barulhento.

Curiosidade

Nível de ruído provocado (aproximadamente – em decibéis)

- Torneira gotejando (20 db)
- Conversa tranqüila (40-50 db)
- Secador de cabelo (90 db
- Caminhão (100 db)
- Turbina de avião (130 db)
- Show musical, próximo as caixas de som (acima de 130 db)

terça-feira, 24 de março de 2009

Palha de trigo pode ser usada em peças de carro


A palha do trigo pode, em breve, passar a fazer parte de peças de veículos e substituir materiais não-renováveis obtidos por meio da mineração.Pesquisas do brasileiro Leonardo Simon, professor da área de engenharia química na Universidade de Waterloo, no Canadá, mostram que a palha é uma alternativa viável ao uso de carbonato de cálcio, talco e mica.Para ser utilizada nos carros, ela é transformada num pó e, depois, é misturada com polipropileno (plástico). E pode formar peças tanto para a parte interna quanto para a externa dos automóveis."A palha hoje não tem valor para agricultura, só se usa a parte de cima da planta e o restante é resíduo. Então, porque a gente vai gastar energia para minerar se pode colher a palha de trigo?", indaga Simon.O pesquisador acredita que os produtos feitos com o material podem se tornar competitivos em cerca de três anos.Segundo ele, a palha de trigo reduz o peso da peça e funciona também para dar volume.
Alguns dados da pesquisa são sigilosos, entretanto ele dá pistas dos benefícios observados."Em alguns processos, consegue-se reduções significativas no peso da peça. E, quando o veículo fica mais leve, economiza combustível", afirma.Ele está otimista também com uma diminuição dos custos, e sugere que a economia deve ser de mais de 10%. Se fosse de menos de 10%, diz Simon, as pessoas se perguntariam se valeria a pena fazer a troca.Desafios - Para entrar no mercado é preciso atender a uma série de especificações das montadoras. A maioria delas já foi avaliada e passou no teste.
Mas ainda há desafios, como o fornecimento da palha para atender a esse mercado. 'É preciso recolher o trigo que foi deixado na plantação, fazer o fardo, levar para uma indústria, transformar em pó.' Caso ocorra um atraso na entrega, o prejuízo para a montadora é alto -e será cobrado do fornecedor.O brasileiro tem realizado pesquisa semelhante com a palha da soja. Porém, está em estágio menos avançado.Os estudos fazem parte do projeto BioCar, que integra quatro universidades canadenses. O projeto é financiado pelas universidades, pela Província de Ontário e por empresas -entre elas a Ford, que contribuiu com 2 milhões de dólares canadenses para o programa.


Fonte: Afra Balazina/ Folha Online

segunda-feira, 23 de março de 2009

Termelétricas terão que compensar emissões de CO2


O ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, disse que assinará no mês de abril portaria conjunta com o Ibama para alterar os procedimentos de licenciamento de termelétricas. Com a medida, esses empreendimentos serão obrigados a compensar as emissões de CO2."O Ibama só vai conceder licença de instalação das térmicas de óleo e carvão se o empreendedor fizer abatimento das emissões", disse Minc durante a solenidade de lançamento do Macrodiagnóstico da Zona Costeira e Marinha Brasileira, na Universidade Federal do Rio de Janeiro.Segundo o ministro, a portaria vai definir as formas de compensação a serem adotadas que poderão se dar, por exemplo, a partir do plantio de árvores, de investimentos em energias alternativas como a eólica e a solar, sistemas de captura de carbono na atmosfera, entre outras. "Com a portaria os empreendedores terão que internalizar em seus custos os danos ambientais que provocam", defendeu Minc.Para ele, hoje o país está muito atrasado em relação ao uso de energias eólica e solar. Ele defende que sejam adotadas medidas para aumentar a competitividade de energia limpa, como encarecer o custo das fontes de energia poluentes, para "torná-las mais acessíveis, mais baratas".No dia 15 de abril o ministro pretende apresentar na reunião plenária do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) uma proposta de resolução sobre o tema. Com ela, o conselho poderá estender a estados e municípios a obrigatoriedade de compensação do gás carbônico emitido pelas térmicas.

Fonte: MMA

domingo, 22 de março de 2009

22 de março Dia Mundial da Água


O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial.
Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

sábado, 21 de março de 2009

Em Curitiba/PR, lixo reciclável chega a 600 toneladas por dia


A população de Curitiba (PR), estimada em aproximadamente 1,8 milhão de habitantes, produz diariamente 2,4 mil toneladas de lixo. Desse total, 1,8 mil toneladas vão para o aterro sanitário da Caximba, na região metropolitana da capital. O restante é coleta seletiva, lixo reciclável, recolhido pelos caminhões da prefeitura municipal, dentro do programa Lixo que não é Lixo. Segundo o coordenador do Departamento de Projetos do Instituto Lixo e Cidadania, Sérgio Roberto Faria, são os catadores de materiais recicláveis os responsáveis pela maior parte da coleta do lixo colocado nas portas das residências. “Cerca de 92% do que é separado são eles que coletam. O programa municipal foi novidade quando lançado em 1989, hoje é deficitário”, afirmou. O instituto é responsável por 53 arranjos coletivos em Curitiba, na região metropolitana e em municípios da área de Foz do Iguaçu.De acordo com Sérgio Faria, atualmente em Curitiba e região metropolitana há cerca de 15 mil catadores. “Eles conseguem uma renda média de R$ 450,00. Mas a crise financeira está reduzindo bastante este ganho. Caiu o preço pago pelo metal; o papelão, que no ano passado era vendido por R$ 0,23, atualmente os catadores que não estão organizados em associações ou cooperativas chegam a receber apenas R$ 0,1% de atravessadores. A garrafa PET caiu de R$ 0,90 para R$ 0,50”, disse.Em sua opinião, o que pode melhorar a renda desse trabalhador são políticas públicas. Ele citou como exemplo o decreto assinado no início deste ano pelo governador Roberto Requião que destina todo o material reciclável gerado pelos órgãos públicos estaduais, autarquias, empresas públicas, fundações e sociedades de economia mista às associações e cooperativas de catadores.
O projeto paranaense foi inspirado no do governo federal, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que destina às cooperativas de catadores o material reciclável das repartições públicas. A população paranaense produz 20 mil toneladas de lixo por dia, sendo que 40% podem ser reciclados.A prefeitura municipal contribui para a geração de renda com o projeto Parques de Reciclagem Ecocidadão. “A idéia é construir 25 parques, mas até agora só temos quatro”, disse o coordenador do Departamento de Projetos do Instituto Lixo e Cidadania. No projeto, o material coletado é pesado individualmente e fica registrado na ficha de cada coletor. O dinheiro é rateado entre os associados toda sexta-feira.A prefeitura mantém também o programa Compra do Lixo, em áreas de difícil acesso para os caminhões de coleta. A população faz a coleta em sacos plásticos e deposita numa caçamba. De um a quatro sacos vale uma sacola com um tipo de produto no valor de R$ 0,53. Quem deposita cinco sacos recebe uma sacola que equivale a cinco vezes R$ 0,53, contendo arroz, feijão, mel, batata, cenoura, cebola, alho e doce. A Associação de Moradores recebe 10% do valor pago por cada saco de lixo para aplicar em obras ou serviços definidos pela própria comunidade.Tem ainda o Câmbio Verde, que troca lixo reciclável por hortigranjeiros. Cada 4 quilos de lixo vale 1 quilo de frutas e verduras. Pode ser trocado também óleo vegetal e animal: 2 litros de óleo valem 1 quilo de alimento. Recentemente, a prefeitura adotou o programa Lixo Tóxico. Pilhas, baterias, toner, tintas, embalagens de inseticidas, remédios vencidos, lâmpadas fluorescentes óleo animal e vegetal embalados em garrafa pet podem ser depositados em caminhões estacionados em terminais de ônibus.
O secretário municipal do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, destacou que Curitiba sempre serviu de modelo por suas inovações em relação ao tratamento dos resíduos sólidos. “Para não perder essa vanguarda, daremos mais um passo que irá mudar a história do tratamento de lixo no Brasil. Vamos parar de enterrar lixo em aterro sanitário e passar a aproveitar os resíduos como fonte de matéria-prima, emprego e renda”, afirmou referindo-se ao Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos, que deverá ser implantado até o fim deste ano.

Fonte: Lúcia Nórcio/ Agência Brasil

sexta-feira, 20 de março de 2009

Emissões poluentes devem cair pela 1ª vez em 10 anos


As emissões poluentes causadoras do aquecimento da Terra e da mudança climática serão reduzidas em 2009 pela primeira vez em uma década, informa nesta quinta-feira (19) o jornal alemão Frankfurter Runschau, que fez uma pesquisa junto a especialistas."A soma de todos os fatores fará com que a redução das emissões de CO2 alcance aproximadamente 2%", diz o professor Gernot Klepper, do Instituto de Estudos Econômicos Mundiais (IfW) de Kiel.Cálculos similares foram feitos por Claudia Kemfert, do Instituto Alemão de Estudos Econômicos (DIW), que espera uma redução das emissões poluentes no planeta nesse mesmo nível.A redução nas emissões causadoras do efeito estufa e da mudança climática se devem, sobretudo, à queda da produção industrial e ao arrefecimento do crescimento econômico em países como China e Índia.No entanto, o diretor do programa de meio ambiente das Nações Unidas (Pnuma), Achim Steiner, adverte contra um otimismo exagerado, também em entrevista ao jornal alemão."A crise econômica significa apenas que tiramos o pé do acelerador para depois voltar a apertá-lo o mais rapidamente possível", afirma Steiner, que ressalta que o clima sofrerá mais que até agora assim que a China superar a crise e recuperar seus antigos níveis de produção industrial.


Fonte: Estadão Online

quinta-feira, 19 de março de 2009

Concreto verde com a adição de resíduos agrícolas

As cinzas do bagaço de cana, da casca de arroz e os resíduos da indústria cerâmica são candidatos para entrar na preparação do concreto e diminuir a presença do cimento na elaboração desse produto. A redução do uso e a conseqüente limitação de sua industrialização são um fator importante para o ambiente porque, além de aproveitar esses materiais que muitas vezes são de difícil descarte e reutilização, contribuem para diminuir a emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. A indústria cimenteira é responsável por 7% das emissões de CO2 no mundo. Segundo dados utilizados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), para cada tonelada (t) de cimento produzido sobra para a atmosfera 1 t de CO2. “No Brasil esse dado corresponde a 0,67 t porque parte da matéria-prima usada no país para produção de cimento é obtida com o aproveitamento da escória (argila separada do material ferroso) de alto-for­no das siderúrgicas, e a matriz energética, ou a energia elétrica gasta no processo, é renovável, de hidrelétricas”, explica o professor Romildo Toledo Filho, da Coppe-UFRJ, coordenador da equipe que desenvolveu estudos para a incorporação dos resíduos ao cimento. Em 2007 foram produzidos 44 milhões de t de cimento no Brasil que resultaram em 29,4 milhões de t de CO2. Toledo calcula que com a incorporação dos resíduos será possível reduzir a emissão brasileira em quase 6 milhões de t ao substituir 20% da produção de cimento.
Os dados levantados pelo grupo da Coppe indicam a existência de cerca de 10 milhões de t de resíduos disponíveis para a utilização pela indústria cimenteira. Cerca de 1,5 a 2 milhões são de cinzas da queima do bagaço de cana que sobram de caldeiras e geradores para a produção de energia elétrica para abastecimento das próprias usinas. “As cinzas do bagaço são ricas em sílica amorfa, diferente da forma cristalina encontrada, por exemplo, na areia. Na forma amorfa, ela pode reagir, em temperatura ambiente, com o hidróxido de cálcio, um dos produtos de hidratação do cimento.” Essa mesma estrutura é encontrada na casca de arroz calcinada. De cada 1 t de arroz colhido sobram 200 quilos de casca. No Brasil, a produção atingiu 11 milhões de t de arroz na safra 2006-2007, portanto produziram-se 2,2 milhões de t de casca. “Tanto a cinza do bagaço de cana como a da casca do arroz precisam, para integrar o concreto, passar por um processo de micronização quando o material é reduzido a partículas bem menores.”
A indústria brasileira de cerâmica produz cerca de 5 a 6 milhões de t de resíduos na produção de telhas, tijolos e pisos. Esse material, depois de calcinado e moído, pode substituir até 20% do total de cimento. Um estudo específico sobre o aproveitamento dos resíduos dessa índústria foi realizado pelo grupo da Coppe e apresentado na edição de setembro de 2007 da revista científica Cement and Concrete Re­search. Outro produto não aproveitável que se apresenta como alternativa, mas atinge um índice menor de substituição do cimento, de 5% a 10%, são as cinzas resultantes do lodo sanitário queimado obtidas das estações de tratamento de lixo sólido urbano. O concreto de desenvolvimento sustentável é fruto das preocupações mostradas tanto no IPCC como nos mecanismos de desenvolvimento limpo apresentados no Protocolo de Kyoto e aparece num momento em que cresce o consumo de cimento no mundo, principalmente na China, que utiliza 43% do cimento mundial. “Cálculos de pesquisadores da área, baseados no crescimento dos grandes países emergentes, indicam que, se o consumo de cimento é de 2,5 bilhões de t por ano, ele saltará para 6,5 bilhões de t em 50 anos, porque é, e continuará sendo, o material mais usado do mundo em infra-estrutura”, diz Toledo.


quarta-feira, 18 de março de 2009

Combustível verde pode substituir petróleo em aviões


Engenheiros químicos americanos transformaram com sucesso óleo de plantas ─ canola, coco e soja ─ em combustível para aeronaves, indistinguível dos combustíveis convencionais, de acordo com testes feitos pelo governo americano. Trabalhando com a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada para Defesa (DARPA, na sigla em inglês) do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, cientistas do Centro de Pesquisa de Energia e Meio Ambiente (EERC, na sigla em inglês) da University of North Dakota converteram o óleo derivado dessas plantas em combustível com densidade, conteúdo energético e, até ponto de congelamento, similares aos derivados de petróleo.“O novo biocombustível congela somente a – 47º C. Qualquer pessoa familiarizada com biodiesel sabe que esse resultado é uma grande conquista”, observa o engenheiro químico Chad Wocken, gerente de pesquisas em tecnologia ambiental do EERC. “O óleo é processado para ter as mesmas moléculas de hidrocarbonetos do combustível fóssil”.Embora tenha se recusado a explicar os detalhes exatos do processo, Wocken comenta que o processo é termocatalítico ─ em outras palavras, os engenheiros aquecem o óleo vegetal na presença de um catalizador (não revelado) para criar uma grande quantidade de produtos semelhantes aos derivados de petróleo. O processo não é diferente do refino convencional de petróleo, processo que produz vários subprodutos, desde querosene, usado como combustível para aviação, até a gasolina comum.“O custo do processo é comparável ao do refino de petróleo”, e talvez até mais barato, ressalta Wocken, “e neste caso não estamos lidando com contaminantes como o enxofre”.
O preço final do biocombustível vai depender da capacidade de produção das usinas. No momento, a quantidade produzida ainda é pouco significativa, relativamente aos mais de 225 milhões de litros de consumidos diariamente por aviões comerciais nos Estados Unidos. O valor dependerá, em grande parte do custo da produção da matéria-prima ─ o que tem flutuado muito nos últimos meses devido à volatibilidade do mercado de commodities.Um jumbo da empresa aérea Virgin Atlantic voou com uma mistura de combustível convencional e biocombustível de óleo de palmeira. Outro jato abastecido somente com biodiesel permaneceu no ar por mais de 30 minutos ─ embora com um dispositivo especial para evitar o congelamento do combustível em altitudes de cerca de dez mil metros. O biocombustível da EERC não é o único disponível para jatos; a UOP LLC, uma divisão especial da Honeywell Specialty Materials, produz combustível similar à base de óleos vegetais e animais, enquanto a Solazyme Inc. - criadora de algas - desenvolveu um biocombustível a partir de algas que atende os padrões internacionais seguidos pela Sociedade Americana para Testes e Materiais (ASTM, na sigla em inglês).“Desenvolvemos o produto fora do programa da DARPA”, comenta o diretor executivo da Solazyme, Jonathan Wolfson. “As pessoas querem ser ‘verdes’, mas não querem pagar mais pelo combustível”.A EERC produz biocombustível para testes em laboratório de um motor a jato que deverá entrar em operação em abril. “Nossa expectativa é de que a força aérea envie uma ordem de compra, assim, poderemos conseguir o investimento necessário para construir a primeira usina para produção em grande escala”, avalia Wocken. “Podemos ter uma usina operacional em dois a cinco anos, desde que haja um mercado garantido para o consumo do combustível”.


terça-feira, 17 de março de 2009

Biodiesel de microalgas: Petrobras não quer perder bonde dos biocombustíveis

Microalgas

Referência mundial em desenvolvimento tecnológico para produção de biocombustíveis, a Petrobras tenta superar mais uma fronteira na área de energias renováveis. O Centro de Pesquisas (Cenpes) da empresa, em parceria com as universidades federais de Rio Grande e de Santa Catarina, realiza pesquisas para produzir biodiesel a partir de microalgas, que vivem nas águas salinizadas do litoral do Norte e na água proveniente de produção de petróleo do Pólo Industrial de Guamaré.Cerca de 40 espécies de microalgas já foram coletadas e catalogadas, uma quantidade ínfima, porém, perto das 300 mil existentes no mundo. Destas, apenas 30 mil já foram identificadas. De acordo com Leonardo Bacellar, pesquisador e oceanógrafo da Petrobras, nem todas as espécies catalogadas servem como matéria-prima para a produção de biodiesel. "Ainda não está definido o número de espécies de microalgas que podem ser utilizadas para produzir biocombustível. Mas é conhecido que é uma fonte de energia de alta produtividade", garante.

Biocombustível 100 vezes mais rápido

As microalgas, segundo o pesquisador, se reproduzem de 50 a 100 vezes mais rápido do que os vegetais utilizados normalmente para produção de biocombustíveis, como cana-de-açúcar, mamona, dendê e milho. O mesmo ocorre em laboratórios, mantidas as condições ideais para a reprodução. "A área proporcional ao volume desses organismos microscópicos é muito alta, ou seja, a troca de nutrientes é muito rápida, se comparada a fenômenos de transporte entre estruturas mais complexas, como tecidos, por exemplo", explicou Bacellar.Os primeiros experimentos para verificação do desempenho e da produtividade das espécies coletadas foram realizados nos laboratórios do Departamento de Oceanografia da Furg. Simultaneamente, amostras de água foram submetidas à análise nos laboratórios de química da Universidade de Rio Grande, para verificar os possíveis efeitos positivos e negativos causados pela atuação das microalgas selecionadas. O passo seguinte foi encaminhar as microalgas para o laboratório de Química Orgânica da Furg, para as etapas de extração de lipídios, síntese, purificação e caracterização química do biodiesel, obtidos por meio de modernos equipamentos de análises químicas.

Mapeamento genético e toxinas

O processo de produção de biodiesel a partir de microalgas é realizado com a coleta de uma amostra de água salinizada em um tubo de ensaio. O tubo é fechado e levado ao laboratório, onde é colocado em uma estufa com temperatura e iluminação adequadas para manter as algas vivas. Em seguida, ocorre o isolamento e identificação das espécies, geralmente por meio de mapeamento genético. É um trabalho cuidadoso, pois muitas algas contêm toxinas que as tornam impróprias para a produção do combustível.Depois de isoladas, as diferentes espécies de microalgas são levadas a um tanque cheio de nutrientes para que se reproduzam. As melhores serão as que se reproduzirem mais rapidamente e tiverem maior teor de óleo. Após quatro dias, vão à secagem. Depois de secas, são embaladas para evitar seu contato com a luz e o oxigênio do ar.

Novíssima fonte de biocombustível

Na última etapa do processo, as microalgas secas são colocadas em um reator, que realiza dois processos distintos: a extração do óleo que será utilizado na fabricação do combustível e a transformação deste óleo em biodiesel, por meio de reações químicas. Segundo Bacellar, normalmente o resultado fica em torno de 10% a 20% do total de matéria-prima utilizada. Ou seja, para produzir um litro de biodiesel, são necessários cerca de cinco quilos de microalgas.Segundo Bacellar, "o futuro dessa novíssima fonte de biocombustível é tão promissor quanto imprevisível. É preciso conhecer melhor o potencial das microalgas e buscar o melhor caminho para explorá-lo. A pesquisa e o desenvolvimento são de médio e longo prazos. Esse novo trabalho está em ebulição. Há um cenário pouco conhecido, dentro do qual temos que buscar o nosso melhor caminho", disse Bacellar. O mais importante, avaliou o pesquisador, "é que a Petrobras tenha enxergado essa nova fronteira. O Brasil verá algo que jamais imaginou", prevê.

Fonte:Riomar Trindade - Agência Brasil

segunda-feira, 16 de março de 2009

Economia ecológica exigirá Terceira Revolução Industrial, diz cientista

"Economia e ecologia são duas áreas que nunca estiveram tão próximas como nos dias atuais. Apesar da crise nos mercados financeiros, países de todo o mundo jamais observaram um crescimento econômico tão grande como nos últimos 20 anos, acompanhado por um aumento dramático da população mundial, que chegou a mais de 6 bilhões de pessoas."As palavras do secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente da Alemanha, Matthias Machnig, ditas durante o Congresso Ecogerma 2009, na semana passada, refletiram a urgência atribuída por cientistas, gestores públicos e empresários à busca de tecnologias e soluções sustentáveis para a redução dos efeitos das mudanças climáticas no mundo.O evento, que ocorreu em São Paulo, foi promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Segundo Machnig, os problemas do mundo contemporâneo convergem para o fato de que a maior parte da população vive em sociedades industrializadas, consumindo altas quantidades de energia de diferentes fontes e esgotando os recursos do solo usado para a produção de alimentos.

Ecologia econômica

"Tudo indica que, depois que a crise passar, o crescimento populacional e econômico mundial continuará. Isso nos faz concluir que a ecologia será a economia do século 21. As tecnologias verdes serão um dos maiores impulsionadores da recuperação econômica dos próximos anos", disse na conferência Greening the economy: inovação como chave para o desenvolvimento sustentável.Nesse cenário, Machnig estima que os serviços ecológicos estarão cada vez mais próximos da economia. As emissões anuais de dióxido de carbono, segundo citou, chegaram ao patamar dos 28 bilhões de toneladas e estimativas indicam que, em 2050, serão pelo menos 60 bilhões de toneladas emitidas na atmosfera."Uma das metas necessárias para a estabilização climática é a redução de 50% das emissões globais até 2050, mesmo sabendo que até lá a população mundial será maior e, provavelmente, teremos mais indústrias. Por isso, também estamos convencido de que a única saída para atingir as metas ambientais é o início de uma terceira revolução industrial, que garanta a redução drástica do consumo energético nos próximos anos", disse.

Terceira Revolução Industrial

Para Machnig, essa terceira revolução industrial deveria ser subsidiada, em um primeiro momento, pelo investimento maciço em novas tecnologias para redução das emissões de gases poluentes, acompanhada pela aceleração dos esforços mundiais em pesquisa e desenvolvimento para a identificação de inovações na área."Dispositivos inteligentes em veículos e edificações, por exemplo, devem não apenas consumir menos energia em curto prazo como também promover a redução das emissões dos gases. As empresas precisam aumentar a competitividade sendo mais amigáveis com o meio ambiente", alertou."Mas essa terceira revolução industrial também só será viável se as empresas conseguirem garantir os empregos, sem deixar de transformar as soluções na área energética em novos problemas sociais. Sairão na frente as empresas que conseguirem ver oportunidades de negócio nessas mudanças de paradigmas ambientais, econômicos e de emprego", indicou.


domingo, 15 de março de 2009

Campanha contra etanol brasileiro


Países ricos promovem campanha difamatória contra álcool combustível brasileiro baseada em informações improcedentes.O etanol brasileiro tem sido vítima sistemática numa guerra de desinformação, segundo André Correia do Lago, diretor do departamento de energia do Ministério das Relações Exteriores. O ministro avalia que alguns países têm usado com estratégia divulgar informações erradas e inverídicas sobre etanol brasileiro para dificultar a aceitação do produto no exterior.Segundo Lago, quase todo o conteúdo publicado pela mídia dos países ricos tem viés negativo para o etanol brasileiro, com o objetivo de criar resistências ao produto frente à opinião pública. Lago lembra o argumento defendido por autoridades européias de que as plantações de cana-de-açúcar para produção de etanol estão tomando o lugar das lavouras de alimentos. Segundo essa tese o crescimento das lavouras de cana levaria milhões de pessoas a passar fome no mundo. “Esse é o tipo de idéia mal intencionada. De toda a área própria para lavoura no mundo, a cana-de-açúcar representa apenas 1%. Como se pode fazer uma previsão insensata como essa? A única explicação é o protecionismo”, avalia.Para Eduardo Leão de Souza, diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), uma das estratégias do protecionismo é fornecer informações falsas para justificar as barreiras ao etanol brasileiro. Souza lembra que no ano que vem o Brasil terá oportunidade para exportar álcool para a União Européia (UE), uma vez que entrará em vigor uma norma que obriga a distribuição de diesel com 10% de etanol nos países que compõem a comunidade.No entanto, o diretor da Unica observa que as empresas candidatas a fornecer o produto terão de ser certificadas, e os critérios para issso ainda não foram definidos. “Nossa preocupação é que, para fornecer a certificação, a UE crie um conjunto de normas impossíveis de serem cumpridas. Isso já ocorreu anteriormente. O que se questiona, não são as barreiras tarifárias impostas, mas as exigências excessivas. Este caso é muito semelhante ás exigências que carne brasileira precisa atender para ser comercializada no exterior”, avalia Souza.O chefe da delegação da Comissão Européia no Brasil, João José Soares Pacheco, discorda do governo e dos empresários brasileiros que reclamam de protecionismo. Assegura que as regras para se exportar para a UE são claras. Em primeiro lugar, quem quiser exportar para a Europa também precisará abrir seus mercados para os europeus. A outra exigência apontada por Pacheco é de ordem ambiental. “Se para plantar cana-de-açúcar for preciso derrubar a Amazônia e o Pantanal, então esse etanol não será aceito no mercado europeu”, adverte.O aumento das exportações de etanol nesta década comprova a força do biocombustível brasileiro: de 2001 a 2008, o volume da vendas externas cresceu 600%, passando a 3,6 bilhões de litros anuais. Em valores, o crescimento superou os 1000%, chegando a US$ 1,5 bilhão no ano passado.Tendo em vista o volume de produção, a qualidade e a tecnologia utilizada, há uma expectativa por parte do setor sucroalcooleiro brasileiro de que essas barreiras possam ser abrandadas, criando um ambiente favorável para a consolidação da liderança do Brasil na exportação de etanol.

sábado, 14 de março de 2009

O que é Desenvolvimento Sustentável?


A partir da segunda metade do século XIX, a degradação ambiental e suas catastróficas conseqüências, em nível planetário, originaram estudos e as primeiras reações no sentido de se conseguir fórmulas e métodos de diminuição dos danos ao ambiente. Em 1948, autoridades reconheceram formalmente os problemas ambientais, na reunião do Clube de Roma, que constatou a falência dos recursos naturais e solicitou o estudo intitulado Limites do Crescimento, liderado por Dennis Meadows.Esse diagnóstico mostrou que a degradação ambiental decorre, principalmente, do descontrolado crescimento populacional e da superexploração dos recursos naturais e que se não houver estabilidade populacional, econômica e ecológica, tudo um dia acabará. Esses estudos lançaram subsídios para a idéia desenvolvimento aliado a preservação.
Com a intenção de discutir e encontrar soluções para esse problema a Organização das Nações Unidas (ONU) promoveu a Conferência de Estocolmo, em 1972. Como resultado, houve a criação da Declaração sobre o Ambiente Humano, que introduziu na agenda política internacional a dimensão ambiental como condicionadora e limitadora do modelo tradicional de crescimento econômico e do uso dos recursos naturais. Ela determinou ao mundo que “tanto as gerações presentes como as futuras tenham reconhecido como direito fundamental a vida num ambiente sadio e não degradado”.

Novo conceito

De acordo com a ex-primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, que presidiu a Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento em 1987, o desenvolvimento sustentável “satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. Ou seja, é o desenvolvimento econômico, social, científico e cultural das sociedades garantindo mais saúde, conforto e conhecimento, sem exaurir os recursos naturais do planeta.Para isso, todas as formas de relação do homem com a natureza devem ocorrer com o menor dano possível ao ambiente. As políticas, os sistemas de produção, a transformação, o comércio, os serviços - agricultura, indústria, turismo, mineração - e o consumo têm de existir preservando a biodiversidade.

Comissão Brundtland

Em 1983, a Organização das Nações Unidas criou a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, presidida por Gro Harlem Brundtland, com os seguintes objetivos:
Reexaminar as questões críticas relativas ao meio ambiente e reformular propostas realísticas para abordá-las; Propor novas formas de cooperação internacional nesse campo de modo a orientar as políticas e ações no sentido das mudanças necessárias, e dar a indivíduos, organizações voluntárias, empresas, institutos e governos uma compreensão maior desses problemas, incentivando-os a uma atuação mais firme. Em 1987, a comissão recomendou a criação de uma nova carta ou declaração universal sobre a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável - o Relatório Brundtland. Publicado com o título “Nosso Futuro Comum”, o documento propôs integrar o desenvolvimento econômico à questão ambiental, surgindo não apenas um novo termo, mas uma nova forma de progredir. Para isso, o governo deve adotar as seguintes medidas:

-Limitar o crescimento populacional;
-Garantir a alimentação em longo prazo;
-Preservar a biodiversidade e os ecossistemas;
-Diminuir o consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias que admitem o uso de fontes energéticas renováveis;
-Aumentar a produção industrial nos países não-industrializados à base de tecnologias ecologicamente adaptadas;
-Controlar a urbanização selvagem e integração entre campo e cidades menores.

No nível internacional, as metas propostas pelo Relatório sugerem que as organizações do desenvolvimento devem adotar a estratégia de desenvolvimento sustentável; a comunidade internacional deve proteger os ecossistemas supranacionais como a Antártica, os oceanos, o espaço; as guerras devem ser banidas e que a ONU deve implantar um programa de desenvolvimento sustentável.

Fonte: Portal UnB - http://www.unb.br/

sexta-feira, 13 de março de 2009

Poluição está diminuindo visibilidade do céu


Céu azul? Nem tanto. Pelo menos não como costumava ser há apenas três décadas, segundo pesquisa publicada nesta sexta-feira (13/3) pela revista Science.O estudo, feito por pesquisadores das universidades de Maryland e do Texas, nos Estados Unidos, analisou dados de concentrações de aerossóis desde 1973 e apontou que a visibilidade sobre os continentes tem caído seguidamente.Aerossóis são partículas sólidas ou líquidas em suspensão na atmosfera, que podem ser, por exemplo, fuligem, poeira e partículas de dióxido de enxofre. Ou seja, poluição, principalmente derivada da queima de combustíveis fósseis.

Poluição humana

Segundo o estudo, está justamente na poluição promovida pelo homem o maior motivo para que o céu sobre a superfície terrestre não esteja tão visível hoje como há 36 anos.Kaicun Wang e seus colegas da Universidade de Maryland analisaram as concentrações de aerossóis e a profundidade óptica, isto é, a visibilidade em céu aberto.Os pesquisadores verificaram que em todos os continentes a visibilidade piorou, com exceção da Europa, onde a situação está melhor do que em 1973, sinal de que as medidas antipoluição têm surtido efeito no continente.

Visibilidade do céu

Os dados foram obtidos de 3.250 estações meteorológicas em todo o mundo, compiladas pelo Centro Nacional de Dados Climáticos dos Estados Unidos. Também foram usados registros feitos por satélites.Visibilidade foi considerada a distância que um observador consegue ver com clareza a partir de um determinado ponto - quanto mais aerossóis estão presentes no ar, menor a distância vista.Em 58% das estações, a queda na visibilidade foi pelo menos cinco vezes maior do que na média mundial. Segundo os autores do estudo, o cenário mais grave está na Ásia, onde a visibilidade caiu principalmente na última década.

Aerossóis

"É a primeira vez que conseguimos informações globais de longo prazo a respeito de aerossóis sobre a superfície terrestre, que se somam aos dados já existentes sobre os oceanos. A base que reunimos se configura em um importante passo à frente na pesquisa sobre mudanças de longo prazo na poluição do ar e na correlação desse fator com as mudanças climáticas", disse Wang.Aerossóis afetam a temperatura superficial da Terra ao refletir a luz solar de volta ao espaço - reduzindo a radiação na superfície - ou ao absorver a radiação, aquecendo a atmosfera. Os efeitos de esfriamento e aquecimento promovidos pelas partículas suspensas modificam as formações de nuvens e de chuvas.Diferentemente dos aerossóis, o dióxido de carbono e outros gases, apesar de causadores do efeito estufa, são transparentes e não afetam a visibilidade

Fonte:Agência Fapesp

quinta-feira, 12 de março de 2009

Ford lançará Mondeo Trifuel


A Ford confirmou, na Europa, o lançamento de uma nova versão do Mondeo capaz de rodar com três tipos de combustível. A opção Trifuel do modelo de luxo da marca do oval azul será capaz de rodar com gasolina, bioetanol e GLP, o gás liquefeito de petróleo. Segundo a fabricante americana, o modelo será apresentado oficialmente ainda este mês, durante o Salão de Leipzig, na Alemanha. A novidade será oferecida nas carrocerias sedã, notchback e perua.
Em comunicado, a Ford informou que a nova versão do Mondeo utiliza o 2 litros Duratec sob o capô, contando com dois compartimentos separados para armazenagem dos combustível. Com gasolina ou etanol, depositados no mesmo tanque, a potência do propulsor é de 145 cv. Quando passa a consumir o GLP, alojado em um espaço separado, o motor Duratec entrega 141 cv.
Os novos modelos trazem boa autonomia com a nova motorização. Todos eles percorrem até 850 quilômetros com um tanque de gasolina ou bioetanol. Com GLP, o consumo varia de acordo com a carroceria. No sedã e no notch, há capacidade para se percorrer 460 km, enquanto a perua anda por 380 km sem pausas. No total, há possibilidade para que o condutor rode cerca de 1.200 km sem precisar parar em um posto de combustível.As vendas do novo modelo na Europa se iniciam em abril, a depender, é claro, do mercado. Na Alemanha, os preços partem de 27,5 mil euros.

quarta-feira, 11 de março de 2009

'Empregos verdes' podem conter o desemprego global, diz ONU


O plantio de árvores para mitigar a mudança climática pode criar milhões de empregos, aliviando o desemprego em massa causado pela crise financeira global, disse a ONU nesta terça-feira (10).Em nota, a FAO (órgão da ONU para agricultura e alimentação) disse que investimentos na restauração de florestas degradadas, no plantio de novas árvores e na construção de trilhas e áreas de recreação nas matas podem gerar cerca de 10 milhões de empregos."O manejo florestal sustentável poderia se tornar um meio de criar milhões de empregos 'verdes', assim ajudando a reduzir a pobreza e a melhorar o meio ambiente", disse na nota Jan Heino, diretor-geral-assistente do Departamento Florestal da FAO.A FAO citou um estudo da Organização Internacional do Trabalho segundo o qual o desemprego global deve superar 198 milhões de pessoas em 2009.No dia 16, durante a Semana Mundial das Florestas, a FAO deve lançar em Roma um relatório sobre a situação das florestas no planeta.


Fonte: Estadão Online

terça-feira, 10 de março de 2009

Tecnologias sustentáveis no Brasil atraem investimentos alemães


Empresas alemãs estão estudando novas oportunidades de negócios no Brasil no campo de tecnologias sustentáveis. Esse é um dos focos do trabalho que a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha pretende realizar este ano no país.

Tecnologias sustentáveis

A Alemanha lidera vários setores de tecnologias sustentáveis em todo o mundo. Dados de 2006 mostram que a participação alemã nos mercados mundiais ligados ao meio ambiente alcançou 30% no desenvolvimento de energia, 25% em tecnologia para tratamento de esgotos e reciclagem, 20% em tecnologia para a mobilidade. Em eficiência energética, a participação da Alemanha foi de 10% em termos mundiais, totalizando 5% tanto em tecnologia da água quanto em matérias-primas e eficiência de material.Os investimentos diretos e indiretos feitos por empresas alemãs no Brasil atingem US$ 25 bilhões, de acordo com dados divulgados pela assessoria de imprensa da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Os setores mais atrativos para o empresariado alemão são indústria automobilística, autopeças, máquinas e ferramentas, indústria química e farmacêutica, considerados tradicionais.

Investimentos alemães no Brasil

Durante muito tempo, a Alemanha foi o principal investidor estrangeiro no Brasil, mas perdeu essa posição no fim dos anos 80. A queda dos investimentos alemães coincidiu com dois fatores - a maior abertura do Brasil a investimentos estrangeiros e a preocupação alemã com a integração interna, a partir da derrubada do muro de Berlim - segundo o diretor do Centro de Estudos da Fundação Konrad Adenauer no Brasil, Wilhelm Hofmeister. A instituição comemora este mês 40 anos de atividades no país.Segundo ele, os recursos da Alemanha foram canalizados para a Alemanha Oriental e para a Europa Oriental. "Por essa razão, houve uma certa redução do investimento alemão no Brasil. Por outro lado, a abertura do Brasil deu espaço para a entrada de novos investidores. E eles aproveitaram bem essas novas oportunidades", disse Hofmeister.

Tecnologias sustentáveis

Ele observou, contudo, que a Alemanha ainda é um investidor importante no Brasil. Citou, como exemplo, o investimento de 5 bilhões de euros do grupo ThiessenKrupp no Rio de Janeiro, para criação da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA). O projeto tem como sócio minoritário a mineradora Vale e prevê gerar 3.500 empregos diretos e até 14 mil indiretos.
De 12 a 15 deste mês, a Câmara Brasil-Alemanha promove a 1ª Feira de Tecnologias Sustentáveis Brasil-Alemanha (Ecogerma), em parceria com a Embaixada da Alemanha no Brasil e o Consulado Geral da Alemanha em São Paulo. Nos dias 19 e 20 próximos, a Fundação Konrad Adenauer realiza simpósio no Rio de Janeiro sobre os 40 anos de desenvolvimento
político e cooperação internacional no Brasil, celebrando sua atuação no país.
Fonte:Alana Gandra - Agência Brasil

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Brasil e a reciclagem


O lixo é uma fonte de riquezas. As indústrias de reciclagem produzem papéis, folhas de alumínio, lâminas de borracha, fibras e energia elétrica, gerada com a combustão. No Brasil, a cada ano são desperdiçados R$ 4,6 bilhões porque não se recicla tudo o que poderia. O Brasil é considerado um grande "reciclador" de alumínio, mas ainda reaproveita pouco os vidros, o plástico, as latas de ferro e os pneus que consome.
A cidade de São Paulo produz mais de 12.000 toneladas de lixo por dia, com este lixo, em uma semana dá para encher um estádio para 80.000 pessoas. Se toda água do planeta coubesse em um litro, a água doce corresponderia a uma colher de chá. Somente 37% do papel de escritório é realmente reciclado, o resto é queimado. Por outro lado, cerca de 60% do papel ondulado é reciclado no Brasil.
Um litro de óleo combustível usado pode contaminar 1.000.000 de litros de água. Menos de 50% de produção nacional de papel ondulado ou papelão é reciclado atualmente, o que corresponde a cerca de 720 mil toneladas de papel ondulado. O restante é jogado fora ou inutilizado. Pesquisas indicam que cada ser humano produz, em média, um pouco mais de 1 quilo de lixo por dia. Atualmente, a produção anual de lixo em todo o planeta é de aproximadamente 400 milhões de toneladas.

Perfil do lixo produzido nas grandes cidades brasileiras:

1. 39%: papel e papelão
2. 16%: metais ferrosos
3. 15%: vidro
4. 8%: rejeito
5. 7%: plástico filme
6. 2%: embalagens longa vida
7. 1%: alumínio

Índices da Reciclagem

Capitais em que há catadores nos lixões: 37,4%
Cidades com mais de 50 mil habitantes: 68,18%
Cidades com menos de 50 mil habitantes: 31,67% Nas ruas
Capitais em que há catadores nas ruas: 66,67%
Cidades com mais de 50 mil habitantes: 63,64%
Cidades com menos de 50 mil habitantes: 31,67% Lixões
Capitais com lixões: 25,93%
Cidades com mais de 50 mil habitantes (excluídas as capitais): 72,73%
Cidades com menos de 50 mil habitantes: 66,67%


Fonte: Pesquisa Água e Vida/Unicef

domingo, 8 de março de 2009

A eficiência energética e a geração de energias renováveis


A eficiência energética e a geração de energias renováveis movimentam € 550 bilhões, representando 50% do mercado ambiental mundial. É o setor com o maior crescimento previsto até o final de 2009, com 22% para a eficiência energética e 27% para a geração de energias renováveis. As empresas atuantes neste setor registram uma margem de lucro de 28% (eficiência energética) e 21% (geração de energias renováveis). Somente a Alemanha detém 30% do mercado de geração de energias renováveis e 10% do de eficiência energética.
No Brasil, o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) prevê a construção de 43 novas usinas termelétricas e hidrelétricas até 2010. Por outro lado, o consumo de energia no País deverá aumentar em 50% até 2020.O setor de energias renováveis (eólica, solar, biomassa e PCHs) movimentou aproximadamente US$ 280 milhões em 2007. Em 2009 deverão aumentar os investimentos no setor de energia eólica e biomassa, incrementando a demanda por tecnologias. Cerca de 45% da energia usada no Brasil vem de fontes renováveis, como a água e a biomassa.

Fonte: Deutsche Bank,

sábado, 7 de março de 2009

Radiação solar chega ao nível máximo na maior parte do país

O nível de radiação solar alcançou nível máximo nesta semana, na maior parte do país. Esta medição mostra o quanto os raios solares ultravioleta prejudicam nossa saúde.O sol forte representa um perigo invisível: os raios ultravioleta. O índice desse tipo de radiação varia de zero a 14. Na maior parte do país, o nível registrado na quinta-feira (5) foi considerado extremo. Em Brasília, chegou a 13,4.Os raios são emitidos pelo sol. A camada de ozônio que existe na atmosfera serve de filtro, mas não consegue barrar completamente. As nuvens refletem boa parte desses raios. Mas, quando não há nebulosidade, eles atingem a terra com toda a força. Ao meio-dia, a radiação costuma chegar ao nível máximo. Só 1% da radiação emitida pelo sol chega até a Terra. Mas isso é o suficiente para provocar problemas graves, principalmente para pessoas de pele clara.Dos três raios ultravioleta que existem, dois oferecem riscos para a nossa pele. De acordo com a dermatologista Débora Azenha, o UVA e o UVB causam envelhecimento precoce, câncer e alguns tipos de alergia. O uso de filtro solar é fundamental. Mas boa parte deles não protege contra os raios UVA, que são os mais perigosos. Por isso, o sol forte exige cuidados adicionais, como usar boné ou chapéu e camisa de manga longa.
Fonte: G1

sexta-feira, 6 de março de 2009

Nova tecnologia elimina poluentes dos motores diesel

Protótipo da unidade de purificação eletroquímica dos gases de escapamento,
instalado em um motor diesel de 0,5 l.
[Imagem: Risø National Laboratory for Sustainable Energy]

Na teoria, os motores a diesel podem se tornar muito mais econômicos e ambientalmente corretos do que os motores a gasolina, graças ao seu princípio de funcionamento.Mas isso é só na teoria, e virtualmente todos os motores diesel que equipam os caminhões atuais causam sérios problemas de poluição, inclusive com a emissão de nanopartículas danosas ao sistema respiratório humano, hidrocarbonetos não queimados e óxidos de nitrogênio (NOx).

Purificação eletroquímica dos gases de escapamento

Agora, engenheiros da Universidade Riso, na Dinamarca, desenvolveram um novo sistema de purificação para os gases exauridos pelo escapamento dos motores a diesel que é mais eficiente e mais barato do que os atuais filtros para retenção de particulados e tecnologias deNOx - que capturam os óxidos de nitrogênio.A técnica, chamada purificação eletroquímica dos gases de escapamento, tem várias vantagens sobre os atuais filtros e catalisadores, tornando-a atrativa para uso a curto prazo pela indústria automotiva.A purificação das partículas de carbono, dos óxidos de nitrogênio tóxicos e dos hidrocarbonetos não queimados acontece integralmente dentro de uma única unidade filtrante.

Diesel sem aditivos

As soluções atualmente disponíveis exigem a instalação de um filtro para retenção dos particulados e de um catalisador SCR (Selective Catalytic Reduction) ou de de um absorvedor de NOX ou, ainda, de um recirculador dos gases exauridos. A adoção dessas tecnologias exige alterações significativas no projeto dos veículos, além de impor aumentos de custos significativos.
Outra vantagem da utilização da purificação eletroquímica é que ela dispensa a adição de substâncias ao diesel. O filtro também dispensa os metais preciosos, como a platina, normalmente utilizados nos catalisadores.A purificação eletroquímica dos gases de escapamento opera de forma independente da operação do motor, podendo também ser utilizada em motores estacionários, como os utilizados em geradores elétricos.Os pesquisadores esperam que sua nova tecnologia esteja pronta para utilização comercial nos próximos 4 anos.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Um conceito de Educação Ambiental

No ambiente urbano das médias e grandes cidades, a escola, além de outros meios de comunicação é responsável pela educação do indivíduo e conseqüentemente da sociedade, uma vez que há o repasse de informações, isso gera um sistema dinâmico e abrangente a todos.A população está cada vez mais envolvida com as novas tecnologias e com cenários urbanos perdendo desta maneira, a relação natural que tinham com a terra e suas culturas. Os cenários, tipo shopping center, passam a ser normais na vida dos jovens e os valores relacionados com a natureza não tem mais pontos de referência na atual sociedade moderna.
A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de educação, que se propõe atingir todos os cidadãos, através de um processo pedagógico participativo permanente que procura incutir no educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais.O relacionamento da humanidade com a natureza, que teve início com um mínimo de interferência nos ecossistemas, tem hoje culminado numa forte pressão exercida sobre os recursos naturais.Atualmente, são comuns a contaminação dos cursos de água, a poluição atmosférica, a devastação das florestas, a caça indiscriminada e a redução ou mesmo destruição dos habitats faunísticos, além de muitas outras formas de agressão ao meio ambiente.
Dentro deste contexto, é clara a necessidade de mudar o comportamento do homem em relação à natureza, no sentido de promover sob um modelo de desenvolvimento sustentável (processo que assegura uma gestão responsável dos recursos do planeta de forma a preservar os interesses das gerações futuras e, ao mesmo tempo atender as necessidades das gerações atuais), a compatibilização de práticas econômicas e conservacionistas, com reflexos positivos evidentes junto à qualidade de vida de todos.


É subdividida em formal e informal:

Formal é um processo institucionalizado que ocorre nas unidades de ensino;

Informal se caracteriza por sua realização fora da escola, envolvendo flexibilidade de métodos e de conteúdos e um público alvo muito variável em suas características (faixa etária, nível de escolaridade, nível de conhecimento da problemática ambiental, etc.).


quarta-feira, 4 de março de 2009

Fórum de Varejo e Consumo Sustentável

Para se atingir o desenvolvimento sustentável e uma melhor qualidade de vida para as pessoas, os países devem reduzir e eliminar os padrões insustentáveis de produção e consumo”. A frase é da Declaração do Rio, um documento elaborado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992. Dezessete anos depois, os padrões que já eram insustentáveis, pioraram. Preocupados com esta questão, o Ministério do Meio Ambiente convidou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Centro de Excelência em Varejo (GVcev) para participar do Comitê Gestor de Produção e Consumo Sustentável e, assim, elaborar e implantar um plano de ação que mude efetivamente o modelo de produção e consumo brasileiro. Para tanto, a GVcev decidiu investir no setor varejista – principal elo entre fornecedores e consumidores e, portanto, importante agente na construção de um padrão de consumo sustentável – e criar o Programa de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo (RS no Varejo). Como primeira ação, desenvolveu-se, em Junho de 2008, um fórum para incentivar o setor varejista a debater, implementar e disseminar práticas sustentáveis de desenvolvimento de produtos, bem como sua distribuição, comercialização e consumo. Neste ano, de março a setembro, o Fórum de Varejo e Consumo Sustentável vai promover sete reuniões para dar continuidade às discussões sobre os principais desafios e oportunidades do setor varejista – e também dos consumidores, empresários, governos e sociedade civil – na busca por um padrão de consumo sustentável. A primeira reunião acontecerá no dia 18 de Março, na sede da Fundação Getúlio Vargas, e terá entrada gratuita. Atualmente, o Fórum já é integrado por mais de 200 empresas e organizações da sociedade civil e está dando origem aos “Princípios de Sustentabilidade no Varejo”, uma espécie de metodologia, inspirada em um modelo sueco, que estabelece limites para o setor , afim de garantir a construção de um planeta mais sustentável.
Reunião de Trabalho do Fórum de Varejo e Consumo Sustentável – 2009 Data: 18 de Março Local: Sede da Fundação Getúlio Vargas – Av. 9 de Julho, 2029 – São Paulo Inscrições: (11) 3281-3654 / 3276 ou por e-mail (RSnoVarejo@fgv.br) Mais informações: Site do RS no Varejo
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